quinta-feira, 21 de julho de 2011

Amostra grátis!


21/07/2011 - 10h09

Cientista se arrisca para colher amostra de lava



O programa Journey to the Centre of the Planet, transmitido pela BBC1 no Reino Unido, mostrou imagens de um cientista que, para coletar amostras de lava, chega muito perto de uma cratera.




A roupa especial que o cientista usa dá proteção contra o excesso de calor no lugar, mas não resistiria no caso dele ser atingido diretamente pela lava.
Seu colega, o cientista Dario Tedesco, da Universidade de Nápoles, na Itália, tenta alertá-lo do perigo.
A cratera se torna mais ativa, a lava escorre pelas bordas e o material incandescente alcança em pouco tempo o local onde estava o cientista.
BBC Brasil
Traje usado por cientista protege contra o excesso de calor, mas não resistiria caso fosse atingido pela lava
Traje usado por cientista protege contra o excesso de calor, mas
não resistiria caso fosse atingido pela lava






Lançamento: Caderno de Sustentabilidade gratuito!

Caderno de Sustentabilidade


fonte: http://www.secovi.com.br/sustentabilidade/caderno-de-sustentabilidade/

Sobre o Caderno de Condutas de Sustentabilidade no Setor Imobiliário Residencial

Sustentabilidade é uma expressão obrigatória em todas as atividades profissionais, empresariais e humanas. É uma pauta mundial, alvo de estudos, congressos, certificações, enfim, uma ampla gama de iniciativas voltadas à disseminação de conceitos e práticas que propiciem o desenvolvimento com base nas três premissas básicas que definem sustentabilidade: o viés econômico, o social e o ambiental.
Nem sempre essas três premissas são consideradas por quem se anuncia como ‘sustentável’. Aliás, muitos desconhecem que uma, sem a outra, não significa sustentabilidade. Individualmente, são apenas ações específicas, naturalmente válidas, mas que não carregam o pleno significado da expressão.
Em se tratando de setor imobiliário residencial, o real entendimento sobre o que é sustentabilidade ainda não está devidamente consolidado. Há empresas e profissionais que julgam suficiente adotar medidas como troca de lâmpadas e torneiras. No âmbito dos condomínios, há quem considere que basta reciclar o lixo. No sentido de fornecer parâmetros concretos para que todos operem o conceito de maneira embasada, o Secovi-SP e o CBCS elaboraram este caderno, no qual são apresentadas “Condutas de Sustentabilidade no Setor Imobiliário Residencial”.
Nosso objetivo não é apresentar um manual ou guia, mas esclarecer e orientar de forma simples e direta, por meio de um elenco de condutas que, uma vez observadas, vão nortear decisões e práticas.
Afinal, inserir aspectos de sustentabilidade nos empreendimentos imobiliários e saber comunicá-los pode trazer muitos benefícios aos seus empreendedores, entre eles melhores resultados econômicos, valorização da imagem corporativa e diferenciais competitivos. Ainda, menores riscos empresariais, alcançados por meio da concepção e implantação de produtos mais eficientes que elevam a qualidade de vida para seus usuários e reduzem gastos com o uso e manutenção do imóvel.
Referências relativas a legislações, protocolos ou estudos, bem como um detalhado glossário sobre temas usualmente empregados, completam esta obra absolutamente inédita no universo imobiliário.
Esperamos com esta publicação contribuir para a consolidação de princípios e, principalmente, a conscientização sobre a decisiva importância da sustentabilidade no presente e no futuro. Boa leitura!

Marcelo Takaoka
Presidente da CBCS
João Crestana
Presidente do Secovi-SP


Download

Faça aqui o download do Caderno de Condutas de Sustentabilidade no Setor Imobiliário Residencial.

http://www.secovi.com.br/files/Arquivos/caderno-de-sustentabilidade---online.pdf

Os oportunistas da Sustentabilidade

Os oportunistas da Sustentabilidade



Estou cansado desse papo de sustentabilidade permeando todos os produtos e campanhas que fazem parte do nosso dia a dia. Sabemos da responsabilidade (individual e também coletiva) que carregamos: o Planeta foi usurpado por muito tempo sem a atual preocupação de consumir os recursos naturais de forma que não afete as próximas gerações. Mas a impressão que tenho hoje é que escrever “sustentável” no enxoval de um produto/serviço se tornou uma forma clichê de dizer que se você (empresa) se preocupa e, muitas vezes, ainda se aproveita para tirar mais dinheiro do bolso dos seus consumidores com esse papo verde.
Meu avô dizia que “quem faz pra valer, não conta pra se vender”. E ele tem razão. Há muito tempo vi no Globo Repórter a história de um alemão que falsificou centenas de documentos e enganou o exército nazista para desviar um trem lotado de crianças judias com destino a câmara de gás, e assim salvá-las. Fez isso e não contou pra ninguém, até que 50 anos depois, a esposa – numa faxina no sotão de casa – encontrou esses documentos num baú… e levou a história a público. E quando o repórter questionou a razão dele não contar para ninguém, a resposta foi: fiz o que era preciso ser feito. Um herói silencioso (assista aqui).



Não é exagero dizer que hoje é o nosso futuro a caminho do holocausto: água, prata, ferro e hélio já são alguns dos recursos que estão perto do fim. E, embora exista uma artilharia de mensagens do tipo “somos uma empresa sustentável”, ainda são poucos os movimentos que nos ajudam a entender e fazer a nossa parte (em conjunto com as companias), sem lucrar mais ainda conosco. Falo por mim: pouco importa se meu banco, supermercado ou tv a cabo me dizem “somos sustentáveis”. Não posso acreditar nesses discursos, sabendo que grande parte dos maus tratos que nosso planeta sofre são consequências do crescimento econômico, que causa uma demanda maior na exploração dos recursos naturais.




“- Salvar o planeta ou faturar mais 100 bilhões, CEO?”Imagine só…


Filme "Capitão Planeta" é aposta do Cartoon Network

20/07/2011 - 12h10min

Filme "Capitão Planeta" é aposta do Cartoon Network

fonte: http://www.ospaparazzi.com.br/celebridades/filme-capitao-planeta-e-aposta-do-cartoon-network-4715.html

Lembra do desenho "Capitão Planeta"? OsPaparazzi mostra especial da atração dos anos 90 que vai virar filme

Da Redação
Os Paparazzi

capitão planeta desenho (Foto: Divulgação)
Especial Capitão Planeta; veja vídeo abaixo


"Perguntamos às pessoas qual era o seu desenho favorito nos anos 90. E 'Capitão Planeta' foi unanimidade". Quem afirma é Don Murphy, produtor de Hollywood de filmes como Transformers 3. Don Murphy e Susan Montford, em parceria com o Cartoon Network, estão preparando o filme do "Capitão Planeta". E a atualidade, segundo eles, é perfeita para o lançamento do eco-herói, o defensor do Meio Ambiente e da Sustentabilidade. "Terremotos no Japão, o derretimento de icebergs, o mundo está pedindo um filme do 'Capitão Planeta'", declarou Murphy à revista 'Variety'. "As mensagens de Capitão Planeta são ainda mais relevante hoje em dia".

A animação "Capitão Planeta", da DIC Entertainment e Hanna-Barbera, foi ao ar de 1990 a 1996 através das séries "Capitão Planeta e os Planeteiros'' e ''As novas aventuras do Capitão Planeta". Para o lançamento do longa-metragem, haverá uma parceria de Cartoon Network com a Angry Filmworks. 

Na opinião do crítico Ednelson Farias, o filme do "Capitão Planeta" pode ser comparado ao "Avatar" (2009), de James Cameron. "O Avatar é um filme que fala sobre cuidarmos do meio ambiente, totalmente contra a derrubada de árvores e o prejuízo à natureza. E o super herói Capitão Planeta é exatamente assim. Ele defende o mundo da poluição, protege a natureza, enfim, é um filme que promete deixar uma mensagem muito positiva, como fez James Cameron".

Informações sobre o elenco de "Capitão Planeta" ainda não foram divulgadas. Abaixo confira vídeo e outras informações sobre o desenho.



Especial Capitão Planeta



Capitão Planeta é um super-herói, criado nos anos 90, com poderes ligados aos cinco elementos (fogo, terra, água, vento e coração). As histórias do desenho eram sempre com mensagens de proteção ao meio ambiente. O Capitão Planeta foi criado pelo empresário americano Ted Turner. "Pela união de seus poderes, eu sou o Capitão Planeta!", é o bordão do super-herói. No fim dos episódios, o Capitão Planeta sempre destacava: "O poder é de vocês!". Lembra dos personagens que trabalhavam juntos com o Capitão Planeta? Quem é quem...

Gaia era o espírito da Terra, a protetora do planeta. Foi ela quem levou os 5 Protetores para sua casa na Ilha da Esperança. Gaia usa um vestido lilás com sandálias prateadas. O poder dela é a interação telepática e empatia espiritual com as pessoas. 
Kwame era o africano conservador do grupo. Ele viu florestas se transformarem em desertos e a vida selvagem desaparecer. O poder dele é a Terra. Ele pode criar pequenos terremotos, mover rochas para abrir fendas no chão e criar pequenas ilhas no meio do oceano. 
Wheeler era o jovem impulsivo de cabelos ruivos. Não tem muito conhecimento quando o assunto é ecologia. Está sempre paquerando Linka. Wheeler tem o poder do Fogo, podendo usar seu anel para criar chamas. 
Linka era a menina de cabelos loiros. Linka muitas vezes encara a situação humana à frente da ecológica, tomando as decisões mais frias do grupo. O poder de Linka é o Vento. Ela pode mudar a direção da corrente de ar, além de provocar pequenos tornados.
Gi, ou Gee, era fã de tecnologia e estudante de biologia. Ela adora surfar. O poder de Gi é a Água. Ela pode controlar pequenas quantidades líquidas, criar ondas, redemoinhos ou mesmo dar formas à água. 
Ma-Ti era o mais jovem do grupo. Sabe muito sobre ecossistema de florestas tropicais. Tem o poder do Coração. Ele pode se comunicar com animais através de telepatia.


Código Florestal e o "Triple Bottom Line": Ambiental, social e... econômico!

20/07/2011 - 11h34

Código Florestal pode encarecer indenizações de desapropriações


autoria: CAROLINA SARRES
DE BRASÍLIA

A reforma no Código Florestal, em análise no Senado, deve ter um impacto econômico até agora insuspeito: no valor das desapropriações para reforma agrária e criação de unidades de conservação.
Ao mudar os parâmetros de área de preservação no interior de propriedades, a nova lei aumentará a área produtiva --passível de indenização pelo poder público para fins de desapropriação.
Para especialistas ouvidos pela Folha, o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a dezenas de bilhões de reais.
"É uma caixa preta, cujos cálculos ninguém fez ainda", disse Herman Benjamin, ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e conselheiro do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).
Ele cita uma única indenização, na década de 1990, para a criação do parque nacional da Serra do Mar, em Ubatuba (SP). Na época, foi desapropriada uma área de 13 mil hectares, por R$ 1 bilhão. Hoje, o Estado de São Paulo deve mais de R$ 7 bilhões em desapropriações ambientais.
De acordo com o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), o tema chegou a ser discutido entre o instituto e o Ministério do Meio Ambiente.
Como o código ainda não foi aprovado, não foi feito um cálculo de qual seria o gasto adicional em indenizações.
MUDANÇAS
O texto do novo Código Florestal sugere mudanças tanto em APPs (Áreas de Preservação Permanente) quanto em reservas legais. No caso das APPs, áreas hoje consideradas intocáveis, como encostas, passarão a ter possibilidade de uso agrícola.
Acontece que hoje as APPs não são contabilizadas como área produtiva de propriedades. Por isso, não são passíveis de indenização para fins de reforma agrária ou criação de unidade de conservação caso sejam ocupadas.
"No instante em que você legaliza, especialmente áreas de pasto, isso passa a ter valor econômico", diz Benjamin. "Haverá alteração de todas as ações indenizatórias, não só em curso, mas já transitadas em julgado e em etapa decisória. Serão bilhões de reais", afirma o ministro.
Flávio Botelho, professor de agronegócio da UnB (Universidade de Brasília), explica que desapropriações poderão ocorrer em áreas de expansão agrícola --como no sul da Amazônia, em Mato Grosso, no Maranhão e no Piauí.
"Regiões como o Sul e o Sudeste, que são mais ocupados, tendem a sofrer menos modificações", afirma.
Benjamin diz que a discussão sobre o tema não pode ser fundamentada em "miudezas", mas no debate das linhas principais do código. "A lei jamais contará com a unanimidade. É evidente que haverá divergências se forem discutidos os pormenores. Ruralistas e ambientalistas devem reconhecer que todos perderão um pouco."
Para ele, as grandes linhas de orientação da reforma são a separação entre o futuro e o passado --determinar quais áreas são passivo ambiental e precisam ser recuperadas-- e o esclarecimento de que os dispositivos futuros não serão flexibilizados no tratamento das florestas existentes daqui para a frente.

Culpa do fumante e não do cigarro!

20/07/2011 - 18h53

Bituca de cigarro causa fumaça em bueiro de Copacabana, no Rio



autoria: FÁBIO GRELLET
DO RIO

Após exalar fumaça, mais um bueiro assustou os moradores de Copacabana (zona sul do Rio), no início da tarde desta quarta-feira. O motivo, segundo a Light (concessionária de eletricidade responsável pelo fornecimento de energia no Rio), teria sido uma bituca de cigarro jogada na ventilação de uma câmara subterrânea.
Também nesta quarta, a explosão de um outro bueiro já havia causado pânico no centro da capital fluminense
Procurador pede abertura de investigação sobre bueirosEmpresa terá que fiscalizar 550 bueiros por dia no Rio
O bueiro situado na esquina da rua Bulhões de Carvalho com a avenida Rainha Elizabeth começou a exalar fumaça, causando pânico entre os pedestres que transitavam por essas vias. O trecho foi isolado e o trânsito chegou a ser parcialmente interrompido no local.
Segundo a Light, uma bituca de cigarro foi lançada na ventilação de uma câmara subterrânea e provocou a fumaça. Técnicos da empresa fizeram inspeção no local. Ninguém ficou ferido.
Só no mês de julho, já foram registrados pelo menos dez explosões de bueiros. O último foi na segunda-feira (18), em Botafogo, na zona sul da cidade. Um motoqueiro atingidopela tampa de ferro teve ferimentos na mão.
INSPEÇÃO
Ontem (19), a Prefeitura do Rio e o Crea-RJ (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) fecharam um acordo para a contratação de uma empresa para serviço de monitoramento independente de bueiros na cidade.
A força-tarefa terá a responsabilidade de monitorar 500 caixas de inspeção e 50 câmaras transformadoras por dia útil. Por mês, deverão ser fiscalizadas 10 mil caixas de inspeção e mil câmaras transformadoras.
A medida é uma tentativa de evitar novas explosões de bueiros --nos últimos 13 meses, pelo menos 19 explodiram nas zonas norte, sul e central.
De acordo com o Crea-RJ, só a Light mantém 4.000 câmaras transformadoras --que são bueiros maiores, com transformadores-- e 20 mil caixas de inspeção --bueiros menores, por onde passam apenas fios ou canos.
Outras concessionárias, como a CEG e empresas de telefonia, também usam bueiros para acesso à rede subterrânea.

Paraíso tropical numa estufa?


Antártida já foi paraíso tropical, diz cientista

Atualizado em  20 de julho, 2011 - 11:00 (Brasília) 14:00 GMT


Uma pesquisadora britânica afirmou que a Antártida era um paraíso tropical há cerca de 40 milhões de anos.
Icebergs flutuam no mar em Cierva Cove, na costa da Antártida (Arquivo/BBC)
Cientista britânica afirmou que Antártida tinha clima tropical












Segundo Jane Francis, do Colégio de Meio Ambiente da Universidade de Leeds, o continente gelado, que hoje apresenta uma camada de quatro quilômetros de gelo, passou a maior parte dos últimos cem milhões de anos como uma região de clima quente e fauna rica.

"Era assim há cerca de 40 milhões de anos. Durante a maior parte da história geológica da Antártida a região estava coberta por bosques e desertos, um lugar que tinha um clima quente", disse Francis à BBC Mundo.
"Muitos animais, incluindo dinossauros, viviam na região. Foi no passado geológico recente que o clima esfriou", acrescentou.
A cientista afirma ainda que provavelmente, o clima mais ameno no passado da Antártida "foi causado por elevados índices de dióxido de carbono na atmosfera".
"Se continuarmos emitindo grandes quantidades de dióxido de carbono, esquentando o planeta, poderíamos chegar à mesma situação em que voltariam a aparecer animais e bosques na Antártida", acrescentou a cientista.
Derretimento
De acordo com cientistas, há 50 milhões de anos havia mais de mil partes por milhão (ppm) de dióxido de carbono na atmosfera, o que esquentou o planeta a ponto de derreter todas as camadas de gelo.
Nos últimos anos a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera apresentou um aumento, passou de 280 ppm registradas na era pré-industrial para 390 ppm no presente, o que aumentou em um grau as temperaturas globais.
Os especialistas afirmam que, continuando com este ritmo de crescimento, de cerca de 2 ppm por ano, será necessário muito tempo para que se chegue aos mil ppm. Mas, o problema, segundo os especialistas, é que, quando chegarmos aos 500 ppm já começaremos a observar o derretimento de uma grande parte das calotas de gelo.
"A diferença é que, no passado, o aquecimento ocorreu devido a causas naturais como vulcões. E ocorreu em um período muito grande de tempo, os animais e plantas tiveram tempo de se adaptar", disse Jane Francis à BBC.
"Mas o problema com a mudança climática atual, que está sendo provocada principalmente por fatores humanos, é que está ocorrendo muito depressa, em comparação a como poderia ocorrer em um período geológico normal, por isso não vamos ter muitas oportunidades para nos adaptar", afirmou.
Urgência
A cientista da Universidade de Leeds afirma que os governos de todo o mundo estão trabalhando para reduzir as emissões de dióxido de carbono, mas destaca que os esforços precisam ser maiores.
Alguns céticos afirmam que agora é tarde para evitar o aquecimento global e que devíamos nos concentrar mais na adaptação para as novas condições climáticas.
Mas, para Jane Francis, esta é uma postura muito pessimista. A cientista afirma que deveríamos nos concentrar em fazer mais para evitar o aquecimento global e mais rapidamente.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Projeto veda utilização de carvão feito com madeira de mata nativa...deveria proibir o carvão!

20/07/2011 12:27

Projeto veda utilização de carvão feito com madeira de mata nativa

http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/MEIO-AMBIENTE/200202-PROJETO-VEDA-UTILIZACAO-DE-CARVAO-FEITO-COM-MADEIRA-DE-MATA-NATIVA.html

Diógenis Santos

O Projeto de Lei 317/11, do deputado Antonio Bulhões (PRB-SP), proíbe o uso de carvão vegetal produzido com madeira de extrativismo (extraída de mata nativa). A redução deverá ser gradual até que, em dez anos, esse tipo de produto não seja mais utilizado.

Pela proposta, a substituição obedecerá ao seguinte cronograma:
- em dois anos, redução de 20% do volume utilizado na data de entrada em vigor da lei;
- em quatro anos, redução de 40%;
- em seis anos, redução de 60%;
- em oito anos, 80%;
- em dez anos, 100%.

Essas metas não valem se o consumidor estiver, antes da entrada em vigor da lei, sob regras mais restritivas determinadas pelo Plano de Suprimento Sustentável ou pelo Plano Integrado Floresta e Indústria, aprovados pelo órgão competente do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama).


Consumo
A proposta também altera o Código Florestal (Lei 4.771/65) para listar uma série de exigências para o consumo de matéria-prima florestal. Assim, pessoas físicas e jurídicas só poderão obter os recursos de:
- florestas plantadas;
- plano de manejo florestal sustentável de floresta nativa;
- supressão de vegetação nativa autorizada; e
- outras formas de biomassa florestal.

Todos esses critérios devem ser previamente regulamentados por órgão competente do Sisnama.
Outra mudança no Código Florestal é a lista de exigências impostas às indústrias que utilizam matéria-prima florestal. A lei atual estabelece que essas empresas são obrigadas a manter, em prazo de cinco a dez anos, florestas próprias para exploração racional ou a formar, diretamente ou por intermédio de empreendimentos dos quais participem, florestas destinadas ao seu suprimento.
A proposta de Bulhões determina, em linhas gerais, que essas empresas serão obrigadas a elaborar e implementar Plano de Suprimento Sustentável (aprovado pelo Sisnama) que assegure o fornecimento dos insumos. Esse plano deve incluir, entre outras exigências, a indicação das áreas de origem da matéria-prima florestal.


Sanções
O projeto do deputado paulista muda ainda a Lei 9.605/98, que estabelece as sanções penais e administrativas aplicadas em crimes contra o meio ambiente. Segundo o texto apresentado, deverá ser punido com detenção de seis meses a dois anos e multa quem "cortar ou transformar em carvão madeira proveniente de extrativismo, em desacordo com as determinações legais". A lei atual prevê pena de reclusão de um a dois anos e multa para quem cortar ou transformar em carvão, de maneira irregular, "madeira de lei".

O Executivo também fica proibido de conceder isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ao carvão vegetal produzido com matéria-prima oriunda de extrativismo. Por fim, o projeto determina que o desrespeito às normas seja enquadrado nas sanções previstas pela Lei 9605/98, sem prejuízo de, "independentemente da existência de culpa, reparar os danos causados".
Em 2008, o ex-deputado Fernando Gabeira apresentou proposta semelhante, arquivada no ano passado. Bulhões explica que seu projeto é o substitutivo da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, com alteração promovida pela Comissão de Finanças e Tributação.
Na época da apresentação, Gabeira argumentou que há associação direta entre produção de carvão e desmatamento ilegal. Segundo ele, estimativa da Associação Mineira de Silvicultura (AMS) mostra que 49% do carvão vegetal utilizado no País provém de florestas nativas.

Tramitação
A proposta será analisada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois será votada pelo Plenário.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Maria Neves
Edição – Ralph Machado

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'

Conselho de Segurança da ONU discute mudanças climáticas


20/07/2011 21h10 - Atualizado em 20/07/2011 21h10

Conselho de Segurança da ONU discute mudanças climáticas


Países não chegaram a acordo se este é um assunto para o órgão.
Efeitos do clima levam a conflitos por recursos, alertam países ocidentais.

A ameaça que as mudanças climáticas podem representar à paz no mundo fez com que o Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas, após quatro anos, voltasse a discutir, nesta quarta-feira (20), se o órgão deve se ocupar deste tema.
O debate foi convocado pela Alemanha, que preside o CS neste mês. Representantes de  nações ocidentais disseram que a crescente aridez provocada pela mudanças climáticas já contribuíram com conflitos na região sudanesa de Darfur e na Somália, onde a ONU acaba de declarar situação de fome generalizada em duas áreas.
Refugiados da Somália aguardam em campo no sul da Etiópia. A seca extrema no chamado Chifre da África fez com que grande quantidade de pessoas se deslocasse em busca de ajuda. A ONU calcula que 350 mil pessoas estejam sendo afetadas pela pior crise alimentar da região nas últimas duas décadas. (Foto: AFP)Refugiados da Somália aguardam em campo no sul da Etiópia. A seca extrema no chamado Chifre da África fez com que grande quantidade de pessoas se deslocasse em busca de ajuda. A ONU calcula que 350 mil pessoas estejam sendo afetadas pela pior crise alimentar da região nas últimas duas décadas. (Foto: AFP)











"Que não haja dúvidas: não estamos falando de um pequeno número de pessoas numa ilha remota tendo que deixar seu pedaço de praia. Falamos de elevações no nível do mar que podem impactar seriamente as vidas de milhões de pessoas que vivem perto da costa", escreveu em artigo no site "The Huffington Post", publicado nesta terça-feira, o representante alemão para a ONU, Peter Wittig. "As pessoas vão entrar em conflito por recursos básicos, serão forçadas a mudar e até mesmo a emigrar", acrescentou.
No debate do CS, em Nova York, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon disse que o aumento de eventos climáticos extremos, que têm se tornado mais frequentes e intensos, podem deixar "perigosos vácuos de segurança".
Impasse
Durante a sessão, governos ocidentais desenvolvidos divergiram da Rússia e de alguns países em desenvolvimento a respeito da tese de que a mudança climática é um tema para o CS.
Diplomatas ouvidos pela agência Reuters disseram que a Rússia bloqueou, ao menos temporariamente, a adoção de uma declaração do Conselho sobre o tema. Uma nova versão do texto deverá ser discutida pelos 15 países que formam o conselho, mais importante instância da ONU.
A embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, disse que Washington acredita fortemente que o CS "tem uma responsabilidade essencial de tratar das evidentes implicações de um clima em mutação para a paz e a segurança", e que deve fazer isso "desde já".
Politização
O representante russo, Alexander Pankin, se disse "cético" sobre as tentativas de colocar as implicações da mudança climática na pauta do conselho, o que, segundo ele, enfrenta a oposição de vários países. "Acreditamos que envolver o Conselho de Segurança numa revisão regular da questão da mudança climática não irá agregar valor algum e irá meramente levar a uma maior politização dessa questão e a mais discordâncias entre os países", disse.
Índia e Brasil, membros temporários do CS, também disseram duvidar da conveniência de envolver essa instância no debate. O embaixador indiano, Hardeep Singh Puri, disse que o CS "não tem os meios para tratar da situação".
Nações em desenvolvimento se queixam do que consideram ser uma tentativa dos países poderosos do Conselho de interferirem no território da Assembleia Geral, que reúne os 193 países da entidade, e na Convenção-Quadro da ONU sobre as Mudanças Climáticas.
*Com informações da Reuters

Irrigação responde por 69% do consumo de água do Brasil

Irrigação responde por 69% do consumo de água do Brasil

Relatório de agência nacional também diz que água está ruim ou péssima em 9% dos pontos monitorados


20 de julho de 2011 | 0h 00

autoria: Rafael Moraes Moura - O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA
A irrigação é responsável por 69% do consumo de água no País, com a maior parte das áreas irrigadas concentradas nas bacias do Paraná (no Centro-Sul), Atlântico Sul (de SP a RS) e São Francisco (DF, GO, MG, BA, PE, AL e SE), aponta estudo da Agência Nacional de Águas (ANA).
Em seguida, aparecem o consumo animal (12%), urbano (10%), industrial (7%) e o rural (2%). Essas são algumas das conclusões do relatório Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil - Informe 2011, que faz um balanço da qualidade e da utilização da água no País de outubro de 2009 a setembro de 2010.
"Temos de entender se essas áreas de irrigação estão colocadas em áreas vulneráveis de oferta de recursos hídricos, para que você possa assegurar produção agrícola com oferta de água ou decidir se vai ter de redirecioná-la em função dos cenários", disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
O levantamento da ANA também aponta que a qualidade da água é ruim ou péssima em 9% dos pontos monitorados. A situação é mais problemática nas regiões metropolitanas de São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio e Salvador e cidades de médio porte, como Campinas (SP) e Juiz de Fora (MG).
Os dados são referentes a 1.747 pontos - ou estações de medição da qualidade da água para analisar a contaminação pelo esgoto. A qualidade foi considerada "boa" em 71% dos pontos, "regular" em 16% e "ótima" em 4%.
Um dos pontos com classificação "ótima" foi o braço Taquacetuba do Reservatório Billings, no município de São Paulo. O número de pontos monitorados não reflete o número de rios ou a quantidade de recursos hídricos, já que em um mesmo rio pode haver mais de um ponto.
Na análise anterior, de 2008, 10% dos pontos foram considerados como de "ótima" qualidade. "Houve alteração na quantidade de pontos onde houve medição", minimizou o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu. 


Cidade compacta, cidade sustentável...




Como tornar as cidades melhores


Cada pessoa que olha para as cidades pode ver, ao mesmo tempo, muita coisa de boa e de ruim em cada uma delas. A parte boa está sempre nas facilidades e conveniências, que vão de água encanada a galerias de arte e restaurantes finos, de escolas a médicos de todas as especialidades. Já a parte ruim vai da perda de identidade à banalização dos crimes, passando por uma coleção interminável de desvantagens que aparecem todos os dias nas páginas policiais.
O economista Edward Glaeser, professor da Universidade de Harvard, é um entusiasta das cidades, um especialista reconhecido internacionalmente no assunto e autor de Triumph of the City: How Our Greatest Invention Makes Us Richer, Smarter, Greener, Healthier and Happier (em português, "O triunfo da cidade: Como nossa maior invenção nos torna mais ricos, mais inteligentes, mais verdes, mais saudáveis e felizes", Editora MacMillan, 456 páginas). Para ele, o que existe de ruim nas cidades é o resultado de maus períodos de administração.
Embora seja mais ou menos óbvio para todos, raramente refletimos sobre um aspecto que Glaeser destaca: nas cidades, a maioria dos pobres está em situação melhor do que estaria no campo. Ele pondera que em Lagos, por exemplo, capital da Nigéria, a água encanada atende apenas a 75% da população. Mas na zona rural do país a situação é muito pior.
Essas e outras vantagens continuarão mantendo as populações nas cidades, argumenta o professor. E as populações são justamente a maior riqueza que elas têm: é a concentração de gente que faz surgirem comunidades como a Londres de Shakespeare ou o Silicon Valley de Steve Jobs – o mesmo fenômeno que tornou Nova York na capital financeira do mundo.
É justamente a carência dessas comunidades, com o declínio da população, que está transformando Detroit num lugar ruim de se viver. As cidades e suas populações impulsionaram o desenvolvimento do mundo com inovação e crescimento econômico e proporcionaram vantagens que os homens do campo nunca mais quiseram abandonar: distâncias curtas entre a casa e o trabalho, ou entre a casa e os outros locais de interesse, maior disponibilidade de trabalho, mais recursos para sobrevivência e atraentes conveniências.
Estudando o assunto, Glaeser chegou à conclusão de que os administradores urbanos acabam cometendo erros de dois grandes tipos.
O primeiro, especialmente nas áreas que estão em rápido declínio, é investir em construções – obras geralmente grandes, com arquitetura de primeira classe e equipamentos sociais magníficos, na esperança de que novos residentes e novos empregos aparecerão em pouco tempo. O que ficou claro para ele é que as obras em si não resolvem a questão do declínio do interesse em certas regiões urbanas: embora o investimento público seja vital para manter ou atrair residentes e empresas, isso é apenas uma parte de um conjunto de políticas que inclui investimentos em educação, capacitação, policiamento e outros serviços públicos.
Para piorar, existem casos de deterioração urbana que são difíceis ou impossíveis de resolver, como acontece com algumas cidades industriais. Uma boa política de redimensionamento dessas cidades pode dar bom resultado, mas nada irá reconduzi-las às condições ideais, ele afirma. Na opinião do autor, todo o dinheiro gasto na reconstrução de New Orleans, após a passagem do furacão Katrina, foi mal empregado e deveria ter sido dado para as pessoas que perderam suas casas, permitindo-lhes mudar para cidades onde as perspectivas de vida fossem melhores.
O segundo grande erro que Glaeser identifica é que os administradores urbanos procuram frear os empreendimentos imobiliários quando eles parecem estar andando rápido demais. Ele admite que, de fato, é preciso proteger o espaço, que é o item mais valioso do ambiente urbano, mas frear muito esse crescimento – limitando densidade, altura ou expansão horizontal – faz com que os preços das casas subam de uma forma brusca, beneficiando proprietários ricos e mais ninguém.
Desse ponto de vista, Glaeser faz uma crítica aos "conservacionistas", que marcam sua oposição ao desenvolvimento como "correção ambiental", quando na verdade essa oposição beneficia a eles próprios. Em outras palavras, ele entende que onde houver escassez de terra, aumentar a densidade em termos de habitantes por unidade de área é uma questão vital. Para ele, cidades que não podem construir para os lados devem mesmo construir para cima.
Houston conseguiu construir nas duas direções e acabou se tornando a quarta maior cidade dos EUA, embora as condições durante esse desenvolvimento tenham sido ruins, em termos de distribuição de renda para os pobres e concentração de propriedades com os ricos.
No entanto, graças principalmente aos preços acessíveis de habitação e disponibilidade de empregos, Glaeser calcula que uma família de padrão médio em Houston vive melhor do que num subúrbio de Nova York.
Se ele tiver razão, São Paulo, por exemplo, está no caminho certo, mas há uma observação importante: qualquer das opções de crescimento implica na construção de uma infraestrutura apropriada de transporte público, água, esgoto, telecomunicações e equipamentos sociais (como as escolas e os postos de saúde,
por exemplo). Sem isso, a cidade não cresce – apenas incha.

Paulo Brito é jornalista, graduado em Economia e mestre em Comunicação e Semiótica