domingo, 10 de julho de 2011

Mr. Spock: Esta missão é a última do Atlantis, da frota dos ônibus espaciais e da Nasa


10/07/2011 13h01 - Atualizado em 10/07/2011 18h17


Atlantis se acopla à estação espacial

Encontro entre as tripulações ocorre neste domingo.

Nave irá entregar alimentos, roupas e suprimentos.

Do G1, em São Paulo
Header matérias Atlantis (Foto: arte / G1)
O ônibus espacial Atlantis se acoplou na manhã deste domingo (10) à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). A nave irá entregar mais de quatro toneladas de alimentos, roupas e outros suprimentos para a estação, o suficiente para mais de um ano. A acoplagem é um dos momentos mais críticos da missão, onde a margem de erro é de apenas 7 centímetros. No infográfico abaixo, você entende como ela é feita.
A "pirueta" feita pela nave antes da acoplagem é uma novidade inserida pela Nasa após o acidente com o Columbia, que se desintegrou durante a reentrada. Durante a manobra, os astronautas a bordo da ISS tiram fotos do ônibus para verificar se houve danos estruturais no escudo térmico durante a decolagem.
Atlantis acoplado à ISS (Foto: Reuters/NASA TV)Imagem transmitida pela Nasa TV mostra a Atlantis acoplada à ISS (Foto: Reuters/NASA TV)




























aposentadoria

Esta missão é a última do Atlantis, da frota dos ônibus espaciais e da Nasa. Não há previsão de quando ocorrerá outro voo tripulado em um veículo da agência.
A decisão de aposentar a frota veio também após o desastre com o Columbia. A orientação do então governo Bush era finalizar a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), aposentar a frota até 2010 e desenvolver uma nave nova que deveria estar em operação em 2014.
De lá para cá, o governo Obama confirmou a aposentadoria do programa, mas permitiu um ano a mais de voos, até 2011. As operações na ISS foram estendidas até pelo menos 2020. E o programa de naves da administração Bush, o projeto Constellation, foi cancelado. Em seu lugar, o atual presidente ordenou que a parte de desenvolvimento e construção de espaçonaves fosse delegada à iniciativa privada, enquanto a Nasa se dedicaria a pensar as próximas fronteiras da exploração espacial.
“Vamos começar a estender as fronteiras que temos para que não fiquemos fazendo a mesma coisa repetidamente. Vamos pensar sobre qual é o próximo horizonte. Qual é a nova fronteira? Mas para fazer isso, vamos precisar de avanços tecnológicos que ainda não temos”, disse Obama na quarta-feira (6) em uma entrevista com usuários do Twitter.
O presidente americano afirmou que a “nova fronteira” pode ser Marte e que, para chegar lá, “um asteroide é um bom ‘pit stop’”.
Enquanto a iniciativa privada não entrega a nova nave, no entanto, os americanos vão ficar sem acesso próprio ao espaço – algo que não acontece desde 1961, quando Alan Shepard se tornou o primeiro cidadão do país a deixar a Terra. Para chegar à ISS, eles terão que fazer algo que tiraria do sério Shepard, o homem que perdeu a chance de ser o primeiro no espaço para Yuri Gagarin por pouco mais de um mês, 50 anos atrás: pagar para viajar em naves da Rússia.
Missão
O Atlantis levará quatro astronautas experientes: o comandante Christopher Ferguson, em sua terceira missão; o piloto Doug Hurley, em sua segunda; e os especialistas de missão Sandy Magnus e Rex Walheim, ambos com três missões cada.
Cabo Canaveral recebe turistas para o último voo do Atlantis (Foto: Scott Audette/Reuters)
Cabo Canaveral recebemilhares de turistas para o
último voo do Atlantis (Foto: Scott Audette/Reuters)
É a menor tripulação desde 1983. De lá para cá, os voos sempre levaram de cinco a sete astronautas. A razão para a equipe reduzida é que os outros ônibus espaciais foram aposentados: por isso, não há nenhum que possa ser usado em uma missão de resgate.
Caso haja algum problema com a nave, os tripulantes serão transferidos para a estação espacial e retornarão, um por vez, nas naves russas Soyuz – um processo que pode levar até um ano.
Além disso, menos gente a bordo significa mais espaço para carga e a agência quer aproveitar cada centímetro disponível em seu último voo.
A missão da nave é levar o módulo multipropósito Raffaello, com suprimentos e partes sobressalentes, para a ISS.
O Atlantis
O quarto ônibus espacial da Nasa está em operação há 26 anos e é responsável por alguns dos grandes marcos do programa americano: ele lançou o telescópio espacial de raios gama Compton e as sondas Magellan para Vênus e Galileo para Júpiter.

Insígnia da missão com a letra grega ômega simboliza o fim do programa do ônibus espacial (Foto: Nasa/Divulgação)










Insígnia da missão com a letra grega ômega
simboliza o fim do programa do ônibus
espacial (Foto: Nasa/Divulgação)
A nave também foi a primeira americana a acoplar com a estação espacial russa Mir, para onde fez sete voos consecutivos, entre 1995 e 1997.
Em 2009, o Atlantis fez a última missão de reparos prevista para o telescópio espacialHubble, que permitiu que o observatório orbital, que estava definhando na época, pudesse ter sua expectativa de vida estendida para até 2014.
No voo seguinte, ele bateu o recorde do Discovery de menor número de problemas técnicos em uma missão: 54. Em 2010, bateu seu próprio recorde e baixou o número para 46.
A missão de 2010 estava prevista para ser a aposentadoria oficial do ônibus espacial. A atual era apenas uma missão de stand-by que seria usada para caso de necessidade de resgate do Endeavour, que, na época, estava previsto para fazer a missão final da frota. Com a decisão de tornar o voo de resgate em uma missão oficial, a nave foi recolocada em serviço.
Após a aposentadoria, o Atlantis será a único que continuará na Flórida, em exibição no complexo de visitantes do Centro Espacial Kennedy. O Discovery será enviado ao Museu Smithsonian na capital americana, Washington DC, no lugar do protótipo Enterprise, que nunca foi ao espaço e será transferido para Nova York. O Endeavour irá ao Centro de Ciência da Califórnia, em Los Angeles.





MG multa agricultor em R$ 1 mi por incêndio em parque ecológico

MG multa agricultor em R$ 1 mi por incêndio em parque ecológico



Prefeitura de São Paulo não vai atingir meta de ciclovias para 2012

publicado em 10/07/2011 às 05h50:

Prefeitura de São Paulo não vai atingir
meta de ciclovias para 2012

LDO estipula 31 km dessas vias em 2012, insuficiente para chegar aos 100 km prometidos
autoria: João Varella, do R7
http://i2.r7.com/ciclofaixa-sp-hg-20110404.jpgMárcio Fernandes/27.08.09/AE
Veja mais fotos
Ciclofaixa do Lazer funciona só aos domingos

















A Prefeitura de São Paulo estabeleceu como meta entregar aos paulistanos 100 km de novas ciclovias até 2012, mas essa marca não deve ser atingida neste prazo.
Isso porque, até agora, apenas 18,5 km de faixas destinadas às bicicletas estão prontos e a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), documento que estabelece metas que serão perseguidas pelo governo em sua proposta orçamentária, prevê que a administração municipal faça 31 km de novas ciclovias em 2012, totalizando apenas 49,5 km – menos da metade do prometido. 


Na conta para atingir a meta, a prefeitura ainda contabiliza 2,5 km da Ciclofaixa de Lazer, que liga os parques Ibirapuera e Villa-Lobos. Esse via, no entanto, só abre aos domingos e está em teste nos feriados nacionais. Mesmo somando tudo, a prefeitura só chega a 52 km de faixa exclusiva para bicicletas.
Até agora foram entregues 13 km da Estrada Parque, que fica nas subprefeituras da Penha/ Ermelino Matarazzo e São Miguel, na zona leste; 3 km, na região da Capela do Socorro, e 2,5 km, na Vila Mariana, ambas na zona sul da capital paulista. O prefeito Gilberto Kassab fica no cargo só até o final de 2012, não podendo se reeleger para cumprir a promessa de 100 km de ciclovias.
A reportagem do R7 solicitou à SMT (Secretaria Municipal de Transportes) um posicionamento sobre o assunto, mas não obteve retorno. A população pode acompanhar o cumprimento das metas pelo site Agenda 2012, criado para monitorar as ações realizadas e programadas pela prefeitura. 
Mortes
No último dia 13 de junho, um empresário foi atropelado por um ônibus na avenida Sumaré, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo, e morreu. Apesar desse acidente ter ocorrido perto da  região central, dados da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) apontam que a periferia da cidade é onde estão concentrados os acidentes fatais com ciclistas. Em 2010, 49 pessoas que andavam em bicicletas morreram no trânsito de São Paulo.

Multidão lota Parque Nacional da Tijuca


Multidão lota Parque Nacional da Tijuca


http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1560579-7823-MULTIDAO+LOTA+PARQUE+NACIONAL+DA+TIJUCA,00.html





Domingo, 10/07/2011
O parque, que engloba a maior floresta urbana do mundo, completou 50 anos. Uma multidão acompanhou a apresentação do grupo Exaltasamba, que anunciou o fim do grupo. Mais de 50 mil pessoas participaram do evento.

'Aerotropolis' sustentável?

10/07/2011 - 10h10

Aeroporto é arma para competir, diz autor de 'Aerotropolis'


MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO

Ao negligenciar os investimentos em aeroportos, o Brasil corre o risco de ficar para trás na competição global com outros emergentes.


Essa é a opinião do professor da Universidade da Carolina do Norte John Kasarda. O autor de "Aerotropolis", lançado em março nos EUA --e com previsão de sair no Brasil, pela DVS Editora, em novembro,-- concedeu entrevista à Folha por telefone.
*
"INTERNET FÍSICA"
A cidade construída no entorno do aeroporto permite maior e mais rápida conectividade e a formação de redes de negócios globais. Os aeroportos formam uma internet física que movimenta produtos e pessoas. Um terço do comércio mundial viaja de avião --embora a carga aérea represente só 1% do volume. Você só pode competir como economia global se tiver infraestrutura aeroportuária.


VANTAGENS
Uma "aerotrópolis" oferece serviços para apoiar negócios que são de alguma forma ligados à aviação, mas também a milhares de passageiros. O conceito atrai empresas com cadeias de suprimento globais, com componentes produzidos em meia dúzia de países e que são montadas num sétimo país.


BRASIL
O aeroporto é a primeira, e a última, impressão que se tem de um país. Hoje o Brasil não tem a mais atraente porta de entrada. Quando você sai do Galeão até chegar a Copacabana, o que se vê pelo caminho tampouco é atraente.
Apresentei o conceito da aerotrópolis à Infraero, mas nada aconteceu. A exceção foi Belo Horizonte [Confins], que é um aeroporto pequeno.


BRICS
A China e a Índia estão andando muito mais rápido e o Brasil está ficando para trás. É uma pena. O país tem muito potencial para ser líder. O problema é a burocracia governamental. O governo não opera no ritmo dos negócios.


PRIVATIZAÇÃO
Só vi o anúncio preliminar, mas achei muito bom. É preciso agir rápido por conta da Copa. A exploração de terrenos no entorno dos aeroportos, sobretudo nos mais importantes, tem de ser feita de forma eficiente, atraindo empresas que dependem dessa proximidade. Os que não dependem só contribuem para piorar o trânsito.


Editoria de Arte/Folhapress





FATOR SOCIAL
O planejamento do entorno de Guarulhos pode afetar as pessoas que vivem em ali [5.000 famílias]. É preciso levar em conta o fator social, mas muitas vezes é preciso também tomar decisões difíceis, em nome da prosperidade do país. O fato dessas famílias morarem perto do aeroporto não as beneficia.

TRANSTORNO
Na China e no Oriente Médio, os aeroportos são vistos como a infraestrutura-chave para competir no século 21. No Brasil, são tidos como transtorno ou ameaça ambiental. As pessoas não entendem a importância deles para a prosperidade, que determina a qualidade de vida.

COISA DE RICO
Os mais prejudicados quando a aviação entra em crise são os produtores rurais da África, de rosas da Colômbia, que ficam sem vender para a Europa. E também os taxistas, as camareiras de hotel. Os ricos viajantes são o lado visível, mas eles sofrem apenas com a inconveniência. Os pobres são os que têm o seu sustento afetado.



Há 300 anos, a vila de SP virava cidade de São Paulo!

Há 300 anos, a vila de SP virava cidade

Quando d. João V assinou elevação, problemas locais eram falta de sal e o descontrole de porcos

10 de julho de 2011 | 0h 00


autor: Vitor Hugo Brandalise - O Estado de S.Paulo

Há 300 anos, São Paulo não passava de um aglomerado de 210 casas de taipa em ruas de terra batida, com sete igrejas e quatro bicas d"água. Tinha mil habitantes: índios escravizados, portugueses recém-chegados e mamelucos filhos da terra. Em 11 de julho de 1711, o povoado do alto da serra pela primeira vez ganhou importância: não era mais uma vila. Amanhã, faz três séculos que São Paulo virou cidade.
No dia em que o então rei de Portugal, d. João V, assinou em Lisboa a ordem régia que oficializou a elevação, os vereadores paulistanos discutiam na Câmara a crise mais grave do seu tempo: faltava sal na cidade. O transporte ilegal de éguas pelo caminho do mar também preocupava. E as procissões religiosas estavam sendo comprometidas por "rapazes, carijós e negros", que atentavam contra a "compostura e decência".
Os vereadores discutiam assuntos corriqueiros quando descobriram, oito meses depois da elevação, que haviam recebido a honraria da Coroa. Em 2 de fevereiro de 1712, São Paulo foi chamada de "cidade" pela primeira vez. Sem pompa nenhuma: foi em uma ata de 12 linhas da Câmara que justificava - ora vejam - a ausência de um vereador.
Na prática, a elevação permitia que a cidade pudesse servir de residência para o governador e capitão-mor da capitania de São Paulo e Minas do Ouro e que ganhasse um bispo. Como vila, isso não seria possível.
São Paulo foi a sétima cidade do Brasil - antes dela, apenas Salvador, Rio, Paraíba, Olinda, São Luís e Cabo Frio haviam recebido a condição. Politicamente, a elevação é considerada uma adulação, um agrado para o povo que melhor conhecia o que realmente interessava à Coroa: o caminho para as minas de ouro. E que, além de tudo, era tido como povo rebelde.
O Estado consultou atas e registros municipais e ouviu historiadores para entender o que era a São Paulo que agora virava cidade e quais as preocupações do paulistano naquele tempo. Os documentos revelam um povo que buscava mais espaço nas aspirações da Coroa e se esforçava para atender às necessidades impostas pela nova condição.
Rebeldia. São Paulo era considerada "insubmissa" porque acreditava merecer mais atenção de Portugal - afinal, foram bandeirantes paulistas os descobridores do ouro nas Cataguases (Minas), em 1693. Em 16 de abril de 1700, reivindicaram toda a posse das Gerais. A negativa da Coroa fez com que os mamelucos paulistas e mais um punhado de índios pegassem espadins e carabinas e fossem às minas - iniciava-se, em 1708, a Guerra dos Emboabas.
Mesmo derrotados no conflito, os paulistas continuaram fiéis à tradição de insubmissão. "A vila de São Paulo de já muitos anos é república de per si, sem observância de lei nem divina como humana", escreveu ao rei o governador-geral da colônia, Antônio da Câmara Coutinho, ainda em 1693.
A insubordinação só foi perdoada porque a Coroa entendia a importância do paulista - mais tarde, descobririam ouro em Goiás e Cuiabá. Portugal quis ainda se aproximar da capitania. Antes "ladrões destes sertões", os paulistas agora eram definidos como "briosos e valentes". Por isso, quando uma junta composta por vereadores, religiosos e nobres enviou à Coroa pedido para que a vila "fosse feita" cidade, em 7 de junho de 1710, não houve por que negar.
Um segundo pedido, porém, não foi atendido: a cidade pedia seu primeiro bispo e uma diocese. Mas a Coroa argumentou que não era hora. Era preciso primeiro saber "de onde poderá sair a despesa que se há de fazer com a nova Sé." Era preciso mais dinheiro.
Nova cidade. No início do século 18, a agora cidade de São Paulo começava na Rua do Carmo e terminava na Rua São Bento. Mais ao sul, estava o Largo São Francisco. E era só - um triângulo, com igrejas nas pontas.
Os primeiros sobrados começavam a surgir, mas a maioria dos paulistanos vivia em casas térreas, com chão de terra batida, idêntica à que havia na rua. Dormia em redes ou esteiras. Não havia quarteirões inteiramente construídos - terrenos baldios, pequenos pomares e plantações de mandioca, milho e trigo eram comuns na nova cidade.
Havia ainda a caça. O paulistano típico pescava camarões de água doce no Rio Tamanduateí, caçava perdizes em sua várzea e plantava milho e trigo no Anhangabaú. Comia à moda dos índios: farinha de mandioca, peixes e - introdução europeia - pão.
A cidade tentava também, pela primeira vez, dar ordem às criações de animais. A grande discussão na Câmara em19 de fevereiro de 1713 foi a tentativa de proibir porcos de fuçar na cidade - eram "prejudiciais à saúde e causavam ruína aos edifícios e ruas". Suínos flagrados seriam mortos e a carne, destinada aos presos. Aos proprietários infratores, 30 dias de cadeia.
Nenhuma discussão da cidade, entretanto, tinha tanta importância quanto o ouro. Com a elevação de São Paulo a cidade, a Câmara demonstrou pela primeira vez preocupação com a acomodação de poderosos. Em 1713, na avaliação dos vereadores, uma única casa na cidade poderia receber os governadores esperados - a do falecido capitão Fernandes Paes de Barros. Era preciso mais. A discussão, porém, foi inútil: nenhum dos três primeiros governadores quis viver na nova cidade. Assim que chegavam, partiam em direção às minas.
Foi com as descobertas de ouro em Cuiabá e Goiás - também pelos paulistas, em 1719 e 1720 - que a cidade, ironicamente, perdeu importância. Já havia estrutura em povoamentos próximos das minas e São Paulo, novamente, ficou isolada. Em 1748, vergonha suprema: a capitania de São Paulo e Minas do Ouro foi extinta e a cidade ficou subordinada ao Rio de Janeiro.
Melhor consideração da Coroa, só passaria a receber a partir de 1765. Portugal começava a acertar com a Espanha uma nova divisão de suas terras. Chegou à cidade Morgado de Matheus, governador encarregado para auxiliar na criação, a partir de São Paulo, de uma nova divisão do Brasil. 


JÁ PENSOU, PAGAR PARA RESPIRAR?

10/07/2011 - 03h50

Austrália fixa imposto de US$ 23 por tonelada de emissão de CO2


A primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard, anunciou neste domingo um imposto de US$ 23 dólares por emissão de uma tonelada de dióxido de carbono a partir do dia 1º de julho de 
2012.


DA EFE

Cerca de 500 empresas, consideradas as maiores poluentes da Austrália, terão que enfrentar este imposto proposto pelo Executivo, que já conseguiu os votos necessários para que seja aprovado pelo Parlamento australiano.

"Como nação precisamos pôr um preço ao carbono e criar um futuro com energias limpas", disse Julia em entrevista coletiva em Canberra.
Com esta medida se pretende "reduzir em 160 milhões de toneladas a emissão de gases poluentes até o ano de 2020.
"Isto equivale a tirar cerca de 45 milhões de carros das estradas", explicou Julia.
O imposto aumentará em 2,5% em termos reais até julho de 2015, quando entrar em vigor na Austrália um esquema de troca de emissões no qual o mercado regulará os preços.
O imposto não afetará ao combustível destinado para o consumo pessoal ou as pequenas empresas, mas o transporte pesado que usa diesel pagará o preço das emissões de dióxido de carbono a partir de 2014, transcorrida uma moratória de dois anos.
"O governo gastará cerca de US$ 9,884 bilhões nos próximos três anos provenientes dos fundos deste imposto para gerar "incentivos econômicos para os maiores poluentes para reduzir as emissões dos gases de efeitos estufa", disse Julia.
A primeira-ministra explicou que parte do dinheiro proveniente do imposto às emissões de dióxido de carbono será destinada à criação de emprego e a promover os investimentos em energias limpas, assim como em programas que contribuirão para diminuir a mudança climática
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