sábado, 29 de outubro de 2011

O estudo alerta que o um artigo do código pode permitir “transformar grandes áreas de vegetação nativa da Amazônia em carvão, pois não exige que o suprimento seja feito por florestas plantadas


Novo Código Florestal é "retrocesso" e “viola Constituição", diz estudo do MPF



Para procuradores, projeto fará País descumprir acordos internacionais, traz “insegurança jurídica” e danos irreparáveis ao ambiente


Raphael Gomide, iG Rio






Novo Código Florestal é "retrocesso" e “viola Constituição", diz estudo do MPFPara procuradores, projeto fará País descumprir acordos internacionais, traz “insegurança jurídica” e danos irreparáveis ao ambiente 


Foto: Getty Images Ampliar


Desmatamento na amazônia cresceu 16% no mês de junho 

Estudo do Ministério Público Federal (MPF) afirma que o projeto de lei do novo Código Florestal “apresenta diversas violações à Constituição da República, omissões” e “representa grave retrocesso na Política Nacional de Meio Ambiente, não trazendo aperfeiçoamentos relevantes”. 

De acordo com o “Grupo de Trabalho Áreas de Preservação Permanente”, que reuniu oito procuradores da República e peritos do MPF na matéria, o novo projeto “aprofunda distorções e mergulhará o País em grande insegurança jurídica, por conta de ações diretas de inconstitucionalidade, ações civis públicas, descumprimento de compromissos internacionais, por exemplo, além dos gravíssimos e irreparáveis danos aos ecossistemas e recursos naturais”. 

O iG teve acesso ao documento, intitulado “O Novo Código Florestal e a Atuação do Ministério Público Federal”, que refuta o “pseudo-dilema entre preservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico em que se tem sustentado o discurso de defesa do projeto de lei”. O relatório tem 177 páginas e foi encaminhado nesta semana à Câmara de Deputados e ao Senado Federal, onde o projeto já foi aprovado em três comissões e recebe emendas. 

Mudanças fragilizam Brasil e a Conferência Rio + 20 

De acordo com o texto, as alterações propostas no novo código contrariam compromissos internacionais assumidos pelo Brasil em conferências das Nações Unidas sobre mudança de clima – como o de Copenhague, em que o País se propôs a reduzir entre 36,1% e 38,9% as emissões projetadas até 2020. Na avaliação do MPF, essas mudanças “fragilizarão a participação do Brasil e os próprios resultados da Conferência Rio+20”, que ocorrerá em 2012 no País. 



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“A exclusão da proteção de mangues, restingas e de várzeas como áreas de preservação permanente, assim como a permissão de exploração do Pantanal sem critérios ambientalmente seguros, afronta diretamente tais compromissos, além de ser inconstitucional.”. O trabalho diz que a dispensa de recuperação de 3,8 milhões de hectares na caatinga “é claramente contrária aos objetivos da Convenção Internacional de Combate à Desertificação”, assinada pelo País. 

Um dos pontos mais atacados pelo grupo de estudo do MPF é a definição de “área rural consolidada” no novo código, que admite imóveis com edificações, benfeitorias ou atividades silvopastoris com ocupação anterior a 22 de julho de 2008. Para os procuradores, essa definição tem o objetivo de “isentar os causadores de danos ambientais da obrigação de reparar o dano, sem exigir qualquer circunstância para a dispensa desta reparação”. 


Foto: Agência Brasil 


Desmatamento em aldeia indígena na Floresta Amazônica 

O documento afirma que, diferentemente das áreas urbanas consolidadas, onde a recuperação integral das áreas de preservação permanente significaria “custos sociais e econômicos desproporcionais, (...) nas áreas rurais a recuperação das áreas de preservação permanente é de enorme importância e pode ser obtida sem impor um ônus excessivo aos proprietários rurais”. 

Na avaliação do grupo, isso será objeto de “veto presidencial” e de “ação direta de inconstitucionalidade” em ações civis públicas. 

Segundo o estudo, “é patente violação” da Constituição e lesivo ao meio ambiente permitir o uso da Floresta Amazônica brasileira, Mata Atlântica, Serra do Mar, Pantanal Mato-Grossense e Zona Costeira fora de condições de preservação. A recomendação do MPF é que o patrimônio nacional desses biomas seja absolutamente preservado, sem uso, inclusive quanto dos recursos naturais, a não ser em caráter excepcional e mediante a presença de requisitos e condições.” 

Os procuradores veem no projeto do novo código “a completa descaracterização do regime de proteção das áreas de preservação permanente”. Não há menção expressa no código à proteção integral dos manguezais, dunas e de vegetação de restinga. 

Outra crítica feita é à isenção a empreendimentos de abastecimento público de água e de geração de energia elétrica de manterem a Reserva Legal. “Este é um dos custos ambientais do empreendimento e tem que ser suportado pelo empreendedor, não podendo haver isenção, que caracteriza violação do dever geral de proteção ambiental previsto na Constituição e da exigência constitucional de que a propriedade atenda sua função social”, diz o texto. 

De acordo com o estudo, o projeto comete “gravíssimas falhas” ao reduzir “significativamente a quantidade de área ambientalmente protegida, afrontando de forma clara os dispositivos constitucionais de proteção ao meio ambiente”. 

Procuradores veem "impunidade" para quem desmata 


Foto: Getty Images Ampliar


Os manguezais não são protegidos expressamente pelo Novo Código Florestal 

Para os procuradores, “a sucessão de prazos, anistias e flexibilizações presentes em nossa legislação ambiental (...) gera a sensação de completa impunidade, fazendo com que o produtor que sempre observou a legislação em vigor fique em situação de clara desvantagem e sinta-se altamente estimulado a também desrespeitar as normas ambientais”. Isso também deixaria uma “porta aberta” para fraudes, devido à “situação caótica e precária de funcionamento de nosso sistema de registro de imóveis, especialmente na Amazônia”. 

Outro ponto muito criticado é a “anistia aos desmatadores”, porque “impede a lavratura de autos de infração e suspende as sanções já aplicadas para os ilícitos ambientais anteriores a julho de 2008. Segundo o MPF, a anistia, sob o pretexto de regularizar situações que “estão irregulares há várias décadas”, “beneficiará aqueles que continuaram desmatando ilegalmente em épocas recentes”.O MPF considera uma “involução” a alteração que permite a compensação da reserva legal mesmo por quem desmatou vegetação, sem autorização, após dezembro de 1998, “por quem tinha plena consciência de que não poderia fazê-lo”. 

Multa faz com que árvore valha mais em pé do que derrubada 

O estudo alerta que o um artigo do código pode permitir “transformar grandes áreas de vegetação nativa da Amazônia em carvão, pois não exige que o suprimento seja feito por florestas plantadas, o que é exigido pelo código atual”. O MPF considera o projeto de lei “permissivo demais” ao prever que a autorização para o uso de fogo na vegetação seja estabelecida por órgão estadual. 

“O instrumento econômico para preservação da vegetação deve ser entendido como aquela medida adotada pelo Poder Público que faz com o que o proprietário de área com cobertura florestal seja estimulado, sob o ponto de vista econômico, a preservá-la. Em outras palavras, é aquele instrumento que faz com que uma árvore valha mais em pé do que derrubada.”

Educação ambiental e a varrição...


29/10/2011 - 09h31

Prefeitura de SP faz contrato emergencial para a limpeza


EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO




A prometida mudança na limpeza urbana de São Paulo vai esperar mais um pouco. A prefeitura renovou emergencialmente (sem licitação) por até um ano, os contratos das empresas que hoje fazem a varrição nas ruas.


Queixa fará empresa de lixo de São Paulo receber menos
A renovação é condicional: assim que a concorrência para o novo modelo de limpeza for concluída, os contratos de varrição serão interrompidos sem pagamento de multa.
Os atuais contratos vencem na próxima quinta-feira.
Para manter os serviços, as empresas terão direito a um reajuste estimado de 7,68% --o percentual correto só será definido em dezembro.
Essas empresas prestam serviço desde 2006. Os contratos eram anuais e podiam ser renovados quatro vezes, totalizando cinco anos consecutivos de trabalho, prazo que se encerra na quinta.
A prefeitura anunciou em 2009 que faria uma nova licitação para o serviço, mas só abriu a concorrência mês passado. Por causa do atraso, a renovação emergencial poderá ser contestada na Justiça.
Antes mesmo da abertura dos envelopes com preços propostos, os vencedores da licitação já são conhecidos.
O novo modelo concentra os serviços de varrição de ruas, instalação e manutenção de 150 mil lixeiras e retirada de entulho, etc. Só fica de fora a coleta de lixo.
MESMAS EMPRESAS
Os vencedores da megalicitação --a prefeitura estima pagar cerca de R$ 2,1 bilhões, ou R$ 58 milhões por mês, por três anos de contrato-- serão as mesmas empresas que hoje fazem a coleta.
Três grupos apresentaram proposta, mas um foi inabilitado por questões técnicas.
Sobraram, então, dois consórcios. O São Paulo Ambiental é constituído pela Revita, Vital Engenharia e Paulitec. A Revita é do grupo Solví, sócio da Loga. A Vital é do grupo Queiroz Galvão, sócio da Ecourbis. Loga e Ecourbis já fazem a coleta hoje.
O consórcio Soma é formado pela Delta Construções, Cavo e Corpus. A Cavo é sócia do Solví na Loga.
Dessa forma, a Loga está representada por meio de seus sócios nos dois consórcios habilitados. E o controlador da Ecourbis, o grupo Queiroz Galvão, se associou a um deles.
Os outros dois sócios da Ecourbis, Marquise e Heleno & Fonseca, fazem parte do consórcio inabilitado. A Leão Ambiental, de Ribeirão Preto, também participava.
O grupo Marquise informou que o seu departamento jurídico ainda estuda o caso para decidir se recorrerá contra a decisão que o retirou da concorrência.

Selo Amazônico


29/10/2011 - 10h54

Zona Franca de Manaus quer selos verdes para produtos sustentáveis


DA AGÊNCIA BRASIL



Representantes da indústria e do governo e trabalhadores da Zona Franca de Manaus estão propondo acrescentar aos produtos da região selos que identifiquem a origem amazônica, assim como a sustentabilidade ambiental e também social.
No final de 2012, deve entrar em vigor a certificação do Selo Amazônico, proposta por empresários à Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) para produtos que contenham matérias-primas extraídas da floresta.
Serão certificados pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) alimentos, cosméticos e fitoterápicos produzidos nos nove estados da Amazônia Legal que, além de serem ecologicamente sustentáveis, remunerem o conhecimento das populações tradicionais e não explorem trabalho escravo ou infantil.
O Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus também propôs ao governo estadual e à Suframa agregar ao selo que já acompanha os produtos da Zona Franca um selo "verde e social", que ateste a qualidade do produto e o respeito à legislação trabalhista.
"O Brasil e o mundo vão saber que aquele produto foi feito com mais dignidade para todos", ressalta o presidente do sindicato, Valdemir Santana, que pretende encaminhar a proposta do selo ambiental e trabalhista ao MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e ao MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação).
Para ele, os selos podem agregar valor atestando qualidade e distinguindo os produtos da Zona Franca de Manaus das mercadorias de países que não respeitem direitos de trabalhadores, reconhecidos pela OIT (Organização Internacional do Trabalho).
Internamente, o selo proposto pelo sindicato pode servir como recurso para evitar casos de abuso, como agressões físicas e assédio a trabalhadores que ocorreram recentemente em empresa de capital asiático instalada no Polo Industrial de Manaus.


80+: Qualidade de vida e genoma?


USP estudará genes de idosos saudáveis

Todos os voluntários, indivíduos saudáveis com mais de 80 anos, têm o seu DNA coletado para estudo do genoma; inscrições de voluntários são realizadas por email

27 de outubro de 2011 | 8h 13



Alexandre Gonçalves, enviado especial - O Estado de S. Paulo
WASHINGTON - O Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP) quer descobrir qual é o segredo das pessoas que chegam aos 80 anos sem problemas físicos ou cognitivos. O grupo, coordenado pela geneticista Mayana Zatz, pretende reunir dados genéticos, fisiológicos e sociais de mais de mil pessoas nessa faixa etária.
Veja também:
Mayana falou sobre o projeto durante sua apresentação na Fapesp Week, um evento de três dias que terminou ontem, organizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em Washington (EUA). O objetivo do encontro foi divulgar no exterior a ciência produzida no Estado.
“O objetivo do projeto é entender melhor o que controla a longevidade na nossa população”, afirma Mayana, que realiza o estudo - batizado de 80+ - ao lado da Faculdade de Saúde Pública da USP e do Instituto de Pesquisas do Hospital Albert Einstein.
Todos os voluntários - indivíduos saudáveis com mais de 80 anos - têm o seu DNA coletado para estudo do genoma e passam por uma entrevista onde informam dados demográficos. Depois são submetidos a uma ressonância magnética no Hospital Albert Einstein.
Segundo Mayana, todas as pessoas que se encaixarem no perfil da pesquisa podem se candidatar para participar. Basta enviar uma mensagem para o endereço de e-mail: 80mais@gmail.com. Alunos realizarão uma triagem dos interessados e entrarão em contato para marcar os exames.
“Os resultados dessa pesquisa vão nos ensinar muito”, pondera Mayana. A ideia é ter um banco de dados que possa responder quais são os traços comuns no DNA de pessoas que não apresentam histórico significativo de doenças que são influenciadas pelo patrimônio genético.
Há inúmeras pesquisas que procuram os genes relacionados à ocorrência de determinadas doenças. O banco de dados que os pesquisadores brasileiros pretendem criar funcionará de outra forma.
Uma pessoa poderá ter seu genoma comparado com os genomas presentes no banco de dados. Mutações idênticas às presentes nas pessoas que participaram da pesquisa terão poucas chances de provocar doenças relacionadas ao envelhecimento.
No entanto, mutações que não aparecem no banco de dados ou são muito pouco frequentes serão possíveis fatores de predisposição às doenças.
A geneticista da USP afirma que as informações do banco de dados serão publicadas - obviamente, preservando a identidade dos voluntários.



sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Soja...sustentável?


28/10/2011 - 09h44

Rei da soja faz fortuna com terra arrendada


DE BUENOS AIRES



Conhecido como "o rei da soja", o argentino descendente de ucranianos Gustavo Grobocopatel, 49, comanda uma empresa que fatura US$ 900 milhões ao ano exportando grãos.
Presente na Argentina, no Brasil, no Uruguai e no Paraguai (com 3 milhões de toneladas de grãos por ano), o grupo Los Grobo foi criado há 28 anos por Gustavo e seu pai.
Em entrevista a Lucas Ferraz e Sylvia Colombo na edição da Folha desta sexta-feira, Grobocopatel afirma que fazer negócio com o Brasil não é fácil, por conta das diferenças de impostos e de leis entre os Estados.
íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
"A estrutura tributária do Brasil é alta e muito complexa, por causa das diferenças entre os Estados. Cada Estado tem uma particularidade, uma legislação, uma maneira de investir. Por exemplo, é muito complicado plantar em um Estado e querer processar o produto em outro", diz.
Sobre uma possível desaceleração da China, não é catastrofista. Pensa que é bom que o país asiático cresça menos, porque ficaria difícil atender a demanda daqui para frente.
Homem grande e de fala tranquila, dedica-se em suas horas livres à fotografia e à música folclórica argentina. "Adoro cantar", afirma.
Mariana Eliano/Folhapress

Brasileiro consome 91 latinhas de bebida por ano: cerveja?


27/10/2011 - 17h30

Brasileiro consome 91 latinhas de bebida por ano


CAROLINA SARRES
DE BRASÍLIA




O Brasil lidera ranking mundial em reciclagem de latas de alumínio: em 2010, 97,6% das latas vendidas foram reutilizadas.
O índice brasileiro, segundo a Abal (Associação Brasileira do Alumínio), superou os do Japão, da Argentina, da média europeia e dos Estados Unidos; respectivamente.
"Desde 2001 estamos com índices superiores a 90%, o que mostra que não se trata de uma flutuação. É um índice consistente", afirmou Renault Costa, presidente da Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade).
Eduardo Knapp/Folhapress
Em 2010, brasileiros reutilizaram 97,6% das latas vendidas; índice é maior do que muitos países desenvolvidos
Em 2010, brasileiros reutilizaram 97,6% das latas vendidas; índice é maior do que muitos países desenvolvidos
Entre 2009 e 2010, houve crescimento de 21% no volume das reciclagens, de cerca de 198,8 mil toneladas para 239,1 mil toneladas --o que equivale a 17,7 bilhões de latas.
Anualmente, consome-se no Brasil, em média, 91 latinhas por pessoa.
A indústria de reciclagem de embalagens de alumínio movimenta aproximadamente R$ 1,8 bilhão --R$ 555 milhões só em em coleta-- e gera cerca de 3.800 empregos.
Os representantes do setor informaram que, para que tal índice seja sustentado, é necessário que a PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), de 2010, alinhe as políticas estaduais e municipais sobre a reciclagem de embalagens de alumínio, estimule o mercado de resíduos por meio do fortalecimento e do aperfeiçoamento de cooperativas e fomente a reciclagem por meio de desoneração tributária.
O presidente da Abralatas, Renaut Costa, ainda afirmou que o poder público não deve interferir no setor. Ao contrário, deve reconhecer a eficiência dos sistemas de reciclagem existentes e estimulá-los.



Pesquisas revelam comportamento alcoólico de europeus

http://www.uniad.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3683:pesquisas-revelam-comportamento-alcoolico-de-europeus&catid=29:dependencia-quimica-noticias&Itemid=94

DW World DE
Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Alemães consomem média de 10 litros de puro álcool por ano

Estudo aponta que irlandeses, romenos, alemães e austríacos são os que mais consomem bebidas alcoólicas na União Europeia. Outra pesquisa revela ligação próxima entre consumo de álcool e violência.
Uma pesquisa divulgada pelo Eurostat, o departamento de estatísticas da União Europeia, nesta quarta-feira (21/04) em Luxemburgo, constatou que os alemães dividem o terceiro lugar com os austríacos no ranking dos que mais bebem álcool na UE.
Segundo a pesquisa realizada entre 27 mil cidadãos de toda a UE, 36% dos alemães entrevistados admitiram consumir, pelo menos uma vez por semana, cinco ou mais copos de bebida alcoólica.
Diferenças etárias
Eles só perdem para os irlandeses (44%) e romenos (39%). Em quarto lugar está o Reino Unido (34%). Na União Europeia, a média geral é de 29%, chegando, no entanto, a 33% entre os jovens de 15 a 24 anos, revelou a pesquisa. Entre os maiores de 55 anos, a tendência dominante é tomar um pouco de álcool todos os dias. O estudo não considerou o tipo e o tamanho das bebidas consumidas.
A pesquisa foi realizada em outubro de 2009 pelo TNS Opinion, centro especializado na investigação da opinião pública internacional. O centro entrevistou cerca de mil cidadãos de cada um dos 27 países-membros da União Europeia.
Entre os entrevistados alemães, a pesquisa apontou que a grande maioria defende a proibição da propaganda de bebidas alcoólicas, que se direcionam, em primeira linha, ao público jovem.
Anuário da dependência
Outro estudo, divulgado no começo de abril em Berlim pelo DHS, centro alemão de questões relativas à dependência, mostrou que o consumo de álcool na Alemanha está "estável, mas elevado". A pesquisa foi baseada em estatísticas de 2008.
Segundo o DHS, os alemães bebem uma média de 10 litros de puro álcool, anualmente, o que equivaleria a 610 latas de cerveja. Além disso, um número crescente de alemães, principalmente jovens e idosos, bebe até ficar inconsciente.
Em 2008, disse o DHS, 109 mil alemães foram levados ao hospital devido embriaguez extrema. Esse número é o dobro de 2000, informou o centro em seu anuário "Dependência 2010".
Situações de violência
O DHS salientou ainda existir uma forte ligação entre o consumo de álcool e a violência. "Três em cada dez crimes violentos – como assalto e agressão corporal, homicídio e estupro – ocorrem sob influência de álcool", disse Christina Rummel, gestora de projeto no centro.
Rummel disse também que mulheres raramente se tornam agressivas devido ao consumo alcoólico. Pelo contrário: elas bebem para poder lidar com situações de violência.

Autor: Carlos Albuquerque / Louise Schaefer
Revisão: Augusto Valente

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

RIO+20 reunirá na capital carioca mais de 10 mil pessoas para debater questões sobre o meio ambiente e sustentabilidade


27/10/2011 - 09h15

Governo define versão preliminar de propostas para a Rio+20



http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/997451-governo-define-versao-preliminar-de-propostas-para-a-rio20.shtml

O governo federal apresentou na quarta-feira uma versão preliminar do documento com propostas para a Conferência Rio+20.
Entre as sugestões estão a criação de um programa de proteção socioambiental global, um pacto global para produção e consumo sustentáveis e um protocolo verde internacional para o setor financeiro. O país também quer financiar estudos e pesquisas sobre desenvolvimento sustentável.
O relatório, apresentado durante a terceira reunião da Comissão Nacional Organizadora da conferência, é resultado de uma consulta pública promovida pelo Ministério do Meio Ambiente para coletar subsídios à elaboração do documento que o Brasil submeterá à Organização das Nações Unidas no próximo dia 1º.

FASE DE NEGOCIAÇÕES
Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o documento é o primeiro momento do processo. "A partir daí vamos de fato dar início ao processo internacional de negociação. Foi uma orientação da presidenta Dilma que o Brasil assuma uma posição de liderança não só como anfitrião, mas com a construção de um discurso político importante."
De acordo com o embaixador Luiz Humberto Figueiredo, o documento será usado para a elaboração do que as Nações Unidas chama de Projeto Zero, em cima do qual os países vão negociar os documentos finais da conferência.
"O documento que surge desse esforço não é um documento final, mas uma base na qual vamos trabalhar daqui até a Rio+20, e que será enriquecido pelo debate no Brasil e internacionalmente", disse ele.
Os setores da sociedade civil querem que o Brasil exerça um papel de liderança durante a conferência. Os participantes da terceira reunião da Comissão Nacional Rio+20 também pediram maior envolvimento da presidenta Dilma Rousseff com o tema.
Ontem, a presidenta ofereceu um jantar para o grupo conhecido como The Elders, que são ex-chefes de Estado, no Palácio da Alvorada. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, o principal assunto debatido entre os líderes mundiais foi a Conferência Rio+20. "Metade do jantar foi sobre isso, uma conversa em que todos os participantes ficaram entusiasmados com a capacidade de articulação da presidenta Dilma em diferentes aspectos."
A Rio+20 será realizada de 28 de maio a 6 de junho de 2012 e reunirá na capital carioca mais de 10 mil pessoas para debater questões sobre o meio ambiente e sustentabilidade.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

1º Congresso de Áreas Verdes - Florestas Urbanas : A gestão sustentável da água na Floresta Urbana e os Parques Sustentáveis. Dia 27/10/2011 às 16h.


http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/servicos/seminario_areas_verdes/index.php?p=5725








Parque Ibirapuera, Porão das Artes, Pavilhão
Ciccillo Matarazzo – Bienal,
Av. Pedro Álvares Cabral, Portão 3


Relatório aponta áreas de risco com mudança climática


26/10/2011 - 11h07


A intensa urbanização, o pouco planejamento na organização das cidades e a redução da vegetação põem em xeque os países do Sudeste Asiático e do Pacífico, que sofrem com os efeitos da mudança climática, indica uma análise divulgada nesta quarta-feira pela imprensa.
Inundações como as da Tailândia, o paulatino afundamento da capital das Filipinas e o desaparecimento de inúmeras ilhas do Pacífico pelo aumento do nível do mar são algumas consequências da mudança climática, aponta o estudo da empresa de consultoria Maplecroft.
Sakchai Lalit/Associated Press
Garoto brinca em área inundada em Bangcoc, na Tailândia; país está em 37º lugar na lista dos países com maior risco
Garoto brinca em área inundada em Bangcoc, na Tailândia; país está em 37º lugar na lista dos países com maior risco
"O crescimento da população combinado com governos pouco eficientes, corrupção, pobreza e outros fatores socioeconômicos aumentam o risco para a população e os negócios", afirma o comunicado.
O estudo analisa e mostra em um mapa os países mais vulneráveis às mudanças climáticas, as cidades mais ameaçadas, as zonas econômicas e os perigos para a população mundial.
"O impacto e as consequências de um desastre ambiental grave não só afetam a população e economia locais, mas podem ser de importância mundial, especialmente porque o peso destas economias está aumentando", explica o analista ambiental da empresa, Charlie Beldon.
PROBLEMA MUNDIAL
A Tailândia, que ocupa o 37º lugar da lista entre os países com maior risco, sofre atualmente as piores inundações dos últimos 50 anos que ameaçam inundar Bangcoc, já causaram 366 mortes e afetam 9 milhões de pessoas.
Um vídeo da ONG tailandesa Roosuflood culpa a destruição do ambiente para a construção de parques industriais e áreas residenciais como a causa das inundações, e aponta que o volume das precipitações neste ano não foi muito maior do que nos anos anteriores.
O relatório da Maplecroft afirma que a construção de infraestruturas para expandir as cidades pode dificultar a resposta aos desastres, cada vez mais frequentes.
Conforme o relatório, a capital Manila é "extremamente vulnerável" às mudanças pelo rápido crescimento da população, que deve ganhar mais 2,2 milhões de habitantes entre 2010 e 2020, e por seu elevado risco de sofrer inundações e tempestades.
Pelas estimativas do Instituto de Vulcanologia e Sismologia filipino, algumas áreas de Manila afundaram nos últimos três anos pela exploração exagerada dos aquíferos, o que piora as enchentes que se repetem ao longo da estação das monções.
No início de setembro, o Fórum das Ilhas do Pacífico realizado na Nova Zelândia alertou sobre a situação de vários estados insulares, como Tuvalu, Kiribati e as Ilhas Marshall, que submergem lentamente por causa do aumento do nível do mar.
Os efeitos também podem aparecer em países desenvolvidos, como ocorreu este ano na Austrália com as graves inundações em Brisbane, e na Nova Zelândia, com o terremoto que devastou a cidade de Christchurch.
Outras áreas do planeta, como a África e América do Sul, também são vulneráveis aos efeitos da mudança climática.
O relatório da Maplecroft aponta que os riscos também podem oferecer oportunidades de investimento pela "mudança na demanda de bens e serviços" e "modificar" os existentes diante das novas necessidades.

Brasil vira o maior consumidor de biodiesel do mundo


26/10/2011 - 07h15

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/996626-brasil-vira-o-maior-consumidor-de-biodiesel-do-mundo.shtml


MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO

 O Brasil vai terminar o ano como o maior mercado consumidor de biodiesel do mundo, passando a Alemanha.
Segundo projeções da Aprobio (Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil), o país vai produzir e consumir 2,8 bilhões de litros do combustível, 17% a mais do que no ano passado.
No país europeu, o consumo deve passar de 2,4 bilhões de litros para 2,6 bilhões de litros. A Alemanha também perderá a posição de maior produtor, mas para a Argentina. A produção argentina vai saltar de 2,1 bilhões de litros para 3,2 bilhões de litros.
"Temos capacidade ociosa, mas não conseguimos ser o maior produtor", diz o presidente da Aprobio, Erasmo Battistella, que também preside a BSBios, empresa que se associou recentemente a Petrobras Biocombustível.
Segundo Battistella, os principais entraves são o tamanho do mercado doméstico Ða mistura do biodiesel ao diesel é limitada a 5%Ð e a falta de competitividade para exportar (devido a tributos, câmbio e outros custos).
O setor defende a adoção de um novo plano nacional de biodiesel, com um aumento gradual da participação do produto renovável na mistura final do diesel, para 20% até 2020.
"O ideal seria aumentarmos 1,5 ponto percentual por ano", diz Battistella.
"O setor já está maduro e em condições de atender um aumento de demanda pois estamos trabalhando com 50% de capacidade ociosa."
Desde o lançamento do plano nacional de biodiesel no governo Lula, em dezembro de 2004, o setor investiu US$ 4 bilhões, atingindo uma capacidade de processar 6,1 bilhões de litros neste ano.
A previsão inicial do programa era chegar a 2013 com uma participação de 5% de mistura de biodiesel. "O governo antecipou a medida para 2010, para diminuir a importação de diesel", afirma Battistella.
A Aprobio estima que a ampliação da mistura para 20% poderá levar o setor a investir R$ 28 bilhões até 2020.
"Precisamos de uma sinalização do governo para planejarmos o investimento", diz Battistella, que participou da articulação para a criação, na semana passada em Brasília, da Frente Parlamentar em Defesa do Biodiesel, com a participação de 280 parlamentares.

Além do aumento do mercado doméstico, o setor quer a adoção de uma política de exportação, com redução de impostos, e uma política para estimular novas fontes de matéria-prima.
Atualmente, 85% da produção é feita a partir da soja.

Por conta de incentivos previstos no programa, 109 mil famílias de agricultores fornecem grãos para a indústria brasileira. A previsão é que esse número passe para 531 mil até 2020.

País faz mapeamento de águas subterrâneas


http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,pais-faz-mapeamento-de-aguas-subterraneas-,790652,0.htm

26 de outubro de 2011 | 3h 07

KARINA NINNI - O Estado de S.Paulo
Mais da metade dos municípios brasileiros utiliza águas subterrâneas para abastecer a população - e pouco se sabe sobre elas. Para mapear esse tesouro sob o solo, a Agência Nacional de Águas (ANA) está coordenando o monitoramento dessas grandes reservas subterrâneas de águas, chamadas de aquíferos. O objetivo é criar uma agenda nacional para a gestão integrada dos recursos hídricos subterrâneos e de superfície.
Veja também:
link 'Em dez anos faltará água no litoral do Nordeste'


Na mira estão os Aquíferos Açu, Urucuia, Jandaíra e as águas subterrâneas da Amazônia. O Aquífero Guarani, o mais estudado, tem um plano específico voltado para as áreas metropolitanas, sob as quais ele se encontra.
Segundo a ANA, 39% dos municípios brasileiros - ou 2.153 cidades - são integralmente abastecidos por águas subterrâneas, enquanto 14% também usam águas superficiais. O restante depende das superficiais, mas a pressão sobre elas aumenta a importância das que estão no subsolo.

Os aquíferos são formações rochosas que permitem que a água se infiltre e se movimente em seu interior. A ANA contabiliza no Brasil 27 sistemas aquíferos importantes, tanto para abastecimento público como para a agricultura, que usa na irrigação parte da água subterrânea disponível no País.

"Os aquíferos são reservas estratégicas", afirma Paulo Varella, diretor da ANA. "Sabemos, de antemão, que há problemas ao redor das grandes cidades, principalmente ligados à falta de saneamento", afirma.
Entre as principais preocupações dos especialistas está a capacidade de preservação da qualidade dos recursos encontrados entre as rochas, no subsolo. Urbanização desordenada, uso intensivo de pesticidas nas lavouras, reflorestamento, salinização e outros estão levando autoridades e estudiosos a pensar sobre a gestão dessas reservas.
Os aquíferos possuem as chamadas "áreas de recarga", locais por onde a água da chuva se infiltra e recarrega o sistema. Nessas áreas há maior vulnerabilidade da contaminação vinda da superfície. Elas geralmente correspondem a afloramentos e locais onde a "capa" protetora, que pode ser uma rocha, é fraturada ou apresenta "janelas" (descontinuidades).
Em São Paulo, que usa 80% do total retirado anualmente pelos quatro países que têm recursos do Aquífero Guarani (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), a Secretaria de Meio Ambiente já discute a criação de lei que institua uma área de proteção e recuperação de mananciais específica para o afloramento do Guarani.
Vulnerabilidade. De acordo com levantamento coordenado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), ligado ao governo paulista, cerca de 4 mil km² da região de proteção proposta são considerados altamente vulneráveis à contaminação (mais informações nesta página).
Além de levar em consideração a proteção natural que os aquíferos têm, os especialistas observam a persistência e a mobilidade dos contaminantes que a reserva pode estar recebendo.
"Quando há quantidade o suficiente, é só uma questão de tempo até os contaminantes chegarem às águas subterrâneas, pela persistência. Agora, há contaminantes que se degradam ou que não chegam mesmo", explica Ricardo Hirata, professor do Instituto de Geociências da USP.
"Metais pesados, por exemplo, se movem pouco e ficam presos. Já os nitratos são muito móveis e persistentes", diz Hirata.
Ele afirma que os fertilizantes nitrogenados, aterros e lixões, redes de esgoto com vazamentos e locais de estoque de matéria-prima industrial são as fontes de contaminantes que mais preocupam os especialistas.
É consenso que a qualidade das águas do Guarani é ainda muito boa. Mas há preocupação com o excesso de exploração e o rebaixamento dos níveis de água nas cidades que mais utilizam os recursos.
Recentemente, um estudo financiado pelo Banco Mundial revelou que o Guarani não tinha tanta água assim como se pensava. "As pessoas diziam que era uma reserva de 30 mil km³ de água. Isso é irreal. Porque nós não temos acesso a toda essa água. Temos acesso, na área confinada, a cerca de 2,1 mil km³ - mais os 40 km³ de recarga anual", explica o geólogo Ricardo Hirata, da USP.
Segundo ele, usamos anualmente cerca de 1 km³ de água do Guarani: 94 % no Brasil, 3% no Uruguai, 2% no Paraguai e 1% na Argentina. Cerca de 80% do total é usado para abastecimento público e 15%, para processos industriais.
Se a disponibilidade de uma reserva que atrai atenção e investimentos ainda não é consenso, o potencial de aquíferos recém-descobertos, como o Alter do Chão, na Região Norte, é totalmente desconhecido. No ano passado, uma equipe da Universidade Federal do Pará (UFPA) divulgou a descoberta de uma reserva entre Pará, Amazonas e Amapá que seria bem maior do que o Guarani.
"Ainda não sabemos nada sobre ela. Temos de fazer mapas de fluxo hídrico subterrâneo para saber quais as regiões de recarga e transformá-las em área de proteção ambiental", explica Milton Matta, geólogo da UFPA.
O Alter do Chão abastece 100% de Santarém (PA) e quase toda Manaus (AM). "Não sabemos, por exemplo, as consequências do plantio de soja em Santarém. E como não conhecemos as áreas de recarga, não podemos medir as dimensões do problema", diz Matta. Por essa razão, a ANA destinou R$ 4,5 milhões para um mapeamento da hidrodinâmica das águas subterrâneas da Amazônia. 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

II FESTIVAL DA PRIMAVERA NO PARQUE ANHANGUERA

SP2040 — A Cidade que Queremos

Melhoria Ambiental




Horto Florestal — Foto: Wanderlei Celestino / SPTuris

Historicamente, os processos de industrialização e de urbanização impactaram negativamente os componentes básicos dos ecossistemas, a saber: água, ar e solo. Esse foi o caso da cidade de São Paulo e de sua região metropolitana, os quais vivenciaram processos extremamente rápidos e intensos de industrialização e urbanização, ancorados em um explosivo crescimento populacional. Tais processos estão na base de uma miríade de desequilíbrios estruturais, sendo que dentre tais desequilíbrios destacam-se os ambientais.



Nesse sentido, a principal meta ambiental para São Paulo em 2040 é integrar o tecido urbano com os componentes básicos dos ecossistemas, de tal forma a tornar a vida dos seus cidadãos mais aprazível, saudável e segura ao mesmo tempo em que permitir maior equilíbrio entre meio ambiente e todos impactos decorrentes das ações humanas na cidade. Isso significa controlar a poluição ambiental e respeitar a capacidade de assimilação do meio ambiente, tanto local como globalmente. Pretende-se que as ações previstas na cidade que interfiram com o ambiente ocorram sempre no sentido de buscar a sua sustentabilidade com o meio.



Coordenado pelo professor Mário Thadeu Lemes de Barros (POLI-USP) e também conta com a participação dos Professores José Goldemberg (IEE-USP), Marco Antônio Palermo (POLI-USP), Maria Cecília Loschiavo (FAU-USP), Monica Ferreira do Amaral Porto (POLI-USP) e Oswaldo Lucon (IEE-USP).



SP2040 — A Cidade que Queremos



O SP2040 é um plano de longo prazo que pretende orientar uma ampla transformação da cidade nas próximas décadas, apontando para formas de organização social, econômica, urbana e ambiental que assegurem o uso inteligente dos seus recursos e promovam melhores condições de vida para a população. Grandes metrópoles do mundo vêm utilizando esse tipo de plano para integrar as decisões tomadas diariamente na gestão da cidade. São Paulo começa agora a sua jornada, fazendo a pergunta vital a todos que aqui vivem, trabalham, estudam ou estão a passeio: “Qual é a cidade que queremos”?




Como é a Cidade que Você Quer?





Sua opinião é fundamental para construir “A Cidade que queremos” em 2040. No questionário, você vai encontrar dez perguntas sobre as características de uma cidade ideal e as prioridades de ação, ou seja, por onde devemos começar a transformar a cidade. As questões são de múltipla escolha e você vai gastar cerca de 15 minutos para responder.


Como é a Cidade que Você Quer?





Sua opinião é fundamental para construir “A Cidade que queremos” em 2040. No questionário, você vai encontrar dez perguntas sobre as características de uma cidade ideal e as prioridades de ação, ou seja, por onde devemos começar a transformar a cidade. As questões são de múltipla escolha e você vai gastar cerca de 15 minutos para responder.



Quer dar sua opinião? Clique aqui e responda à Consulta Pública.



Para fazer sugestões ou comentários, convidamos a que participe do fórum de debates do site do SP 2040. Participe e ajude a construir a Cidade que Queremos!



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http://www.questionpro.com//a/jsp/run/iframe.jsp?url=http%3A%2F%2Fquestionpro.com%2Ft%2FABO1TZLqbW

Para fazer sugestões ou comentários, convidamos a que participe do fórum de debates do site do SP 2040. Participe e ajude a construir a Cidade que Queremos!
http://sp2040.net.br/participe/

Participe




Corrida de São Silvestre — Foto: Alexandre Diniz / SPTuris

O Plano SP 2040 será desenvolvido em conjunto com a sociedade, e para isso disponibiliza diversos mecanismos participativos. Pelo website, você pode contribuir de duas maneiras:



A primeira delas é através da Consulta Pública, na qual você contribui respondendo a um questionário pré-elaborado.

Clique aqui para responder à Consulta Pública »



Alternativamente, se tiver com dificuldades no link acima, Clique aqui para responder à Consulta Pública »



A outra forma de participação é discutir temas e idéias em nossos fóruns. Você pode dar sugestões e discutir as propostas de outros visitantes.

Clique aqui para participar dos fóruns ».



Para saber se a sua Subprefeitura já tem dia e horário da Oficina Pública confirmados. Clique Aqui.



Participe!







segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sustentabilidade na Indústria de Papel e Celulose


 

 

http://agencia.fapesp.br/14674
24/10/2011
Agência FAPESP – No dia 27 de outubro, a Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) realizará a palestra Sustentabilidade na Indústria de Papel e Celulose, ministrada por Umberto Caldeira Cinque, diretor de planejamento estratégico e sustentabilidade da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABCT).
O encontro faz parte do ciclo de palestras promovido pela instituição em comemoração ao Ano Internacional da Química e é destinado a estudantes, professores, empresários, pesquisadores e profissionais das áreas de engenharia química, química, papel e celulose, meio ambiente e energia.
Na palestra serão abordados os aspectos ambientais, econômicos e sociais inerentes à sustentabilidade da cadeia produtiva da indústria de papel e celulose, além da importância da ecoeficiência no uso racional dos recursos naturais e no aumento da durabilidade dos produtos.
No encontro será enfatizada a contribuição do engenheiro químico e do profissional da área de meio ambiente para a melhoria do setor de papel e celulose.
A palestra terá início às 19h30 e ocorrerá no auditório 2, do prédio 3 da Faap, localizado na R. Alagoas, nº 903, Higienópolis, São Paulo.

domingo, 23 de outubro de 2011

Código Florestal sem fronteiras!


21/10/2011 15h32 - Atualizado em 21/10/2011 15h33

Presidente boliviano cancela projeto de estrada que cortaria Amazônia

Decisão ocorre após protestos de indígenas contra implantação de rodovia.
Rota que ligaria oceanos Pacífico e Atlântico seria financiada pelo Brasil.

 

http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/10/presidente-boliviano-cancela-projeto-de-estrada-que-cortaria-amazonia.html 

Da France Presse
O presidente da Bolívia, Evo Morales, cancelou nesta sexta-feira (21) a construção de uma estrada financiada pelo Brasil que atravessaria a reserva ecológica Tipnis, na região amazônica, a qual declarou patrimônio intangível, atendendo um pedido de indígenas amazônicos que protestaram em uma marcha que durou 65 dias.
O cancelamento da obra está indicado em uma emenda enviada ao Congresso, de maioria governista, e que deve ser votada ainda nesta sexta-feira. "Foi disposto que a estrada Villa Tunari-San Ignacio de Moxos ou qualquer outra não atravessará o Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (Tipnis)", disse Morales em coletiva de imprensa.
"Portanto, o tema Tipnis foi resolvido", afirmou o presidente, após explicar que as emendas sugeridas ao Congresso atendem as demandas dos indígenas amazônicos. "Isso é governar obedecendo o povo", disse Morales.
O presidente fez o anúncio pouco antes de se reunir com os manifestantes indígenas, que chegaram na quarta-feira a La Paz e aguardavam em frente ao Palácio de Governo para iniciar um diálogo com o presidente, frustrado na quinta-feira em três ocasiões.
Milhares demonstraram apoio aos indígenas nas ruas de La Paz (Foto: Reuters)Milhares demonstraram apoio aos indígenas nas
ruas de La Paz (Foto: Reuters)
Reivindicações
A decisão presidencial abre caminho para outras 15 demandas indígenas, pois soluciona o principal tema que motivou uma marcha de 65 dias que percorreu 600 km até chegar à sede de governo.
O Parlamento havia aprovado uma lei que suspendia a construção de um trecho da estrada, dispondo a realização de um processo de consulta nas regiões envolvidas, mas após a decisão de Morales tudo isso também se anula.
Além disso, "o Tipnis foi declarado zona intangível", disse o presidente, o que reforça sua qualidade de área protegida, onde não poderão ser realizados outros projetos econômicos.
Morales declarou que qualquer "assentamento ou ocupação" dessa área protegida "será passível de expulsão com intervenção da força pública".
A decisão de Morales ocorre após um forte conflito que durou mais de dois meses, nos quais os indígenas receberam um forte apoio popular, especialmente após ter sofrido uma violenta repressão em 25 de setembro após uma tentativa falha da polícia de dispersá-los.