domingo, 4 de março de 2012

Caramujo africano volta a preocupar população de Manaus


No bairro Aliança com Deus, os moradores afirmam que retiram sacolas cheias do molusco todo fim de tarde. O caramujo traz risco para os moradores das áreas infestadas
[ i ]A moradora do bairro Aliança com Deus, zona norte da cidade, retira todos os dias um saco cheio de caramujos africanos de seu quintal Foto: Jair AraújoA moradora do bairro Aliança com Deus, zona norte da cidade, retira todos os dias um saco cheio de caramujos africanos de seu quintal

Manaus - O caramujo africano volta a ser uma ameaça para a saúde pública em Manaus. No bairro Aliança com Deus, zona norte da cidade, os moradores afirmam que retiram sacolas cheias do molusco todo fim de tarde, apesar das várias campanhas de combate realizadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas).
Só este ano já foram 17 notificações de infestação em diferentes bairros de Manaus. “Com aumento da população do caramujo, consequentemente aumentam os riscos da população contrair doenças. O caramujo já é considerado uma praga urbana”, disse o infectologista e chefe do departamento clínico da Fundação de Medicina Tropical (FMT/AM), Antônio Magela.
Segundo o médico, o caramujo africano pode transmitir um verme para o homem que pode causar meningite, que é mais comum nas ilhas do Pacífico, Austrália e Ásia; e uma doença abdominal, com maior incidência nas Américas. “A doença de peritonite, que é a inflamação da membrana que recobre o intestino, pode ocasionar obstrução e perfuração intestinal. Mas raramente pode levar à morte”, disse.
O médico explicou, ainda, que o verme no homem se comporta como uma parasitose intestinal. “O tratamento é feito à base de medicamentos anti-helmintos. Em caso de perfuração e obstrução intestinal recomenda-se a cirurgia”, disse.
Praga
O caramujo africano se tornou um problema constante para os moradores da zona norte de Manaus, principalmente do bairro Aliança com Deus. A costureira Ruth Souza, 51, disse que todos os dias o quintal da casa dela fica cheio do molusco. “No final da tarde, coletamos uma sacola cheia. Eles ficam nas paredes das casas, plantas, em todo o lugar. Toco fogo neles, ponho sal, mas não tem jeito. Tem até filhotinhos”, contou.
Segundo Magela, os caramujos se reproduzem de forma assustadora. “Cada caramujo pode gerar até 300 descendentes num ano. A tendência é aumentar já que eles não têm um predador natural. Nem há um microrganismo que cause alguma doença nele como forma de controle”, disse o médico.
A comerciante Maria do Rosário, 55, também moradora do bairro Aliança com Deus, disse que os caramujos aparecem todos os dias no quintal da casa e durante todo o ano. “Não tem época. Eles aparecem até mesmo no verão”, disse.
Magela afirma que, realmente, o caramujo africano aparece durante todo o ano. Só que em períodos chuvosos, ele fica mais ativo, principalmente à noite e ao amanhecer.
Segundo a Semmas, o trabalho de combate ao caramujo consiste na realização de visitas de orientação sobre os seis passos corretos para a coleta e extermínio dos moluscos. De acordo com o órgão, cada morador é responsável pela limpeza e manutenção dos seus terrenos.
SEIS PASSOS
1 Manuseie e colete o caramujo com a proteção de luvas ou sacos plásticos.
2 Não coma, não beba, não fume e não leve a mão à boca, durante o manuseio do caramujo.
3 Coloque os caramujos africanos em sacos plásticos.
4 Para exterminar os caramujos, matenha-os dentro de dois sacos plásticos e pise em cima com calçado adequado para quebrar as conchas.
5 Após esses procedimentos, enterre-os em valas de 80 centímetros, jogando cal virgem em cima dos caramujos mortos nos sacos. Depois cubra a vala com terra.
6 Lave as mãos após esses procedimentos.

sábado, 3 de março de 2012

Ciclista morre atropelada por ônibus na av. Paulista



Bióloga foi 'fechada', afirma testemunha

Juliana Ingrid Dias, 33, era pesquisadora do hospital Sírio Libanês, na Bela Vista, onde trabalhava com células-tronco
Acidente ocorreu a poucos metros do local onde uma outra ciclista foi atropelada e morta em janeiro de 2009


Alessandro Shinoda/Folhapress
Corpo de ciclista morta por ônibus na avenida Paulista
Corpo de ciclista morta por ônibus na avenida Paulista
AFONSO BENITES
EDUARDO GERAQUE

DE SÃO PAULO
Uma ciclista de 33 anos morreu atropelada por um ônibus na manhã de ontem, na avenida Paulista, região central de São Paulo.
Juliana Ingrid Dias, bióloga e pesquisadora do hospital Sírio Libanês, seguia de bicicleta de sua casa, na Vila Mariana, para o trabalho, na Bela Vista, quando o motorista de um carro a "fechou" na avenida Paulista no sentido Consolação. Eram 9h50.
"Ela estava entre a primeira e a segunda faixa da avenida. Quando o motorista do carro a 'fechou'. Ela gritou: 'Cuidado comigo", relatou o estudante Mateo Augusto, 17, que testemunhou o acidente na esquina da avenida Paulista com a rua Pamplona.
Logo na sequência, um ônibus que estava na terceira faixa da direita para a esquerda mudou bruscamente para a segunda faixa e "fechou" a ciclista de novo.
"Ela gritou: 'Olha eu aqui' e gesticulou, o ônibus veio de novo para cima, parecia que queria bater intencionalmente nela, mas ela perdeu o equilíbrio e caiu", afirmou o estudante Augusto, que também é ciclista e é a principal testemunha do acidente.
Quando estava no chão, um segundo ônibus passou com a roda traseira sobre sua cabeça. Juliana morreu na hora. Segundo duas testemunhas e a Polícia Militar, a bióloga ainda foi arrastado por cerca de quatro metros antes do veículo parar. Ela usava equipamentos de segurança, como capacete e colete.
O motorista do ônibus que a atropelou não teve o nome divulgado. Ele disse que não viu a mulher pelo retrovisor, que trafegava lentamente e que só percebeu o acidente quando sentiu o movimento na roda traseira do veículo.
Ao se dar conta do atropelamento, o motorista desceu do ônibus e tentou socorrê-la. Antes, porém, anotou a placa e o prefixo do ônibus que "fechou" a ciclista.
Reginaldo Santos, 36, motorista desse ônibus, foi detido e indiciado sob suspeita de homicídio culposo (sem intenção de matar). Ele pagou fiança de R$ 1.500 e foi solto. A Folha não conseguiu falar com o advogado de Santos.
Após o acidente, ciclistas se deitaram num cruzamento da Paulista, mas foram logo retirados por PMs. À noite, a avenida foi tomada por cerca de 200 de ciclistas.
Eles fecharam a Paulista, caminharam entre a rua da Consolação e a rua Pamplona, acenderam velas, plantaram duas árvores cerejeiras, deixaram flores na calçada e instalaram uma "ghost bike", uma bicicleta branca, no local onde a bióloga morreu.
O acidente que matou Juliana aconteceu a poucos metros do lugar onde outra ciclista morreu, em janeiro de 2009. Na ocasião, a vítima foi a massagista Márcia Regina de Andrade Prado, 40. Lá, também há uma "ghost bike".
Segundo amigos, Juliana era de São José dos Campos, vivia na capital havia um ano e todos os dias ia de casa para o trabalho de bicicleta. Trabalhava com pesquisas de células-tronco e atuava em movimentos ambientalistas.
"Era uma pessoa que queria fazer sua parte para mudar o mundo", disse Luiza Calandra, 26, amiga da ciclista.
Colaborou LEONARDO RODRIGUES

SP não é cidade para bicicletas, diz professor da USP

DE SÃO PAULO
São Paulo não é uma cidade para bicicletas, afirma Jaime Waisman, professor da USP e consultor. Segundo ele, o espaço físico é muito estreito para que as bicicletas disputem em segurança espaço com os carros.
Folha - O trânsito de SP é seguro para as bicicletas?
Jaime Waisman - São Paulo não é cidade para bicicletas. Os cicloativistas vão me matar, mas essa é a verdade. O sistema viário é extremamente congestionado e limitado, o que causa uma briga selvagem para conseguir andar. Nessa briga quem leva a pior? O mais fraco, que são os pedestres e as bicicletas.

É possível conciliar a bicicleta com o trânsito?
Não dá para criar mais espaço, alargar as ruas nem restringir caminhões, carros, vans. São Paulo não tem estrutura para circulação de ciclistas, infelizmente.

E onde os ciclistas podem andar, então?
Em segurança, só em ciclovia ou ciclofaixa. No meio do trânsito, os atropelamentos continuarão acontecendo. Uma solução talvez fosse não estimular as pessoas a não andar em determinadas vias porque ali a probabilidade de morte é muito grande.

Risco é conviver com motorista hostil, diz ativista
DE SÃO PAULO

O risco para o ciclista na cidade de São Paulo não é andar na avenida Paulista ou em outras vias muito movimentadas, mas conviver com motoristas que não aceitam a presença dele, de acordo com Willian Cruz, cicloativista e autor do site "Vá de Bike".
Folha - A avenida Paulista é perigosa para o ciclista?
Willian Cruz - As avenidas de São Paulo são perigosas. Mas a questão é que uma via como a Paulista não tem como o ciclista evitar. Ela é mais plana que as paralelas, que são cheias de subidas.

Há mais riscos?
O perigo maior é o motorista que não aceita a presença do ciclista na rua. Quando ocupamos a faixa do meio na Paulista, pode parecer antipático, mas a nossa segurança aumenta bastante. A bicicleta tem direito de andar na via. Tem muito motorista consciente já, mas ainda temos problemas de levar fechadas e de gente que não respeita a distância de 1,5 metro do ciclista prevista na lei.

Como melhorar a segurança?
Se a prefeitura sinalizasse o solo, pintando um símbolo de bicicleta como a gente fez no passado, ajudaria. E é preciso conscientizar motoristas sobre a presença de ciclistas nas ruas.


Ciclista paulistano enfrenta falta de vias exclusivas e desconhecimento sobre lei

VANESSA CORREA
DE SÃO PAULO
A cidade de São Paulo tem 50,5 km de vias exclusivas para bicicletas abertas todos os dias, para uma população de 11,2 milhões de habitantes e 1,52 mil km² de área.
Se a ideia é oferecer segurança para quem quer se locomover de bicicleta, isso é quase nada.
Cidades como Buenos Aires e Paris, que recentemente intensificaram suas políticas para bicicletas, estão muito à frente.
A capital portenha ganhou nos últimos dois anos quase 70 km de ciclovias. Não parece uma diferença muito grande, mas a população paulistana é quase quatro vezes a de Buenos Aires, vivendo em uma área sete vezes maior.
Paris foi mais longe. Implantou 260 km de ciclovias nos últimos dez anos e chegou a um um sistema de 440 km, em área que é a metade da de Buenos Aires. A meta da cidade europeia é chegar a quase 600 km de vias exclusivas para as bicis até 2014.
'VAI PRA CALÇADA'
Além de não terem um sistema interligado de ciclovias que permita o deslocamento seguro pela cidade, os ciclistas paulistanos sofrem com a ignorância de motoristas sobre a legislação de trânsito.
Pela lei, a bicicleta é um meio de transporte que deve circular na via, na mesma mão que os carros.
Devido à falta de conhecimento, quem usa a bicicleta no dia a dia reclama de ouvir com frequência exclamações do tipo "vai para a calçada".
Outra queixa comum dos ciclistas é a falta de respeito à uma determinação do Código Brasileiro de Trânsito. Pela lei, motoristas devem manter distância mínima de 1,5 metro das bicicletas, inclusive lateral, sob pena de multa.
03/03/2012 - 08h36

São Paulo tem uma morte de ciclista por semana



Um ciclista morre por semana no trânsito da cidade de São Paulo, segundo o último dado disponível da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), de 2010.

A empresa diz que ainda não concluiu a compilação dos dados de 2011.
Foram 49 mortes de ciclistas em acidentes de trânsito em 2010. O número vem caindo: em 2009 houve 61 mortes; quatro anos antes, 93.
"Estamos sofrendo um genocídio", diz a cicloativista Renata Falzoni. Ela não acredita em acidente para o que ocorreu ontem --diz que há um desrespeito constante a artigo do Código de Trânsito Brasileiro que estabelece distância mínima de 1,5 metro dos carros para as bicicletas.
Moacyr Lopes Junior/Folhapress
Manifestantes protestaram ontem (2) na avenida Paulista após uma ciclista morrer atropelada no local
Manifestantes protestaram ontem (2) na avenida Paulista, em SP, após uma ciclista morrer atropelada no local
RECICLAGEM
Segundo a prefeitura, desde maio cursos de reciclagem são promovidos para motoristas de ônibus, que miram o respeito ao pedestre e o compartilhamento da via com ciclistas.
Um motorista que se envolve em acidente é afastado, diz a SPTrans, responsável pelo transporte público na cidade. Se comprovada falha, o condutor é encaminhado para reciclagem. Há 30 mil motoristas na cidade, diz o órgão.
A tendência de as ruas ficarem cada vez mais repletas de bicicletas não mudará, segundo Felipe Aragonez, diretor do instituto CicloBR. E isso é positivo, continua, pois faz os motoristas se acostumarem às bicicletas. É necessário, diz, que motoristas compartilhem a pista e andar em velocidade adequada.
Ele cita o exemplo da avenida Paulista, por onde passaram 733 bicicletas em um dia da semana, segundo pesquisa da CicloBR em 2010.
Arte/Editoria de Arte/Folhapress

Resolvido! Sacolas de papel!

02/03/2012 - 10:17

Mundial Calçados substitui sacolas plásticas por embalagens de papel


Empresa reforça conceito de sustentabilidade com a troca por embalagens produzidas pela Antilhas.
São Paulo – Com o objetivo de reforçar o compromisso com a sustentabilidade que já está presente em todas as suas lojas, a Mundial Calçados, uma das maiores varejistas especializada em calçados do Brasil, investiu na substituição das antigas embalagens produzidas com plástico oxi-biodegradável por uma nova linha de sacolas feitas de papel.
Há mais de 30 anos no mercado calçadista, a rede oferece calçados para o público feminino, masculino e infantil e possui 15 lojas distribuídas na cidade de São Paulo, na região metropolitana em Guarulhos, Santo André, Osasco e no litoral em São Vicente. Em breve, a rede vai inaugurar uma nova filial na cidade de São Bernardo do Campo.
Segundo Ivan da Silva, gerente de compras da Mundial Calçados, o compromisso com a preservação do meio ambiente é um dos fatores essenciais para a rede quando o assunto é investimento. A marca já vem fazendo sua parte aplicando no dia a dia dos negócios de forma sistemática, o conceito dos 3 R’s – Reduzir, Reutilizar e Reciclar.
“Com esta iniciativa, pretendemos atender a demanda dos nossos clientes por embalagens mais amigáveis ao meio ambiente e ainda com a vantagem de serem esteticamente muito mais interessantes. A substituição das novas embalagens é um passo importante e fundamental no posicionamento da marca como uma empresa ambientalmente sustentável”, afirma o gerente.
Os profissionais da Antilhas, líder no fornecimento de embalagens para o varejo, foram os responsáveis pela produção da sacola impressa em papel Kraft branco, em três tamanhos diferentes. As embalagens em dimensões diferenciadas possibilitam o acondicionamento de diversos produtos em uma só sacola, o que garante conforto e segurança para o consumidor que adquire os produtos da marca. As cores azul e branca completam o layout e conferem um visual moderno à nova linha.
As embalagens já estão sendo disponibilizadas de forma gradual em todas as lojas da rede.
Antilhas -A empresa é 100% nacional, reconhecida no mercado pelo pioneirismo em levar inovações e soluções em embalagens para seus clientes. Há 22 anos, desenvolve soluções em embalagens para mais de 12 mil pontos de venda em todas as regiões do Brasil. A unidade fabril está localizada em Santana do Parnaíba (SP) e conta com 28 mil m² de área construída, em um terreno de 40 mil m².
Desde sua fundação, a companhia investe em pesquisa e desenvolvimento, infraestrutura e qualidade para se manter na vanguarda das novas tecnologias e tendências de mercado. Oferece a seus clientes, sempre em primeira mão, a oportunidade de sair na frente no setor em que atuam.
A empresa atende os segmentos de Cosmético, Perfumaria e Higiene Pessoal; Vestuário, Calçados e Acessórios; Alimentos e Bebidas; Papel e Papelaria; Grande varejo; Eletro-Eletrônico; Telefonia e Outros. Fabrica em papel, cartão e plástico (rígido ou flexível) produtos como cartuchos, caixas, sacolas com acabamento manual e automático, estojos e kits, envelopes, envoltórios e bobinas técnicas. Além de desenvolver e trazer de todo o mundo elementos decorativos que agregam valor à embalagem (adereços, papéis de seda, etiquetas, etc).  www.antilhas.com.br 

Projeto sobre construções sustentáveis


Especialistas preparam projeto sobre construção sustentável
02 de março de 2012 • 10h25


Projeto sobre construções sustentáveis deve ser apresentado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho, no Rio de Janeiro. Até o fim deste mês, o texto deve ser concluído pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) e pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

O projeto tem o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), Organização Mundial do Trabalho (OIT) e de bancos multilaterais. A ideia é a de que ele possa ser adaptado e aplicado em vários países, diz o presidente da Cbic, Paulo Safady Simão.

O projeto que engloba uma nova visão do setor da construção no Brasil vem sendo estudado há cerca de três anos. Ele prevê a integração entre as áreas de sustentabilidade e inovação tecnológica, afirma Simão.

O projeto é amplo e vai incluir a substituição de materiais na industrialização e semi-industrialização. "Nós estamos falando de resíduos sólidos, de água, de iluminação, de conforto, de emissão de gases. Isso é conseguido por meio de inovação tecnológica." A substituição de materiais deve racionalizar a construção, diminuir perdas. A meta é usar equipamentos modernos que se aproximem da emissão zero de carbono. "Nós temos que perseguir isso."

O desafio, segundo Simão, é "vender" essa ideia a um parque formado por cerca de 170 mil empresas e produzir uma mudança de comportamento e de cultura significativa. Na sua opinião, esse não é um problema só do Brasil, mas universal.

A construção sustentável trará benefícios para o planeta, que já enfrenta problemas de alteração do clima, devido à emissão de gases poluentes. De acordo com pesquisa do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD, a sigla em inglês), o setor da construção civil responde por 40% da energia consumida em todo o mundo e por 35% das emissões de carbono. "Temos de modernizar o processo de construção para reduzir isso. Essa é uma grande contribuição que o setor vai dar".

Para a sociedade brasileira, Simão disse que além do benefício ambiental, o projeto representará ganhos em termos de vida útil de uma construção, estimada em 50 anos. Os custos com energia, água e saúde durante a vida útil de um imóvel serão resolvidos "quando você planejar profundamente um projeto e criar condições para que essa construção, ao longo de 50 anos, seja muito mais sustentável do que é hoje. O ganho para a população é fantástico". O presidente da Cbic lembrou que o planejamento de uma construção sustentável deve visar à preservação da natureza para as gerações futuras.

Tijolo Verde? Nem tanto. Continua a queima do carvão vegetal...


"Tijolo Verde" leva sustentabilidade ao polo ceramista do nordeste do Pará

    Da Redação
    Agência Pará de Notícias
    Atualizado em 02/03/2012 às 17:07





    O governo do Estado lançou na manhã desta sexta-feira (2), em Irituia, município do nordeste paraense, o Projeto Tijolo Verde, com o objetivo de oferecer sustentabilidade econômica, ambiental e social ao polo produtor de cerâmica de São Miguel do Guamá. Com 40 olarias, o polo gera mais de 3 mil empregos diretos, beneficiando também os municípios vizinhos, como Irituia.


    O projeto foi lançado durante o IV Seminário Agropecuário, que teve a participação do secretário de Estado de Agricultura, Hildegardo Nunes, do secretário Extraordinário do Programa Municípios Verdes, Justiniano Neto, e do diretor geral do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado, Tiago Valente. O prefeito de Irituia, Walcir Oliveira da Costa, foi o primeiro a assinar o convênio com o Ideflor, a Sagri e os demais órgãos estaduais que integram o Projeto Tijolo Verde.


    “O objetivo do programa é garantir a sustentabilidade da indústria cerâmica, que gera emprego e renda para toda essa região e abastece a Região Metropolitana de Belém”, explicou Hildegardo Nunes, que ministrou uma palestra sobre sustentabilidade e economia verde.


    O projeto incentivará o reflorestamento de áreas degradadas com espécies propícias à produção de carvão, para abastecer de forma legal os fornos das indústrias de cerâmica da região. O projeto, segundo o secretário, está adequado às diretrizes do Programa Municípios Verdes, realizado em parceria com a esfera municipal. A Prefeitura de Irituia firmou sua adesão ao programa durante o seminário.


    Mudança de padrão - O secretário de Agricultura de Irituia, José Sebastião Romano (Zezinho), afirmou que a parceria com o governo do Estado é importante para garantir a mudança do padrão de produção rural do sistema químico para a agroecologia, que o município está incentivando.


    O secretário de Agricultura de Tomé-Açu, Michinori Kanagano, disse que é preciso “melhorar a alimentação sem descuidar do meio ambiente e do social”, ao falar sobre o incentivo à implantação dos Sistemas Agroflorestais (SAFs), que consorciam espécies florestais nativas com cultivos temporários.


    O agricultor Balbino de Oliverira Castro, 37 anos, inormou que até 2010, quando ainda usava o sistema antigo, que consistia em derrubar, queimar e plantar, o que lhe restou no final do ano foram R$ 29,00. Depois que mudou para o SAF a renda subiu para R$ 5 mil no ano seguinte.

    Texto:
    Raimundo Sena - Sagri
    Fone: (91) 4006-1210 / (91) 8883-1339

    Secretaria de Estado de Agricultura
    Tv. Do Chaco, 2232. Belém-PA. CEP 66090-120
    Fone: (91) 3226-8904/1363

    sexta-feira, 2 de março de 2012

    Iluminação com garrafas PET




    Iluminação econômica



    Sistema de iluminação com garrafas PET pode reduzir em até 40% os custos com energia elétrica no canteiro durante as obras


    Reportagem: Romário Ferreira


    Para diminuir os custos com energia elétrica nas instalações de apoio de sua obra, a construtora paulista MGBigucci implantou um sistema de iluminação natural com garrafas PET que pode reduzir em até 40% os custos com eletricidade durante toda a construção. O sistema foi colocado no telhado de banheiros, do almoxarifado, do escritório e do refeitório do canteiro de obras do Condomínio Nova Santo André II.
    Em cada telhado de 40 m² (10 m x 4 m), construído com telhas de fibrocimento, foram instaladas oito garrafas PET incolores, com capacidade de 2 l, cheias de água limpa e algumas gotas de cloro. Para que o sistema funcione, 40% do corpo da garrafa deve ser instalado acima do telhado, exposto à incidência da iluminação solar; e 60% da garrafa fica abaixo do telhado, no interior da construção. Assim, a incidência dos raios solares na garrafa reflete e difunde a luminosidade para a parte abaixo do telhado.


    Fotos: divulgação MBigucci
    Para telhados com 40 m², por exemplo, a instalação de oito garrafas já é o suficiente para garantir boa luminosidade.

    Fotos: divulgação MBigucci
    O custo, segundo o diretor técnico Milton Bigucci Júnior, é praticamente zero, pois são utilizados, além das garrafas com água, apenas arame para fixação, pedaços de ferro que sobram da própria obra, e silicone para a vedação. O sistema substitui a iluminação elétrica durante o período diurno, quando está claro. Por isso, os pontos com lâmpadas fluorescentes foram mantidos para dias chuvosos e escuros, além do período noturno.
    Para certificar a capacidade de iluminação das garrafas, a construtora contratou uma consultoria para comparar o nível médio de iluminamento (lux). O teste foi feito nos locais com portas e janelas fechadas, entre 9h30 e 13h50, e em dias com períodos de sol, sol entre nuvens e nublado. O resultado apontou que o sistema com garrafas é mais eficiente que as lâmpadas fluorescentes, especialmente em dias ensolarados. A luminosidade média, com o sistema, é de cerca de 200 lux, nível mais alto do que os 150 lux exigidos na norma técnica NBR 5413 - Iluminância de Interiores.



    INSTALAÇÃO DO SISTEMA
    Veja como são as etapas de execução do sistema de iluminação natural com garrafas PET, que tem custo praticamente zero de instalação.

    Fotos: divulgação MBigucci
    1. Primeiro, marque onde serão instaladas as garrafas PET. Em seguida, utilize a própria garrafa para medir o diâmetro do furo a ser feito no telhado de fibrocimento.
    2. Execute o furo com uma serra-copo. Para que haja o encaixe, o buraco deve ser do mesmo tamanho do diâmetro da garrafa. Recomenda-se que 40% do corpo da garrafa fique acima do telhado.


    Fotos: divulgação MBigucci
    3. Após encaixar a garrafa, amarre um arame em sua tampa. Esse arame será fixado na estrutura de ferro que será presa no telhado.
    4. A vedação da garrafa, para evitar infiltrações, deve ser feita com silicone. A construtora relata que esse tipo de vedação é eficiente e que nunca enfrentou problemas de vazamentos.

    Fotos: divulgação MBigucci
    5.
    A fixação da garrafa é feita por uma espécie de gaiola, que pode ser produzida com sobras de ferro da própria obra. Essa estrutura é parafusada no telhado e, em seguida, a garrafa é presa nela com arame.


    2,7 bilhões de pessoas sofrem com escassez de água


    02 de março de 2012 | 3h 06



    O Estado de S.Paulo

    Pelo menos 2,7 bilhões de pessoas, em 201 bacias hidrográficas, sofrem com escassez de água pelo menos um mês por ano, segundo um estudo publicado na revista científica PLoS One. Os autores, ligados à Universidade Twente e à Water Footprint Network, na Holanda, e às organizações WWF e The Nature Conservancy (TNC), analisaram o fluxo mensal de água em 405 bacias hidrográficas do mundo entre 1996 e 2005.

    Os dados mostram que, em muitos casos, a captação de água para uso na agricultura, na indústria e nas cidades supera a capacidade natural de reposição dessas bacias. Resultado: rios secos, pessoas sem água, animais mortos e espécies ameaçadas.
    "Água doce é um recurso raro; sua disponibilidade é limitada e a demanda está aumentando", afirma Arjen Hoekstra, professor da Universidade Twente e autor principal do estudo.
    O setor com a maior "pegada hidrológica" mundial é a agricultura irrigada. "Cidades usam mais água que lavouras, proporcionalmente à sua área, mas é importante lembrar que a agricultura irrigada ocupa quatro vezes mais terra que as áreas urbanas", explica Brian Richter, autor ligado à TNC.

    quinta-feira, 1 de março de 2012

    Pavimento Intertravado





    Pavimento Intertravado


    Assentamento de blocos de concreto é rápido e dispensa argamassa. Conheça as etapas e dicas para executar o serviço

    http://www.equipedeobra.com.br//construcao-reforma/45/pavimento-intertravado-251819-1.asp 



    ICMS ECOLÓGICO: São Paulo, vai para o FEMA?


    Iguape recebeu 5,5 milhões de “ICMS ecológico” em 2011

    Índice de preservação, calculado pela SMA, leva em consideração fatores ambientais e sociais de cada município e área protegida.
    Os 188 municípios paulistas que possuem áreas naturais legalmente protegidas, como Estações Ecológicas, Parques Estaduais e Áreas de Proteção Ambiental, entre outras, receberam em 2011 valores que, somados, chegam a R$ 101.340.425,91, superando em 9% a arrecadação de 2010. Esse repasse corresponde a 0,5% da parcela do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a que os municípios têm direito, conforme determina a Lei Estadual 8.510/93.
    A Secretaria do Meio Ambiente é a responsável pelo cálculo do índice de preservação de cada município, que subsidia a Secretaria da Fazenda no repasse do ICMS Ecológico. Esse índice leva em consideração fatores ambientais e sociais de cada município e de cada área protegida. Dentre os fatores sociais, são considerados para o cálculo, o tamanho da população, o valor adicionado e a arrecadação de impostos do município.
    Dentre os fatores ambientais é contabilizado o tamanho das áreas e o tamanho que ocupam no município segundo coeficientes de ponderação que levam em conta o nível de restrição de uso desses espaços. Dessa forma, as Estações Ecológicas e as Reservas Biológicas recebem peso 1,0, os Parques Estaduais têm peso 0,8. As zonas de vida silvestre das Áreas de Proteção Ambiental (APAs) recebem peso 0,5. Reservas Florestais, Reservas de Desenvolvimento Sustentável e Reservas Extrativistas recebem peso 0,2. Já as Áreas de Proteção Ambiental (APAs) e Áreas Naturais Tombadas, onde são permitidas diversas atividades produtivas, têm peso 0,1.
    A região do Vale do Ribeira, onde se concentram os maiores contínuos de Mata Atlântica do Brasil, é a mais beneficiada no repasse do ICMS Ecológico. Em 2011, dos dez municípios que receberam os maiores valores (tabela abaixo), sete se encontram no Vale do Ribeira. Isso se deve à existência de grandes Unidades de Conservação na região, que preenchem quase a totalidade do território de alguns municípios.
    ICMS ECOLÓGICO – REPASSE AOS MUNICÍPIOS, 2011
    MUNICÍPIO
    TOTAL (em reais)*
    1
    IGUAPE
    5.440.683,74
    2
    ELDORADO
    4.159.258,52
    3
    BARRA DO TURVO
    3.664.025,14
    4
    UBATUBA
    3.443.712,56
    5
    IPORANGA
    3.442.293,05
    6
    CANANÉIA
    3.414.305,50
    7
    PEDRO DE TOLEDO
    2.697.972,72
    8
    CARAGUATATUBA
    2.574.014,18
    9
    SÃO PAULO
    2.492.221,92
    10
    MIRACATU
    2.206.552,87
    Fonte: Secretaria de Estado do Meio Ambiente/SP.
    *valores aproximados
    Iguape permanece como o município mais beneficiado, superando R$ 5,4 milhões recebidos em 2011, graças à existência, em seu território, de três Estações Ecológicas (Juréia-Itatins, Banhados de Iguape e Chauás). Além dessas Unidades de Conservação, ainda encontram-se no Vale do Ribeira os Parques Estaduais Turístico do Alto Ribeira (PETAR), da Ilha do Cardoso, Intervales, Carlos Botelho, Serra do Mar, Campina do Encantado, Rio Turvo, Lagamar de Cananéia e Caverna do Diabo. Estes Parques, juntamente com as Áreas de Proteção Ambiental, as Reservas de Desenvolvimento Sustentável, as Reservas Extrativistas, a Estação Ecológica de Xituê e a Área Natural Tombada da Serra do Mar, fazem da região do Vale do Ribeira e Alto Paranapanema a região mais conservada do Estado de São Paulo e, conseqüentemente, a que recebe o maior repasse de ICMS ecológico, superando os 35 milhões de reais.
    Importante destacar que esse valor é muito representativo para os municípios do Vale do Ribeira, visto que os mesmos possuem baixa arrecadação de outros impostos. No caso de Iporanga, mais de 70% do total de ICMS recebido pela prefeitura se deve ao critério ambiental, já que o município tem grande parte do seu território abrangido por Parques Estaduais.
    O litoral norte é segunda região mais beneficiada do Estado. Os Parques Estaduais da Serra do Mar – núcleos de Ilhabela e Ilha Anchieta – e as Áreas Naturais Tombadas ocupam uma área de 173 mil hectares. Os quatro municípios da região – Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba – receberam um total de R$ 10,1 milhões em 2011.
    A Baixada Santista aparece como a terceira região mais beneficiada do Estado, pois seus nove municípios possuem áreas naturais protegidas que juntas somam 138 mil hectares, possibilitando um repasse que supera os R$ 9,5 milhões relativos ao ICMS Ecológico.
    Em nono lugar no ranking, com um repasse de R$ 2,5 milhões, está a capital do Estado, São Paulo, que possui 26 mil hectares de áreas naturais protegidas, como os Parques Estaduais Fontes do Ipiranga, Serra do Mar, Cantareira, Jaraguá, além da Reserva Biológica de Vila Facchini e da APA Várzea do Tietê.
    Em 2011 a região norte da Serra da Cantareira teve um ganho considerável no repasse do ICMS ecológico, devido à criação do Mosaico de Unidades de Conservação da Cantareira em 2009, com dois grandes Parques Estaduais: o de Itaberaba e Itapetinga. Guarulhos, Mairiporã, Bom Jesus dos Perdões e Nazaré Paulista receberam juntos quase 2,9 milhões e Santa Izabel e Arujá, que até 2011 não participavam do rateio com os demais municípios do Estado, receberam R$ 535 mil e R$ 104 mil respectivamente.
    Saiba mais informações sobre o ICMS Ecológico, bem como a lista completa com os valores recebidos pelos municípios em 2011.
    Texto: Isadora Parada – Coordenadoria de Planejamento

    quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

    Arquitetura social ou sustentável numa cidade compacta?


    A nova cara da habitação popular

    26 de fevereiro de 2012 | 3h 03


    RODRIGO BRANCATELLI, RODRIGO BURGARELLI - O Estado de S.Paulo
    Apartamentos de um, dois e três dormitórios, em uma das áreas mais valorizadas de São Paulo. Ampla varanda, vista privilegiada, espaços já prontos para home offices, paredes removíveis para aumentar os ambientes, preocupação com iluminação natural em todas as unidades, estacionamento para bicicletas e jardins abertos na cobertura. Tudo isso em prédios exclusivos, únicos, assinados pelos arquitetos mais disputados da capital.
    Poderia muito bem ser um anúncio de uma imobiliária, um texto publicitário em um daqueles folhetos entregues no semáforo, nos quais o céu é sempre espetacularmente azul. A descrição, no entanto, é a nova maneira de a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) enxergar as unidades habitacionais construídas para população de baixa renda.
    Para tentar fugir da estigmatização que sempre acompanhou a moradia social - dos Institutos de Aposentadoria e Pensão (IAPs) às Cohabs, Cingapuras e CDHUs -, a Prefeitura agora está investindo em edifícios pequenos, em áreas nobres, com boa parte dos diferenciais que as construtoras oferecem no mercado de alto padrão de São Paulo.
    Na região da Avenida Jornalista Roberto Marinho, na zona sul, onde o metro quadrado já passa dos R$ 9 mil, a Sehab vai começar a construir em até dois meses prédios para moradia social em 35 áreas diferentes - cada edifício foi desenhado com um projeto específico para cada lote, por um pool de grifes da arquitetura que incluiu os escritórios Grupo SP, Una Arquitetos, Marcelo Suzuki, Marcos Boldarini, Ciro Pirondi, Tibiriçá Arquitetos e Paulo Brazil.
    Serão 4.300 apartamentos, mas, ao contrário dos velhos e criticados "conjuntões" habitacionais perdidos na periferia, os novos prédios serão erguidos até o fim do ano em áreas menores, alguns com apenas 25 unidades, e os maiores com no máximo 200 apartamentos. Essa nova tendência marca uma ruptura com o modelo tradicional de habitação popular em São Paulo, cidade com 1,1 milhão de pessoas vivendo em unidades de moradia social.
    "A moradia popular está sendo pensada para abrigar as famílias desapropriadas para a construção de um túnel e de um parque linear, como parte da Operação Urbana Águas Espraiadas", diz Maria Teresa Diniz, coordenadora de Projetos da Sehab. "Não vamos mandar essas pessoas para a periferia, vamos reintegrá-las na mesma área, o que é ideal para manter os vínculos sociais."
    São Paulo já tentou um sem-número de modelos para lidar com o assombroso déficit habitacional da capital - do primeiro grupo de edifícios projetado em 1942 para dar teto a operários da região do Glicério até o período das Cohabs. "Os grandes conjuntos viram guetos, é justamente o que não se deve fazer", diz a arquiteta Cristiane Muniz, sócia do Una Arquitetos, escritório que participou da elaboração dos novos projetos da Avenida Jornalista Roberto Marinho. "Quando você faz um prédio menor, a inserção urbana é muito melhor, porque ele não fica estigmatizado."
    Para fugir do estereótipo dos prédios para baixa renda, os novos projetos da região da Roberto Marinho são abertos, com uso misto e área para lojas no térreo. Todos também são vizinhos a empreendimentos de alto padrão, onde as unidades chegam a custar R$ 1,5 milhão. Além disso, os projetos pegaram emprestado vários conceitos que se tornaram corriqueiros nos lançamentos imobiliários, como estacionamento para bicicletas e até mesmo paredes removíveis para o proprietário que quiser ampliar sua sala de estar ou seu quarto.
    "Cada um vai ter sua particularidade, um vai ter varanda, o outro jardim aberto, o outro vai ter telecentro", diz Maria Teresa Diniz. "É uma nova forma de pensar a habitação popular, algo que respeita a cidade e as famílias."
    Projetos para zona sul rompem com velhos modelos de 'conjuntões' e oferecem diferenciais antes reservados só ao público de alto padrão

    terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

    Gleba São Francisco: Vitória do entendimento entre o CONREMAD São Mateus e o Conselho Municipal da Habitação!


    DA 3ª MAIOR FAVELA DA CIDADE PARA UM BAIRRO DE VERDADE

    Gleba São Francisco, na zona leste, é foco de projeto que envolve ambiente, habitação e transporte; 'Tudo é pensado em conjunto', diz arquiteta

    26 de fevereiro de 2012 | 3h 03


    / R. B. e R. B. - O Estado de S.Paulo
    Quando mudou para São Paulo, no meio da década de 1970, José Paulo Rodrigues da Silva não tinha a mínima ideia de onde morar. Acabou erguendo um barraco em uma encosta em Guaianases, no extremo leste da cidade. A situação era tão precária que, com o risco de deslizamento, sua casa acabou sendo removida pela Prefeitura. Seu destino final foi a Gleba São Francisco, um antigo conglomerado de conjuntos habitacionais na região de Sapopemba, que, 40 anos depois do início da sua ocupação, tornou-se a terceira maior favela de São Paulo, com 7,9 mil domicílios e cerca de 29 mil habitantes, segundo a Secretaria Municipal de Habitação.
    "Colocaram a gente em uma casinha de um cômodo só, sem acabamento nenhum, sem transporte, sem nada", lembra Silva. Hoje com 54 anos, ele é líder comunitário do bairro que está vivendo uma das maiores transformações desde a sua fundação. A Gleba São Francisco será a primeira favela de São Paulo a passar por um projeto urbanístico completo - o bairro ganhará ruas, rede de saneamento, calçadas alargadas, mobiliário urbano, quadras de esporte, três parques, novas linhas de ônibus e obras de paisagismo nas encostas. "Queremos transformar essa área, que estava praticamente abandonada pelo poder público, em um bairro de fato", afirma a arquiteta Anna Dietzsch, do escritório DBB Aedas, responsável pelo projeto.
    Dar importância ao entorno e à qualidade de vida dos moradores é outra mudança pela qual passam as políticas de habitação social em São Paulo, além dos novos prédios menos estigmatizados. Ao contrário do que ocorreu entre as décadas de 1970 e 1990, quando o importante era construir o maior número possível de unidades habitacionais em algum lugar pouco urbanizado na periferia da cidade, cada vez mais os investimentos em paisagismo e lazer fazem parte dos projetos. Em algumas situações, eles são até mais importantes do que as próprias unidades habitacionais, como é o caso da Gleba São Francisco.
    As obras na região deverão custar, no total, R$ 260 milhões, e serão divididas em dois lotes. O primeiro já foi concluído - foram feitas a rede de saneamento básico, canalização de córregos, contenção de encostas, urbanização de vias e 584 unidades habitacionais. Na segunda fase, que está em obras e deverá ser concluída até o ano que vem, outros 844 apartamentos estão contemplados, além da construção dos parques e de novas obras de urbanização, saneamento e drenagem.
    "A diferença desse projeto para os mais famosos de Paraisópolis e Heliópolis é que tudo está sendo feito pensado em conjunto. Não sãogleba intervenções pontuais", afirma Anna.
    Para ela, o maior desafio das obras de urbanização foi reunir em um mesmo projeto diversas secretarias municipais. A pasta de Habitação é responsável por contratar as obras, mas também estão envolvidas a Secretaria do Verde e Meio Ambiente (para a construção dos parques), a de Transportes (novas linhas de ônibus serão criadas para ligar o bairro ao monotrilho da Linha 2-Verde, que será estendido até a região) e até a de Trabalho (para organizar a criação de cursos, oficinas e empregos na região). "A organização do poder público em secretarias separadas não facilita esse tipo de intervenção conjunta. Ao contrário, só atrapalha. Mas a urbanização não pode ser vista só como embelezamento de bairro. Deve ser um projeto conjunto", defende a arquiteta.
    Transformação. Os novos apartamentos que serão construídos no bairro também levam em conta a mudança no paradigma das habitações sociais. A Gleba São Francisco agrega praticamente todos os modelos de conjuntos já tentados pela Prefeitura e pelo Estado - há prédios e casas erguidos nos "mutirões" da ex-prefeita Luiza Erundina (1989-1992), Cingapuras da época de Paulo Maluf (1993-1997) e casas de mais de três andares erguidos sobre as pequenas casas de 25 m² construídas pelo governo estadual na década de 1980. Agora, a Prefeitura planeja tanto integrar os vários conjuntos e ocupações separadas quanto oferecer novas unidades habitacionais seguindo os novos paradigmas para a construção dos prédios.
    Atualmente, a mudança mais visível é a transformação das antigas ruas de terra, antigamente cheias de lixo e esgoto, em calçadões com postes, banquinhos e lixeiras, onde a preferência é dos pedestres e ciclistas. "O pessoal está gostando. Pelo que fizeram nas primeiras ruas que já estão em obras, está ficando bom demais", elogia José Paulo, o líder comunitário, que torce para que a boa repercussão anime a Prefeitura a oferecer transformações parecidas ao 1,2 milhão de pessoas que vivem nas outras 1.019 favelas paulistanas.

    Eu tomo café...E se misturarmos a borra de café no banheiro ecológico seco?

    28/02/2012 - 08h42

    Borra de café acaba com mau cheiro de esgoto


    DO "NEW YORK TIMES"



    Os amantes de café do mundo todo podem se regozijar. As pilhas de borra que são descartadas diariamente podem desaparecer com o mau cheiro típico do esgoto.

    Pesquisadores da Universidade da Cidade de Nova York relatam na revista "The Journal of Hazardous Materials" que a borra de café pode absorver o sulfeto de hidrogênio, gás causador, em grande parte, do odor do esgoto.

    Atualmente, usa-se carvão ativado ou carvão poroso para extrair o sulfeto de hidrogênio do esgoto nas estações de tratamento.

    Contudo, os pesquisadores descobriram que, quando a borra de café é transformada em carbono ativado, ela absorve enxofre --um dos componentes do sulfeto de hidrogênio, particularmente bem. Isso se deve à presença de um componente fundamental: a cafeína.

    A cafeína contém nitrogênio, que aumenta a capacidade do carbono de eliminar o enxofre do ar, explicou Teresa J. Bandosz, química e engenheira química da universidade e uma das autoras do relatório.

    Para carbonizar a borra de café, ela e seus colegas misturaram a borra à água e ao zinco e depois secaram a mistura em um forno.

    Bandosz espera que empreendedores adquiram os direitos de patente da pesquisa e a convertam em um negócio.

    Ela própria uma grande consumidora de café, Bandosz surgiu com a ideia por jogar fora uma grande quantidade de borra.

    "O café fresco funcionaria ainda melhor, pois possui mais cafeína", afirmou. "Mas não é econômico utilizá-lo."

    Climagate...

    28/02/2012 - 08h43
     

    Cientista se passa por outra pessoa para expor céticos do clima


    REINALDO JOSÉ LOPES
    EDITOR DE "CIÊNCIA E SAÚDE"

    Uma das principais vozes científicas em defesa da realidade do aquecimento global causado pelo homem caiu em desgraça na semana passada.

    O hidrologista americano Peter Gleick assumiu publicamente que se passou por outra pessoa para tentar expor as táticas de um grupo de céticos do clima.

    O caso envenena ainda mais o debate público sobre o aquecimento global nos Estados Unidos, país que é um dos principais responsáveis pelo problema --graças às enormes quantidades de gases do efeito estufa que a nação produz-- e onde a briga política entre os que acreditam no fenômeno e os que negam sua existência paralisa as ações para mitigá-lo.

    Sgerbic/Creative Commons
    O hidrologista americano Peter Gleick, que renunciou ao cargo no Pacific Institute, na Califórnia, após escândalo
    O hidrologista americano Peter Gleick, que renunciou ao cargo no Pacific Institute, na Califórnia, após escândalo

    O caso começou com o que parecia ser uma versão às avessas do chamado "Climagate", de 2009.

    Nessa polêmica anterior, hackers anônimos disponibilizaram na internet milhares de e-mails assinados pelos principais climatologistas do mundo.

    Algumas mensagens pareciam dar a entender que os cientistas estavam ocultando e manipulando dados para tentar persuadir o público de que o aquecimento global é causado pelo homem.

    Várias investigações acabaram mostrando que os e-mails tinham sido tirados de seu contexto original e que não houve manipulação da ciência do clima. Mas o dano à reputação dos cientistas já estava feito, em especial em países como os EUA.

    No dia 15 deste mês, veio o que parecia ser o troco. Um remetente anônimo enviou para órgãos da imprensa e blogueiros americanos o que pareciam ser documentos sigilosos do Heartland Institute, ONG conservadora americana que promove, entre outras coisas, o ceticismo climático entre o público.

    Os documentos incluem uma lista dos doadores do instituto --entre eles a Microsoft e a General Motors-- e detalhes de um plano para criar um currículo para escolas públicas sobre a mudança climática, com o objetivo de ensinar que os cientistas não sabem se o homem está mesmo alterando o clima.

    'SUSPEITO ÓBVIO'

    A chefia do Heartland Institute veio a público para dizer que um dos documentos divulgados era falso e ameaçou processar o responsável pelo vazamento. Funcionários da ONG chegaram a especular que Gleick era um dos "suspeitos óbvios".

    O cientista acabou admitindo a culpa numa postagem em seu blog no site "Huffington Post". Ele teria recebido uma versão dos documentos de maneira anônima pelo correio e, para confirmar a veracidade deles, teria se passado por um membro da diretoria do Heartland Institute.

    Gleick foi condenado publicamente pela AGU (União Geofísica Americana), órgão ao qual pertence, e renunciou ao seu cargo no Pacific Institute, na Califórnia. À Folha, a secretária de Gleick disse que ele não daria entrevistas.

    Restos de base incendiada na Antártida se tornam ameaça ambiental

    28/02/2012 - 07h35
     


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    DE SÃO PAULO


    A retirada de entulho resultante do incêndio na estação brasileira Comandante Ferraz, na Antártida, sem que haja agressões ao frágil ecossistema local é uma das principais preocupações do governo no momento, informa reportagem de Claudio Angelo e Simone Iglesias, publicada na Folha desta terça-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

    Na madrugada de sábado, o incêndio destruiu as instalações da estação, deixando dois mortos e um ferido.

    Veja galeria de fotos dos integrantes da base brasileira chegando ao Rio
    Veja galeria de fotos da estação Comandante Ferraz
    Mortos na Antártida serão heróis nacionais e famílias receberão indenização
    PPS quer convocação de ministros para explicar incêndio na Antártida
    Falha elétrica pode ter causado incêndio em base na Antártida, diz embaixador

    Armada de Chile - 25.fev.2012/Associated Press
    Estação brasileira Comandante Ferraz, na Antártida, pegou fogo no último sábado
    Estação brasileira Comandante Ferraz, na Antártida, pegou fogo no último sábado

    A limpeza do sítio determinará o prazo de reconstrução, estimado em até três anos por alguns pesquisadores e em nove meses pelo ministro Celso Amorim (Defesa).

    A estimativa era de que os corpos dos dois militares mortos chegassem ao Brasil nesta terça-feira por volta da 7h.

    O primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos, 45, e o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo, 47, serão considerados pelo Ministério da Defesa "heróis nacionais".

    Ambos foram promovidos "post-mortem" a segundo-tenente, e receberão a Ordem do Mérito da Defesa no grau de comendadores.