quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Inacreditável: As advertências com imagens irão forçá-las a deixar os consumidores de cigarros "deprimidos, desencorajados e com medo de comprar o produto". ..


Gigantes do cigarro processam governo americano por publicidade contra o fumo

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5h6pE4nurizQ-vzBTRxKq4TckLcmQ?docId=CNG.cb6ac78adb74facdd020158acceb28c1.111
WASHINGTON, EUA — Quatro empresas de cigarro dos Estados Unidos iniciaram um processo contra a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA na sigla em inglês) por considerar que as novas exigências de advertência sobre o tabaco nos maços é inconstitucional.
A demanda apresentada na terça-feira tem como objetivo, segundo um comunicado da terceira maior empresa do setor nos Estados Unidos, a Lorillard Inc., "desafiar nove medidas de advertência contra o cigarro que são uma forma inconstitucional de forçar os fabricantes a disseminar a mensagem do governo contra o produto".
R.J. Reynolds Tobacco Co., Commonwealth Brands Inc. e Liggett Group LLC se uniram à Lorillard no processo, iniciado em uma corte federal de Washington.
Com as novas normas da FDA, anunciadas recentemente, os maços de cigarros, cartazes e qualquer publicidade de tabaco devem incluir advertências severas a partir de 22 de setembro de 2012.
O caso é similar aos registrados no Uruguai e Austrália, governos que são processados pela Philip Morris por suas políticas antitabaco.
O Uruguai se tornou em 1º de março de 2006 o primeiro país da América Latina a proibir o fumo em espaços públicos fechados e também exige grandes advertências de saúde nos pacotes de cigarros.
A Philip Morris apresentou uma ação contra Montevidéu no Centro Internacional de Ajuste de Diferenças Relativas a Investimentos (CIADI), vinculado ao Banco Mundial.
O Uruguai recebeu o apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, que se comprometeu a ajudar nos custos legais.
Em julho, a mesma multinacional anunciou uma demanda contra o projeto do governo australiano de impor a mesma medida, de alertas, nos maços de cigarros.
No caso dos Estados Unidos, as empresas consideram que viola a primeira emenda da Constituição, explicou o advogado da Lorillard Floyd Abrams.
A FDA não comenta casos pendentes.
A agência divulgou em junho as imagens que serão utilizadas nos pacotes e que ocuparão 50% da parte superior dos maços, tanto na frente como no reverso, e 20% de toda publicidade.
As fotos incluem um cadáver, uma dentadura destruída e um pulmão enegrecido, com frases como "Advertência: Fumar pode matá-lo" e um número de telefone de assistência.
De acordo com a FDA, 1.200 fumantes morrem por dia nos Estados Unidos.
As mudanças nos pacotes obedecem a uma lei de junho de 2009, promulgada por Barack Obama, que deu à FDA o poder de regular a fabricação, publicidade e venda de produtos com tabaco.
Grupos antitabagistas consideram a medida da FDA a mudança mais significativa nas advertências sobre cigarros nos Estados Unidos desde que estas foram adotadas em 1965.


Imagens de advertência serão obrigatórias a partir de setembro de 2012BBC
 


Um novo conjunto de advertências contra os perigos do fumo para a saúde, que devem ser colocadas nas embalagens de cigarros, causou revolta entre gigantes do tabaco nos Estados Unidos.
A Food and Drug Administration, agência governamental americana que regula medicamentos e alimentos, divulgou recentemente as novas imagens e mensagens, que devem ser adotadas por todas as empresas até setembro de 2012.
É a primeira vez em que elas terão imagens de advertência. Os anúncios devem ocupar a metade das partes da frente e de trás da embalagem.
Na última terça-feira, as empresas RJ Reynolds Tobacco, Lorillard Tobacco, Commonwealth Brands, Liggett Group e Santa Fe Natural Tobacco anunciaram um processo contra o governo americano por causa da nova regra.
Segundo as empresas, as advertências com imagens irão forçá-las a deixar os consumidores "deprimidos, desencorajados e com medo de comprar o produto".
"O governo pode pedir advertências que sejam diretas, mas não pode pedir que um pacote de cigarros sirva como um mini outdoor para sua campanha anti-fumo" disse o advogado Floyd Abrams, que representa as empresas, em um comunicado.
No mês de junho, a secretária de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Kathleen Sebelius, disse que as novas advertências podem impedir que jovens comecem a fumar e dar a adultos um novo incentivo para deixar o cigarro.
"O presidente Obama quer que as mortes relacionadas ao tabaco sejam parte do passado da nação, e não do nosso futuro', disse.
Estima-se que o consumo de tabaco seja responsável por 443 mil mortes nos EUA a cada ano.
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Parque Jardim Herculano é inaugurado em área de manancial - M'BOI MIRIM

M'BOI MIRIM

16/08/2011 20H19

Parque Jardim Herculano é inaugurado em área de manancial



Os moradores da região de M'Boi Mirim ganharam mais um espaço verde público. Com 75.277m², o Parque Municipal Jardim Herculano  foi criado em uma Área de Preservação  de Mananciais que preserva resquícios de Mata Atlântica em estágio inicial de regeneração. Além do contato com a natureza, o espaço oferece equipamentos de ginástica, áreas de convivência, bancos, paraciclo e uma sala multiuso para promoção de educação ambiental e uso da comunidade. Futuramente, o local receberá  um playground. E a área de mata fechada poderá ser visitada por meio de trilhas que serão abertas.

Bactérias transgênicas podem limpar águas poluídas com mercúrio


Bactérias transgênicas podem limpar águas poluídas com mercúrio


PARIS — Bactérias transgênicas que suportam altas doses de mercúrio poderiam sanear seu entorno, facilitando a limpeza de áreas contaminadas com este metal, afirmam cientistas da Universidade Interamericana do Porto Rico.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), anualmente, a indústria química e a mineração vertem 6.000 toneladas de mercúrio no ambiente. Esse metal, que pode entrar na cadeia alimentar, é muito tóxico, sobretudo na forma de metilmercúrio, para humanos e animais.
Oscar Ruiz e seus colegas da Universidade Interamericana do Porto Rico consideram que as bactérias transgênicas que criaram são "uma alternativa" às custosas técnicas de descontaminação adotadas atualmente.
Capazes de proliferar em uma solução contendo 24 vezes a dose mortal de mercúrio para bactérias não resistentes, as cepas transgênicas conseguiram absorver em cinco dias 80% do mercúrio contido no líquido, segundo estudo publicado em Londres pela BMC Biotechnology, revista científica que pode ser consultada gratuitamente na internet.
As bactérias 'Escherichia coli' se tornaram resistentes a altas concentrações de mercúrio, graças à inserção de um gene que permite a elas produzir metalotioneína, proteína que desempenha um papel de desintoxicação no organismo de ratos.
Trata-se, segundo os cientistas, do "primeiro estudo" que prova que a metalotioneína "garante uma resistência ao mercúrio e permite sua acumulação na bactéria", que o absorve.
O mercúrio recuperado pelas bactérias nas áreas contaminadas poderia ser utilizado em novas aplicações industriais, segundo a equipe de cientistas.
As bactérias transgênicas demonstraram, no estudo, ser capazes de extrair mercúrio de um líquido, de forma que "a primeira e principal aplicação poderia ser recuperar o mercúrio na água e em outros líquidos", explicou Ruiz em e-mail à AFP.
Não se descarta seu uso a longo prazo para a descontaminação.
"Temos ideias de como poderia funcionar", afirmou Ruiz, convencido de que seria mais barato que os sistemas atuais.

Só um pequeno ajuste no mapa: Foram alterados os limites dos Parques Nacionais da Amazônia, Campos Amazônicos e Mapinguari. Duas outras unidades deverão ter os limites alterados em breve para o licenciamento ambiental de quatro hidrelétricas do complexo do Rio Tapajós!


Dilma muda limite de unidades de conservação para abrigar hidrelétricas

Medida Provisória altera demarcação de três parques nacionais na Amazônia e libera exploração mineral no entorno de dois deles; com a mudança, empreiteiras poderão instalar canteiros de obras das usinas de Tabajara, Santo Antônio e Jirau


16 de agosto de 2011 | 0h 00


autoria: Marta Salomon / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Três parques nacionais na Amazônia - do tipo de unidade de conservação (UC) mais protegido no País - tiveram seus limites alterados para abrigar lagos e canteiros de obras das usinas hidrelétricas de Tabajara, Santo Antônio e Jirau, em Rondônia. Medida provisória editada pela presidente Dilma Rousseff e publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União também autoriza a exploração mineral no entorno de dois dos parques.
Wilson Pedrosa/AE–9/8/2011
Wilson Pedrosa/AE–9/8/2011
Disputa. Moradores da reserva extrativista Terra Grande Pracaúba, na Ilha de Marajó, teriam sido ameaçados por grileiros










Foram alterados os limites dos Parques Nacionais da Amazônia, Campos Amazônicos e Mapinguari. Duas outras unidades deverão ter os limites alterados em breve para o licenciamento ambiental de quatro hidrelétricas do complexo do Rio Tapajós, que ficarão entre as maiores das novas usinas da Amazônia, ao lado de Belo Monte, Santo Antônio e Jirau.
Os empreendimentos localizados nas unidades de conservação já alteradas eram defendidos pelo Ministério de Minas e Energia, até mesmo a mineração de ouro na área de 10 quilômetros no entorno do Parque Nacional Mapinguari, o maior dos três parques a ter o limite alterado, com 17,5 mil quilômetros quadrados, o equivalente a mais de 11 vezes a área da cidade de São Paulo.
Outro motivo para a alteração dos limites dos parques foi a regularização fundiária de ocupações de terras públicas até o limite de 1,5 mil hectares, além do conflito com áreas de assentamentos para a reforma agrária na região. A floresta remanescente nessas regiões só poderá ser explorada por meio de planos de manejo previamente autorizados.
O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello, diz que a alteração do limite dos parques nacionais não impõe perdas à proteção da floresta. "Essas mudanças refletem bem a perspectiva de negociação que procuramos. Nossa postura não é travar, é negociar. Garantimos a conservação e permitimos que os empreendimentos sigam adiante", afirmou. "Fazemos o jogo do ganha-ganha", insistiu.
A Hidrelétrica de Tabajara, no município de Machadinho do Oeste, em Rondônia, é uma das obras previstas na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Sua construção dependia da alteração dos limites do Parque Nacional Campos Amazônicos, criado em 2006. A previsão é que a hidrelétrica produza 350 megawatts (MW).
Lobby. A inclusão da Hidrelétrica de Tabajara no PAC teve forte lobby do presidente interino do PMDB, senador Valdir Raupp (RO). Para o projeto seguir adiante, faltava tirar do caminho da obra as restrições impostas às unidades de conservação. O Parque Nacional Campos Amazônicos perdeu ao todo, por meio da MP, 340 quilômetros quadrados e ganhou outros 1,5 mil quilômetros quadrados.
No caso do Parque Nacional Mapinguari, o ajuste ocorreu por conta da revisão do alcance do canteiro de obras e dos lagos das Hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira. A perda de 70 quilômetros quadrados teria sido compensada com um acréscimo feito anteriormente em permuta com o Estado de Rondônia. O Parque Nacional da Amazônia perdeu agora 280 quilômetros quadrados, supostamente compensado, com folga, por acréscimo anterior a pouco mais de 1 mil quilômetros quadrados.
PARA LEMBRAR
O Estado revelou anteontem que as Unidades de Conservação (UCs) se tornaram o mais recente objeto de disputa entre ambientalistas e defensores do agronegócio. Na semana passada, durante audiência pública na Câmara, o deputado Moreira Mendes (PPS-RO), presidente da frente parlamentar da agropecuária, anunciou uma "grande campanha" para impedir que novas UCs sejam criadas sem a prévia autorização do Congresso Nacional. Hoje, a criação é feita por meio de decreto presidencial. Os ruralistas afirmam que a expansão dessas unidades pode comprometer a produção de alimentos no País. 

Japão reativa reator nuclear...mas é o risco?


17/08/2011 - 06h00

Japão reativa primeiro reator nuclear desde vazamento em Fukushima



DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS



O governo japonês autorizou nesta quarta-feira a primeira reativação de um reator desde o início da crise nuclear causada por um terremoto seguido de tsunami que atingiu a costa nordeste do país no último dia 11 de março.
Segundo informações da agência local Jiji, o reator 3 da central nuclear de Tomari, construída na ilha de Hokkaido (norte do país), foi colocado em funcionamento após receber sinal verde das autoridades.
Quase três quartos dos 54 reatores nucleares do Japão estão atualmente fora de serviço por manutenção ou medidas de segurança. Por essa razão, o governo solicitou aos cidadãos e às empresas que economizem até 15% de eletricidade para fazer frente à alta demanda registrada durante os meses de verão.
Apesar da escassez, uma parte cada vez maior da população japonesa se opõe à reativação dos reatores nucleares devido aos riscos de novos terremotos e tsunamis.
O premiê japonês, Naoto Kan, também declarou ser a favor da substituição progressiva progressivo da energia nuclear por energias renováveis.
A central nuclear de Fukushima Daiichi, no nordeste do país, foi palco da pior crise nuclear desde a de Tchernobil (Ucrânia), em 1986.
A Tokyo Electric Power Company (Tepco), proprietária da usina de Fukushima e maior companhia elétrica do Japão, anunciou em 9 de agosto que perdeu quase 5,2 bilhões de euros após a crise nuclear. O motivo principal do prejuízo foram indenizações, que chegaram a pelo menos 3,6 bilhões de euros e foram pagas na maioria dos casos às cerca de 80 mil famílias deslocadas após a tragédia devido à alta radioatividade.

Cigarro com beta-naftilamina como brinde: Câncer de bexiga na certa!


16/08/2011 - 19h33

Fumar quadruplica chances de desenvolver câncer de bexiga


DA EFE

O tabagismo está relacionado a maior incidência de câncer de bexiga e as mulheres que fumam já se encontram em posição comparável à dos homens, segundo um estudo publicado nesta terça-feira no "JAMA" (Journal of the American Medical Association).
A causa mais plausível é o aumento do número de fumantes nos últimos anos e as mudanças registradas na composição química dos cigarros, afirmaram os pesquisadores do NCI (Instituto Nacional do Câncer americano).
O levantamento foi elaborado com dados de mais de 450.000 pessoas em um estudo sobre saúde e dieta nos Estados Unidos, obtidos mediante questionários realizados entre 1995 e 2006.
Com isso, os cientistas comprovaram que os fumantes têm quatro vezes mais possibilidades de desenvolver câncer de bexiga que um não fumante.
Também constataram que mais da metade desses casos entre as mulheres se deve ao hábito de fumar.
Estudos anteriores tinham estimado em três vezes mais as possibilidades dos fumantes de apresentar esse quadro e atribuíam ao tabaco apenas entre 20% e 30% dos casos deste tipo de tumor nas mulheres.
"Esta associação crescente entre o fumo e o câncer de bexiga deve-se às mudanças na composição dos cigarros e nos hábitos de fumar", disse o autor principal do estudo, Neal Freedman, da divisão de epidemiologia e genética do NCI.
Nos últimos 50 anos os fabricantes reduziram o alcatrão e a nicotina nos cigarros, mas aumentaram os níveis de toxinas específicas como o beta-naftilamina, um conhecido agente cancerígeno para a bexiga.
Mais de 350.000 pessoas são diagnosticadas com câncer de bexiga no mundo anualmente.
O fato de que a incidência deste tipo de câncer nos EUA ter se mantido relativamente estável nos últimos 30 anos, apesar da diminuição geral do hábito de fumar, mostra que o risco é cada vez maior para os consumidores de tabaco, assinala o estudo.

Amazônia é a galinha dos ovos de ouro do agronegócio, diz biólogo


16/08/2011 - 10h03

Amazônia é a galinha dos ovos de ouro do agronegócio, diz biólogo


ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
ENVIADA ESPECIAL AO RIO




O agronegócio sairia ganhando se visse a Amazônia como galinha dos ovos de ouro. Se a floresta morre, as chuvas na região secam, e o lucro evapora junto.
É o que pensa o biólogo americano Thomas Lovejoy, 69, pioneiro nas pesquisas sobre a região amazônica.
Quando visitou a floresta pela primeira vez, em 1965, ele era um jovem biólogo à procura da maior aventura possível. Pai de gêmeas cariocas, de férias no país, defendeu que o cuidado com a Amazônia seja parcelado entre várias nações.
*
Folha - O sr. afirma que a devastação na Amazônia pode chegar a um limite, a partir do qual o sumiço da floresta seria um caminho sem volta. Estamos perto?
Thomas Lovejoy - O Banco Mundial pôs US$ 1 milhão num estudo que projeta pela primeira vez os efeitos de mudança do clima, queimada e desmatamento juntos. Os resultados sugerem que poderia haver um ponto de inflexão em 20% de desmatamento [da floresta original]. Estamos bem perto, 18%.
Isso significa que áreas do sul e sudeste da mata vão começar a secar e se transformar em cerrado. É como jogar uma roleta de dieback [colapso] na Amazônia.
Com o desmatamento subindo de novo, qual é o prazo para esses 20%?
Não fiz cálculos, mas não tomaria muito tempo. Pode ser cinco anos, se continuar assim. Claro que [a devastação] traz implicações para os padrões de chuva, incluindo as áreas agroindustriais de Mato Grosso e mais ao sul, até o norte da Argentina.
O ex-governador [Eduardo] Braga [AM] costumava dizer ao ex-governador [Blairo] Maggi [MT]: Sua soja depende da chuva no meu Estado.
Quais as consequências para a agricultura?
Agricultura e economia teriam menos chuvas. E elas dependem da chuva. Talvez não em São Paulo, mas mais ao oeste, com a água passando pelas hidrelétricas, em projetos como Belo Monte.
O sr. estuda a Amazônia há mais de quatro décadas. Quais previsões deram certo e quais passaram longe?
Meu primeiro artigo sobre a Amazônia, escrito em 1972, chamava-se Transamazônica: estrada para a extinção?. Não acho que alguém tinha a capacidade de imaginar a soma de desmatamento que ocorreu. Lembro quando as primeiras imagens de satélite saíram, nos anos 1980. Todos ficaram surpresos.
Também houve boas surpresas. Uma é a força da ciência brasileira aplicada na Amazônia. A outra é a consciência pública, que em geral é bastante alta no Brasil. E também a extensão das áreas protegidas, incluindo as demarcações de fronteiras indígenas. Tudo isso junto protege 50% da Amazônia, o que é impressionante.
Do jeito que está, o novo Código Florestal pode impedir o crescimento na produção de alimentos?
Não acho que precisemos enfraquecer o [atual] Código Florestal para aumentar a produção agrícola no Brasil.
No caso do gado, o uso médio da terra na Amazônia é de uma cabeça por hectare. Essa é a média mais baixa em qualquer lugar do mundo. É uma questão de organizar a imensa capacidade da Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária], um dos centros líderes de agricultura no mundo.
Comparado com os EUA, o Brasil tem legislação ambiental rígida. Lá, sequer estão na mesa criar coisas como a reserva legal. Pode soar paternalista dizer o que deve ser feito por aqui?
Só estou tentando pensar no que faz sentido para o Brasil, não necessariamente no que faz sentido o Brasil fazer para o resto do mundo. O atual Código Florestal é um dos mais visionários do planeta.
Nos EUA, temos de pagar o preço de não ter tido essa visão há muito tempo. E também não temos florestas tropicais, mais sensíveis.
Economia e ecologia têm a mesma raiz grega: oikos, que remete a casa. Não existe ser no planeta que não afete seu ambiente sem consumo e produzir desperdício. A questão da sustentabilidade está nos detalhes de quanto e como se faz isso.
Qual a sua avaliação do governo Dilma no debate?
Até agora, parece muito prático, sério. Como ela vai responder a qualquer que seja o Código Florestal será, claro, um grande teste.
Mas ter deixado claro que o governo Dilma não aprovaria a anistia [aos desmatadores] é um sinal bem positivo.
O que é perigoso, na lei, é a ideia de dar o poder de demarcar as reservas legais aos Estados. Se você vai administrar a Amazônia como sistema, precisa ser consistente.
O sr. conhece a senadora Kátia Abreu, uma das vozes da bancada ruralista?
Não conheço, mas diria a ela: Você precisa tomar cuidado para não matar a galinha dos ovos de ouro. E o ovo de ouro é a chuva.
O caos nas finanças globais tira os holofotes da questão ambiental?
Geralmente, quando há forte recessão econômica, muitas das coisas que causam problemas ambientais se enfraquecem. Alguns dos motores do desmatamento, como os preços da soja e da carne, enfraquecem quando a demanda é menor.
O Brasil é capaz de cuidar sozinho da Amazônia?
O BNDES tem de ser cuidadoso com os projetos de infraestrutura, pois há todos os outros países [amazônicos]. O Brasil não deveria segurar a responsabilidade sozinho. A Amazônia é um elemento-chave no funcionamento do mundo. É do interesse de outros países ajudar o Brasil.
Já chamaram o sr. até de espião da CIA. Há paranoia sobre um complô internacional para roubar a Amazônia?
Isso não tem fundamento. A pior forma de biopirataria é destruir a floresta.
Parte da comunidade científica minimiza o papel do homem no aquecimento global. O que o sr. acha?
Não há quase nenhum cientista com credibilidade que acredite nisso. Nos últimos 10 mil anos, a história climática do planeta foi bem estável. Agora, nós o estamos mudando. Está claro que 2 ºC a mais é muito para a Terra.

29 de agosto: Dia Nacional de Combate ao Fumo

16/08/2011 - 09:21

Parar de fumar é o primeiro passo para melhorar a saúde dos portadores de DPOC

http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=169004

Dia Nacional de Combate ao Fumo estimula reflexão sobre a vida pós-dependência do cigarro e alerta para o fato de que é possível tratar os males causados pelo vício.
O tabagismo é a principal causa de mortes que poderiam ser evitadas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), e ainda pode originar diversas doenças, entre elas, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Estimativas médicas apontam que cerca de 15% dos tabagistas desenvolvem a doença.
O dia 29 de agosto, data em que se celebra o Dia Nacional de Combate ao Fumo, é uma oportunidade importante para ressaltar os males provocados pelo tabagismo e também relembrar à população que é possível minimizar o impacto dos danos causados por anos de dependência. No caso dos portadores de DPOC, o primeiro passo para retomar a saúde é abandonar o vício. A próxima etapa para reduzir a progressão da doença é iniciar o tratamento, estruturado em quatro pilares: reabilitação pulmonar, terapia medicamentosa, oxigenioterapia e suplementação alimentar, dependendo do estágio da doença.
“Cerca de 90% dos portadores de DPOC são fumantes e, se continuarem fumando, pouco serão beneficiados pelo tratamento. Por esse motivo, é importantíssimo que o paciente tenha consciência do mal que o cigarro faz e procure ajuda, se necessário, para abandonar o vício”, alerta o Dr. Sérgio Ricardo Santos, pneumologista professor da Unifesp e coordenador da Comissão de Tabagismo da SPPT – Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.
A pesquisa Revelar, feita com 229 pessoas com diagnóstico confirmado da doença em quatro capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre), indicou que 91% dos pacientes deixaram de fumar somente após saberem que eram portadores de DPOC. Desse total, 87% nunca procurou um médico para abandonar o vício. O estudo, o único que mapeou o perfil dos pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica, mostrou ainda que 99% dos pacientes fumaram, em média, 11 cigarros por dia durante 37 anos.
“Os fumantes tendem a achar que as consequências maléficas do cigarro são irreparáveis e, por isso, muitas vezes não param de fumar. É preciso combater essa crença e lembrar que é possível voltar a respirar, ter capacidade produtiva e resgatar a qualidade de vida com medicamentos específicos para tratar a DPOC”, esclarece o Dr. Sérgio Ricardo Santos.
Dentre os medicamentos recomendados pelo Consenso Brasileiro de DPOC, estão os broncodilatadores inaláveis de longa duração, como o brometo de tiotrópio, comercializado no Brasil com o nome Spiriva®. O medicamento leva a broncodilatação sustentada das vias aéreas, proporciona a melhora dos sintomas e da qualidade de vida, amplia a tolerância às atividades diárias e aos exercícios, além de reduzir as crises que o paciente com DPOC tem constantemente.
O estudo UPLIFT, iniciado em 2002, comprovou a eficácia e a segurança do brometo de tiotrópio no tratamento da doença. O medicamento proporcionou melhora sustentada da função pulmonar ao longo de quatro anos. Durante o estudo, em que 5.993 pacientes foram randomizados para receber tiotrópio ou placebo uma vez ao dia, foi constatado que o medicamento prolonga em mais de quatro meses o tempo para a primeira exacerbação e reduz em 14% o número desses eventos por paciente/ano.
Vencendo o vício - Parar de fumar não é algo simples nem fácil. “O ideal é que o fumante procure ajuda médica, contudo o engajamento do paciente é fundamental. É bom lembrar que sempre haverá benefícios ao parar de fumar, mesmo para aquele paciente que fuma há muitos anos ou que tem idade avançada. É importante marcar uma data para largar o vício”, explica o Dr. Sérgio Ricardo Santos.
A vontade de fumar não dura mais que alguns minutos. “Nessa hora, você pode chupar balas ou usar gomas de mascar, escovar os dentes, ingerir líquidos ou comer uma fruta. Manter as mãos ocupadas com um elástico ou pedaço de papel, rabiscar ou manusear objetos pequenos também ajuda, assim como fazer alguma atividade de que goste e distraia sua atenção ou ter uma conversa agradável com um amigo”, orienta o Dr. Sérgio Ricardo Santos.
Perfil-A DPOC é a quarta causa de morte no mundo, atingindo 210 milhões de pessoas, sete milhões só no Brasil. Todos os anos, a DPOC leva ao óbito cerca de 40 mil brasileiros, o equivalente a quatro pacientes por hora, segundo dados do Ministério da Saúde. A doença custa aos cofres públicos aproximadamente R$ 100 milhões por ano.
Caracterizada pela manifestação conjunta da bronquite crônica e do enfisema pulmonar, a DPOC é causada pela inalação de substâncias tóxicas, principalmente as do cigarro e geralmente afeta pessoas acima de 40 anos, sendo que 90% delas são fumantes ou ex-fumantes. Dependendo da progressão, a doença limita o paciente, impedindo-o de fazer atividades simples do dia a dia, como andar em ritmo acelerado, praticar exercícios e até trocar de roupa ou tomar banho sozinho.
Perfil-A Boehringer Ingelheim é uma das 20 principais empresas farmacêuticas e a maior farmacêutica de capital fechado do mundo. Há 125 anos, a empresa familiar mantém o compromisso com pesquisa, desenvolvimento, fabricação e comercialização de novos produtos de alto valor terapêutico para a medicina humana e a animal. Em 2010, a companhia registrou vendas líquidas de 12,6 bilhões de euros e investiu 24% deste valor em P&D.
A responsabilidade social é um componente importante da cultura empresarial da Boehringer, o que inclui tanto o compromisso global com projetos sociais como a preocupação com os seus mais de 42 mil funcionários em 145 afiliadas em todo o mundo. Respeito, oportunidades iguais e equilíbrio entre as obrigações de carreira e a vida familiar são a base da gestão da empresa, sendo que a proteção e a sustentabilidade ambiental representam sempre o principal foco em qualquer empreendimento da companhia.
No Brasil, a Boehringer Ingelheim possui um escritório central em São Paulo e uma fábrica em Itapecerica da Serra, responsável pela produção de medicamentos que abastecem o mercado nacional e que ainda é exportada para a América Latina, a Ásia e a Europa.
Há 55 anos no País, a empresa estabelece parcerias com instituições brasileiras que promovem o desenvolvimento educacional, social e profissional da população, e mantém ainda o programa Ajudar é o Melhor Remédio, uma plataforma colaborativa online de estímulo ao voluntariado que aproxima quem quer ajudar de quem precisa ser ajudado. [www.boehringer-ingelheim.com e www.ajudareomelhorremedio.com.br].
Pfizer -Fundada em 1849, a Pfizer é uma das mais completas e diversificadas companhias do setor farmacêutico. Presente em mais de 150 países, a empresa está no Brasil desde 1952. Melhorar a saúde e proporcionar bem-estar fazem parte da missão da Pfizer, ao descobrir, desenvolver, fabricar e comercializar medicamentos de prescrição, genéricos e de consumo para a saúde humana e a animal. A companhia oferece opções terapêuticas para uma variedade de doenças em todas as etapas da vida, com um portfólio que engloba desde vitaminas para gestantes e vacinas para bebês até medicamentos para doenças complexas, como dor, câncer, tabagismo, infecções e doença de Alzheimer. Entre seus produtos, destacam-se Lípitor, Enbrel, Viagra, Sutent, Lyrica, Rapamune, Champix, Eranz, Centrum, Pristiq, Zyvox, Advil e a vacina Prevenar. A Pfizer também mantém e acompanha projetos sociais voltados para educação, saúde e sustentabilidade no País. 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Programa sobre sustentabilidade na construção civil da CBIC grátis

15/Agosto/2011

CBIC lança programa sobre sustentabilidade na construção civil



fonte: http://www.piniweb.com.br/construcao/sustentabilidade/cbic-lanca-programa-sobre-sustentabilidade-na-construcao-civil-226861-1.asp

Estudo detalha os procedimentos necessários para que o setor possa evoluir de forma sustentável


autoria: Mauricio Lima


A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) lançou o Programa de Construção Sustentável durante o 83º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), realizado entre os dias 10 e 12 de agosto em São Paulo. O estudo foi desenvolvido por empresas do setor, professores, representantes do poder público, da sociedade civil e de movimentos sindicais. "As propostas aqui reunidas estão fundamentadas em experiências concretas que mostram que é possível viabilizar no Brasil uma indústria da construção sintonizada com os conceitos mais avançados já em prática em todo o mundo", diz o presidente da CBIC Paulo Safady Simão.

A publicação trata de sete temas prioritários: água, desenvolvimento humano, energia, materiais e sistemas, meio ambiente, infraestrutura e desenvolvimento urbano, mudanças climáticas e resíduos. O programa traz de forma detalhada quais ações deverão ser realizadas referentes a esses temas para que a construção civil evolua de forma sustentável.

De acordo com o estudo, a sustentabilidade só será alcançada através de fomento via políticas públicas e setoriais e por aprimoramento jurídico. Depois, são necessárias melhorias na concepção do projeto, inovação tecnológica e uma melhor gestão de pessoas e processos.

"O Programa Construção Sustentável é uma proposta de convergência e diálogo que visa aperfeiçoar e compartilhar soluções, mostrando à sociedade brasileira que esse caminho é mais do que viável: é inevitável", diz o documento. O estudo está disponível no site da CBIC.


download grátis: http://www.cbic.org.br/sites/default/files/Programa-Construcao-Sustentavel.pdf

"Symphony of the forest" para lembrar do Ano Internacional das Florestas



Kitaro - Symphony of the forest




DREAM - KITARO
fonte: http://www.youtube.com/watch?v=VZGmTVXY0YU&feature=related




Fiesp promove debate sobre Código Florestal


15 de agosto de 2011 | 15h40

Leandro Costa
O novo texto do Código Florestal, recentemente aprovado na Câmara dos Deputados e que aguarda para ser votado no Senado, foi tema de um debate promovido hoje na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Entre os pontos observados pelos ambientalistas que participaram de um painel presidido pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Antonio Herman de Vasconcellos e Benjamin, esteve a falta de participação da comunidade científica na elaboração do texto. “A ciência foi excluída do processo e o que é mais eficiente acabou ficando de fora do texto proposto”,  afirma o desembargador da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, José Roberto Nalini. “A ciência precisa ser ouvida. Precisa de fato ser levada em consideração”, adicionou a promotora de Justiça e Coordenadora da Área de Meio Ambiente do CAO Cível e de Tutela Coletiva do Ministério Público do Estado de São Paulo, Cristina Godoy de Araújo Freitas.
A flexibilização das regras para as áreas de preservação permanente, com a possibilidade de ocupação de topos de morro e a a anistia a quem desmatou áreas de preservação depois de 2008, previstas no texto proposto pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), também foram criticadas por ambos os especialistas. “É justamente nas APPs e nas reservas legais que estão a maior parte do passivo ambiental”, argumenta Nalini. “O projeto mede tanto o leito do rio quanto os topos de morro de forma diferente da utilizada autalmente. Com isso, os 700 hectares de topo de morro do Parque Estadual do Jacupiranga seriam reduzidos a zero, por exemplo”, expôs Cristina.
O diretor do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone) e coodenador da Rede de Conhecimento do Agro Brasileiro (RedeAgro), André Nassar, disse concordar que a supressão das APPs é um assunto delicado. Porém, disse que uma lei não vai acabar com o desmatamento, por mais moderna que seja. “Pensar que o novo Código vai trazer desmatamento é um argumento falho, já que nem mesmo o atual tem conseguido manter florestas em pé. Nós nem sequer sabemos como estão ocupadas as áreas rurais”, diz. Para ele, é preciso antes cadastrar todas as propriedades rurais, para saber de forma ampla e confiável como estão ocupadas essas áreas. “Como pode haver lei se não se sabe nem como a terra é usada?”, questiona Nassar, defendendo que o produtor rural seja incentivado a trazer essas informações, o que passaria, na sua visão, pela liberação dos Termos de Ajustamento de Conduta (TAC).
Apesar das necessidades de mudança, para Nassar o novo texto não mutila o meio ambiente, apenas legaliza o que já está consolidado. “É preciso lembrar que a ocupação que hoje é ilegal ocorreu em um contexto constitucional diferente. Então é até errado chamar essas áreas de passivo ambiental”.
A Senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), também esteve presente no evento. Em sua exposição, defendeu o uso pleno das unidades de produção, ou seja, se disse contra as áreas de reserva ambiental. “Uma unidade produtiva precisa de todo o seu potencial para gerar valor. Com as reservas legais elas já saem pelo menos 20% atrás de concorrentes de outros países, já que só no Brasil existe essa obrigatoriedade.”
Para a senadora, se é mesmo preciso ter reservas legais não caberia ao Congresso definir o tamanho, mas sim à ciência. “Porque uma regra geral pode ser muito rígida em alguns casos e pouco em outros.”
Manifestações. Por duas vezes, durante sua exposição, a senadora Kátia Abreu foi interrompida por pessoas da plateia, que questionavam seus argumentos. A primeira foi enquanto defendia a tese da não necessidade das reservas legais em unidades de produção. A segunda quando falava sobre o aquecimento global. Em ambos os casos os manifestantes foram convidados a se retirar do recinto.


15/08/2011 - 19h15

'Pegadinhas' em código podem reduzir reserva legal, diz advogado



autoria: CLAUDIO ANGELODE BRASÍLIA


Uma série de dispositivos no texto do Código Florestal em tramitação no Senado podem fazer com que a reserva legal possa cair para zero em todos os biomas brasileiros.
A conta foi apresentada nesta segunda-feira em Brasília pelo advogado Gustavo Trindade, ex-chefe da consultoria jurídica do Ministério do Meio Ambiente, num seminário sobre a reforma no código promovido por ONGs.


Código Florestal pode encarecer indenizações de desapropriações
Segundo Trindade, o texto aprovado pela Câmara mantém nominalmente os valores de reserva legal vigentes hoje. A área de vegetação que deve ser poupada do corte raso em propriedades rurais continua sendo de 80% na Amazônia, 35% no cerrado amazônico e 20% no restante do país.
Porém, afirma, o projeto contém "pegadinhas" que reduzem gradativamente a reserva legal.
A primeira é a possibilidade de incluir no cômputo da reserva legal as áreas de preservação permanente (APPs) em todos os casos.
A segunda é a possibilidade de recomposição de até 50% da reserva legal com espécies exóticas.
O Código Florestal atual veda a primeira possibilidade, e admite exóticas só temporariamente, para ajudar na recomposição de vegetação desamatada.
Hoje, o código já permite que a reserva legal na Amazônia seja reduzida para 50% nas áreas onde o zoneamento ecológico-econômico destinar à intensificação da produção.
Supondo que uma propriedade nessas condições tenha 10% de APP, a reserva legal cai para 40% (na Amazônia), 25% (no cerrado) e 10% (no restante do país). Recompondo 50% da reserva legal com espécies exóticas, o percentual de vegetação a ser mantido na reserva legal cai para 20%, 12,5% e zero, respectivamente.
"Se você aplica o dispositivo que prevê a regularização de usos consolidados em reserva legal até julho de 2008 [como prevê o novo código], você fica com 0% de reserva legal em todos os biomas", afirmou Trindade.
Ele disse ainda que a polêmica emenda 164, de autoria de deputados do PMDB, que extingue as áreas de preservação permanente e que foi chamada de "vergonhosa" pela presidente Dilma Rousseff, não pode ser simplesmente vetada porque é ela que dispõe sobre qualquer utilização dessas áreas.
Falando mais cedo no evento, Paulo Adário, do Greenpeace, afirmou que o veto presidencial seria uma derrota política. "O governo apostou que poderia ganhar na Câmara, perdeu; depois começou a apostar que vai ganhar no Senado."
Como em 2012 o Brasil sediará a Rio +20, conferência ambiental considerada o evento político mais importante do governo Dilma, o veto presidencial vem sendo cogitado. Já há setores do governo que esperam que Dilma vete todo o texto do Congresso e edite uma Medida Provisória com a proposta de Código Florestal produzida pelo governo durante as negociações na Câmara, em abril.
"Nossa proposta é que a Presidência encaminhe um 'decreto-lei' que dê à agricultura familiar [a flexibilização] que ela está reivindicando [e não mexa no restante do código]", afirmou Adário.



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2011 é declarado o Ano Internacional das Florestas pela ONU


Campanha sensibiliza a sociedade mundial para preservação das matas, essenciais para a vida sustentável no planeta

autoria e fonte: http://www.portalodm.com.br/2011-e-declarado-o-ano-internacional-das-florestas-pela-onu--n--493.html

06.01.2011 | Instituto Akatu (texto de Rogério Ferro)


2011 é declarado o Ano Internacional das Florestas pela ONU













Para sensibilizar a sociedade sobre a importância da preservação das florestas para uma vida sustentável no planeta, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), declarou 2011, oficialmente, o Ano Internacional das Florestas [acesse o site oficial, em inglês].


Segundo a ONU, a ideia é promover ações que incentivem a conservação e a gestão sustentável de todos os tipos de floresta do planeta, mostrando à população mundial que a exploração das matas sem um manejo sustentável pode causar uma série de prejuízos, como a perda da biodiversidade, o agravamento das mudanças climáticas, migrações desordenadas para áreas urbanas e o crescimento da caça e do desmatamento ilegal.


A exploração predatória e o desrespeito ao ciclo de vida natural das florestas têm como consequência a ameaça da sustentabilidade econômica, das relações sociais e da vida humana no planeta. Isso acontece porque as floretas são a fonte, entre outros, de água potável e alimentos. Por outro lado, fornecem também matérias primas para indústrias essenciais como a farmacêutica e da construção civil, além de desempenhar um papel vital na manutenção da estabilidade do clima e do meio ambiente globais.


Florestas são 1/3 do mundo

Atualmente, segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), as florestas cobrem 31% da área terrestre total do planeta, abrigam o lar de 300 milhões de pessoas ao redor do mundo e têm responsabilidade direta na garantia da sobrevivência de 1,6 bilhão de pessoas e de 80% da biodiversidade da Terra. Só em 2004, o comércio mundial de produtos florestais movimentou US$ 327 bilhões (algo em torno de R$ 588,8 bilhões).


No Brasil

O Brasil abriga 60% dos aproximadamente 5,5 milhões de km² da área total da Floresta Amazônica, a maior do planeta. A mata se estende por mais oito países: Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. A Amazônia é também a maior floresta úmida e com maior biodiversidade.


Dentro do Brasil, ela se estende por nove Estados: Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Acre, Amapá, Maranhão, Tocantins e parte do Mato Grosso, representando mais de 61 % do Território Nacional.


Esta riqueza natural, no entanto, tem sido alvo de exploração predatória e ilegal, ameaçando assim o ciclo natural da reprodução dos recursos, bem como a subsistência das comunidades indígenas que habitam a região.


População urbana se beneficia



O estudo Quem se beneficia com a destruição da Amazônia, realizado em 2008 por iniciativa do Fórum Amazônia Sustentável e do Movimento Nossa São Paulo, mostrou que as populações urbanas são as que mais se beneficiam dos recursos extraídos da floresta.


O levantamento cita dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que apontam o Estado de São Paulo como o principal comprador da madeira extraída legalmente da Amazônia: "os paulistas absorvem 23% (12,7 milhões de metros cúbicos de madeira) do total que se extrai na floresta. A quantidade representa mais do que a soma do volume adquirido pelos dois estados que aparecem em segundo lugar, Paraná e Minas Gerais, ambos com 11%", diz o estudo.


90% da madeira é ilegal

No entanto, apesar dos esforços do poder público, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) estimou, em 2008, que o volume de madeira ilegal da Amazônia que abastece o mercado pode chegar a 90% do total consumido no país. A indústria da construção civil, segundo o estudo, é a que mais se beneficia dessa matéria prima.


O título de maior exportador mundial de carne do Brasil também acarreta problemas para as florestas nacionais, já que a expansão das pastagens é um dos principais motivos para a derrubada das matas nativas. De acordo com o levantamento, "entre dezembro de 2003 e o mesmo mês de 2006, apenas 4% dos 10 milhões de novos animais adicionados às fazendas do país não estavam pastando sobre terrenos que um dia já foram floresta". Ou seja, "o crescimento da criação de bois fora da Amazônia é praticamente insignificante" conclui o levantamento.


Soja e carne causam desmatamento

Outra atividade listada por estar relacionadas ao desmatamento é o cultivo da soja. Na safra de grãos de 2008, a cultura de soja no país ocupou 21,3 milhões de hectares - o que corresponde a 45% de toda a lavoura brasileira de grãos - que também é formada por arroz, feijão e café, entre outros. No entanto, segundo o estudo, "5% da produção de soja brasileira era proveniente de terras localizadas no bioma amazônico". Além disso, os prejuízos aos rios e transtornos à população indígena são outras consequências indesejáveis da ocupação sojeira na Amazônia.


A divulgação desses dados resultou na criação, em 2008, dos pactos empresariais da madeira, da carne e da soja, iniciativa desencadeada por entidades da sociedade civil organizada, visando o combate à degradação da floresta amazônica. Ao assinarem os pactos, as entidades assumem a responsabilidade de não se beneficiar nem comercializar produtos provenientes da exploração predatória da Amazônia, além de adotar ações de combate à exploração ilegal da floresta.


Trabalho escravo também é problema

O Pacto Nacional Pela Erradicação do Trabalho Escravo, formado por empresas, associações e entidades da sociedade civil, disponibiliza para consulta pública, uma lista das entidades que se comprometeram e não se beneficiar do trabalho escravo.




Scintirex, uma resina de plástico que emite um brilho fluorescente quando exposta à radiação...Em Angra?


Japão usará garrafas Pet como detectores de radiação

Aparelhos feitos de garrafas recicladas suprem demanda por detectores de radiação baratos

15 de agosto de 2011 | 10h 26


YUKO TAKEO - REUTERS
Para suprir a crescente demanda por detectores de radiação após o terremoto e tsunami de março no Japão, que desencadearam o pior acidente nuclear no mundo em 25 anos, um pesquisador japonês elaborou aparelhos feitos de garrafas Pet recicladas, e de forma barata.
Reprodução
Reprodução
Detectores criados por Hidehito Nakamura












Os detectores criados por Hidehito Nakamura, professor assistente da Universidade de Kyoto, no oeste do Japão, em cooperação com a empresa Teijin, cortaram em 90 por cento o custo em relação aos aparelhos existentes, muitos dos quais são produzidos por empresas estrangeiras.
"Queremos ter um produto acabado até o final de setembro, para atender à crescente demanda após o terremoto de março", disse Toru Ishii, executivo de vendas da Teijin.
Nakamura criou o Scintirex, uma resina de plástico que emite um brilho fluorescente quando exposta à radiação. A resina age como um sensor dentro dos detectores, permitindo medir o nível de radiação.
O novo material deve reduzir drasticamente os custos para detectores pessoais de radiação e para aparelhos maiores de monitoramento que serão usados pelo governo e empresas.
O departamento de relações públicas da Teijin estima que os sensores para os detectores estarão disponíveis a partir do mês que vem para organizações governamentais e empresas classificadas como prioritárias, por aproximadamente 10 mil ienes (130 dólares) - um décimo do custo dos materiais atualmente disponíveis.
Scintirex, derivado principalmente da resina de garrafas PET, combina força, flexibilidade e baixo custo da resina amplamente disponível de PET, com a sensibildade à radiação dos "Cintiladores Plásticos", atualmente o principal material sensível à radiação, exportado ao Japão pela empresa francesa Saint-Gobain.
Por enquanto, a empresa francesa domina o mercado de sensores de radiação. No entanto, Ishii disse que a invenção de Nakamura deve competir nesse setor.
Apesar das descobertas de Nakamura terem sido publicadas no periódico científico Europhysics Ltter no final de junho, o desenvolvimento do produto se acelerou por causa da crescente demanda.
O terremoto e tsunami massivos de 11 de março destruíram a usina nuclear Fukushima Daiichi, na costa nordeste do Japão, desencadeando o derretimento das barras de combustível e provocando a pior crise nuclear desde Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.
15.agosto.2011 21:33:29

  ÁGUA BRANCA,HOJE E ONTEM


http://blogs.estadao.com.br/expedicao-metropole/agua-branca-hoje-e-ontem/

Após um ano, está chegando ao fim a reforma do Parque da Água Branca, ou Parque Dr. Fernando Costa, na zona oeste da capital. Segundo o diretor do parque, Antonio Teixeira, a última parte da obra será entregue no próximo dia 29, quando deve ser concluído o novo calçamento da entrada da Rua Ana Pimentel.


É nesse local, aliás, que aparece uma das mudanças que mais chama a atenção do usuário do parque: um portal de entrada com um desenho moderno, que permite ter uma visão mais ampla do entorno.


Parte dos registros do dia em que o parque foi inaugurado com uma exposição de animais, em 2 de junho de 1929, está preservada em vídeo. Nele, é possível ver o portal de entrada da Avenida Francisco Matarazzo e o casarão principal, tombados e até hoje com as linhas originais preservadas. As imagens indicam que o entorno mudou muito mais do que o interior do parque, que inicialmente foi aberto como um centro de pesquisas agropecuária. “Só a partir dos anos 1980 a população começar a usar o espaço para ‘cooper’ e, depois caminhadas”, afirma Antonio Teixeira.



Entrada repaginada do parque FOTO: MARCIO FERNANDES/AE

Bandidos cobram até R$ 2.000 para devolver as bicicletas! Seguro para bicicletas?


15/08/2011 - 19h18

Adolescente suspeito de roubo a ciclistas se apresenta à polícia



DE RIBEIRÃO PRETO



Um adolescente de 17 anos é apontado pela Polícia Civil de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) como suspeito de ser um dos autores do roubo de ciclistas no anel viário, no último dia 7, onde um dos atletas foi baleado.
Um grupo de amigos praticavam ciclismo quando foram abordados por oito homens, sendo quatro armados.
Segundo testemunhas, o empresário Sérgio Tadeu Buonarotti, 40, foi baleado porque tentou acalmar os bandidos. Ele estava internado no HC (Hospital das Clínicas) de Ribeirão o início da noite desta segunda-feira.
Buonarotti perdeu três órgãos --um rim, o pâncreas e o baço-- e teve que retirar um pedaço do intestino após ser baleado.
De acordo com a polícia, o adolescente se apresentou à polícia na manhã desta segunda (15) e confessou ter participado do assalto. Ele nega, porém, ter atirado em Buonarotti --a polícia não deu detalhes se o suspeito apontou quem eram os comparsas.
Também compareceu na delegacia a mãe de um jovem de 18 anos que diz que o filho participou do crime. A polícia também não deu detalhes do depoimento, mas disse que o rapaz será intimado a prestar esclarecimentos.

QUADRILHAS
Quadrilhas especializadas em roubo de bicicletas de alto padrão estão sendo investigadas em pelo menos cinco cidades do Estado.
Em alguns casos, os bandidos cobram até R$ 2.000 para devolver as bicicletas. Em Ribeirão Preto, por conta da onda de assaltos, ciclistas chegam a pagar por escolta em treinos.
A SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública) não possui dados específicos sobre esses casos, mas ciclistas apontam que a onda de assaltos se agravou neste ano. A polícia investiga, porém, os casos em Sertãozinho, São Carlos, Campinas e na capital --além de Ribeirão Preto.
Na maioria das vezes, os ladrões andam em bandos, armados e levam só as bicicletas, que podem chegar a valer R$ 14 mil.




Edson Silva/Folhapress



O empresário Lucas Carluccio, que teve sua loja de bicicletas roubada em julho; assaltos cresceram no interior

Navio a energia solar


15/08/2011 - 14h01

Pela 1ª vez, navio a energia solar atravessa o mar da China


DA EFE



Um navio movido a energia solar chegou nesta segunda-feira a Hong Kong, depois de seis dias de difícil navegação por causa das condições meteorológicas nas Filipinas, e se tornou a primeira embarcação deste tipo a atravessar o mar da China.

A superfície da embarcação serve como "gerador solar" e ela pode navegar, inclusive, sem insolação direta, pois a energia produzida é armazenada em uma bateria.

No trajeto de mil quilômetros, que separam as Filipinas de Hong Kong, o navio passou por condições delicadas, entre a monção e as tempestades tropicais, declarou a equipe suíça responsável pela iniciativa.

Alex Hofford/Efe

O PlanetSolar começou a volta ao mundo em 2010, em Mônaco, e espera-se que termine em 2012


Em Hong Kong, o catamarã, chamado PlanetSolar, participará de vários eventos.

A embarcação começou sua volta ao mundo em setembro de 2010, em Mônaco, e espera-se que termine em maio de 2012.

O objetivo do projeto é que o navio passe oito meses no mar, movido unicamente pela energia solar para provar que o sol é uma fonte confiável para o transporte ecológico de pessoas e mercadorias pela via marítima.