quarta-feira, 25 de maio de 2011

Deu zebra: Base contraria governo e aprova emenda polêmica do Código Florestal


25/05/2011 00h04 - Atualizado em 25/05/2011 00h30


Base contraria governo e aprova 

emenda polêmica do Código Florestal


Item estende aos estados decisão sobre áreas de preservação.
Líder do governo adiantou que Dilma Rousseff deve vetar emenda 164. 

A Câmara dos Deputados aprovou no início da madrugada desta quarta (26), por 273 votos a favor, 182 contra e duas abstenções, a emenda 164 do novo Código Florestal, principal ponto de divergência entre o governo federal e os parlamentares.
Os deputados aprovaram a emenda horas depois de votar o texto-base do projeto do novo Código Florestal, legislação que estipula regras para a preservação ambiental em propriedades rurais. Tudo o que a Câmara decidiu segue agora para deliberação do Senado.
A emenda 164, de autoria do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), estende aos estados a decisão sobre a consolidação das Áreas de Preservação Permanente (APPs).
O governo é contra a proposta porque quer exclusividade para definir as atividades permitidas em APPs. Na visão dos governistas, a medida pode abrir uma brecha para que os estados anistiem agricultores que já ocupam áreas de preservação.
Durante toda a discussão da proposta, ministros e o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmaram que a presidente Dilma Rousseff não vai admitir a anistia de desmatadores.
Os defensores da emenda argumentam que, se o governo federal tiver a prerrogativa de definir sobre as áreas de preservação ambiental, pequenos agricultores que já desenvolvem suas atividades em áreas de preservação poderão ser prejudicados.
Como a presidente Dilma Rousseff já antecipou que não vai aceitar a anistia de desmatadores, os agricultores que desenvolvem culturas nessas regiões poderiam ser punidos pelo governo federal. A bancada do estado de Santa Catarina, por exemplo, estima que cerca de 80% das propriedades cultivadas no estado estejam dentro de áreas de preservação ambiental.
“Não vamos admitir qualquer agressão ao meio ambiente. Se precisar ficar sozinha nesta questão [a presidente Dilma] ficará e vetará o ponto. Esta emenda é uma vergonha”, disse o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), referindo-se à posição que a presidente Dilma Rousseff deve tomar, de vetar a emenda.
Vaccarezza passou o dia em negociações para tentar derrubar a emenda 164, como queria o governo, mas acabou sendo derrotado em plenário com apoio do principal aliado, o PMDB.
À tarde, o líder do governo esteve na Casa Civil para discutir a questão com o PMDB, representado na reunião pelo vice-presidente, Michel Temer e pelo líder do partido na Casa, Henrique Eduardo Alves (RN). Do lado do governo, estiveram presentes o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci e o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio.
Após o encontro, Alves disse que o partido havia fechado posição a favor da emenda 164. Vaccarezza disse que, se o governo perdesse a questão, a presidente Dilma não hesitaria em usar seu direito constitucional de veto para impedir qualquer proposta que anistiasse desmatadores.
Votação


Durante a votação da emenda, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, disse não ter conversado com a presidente Dilma Roussef, sobre as negociações em torno do Código Florestal e agradeceu o respeito dos ministros da presidente com os quais manteve contato durante as articulações.

“Aprendi a enfrentar questionamentos, a encarar com força desafios e a respeitar posições e oposição dos contrários”, disse o líder do PMDB.
Alves rebateu as críticas de que o governo foi derrotado por conta da emenda proposta pelo PMDB. “Eu não sou aliado do governo Dilma. Sou o governo Dilma[...] Não aceito aqui que está se derrotando o governo. Como, se a proposta é nossa? “, afirmou. “Esta matéria não é nem a favor nem contra. É do Brasil real”, completou o líder da bancada de 80 deputados.
Aldo Rebelo, relator do projeto, disse que a emenda dá segurança e proteção a agricultores que no Brasil ocupam “secularmente” as margens do rio. O relator afirmou ainda que a emenda é fruto de um acordo entre oposição e PMDB.
Novo Código Florestal
O projeto do Código Florestal, entre outras regras, prevê dois mecanismos de proteção ao meio ambiente.

O primeiro são as chamadas Áreas de Preservação Permanentes (APPs), locais como margens de rios, topos de morros e encostas, que são considerados frágeis e devem ter a vegetação original protegida. Há ainda a reserva legal, área de mata nativa que não pode ser desmatada dentro das propriedades rurais.
Texto do relator

Depois de um longo período de negociações, o relator do projeto, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) conseguiu garantir no texto o dispositivo que isenta pequenos produtores da obrigatoriedade de recompor reserva legal em propriedades de até quatro módulos fiscais – um módulo pode variar de 40 hectares a 100 hectares.

Rebelo e os líderes partidários também conseguiram amarrar no texto a garantia de que atividades consolidadas em APPs, como o cultivo de maçã ou plantio de café, por exemplo, serão mantidas pelo governo. O impasse sobre a especificação de quais culturas poderão ser permitidas, no entanto, ainda deve ser resolvido no Senado.
O artigo que trata da anistia para quem desmatou até julho de 2008, previsto no texto de Rebelo, também será discutido com os senadores. Da mesma forma, o governo também vai trabalhar no Senado para incluir no texto do Código Florestal punições mais rigorosas para quem reincidir em crimes ambientais.

Casa construída com contêineres

24/Maio/2011

Casa construída com contêineres fica aberta para visitação até 19 de junho

Fonte: http://www.piniweb.com.br/construcao/sustentabilidade/casa-construida-com-conteineres-fica-aberta-para-visitacao-ate-19-218816-1.asp


Arquiteto Danilo Corbas tinha como foco para o projeto de sua própria residência o uso de materiais reciclados, construção limpa e conforto termoacústico


Autoria: Mauricio Lima




Até o dia 19 de junho, o arquiteto Danilo Corbas deixa abertas as portas de sua nova residência para visitação: a Casa Container. Inaugurada no início de maio, após sete meses de construção, a casa com 196 m² de área útil foi construída com quatro contêineres marítimos inutilizados, adaptados para abrigar três quartos, sala de estar, sala de jantar e cozinha gourmet integradas, escritório, três banheiros, área de serviço, garagem e varandas.


Divulgação: Casa Container
Para a área da escada foi utilizado steel-frame




Os quatro contêineres formam a estrutura da casa, sendo dois dispostos no pavimento inferior e outros dois dispostos perpendicularmente sobre os primeiros, formando o pavimento superior. Segundo o arquiteto, seu objetivo era reciclar materiais e evitar a utilização de areia, tijolo, cimento, água e ferro para a estrutura, tornando o canteiro de obras mais limpo.
O projeto previa uma terraplanagem suave do terreno, utilizando sistema de compensação entre corte (50 cm) e aterro (até 80 cm), para deixar um único platô quase em sua cota original. Os serviços de terraplanagem e limpeza do terreno foram executados em um dia.
Para a fundação da casa, foram utilizadas sapatas isoladas nas extremidades dos contêineres e sob as colunas de reforço, colocadas para aguentar os contêineres superiores. De acordo com Corbas, pelo peso da construção, de 18 t (4,5 t por contêiner), não foi necessária a colocação de ferragens nas sapatas, trabalhando basicamente o esforço de compressão.
O isolamento termoacústico do contêiner formado por chapas de aço foi um dos quesitos que exigiu maior atenção do projetista. A lã PET e o drywall foram empregados para o isolamento das paredes, enquanto no teto foram utilizadas telhas térmicas com uma camada de poliuretano, juntamente com lã mineral basáltica.
O principal objetivo da casa era ser sustentável. Para isso, o arquiteto introduziu itens como sistema de reuso de água pluvial, ventilação cruzada nos ambientes, telhado verde, telhas brancas, iluminação em LED, sistema de aquecimento solar e uso de salamandra para aquecimento. A iluminação natural também faz parte do projeto: o vão formado entre os dois contêineres inferiores foi fechado com vidro, além de janelas basculantes, instaladas por toda a casa.
"Nós, arquitetos e engenheiros, temos a responsabilidade de transformar os atuais conceitos da construção civil, das técnicas construtivas e da arquitetura para que não estejamos tão a mercê dos interesses exclusivamente econômicos. Temos que priorizar a qualidade, transformar o mercado para que ofereça uma arquitetura perene, livre de modismos. Isso é sustentabilidade", disse Corbas.
A visita pode ser agendada gratuitamente pelo site do projeto.

http://projetocasacontainer.ad7comunicacao.com.br/visite-o-projeto/


 


Divulgação: Casa Container
Detalhes da casa durante a obra




Divulgação: Casa Container
Interior foi revestido com drywall e lã PET




Divulgação: Casa Container
Detalhe da casa antes da pintura




Divulgação: Casa Container
Fachada da casa

Reuso da água na agricultura será normatizado para garantir sustentabilidade

Reuso da água na agricultura será normatizado para garantir sustentabilidade 


Autoria e fonte: http://www.youtube.com/watch?v=0x4R_tVHGLs


NBR NOTÍCIAS - 23.05.11: É comum entre os produtores rurais reutilizar a água. Uma prática que, aqui no Brasil, nunca precisou seguir regra alguma. Agora vai ser diferente. Com a resolução do Conselho Nacional de Recursos Hídricos publicada no Diário Oficial, o país avança para normatizar o reuso da água agrícola e florestal. Os ambientalistas consideram a publicação uma vitória, já que há mais de oito anos eles discutem a situação de reuso da água na agricultura. Saem ganhando a saúde pública, o meio ambiente e os produtores.



terça-feira, 24 de maio de 2011

Cinzas de vulcão islandês provocam cancelamento de voos na Escócia e na Noruega

Cinzas de vulcão islandês provocam cancelamento de voos na Escócia e na Noruega

autoria e fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/05/110524_cinzas_voos_atualiza_rw.shtml

Avião de pequeno porte voa próximo a nuvem de cinzas do vulcão Grimsvotn
Vulcão Grimsvotn entrou em erupção no último sábado

Dezenas de voos foram cancelados nesta terça-feira em aeroportos da Escócia e da Noruega em consequência do alastramento das cinzas do vulcão islandês Grimsvotn, que entrou em erupção no último sábado.
Empresas como British Airways, Easyjet e KLM decidiram suspender suas atividades na Escócia, e alguns voos transatlânticos foram adiados.
A ameaça de mais interrupções aéreas fez com que o presidente dos EUA, Barack Obama, adiantasse em um dia sua ida de Dublin (Irlanda) a Londres, as duas primeiras paradas de seu giro pela Europa nesta semana.
Na Noruega, a operadora aeroportuária Avinor anunciou nesta terça-feira “algumas restrições” ao tráfego aéreo na costa oeste do país como precaução pela chegada das cinzas do Grimsvotn ao país.
A agência europeia de controle aéreo, Eurocontrol, montou um grupo de gerenciamento de crise em antecipação ao possível alastramento das cinzas.
No ano passado, as cinzas de outro vulcão islandês, o Eyjafjallajokull, provocaram o cancelamento de cerca de 100 mil voos na Europa ao longo de quase um mês, provocando um prejuízo estimado em US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 2,75 bilhões).
Especialistas dizem, porém, que o Grimsvotn não deve causar tantos problemas: além de a erupção atual ter menor escala, suas cinzas têm partículas maiores e, por isso, caem mais rapidamente no chão.
Além disso, os estudos e análises realizados durante a crise do ano passado levaram as autoridades europeias a elevarem a concentração limite das cinzas para a permissão de voo em 20 vezes, reduzindo a possibilidade de restrições.
Cinzas concentradas
Segundo a Eurocontrol, a previsão é de que a nuvem de cinzas se espalhe pelo norte da Escandinávia e da Rússia nos próximos dois dias.
A agência estima, porém, que as cinzas mais concentradas, que provocam problemas para o tráfego aéreo, devem ficar limitadas à costa oeste da Escócia.
O serviço meteorológico escocês previu que a nuvem de fumaça vulcânica chegaria na noite desta segunda-feira ao país e a partes da Irlanda do Norte na manhã desta terça-feira. Segundo essa previsão, a Inglaterra não será afetada pelas cinzas.
Ainda assim, os meteorologistas disseram que o clima instável no norte da Europa nos últimos dias torna difícil prever qual direção a nuvem de fumaça tomará nos próximos dias.
As decisões sobre o cancelamento de voos ou fechamento de espaço aéreo são normalmente tomadas com uma antecedência inferior a 24 horas.
Os temores sobre as consequências da nova erupção vulcânica na Islândia sobre o tráfego aéreo na Europa provocaram fortes baixas em várias ações ligadas ao setor na segunda-feira.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Seminário Internacional discute Projeto “NOVA LUZ”, no CCBB-SP – 24 a 26/05

Seminário Internacional discute Projeto “NOVA LUZ”, no CCBB-SP – 24 a 26/05


Veja mais no Agito SP, acesse www.agitosp.com.br

Seminário internacional “Políticas culturais, intervenção urbana e patrimônio edificado: perspectivas para as metrópoles contemporâneas: O Projeto “Nova Luz”
Seminário Internacional acontece entre os dias 24 e 26 de Maio no CCBB em São Paulo
Com participação de agentes públicos e privados, nacionais e internacionais, programação joga luz e amplia o debate sobre a importância das políticas culturais no processo de re-qualificação do espaço público, nas metrópoles contemporâneas
Região da Nova Luz – Centro – São Paulo
Realizado pelo Centro Cultural Banco do Brasil, com coordenação geral da Agenda Projetos Culturais e curadoria da Profa. Dr. Herta Franco, o Seminário Internacional: Políticas Culturais e Intervenção Urbana traz para São Paulo, pela primeira vez e a nível internacional o debate sobre o papel das políticas culturais no processo de recuperação de áreas urbanas antigas, bem como as relações entre cultura, espaço e cidadania na definição de dinâmicas nas metrópoles contemporâneas.
Partindo da atualidade da discussão do Projeto “Nova Luz”, conduzido pela Prefeitura Municipal de São Paulo, o Seminário tem como objetivo trazer uma abordagem interdisciplinar da questão. “Pensar nas dimensões – social, cultural, econômica – que envolvem o processo de intervenção urbana, a partir dos pontos de convergência e conflito. O objetivo não é pensá-las separadamente, mas em perspectiva.”, reflete Marcelo Mendonça, gestor do CCBB São Paulo.
Em três dias de evento, seis palestras, oito debates e exibição de quatro filmes, os temas abordados vão de balanços a perspectivas.
No primeiro dia, a discussão se dará em torno do Projeto “Nova Luz”. Serão duas mesas e duas palestras que irão analisar as ações que vem sendo implementadas no centro da cidade de trinta anos pra cá – sobretudo na região da Nova Luz – e de que forma os incentivos às manifestações culturais contribuíram ou não para a revitalização do espaço.
Serão também discutidas aqui as propostas específicas de intervenção urbana que fundamentam o Projeto “Nova Luz”, a fim de prever os desdobramentos possíveis do projeto uma vez aplicado. Lourenço Gimenes, escritório de arquitetura FGMF e José Bicudo, da Cia City – ambas participantes do consórcio que desenvolveu e implementará o projeto – ministrarão palestra, seguida de debate com o Prof. dr. Fernando de Mello Franco (Universidade Mackenzie e MMBB), Dra. Rovena Negreiros (Emplasa) e Dr. Jorge Wilheim (Jorge Wilheim Consultores Associados).
O segundo dia de seminário terá seu norte na avaliação de modelos alternativos nacionais e internacionais, bem como na atuação de orgãos preservacionistas. A intenção é colocar a experiência da metrópole paulistana em relação à experiência de outras cidades do Brasil e do mundo e ampliar, dessa forma, as referências locais que ditam caminhos e escolhas para São Paulo.
Na sexta-feira, acadêmicos, membros da sociedade civil e representantes de órgãos culturais e de movimentos sociais irão discutir os horizontes possíveis, a partir do questionamento dos impactos reais de políticas de intervenções urbanas na vida dos diversos segmentos sociais presentes no espaço.
Quais são os limites e quais devem ser as bases de uma intervenção urbana que pretende não a reprodução de um modo de vida excludente, mas a construção de cidades mais humanas que tornem o espaço lugar de pleno exercício da diversidade cultural e social?
São a essas perguntas para as quais o Seminário busca respostas.
“Discutir as cidades e o modo como são feitas as intervenções em seus espaços hoje é refletir sobre a cidade que queremos construir para o século XXI. E isso é muito mais que um exercício profissional. É o exercício da cidadania”, completa a Profa. Dr Herta Franco, curadora do Seminário.
Já estão confirmados para o Seminário Carlos Augusto Calil (Secretário Municipal de Cultura), o Prof. Dr. José Tavares de Lira (Centro de Preservação Cultural da Universidade de São Paulo / CPC – USP), Kazuo Nakano (Arquiteto do Instituto Polis), Paula Ribas (Presidente da Associação de Moradores dos bairros da Luz e Santa Ifigênia ) e ainda, Antônio Carlos de Moraes Sartini (Museu da Língua Portuguesa), Sergio Machado (Cineasta, diretor do longa Cidade Baixa), a Profa. Dr. Regina Meyer (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP / FAU-USP)e o Prof. Dr. José Teixeira Coelho Neto (Diretor do Museu de Arte Moderna de São Paulo / MASP e da Escola de Comunicação e Arte da USP), entre outros.
Olivier Mongin (Revue Esprit – França) e o Prof. Dr. Josep Maria Montaner (Universitat Politécnica da Catalunya – Espanha) são os convidados internacionais.
Espaço Urbano, Cultura e Cinema
Como parte da programação do Seminário, serão exibidos quatro filmes nacionais que de tem a cidade como ponto de convergência da narrativa. São eles: Soberano (Kiko Mollica e Ana Paula Orlandi), O Bandido da Luz Vermelha (Rogério Sganzerla), Madame Satã (Karim Ainouz) e Cidade Baixa, seguido de debate com o diretor do filme Sérgio Machado.
SERVIÇO:

O Seminário é totalmente gratuito.
As atividades acontecem entre os dias 24 e 26 de Maio, das 10h30 às 20h30
Local: Auditório da AASP – Rua Álvares Penteado, 151
(346 Lugares).

Haverá inscrições prévias pelo telefone 11 3113-3600 / 3113-3712ou retirada de senha n a bilheteria do CCBB , a partir de uma antes de cada atividade.
Todos que comparecerem a 70% da grade do Seminário, receberão, ao final, Certificado de Participação.

É GUERRA: Exército brasileiro atuará nas ações de combate ao desmatamento

Exército brasileiro atuará nas ações de combate ao desmatamento

AUTORIA E FONTE: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/2587

Postado em 23/05/2011 às 15h15

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou a entrada do Exército, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal nas ações de contenção do desmatamento na região amazônica.(imagem: pbrasil.wordpress.com)
Após o anúncio do aumento de 80% do desmatamento em Mato Grosso, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou a entrada do Exército, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal nas ações de contenção do desmatamento na região amazônica.
A decisão ocorreu após o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) anunciar o grande aumento nas áreas devastadas na Amazônia Legal, em relação ao mesmo período, março e abril, de 2010. Para tratar esse problema a ministra anunciou a criação do “gabinete de crise”, que em sua primeira reunião contou com a participação dos ministros Fernando Bezerra, Nelson Jobim e José Eduardo Cardoso, responsáveis pela Integração Nacional, Defesa e Justiça, respectivamente.
Segundo a ministra, as ações de contenção do desmate serão pautadas pela inteligência, portanto não é possível divulgar detalhes. Mesmo assim, ela explica que a decisão partiu da própria presidente Dilma Rousseff e garante que os resultados deverão aparecer em breve.
Como parte da estratégia, outros municípios que obtiveram altos índices de destruição das florestas serão incluídos nas listas dos maiores desmatadores, já que para Izabella, essa situação é “inadmissível”, tendo em vista o desenvolvimento tecnológico e os incentivos oferecidos para limitar essa prática.
Além dos agentes policiais federais, a proposta conta com o apoio da Força Nacional e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) dos seguintes estados: Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro, que farão parte da análise cujo objetivo é identificar o foco e a causa deste problema. Com informações do G1.
Redação CicloVivo

Luminária em formato de frasco captura, armazena e utiliza a energia do sol

Luminária em formato de frasco captura, armazena e utiliza a energia do sol  

AUTORIA E FONTE: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/2562/luminaria_em_formato_de_frasco_captura_armazena_e_utiliza_a_energia_do_sol/

A luminária Solar Sun Jar é uma alternativa eficiente, ecologicamente correta e barata para a iluminação convencional. O produto é considerado um sistema renovável de energia, por não depender de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão,  e usar somente a energia do sol, uma fonte inesgotável de energia e que não polui. 
O conceito é simples: basta colocá-la sob o sol durante o dia e aproveitar a energia estocada, durante a noite. 
A jarra, totalmente portátil, é de fácil manuseio. Para que funcione corretamente, ela deve ser deixada exposta ao sol com a tampa aberta para que o painel solar, localizado na parte interna da tampa, capture esta energia e a armazene em uma bateria. 
Dentro do frasco há uma lâmpada de LED, azul ou amarela, que acende automaticamente quando o ambiente está escuro ou quando o painel solar localizado na tampa é coberto. Assim, a tecnologia da jarra aproveita ao máximo a capacidade da natureza em fornecer energia limpa. 
A luz que brilha através do frasco é ideal para acampamentos ou para decorar jardins e vias, pois o equipamento é a prova d’água e fácil de limpar. Ele pode ser usado também para iluminar o interior de um cômodo ou varanda.  De acordo com o fabricante, três horas de carga equivalem a cinco horas de uso. 
A jarra é certificada por não conter substâncias tóxicas em sua composição e possui o selo de garantia ROHS - Restriction of the Use of Certain Hazardous Substances (Restrição de Certas Substâncias Perigosas). O produto custa cerca de 80 reais e está à venda na internet



DIGNIDADE PARA A POPULAÇÃO DE RUA

C40: São Paulo será a sede de evento mundial que debaterá as mudanças climáticas

São Paulo será a sede de evento mundial que debaterá as mudanças climáticas



20 de Maio de 2011 - 19:45


A partir do próximo dia 31, o Município receberá a abertura da C40 São Paulo Summit, uma reunião de prefeituras de grandes cidades que apresenta projetos de combate à mudança climática e promove o desenvolvimento sustentável.


A cidade de São Paulo está em contagem regressiva para se tornar o centro mundial das discussões ambientais. A partir do próximo dia 31, o Município receberá a abertura da C40 São Paulo Summit, idealizada pela Rede C40 de Grandes Cidades (C40 Large Cities Climate Leadership Group), reunião de prefeituras de grandes cidades que apresenta projetos de combate à mudança climática e promove o desenvolvimento sustentável. A quarta edição do evento internacional reunirá prefeitos e representantes de prefeituras de cinco continentes no Sheraton São Paulo WTC Hotel, no Itaim Bibi, Zona Sul da Capital.


O Comitê Organizador da C40 São Paulo Summit vem definindo os últimos detalhes antes da abertura da conferência. A realização da conferência da Rede C40 em São Paulo é parte da meta 173 da Agenda 2012 - o caderno de metas e compromissos firmados pela administração municipal - e prevê a exposição de três plenárias e 20 sessões. Coube à Prefeitura sugerir os temas a ser debatidos. Segundo o coordenadorexecutivo do Comitê Organizador da C40 São Paulo Summit, a convenção internacional será um marco histórico para a Cidade. “Esse é o maior evento organizado com ações da Prefeitura. Nunca o Município reuniu num só momento tantas autoridades trocando informações a respeito de suas experiências ao lidar com as mudanças climáticas. Por tudo isso, o mundo estará voltado para a cidade de São Paulo”.



A capital paulista ganhou essa oportunidade por causa de uma série de medidas voltadas à sustentabilidade, como a lei da Política Municipal para Mudanças Climáticas, aprovada em 2009, pioneira entre as cidades da América Latina, além de projetos importantes como captura de gás nos aterros São João e Bandeirantes; expansão de áreas verdes; construção de ciclovias; adoção da inspeção veicular; e criação de programa de substituição de combustíveis fósseis por renováveis na frota de ônibus.



O diretor-executivo da C40, Simon Reddy, se diz satisfeito com a organização da Cidade para a edição de 2011 da conferência. “São Paulo possui uma representação ativa dentro da Rede C40 e diversas ações voltadas à coleta de lixo e ao combate à poluição dos veículos. Também tem investido na criação de áreas verdes. Logo, São Paulo tem informações e experiências a compartilhar com outras cidades do mundo”, afirma Reddy.



Conscientização



Paralelamente à C40, ocorrerão vários eventos. “Discutiremos congestionamentos de trânsito, meios de transporte, poluição, lixo, entre outros assuntos. É o primeiro congresso da C40 no Hemisfério Sul e o primeiro em que o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, dirigirá os trabalhos. Por isso, é um evento importante para a rede C40 e espero que seja importante também para a cidade de São Paulo e para o Brasil”, observou o diretor-executivo da C40.



Nas 20 sessões previstas, os palestrantes abordarão temas como Eficiência Energética em Construções Existentes, Arborização e Florestas Urbanas, Gestão Integrada de Resíduos e Cidades Compactas, entre outros. Farão parte das pautas Táxis Inteligentes, Pedágios Urbanos, Drenagem Urbana e Adaptação, Captura de Gás em Aterro Sanitário e Geração de Energia. De acordo com o coordenador-executivo da C40 São Paulo Summit, durante os dias do evento o Município estará voltado para a questão de sustentabilidade. “Além do plantio de árvores como forma de compensação ambiental, temos o compromisso de não gerar o desperdício de papéis durante o período do evento. Isso servirá como modelo e exemplo para as cidades, pois, além de abordar ações sustentáveis, gera economia”.



Pela primeira vez, o Hemisfério Sul receberá o congresso das grandes cidades



Depois de ser realizada em Londres (2005), Nova York (2007) e Seul (2009), a reunião da Rede C40 de Grandes Cidades ocorre pela primeira vez no Hemisfério Sul. Criada em 2005 em uma iniciativa do então prefeito de Londres, Ken Livingstone, a Rede C40 tem como objetivo incentivar a cooperação internacional entre as grandes cidades, para reduzir as emissões de carbono, e promover ações entre as instituições privadas e governos nacionais para suavizar os efeitos do aquecimento global.



Participam da Rede C40 atualmente 40 cidades e 19 afiliadas, distribuídas nos seis continentes. O Comitê Diretor da C40 é formado pelas cidades de São Paulo, Delhi, Berlim, Johanesburgo, Londres, Los Angeles, Nova York, Toronto e Tóquio. Esse grupo lidera as atividades da Rede e desenha a estratégia internacional da C40.


domingo, 22 de maio de 2011

Proibição da distribuição gratuita ou venda de sacolas plásticas a consumidores em todos os estabelecimentos comerciais do Município de São Paulo

LEI Nº 15.374, DE 18 DE MAIO DE 2011




fonte: http://www3.prefeitura.sp.gov.br/cadlem/secretarias/negocios_juridicos/cadlem/integra.asp?alt=19052011L 153740000            &secr=5&depto=0&descr_tipo=LEI


Dispõe sobre a proibição da distribuição gratuita ou venda de sacolas plásticas a consumidores em todos os estabelecimentos comerciais do Município de São Paulo, e dá outras providências.

GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 17 de maio de 2011, decretou e eu promulgo a seguinte lei:

Art. 1º Fica proibida a distribuição gratuita ou a venda de sacolas plásticas para os consumidores para o acondicionamento e transporte de mercadorias adquiridas em estabelecimentos comerciais no Município de São Paulo.

Parágrafo único. Os estabelecimentos comerciais devem estimular o uso de sacolas reutilizáveis, assim consideradas aquelas que sejam confeccionadas com material resistente e que suportem o acondicionamento e transporte de produtos e mercadorias em geral.

Art. 2º Os estabelecimentos comerciais de que trata o art. 1º ficam obrigados a afixar placas informativas, com as dimensões de 40 cm x 40 cm, junto aos locais de embalagem de produtos e caixas registradoras, com o seguinte teor:

"POUPE RECURSOS NATURAIS! USE SACOLAS REUTILIZÁVEIS".

Art. 3º O disposto nos arts. 1º e 2º desta lei deverá ser implementado até 31 de dezembro de 2011.

Art. 4º O disposto nesta lei não se aplica:

I - às embalagens originais das mercadorias;
II - às embalagens de produtos alimentícios vendidos a granel; e
III - às embalagens de produtos alimentícios que vertam água.

Art. 5º Os fabricantes, distribuidores e estabelecimentos comerciais ficam proibidos de inserir em sacolas plásticas para o acondicionamento e transporte de mercadorias a rotulagem degradáveis, assim como as terminologias oxidegradáveis, oxibiodegradáveis, fotodegradáveis e biodegradáveis, e mensagens que indiquem suposta vantagem ecológica de tais produtos.

Art. 6º O descumprimento das disposições contidas nesta lei sujeitará o infrator às penalidades previstas na Lei Federal nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998.

Art. 7º A fiscalização da aplicação desta lei será realizada pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. 

Para reflexão: Quatro mentiras sobre o ambiente

Eduardo Galeano aponta quatro mentiras sobre o ambiente


 


 A civilização que confunde os relógios com o tempo, o crescimento com o desenvolvimento, e o grandalhão com a grandeza, também confunde a natureza com a paisagem


Quatro frases que aumentam o nariz do Pinóquio:

1- Somos todos culpados pela ruína do planeta.
A saúde do mundo está feito um caco. “Somos todos responsáveis”, clamam as vozes do alarme universal, e a generalização absolve: se somos todos responsáveis, ninguém é. Como coelhos, reproduzem-se os novos tecnocratas do meio ambiente. É a maior taxa de natalidade do mundo: os experts geram experts e mais experts que se ocupam de envolver o tema com o papel celofane da ambiguidade.

Eles fabricam a brumosa linguagem das exortações ao “sacrifício de todos” nas declarações dos governos e nos solenes acordos internacionais que ninguém cumpre. Estas cataratas de palavras – inundação que ameaça se converter em uma catástrofe ecológica comparável ao buraco na camada de ozônio – não se desencadeiam gratuitamente. A linguagem oficial asfixia a realidade para outorgar impunidade à sociedade de consumo, que é imposta como modelo em nome do desenvolvimento, e às grandes empresas que tiram proveito dele. Mas, as estatísticas confessam. 
Os dados ocultos sob o palavreado revelam que 20% da humanidade comete 80% das agressões contra a natureza, crime que os assassinos chamam de suicídio, e é a humanidade inteira que paga as consequências da degradação da terra, da intoxicação do ar, do envenenamento da água, do enlouquecimento do clima e da dilapidação dos recursos naturais não-renováveis. A senhora Harlem Bruntland, que encabeça o governo da Noruega, comprovou recentemente que, se os 7 bilhões de habitantes do planeta consumissem o mesmo que os países desenvolvidos do Ocidente, “faltariam 10 planetas como o nosso para satisfazerem todas as suas necessidades”. Uma experiência impossível.

Mas, os governantes dos países do Sul que prometem o ingresso no Primeiro Mundo, mágico passaporte que nos fará, a todos, ricos e felizes, não deveriam ser só processados por calote. Não estão só pegando em nosso pé, não: esses governantes estão, além disso, cometendo o delito de apologia do crime. Porque este sistema de vida que se oferece como paraíso, fundado na exploração do próximo e na aniquilação da natureza, é o que está fazendo adoecer nosso corpo, está envenenando nossa alma e está deixando-nos sem mundo.

2- É verde aquilo que se pinta de verde.
Agora, os gigantes da indústria química fazem sua publicidade na cor verde, e o Banco Mundial lava sua imagem, repetindo a palavra ecologia em cada página de seus informes e tingindo de verde seus empréstimos. “Nas condições de nossos empréstimos há normas ambientais estritas”, esclarece o presidente da suprema instituição bancária do mundo. Somos todos ecologistas, até que alguma medida concreta limite a liberdade de contaminação.
Quando se aprovou, no Parlamento do Uruguai, uma tímida lei de defesa do meio-ambiente, as empresas que lançam veneno no ar e poluem as águas sacaram, subitamente, da recém-comprada máscara verde e gritaram sua verdade em termos que poderiam ser resumidos assim: “os defensores da natureza são advogados da pobreza, dedicados a sabotarem o desenvolvimento econômico e a espantarem o investimento estrangeiro.”
O Banco Mundial, ao contrário, é o principal promotor da riqueza, do desenvolvimento e do investimento estrangeiro. Talvez, por reunir tantas virtudes, o Banco manipulará, junto à ONU, o recém-criado Fundo para o Meio-Ambiente Mundial. Este imposto à má consciência vai dispor de pouco dinheiro, 100 vezes menos do que haviam pedido os ecologistas, para financiar projetos que não destruam a natureza. Intenção inatacável, conclusão inevitável: se esses projetos requerem um fundo especial, o Banco Mundial está admitindo, de fato, que todos os seus demais projetos fazem um fraco favor ao meio-ambiente.
O Banco se chama Mundial, da mesma forma que o Fundo Monetário se chama Internacional, mas estes irmãos gêmeos vivem, cobram e decidem em Washington. Quem paga, manda, e a numerosa tecnocracia jamais cospe no prato em que come. Sendo, como é, o principal credor do chamado Terceiro Mundo, o Banco Mundial governa nossos escravizados países que, a título de serviço da dívida, pagam a seus credores externos 250 mil dólares por minuto, e lhes impõe sua política econômica, em função do dinheiro que concede ou promete.
A divinização do mercado, que compra cada vez menos e paga cada vez pior, permite abarrotar de mágicas bugigangas as grandes cidades do sul do mundo, drogadas pela religião do consumo, enquanto os campos se esgotam, poluem-se as águas que os alimentam, e uma crosta seca cobre os desertos que antes foram bosques.

3- Entre o capital e o trabalho, a ecologia é neutra.
Poder-se-á dizer qualquer coisa de Al Capone, mas ele era um cavalheiro: o bondoso Al sempre enviava flores aos velórios de suas vítimas… As empresas gigantes da indústria química, petroleira e automobilística pagaram boa parte dos gastos da Eco-92: a conferência internacional que se ocupou, no Rio de Janeiro, da agonia do planeta. E essa conferência, chamada de Reunião de Cúpula da Terra, não condenou as transnacionais que produzem contaminação e vivem dela, e nem sequer pronunciou uma palavra contra a ilimitada liberdade de comércio que torna possível a venda de veneno.
No grande baile de máscaras do fim do milênio, até a indústria química se veste de verde. A angústia ecológica perturba o sono dos maiores laboratórios do mundo que, para ajudarem a natureza, estão inventando novos cultivos biotecnológicos. Mas, esses desvelos científicos não se propõem encontrar plantas mais resistentes às pragas sem ajuda química, mas sim buscam novas plantas capazes de resistir aos praguicidas e herbicidas que esses mesmos laboratórios produzem. Das 10 maiores empresas do mundo produtoras de sementes, seis fabricam pesticidas (Sandoz-Ciba-Geigy, Dekalb, Pfizer, Upjohn, Shell, ICI). A indústria química não tem tendências masoquistas.
A recuperação do planeta ou daquilo que nos sobre dele implica na denúncia da impunidade do dinheiro e da liberdade humana. A ecologia neutra, que mais se parece com a jardinagem, torna-se cúmplice da injustiça de um mundo, onde a comida sadia, a água limpa, o ar puro e o silêncio não são direitos de todos, mas sim privilégios dos poucos que podem pagar por eles. Chico Mendes, trabalhador da borracha, tombou assassinado em fins de 1988, na Amazônia brasileira, por acreditar no que acreditava: que a militância ecológica não pode divorciar-se da luta social. Chico acreditava que a floresta amazônica não será salva enquanto não se fizer uma reforma agrária no Brasil.
Cinco anos depois do crime, os bispos brasileiros denunciaram que mais de 100 trabalhadores rurais morrem assassinados, a cada ano, na luta pela terra, e calcularam que quatro milhões de camponeses sem trabalho vão às cidades deixando as plantações do interior. Adaptando as cifras de cada país, a declaração dos bispos retrata toda a América Latina. As grandes cidades latino-americanas, inchadas até arrebentarem pela incessante invasão de exilados do campo, são uma catástrofe ecológica: uma catástrofe que não se pode entender nem alterar dentro dos limites da ecologia, surda ante o clamor social e cega ante o compromisso político.

4- A natureza está fora de nós.
Em seus 10 mandamentos, Deus esqueceu-se de mencionar a natureza. Entre as ordens que nos enviou do Monte Sinai, o Senhor poderia ter acrescentado, por exemplo: “Honrarás a natureza, da qual tu és parte.” Mas, isso não lhe ocorreu. Há cinco séculos, quando a América foi aprisionada pelo mercado mundial, a civilização invasora confundiu ecologia com idolatria. A comunhão com a natureza era pecado. E merecia castigo.
Segundo as crônicas da Conquista, os índios nômades que usavam cascas para se vestirem jamais esfolavam o tronco inteiro, para não aniquilarem a árvore, e os índios sedentários plantavam cultivos diversos e com períodos de descanso, para não cansarem a terra. A civilização, que vinha impor os devastadores monocultivos de exportação, não podia entender as culturas integradas à natureza, e as confundiu com a vocação demoníaca ou com a ignorância. Para a civilização que diz ser ocidental e cristã, a natureza era uma besta feroz que tinha que ser domada e castigada para que funcionasse como uma máquina, posta a nosso serviço desde sempre e para sempre. A natureza, que era eterna, nos devia escravidão.
Muito recentemente, inteiramo-nos de que a natureza se cansa, como nós, seus filhos, e sabemos que, tal como nós, pode morrer.

Eduardo Hughes Galeano, jornalista e escritor uruguaio. É autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História. Sua obra mais famosa é o livro “Veias Abertas da América Latina”.

Que cachorrada: Interior vive onda de matança de animais

22/05/2011 - 08h21

Interior vive onda de matança de animais



Autoria: ANA SOUSA
DE RIBEIRÃO PRETO


A vira-lata Cindy foi encontrada morta após ser espancada em Sales Oliveira (363 km de São Paulo) há menos de um mês. O caso faz parte de uma série de mortes criminosas de animais registradas no interior paulista.
Segundo representantes de ONGs de proteção animal e delegados ouvidos pela Folha, ao menos outros 80 animais foram encontrados mortos em Sertãozinho, Ribeirão Preto, Sales Oliveira e Campinas em dois meses.
Na maioria dos casos, há sinais de envenenamento.
Em Sales, além de Cindy, outros 15 animais morreram desde abril. Eles eram de um grupo de 20 abrigados de maneira improvisada num recinto de exposições.
O delegado Clodoaldo Vieira diz que ainda não há suspeitos, mas admite a possibilidade de as mortes deste ano estarem relacionadas com as 50 mortes por envenenamento do ano passado.
Em Ribeirão, 46 animais (gatos, gambás e uma cadela) foram envenenados na segunda "chacina" do ano -na primeira, em março, foram dez os mortos.
Em Campinas, pelo menos um animal é morto em média por mês, segundo a delegada Rosana Mortari, além de casos em rituais de magia negra. Em Sertãozinho, voluntários dizem ter encontrado 15 gatos mortos.
Para o presidente da ONG Arca Brasil, Marco Ciampi, a superpopulação de animais de rua cresce proporcionalmente ao desenvolvimento do segmento pet.
Para ele, é preciso difundir o conceito de posse responsável e investir em políticas públicas -como a castração- para reduzir a população animal e evitar crimes.
ABRIGOS LOTADOS
Os abrigos para animais de rua estão no limite ou além da capacidade em várias cidades. A lotação está relacionada, em parte, à lei estadual de 2008, que proibiu o sacrifício de animais capturados.
O "inchaço" também pode ser explicado pelas baixas taxas de castração e adoção e altos índices de abandono.
Em Ribeirão Preto, cerca de 50 animais chegam ao canil do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) por semana contra 40 doados por mês.
Sem canis próprios, alguns municípios fazem parcerias com a iniciativa privada ou improvisam abrigos.
Esse é o caso de Serrana (313 km de SP). Um canil provisório foi montado em um antigo drive-in. De acordo com a prefeitura, o projeto de um novo abrigo está sendo desenvolvido.
Edson Silva - 21.mai.11/Folhapress
Cães em canil provisório que foi montado no município de Serrana. Quatro cidades do interior de São Paulo tiveram ao menos 80 casos de mortes de animais.
Cães em canil provisório no município de Serrana. Quatro cidades do interior de SP tiveram 80 casos de mortes.




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Anda e para do trânsito aumenta consumo de combustível em 39%

22/05/2011 - 07h26

Anda e para do trânsito aumenta consumo de combustível em 39%



Autoria: FELIPE NÓBREGA

Se não bastasse uma frota de 7 milhões de veículos, a capital paulista ainda emplaca mil novos carros por dia. O resultado? Ruas entupidas e trânsito cada vez mais lento.
O pior cenário ocorre no pico da tarde, quando o anda e para dos carros faz a velocidade média cair pela metade: 15 km/h, calcula a CET.
Além do cansaço físico causado pelas manobras, o motorista "engarrafado" ainda arca com um aumento considerável no consumo de combustível do carro.
Marcelo Justo/Folhapress
Avenida 23 de Maio, no horário de pico
Av. 23 de Maio, Zona Sul de São Paulo, no horário de pico
À pedido da Folha, o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) mediu a variação do gasto de gasolina de um modelo "popular" em trajeto de trânsito normal e intenso.
Com pista livre, o Uno (1.0) cedido para o teste percorreu 14 km/l. No rush, o consumo cresceu 39%: 10,1 km/l. Pelos testes, nem transitar com o ar ligado ou com o carro carregado provoca tanta variação (veja índices ao lado).
O assistente técnico da Fiat, Ricardo Dilser, explica que o momento de por o carro em movimento é quando o motor realiza mais esforço. "Já automáticos, pela mecânica, gastam até 8% mais."
Uma teoria curiosa sobre a causa do anda e para nos engarrafamentos é a da onda invisível -quando não há motivo lógico para a inconstância. Ocorre quando o carro da frente diminui a velocidade, levando o de trás a reduzir ainda mais o ritmo. Nesse efeito cascata, chega o ponto em que alguém, lá no fundo, para por completo.
AUTOMÁTICO
Donos de carro automático certamente optam por esse sistema pois não gostam de ficar trocando as marchas. Mas, em caso de paradas mais longas, como as provocadas por engarrafamentos, o ideal é que a alavanca seja posicionada em "N" (neutro).
Assim, além de o condutor não ter de ficar segurando o carro com o freio, ele sentirá uma redução no nível de vibração e no gasto com combustível.
O consumo de gasolina de um Ford Focus 2.0 parado, por exemplo, é de aproximadamente dois litros por hora, isso com o câmbio em "D" (drive). Em "N", o gasto é 45% menor.
O motorista só deve tomar o cuidado de não acelerar enquanto faz essa troca de posição da alavanca, para não danificar a transmissão, afirma Klaus Mello, gerente de engenharia da Ford.


VILÕES DO CONSUMO:



Trânsito intenso: 39%
Ar-condicionado: 31%
Veículo carregado: 27%
Pneu murcho: 18%
Bagageiro no teto: 14%


Fontes: CET e IMT (Instituto Mauá de Tecnologia)

SBTUR inicia o projeto Lixo Zero

SBTUR inicia o projeto Lixo Zero


21/05/2011
Autoria e fonte: http://www.brasilturis.com.br/diretodaredacao_materia.neo?Materia=22991


O Sistema Brasileiro de Turismo (SBTUR) em parceria com a Novo Ciclo, inicia o projeto Lixo Zero, que prevê que materiais sejam encaminhados para usinas e fábricas que os utilizam como matéria-prima.

O Lixo Zero necessita de uma revisão de conceitos e condições para que cada pessoa possa agir e assim diminua seu impacto sobre o planeta.

“A sustentabilidade está no centro da nossa estratégia, por isso o SBTUR se empenha em estabelecer uma relação correta com a sociedade e o meio ambiente. O Lixo Zero é um grande passo que damos, assumindo assim nossa parcela de responsabilidade”, comenta o diretor de operações do SBTUR, Cristóvão Loureiro.

De acordo com o diretor, a empresa recebeu treinamento e instalação de novos equipamentos que auxiliarão na elaboração do trabalho. "O primeiro passo do SBTUR é eliminar o lixo. O próximo é implantar também o projeto Carbon Free. E esse tipo de projeto não é nada menos que uma obrigação nossa para com o mundo", diz o presidente do sistema, Milton Zuanazzi.

Somente no município de Florianópolis são gastos cerca de R$ 3,5 milhões para enviar lixo produzido na cidade ao aterro sanitário no município vizinho, Biguaçu. Por estes prejuízos financeiros, e além dos resíduos trazerem problemas ambientais, a implantação do Lixo Zero é uma vantagem para as empresas e cidades.

SIGA A CAÇAMBA: Usina fará reciclagem de entulho

21.mai.2011     Redação

Usina fará reciclagem de entulho




Fonte: http://odiariodemogi.inf.br/cidades/noticia_view.asp?mat=29655&edit=6


Autoria: JÚLIA GUIMARÃES
Especial para O Diário

A urgente necessidade de implantação de novas tecnologias de reciclagem no Município já chama a atenção da iniciativa privada em Mogi das Cruzes. Interessados em um promissor mercado, que pode aliar sustentabilidade ambiental ao crescente segmento da construção civil, empresários mogianos começam a desenvolver projetos na área para oferecer alternativas de reaproveitamento dos resíduos produzidos pelas obras da Cidade. A proposta mais adiantada é a de construção de uma usina de beneficiamento de entulho, que está sendo erguida na região da Volta Fria e deve ficar pronta nos próximos três meses.
A família do empresário Luiz Fernando Bós Vidal iniciou o processo de licenciamento do projeto há um ano. Com toda a documentação aprovada, os empresários adquiriram o maquinário para instalação de uma usina de beneficiamento dos resíduos da construção civil. O equipamento exigiu um investimento de R$ 1,2 milhão e terá capacidade para processar 75 toneladas de entulho por hora. A obra de 50 mil metros quadrados se encontra e em fase de fundação e a expectativa é de que, em três meses, a máquina comece a operar. "O processo foi muito rápido. Não tivemos dificuldades com a licença ambiental porque se trata de um projeto de interesse público", afirmou Luiz Vidal.
O empresário explica que a usina não receberá material recolhido pelas caçambas da Cidade porque, comumente, elas possuem produtos impróprios ao beneficiamento. A intenção é trabalhar apenas com o entulho retirado de dentro de indústrias para garantir a qualidade da reciclagem. Vidal conta que já possui um amplo estoque, que será suficiente para suprir seis meses de funcionamento da usina. "Todo este material foi retirado de dentro das indústrias onde prestamos serviços de terraplanagem e demolição. O entulho será reciclado e transformado em matéria prima para obras não estruturais, como piso e calçadas", detalhou.
Um projeto semelhante poderá ser implantado no Distrito do Taboão. Pedindo para não ser identificado, outro empresário do ramo da construção civil afirmou que também tem a intenção de instalar uma usina no Município. O empreendedor disse que o projeto está em fase embrionária e que, no momento, prefere não fornecer detalhes. O secretário municipal de Desenvolvimento, Marcos Damásio, confirmou que recebeu, há 20 dias, a visita de três empresários que lhe apresentaram essa proposta. Segundo ele, os empreendedores já teriam todo o equipamento necessário e estão interessados em erguer a unidade em parceria com a Prefeitura. O secretário pediu que eles façam a entrega de um projeto técnico e, agora, aguarda a apresentação do documento.
O empresário Vinícius Peretti Guimarães, dono de uma das construtoras mogianas, também informou que possui planos de beneficiar os resíduos das obras. Ele explicou, no entanto, que sua intenção não é comercializar o material, mas apenas usá-lo para as necessidades da própria empresa. O construtor afirmou que fez pesquisas sobre o funcionamento de máquinas pequenas, que custam entre R$ 50 mil e R$ 80 mil, mas ainda não tem previsão de aquisição do equipamento. "Este seria um investimento apenas para uso interno. Uma das principais vantagens do beneficiamento é a economia, já que, com a reciclagem, haverá menos aquisição de matéria prima e custos reduzidos com descarte de entulho", disse.

sábado, 21 de maio de 2011

Saiba como evitar o desperdício de alimentos

Saiba como evitar o desperdício de alimentos


Postado em 20/05/2011 às 15h17

autoria e fonte: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/2583


64% de tudo o que é plantado no Brasil vai parar no lixo(imagem: compostagemurbana.blogspot.com)



Uma alimentação consciente é influenciada pela escolha dos alimentos, mas também está diretamente ligada com o desperdício de comida. No Brasil, segundo o IBGE, 64% de tudo o que é plantado acaba indo para o lixo. Portanto é essencial mudar de atitudes para que esse cenário seja transformado.
Enquanto muitos jogam comida fora, 13,9 milhões de brasileiros passam fome. Além disso, desperdiçar comida está diretamente ligado aos gastos desnecessário de água e energia. Esses números levaram a jornalista Lydia Cintra, da revista Superinteressante, a preparar seis dicas de como evitar os desperdícios de alimentos.
A primeira delas é fazer uma lista de compras antes de chegar aos supermercados. Essa rotina faz com que o consumidor opte por coisas realmente necessárias. O cuidado com a quantidade deve ser ainda maior quando se trata de alimentos frescos, que estragam mais rapidamente.
Escolher os itens em um supermercado pode ser uma aventura, e como em todas as atividades que apresentam um pouco de risco, as compras também exigem atenção redobrada. É preciso sempre estar atento aos rótulos, para saber a procedência, composição e mais importante, a data de validade. Assim é possível evitar a compra de produtos que certamente não serão consumidos antes do vencimento e terão como destino o lixo.
Colocar no prato somente aquilo que vai comer é outro passo importante. Os pais costumam dar esse recado aos filhos, mas o cuidado deve existir em todas as faixas etárias. Em alguns restaurantes os clientes que desperdiçam comida são obrigados a pagar multas, portanto é melhor repetir, do que jogar fora.
Esse mesmo cuidado tido na hora de montar o prato deve ser considerado no momento de preparar a comida. Lydia, indica o preparo alimentar sob medida. As famílias pequenas ou pessoas que moram sozinhas deve levar esse requisito a sério na hora de entrar na cozinha. Segundo ela, “a tática é boa para evitar que você coloque na panela mais do que vai no prato”.
A técnica do reaproveitamento de alimentos é essencial para ter uma alimentação consciente. Utilizar o alimento em sua totalidade evita que partes cheias de nutrientes sejam desperdiçadas. Isso pode ser aplicado a cascas de frutas e legumes, talos de vegetais, entre outras coisas que podem ser usadas em novas receitas.
Por fim, a jornalista indica a multiplicação da prática, com cada uma das pessoas transmitindo esses ideais ao próximo, para que a conscientização seja passada para o maior número possível de pessoas e os números do desperdício sejam reduzidos.
Redação CicloVivo