terça-feira, 22 de março de 2011

Dia 22 de março - Dia mundial da água. Mas a radiação na água do Japão preocupa...




Créditos: Ricardo Zig Koch Cavalcanti/Banco de Imagens ANAEstação de Tratamento de Água (ETA)





 

Desabastecimento de água pode afetar 55% dos municípios até 2015






Atlas divulgado pela Agência Nacional de Águas mostra que cerca de metade das cidades responde por 70% do consumo hídrico no Brasil; estudo conclui que será necessário investimento de R$ 70 bilhões para garantir oferta do recurso até 2025

21 de março de 2011
0h 00



Autoria: Marta Salomon / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo



De todos os municípios brasileiros, mais da metade (55%) poderá ter problemas no abastecimento de água até 2015. É o que mostra um estudo feito pela Agência Nacional de Águas (ANA), que avaliou a oferta e o crescimento de demanda de água em todas as 5.565 cidades do País. Esses municípios representam mais de 70% do consumo de água.


O Atlas Brasil, que será divulgado oficialmente amanhã, conclui que o Brasil precisará investir pelo menos R$ 70 bilhões para garantir a oferta de água de boa qualidade aos municípios até 2025, quando a população deverá alcançar cerca de 196 milhões de habitantes.



Desse total, quase 70% (R$ 47,8 milhões) teriam de ser investidos na coleta e tratamento de esgotos, apenas para evitar ou resolver a poluição nas fontes de abastecimento de água, já que o dinheiro não seria suficiente para universalizar o acesso ao esgoto, o maior problema da área de saneamento.



"Os problemas associados à poluição hídrica são mais evidentes nos grandes aglomerados de municípios, em função da pressão das ocupações urbanas sobre os mananciais de abastecimento público: o lançamento de esgotos sem tratamento dos municípios localizados à montante influenciam diretamente a qualidade das águas", afirma o documento. A montante é o lado da nascente, em relação a um curso de água. A região do Rio Paraná exige o maior volume de investimentos.



Nordeste e Sudeste. O total de investimentos necessário para garantir a oferta de água equivale ao pagamento de mais de quatro anos dos benefícios do Bolsa-Família ou ainda mais de duas vezes a estimativa de custo do polêmico trem-bala entre São Paulo e Rio.



As obras sugeridas em 3.027 municípios brasileiros beneficiariam o equivalente a 71% da população do País no prazo do planejamento da Agência Nacional de Águas.



Para financiar esses gastos, o estudo sugere investimentos do Orçamento da União, dos próprios prestadores de serviços, empréstimos públicos de agências multilaterais ou ainda por meio de parcerias público-privadas (PPPs).



Com base no crescimento da população, a Agência Nacional de Águas estima que as Regiões Sudeste e Nordeste vão concentrar, em 2025, 71% da demanda por água no País.



As duas regiões são tratadas com destaque no estudo. O Sudeste, porque concentra os maiores aglomerados urbanos do País. Por sua vez, o Nordeste registra o maior número de municípios nos quais o abastecimento é considerado insatisfatório.



Em 2015, apenas 18% da população nordestina seria atendida por sistemas de abastecimento de água tidos como satisfatórios. "O desafio do ponto de vista do abastecimento de água consiste no fato de a população brasileira estar concentrada justamente nas regiões em que a oferta de água é mais desfavorável", diz o documento.



São Paulo. No Estado de São Paulo, 64% dos municípios têm problemas de abastecimento de água, segundo o Atlas, e chega a 71% o porcentual da população nos municípios paulistas com necessidades de investimento apontadas pelo estudo.



Os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco reúnem mais da metade (51%) dos investimentos projetados pela ANA. O plano da Agência Nacional de Águas prevê também investimentos para reduzir as perdas no sistema de abastecimento, assim como o melhor gerenciamento das outorgas para uso das águas dos rios.






Brasil precisa investir R$ 22 bilhões até 2015 para garantir abastecimento de água



22/3/2011

Autoria e fonte: http://www2.ana.gov.br/Paginas/imprensa/noticia.aspx?id_noticia=9209



Dos 5.565 municípios brasileiros, 55% poderão ter déficit no abastecimento de água. Desses, 84% necessitam de investimentos para adequação de seus sistemas produtores e 16% precisam de novos mananciais.



Levantamento inédito em todo o País coordenado pela Agência Nacional de Águas, o Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água reúne informações detalhadas sobre a situação dos 5.565 municípios brasileiros com relação às demandas urbanas, à disponibilidade hídrica dos mananciais, à capacidade dos sistemas de produção de água e dos serviços de coleta e tratamento de esgotos.



O Atlas revela que 3.059, ou 55% dos municípios, que respondem por 73% da demanda por água do País, precisam de investimentos prioritários que totalizam R$ 22,2 bilhões. As obras nos mananciais e nos sistemas de produção são fundamentais para evitar déficit no fornecimento de água nas localidades indicadas, que em 2025 vão concentrar 139 milhões de habitantes, ou seja, 72% da população. Concluídas até 2015, as obras podem garantir o abastecimento até 2025.



O Atlas Brasil consolida o planejamento da oferta de água em todo o País a partir do diagnóstico dos mananciais e da infraestrutura hídrica existente (sistemas de captação de água, elevatórias, adutoras e estações de tratamento) e da identificação das melhores alternativas técnicas. É o resultado do trabalho feito em articulação com órgãos do governo federal, estaduais e municipais.



O Norte e o Nordeste possuem, relativamente, as maiores necessidades de investimentos em sistemas produtores de água (mais de 59% das sedes urbanas). Chama a atenção a precariedade dos pequenos sistemas de abastecimento de água do Norte, a escassez hídrica no Semiárido e a baixa disponibilidade de água das bacias hidrográficas litorâneas do Nordeste. No Sudeste, os principais problemas decorrem da elevada concentração urbana e da complexidade dos sistemas produtores de abastecimento, que motivam, muitas vezes, disputas pelas mesmas fontes hídricas.



“O intenso trabalho que resultou no Atlas Brasil ajuda o país a identificar os gargalos e carências de várias regiões, os conflitos vivenciados nos grandes centros urbanos pelas mesmas fontes mananciais e a avaliar suas infraestruturas para atender adequadamente ao abastecimento público.



Cada um dos 5.565 municípios brasileiros, um a um, foi avaliado. Dessa forma, é uma ferramenta indispensável para a tomada de decisões e para a racionalização de investimentos em todo o País.”, disse a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira. “O que estamos propondo é a ação articulada e integrada entre União, Estados e Municípios, e entre os setores de recursos hídricos e de saneamento, para o sucesso das alternativas, das quais dependem, em grande parte, a sustentabilidade urbana, econômica e ambiental das cidades, grandes e pequenas. A experiência adquirida na construção do Atlas Brasil de Abastecimento Urbano de Água leva-nos a pensar em propostas ainda mais ousadas, como um Atlas da Universalização do Abastecimento de Água, atendendo também as comunidades isoladas dos nossos municípios, em sintonia com as diretrizes da Presidente Dilma Rousseff, de priorizar o combate à miséria extrema no Brasil”, completou a ministra.



INVESTIMENTOS



Juntos, Nordeste e Sudeste demandam 74% do total dos investimentos necessários, que equivalem a R$ 16,5 bilhões que seriam destinados a 2.076 municípios. Essas duas regiões requerem grande volume de investimentos devido ao maior número de aglomerados urbanos e por causa do Semiárido, que demanda grandes esforços para a garantia hídrica do abastecimento de água.



Do total dos recursos, 51% correspondem à adoção de novos mananciais (R$ 11,3 bilhões para 703 municípios), incluindo a conexão de atuais sistemas isolados a sistemas integrados, enquanto 49% restantes (R$ 10,9 bilhões) destinam-se à ampliação de sistemas de produção de água existentes (isolados ou integrados) para 2.356 sedes urbanas.



“O Atlas Brasil é estudo alicerçado na garantia de que as informações e propostas apresentadas são fruto de amplo consenso, alinhado entre representantes dos prestadores de serviços de abastecimento de água, órgãos de gestão dos recursos hídricos, Comitês e Agências de Bacias Hidrográficas, entre outras entidades municipais, estaduais e federais vinculadas aos setores de recursos hídricos e saneamento, que traz não apenas as soluções, mas formas de financiamento das obras propostas”, disse o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu.



ESGOTOS



A universalização dos serviços de saneamento é a meta básica de longo prazo a ser alcançada pelo País. O Atlas, porém, propõe a implantação de redes coletoras e Estações de Tratamento de Esgotos – ETE em municípios onde o lançamento de efluentes (esgotos sanitários) tem potencial para poluir mananciais de captação. Para isso, seriam necessários investimento adicionais de R$ 47,8 bilhões, sendo R$ 40,8 bilhões em sistemas de coleta e R$ 7 bilhões em tratamento de esgotos. Portanto, os investimentos necessários no longo prazo somariam R$ 70 bilhões, considerados os gastos de R$ 22, 2 bilhões para evitar déficit de abastecimento até 2015, e os R$ 47,8 bilhões necessários para manter a qualidade dos mananciais no futuro.



Os problemas associados à poluição hídrica são mais evidentes nos grandes aglomerados de municípios, devido à pressão das ocupações urbanas sobre os mananciais de abastecimento público. Os lançamentos de esgotos sem tratamento dos municípios localizados rio acima influenciam diretamente na qualidade das águas das captações rio abaixo.



PANORAMA REGIONAL



Norte: A região requer investimentos de R$ 1,9 bilhão. Amazonas e Pará concentram 77% dos investimentos do Norte (R$ 1,5 bilhão), destinados a 167 sedes urbanas. A opção de aproveitar as fontes de elevada disponibilidade hídrica foi predominantemente adotada nos grandes centros, como nos casos de Belém e Manaus, onde estão previstos R$ 756,7 milhões em recursos (39% do montante para toda a região). Cerca de R$ 1,4 bilhão estão voltados à ampliação de sistemas produtores abastecidos por fontes hídricas superficiais em 76 cidades, distribuídas predominantemente no Pará (sul do estado e eixo do rio Tapajós), Amazonas (Alto Rio Negro e região metropolitana de Manaus) e norte do Tocantins. Nas cidades de pequeno e médio portes, prevalecem as soluções baseadas na exploração de águas subterrâneas (poços rasos ou profundos), onde as restrições de acessibilidade são preponderantes na escolha de alternativas simplificadas, que não onerem ou inviabilizem a produção de água em localidades isoladas. Acesse aqui as informações sobre os estados do Norte.



Nordeste: São previstos aportes de R$ 9,1 bilhões (mais de 40% dos recursos do ATLAS), para 1.344 municípios. Mais da metade dos investimentos se concentra na Bahia e em Pernambuco (R$ 5 bilhões). Do total, R$ 3,4 bilhões destinam-se a ampliações de sistemas produtores em 919 sedes urbanas, entre os quais R$ 2,6 bilhões (para 424 cidades) correspondem a sistemas abastecidos por mananciais superficiais (prevalentes nos eixos do rio São Francisco e do litoral nordestino, norte de Alagoas, oeste da Bahia e em todo o Ceará) e R$ 777,4 milhões para novos poços, distribuídos especialmente na região nordeste da Bahia, interior e litoral norte do Maranhão e centro-norte do Piauí. Acesse aqui as informações sobre os estados do Nordeste.



Semiárido: Para essa região, área com maior escassez de água do Brasil, formada por oito Estados nordestinos e pelo Norte de Minas Gerais, os investimentos previstos totalizam R$ 6,4 bilhões (29% do total previsto para o País), com destaque para Bahia, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, que reúnem a maior parcela dos recursos (24%). Dos 1.133 municípios que compõem a região, 826 sedes requerem investimentos para ampliar a oferta de água, predominantemente na conexão a sistemas integrados projetados ou com obras em andamento (R$ 3,6 bilhões para 218 das sedes).



Centro-Oeste: A região requer investimentos de R$ 1,7 bilhão. O Distrito Federal, que abrange 30 regiões administrativas, e Goiás concentram o maior volume de investimentos, totalizando R$ 1,5 bilhão (85% dos recursos de toda a região). No Centro-Oeste predominam os investimentos na ampliação de sistemas produtores, representando 57% dos recursos (R$ 976,3 milhões para 161 municípios). Desse universo, R$ 55,4 milhões destinam-se a novos poços para 76 sedes urbanas concentradas, em grande parte, nos eixos centro-sul e leste do Mato Grosso do Sul e em todo o interior de Goiás. Os demais R$ 920,9 milhões, associados a ampliações de sistemas abastecidos por mananciais superficiais, referem-se ao atendimento de 85 sedes localizadas, predominantemente, no norte de Mato Grosso e Goiás e na região metropolitana de Goiânia. Exatos 42% dos investimentos do Centro-Oeste vinculam-se à adoção de novos mananciais (R$ 713,4 milhões para 44 cidades), com destaque para os novos mananciais previstos para o Distrito Federal, incluindo os aproveitamentos no lago Paranoá e na barragem de Corumbá IV. Acesse aqui as informações sobre os estados do Centro-Oeste.



Sudeste: São necessários investimentos totais de R$ 7,4 bilhões para o Sudeste, sendo que 87% dos investimentos estão concentrados em 274 municípios dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde também se reúne o maior número de projetos existentes. Mais da metade dos recursos (R$ 4 bilhões) destina-se à adoção de novos mananciais para 111 sedes urbanas, distribuídas principalmente no interior de São Paulo, sul e oeste de Minas Gerais e na região metropolitana de São Paulo. Os demais R$ 3,4 bilhões (46% do total da região) correspondem a ampliações de sistemas produtores, abastecidos por poços (R$ 256,5 milhões para 232 sedes concentradas no oeste paulista e sudeste mineiro) ou por mananciais superficiais (R$ 3,2 bilhões para 384 sedes distribuídas em todos os estados do Sudeste, incluindo o interior e a região metropolitana do Rio de Janeiro). Verifica-se forte interdependência dos mananciais que abastecem, conjuntamente, as regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista e Campinas e, de outro lado, a região metropolitana do Rio de Janeiro, pondo em evidência o papel estratégico das bacias do Alto Tietê; Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ); e Paraíba do Sul no atendimento simultâneo de todas as regiões. Acesse aqui as informações sobre os estados do Sudeste.



Sul: A região totaliza R$ 2 bilhões em investimentos distribuídos em 483 sedes urbanas (16% do universo dos municípios que requerem investimentos). A maior parte dos recursos (R$ 1,7 bilhão ou 85% do total) destina-se à ampliação de sistemas produtores, sendo R$ 835,6 milhões aplicáveis à exploração de mananciais subterrâneos para atendimento a 276 municípios, geralmente de pequeno porte distribuídos na região oeste dos três estados do Sul e coincidentes com as formações vulcânicas e do aquífero Guarani. Os investimentos em adequações de sistemas produtores associados a captações superficiais (R$ 875,8 milhões para 162 sedes urbanas) predominam na região centro-sul do Paraná, norte de Santa Catarina e no oeste do Rio Grande do Sul (em parte da bacia do Rio Uruguai). Para a adoção de novos mananciais foram previstos R$ 299,8 milhões, correspondentes a 38 sedes distribuídas, principalmente, pelo interior do Paraná. Acesse aqui as informações sobre os estados do Sul.



Regiões metropolitanas: Quase todos os principais aglomerados urbanos (incluídas as capitais e as regiões metropolitanas com população superior a 1 milhão de habitantes) necessitam de investimentos para a ampliação da oferta de água, incluindo o aproveitamento de novos mananciais ou a adequação dos sistemas produtores. Os R$ 9,6 bilhões previstos para essas regiões (43% do total para o País) beneficiarão 256 sedes municipais, onde se concentra quase a metade de toda a população urbana brasileira. Exatos 89% desses investimentos estão associados às concessionárias estaduais de saneamento. Essas regiões precisam buscar mananciais cada vez mais distantes e há crescente complexidade da infraestrutura hídrica. As ampliações dos sistemas produtores somam R$ 5,3 bilhões em investimentos, abrangendo as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Porto Alegre, Florianópolis, São Luís, Salvador, Aracaju, Goiânia, Belém, Macapá e Manaus, além da região integrada de desenvolvimento econômico de Teresina e das seguintes capitais: Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e Cuiabá (MT), cujos aglomerados urbanos reunirão, em 2025, cerca de 47 milhões de habitantes em 189 sedes municipais.



Para acessar o Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, visite: www.ana.gov.br/atlas



PRINCIPAIS CONCEITOS:



As soluções propostas pelo ATLAS visam: 1) ampliar ou adequar o sistema de produção de água; 2) adotar novo manancial, conforme o diagnóstico de cada sistema.



O sistema de produção de água compreende a captação da água em rio ou poço, a elevação através de bombas até a Estação de Tratamento de água ou Reservatório, a condução da água por meio de adutoras e o tratamento da água para torná-la potável.



A adoção de novo manancial se dá quando, após a verificação através de estudos hidrológicos, constata-se que a quantidade de água em período de estiagem é ou será insuficiente para atender a demanda atual ou futura de água.



Entende-se por sistema isolado, o sistema de abastecimento que atende a uma sede municipal somente. Assim também, convencionou-se chamar sistema integrado àquele sistema de abastecimento de água que abastece 2 (dois) ou mais municípios.



Investimentos para implantação das obras de abastecimento de água

Ascom/ANA





Cresce preocupação com radiação no Japão




21 de março de 2011
15h 53

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,cresce-preocupacao-com-radiacao-no-japao,695120,0.htm

Autoria: SHINICHI SAOSHIRO E KIYOSHI TAKENAKA - REUTERS




Apesar do progresso feito pelos engenheiros na batalha para evitar um desastre na usina nuclear danificada pelo terremoto do Japão, cresce a preocupação mundial por causa da radiação na pior crise atômica do planeta desde Chernobyl.




O drama no complexo de Fukushima ocorre enquanto o país registra o aumento no número de mortes provocadas pelo duplo desastre de 11 de março, do terremoto seguido de tsunami. As autoridades estimam que ao menos 21 mil pessoas morreram ou estão desaparecidas.





Os técnicos que trabalham dentro da zona de isolamento no entorno da usina danificada na costa nordeste do Japão finalmente conseguiram ligar os cabos de energia a todos os seis reatores e iniciaram o bombeamento de água em um deles para resfriar as barras de combustível nuclear que estão superaquecidas.





"Vemos uma luz para sair desta crise", disse o primeiro-ministro Naoto Kan, segundo uma autoridade, numa rara demonstração de otimismo no momento mais difícil para o Japão desde a Segunda Guerra Mundial.





No entanto, dois reatores danificados soltaram fumaça, forçando a retirada temporária dos trabalhadores.





Longe da usina, a evidência crescente de radiação em verduras, na água e no leite causa agitação entre os japoneses e no exterior, apesar das garantias oficiais de que os níveis não são perigosos.





A Tokyo Electric Power, que opera a usina, disse que foi encontrado um pequeno traço de radiação nas águas do Oceano Pacífico nas proximidades, mas informou que os níveis são muito baixos e não apresentam perigo imediato.





"É muito mais sério do que se acreditou nos primeiros dias, quando pensamos que esse tipo de problema pudesse ser limitado a 20 ou 30 quilômetros", disse à Reuters o porta-voz do escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), Peter Cordingley.





"É seguro supor que alguns produtos contaminados saíram para fora da zona de contaminação."





Cordingley afirmou, entretanto, que não havia evidência de alimentos contaminados atingindo outros países a partir do complexo de Fukushima, situado 240 quilômetros ao norte de Tóquio.





O Japão pediu que alguns moradores próximos à usina parem de beber água da torneira depois da detecção de altos níveis de iodo radioativo. O país também interrompeu suas remessas de leite, espinafre e de uma outra verdura chamada kakina produzidos na área.





"Foram encontrados (em alguns produtos) níveis de radiação excedendo os padrões estabelecidos", disse o ministro-chefe da Casa Civil, Yukio Edano.





"O que quero que as pessoas entendam é que os níveis não são altos o suficiente para afetar os humanos. Comer apenas algumas vezes esses produtos não afetará a saúde das pessoas."





Os especialistas afirmam que as leituras são muito mais baixas do que no entorno de Chernobyl depois do acidente de 1986 na Ucrânia.





"Você teria de beber ou comer muito para obter um nível de radiação que seria perigoso", disse Laurence Williams, professor de segurança nuclear no Instituto John Tyndall, na Grã-Bretanha.





"Nós vivemos em um mundo radioativo, recebemos radiação vinda da terra, da comida que comemos. É um tema que causa comoção e a indústria nuclear e os governos têm de tomar mais ações para educar as pessoas."




Radiação em alimentos é preocupante, avalia OMS




"É provável" que produtos contaminados tenham saído da área da usina, diz órgão



Para especialista da Unicamp, engolir as partículas radioativas faria tão mal quanto inalar esses elementos

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2203201121.htm

SABINE RIGHETTI

DE SÃO PAULO



A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou ontem que a contaminação por radiação nos alimentos produzidos no Japão é mais séria do que se pensava.

O governo japonês já identificou níveis de radiação acima do considerado "normal" em espinafre e no leite nas cidades próximas à usina nuclear de Fukushima.

Desde o terremoto seguido de um tsunami que atingiu o país em 11 de março, a usina tem sofrido vazamento de radiação dos seus reatores.

A preocupação agora é com a quantidade de partículas radioativas já liberada na atmosfera. Elas podem ter contaminado fontes de alimento e de água -principalmente depois da neve que caiu nos últimos dias.

"Se a pessoa inalar partículas radioativas, vai para o pulmão. Se ingerir, vai para o sistema digestivo", explica Celso Darío Ramos, diretor do Serviço de Medicina Nuclear do Hospital das Clínicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

"De todo modo, a radiação vai para a corrente sanguínea", completa o médico.

De acordo com a OMS, a situação da contaminação pode ser considerada "séria".

"É provável que uma parcela de produtos contaminados tenha saído da zona de contaminação", disse Peter Cordingley, porta-voz do escritório regional do Pacífico Oriental da OMS, sediado em Manila (Filipinas).

Ele afirmou, entretanto, que não há evidências de que os produtos contaminados de Fukushima - que é uma região agrícola- tenham chegado a outros países.

O governo japonês ordenou ontem a suspensão da venda de leite e espinafre em cidades que ficam a até 120 km da usina de Fukushima.

Os níveis de radiação por iodo estavam acima do normal nesses produtos.

O iodo-131 é um dos elementos radioativos utilizados no processo de fissão do urânio, na usina nuclear.

Não há ainda relatos de comida contaminada na capital Tóquio, com cerca de 13 milhões de moradores.

Mas pouca quantidade de radiação -não nociva à saúde- já foi detectada na água que abastece essa cidade.

Com agências de notícias








Hydro Z apóia "Parques Sustentáveis" durante a FEICON 2011



Hydro Z apóia "Parques Sustentáveis" durante a FEICON 2011




A Hydro Z® esteve presente em um dos eventos mais importantes do segmento de Construção Civil no mundo, a Feicon Batimat 2011.











Solange Zeppini Fernandez na FEICON 2011 e o lançamento do sistema PLUVI HOME










No primeiro dia de Feicon 2011 um dos equipamentos de destaque foi o Sistema Pluvi Home®, que permite o aproveitamento de águas pluviais em atividades nobres do dia a dia, como em piscinas, lavagem de roupas, regas, lavagem de automóveis, lavagem de pisos ou até para descarga em sanitários.



O sistema Hydro Z® é uma solução inovadora, que realiza a adequação da qualidade da água antes de disponibilizá-la para uso, proporcionando grande economia através da redução do consumo de água potável.



O Pluvi Home® tem como grande diferencial uma “Unidade de Tratamento” compacta, onde o tratamento da água ocorre em 3 etapas (gradeamento, filtragem e desinfecção), antes de ser disponibilizada para utilização, o sistema conta ainda com um tanque de recalque utilizado para armazenar a água já adequada e posteriormente enviá-la para caixa d’água ou cisterna existente.















Durante a Feicon 2011 a Hydro Z®  lançou o Biorreator para novas soluções para o tratamento primário de efluentes e para o consumo racional de água, onde não há rede de esgotos na rua.






Biorreator:


O Biorreator tem como finalidade realizar o tratamento de efluentes sanitários, separando a matéria sólida e contaminantes da água, evitando que esses sejam lançados diretamente no solo ou em corpos d’água.



A utilização do Biorreator Hydro Z® proporciona a melhoria de higiene e condições de saúde em geral, realizando a adequação do efluente em regiões que não são servidas por rede pública de coleta de esgotos, ou fazendo a adequação prévia a rede de coleta.



O grande diferencial do sistema disponibilizado pela Hydro Z® é a utilização de um sistema 2 em 1, com Fossa Séptica e Filtro Anaeróbio em um único compartimento, garantindo assim maior portabilidade, facilidade para instalação, e nivelamento entre as duas unidades utilizadas para realizar o tratamento do efluente.



O sistema desenvolvido pela Hydro Z® atende as normas NBR 7229 e NBR 13969, e utiliza materiais que garantem maior vida útil e impermeabilidade ao sistema.











O sistema garante a qualidade para água que será utilizada através de 3 etapas de tratamento efetivo (gradeamento, filtragem e desinfecção), com os componentes utilizados para realizar esse tratamento dispostos em uma ilha de funcionalidades compacta.

Por se tratar de uma solução Plug & Play, o sistema está disponível para fácil instalação e manutenção, e pode ser facilmente aplicado em construções novas ou já existentes.









 















Hydro z

Estrada Particular Sadae Takagi, 665

CEP 09852-070 - São Bernardo do Campo - SP - Brasil


Tel: 55 11 4393 3600


HAURATON apóia "parques sustentáveis" durante a FEICON e visita o Parque do Ibirapuera


HAURATON



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Rüdiger Simonis e Rodolfo Teixeira da Hauraton, na FEICON


 

Rüdiger Simonis, Hauraton’s Export Manager, says: “Our RECYFIX products have extremely high capacity. The recycled polypropelyne and polypropelyne material is strong enough to cope with oil and other different materials or substances.




Helena Minchin, Rodolfo Teixeira, Rüdiger Simonis da Hauraton e Carolina Saad, durante a visita no Parque do Ibirapuera


 

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segunda-feira, 21 de março de 2011

Polêmica: LED eficiente, mas tóxico...

Página 22 da FGV: LED - Eficiente, mas tóxico

Imagem: Parques sustentáveis


Marcas detentoras da tecnologia da lâmpada LED têm dado conta de apresentá-la como o futuro da iluminação, principalmente quando a preocupação maior é economizar eletricidade.
Mas o aspecto da eficiência energética pode estar sendo superado por outro talvez ainda mais nocivo.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia comprovaram que essas lâmpadas podem conter altos índices de substâncias tóxicas, entre elas chumbo e arsênio.
Segundo o estudo, os LED vermelhos, encontrados em luzes de freio de veículos e semáforos, contêm até oito vezes mais chumbo do que o permitido pela legislação da Califórnia.
Os brancos contêm menos chumbo, mas concentram mais níquel. Em geral, quanto mais intensa a luz do LED, mais toxinas tende a apresentar.
Substâncias como chumbo e arsênio estão relacionadas a vários tipos de câncer, lesões cerebrais e hipertensão, além de outras doenças.
O cobre das lâmpadas LED, uma vez liberado, pode afetar rios e lagos e causar a morte de animais, podendo ainda atingir o organismo humano.
Até pouco tempo conhecidas como as “luzinhas” dos eletroeletrônicos, essas pequenas lâmpadas têm ganhado cada vez mais espaço no mercado e sinalizam como a geração que substituirá a iluminação fluorescente.
"Na tentativa de fabricar produtos que consumam menos energia, não podemos deixar de atentar para os riscos de toxicidade daqueles que são comercializados como substitutos", disse Oladele Ogunseitan, líder do estudo.
Segundo ele, os fabricantes de LED têm todas as condições para redefinir seus projetos e diminuir o uso dessas toxinas. (ER)





Autoria e fonte: http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2011/03/P22_Edicao_50.pdf

CAMPANHA "S.O.S. JAPÃO"

CONEXÃO LIBERDADE: "SOS JAPÃO"



Autoria: Guto Lobato

Fonte: Folha de São Paulo - Caderno São Paulo 20 a 26 de março de 2011, página 30

http://edicaodigital.folha.com.br/home.aspx








Como ajudar


•• As entidades que representam a comunidade nipônica pedem que as doações sejam feitas, preferencialmente, em dinheiro. Isso se deve aos custos do envio de materiais ao Japão e à situação precária de alguns aeroportos e estradas do país

> Os recursos serão arrecadados até 30 de abril. Em seguida, serão entregues a órgãos do governo. Não se sabe quem receberá as doações, mas a Cruz Vermelha é opção quase certa, segundo integrantes da Beneficência Nipo-Brasileira

> O único local que aceita doações de cobertores, medicamentos, roupas e alimentos não perecíveis é a Associação Miyagui Kenjinkai do Brasil. Os itens podem ser entregues na sede (endereço no fim da reportagem), das 9h às 12h e das 13h às 17h


CONTAS BANCÁRIAS PARA DOAÇÃO


1) Associação Miyagui Kenjinkai CNPJ: 47.174.727/0001-59

Bradesco

Agência: 0131-7

Conta-corrente: 120459-9



2) Beneficência Nipo-Brasileira

CNPJ: 60.992.427/0001-45

> Bradesco

Agência: 0131-7

Conta-corrente: 131000-3


3) Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil

CNPJ: 46.568.895/0001-66

Banco do Brasil

Agência: 1196-7

Conta-corrente: 29921-9



4) Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistência Social

CNPJ: 61.511.127/0001-60 

a) Bradesco

Agência: 0131-7

Conta-corrente: 112959-7

 b) Santander

Agência: 4551

Conta-corrente: 13090004-4














Surpresa: 70% dos ciclistas de SP usam bicicleta para trabalhar e só 4% para o lazer

70% dos ciclistas de SP usam bicicleta para trabalhar e só 4% para o lazer






Pelo menos 214 mil moradores utilizam esse meio de transporte diariamente; capital pode ser dividida em 4 polos, com usos diferenciados

20 de março de 2011
0h 00
Autoria: Renato Machado,Rodrigo Brancatelli e Vitor Hugo Brandalise - O Estado de S.Paulo

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110320/not_imp694438,0.php







Paulo Pinto/AE
Jd. Helena. Bicicletário só esvazia no fim da tarde



Para o senso comum, bicicleta é mais um hobby do que um meio de transporte, um exercício nos fins de semana, perfeita para um passeio pelo Parque do Ibirapuera. Segundo pesquisa do Metrô, no entanto, mais de 70% das viagens feitas diariamente de bicicleta na capital são para trabalhar - pelo menos 214 mil moradores usam esse meio para chegar ao trabalho todos os dias.





Paulo Pinto/AEJd. Helena. Bicicletário só esvazia no fim da tarde

Se forem levadas em conta outras atividades do dia a dia, como ir para a escola, fazer compras ou ir ao dentista, o índice sobe para 96%. Recreação mesmo, como pedalar pelos parques, responde por apenas 4% das viagens. "Há um consenso de que a bicicleta é usada para lazer. Mas o uso está mais ligado à periferia e à população de baixa renda", diz o professor de Transportes da USP Jaime Waisman. "E agora há jovens de classe média que usam por ideologia."



A pesquisa O Uso de Bicicletas na Região Metropolitana de SP, de agosto do ano passado, aponta ainda que a capital tem quatro polos de bikes. Ao analisar os distritos com mais de 2 mil viagens por dia, observa-se que 70% delas estão reunidas em Grajaú (e Socorro), Vila Maria (Vila Medeiros, Tremembé e Jaçanã), Jardim Helena (Itaim Paulista, São Rafael, Itaquera e São Miguel Paulista) e Ipiranga (Cursino e Sacomã).



Primeiro lugar. O campeão de uso de bicicletas é o Grajaú, no extremo sul, onde são realizadas 9,4 mil viagens diárias. Essa é a única localidade em que o motivo principal não é trabalho, mas assuntos pessoais - como ir ao banco ou ao dentista.



"É um local populoso e de baixa renda, por isso se usa muito a bicicleta para coisas cotidianas. E a topografia ajuda. Mas também fica longe e as viagens para trabalho precisam ser em outros meios", diz a analista de Transportes do Metrô e responsável pela pesquisa, Branca Mandetta.



Quadro parecido ocorre na zona leste da capital. Muitos ciclistas ali, no entanto, fazem uso conjugado da bicicleta com outro meio de transporte. Prova disso é que os bicicletários de estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), como Itaim Paulista e Jardim Helena, ficam abarrotados durante quase todo o dia, esvaziando apenas no fim da tarde, quando estudantes e trabalhadores descem dos trens e seguem pedalando para casa.



"Se houvesse mais incentivo acho que as pessoas começariam a perceber que a bicicleta pode virar um meio de transporte", diz o técnico gráfico Baltazar Barbosa Carneiro. Todo dia, ele pega emprestada uma bicicleta no bicicletário do Metrô na Estação Itaquera e pedala por 40 minutos até o trabalho, perto de outra estação, na Vila Carrão. "Nesses últimos dias parei de vir assim porque o bicicletário fechou. A diferença é enorme. Agora, demoro 2h30." O Metrô diz que o bicicletário vai reabrir, no interior do terminal.



A utilização na zona norte está relacionada com a grande quantidade de empresas existentes - principalmente a indústria pesada - na região da Vila Maria. E aqui se evidencia o primeiro incentivo para o uso das bicicletas. "Foram as indústrias as primeiras a reservar um espaço para operários guardarem as bicicletas", diz Branca Mandetta.



O diretor de filmes Alexandre Cruz, de 38 anos, é um dos que adotaram a bicicleta por opção, após ter moto e carro. Em 2005, voltou para São Paulo depois de uma temporada no Rio e sentiu a diferença. "O trânsito estava muito pior, por isso troquei o carro pela moto. Mas faz dois anos e meio que não tenho nenhum dos dois e só pedalo."



Por causa da filha pequena, sua mulher mantém um carro. Mas no dia a dia ele usa a bicicleta para ir de sua casa no Ipiranga, na zona sul, para o escritório em Pinheiros, na zona oeste, trajeto feito em 30 minutos. "Vou em ritmo forte, então preciso de um vestiário para me arrumar. Há lugares que não têm isso." Em dezembro, ele sofreu um acidente na Rodovia dos Imigrantes. Um motorista o atropelou no acostamento, mas nem isso o desanimou. Pelo contrário, Cruz influenciou outras pessoas: "Meu sócio, meu porteiro e até meu pai começaram a pedalar."



CICLOVIAS


 
Autoria e fonte: encarte da Folha de São Paulo 20/03/2011- caderno São Paulo - circuitosp

 






Sustentabilidade jurídica: OAB quer equilíbrio entre produção e meio ambiente no novo Código Florestal

OAB quer equilíbrio entre produção e meio ambiente no novo Código Florestal


19/mar/2011




Um equilíbrio nas discussões do Congresso Nacional em torno da elaboração do novo Código Florestal, que leve em conta uma tomada de posição que permita o desenvolvimento econômico sem provocar a destruição da natureza, foi defendido pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante. Ele participou na Seccional da OAB de São Paulo da abertura do Seminário "Código Florestal e Perspectivas para a Proteção ao Meio Ambiente", promovido pela Comissão Nacional de Direito Ambiental da OAB e Comissão de Sustentabilidade e Meio Ambiente da OAB-SP.

"O Código Florestal precisa incorporar uma tomada de consciência que coloque o futuro do País - e por que não dizer da Humanidade - dependente da proteção ecológica", salientou Ophir durante o seminário, ao recomendar uma discussão desapaixonada, sem ódios nem rancores, em torno do futuro Código. Ele defendeu necessidade de um ordenamento jurídico, nesse campo, "que reflita as preocupações básicas de não inviabilizar a produção de alimentos e, ao mesmo tempo, não transformar a terra em deserto".



A seguir, principais tópicos do discurso do presidente nacional da OAB durante o seminário sobre o Código Florestal:



"Enquanto o mundo inteiro está chocado com a catástrofe natural no Japão, com o futuro da energia nuclear, com o aquecimento do planeta e com a elevação do nível do mar, o Brasil se debruça sobre um novo Código Florestal, destinado a substituir uma legislação esparsa de 46 anos de idade e que não evitou a perda de importantes sítios ecológicos, como a Mata Atlântica e parte da floresta amazônica.



O debate tem sido travado de forma apaixonada, colocando, de um lado, os proprietários de terras, e, de outro, os ambientalistas insatisfeitos com o projeto relatado na Câmara dos Deputados pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB). Os ruralistas acham que o projeto, com algumas correções pontuais, ajuda a salvar o agronegócio, e consolidar a posição do Brasil como uma dos maiores produtores de alimentos do mundo. Mas os ambientalistas reagem com outros argumentos, sendo o principal deles o de que o desmatamento vai avançar.



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por exemplo, aderiu a essa tese, inclusive em nota oficial, ao escolher o lema "Fraternidade e Vida para o Planeta" para a Campanha da Fraternidade deste ano.



Nem ao céu nem ao inferno. Ao longo das décadas, o Código não impediu o desmatamento, mas sem ele teria sido muito pior. Talvez nem florestas tivéssemos mais. As discussões em torno da atualização do Código Florestal devem obrigatoriamente incorporar a ideia de sustentabilidade ambiental para o desenvolvimento sócio-econômico.



A consciência ambiental deve levar também em conta as necessidades internas (e externas) de alimentos.



Por seu lado, os produtores rurais e as empresas precisam ter em mente que o avanço predatório equivale a um suicídio em massa. Os recursos naturais não são renováveis, se esgotam, mas sendo administrados com a devida parcimônia, cuidado e zelo podem ajudar a Humanidade por muito tempo ainda.



É preciso que haja um equilíbrio nas discussões e uma tomada de posição com vistas a permitir o desenvolvimento sem provocar destruição em massa.



Os efeitos da ação predatória da Humanidade sobre a natureza deixou de ser uma especulação, os avanços tecnológicos nos permitem auferir isso de forma bem clara.



Em apenas 5 anos, por exemplo, o mundo perdeu 36 milhões de hectares de florestas. Mais de 16 mil espécies de animais entraram na lista de risco de extinção.



Em nosso quintal, temos um triste legado para as futuras gerações: as florestas brasileiras e todas as suas riquezas naturais estão a perigo. Da Mata Atlântica, por exemplo, que alcança esta região do Brasil, só resta 8% de sua área original. Entre os primatas brasileiros estão relacionadas cerca de 25 espécies ameaçadas de extinção e alguns deles são típicos da Floresta Atlântica.



A Amazônia, em que pese se encontrar em sua maior parte conservada, requer muito cuidado. Segundo o Inpe, a Amazônia sofreu uma perda de mais de 520 mil quilômetros quadrados de florestas de 1978 a 1998.



Pesquisas realizadas pelo próprio governo apontaram que o desmatamento anual da Amazônia cresceu 34% de 1992 a 1994. A taxa anual, que era de pouco mais de 11.000 km2 em 1991, já ultrapassou 14.800 km2.



Os grandes causadores da degradação progressiva são a atividade agrícola de forma não-sustentável e a extração madeireira, que tende a aumentar na medida em que os estoques da Ásia se esgotam.



De acordo com a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, 80% da produção madeireira da Amazônia provém da exploração ilegal.



Oficialmente, hoje existem 22 madeireiras estrangeiras operando na Amazônia. A falta de controle por parte das autoridades e órgãos competentes, o que abre caminho para atividades altamente destrutivas para a floresta, é demonstrada, por exemplo, com o número de desperdício da madeira extraída (leia-se árvores derrubadas que não têm uso nenhum): ele gira em torno de 60 e 70%.



Por sua vez, um cenário de calamidade ambiental que vem se instalando na região do Cerrado brasileiro desde a década de 1970. Entre 2002 e 2008, o desmatamento do errado foi o dobro do ocorrido na Floresta Amazônica, representando a supressão vegetal de 127,5 mil quilômetros quadrados em seis anos, ou 21 mil quilômetros quadrados por ano.



A degradação desse importante bioma ocupado por dez Estados mais o Distrito Federal já é responsável pelo mesmo nível de emissões de gás carbônico da Amazônia. Mais ainda: 12 mil espécies teriam simplesmente desaparecido do Cerrado, enquanto a desertificação e o avanço de culturas agressivas como a da cana de açúcar, só aumentaram.



É preciso ter consciência crítica acerca das principais conseqüências do desmatamento, que resumidamente são: destruição da biodiversidade; genocídio e etnocídio das nações indígenas; erosão e empobrecimento dos solos; enchente e assoreamento dos rios; diminuição dos índices pluviométricos; elevação das temperaturas; desertificação; e proliferação de pragas e doenças.



São dados para reflexão, não para disseminar ódios e rancores. O Código Florestal precisa incorporar uma tomada de consciência que coloque o futuro do País (e por que não da Humanidade) dependente da proteção ecológica.



Necessitamos de um ordenamento jurídico nesse campo que reflita essas preocupações básicas, sem inviabilizar a produção de alimentos e, ao mesmo tempo, sem transformar a terra em deserto".



Fonte: OAB - Conselho Federal



CUIDADO COM A FALSA SUSTENTABILIDADE

Entendendo a falsa sustentabilidade





Existe uma verdadeira “corrida maluca pelo verde”, tornando cada vez mais difícil para o consumidor e, muitas vezes, para a própria imprensa e formadores de opinião, identificar o que é um produto genuinamente sustentável e outro encoberto por uma “maquiagem verde”, crescendo o ceticismo da população com relação ao que os fabricantes dizem de seus produtos, como o varejo os comercializa e como a imprensa os divulga.



Várias empresas já perceberam que serem identificadas como “verde”, “ecológico” ou “sustentável” pode agregar valor para sua marca. Tal constatação tem estimulado as áreas de marketing e publicidade, não preparadas, a desenvolverem uma verdadeira “corrida maluca” para que suas marcas sejam percebidas pela população como agindo na direção da melhoria das condições ambientais.



Assim, o mercado começa a ser inundado de propagandas de produtos agressivos à saúde e ao meio ambiente, mas “maquiados” para se passarem por “verdes” ou “ecologicamente corretos”.



Tem crescido de forma significativa o percentual de propagandas de produtos ditos verde desde 2007. De acordo com pesquisa da TerraChoice, em 2006 esse percentual estava ao redor de 2% e em 2008 já ultrapassavam 10% na América do Norte. (Fonte: The seven sins of greenwashing, TerraChoice, 2009).



Outra pesquisa, realizada em 2009, pela TerraChoice Environmental Marketing, em 2,219 produtos nos Estados Unidos e Canadá, identificou 4,996 problemas na comunicação correta de seus atributos ambientais, significando dizer que 98% dos produtos apresentaram problemas.



A publicidade enganosa (“Maquiagem Verde” ou Greenwash”) tem provocado uma distorção na capacidade decisória do consumidor, que se estivesse melhor informado, não adquiriria o que foi anunciado.



Uma publicidade pode até ser totalmente correta e mesmo assim ser enganosa, como por exemplo, quando omite algum dado essencial. O que fora anunciado é verdadeiro, mas por faltar o dado essencial, torna-se enganosa por omissão. Normalmente, é essa a intenção da “Maquiagem Verde” ou Greenwash”.



O termo “greenwash” (“lavagem verde”) surgiu de uma mistura de “Green” e “whitewash”, sendo que este último é uma espécie de tinta branca barata (o antigo cal) aplicada na fachada de casas. A expressão se refere, normalmente, à propaganda enganosa corporativa que tenta mascarar um desempenho ambiental fraco.



Erros mais frequentes que levam à “maquiagem verde”:



I - Sugerir que o produto seja verde por ter um atributo complementar positivo, mas não tendo todos os essenciais (Ex. Detergente que tem a embalagem reciclada, mas agride a saúde).



II - Sugerir que o produto atende a determinados atributos que não têm comprovação de fácil acesso ou confirmado por terceira parte (Ex.Tintas ditas “sem cheiro”, mas que ao abrir a lata têm cheiro e não possuem comprovação de cumprimento de limites de toxidade – COV - por laboratório credenciado.



III - Sugerir que o produto seja verde por meio de informação imprecisa (Ex. Garrafa divulgada como tendo a embalagem “100% reciclada”, mas a tampa é produzida com material virgem).



IV - Informar ao consumidor atributo irrelevante ou suplementar como se contribuíssem para torná-lo verde (Ex. Divulgar como diferencial isenção de compostos já proibidos; induzir que a compensação de carbono torna o produto verde).



V - Gerar diferenciais do tipo “dos males o menor“ (Ex. Briquetes vendidos como ecológicos, de sobras industriais de madeiras de origem não confirmada como legal; Detergente dito biodegradável, mas sem salubridade).



VI - Confundir o consumidor com informações falsas ou inconsistentes (Ex.Produto que consome menos X % de energia, sem definir qual a referência; Produto vinculado ao atributo de “reciclável” com a presença de componentes acidentais na composição do produto limita ou inviabiliza a sua reciclagem).



VII - Confundir o consumidor com Selos próprios ou de terceiros sem consistência.







1. Sustentabilidade é muitas vezes confundida com primitivismo, mas não é. Para isso, é importante conhecer as definições e diferenciações de produtos ecológico x orgânico x verde x sustentável:



•Produto Ecológico é produzido com a preocupação, quase que única, de preservar o meio ambiente o mais intacto e, se for possível, reconstituído.

•Produto Orgânico é todo produto, animal ou vegetal, obtido sem a utilização de produtos químicos ou de hormônios sintéticos que favoreçam o seu crescimento de forma não natural.

•O Produto Verde é aquele que se preocupa em menores impactos ambientais (p.ex. eficiência energética, origem dos materiais etc...) e também com a saúde humana.

•O Produto Sustentável é aquele que também incorpora os aspectos de responsabilidade social além do ambiental e de saúde das pessoas.

2. Prefira produtos com certificados e/ou atestados que garantam a sustentabilidade. Exemplos: FSC (Forest Stewardship Council) para madeira, Selo Procel de Eficiência Energética, no caso de eletrodomésticos. O Selo SustentaX atesta a sustentabilidade de materiais para a construção, reformas e operação de edificações como adesivos e selantes, pisos elevados e vinílicos, metais sanitários, tecidos e tintas.



3. Ao comprar lâmpadas, verifique se possuem o Selo Procel e os teores de mercúrio contidos na composição do produto e opte por aqueles produtos que além de apresentar o menor teor deste metal têm instruções sobre o que fazer em caso de acidente e seus fabricantes e distribuidores se responsabilizam por recolher lâmpadas queimadas.



4. No caso de tintas, a fim de garantir ambientes mais saudáveis para sua família, verifique se o nível de toxidade (índice de compostos orgânicos voláteis - COV) está abaixo de parâmetros reconhecidos internacionalmente (por exemplo critério LEED). Tintas comercializadas como “sem cheiro” ou a base d´agua podem conter níveis tóxicos acima do recomendável. (veja tabela com os limites de COV máximos recomendáveis).



5. Para economizar água e dinheiro, dê preferência por válvulas de descarga com duplo fluxo (3 e 6 litros) e também a torneiras com sensores e temporizadores.



6. Compensar o carbono durante a produção não torna, obrigatoriamente, o produto sustentável. O importante é reduzir o impacto causado pela extração de matérias primas, pelo processo produtivo e pela distribuição e descarte, não a compensação por plantio de árvores, por exemplo.



7. Sempre que encontrar informações com números e porcentagens, busque uma base para o comparativo. Por exemplo, se na embalagem ou no anúncio, estiver que tal equipamento economiza X% em energia, mas não houver a referência a qual tipo, é melhor analisar outro modelo ou pedir mais explicações.



8. Esteja atento para não levar “a parte pelo todo”. O produto não é verde apenas porque sua embalagem é reciclável ou 100% reciclada, se seu conteúdo é prejudicial à saúde, por exemplo.



Em resumo, um produto para ser sustentável precisa ter todos os atributos essenciais da sustentabilidade, isto é: ser salubre, ter qualidade e ter sido produzido e distribuído com responsabilidade socioambiental.




Selo SustentaX



O propósito do Selo SustentaX é ajudar os consumidores na identificação de produtos, materiais, equipamentos e serviços sustentáveis.


http://www.selosustentax.com.br/selos.php