domingo, 23 de outubro de 2011

Microplásticos nos peixes...


21/10/2011 19h17 - Atualizado em 21/10/2011 19h17

Estudo identifica máquinas de lavar como poluidoras dos oceanos

Pesquisadores notaram que elas são fontes de 'microplásticos'.
Partículas de poliéster e acrílico são ingeridas pelos peixes.

 

http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/10/estudo-identifica-maquinas-de-lavar-como-poluidoras-dos-oceanos.html
Do Globo Natureza, em São Paulo
Exemplo de microplásticos. (Foto: Nasa/Divulgação)Exemplo de microplásticos. (Foto:Nasa/Divulgação)
Máquinas de lavar roupa podem ser uma importante fonte de poluição dos oceanos, segundo estudo publicado na revista “Environmental Science & Technology”.
Esses aparelhos foram identificados como liberadores de “microplásticos”, pequenos pedaços de poliéster e acrílico que vêm sendo detectados em grandes quantidades nas faixas costeiras de todo o mundo.
Os autores do estudo notaram que a concentração desse material é especialmente alta nas praias mais populosas. Uma única peça de roupa pode soltar até 1.900 fibras plásticas em uma lavagem, e elas se parecem muito com os microplásticos encontrados no mar.
Os autores das pesquisas sugerem que os fabricantes de máquinas de lavar e de roupas pensem em meios de reduzir a liberação dessas fibras no esgoto. Os microplásticos são nocivos para os seres vivos marinhos e também para o ser humano.
Os microplásticos são nocivos para os seres vivos marinhos e também para o ser humano. Peixes ingerem esse material e podem ter irritações no sistema digestivo, bem como enfrentar desnutrição porque ficam com o estômago cheio. O homem, por sua vez, acaba se alimentando dos peixes contaminados, ficando também com as pequenas fibras de plástico em seu corpo.

Todos para o buraco...


21/10/2011 - 16h56

Buraco na camada de ozônio chega a nível máximo nesta temporada

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/994554-buraco-na-camada-de-ozonio-chega-a-nivel-maximo-nesta-temporada.shtml


O buraco na camada de ozônio no hemisfério sul chegou a seu nível máximo anual em 12 setembro, ao alcançar 16 milhões de quilômetros quadrados, o 9º maior dos últimos 20 anos. As informações são da Nasa (agência espacial americana) e da Noaa (Administração Atmosférica e Oceânica dos EUA).
A camada de ozônio protege a vida terrestre ao bloquear os raios solares ultravioleta e sua redução adquire especial importância nesta época do ano, quando o hemisfério sul começa a ficar mais quente.
A Nasa e a Noaa utilizam instrumentos terrestres e de medição atmosférica aérea a bordo de globos e satélites para monitorar o buraco de ozônio no polo Sul, os níveis globais da camada de ozônio na estratosfera e as substâncias químicas artificiais que contribuem para a diminuição do ozônio.
"As temperaturas mais frias na estratosfera causaram neste ano um buraco de ozônio maior que a média", disse Paul Newman, cientista-chefe do Centro Goddard de Voos Espaciais da Nasa.
"Embora fosse relativamente grande, a área do buraco de ozônio neste ano estava dentro da categoria que esperávamos, dado que os níveis químicos de origem humana persistem na atmosfera", lamentou.
O diretor da divisão de Observação Mundial da Noaa, James Butler, afirmou que o consumo dessas substâncias que destroem o ozônio diminui pouco a pouco devido à ação internacional, mas ainda há grandes quantidades desses produtos químicos causando danos.
No entanto, a maioria dos produtos químicos permanece na atmosfera durante décadas.
A Noaa esteve monitorando o esgotamento do ozônio no mundo todo, incluindo o polo Sul, de várias perspectivas, utilizando globos atmosféricos durante 24 anos para recolher os perfis detalhados dos níveis de ozônio, assim como com instrumentos terrestres e do espaço.

Rio+20


21/10/2011 - 17h20

Seminário defende agenda comum para os Brics na Rio+20

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/994580-seminario-defende-agenda-comum-para-os-brics-na-rio20.shtml

RODRIGO RÖTZSCH
DO RIO


Uma certa exaustão do sistema multilateral de consenso das Nações Unidas e interesses comuns como a erradicação da pobreza e a necessidade de transitar para a economia verde deveriam unir os países dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em torno de uma agenda comum na Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável), no ano que vem.
Essa é uma das conclusões do seminário "Agenda dos Brics para a Rio+20: perspectivas brasileiras", realizado nesta sexta-feira pelo Centro de Estudos e Pesquisas Brics, no Rio.
O evento constituiu-se de três mesas de debates: a primeira, mais geral, sobre agendas comuns aos Brics para a conferência do ano que vem; e as outras duas sobre os dois subtemas principais da Rio+20: economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e combate à pobreza e arquitetura internacional do desenvolvimento sustentável.
Os debates tiveram participação de representantes dos governos federal, estadual e municipal do Rio, da academia e da sociedade civil, além do embaixador da China no Brasil, Qiu Xiaoqi.
"Os Brics têm o poder não só de ajudar a definir a agenda conceitual, como o de avançar nessa agenda de maneira mais concreta. Os Brics são um grupamento heterogêneo, mas que apesar das divergências têm muitos interesses em comum: reforma da governança global, manutenção das taxas de crescimento, novas estratégias de combate à pobreza", disse a coordenadora-geral do Centro de Estudos e Pesquisas Brics, Adriana Erthal Abdenur.
A subsecretária estadual de Economia Verde do Rio, Suzana Kahn, propôs que os Brics desenvolvam "uma metodologia comum, um entendimento comum do que seja uma economia verde e indicadores para que nós possamos nos monitorar mutuamente".
Kahn e outros representantes do governo do Estado e da Prefeitura do Rio defenderam ainda a descentralização das iniciativas para promover o desenvolvimento sustentável, com governos regionais e grandes cidades dos Brics se articulando entre si na troca de iniciativas de sucesso.
"Uma coalizão entre governos regionais, de baixo para cima, é mais fácil do que ir de cima para baixo. À medida que consigamos construir clusters de soluções, teremos mais facilidade para promover acordos globais", disse a subsecretária.
O professor de relações internacionais da Universidade de Brasília Eduardo Viola disse que um papel dos Brics pode ser reconhecer a exaustão do atual modelo de tomada de decisões das Nações Unidas.
"Os consensos se criam, mas os resultados são limitados, então há uma exaustão de cúpulas. Há um fracasso crescente da ONU em todas as áreas. Um papel no qual os Brics podem atuar é reconhecer esse fracasso com todas as letras, reconhecer a importância do G20, porque este é um mundo de poder, não um mundo democrático de 180 países."
Representante do governo federal, o assessor extraordinário do Ministério do Meio Ambiente para a Rio+20, Fernando Lyrio, reconheceu, porém, que essa articulação entre os Brics ainda engatinha.
"Os Brics têm muitas coisas em comum, mas têm grandes diferenças. Países como os Brics têm a capacidade de ter uma postura mais pró-ativa, mas hoje isso não existe."
CHINA
Apesar de ser uma das maiores poluidoras do mundo, a China foi citada como exemplo para o Brasil de país que está investindo para ter uma economia mais verde, enquanto o Brasil só se preocuparia em reduzir o desmatamento da Amazônia.
"Mudança climática no Brasil ficou associada à redução do desmatamento. Isso fez com que se criasse um gap entre a questão de mitigação e a discussão da transição para economia verde. As políticas industriais brasileiras mal tomaram conhecimento desse assunto. Isso ficou visível na reação brasileira a crise de 2008, que foi pró-carbono. O grande incentivado foi a indústria automobilística, sem qualquer contrapartida ambiental", queixou-se Pedro da Mota Veiga, diretor do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento.
Viola ecoou suas preocupações. "Estou impressionadíssimo com essa coisa inercial do petróleo, das commodities. O Brasil não enxerga o que a China está fazendo."
Rodrigo Rosa, assessor especial da Prefeitura do Rio, disse que "o Brasil precisa encontrar seu caminho na economia verde". "Os painéis fotovoltaicos são hoje todos importados da China, que tem o maior investimento em pesquisa e desenvolvimento em energia renovável", afirmou.
"Essa pesquisa não é suficiente para suprir a necessidade de uma economia que cresce a 9% ao ano. É como estancar uma hemorragia com band-aid", contestou a organizadora do debate, Adriana Erthal Abdenur.
O embaixador da China, Qiu Xiaoqi, pediu compreensão para as especificidades do seu país. "A China ainda é um país em desenvolvimento, com um PIB per capita de um décimo das nações desenvolvidas, desigualdades regionais, 150 milhões abaixo da linha da pobreza. Precisamos da compreensão internacional para conciliar tarefas árduas como erradicação da pobreza, desenvolvimento econômico e redução das emissões de carbono".
Qiu defendeu respeito "às escolhas independentes dos países", afirmando que "não existe um modelo universal de desenvolvimento sustentável".

Fundo do Clima Verde


21/10/2011 - 17h28

Modelo de fundo climático verde está pronto, diz ONU

DA REUTERS

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/994585-modelo-de-fundo-climatico-verde-esta-pronto-diz-onu.shtml 

Um comitê da ONU concluiu o esboço de um fundo destinado a ajudar os países em desenvolvimento a enfrentarem a mudança climática, o que permitirá o seu lançamento em 2013, disse nesta sexta-feira a principal dirigente da ONU para questões climáticas.
Países de todo o mundo decidiram no ano passado criar o Fundo do Clima Verde de modo a canalizar até 2020 em torno de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 117 bilhões) por ano para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentarem a mudança climática global.
Um comitê internacional encarregado de moldar o fundo se reuniu nesta semana na África do Sul, mas algumas organizações acusaram os Estados Unidos e a Arábia Saudita de atrapalharem o processo.
Negociadores de todo o mundo vão discutir e eventualmente aprovar o modelo em uma cúpula climática no mês que vem em Durban --na qual praticamente não há mais chance de que seja selado um novo tratado climático de cumprimento obrigatório, para vigorar a partir de 2013 no lugar do Protocolo de Kyoto.
"O comitê encerrou seu trabalho submetendo à consideração e à aprovação em Durban tanto um esboço de instrumento para o Fundo do Clima Verde quanto recomendações sobre os acordos transitórios para que ele seja lançado", disse Christiana Figueres, secretária-executiva da Convenção Quadro da ONU para a Mudança Climática, em declaração transmitida por email à Reuters.
A proposta, segundo ela, "inclui um forte sinal para envolver o setor privado, e uma sólida base para desenvolver operações impulsionadas pelos países por meio de acesso direto às verbas".
"Uma vez aprovada em Durban, [as recomendações] permitirão que o fundo cresça bem rapidamente, especialmente com a melhora do ambiente financeiro, e estaria aberto o caminho para um estabelecimento bastante rápido do fundo em 2012, e para operações iniciais plenas em 2013," acrescentou ela.

Logística reversa


23/10/2011 - 05h36

Satélite alemão entra na atmosfera, mas se ignora local de queda

DA EFE

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/995208-satelite-alemao-entra-na-atmosfera-mas-se-ignora-local-de-queda.shtml 


O satélite de raios "X" alemão Rosat, fora de serviço desde 1999, entrou neste domingo na atmosfera terrestre, embora se desconheça se, após se desintegrar, alguma de suas partes tenha caído sobre a Terra e o local onde eventualmente aconteceu o impacto.
O DLR (Centro Aeroespacial Alemão) informou que o satélite entrou na atmosfera da Terra entre 23h45 de sábado e 0h15 de domingo (horários de Brasília), onde deve ter se desintegrado a maior parte do objeto de 2,5 toneladas de peso.
Pouco antes, o DLR ter descartado de sua central em Colônia, no oeste da Alemanha, que os restos do satélite pudessem cair sobre a Europa, África ou Austrália.
Nos últimos dias os técnicos do Centro Aeroespacial Alemão tinham insistido também que as possibilidades de que algum componente do satélite chegasse a produzir danos ao cair na Terra eram mínimas.
 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Seminário gratuito "Ambiências Urbanas: aplicabilidade da Política Nacional de Resíduos Sólidos no Município de São Paulo" no dia 24/10/2011



SMPP abre inscrições para a 2ª turma do Curso de Agente Socioambiental e de Sustentabilidade




19/10/2011 00h00

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/participacao_parceria/coordenadorias/incubadora/noticias/?p=34132

A Secretaria de Participação e Parceria (SMPP) abre as inscrições para a nova turma do Curso de Agente Socioambiental e de Sustentabilidade que acontecerá nos dias 22 e 29 de outubro, 05, 12 e 19 de novembro.

O curso, organizado pela Incubadora de Projetos Sociais, da SMPP, objetiva formar pessoas com consciência crítica e olhar sistêmico, capacitadas em identificar, avaliar e propor alternativas e práticas sustentáveis no controle de impactos negativos no meio socioambiental.
As aulas acontecem sempre aos sábados e serão divididas em temas específicos como cidadania, nova visão de mundo, integração e introspecção de grupo, resíduos sólidos, recursos hídricos, planejamento urbano e técnicas de permacultura.
O curso será ministrado pelo gestor socioambiental, Marcos Roberto Domingues de Oliveira, da MRDO Assessoria e Consultoria Ambiental que executa trabalhos visando a proteção, preservação e prevenção dos recursos naturais, assim como a responsabilidade socioambiental.
O curso é gratuito e será ministrado na Incubadora de Projetos Sociais, situada no bairro do Cambuci. Os interessados devem fazer a inscrição pelo telefones 3208-2399 (ramais 211 e 213).


Serviço:
Curso de Agente Socioambiental e de Sustentabilidade

Quando: 22 e 29 de outubro, 05, 12 e 19 de novembro
Onde: Incubadora de Projetos Sociais – Rua Otto de Alencar, 270
Horário: 9h às 12h Inscrições: 3208-2399 (ramais 211 e 213)

Erramos?


20/10/2011 - 10h01

Painel do clima da ONU errou ao prever degelo no Ártico

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/993721-painel-do-clima-da-onu-errou-ao-prever-degelo-no-artico.shtml

CLAUDIO ANGELO
DE BRASÍLIA


Um novo estudo de cientistas dos EUA e da França sugere que o IPCC, o painel do clima das Nações Unidas, errou feio em suas previsões sobre o degelo do Ártico. No caso, errou para baixo: o derretimento observado é quatro vezes maior do que apontam os modelos.
O grupo de pesquisadores liderados por Pierre Rampal, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), publicou seus dados na edição desta semana do periódigo "Journal of Geophysical Research".
Eles uniram dados de modelagem com observações de satélites, navios e até submarinos para estimar que o mar congelado que recobre o oceano Ártico está afinando a uma taxa de 16% por década. Os modelos que alimentaram o relatório do IPCC, publicado em 2007, estimam essa taxa em 4%.
Segundo Rampal e seus colegas, os modelos climáticos computacionais que estimaram um polo Norte sem gelo no verão em 2100 estão atrasados 40 anos em relação às observações. Da mesma forma, o papel da chamada "amplificação ártica" --como é conhecido o efeito de aumento da temperatura devido à perda do gelo marinho e à maior absorção de radiação solar pelo oceano-- provavelmente foi subestimado.
Isso se deve principalmente ao fato de que os modelos não conseguiram reproduzir o aumento de velocidade que ocorre quando o gelo fica mais fino.
O mar congelado do Ártico está em permanente movimento, seguindo as correntes. Todo verão, elas empurram enormes quantidades de gelo para fora do oceano Ártico, pelo chamado estreito de Fram, entre a Groenlândia e o arquipélago norueguês de Svalbard, diminuindo a área do mar congelado.
Acontece que, com a água mais quente, as placas de gelo ficam mais finas (a média entre 1980 e 2008 é de 1,65 metro de afinamento no verão) e se rompem mais. Isso consequentemente aumenta a velocidade de "exportação" do gelo e, por consequência, amplia a redução de área da banquisa.
Em agosto deste ano, a Folha teve oportunidade de experimentar essa alta velocidade do gelo no estreito de Fram a bordo do navio Arctic Sunrise, da ONG Greenpeace. A amarrado a uma placa de gelo de mais de 200 m de comprimento, o navio derivou cerca de 80 km em dois dias.
Rampal afirma que os modelos falham em capturar essa relação entre deformação e velocidade. Aplicando a metodologia usada no novo estudo aos modelos, eles conseguiram resolver quase todas as diferenças entre modelos e observações --o que pode ajudar a estimar com maior precisão o papel do Ártico no clima futuro da Terra.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Governo estuda privatizar parques nacionais. Estados e municípios...


20/10/2011 - 13h08

Governo estuda privatizar parques nacionais

CLAUDIO ANGELO
DE BRASÍLIA

 


Depois dos aeroportos, o governo Dilma Rousseff estuda conceder à iniciativa privada também alguns parques nacionais. As ministras Miriam Belchior (Planejamento) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente) assinaram ontem um acordo para a "modernização da gestão" de unidades de conservação do país, o que inclui de concessões de serviços até parcerias público-privadas para a administração dos parques.
Segundo Izabella, uma avaliação do modelo de concessão deve estar pronta no primeiro semestre do ano que vem. Os primeiros parques nacionais a participarem da experiência serão os de Jericoacoara e Ubajara, no Ceará, e os de Sete Cidades e da Serra das Confusões, no Piauí.
Mas outros parques com grande potencial de visitação, como Fernando de Noronha (PE), Anavilhanas (AM) e Lençóis Maranhenses (MA), também estão na mira do governo.
A ideia é que os parques sob concessão tenham um aumento de visitação e dupliquem seu orçamento por hectare. O Brasil é um dos países megadiversos que investem menos por hectare de unidade de conservação: cerca de US$ 4, contra US$ 15 da Argentina. "Queremos chegar a US$ 10", disse Izabella Teixeira.
As concessões de serviços já funcionam em parques como o do Iguaçu (PR), que gera para o município de Foz do Iguaçu R$ 120 milhões por ano, segundo a ministra.
O Instituto Chico Mendes, que gerencia as áreas protegidas, tem um orçamento anual na casa dos R$ 300 milhões.

BNDES deve financiar R$ 8 bi para eólicas

20/10/2011 - 07h30


http://www1.folha.uol.com.br/mercado/993567-bndes-deve-financiar-r-8-bi-para-eolicas.shtml
 
Os investimentos em energia eólica no país estão em franca expansão. Um dos termômetros desse comportamento, a carteira de pedidos de financiamento junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), disparou neste ano e atingiu R$ 8 bilhões, informa reportagem de Leila Coimbra na Folha desta quinta-feira.




A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).



Os desembolsos do banco para parques eólicos em 2011 devem chegar a R$ 4,5 bilhões, segundo estimativa da chefe do departamento de energia elétrica do banco, Márcia Leal. A carteira representa os pedidos de empréstimo, enquanto os desembolsos são os recursos efetivamente liberados.



Editoria de Arte/Folhapress






terça-feira, 18 de outubro de 2011

País faz mais obras, mas diminui gastos com a conservação


17/10/2011 - 12h29


http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/991470-pais-faz-mais-obras-mas-diminui-gastos-com-a-conservacao.shtml

CLAUDIO ANGELO
DE BRASÍLIA



O Brasil está fazendo mais obras de infraestrutura, mas está investindo menos recursos para proteger ambientes naturais impactados por elas.
A conclusão é de uma análise de economistas da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Eles calculam que a proporção do orçamento do Ministério do Meio Ambiente no bolo da infraestrutura caiu de quase 6% para 2% nos últimos oito anos.

Editoria de arte/Folhapress
Segundo Carlos Eduardo Young e André Santoro, a verba para a pasta, excluída a folha de pagamento, tem se mantido estagnada em cerca de R$ 500 milhões pelo menos desde o ano 2000.
As dotações de outras pastas, como Transporte e Cidades, porém, explodiram: a primeira viu seus recursos crescerem 257% entre 2000 e 2010; a última, 558%.
A distorção se agravou após o início do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), em 2007. "Não há nenhuma indicação de geração de recursos para o Ministério do Meio Ambiente, mesmo este sendo parte fundamental do setor", escreve a dupla.
Mesmo quando são considerados os gastos ambientais de outros setores do governo --por exemplo, ações de despoluição da baía da Guanabara, a cargo do Ministério das Cidades-, Young e Santoro apontam estagnação: somadas, as verbas para controle e preservação ambiental do governo não chegaram a R$ 300 milhões em 2010.
O resultado, afirmam, é uma má gestão ambiental dos novos projetos. Após o PAC, a criação de novas áreas protegidas estagnou. E as que existem não encontram recursos para sua regularização fundiária --como a Folha mostrou em março, existe uma área equivalente à do Paraná em propriedades e posses privadas dentro de unidades de conservação.
"A criação de unidades de conservação depende de recursos pesados", afirmou o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani. Ele admite que o Brasil "está devendo" nesse quesito.
Gaetani afirma que para 2012 houve um "aumento substancial" dos recursos para a pasta, mas diz que dinheiro só não resolve os problemas do ministério. "Mais do que orçamento, nosso problema é de gente", prossegue.
De acordo com Gaetani, as atribuições do ministério cresceram nos últimos anos, sem que houvesse aumento correspondente no quadro. Desde 2009 tramita na Câmara um projeto de lei para ampliação do quadro de analistas ambientais do Ibama e do Instituto Chico Mendes.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Lembraram da enchente...

Por que SP não consegue acabar com as enchentes?


O Estado listou os fatores que causam os alagamentos, o que foi prometido pelo governo no último verão e o que foi realmente feito

17 de outubro de 2011
3h 03

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,por-que-sp-nao-consegue-acabar-com-as-enchentes-,786304,0.htm
 
RODRIGO BRANCATELLI / REPORTAGEM, RODRIGO FORTES / INFOGRAFIA - O Estado de S.Paulo


"Miserável estado em que se acham os Rios Tietê e Tamanduateí, sem margens nem leitos fixos, sangrados em toda parte por sarjetas, que formam lagos que inundam esta bela planície." A frase escrita pelo poeta e estadista José Bonifácio em 1820 poderia muito bem ser reeditada todo ano, verão após verão, alagamento após alagamento. Desde quando São Paulo era apenas uma acanhada aldeia, as cheias sempre fizeram parte da memória paulistana, para o bem ou para o mal. Se por um lado a metrópole nunca se desenvolveria sem as enchentes constantes, essas mesmas enchentes viraram hoje o maior problema estrutural da capital.
Há exatos 170 anos, o governo investe em obras para tentar remediar as inundações. Década após década, no entanto, a precariedade dos rios e as promessas dos governantes só foram se empilhando e aumentando os efeitos das cheias, transformando as chuvas em um imenso e constante flagelo. No verão passado, por exemplo, seis pessoas morreram na capital, sem falar nos inúmeros problemas causados pelos alagamentos. Era de se esperar que algo fosse feito para evitar as tragédias no próximo verão. Mas, como já virou rotina para os moradores, muitas promessas foram feitas e pouco trabalho foi de fato concluído.
Com a ajuda de especialistas, o Estado listou os principais fatores que causam uma enchente tipicamente paulistana, o que foi prometido no último verão e o que foi realmente feito. O resultado é que, se não for pelo bom humor de São Pedro, a maior cidade do Hemisfério Sul não estará mais bem preparada para lidar com as chuvas que normalmente atingem a capital no fim do ano.



domingo, 16 de outubro de 2011

Áreas de Risco: Ações emergenciais após acidentes?


 Áreas de riscos: obras indefinidas

 





Felipe Tau 
Thiago Dantas


Até o fim do mês, a Prefeitura pretende contratar os primeiros projetos de urbanização para as áreas de risco da capital – de um total de 23 pacotes de obras. As propostas venceram o concurso nacional de arquitetura Renova SP, lançado em maio para receber ideias de intervenções em 209 favelas e loteamentos irregulares.
Ainda não há prazo, porém, para o início das obras, o que significa que as cerca de 105 mil famílias que vivem nessas condições vão passar ao menos mais uma temporada de chuvas com a possibilidade de deslizamento de terra e mortes. A contratação dos 23 projetos deve custar R$ 48 milhões. O valor das obras não foi estimado.
Cerca de 2.000 dessas famílias vivem em áreas de risco geológico muito alto, o que significa que qualquer chuva pode provocar um acidente. No início do ano, a Prefeitura havia prometido removê-las até julho, quando o prazo foi estendido para “início das chuvas”. Questionada na segunda-feira, a Prefeitura não respondeu se a promessa foi cumprida.
Um dos perímetros definidos como prioritários para o Renova SP fica na região de Sapopemba, zona leste, e engloba o Parque Santa Madalena. O setor identificado como Água Vermelha 2, na região de São Miguel Paulista, também na zona leste, é outro que deve ter o projeto executivo contratado. A Prefeitura não confirmou quais áreas serão atendidas neste mês.
Desde o fim de agosto, famílias estão sendo removidas do Parque Santa Madalena (leia texto abaixo), classificado como de risco muito alto. Moradores das comunidades que serão urbanizadas “receberão auxílio aluguel renovável até a finalização dos trabalhos e unidade habitacional definitiva no fim do processo”, diz a Secretaria Municipal de Habitação.
O professor do Instituto de Geociências da USP, Edilson Pissato, lembra que nem todas as áreas têm condições de receber novas unidades habitacionais. “Urbanizar não quer dizer ocupar. Geologicamente, nem é aconselhável fazer obras em algumas.” Nesses casos, segundo Pissato, a solução é tirar os moradores e impedir que eles retornem. “Ao construir um parque, você dá um uso”, diz.
Aumentar as áreas verdes e recuperar os córregos que cortam o Parque Santa Madalena foi a solução proposta pelo escritório UNA Arquitetura, vencedor do lote Oratório 1 do Renova SP. “Não tem como as pessoas morarem na encosta do morro”, afirma a arquiteta Cristiane Muniz. “Nossa proposta é recuperar a área a partir dos córregos. Eles têm que ser tratados como frente, e não como fundos”, diz.
A solução escolhida para o Córrego Pirajuçara, na zona sul, também passa pelo aproveitamento dos cursos de água. “A ideia é tirar as pessoas de cima dos córregos e tratá-los, criando áreas alagáveis. As pessoas irão para unidades habitacionais próximas e terão mais qualidade de vida”, diz Sandra Llovet, do escritório Libeskindllovet, que elaborou a proposta em conjunto com um grupo espanhol.
A Prefeitura informou que “aproximadamente 285 mil pessoas serão contempladas pelas obras, que atuarão em 84 mil moradias de 213 assentamentos”. Cinco dos 23 lotes de áreas de risco não tiveram projetos que atendessem aos pré-requisitos. Um novo concurso será preparado.  ::



É preciso uma ação articulada para evitar novos desastres
 
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1610201116.htm

São Paulo, domingo, 16 de outubro de 2011

 
ÁLVARO RODRIGUES DOS SANTOS
ESPECIAL PARA A FOLHA

Em alguns dias começa, no Sul-Sudeste, o novo período de cinco meses, novembro a março, de chuvas intensas e concentradas.
Nesse período, e na mesma proporção do crescimento das cidades, são recorrentes e crescentes em sua intensidade e dimensões os eventos associados a esta alta pluviosidade: enchentes e deslizamentos de encostas.
No último período chuvoso, as tragédias ocorridas na zona serrana do Rio de Janeiro, que acabaram em centenas de mortos, causaram profunda comoção em toda a sociedade brasileira.
Desse impacto emocional resultaram diversas providências e iniciativas de governo nas esferas federal, estadual e municipal. Algumas delas eram cobradas desde há muito pelo meio técnico.
Importantes passos foram dados para organizar e preparar os órgãos responsáveis da administração pública para um efetivo enfrentamento desse problema.
No nível federal, foi criado o Cemaden, órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e que estará encarregado do tratamento de dados climatológicos e da disponibilização de sistemas de alerta pluviométrico.
Outras iniciativas são a mobilização da CPRM (Serviço Geológico do Brasil) para o mapeamento geotécnico e de risco dos municípios mais vulneráveis a esses tipos de fenômeno e a recente publicação da medida provisória nº 547, de 11 de outubro, editada pela Presidência.
A medida define série de responsabilidades -com destaque à elaboração de suas Cartas Geotécnicas- aos municípios mais ameaçados por riscos geológicos e correlatos para que, com o correspondente apoio federal e estadual, reduzam corretiva e preventivamente os riscos de acidentes dessa natureza.
Apesar de algumas deficiências, há meritórias iniciativas que colocam o país em um patamar mais avançado no trato do problema das áreas de risco.
No entanto, grandes frutos ainda não podem ser esperados para o próximo período chuvoso.
A dificuldade e a lentidão da administração pública em tomar decisões e em colocar os planos em prática ainda mostram-se como importante fator limitante.
Inexistem nos três níveis de governo indispensáveis linhas de comando para a devida articulação unificada das ações em curso e das instituições envolvidas.
A disputa por espaços políticos consome tempo e dinheiro e elimina a possibilidade de sinergia de esforços.
Especialmente para as ações emergenciais voltadas ao período chuvoso que se aproxima, impõem-se ações drásticas e imediatas para que vidas possam ser salvas.

ÁLVARO RODRIGUES DOS SANTOS, geólogo, é consultor em geologia de engenharia, geotecnia e meio ambiente


 

 

Arquitetos renomados vencem concurso RenovaSP, da Prefeitura

http://www.habisp.inf.br/pagina/b45_arquitetos-renomados-vencem-concurso-renovasp-da-prefeitura



01 de setembro de 2011 - por Marcos Palhares
A Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) e o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB Nacional) divulgaram no último dia 29 os projetos vencedores do inédito concurso nacional “RenovaSP”. Os escolhidos vão urbanizar 17 Perímetros de Ação Integrada (PAI) da cidade. As obras vão atender 84 mil moradias e remodelar 213 assentamentos – que englobam favelas, loteamentos e núcleos urbanizados. O valor global para a execução de todos os projetos será de R$ 48 milhões.
Divulgação
Detalhe do projeto de Mônica Teófilo Druker para a região do Cabuçu de Baixo 12
Marcaram presença na solenidade o prefeito Gilberto Kassab, o secretário municipal de Habitação, Ricardo Pereira Leite, a superintendente de Habitação Popular, Elisabete França, o presidente do IAB Nacional, Gilson Paranhos, vários outros secretários municipais, vereadores, arquitetos, entre outros convidados.
Os PAIs foram distribuídos em 4 lotes e cada escritório concorrente pôde inscrever apenas um projeto por lote. Foram apresentados 109 projetos de arquitetos de todo o Brasil. “A urbanização é um trabalho que nos enche de orgulho. Assim, podemos melhorar a vida daquelas pessoas menos favorecidas que, um dia, tiveram que improvisar suas moradias. Essa alegria será compartilhada com os premiados nesse concurso”, afirmou o secretário Ricardo Pereira Leite.
Os perímetros englobam moradias identificadas no estudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), divulgado no começo deste ano, como sendo de risco alto e muito alto – as chamadas R3 e R4 – e formam as regiões consideradas prioritárias pelo Plano Municipal de Habitação (PMH).
Com a adoção dessa nova classificação, as 99 sub-bacias do município foram divididas em PAIs que, a partir de agora, servirão como referência territorial para a elaboração de diagnósticos e planos urbanísticos e nortearão o Programa de Urbanização de Favelas da Prefeitura. As diretrizes do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), cujo objetivo é universalizar o acesso a água potável e coleta e tratamento de esgoto, também serão contempladas. Além disso, divisão por sub-bacia facilita na despoluição dos córregos.
Divulgação
Projeto de Fábio Rago Valentim para a região do Oratório 1
A superintendente Elisabete França destacou o fato de o concurso ter sido o primeiro totalmente eletrônico feito pela Prefeitura. “É um momento muito importante para a cidade. Todas as inscrições e o envio de projetos foram feitos via Internet. No total, 66 escritórios participaram. Os projetos vão tornar São Paulo mais bonita, incluída e sustentável”, destacou. O prefeito Gilberto Kassab, por sua vez, elogiou a união de esforços: “Essa integração entre o poder público e empresas é uma aposta no futuro de São Paulo”.
Cinco áreas não tiveram propostas que atendessem os pré-requisitos do júri: Aricanduva 3 e 5, Lageado 1, Ribeirão dos Perus 6 (menção honrosa para o escritório Héctor Ernesto Vigliecca Gani) e Ribeirão Jaguaré 5 (menção honrosa para o escritório Monica Teofilo Drucker). O atendimento para essas cinco áreas será reavaliado futuramente.
Confira quais os vencedores de cada área:
  • - Claudio Libeskind – Água Vermelha 2
  • - Marcelo de Oliveira Montoro – Cabuçu de Baixo 5
  • - Héctor Ernesto Vigliecca Gani - Morro do S 4
  • - Fábio Rago Valentim - Oratório 1
  • - Pablo Emilio Robert Herenu - Cabuçu de Cima 8
  • - Paulo Emilio Buarque Ferreira - Jardim Japão 1
  • - Luis Mauro Freire - Meninos 1
  • - Claudio Libeskind - Pirajussara 5
  • - Daniela Ramalho - Ponte Baixa 4
  • - Monica Teofilo Drucker - Cabuçu de Baixo 12
  • - Paulo Emilio Buarque Ferreira - Cabuçu de Baixo 4
  • - Catherine Otondo - Cabuçu de Cima 10
  • - Paulo Julio Valentino Bruna - Água Espraiada 2 + 5
  • - Pedro Tuma - Cabuçu de Cima 7
  • - Carolina Haguiara Cervellini - Cordeiro 1
  • - Patricia Garcia Padilha - Pirajussara 7
  • - Virginia Murad - Tiquatira 2

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