sábado, 5 de março de 2011

Seminário gratuito: Criando Valor a partir do Conhecimento e da Sustentabilidade - 20º Prêmio Ernesto illy de Qualidade do Café para Espresso

Seminário: Criando Valor a partir do Conhecimento e da Sustentabilidade - 20º Prêmio Ernesto illy de Qualidade do Café para Espresso


Agência USP




Até dia 15 é possível inscrever-se gratuitamente para o seminário Criando Valor a partir do Conhecimento e da Sustentabilidade, no qual José Goldemberg, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da USP, ministrará a palestra inaugural sobre elementos fundamentais de uma política de sustentabilidade. O evento acontece na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP. As inscrições podem ser feitas no site do evento.



O seminário acontece no dia 18, às 8h30.



Serão também abordados temas como emissões de gases na cafeicultura; o desenvolvimento da qualidade no agronegócio café no Brasil; a sustentabilidade e o mercado internacional de café.



As palestras acontecem no Auditório do Prédio FEA5, da FEA, que fica localizado na Avenida professor Luciano Gualberto, 908, Cidade Universitária, São Paulo.



Mais informações: (11) 3732-2034



 


Data: 18/03/2011

Cidade: São Paulo - SP

Local: Auditório da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA 5) da Universidade de São Paulo, que fica na Av. Luciano Gualberto, 908, Cidade Universitária.



Todos os anos acontece no mês de março um seminário da Universidade do Café Brasil na FEA/USP. Neste ano o Seminário será especial, pois a illycaffé está comemorando 20 anos de estímulo à cafeicultura brasileira.

O Seminário será dia 18 de março com o tema: Criando Valor a partir do Conhecimento e da Sustentabilidade - 20º Prêmio Ernesto illy de Qualidade do Café para Espresso. A programação segue abaixo.



Programação:

08h30-09h00 Abertura 10 anos da universidade do café Brasil

Prof. Dr. Decio Zylbersztajn, Universidade do Café Brasil, PENSA e Professor Titular da FEA/USP

09h00-09h40 Palestra: Elementos fundamentais para uma política de sustentabilidade.

Prof. Dr. José Goldemberg, Professor Titular do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo

09h40 10h00 Comentários: Implicações dos assuntos apresentados pelo Prof. Goldemberg para os sistemas agroindustriais brasileiros.

Prof. Dr. Decio Zylbersztajn

10h00-10h30 Intervalo para degustação do café illy

10h30-11h10 Apresentação dos resultados da pesquisa: Emissões de gases na cafeicultura

Prof. Dr. Carlos Clemente Cerri, Professor Titular do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) da Universidade de São Paulo

11h10-11h30 Palestra: O desenvolvimento da qualidade no agronegócio café no Brasil

Sr. João de Almeida Sampaio Filho - Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo

11h30-12h00 Comentários: A sustentabilidade e o mercado internacional de café

Dr. Andrea Illy, Presidente da illycaffé

12h00-12h30 Homenagens



A entrada é franca, mas as inscrições devem ser realizadas até o dia 15 de março de 2011. Para se inscrever basta preencher a ficha abaixo.



Para mais informações: e-mail unilly@unilly.com.br e ou tel. (11) 3732.2034.



Contamos com sua presença!



Realização: Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, Universidade do Café Brasil, Porto de Santos Comércio e Exportação, illycaffè, PENSA e FIA.









Parques e desenvolvimento turístico

Parques e desenvolvimento turístico



01/03/2011 - Fonte: O Eco

Autor: Marc Dourojeanni








Áreas protegidas na América Latina são ainda um recurso desperdiçado. Mas podem se transformar em meio de desenvolvimento regional.























Na atualidade, para se resgatar algo da natureza para as gerações futuras, não são suficientes os argumentos éticos ou estéticos. Hoje até é necessário demonstrar que cuidar das mais belas paisagens naturais tem valor de mercado e que para se investir na manutenção de serviços vitais, como os que brindam a água ou o ar, há de se provar previamente que é economicamente rentável. Se não se aportam provas que sejam aceitáveis para os todo poderosos e insensíveis deuses da economia liberal, as paisagens serão extintas e os humanos poderão morrer. É ridículo e imoral, mas é assim. Por isso, nesta coluna, se pretende demonstrar que a natureza contida nas áreas naturais protegidas têm muito valor para aumentar o potencial econômico das regiões que já são ou que poderão ser pólos turísticos. Quiçá assim, só assim, os nossos netos verão um pouco do que nós tivemos a sorte de ver.



Em muitos lugares do Brasil ou da América Latina existem atrativos turísticos já transformados em produtos que atraem um fluxo turístico razoável. Bonito e seus arredores (no Mato Grosso do Sul) é um bom exemplo e por isso, será mencionado com frequência neste artigo. Nesses lugares, existem muitos outros atrativos subutilizados ou mal utilizados, que se aproveitados poderiam aumentar muito a rentabilidade econômica do turismo na região, sem prejudicar e até mesmo complementando os produtos já desenvolvidos. Uma grande parte destes e os melhores estão nas áreas naturais protegidas, ou seja, nas unidades de conservação (UCs) federais ou estaduais. Nelas, lamentavelmente, se vê o seu abandono pelo poder público, a dificuldade de acessá-las por aplicação errada de princípios e regras, por atitudes institucionais que dificultam seu aproveitamento e que, por isso mesmo, as põem em risco.



Aqui discutirei a viabilidade e os benefícios do aproveitamento desses atrativos naturais não utilizados ou subutilizados e como podem contribuir ao desenvolvimento do turismo na região onde se localizam, além de mencionar algumas medidas para poder aproveitá-los.



Demanda por visitação a unidades de conservação



A maioria das atividades de ecoturismo é desenvolvida nas diversas categorias de Ucs, mas ocorre principalmente nos parques nacionais. Os valores de uso público destas áreas são impressionantes e crescentes. Nos EUA, as pessoas que desenvolveram atividades em áreas protegidas, de todas as classes, gastaram muito, ao redor de 150 bilhões de dólares a cada ano. A maioria delas realizou suas atividades nas 385 unidades administradas pelo US National Parks Service, que em 2002 recebeu 421 milhões de visitantes, justificando um orçamento que ultrapassou 2,6 milhões de dólares em 2003. A isso devem ser adicionadas as visitas aos parques estaduais e florestas nacionais e estaduais. Grande parte de esses visitantes aos parques dos EUA são também candidatos a visitar Ucs em outros países, especialmente os da América Latina.



Estudos sobre a "vontade de pagar" dos visitantes de áreas protegidas da América Latina mostram que os preços atuais dos bilhetes são baixos tanto para os visitantes nacionais, como para os internacionais e até mesmo para os locais. Ademais, deve-se considerar que o ecoturismo é o segmento mais dinâmico do turismo, crescendo entre 10 e 30% a cada ano, ou seja, muito mais alto que o turismo em geral que cresce entre 2 e 4% por ano. Isso não é difícil de se compreender quando sabe-se que apenas nos EUA existem, por exemplo, 55 milhões de observadores de aves que a cada ano gastam mais de 20 bilhões de dólares. Muitos desses e outros de países desenvolvidos vão à América do Sul que é o continente com a maior diversidade de aves.



Na América Latina estes números colossais não são alcançados. Os sistemas de parques mais visitados na região recebem apenas uma pequena fração das visitas recebidas pelos dos EUA ou do Canadá. Costa Rica, por exemplo, apesar de ser o país que melhor aproveita suas áreas naturais, não tem ultrapassado o primeiro milhão de visitantes por ano, mas isso é quase o mesmo que oficialmente receberam no mesmo período (2002) sistemas comparativamente grandes como o do Brasil (1,3 milhões visitantes), Argentina (1,2 milhões) e Chile (um milhão). Ou seja, os parques da América Latina recebem muito menos visitantes e que inclusive pagam menos que na África.



Além disso, as visitas aos parques na América do Sul estão concentradas em poucos. No Brasil, por exemplo, a maioria das visitas é concentrada em Iguaçu (750.000 visitantes por ano), Tijuca (onde o ingresso é livre), Itatiaia e Fernando de Noronha, entre outros poucos. No Peru, em 2005 se registraram 354.000 visitantes nas áreas protegidas, sendo Huascarán (107.000), Machu Picchu (74.000) e Paracas (62.000) as mais visitadas. Na América Latina, a maioria dos visitantes não paga para entrar nos parques e se pagam, é muito pouco, muitas vezes nem sequer são registrados. Para ilustrar este ponto, menciona-se o caso da Estação Ecológica Juréia-Itatins (São Paulo) que em 2001 recebeu oficialmente 7.393 visitantes que não pagaram e outros 94.500 visitantes, que por razões legais nem sequer foram registrados. Note-se, por exemplo, que existem no Brasil mais de 500 mil pessoas que fazem por ano, pelo menos quatro viagens identificáveis como de ecoturismo, o que significa, essencialmente, umas 2 milhões de visitas a áreas protegidas. Ou seja, na verdade, o número de visitantes em áreas protegidas da América Latina e no Brasil é provavelmente superior ao oficialmente reconhecido. Confirmando esta suspeita, recentemente o ICMBio, que mudou sua forma de contabilizar visitantes, anunciou ter recebido 3,8 milhões de visitantes em 2009. Ainda assim é um sistema muito subutilizado.



O fato é que poucos visitantes das Ucs pagam e que o preço dos ingressos é muito baixo na maioria dos países da região. Não obstante, estudos sobre a "vontade de pagar" dos visitantes de áreas protegidas da América Latina mostram que os preços atuais dos bilhetes são baixos tanto para os visitantes nacionais, como para os internacionais e até mesmo para os locais. Por exemplo, uma extensa pesquisa em Machu Picchu (Peru) revelou que 66% dos turistas peruanos estão dispostos em média, a pagar US$ 26 por bilhete, em vez do preço atual de US$ 10 e que 91% dos turistas estrangeiros estão dispostos a pagar US$ 47. Outro resultado interessante é que uma grande maioria tanto entre visitantes estrangeiros como entre nacionais consideram justo que os preços sejam mais baratos para os locais. Um trabalho semelhante na Mata Atlântica brasileira revelou que a vontade de pagar de visitantes em áreas protegidas, varia entre US$22 em reservas florestais até US$88 em parques bem equipados. Existem vários outros trabalhos, em muitos parques em vários países, que confirmam essa informação e até mesmo demonstram que a elevação do preço do ingresso dos parques não afeta a demanda, que continua a crescer.



Em suma, os dados citados mostram que não há dúvida sobre a demanda existente e que dada a vontade a pagar, com investimentos relativamente modestos que se requerem para receber visitantes em áreas protegidas ou no seu entorno, há um retorno econômico significativo para a própria área, para a região e o país.



Vantagens que as unidades de conservação oferecem para o turismo regional



As Ucs, por definição, reunem o que há de mais bonito ou espetacular (paisagens, cachoeiras, florestas), de mais interessante ou raro (animais e plantas endêmicas ou em extinção) e também, o que tem de mais importante em termos culturais. Ou seja, as Ucs são de fato os melhores atrativos turísticos que uma região pode oferecer ao turismo local, nacional ou internacional. Devido à falta de investimentos nas Ucs e às modalidades inadequadas de gerenciamento, muitas delas ainda não são o que pode-se qualificar como produto turístico. As regiões que são turísticas já possuem atrativos transformados em produtos turísticos, como no caso de Bonito, onde diversos empreendedores visionários aproveitaram a beleza inédita de seus rios de águas cristalinas repletos de peixes e outras espécies. Ainda assim, Bonito desperdiça o potencial muito grande do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, já que se aproveitado, alongaria em mais um ou dois dias a permanência dos turistas e brindaria múltiplas oportunidades de negócios adicionais.



O mais escandaloso caso de má utilização de uma UC no Brasil é o famoso Parque Nacional de Iguaçu. Seu produto mais importante, ou mais popular, é a visão das cataratas. Mas, na realidade, o apoio das Ucs ao turismo e à região não se limita aos produtos turísticos per se. Como é evidente, o turismo, além dos atrativos, requer água limpa, energia, ar puro, riscos ambientais mínimos etc. Tudo isso é o que uma UC bem administrada oferece aos seus vizinhos.



Sem embargo, o prestigioso jornal "Gazeta Mercantil" publicou em 1996 um artigo bombástico: “Parques nacionais dão prejuízo”, cujo subtítulo era “De 35 parques nacionais do IBAMA, apenas Iguaçu apresentou lucro em 1995”. O autor explicava que o Parque do Iguaçu teve um "excedente" de 563 mil reais, comparando as despesas com as receitas, enquanto todos os outros parques “tiveram perdas”. Para estimar a renda foram registradas, somente, as entradas, as taxas de concessão e a venda de souvenirs. Não foi levado em conta o efeito multiplicador das visitas nem se pensou nos serviços ambientais ou em outros valores. Muito menos, estava-se consciente de que um parque nacional é um museu natural, portanto não deve ser necessariamente "rentável". Como tampouco são a maioria dos museus no mundo. Mas, ninguém, nem aquele desastrado jornalista, declaram que museus não são rentáveis, nem pretendem fechar os museus e descartar suas obras de arte.



Nos EUA, o efeito multiplicador das visitas às áreas protegidas na economia local é enorme. Segundo estimativas obtidas pelo modelo participativo MGM (Money Generation Model) do US National Parks Service, no ano fiscal de 2005, os 272,6 milhões de visitantes para recreação, gastaram num raio de 50 km ao redor dos parques um valor de US$11,9 bilhões, mantendo 246.400 postos de trabalho (incluindo os funcionários dos parques) e cujos salários alcançaram US$5,6 bilhões. Iguaçu, com seus mais de 750.000 visitantes por ano possivelmente gera vários bilhões de dólares por ano para a região. Com efeito, a cidade de Foz de Iguaçu assim como outras localidades e diversas empresas (incluindo companhias aéreas) dependem principalmente do turismo motivado pelo Parque.



Subutilização e mal utilização de unidades de conservação



Apesar das cifras acima mencionadas demonstrarem a importância das Ucs para estimular o turismo, existem inúmeros casos onde estas não são aproveitadas. Bonito é um bom estudo de caso já que não utiliza o Parque Nacional da Serra da Bodoquena. Pior ainda, para alguns que se dedicam ao negócio do turismo, acham que a abertura do Parque à visitação e uso poderia criar uma competição desleal para seus negócios. Isso é um erro por múltiplas razões, entre as quais se destacam: (i) os atrativos da Serra da Bodoquena não competem totalmente, nem diretamente com aqueles oferecidos na região; (ii) a capacidade de carga de visitantes no Parque é potencialmente grande, permitindo diversas atividades recreativas e inúmeras opções para novos negócios turísticos; (iii) a permanência dos visitantes convencionais na região poderia ser prolongada em pelo menos um dia, aumentando a ocupação dos leitos e possibilitando o crescimento da hotelaria. Ou seja, na realidade, o risco de prejuízo é reduzido para poucos e o beneficio é garantido para muitos.



Porque os parques dos EUA recebem mais de 400 milhões de visitantes a cada ano e os do Brasil nem alcançam 4 milhões, ou seja, 100 vezes menos? Além do turismo de massa (visitantes que vão apenas a um par de locais no mesmo dia - “o tour”) podem se desenvolver outras formas de visitação: (i) de elite (os dispostos a pagar muito mais por visitas exclusivas), (ii) de interesse especial (por exemplo, os bird-watchers, insect-watchers ou os que gostam de orquídeas), (iii) de interesse geral (amantes da natureza, dispostos a ver mais), (iv) mochileiros “plus” (mochileiros que dispõem de tempo e dinheiro), (v) mochileiros e (vi) exploradores (indivíduos solitários ou em grupos pequenos, dispostos a aventura). Nesses casos a permanência na região e o lucro possível incrementa muito.



Bonito não é único lugar do Centro Oeste, do Brasil ou da América Latina onde isso ocorre. Tem casos mais graves que outros. Pirenópolis (Góias) tem muitos atrativos, produtos turísticos naturais e culturais que lhe asseguram uma visitação importante. Mas, apesar disso, muitos turistas não voltam, pois, após duas ou três visitas, não fica nada de novo para se descobrir. Não obstante, a pouca distância da cidade de Pirenópolis existem duas áreas naturais espetaculares e praticamente sem aproveitamento: o Monumento Natural Municipal Cidade de Pedra e o Parque Estadual da Serra dos Pirineus. Visitas dos turistas convencionais a ambos locais poderiam implicar, sem competir com outras áreas naturais já desenvolvidas como a Reserva Particular de Patrimônio Natural Vagafogo, no mínimo dois dias a mais de permanência na região ou a reiteração das visitas à cidade. Outras modalidades de visitação como as citadas anteriormente teriam um potencial enorme para essas duas Ucs, especialmente para a primeira.



Uma situação similar, também no Centro Oeste, ocorre em Caldas Novas (Goiás), onde o Parque Estadual da Serra de Caldas Novas não figura como atrativo para essa região porque também está praticamente fechado a visitação, apesar de ter uma excelente infraestrutura. Os exemplos se multiplicam em outras regiões do Brasil, como na costa baiana, onde o turismo desperdiça a oportunidade oferecida pelos parques nacionais e estaduais vizinhos das praias como Monte Pascoal, Descobrimento, Serra do Condurú etc. Muitos turistas, especialmente os estrangeiros, gostariam de desfrutar da mata e da observação de aves como complemento do sol e das praias. Quanto mais atrativos, maior a permanência, maior o gasto na região e mais desenvolvimento.



O mais escandaloso caso de má utilização de uma UC no Brasil é o famoso Parque Nacional de Iguaçu. Seu produto mais importante, ou mais popular, é a visão das cataratas, seja das passarelas ou das embarcações que se acercam a elas pelo rio. Mas, na verdade, o outro atrativo quase tão importante quanto às quedas é por esse parque ser o único remanescente importante de floresta subtropical de todo o sul do Brasil e do norte da Argentina. Trata-se de uma floresta tão espetacular quanto as mesmas cataratas, com espécies raras e belíssimas, pelas quais os turistas (não os de massa) de todo o mundo pagariam por ver. São estes turistas que mais gastam e é um absurdo desperdiçar este oportunidade, não aproveitando o potencial econômico. Mas, outra vez, esse parque está fechado para os visitantes que não sejam a “massa” convencional. Casos assim se repetem em todas as partes do Brasil, até em Brasília, onde a única coisa que se conhece do Parque Nacional de Brasília é a piscina de água mal chamada de “água mineral”. Os turistas estrangeiros que chegam a essa cidade ficam frustrados quando, pensando no que viram em Nairóbi, no Quênia, e acreditam que no de Brasilia vão ver natureza. Não existe nenhuma trilha para categorias de visitantes que não sejam os de massa, os que vão à piscina ou à única, curta e insuficiente trilha na mata ciliar perto da sede.



Porque as unidades de conservação brasileiras não atraem mais visitantes?



Porque os parques dos EUA recebem mais de 400 milhões de visitantes a cada ano e os do Brasil nem alcançam 4 milhões, ou seja, 100 vezes menos? São as Ucs norteamericanas mais numerosas, maiores ou mais atraentes do que as do Brasil? A resposta a primeira pergunta é simples: em geral, as Ucs do Brasil e da América latina não estão preparadas para receber adequadamente os visitantes. Muitas delas nem sequer estão abertas para visitação. A resposta para a segunda pergunta, considerando o número, tamanho e atrativos, é que os parques do Brasil ou os da América Latina apresentam atrações naturais igualmente belas, porem são muito superiores em diversidade biológica e riqueza cultural.



As unidades de conservação são, no momento, o que se qualifica como “atrativos turísticos naturais brutos”. Para seu aproveitamento devem ser transformados em produtos turísticos. O que faz diferença a favor dos EUA é que, se considerar as facilidades para os visitantes, os parques norte-americanos são, definitivamente, muito mais atraentes que os do Brasil e os da América Latina. Eles receberam investimentos substanciais do governo para receber bem aos visitantes, criando condições para o desenvolvimento de empresas privadas ligadas ao turismo. Na América Latina, pelo contrário, a maioria dos parques não receberam investimentos significativos e por isso são formal ou informalmente fechados ao uso público. Carecem de centros de visitantes, trilhas seguras, áreas de acampamentos, estacionamentos, estradas e aeroportos, heliportos e de muitos outros serviços básicos. Também são carentes de pessoal e de recursos para manutenção. Um estudo de fins dos anos 1990 revelou que o orçamento médio global annual por hectare das áreas protegidas era de US$8,9/ha. A média nos países desenvolvidos era de US$ 20,6/ha. Nos países em desenvolvimento o orçamento para as áreas protegidas foi de apenas US$0,27/ha. No Brasil, o país latinoamericano que mais recebeu apoio internacional para a conservação da biodiversidade, o orçamento foi de US$2,2/ha. Ou seja, cinco vezes menos do que a média mundial e 10 vezes menos do que nos países desenvolvidos.



Um parque sem pessoal adequado, sem equipamento, sem infraestrutura e às vezes sem acesso, não pode ser aberto ao público nem pode atrair investidores privados para instalação de recursos adicionais, tais como hotéis, restaurantes, agências de viagens, serviços de guias, postos de combustível, aluguel e implementos, entre muitos outros que exigem o turismo de negócios. Em outras palavras, os sistemas de áreas protegidas na América Latina, com a honrosa e relativa exceção da Argentina e da Costa Rica e de alguns parques isolados em outros poucos países não estão cumprindo as funções para o qual foram estabelecidos no que se refere ao estímulo do desenvolvimento econômico local.



O que fazer para que as unidades de conservação do Brasil realmente sirvam ao desenvolvimento do turismo regional?



As unidades de conservação são, no momento, o que se qualifica como “atrativos turísticos naturais brutos”. Para seu aproveitamento devem ser transformados em produtos turísticos. Isso, como bem se sabe, implica em investimentos fora e dentro das Ucs. Fora das Ucs, o setor público deveria investir em acessos razoáveis, boa sinalização e disponibilização de informação atrativa sobre elas. Dentro delas é preciso implantá-las, ou seja, construir tudo que possibilite aos visitantes desfrutar o que a UC lhe oferece. Isto inclui portões de ingresso, postos de controle, centro de visitantes com museu do sítio e facilidades para palestras, locais de piqueniques, áreas para acampamento, desenvolvimento de trilhas, construção de parapeitos e mirantes, sinalização etc. Para isso se pressupõe a existência e aplicação de um plano de manejo que também deve incluir tudo referente ao manejo e manutenção da área, em especial, pessoal adequado, em número suficiente e equipamentos. Em princípio, esses investimentos, é responsabilidade do poder público, neste caso do ICMBio no nível federal e as secretarias de meio ambiente no nível local.



Mas, como têm sido reiteradas até o cansaço, com poucas e muito parciais exceções, os governos não cumprem suas obrigações e não fazem nada ou quase nada para transformar os tesouros naturais que supostamente protegem em produtos aproveitáveis para o turismo regional. Por isso, é responsabilidade da sociedade exigir ou demandar uma mudança de atitude dos governos, como já têm sido mostrada pela sociedade, através das reservas naturais particulares, conhecidas no Brasil como reservas particulares de patrimônio natural (RPPNs).



Com efeito, o melhor caminho para defender as Ucs é seu desenvolvimento para a visitação, sem prejuízo da sua principal tarefa que é a conservação da natureza. O bom caminho na região, como dito, foi traçado pelo setor privado, com o sucesso de muitas reservas de natureza privada ou santuários, como Monteverde, na Costa Rica ou Vagafogo, no Brasil. Esses casos, dentre outros, têm demonstrado que os proprietários podem pagar as suas despesas e até mesmo obter lucro, apenas com os visitantes. O caso da Vagafogo (em Pirenópolis no Goiás), um santuário natural de tão somente 17 ha localizado a 140 km de Brasília e sem atrativos especiais, é particularmente demonstrativo. Ele recebe cerca de 10 mil visitantes por ano e proporciona aos proprietários 21.000 dólares por ano apenas com as entradas, além de outros serviços e da venda de produtos. A renda é, obviamente, proporcional à qualidade do espaço e a sua gestão. Vagafogo compensa sua falta de atrativos naturais com uma administração eficiente e inteligente.



De fato, as melhores Ucs do Brasil, capazes de competir com qualquer UC pública do mundo desenvolvido são privadas: as RPPNs SESC Pantanal (do SESC Nacional) e Salto Morato (da Fundação O Boticário de Conservação a Natureza). Especialmente na primeira, existem todas as facilidades mencionadas na lista do que se precisa para transformar uma UC em produto turístico. Além disso, ainda se somam uma pista de aterrissagem, vários campos de pouso, porto, postos e torres de controle de incêndios, pesquisa científica avançada, programas sociais para as comunidades locais etc.



Como transformar as Ucs públicas em bons negócios turísticos? O Canadá é um ótimo exemplo de como se fazer. Os 278 parques da Província do Ontário (7,1 milhões de hectares) com 10 milhões de visitantes por ano, foram afetados por restrições orçamentárias que dificultavam seu aproveitamento turístico. Em 1996, foram legalmente transferidos ao Ontario Parks, uma empresa pública, para serem manejados sob-base comercial com plena autoridade para reinvestir todos os ingressos dos parques e para fechar negócios com o setor privado, respeitando os planos de manejo, e melhorando os serviços aos visitantes. Dentre outras melhorias, foram aprimorados ou estabelecidos milhares de sítios para piquenique e acampamentos. Em 2001 o governo provincial já tinha diminuído seu aporte anual ao sistema de US$8.5 milhões a US$6,1 milhões, mas, o gasto anual nos parques nesse mesmo ano passou de US$11,6 milhões a US$48,5 milhões. Os ingressos nos parques que antes cobriam apenas o 56% do custo de operação anual cobrem agora mais de 80%. Dito de outro modo, um grande negócio para o governo, para os parques e especialmente, para os visitantes.



Porque não tentar esse esquema ou algo semelhante pelo menos com os parques estaduais? E porque não com alguns dos nacionais? Para isso deve haver pressão sobre os políticos por parte da sociedade local, especialmente dos empresários interessados, idealmente com a cumplicidade da administração das Ucs, pois, a proposta deve ser técnica e economicamente balanceada. Em especial, a transformação das Ucs em produtos turísticos e em bons negócios não pode afetar negativamente a sua função primordial de conservação do patrimônio natural da nação. Mas, isso é perfeitamente fatível como bem demonstrado nas RPPNs mencionadas e em inúmeros parques ao redor do planeta.



Uma ferramenta essencial para alcançar esse objetivo e também outros menos ambiciosos embora também importantes, já está disponível. Trata-se dos conselhos consultivos (artigo 29 da Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação-SNUC) que são absurdamente desaproveitados pelas sociedades locais. Através desses conselhos, os empresários de turismo podem argumentar e até demandar a abertura de trilhas novas, o melhoramento de outras, novos horários de atendimento ao público, uso de cavalos para visitação, construção de sítios de piquenique e de acampamento que, em geral, já estão contemplados no plano de manejo. Podem aportar recursos financeiro, de pessoal e equipamentos em retribuição por maior espaço para as suas iniciativas lícitas. Os conselhos são espaços de negociação da sociedade local com a autoridade da UC, sempre dentro da lei e do plano de manejo, embora este último não seja imovível, caso contenha empecilhos burocráticos e que não afetam a tarefa de proteger a natureza.



Outra ferramenta também disponível é o artigo 30 da mencionada Lei do SNUC, que estabelece que as Ucs podem ser geridas por entidades da sociedade civil de interesse público. Nada impede, por exemplo, aos empresários turísticos de Bonito formar uma dessas entidades e solicitar a gerência do Parque Nacional da Serra da Bodoquena. Deverão cumprir alguns requisitos, é claro, ou se associar com uma organização não governamental pré-existente e com experiência. Mas, isso é perfeitamente viável.



Em conclusão, as Ucs da América Latina são ainda um recurso desperdiçado que, com um pouco de boa vontade, pode-se transformar numa fonte principal de desenvolvimento econômico regional, sem míngua nem risco aos seus aportes à sociedade na forma de serviços ambientais e de conservação da biodiversidade.







Marc Dourojeanni foi professor e decano da Faculdade Florestal da Universidade Nacional Agrária de Lima, Peru e Diretor Geral Florestal desse país. Atualmente é Presidente da Fundação ProNaturaleza.







27 Fev 2011, 00:00





Japonês cria dispositivo que converte o ruído do avião em eletricidade

Japonês cria dispositivo que converte o ruído do avião em eletricidade


Postado em 03/03/2011 ás 11h50

Autoria e fonte: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/2130


Green Noise capta o ruído dos aviões pousando e decolando e converte o som em eletricidade. (Imagem:Divulgação


Assim como a tecnologia evolui, as ideias sobre como podemos aproveitar a energia a partir de fontes diversas também evolui. Uma dessas novas invenções é um aparelho desenvolvido pelo designer japonês Hung-Uei Jou. O projeto apelidado de “Green Noise” ou “Ruído Verde”, em tradução livre, visa converter o ruído e som dos aviões, em eletricidade. Esta energia poderia ser usada para alimentar as luzes na pista do aeroporto.



Essa é uma maneira inusitada de reduzir os custos e emissões de carbono geradas por aeroportos em todo o mundo. O dispositivo seria colocado em uma pista e deixado lá para coletar e prender ruídos e decibéis do aeroporto, particularmente os sons dos aviões que estão pousando ou decolando.



O aparelho baseia-se em um alto-falante de forma cônica, para absorver os sons mais facilmente e impedir que a água da chuva vá para o fundo. Isso permite ao “Green Noise” funcionar em todos os tipos de clima, com chuva ou com sol. A tela mostra as informações necessárias para os funcionários do aeroporto.



A estrutura modular, conveniente para instalação e configuração, fica em uma base com tripé, de fácil manutenção, para facilitar a troca da luz quando quebrar.



A invenção poderia até ser instaladas nas rodovias movimentadas ou no exterior dos trens e metrôs. As aplicações dos dispositivos são infinitas. O aparelho não irá eliminar o ruído, ele simplesmente aproveita o barulho e faz bom uso dele.



Redação CicloVivo



Sistema dessaliniza água do mar usando energia renovável

Sistema dessaliniza água do mar usando energia renovável


Autoria: Glenda Almeida - Agência USP - 02/03/2011


Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=dessalinizacao-agua-mar-energia-renovavel&id=010125110302&ebol=sim




A membrana é o filtro do sistema, que compõe o método conhecido como "osmose reversa". Assim, a água, antes salgada, passa pela coluna, é filtrada e transformada em água potável. [Imagem: Juvenal Rocha Dias/Ag.USP]


Dessalinização alternativa



Um sistema mecânico capaz de transformar a água do mar em água potável utilizando energia renovável acaba de ser desenvolvido na Escola Politécnica (Poli) da USP.



O equipamento poderá atender a necessidade de países como Cabo Verde, na África, onde a água potável não é um recurso tão abundante.



O projeto é de autoria do engenheiro Juvenal Rocha Dias, cidadão caboverdiano, que efetuou os cálculos e medições para o trabalho durante suas pesquisas de mestrado e doutorado na Poli. A ideia surgiu justamente pela observação das necessidades de seu país de origem.



Segundo Dias, já é possível que os governos de países menos desenvolvidos pensem numa alternativa menos custosa que a técnica mais comum de dessalinização, que funciona com energia elétrica obtida a partir da queima de combustível fóssil, como o diesel.



A nova alternativa propõe ser menos nociva ao meio ambiente e pode custar menos ao poder público, no que diz respeito aos gastos com a compra de combustíveis derivados do petróleo.



Coluna de dessalinização



O sistema denominado "coluna de dessalinização" funciona basicamente como um filtro, utilizando energia eólica - fornecida pelos ventos - provinda de cata-ventos ou turbinas eólicas, e energia potencial gravitacional, que existe por conta da força da gravidade, relacionada à massa dos corpos e à altura da qual se encontram.



Dias explica que o processo de dessalinização se inicia com o bombeamento de água salgada para a parte superior de uma coluna, em formato cilíndrico, onde há um reservatório.



O peso dessa água impulsiona um êmbolo que pressiona o ar contido em uma câmara inferior do sistema. Esse ar exerce uma força sobre outro reservatório. A água contida nele é pressionada e passa por uma espécie de membrana.



A membrana é o filtro do sistema, que compõe o método conhecido como "osmose reversa". Assim, a água, antes salgada, passa pela coluna, é filtrada e transformada em água potável.



Segundo o pesquisador, a dimensão da coluna a ser construída depende do consumo de água potável desejado. Por exemplo, para a produção de 5 mil metros cúbicos (m3) de água, o que equivale, em média, à água utilizada por 10 pessoas ao longo de um dia, o sistema deve possuir cerca de 25 metros (m) de altura.



De acordo com os cálculos realizados, o consumo específico de energia no processo equivale a 2,8 kWh/m3 de água potável produzida, bem abaixo do consumo específico de energia de sistemas convencionais, que apresentam valores em torno 10 kWh/m3 de água potável produzida a partir da dessalinização da água do mar.



Custo e usos alternativos



A professora Eliane Fadigas, orientadora do estudo, diz que os possíveis gastos com a construção e instalação do sistema podem ser caros. Porém, a longo prazo, o investimento pode valer a pena, principalmente para países na situação econômica como a de Cabo Verde.



"O governo vai poder redirecionar o dinheiro que era utilizado com a compra de Diesel para outras necessidades, ligadas também à população. É evidente que tudo isso depende da vontade política", explica Eliane.



"Além de servir para transformar a água do mar em água potável, a coluna também pode ser adaptada e reprojetada para outros fins. Por exemplo, a partir do uso de filtros apropriados, o sistema pode ser utilizado para a despoluição de riachos e lagos, ou mesmo como fonte de água para uso na agricultura ou produção de energia elétrica", acrescenta a professora Eliane. "Ao idealizar o sistema, pensamos não só na questão dos gases poluentes, mas também onde poderíamos depositar o sal retirado da água. Esse 'resto' pode ser, por exemplo, devolvido para o mar de uma forma controlada", completa o engenheiro.



Limitações do projeto



Durante o estudo na Poli, o pesquisador construiu um protótipo da coluna, utilizando materiais diversos para teste, como baldes, papelão e concreto, e obteve sucesso nos testes. Segundo a pesquisa, os modelos reais terão como principal material o aço. Ainda será testado um protótipo da coluna mais próximo do real, por meio do qual será possível medir, por exemplo, as perdas por atrito, o que pretende aprimorar o modelo.



Segundo o engenheiro, há algumas limitações no funcionamento do sistema. "Uma vez que é movido à energia eólica, ele depende das condições dos ventos, e até mesmo dos requisitos dos cata-ventos, que, por sua vez, devem ser instalados próximos ao mar ou a fontes de água. Isso não acontece caso a fonte de energia seja a turbina eólica, de mecanismo diferente do cata-vento. Há portanto a limitação de espaço, já que quanto mais cata-vento, mais potência", aponta Dias.



Mas já imaginando possibilidades de compensar essas limitações, a pesquisa também sugere utilização da chamada bomba clark, que serve como reaproveitadora das energias "perdidas" durante os processos do sistema.


SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Sistema dessaliniza água do mar usando energia renovável. 02/03/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=dessalinizacao-agua-mar-energia-renovavel. Capturado em 05/03/2011.





A sustentabilidade e as bacias sanitárias

A sustentabilidade e as bacias sanitárias


03/03/2011

Autor: Cláudio Conz

Fonte: http://www.dgabc.com.br/Columnists/Posts/58/5280/A%20sustentabilidade%20e%20as%20bacias%20sanit%C3%A1rias.aspx
 
 

 
Muito se fala sobre sustentabilidade. Mas será que é possível conseguirmos construir sustentavelmente?




Até meados de 1970, pouco se falava sobre o assunto. Com a primeira crise do petróleo, em 1973, os países do Oriente Médio elevaram o preço do barril, o que fez com que as grandes potências parassem para pensar em fontes alternativas. A questão da eficiência energética tornou-se pauta das principais economias e entre seus desdobramentos o tema do aquecimento, iluminação, refrigeração e funcionamento em geral dos prédios ganhou destaque.



Assuntos sobre como gerir resíduos, o planejamento sustentável da obra, como economizar água, o uso racional de materiais e as fontes de energia renováveis começaram a fazer parte dos temas ligados à construção. E ideias simples podem economizar milhões. Uma delas é a questão do uso racional da água nos edifícios. Estudos recentes demonstram que 35% da água de uma casa se esvaem pela bacia em descargas sanitárias.



No Brasil, os quase 50 milhões de imóveis existentes desperdiçam cerca de 575 milhões de m³ de água por mês em descargas sanitárias. Levantamento realizado pela Anamaco indica que o País precisa trocar cerca de 100 milhões de bacias sanitárias. São produtos antigos que gastam cinco vezes mais água do que os encontrados hoje no mercado.



Numa residência com quatro pessoas, a descarga sanitária é acionada, em média, 16 vezes ao dia. Se em cada descarga gastamos 30 litros, o total do consumo diário é de 480 litros e mensal 14,4 mil litros. Quando é feita a substituição por produtos com nova tecnologia, que utilizam seis litros por descarga, o consumo é de 2.880 litros/mês.



Essa conta revela economia de 11.520 litros/mês ou redução de 80% no consumo. Podemos começar a construção sustentável por aí.



Como integrante do CDES, quero aprofundar este tema para que ele seja parte do programa de sustentabilidade do governo em relação aos prédios públicos. Um programa de uso racional de água nas escolas federais diminuiria os custos, além de contribuir para disseminar a cultura de que a água é um bem da humanidade. Não se pode permitir o desperdício.



A TROCA DAS BACIAS NA PRÁTICA - A cidade de Nova York foi a primeira a ter a dimensão do problema. E, para evitar despesas abundantes na expansão de infraestrutura para o tratamento e fornecimento de água, desenvolveu programa de incentivo à substituição dos vasos sanitários - o TRP (New York Toilet Rebate Program). O programa trocou 1 milhão de bacias gratuitamente para a população e gerou economia de 30% no consumo de água e 35% nos custos do tratamento de esgoto.



A Cidade do México conseguiu efetuar a troca de todos os produtos em seis anos. Em 1985, o município iniciou programa oficial, reunindo comissão composta por integrantes do governo, fabricantes, escolas, representantes da sociedade e do comércio. Em 1986, determinou prazo de nove meses para que a indústria de produtos sanitários se adaptasse às novas exigências, isso é, todos teriam de se adequar à nova norma de produzir bacias de seis litros.



Entre 1989 e 1991, fabricantes de louças sanitárias precisaram destruir estoques de todos os produtos cujo consumo fosse maior que seis litros e, a partir de 1991, o governo proibiu a venda e comercialização de bacias com funcionamento acima do determinado. Nesse mesmo ano, o governo estabeleceu para todos os modelos de bacias um incentivo chamado de reposition cost. Isso é, os gastos efetuados na troca de bacias foram restituídos aos proprietários de casas, apartamentos, escritórios, lojas, fábricas etc. Para ter direito a esse benefício, o proprietário tinha de efetuar a troca nas revendas, deixando a bacia antiga.



EXPERIÊNCIAS NO BRASIL - Outro case interessante da Anamaco foi o projeto realizado na cidade de Vinhedo, interior de São Paulo, em prédios públicos. Na Escola Municipal de Vinhedo, a troca de louças e metais comprovou economia de 97% no consumo de água. Lá se consumia 129 mil litros de água por mês e, depois da obra concluída, a escola passou a gastar, em média, 3.800 litros/mês. O retorno sobre o investimento aconteceu em menos de três meses.



O projeto também foi implementado na Escola Municipal Integração de Vinhedo, maior colégio da rede pública da cidade, com 1.114 alunos. Lá, o consumo era de 853 mil litros de água/mês e, após a implantação do projeto, a escola passou a consumir, em média, 355 mil litros/mês, redução de 58,4% no seu consumo total.



Assim, com ideias simples, conseguimos economizar muito e mudar nossa realidade, preservando o futuro do planeta.



sexta-feira, 4 de março de 2011

Empresário britânico lança serviço de táxi para apenas um passageiro

Empresário britânico lança serviço de táxi para apenas um passageiro



Postado em 03/03/2011 ás 09h00

Autoria e fonte:http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/2124



Todos os veículos da frota do Cab4one podem transportar apenas um passageiro e suas bagagens. l Imagem: Divulgação / Cab4one

Táxis convencionais e veículos de aluguéis, gastam a maioria do seu tempo levando apenas um passageiro. Isso os tornam ineficientes e mais agressivos ao meio ambiente em termos de emissões de carbono.



Pensando nisso, a empresa britânica Cab4one (Taxi para um), criou um serviço diferenciado para passageiros solitários; todos os veículos da frota podem transportar apenas um passageiro e suas bagagens.



Justin Martin Ott, fundador da empresa, teve a ideia do serviço depois de constatar que a maioria dos veículos que transportavam passageiros de aeroportos carregavam apenas um passageiro. Em 2010, a empresa começou a operar no aeroporto de Stansted, próximo a Londres.



O veículo escolhido pela empresa foi o “Smart Passion Fourtwo”, que segundo a empresa, é considerado o veículo convencional menos poluente no Reino Unido atualmente. O Smart é movido a diesel e emite apenas 89 gramas de dióxido de carbono por quilômetro, além de ter apenas a metade do tamanho de um táxi convencional. Ott explica que a utilização de carros elétricos ainda não é viável em Londres, devido ao intervalo de recarga das baterias.



O veículo tem capacidade para três malas grandes, mais bagagens de mão, o que é mais do que uma pessoa pode carregar em um avião. O mini taxi ainda possui conexão wi-fi e tomadas para carregar todos os tipos de equipamentos dos usuários. Assim, os passageiros podem trabalhar enquanto viajam.



Ott diz que a reação dos passageiros quando se deparam com o mini taxi é de surpresa, mas que após utilizar o serviço, acabam gostando e percebem que não precisam de carros enormes poluindo ainda mais o meio ambiente.



Para encorajar a população a andar mais de bicicleta, a Cab4one também criou o Bike Rescue. O serviço oferece socorro aos ciclistas. Eles buscam o ciclista e sua bike onde quer que estejam, e os levam em segurança para sua casa, ou destino final. A empresa também carrega um kit de primeiro socorros, para casos de emergências.



Segundo o empresário, a economia de combustível do veículo deixa seus táxis com preços muito competitivos. A Cab4one tem planos de expandir seus serviços para outras cidades do Reino Unido e para o Centro de Londres.



Confira o vídeo onde Justin Martin Ott fala mais sobre o serviço:



Hamburgo, na Alemanha, é escolhida a capital verde europeia de 2011

Hamburgo, na Alemanha, é escolhida a capital verde europeia de 2011


Postado em 03/03/2011 ás 14h59

Autoria e fonte: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/2131



A cidade pretende reduzir 40% de suas emissões até 2020 e 80% até 2050 l Imagem: Guia TimeOut

A cidade alemã de Hamburgo foi escolhida a capital verde europeia de 2011. A estrutura de transportes e a meta ambiciosa de redução nas emissões de carbono foram fatores importantes que motivaram a escolha.



O condado, localizado no norte da Alemanha, pretende reduzir 40% de suas emissões até 2020 e 80% até 2050, comparado à quantidade que era emitida em 1990. Atualmente a cidade já alcançou níveis respeitáveis, com redução de 15%.



Para que essa eficiência fosse alcançada foi feito um replanejamento na estrutura dos edifícios e mudança na matriz energética nos meios de transporte. Os veículos pesados passaram a contar com motores híbridos e existe um estudo de mudança nos combustíveis dos barcos, para que as transformações sejam ainda mais efetivas ambientalmente. O governo também pretende encontrar uma maneira de usar gás natural no transporte marítimo.



O transporte público em Hamburgo é totalmente eficiente. Existe um ponto de ônibus a cada 300 metros de qualquer habitante. A cidade utiliza dois ônibus híbridos e outros oito estão em fase de testes. Outro coletivo de destaque é o S-Bahn, espécie de trem elétrico alemão, que tem como fonte energética a hidroenergia.



A cidade também é exemplo na preservação das áreas verdes, que ocupam 28% de seu território. As terras cultivadas, parques e áreas verdes públicas compõem 41% da área municipal, que possui 240 mil árvores. Todos esses fatores colaboram para que a qualidade do ar seja considerada muito boa.



O local é um alvo bastante escolhido por cientistas e pesquisadores para os estudos climáticos. A Universidade de Hamburgo abriga atualmente mais de 450 cientistas no Centro de Ciências Marinhas e Atmosféricas, que também é conhecido como campus do clima.







Redação CicloVivo



Sustentabilidade é caminho para novo mercado de trabalho

Sustentabilidade é caminho para novo mercado de trabalho


Postado em 03/03/2011 ás 11h42


Fonte: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/2129



É impossível falar em desenvolvimento atualmente sem associá-lo à sustentabilidade. O tema ganha cada vez mais espaço no mercado brasileiro e atrai pessoas de diversas áreas interessadas em especializações que gerem mudanças empresariais e pessoais por um futuro melhor.



O governo do Brasil é a prova de que esse setor já alcançou posição de importância em toda a nação. Ainda neste semestre o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, divulgará o projeto “política de desenvolvimento produtivo”, que tem como objetivo instaurar a sustentabilidade em todo o setor industrial brasileiro.



As empresas se mobilizam para desenvolverem estratégias de minimização dos impactos que suas atividades causam no meio ambiente. Par alcançar esse objetivo, no entanto, elas buscam profissionais capacitados para exercerem tais mudanças. Por isso, a sustentabilidade ganha também status de profissão.



As áreas de atuação são diversas e englobam profissionais com diferentes formações, desde jornalistas até engenheiros, todos envolvidos em um só ideal que é trabalhar em benefício da sustentabilidade. A consultora ambiental Carolina Piccin, explica o que existe em comum entre esses profissionais: “Acho que todos que trabalham com o tema da sustentabilidade têm uma vontade muito grande de mudar uma comunidade, uma cidade ou uma empresa”.



A advogada Juliana Amaral Toledo, é exemplo disso e garante que as empresas estão à procura de profissionais capacitados. “As empresas que me procurar querem estimular um comportamento sustentável ou estão trabalhando com tecnologias para diminuir seu impacto na natureza”, disse ela em declaração à revista Isto É.



Para formalizar essas profissões, foi criada recentemente a Associação Brasileira de Profissionais da Sustentabilidade (Abraprosus), que surge para proporcionar espaços onde os profissionais possam debater ideias e trocar experiências. Um dos desafios para esse crescimento é a falta de formação universitária desenvolvida especificamente em cima deste tema. Segundo o empresário Marcus Nakagawa é possível “contar nos dedos as universidades brasileiras que têm cursos fixos nessa área”. Três universidades têm especializações em sustentabilidade: Universidade Federal de Minas Gerais, Fundação Getúlio Vargas e Universidade de São Paulo. O Instituto Ethos também oferece pequenos cursos para direcionar empresários interessados em montar negócios sustentáveis. Com informações da Revista Isto É.



Redação CicloVivo



Reduzir a conta de luz também é sustentável

Reduzir a conta de luz também é sustentável

03/03/2011 - Artigo



Fontes: Brasil Econômico e http://www.abrace.org.br/port/noticias/ler.asp?id=19966



Autor: Ângela Cardoso



O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) divulgou no mês passado o estudo Sustentabilidade: a vantagem competitiva de quem a incorpora, no qual pesquisadores classificam dois tipos de empresa: aquelas que assimilaram práticas sustentáveis à sua agenda e aquelas que, embora apoiem as causas da sustentabilidade, ainda estão mais focadas em redução de custo, eficiência material e mitigação de riscos.





O estudo identifica práticas das empresas que incorporaram e praticam conceitos e já começam a definir o que é uma gestão sustentável: agilidade, mesmo quando não se dispõe das informações necessárias; autenticidade e transparência com os colaboradores e fornecedores. Além disso, entre as preocupações das companhias está a necessidade de combater o desperdício de energia a partir do aumento da eficiência dos processos produtivos.





Essa preocupação das corporações globais tem sido pouco percebida entre as empresas brasileiras quando tratam da sustentabilidade. Apesar do alto custo do insumo, não há uma preocupação tão grande com o tema. Uma hipótese para isso é o fato de a matriz elétrica brasileira ser uma das mais limpas do mundo, com mais de 80% da eletricidade produzida em hidrelétricas. Isso faria com que as empresas nacionais já consideras sem suas opções sustentáveis quando se fala de energia.





Vale lembrar também que essa postura pode ser associada a um elemento cultural. Para muitas empresas brasileiras, sustentabilidade ainda é um conceito ligado muito mais à questão ambiental, sem considerar as demais vertentes que compõem o conceito, a questão social e a econômica. Além de ignorar o impacto econômico do custo da energia nas operações das empresas, esse raciocínio desconsidera o fato de que todas as formas de geração de energia causam impactos ambientais.





Evidentemente que uma térmica a carvão, que produz diversos poluentes devido à queima do combustível, terá impactos mais significativos no ambiente do que uma hidrelétrica, principalmente tendo em vista as emissões de gás carbônico das térmicas nesses tempos de aquecimento global. Contudo, mesmo as hidrelétricas têm impactos significativos, devido ao alagamento de áreas e outras modificações no ambiente em que estão localizadas.





Além disso, é preciso entender que o desperdício que resulta em um consumo excessivo e desnecessário contribui para a necessidade de expansão contínua do parque gerador. O aproveitamento inclui longas linhas de transmissão para que a energia chegue até os centros de carga, que também impacta o ambiente. Por fim, o parque gerador brasileiro também exige a complementaridade com térmicas, que, mesmo não sendo a carvão, contribuem para o famigerado efeito estufa.





Isso mostra que, embora as empresas brasileiras tenham um diferencial em relação às dos outros países, ações em favor da redução do desperdício merecem espaço. Podem não significar tanto em termos de redução de emissões de gases de efeito estufa, mas contribuem para a redução do impacto ambiental de suas operações. Além disso, auxiliam a diminuir a conta de luz, ao mesmo tempo que buscam a sustentabilidade no que se refere à questão econômica.





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Pesquisa levanta perfil turístico em 5 Parques Nacionais

Pesquisa levanta perfil turístico em 5 Parques Nacionais


Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/pesquisa-levanta-perfil-turistico-cinco-parques-nacionais-620745.shtml

Autoria: Sucena Shkrada



Um dos resultados da pesquisa realizada pelo Projeto Piloto de Fomento ao Turismo em Parques Nacionais e Entorno, do Ministério do Turismo*, revela que a natureza é vista como principal atrativo do destino e a infraestrutura como desafio, em cinco UCs – Unidades de Conservação, segundo avaliação de moradores dos municípios do entorno. As áreas em questão foram da Chapada dos Veadeiros (GO), da Serra dos Órgãos (RJ), do Aparados da Serra (RS/SC), de Anavilhanas (AM) e do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE), que integram a lista de 31 abertas à visitação, no país.



Especificamente para os turistas pesquisados, o objetivo das visitações é a busca de descanso. Já para os empresários, os maiores desafios são a falta de capital para investimento e giro de caixa, além da escassez de mão-de-obra qualificada. Um fato curioso é que somente em Anavilhanas, a cultura foi considerada como aspecto importante.



Ao todo, foram entrevistadas 1.192 pessoas, por meio de questionários enviados pela internet, entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011. Segundo o Ministério do Turismo, os resultados ainda estão sendo avaliados e serão utilizados para potencializar o turismo sustentável nessas regiões.



Em abril deste ano, estão programados workshops com a cadeia produtiva do setor, com apoio do SEBRAE – Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, do ICMBio – Instituto Chico Mendes e da Abeta - Associação Brasileira de Turismo de Aventura.



"Educação ambiental": Escola estadual no Rio de Janeiro ganha LEED Schools

Escola estadual no Rio de Janeiro ganha LEED Schools

03/Março/2011





Aproveitamento de água de chuva para irrigação e vaso e iluminação totalmente com LED são diferenciais do projeto



Autoria:Luciana Tamaki



Fonte: http://www.piniweb.com.br/construcao/sustentabilidade/escola-estadual-no-rio-de-janeiro-ganha-leed-schools-211198-1.asp



O Colégio Estadual Erich Walter, localizado na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, conseguiu a certificação LEED Schools, própria para escolas com projeto sustentável. "Esta é a primeira escola a buscar a certificação LEED no país e, ainda, a primeira escola pública no mundo a tomar esta iniciativa", garante Luiza Junqueira, arquiteta responsável pela certificação. Ela apresentará o projeto no próximo dia 18, na Feicon Batimat.




A certificação LEED Schools tem requisitos específicos para escolas, sobre acústica e qualidade dos solos





Esta certificação LEED específica para escolas tem dois requisitos diferenciados: a apresentação de um relatório ambiental da qualidade do solo, para que não seja perigoso à saúde das crianças, e o tratamento acústico não só nas salas de aula, como nos corredores e ambientes internos próximos às salas. Para garantir baixos ruídos, foram especificados forros acústicos e equipamentos de ar-condicionado de baixos decibéis.



O terreno, com área de 3.700 m², foi doado pela Prefeitura ao Governo do Estado do Rio de Janeiro. Para a construção da escola, foi aproveitado o piso da praça (bloquetes e pedra portuguesa) para a pavimentação das áreas externas. As quadras existentes também serão reaproveitadas.



Além disso, a escola também adotou medidas como toda iluminação feita por lâmpadas LED, aproveitamento de água de chuva para irrigação e bacias, válvulas de duplo acionamento, aumento de áreas verdes e pavimentação permeável, telhado verde (com acesso à visitação), revestimentos com baixos índices de compostos orgânicos voláteis, área para reciclagem, painéis solares para aquecimento de água, instalação de bicicletários, vagas especiais para veículos de baixa emissão.



Segundo Luiza, o time pedagógico também vem trabalhando para fazer da escola uma ferramenta de ensino e conscientização de práticas sustentáveis.



No colégio há aulas para o ensino médio e também formação técnica profissionalizante. O projeto teve um custo total de R$ 11 milhões, financiado pela ThyssenKrupp CSA. As obras estão em fase de acabamento no prédio principal.







Foram aproveitados materiais da praça, originalmente no local, para pavimentação das áreas externas

quinta-feira, 3 de março de 2011

A CASA DO TARZAN...num parque?

Casa na árvore - 25 modelos para inovar com sustentabilidade !



02/03/2011
Sustentabilidade é um tema inovador e recente, mas morar em árvores, que era um sonho de criança agora virou realidade.






Autoria e fonte: http://www.ideiapura.com.br/2011/03/casa-na-arvore-25-modelos-para-inovar.html






https://picasaweb.google.com/famaweb/CasaNaArvore?authkey=Gv1sRgCNvji-2Eid6FRw#






http://www.casanaarvore.com/video.asp?video=Casa_na_arvore_8mb.wmv





E a descarga atmosférica?

Nova entidade busca referências para profissional de sustentabilidad: ABRAPROSUS

Nova entidade busca referências para profissional de sustentabilidade





Autoria: por Alexandre Spatuzza — última modificação Feb 28, 2011 04:20 PM

Fonte: http://www.revistasustentabilidade.com.br/pesquisa-e-inovacao/nova-entidade-busca-referencias-para-profissional-de-sustentabilidade


Até abril de 2011, o profissional que atua na área de sustentabilidade deverá começar a ter referências éticas e técnicas para sua atuação no mercado. É esta a meta da primeira assembleia geral da recém-criada Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade, explicou um de seus idealizadores, Marcus Nakagawa, consultor de educação para sustentabilidade e gestão. Mas o desafio é complexo: primeiro é necessário definir quem é este profissional.


 
“O tema sustentabilidade é necessariamente multidisciplinar e transversal”, explicou. “Não é só gestão ambiental e nem responsabilidade social corporativa. O profissional pode estar trabalhando em várias áreas em governos, empresas e ONGs, desde um gerente de compras até um comunicador. É um tema amplo, portanto é preciso buscar uma definição”.



Há mais de uma década trabalhando nas várias áreas da sustentabilidade desde a faculdade de propaganda e marketing, Nakagawa percebeu, em 2009, que profissionais atuando com o tema sustentabilidade necessitavam de apoio institucional para o guiar no dia-a-dia, pois apesar de da crescente presença da questão nos vários ramos econômicos e governamentais, o profissional se encontrava sozinho na hora de discutir questões chave para sua atuação.



“Percebi que muitos se sentiam isolados”, lembrou. “Muitas vezes os profissionais se deparavam com alguns interesses que tinham que acatar, mas que não defendiam.”



Serão três as ações principais da associação: conectar os profissionais; difundir conhecimento e criar um código de conduta para estes profissionais com referências éticas e técnicas.



Lançada no dia 21 de fevereiro, com um debate sobre o perfil deste profissional, a associação conta com um grupo gestor de 20 profissionais divididos em três grupos de trabalho para discutir estes temas e buscar meios de financiar a associação.



“Tem que ter inovação neste tema”, lembrou Nakagawa explicando que entre as modalidades inclui crowd financing – doações pequenas individuais dispersas pela população por meio web.



Apesar da questão da sustentabilidade, desenvolvimento sustentável e responsabilidade socioambiental de empresas e governos estarem em proeminência, os profissionais desta área ainda carecem de uma representação formal ou referências para sua atuação.



Nos Estados Unidos, foi lançada a Sociedade Internacional de Profissionais de Sustentabilidade (ISSP em inglês) entre 2007 e 2009. Na Espanha, a Associação Interdisciplinar de Profissionais do Meio Ambiente (APROMA) e desde 2001, existe uma cátedra patrocinada pela Unesco, na universidade Michel de Montagne (França), para treinamento e desenvolvimento sustentável. Enquanto isso no Brasil, existem movimentos para regulamentar a profissão de gestor ambiental em nível nacional e para pagamento de serviços ambientais em São Paulo.



Além disso, já existem vários núcleos de estudos e de pesquisa em sustentabilidade em universidades como a Fundação Getúlio Vargas e a Fundação Dom Cabral enquanto inúmeras faculdades já oferecem em suas grades graduação e pós-graduação matérias e foco de pesquisa abordando a sustentabilidade socioambiental.



Para Nakagawa, a ideia é poder melhorar as práticas das empresas, ONGs e governos voltadas para a sustentabilidade dando conectando, educando e apoiando os profissionais atuando nesta área.



“É um sonho do grupo gestor que atuação das empresas e dos governos em relação ao meio ambiente e a sociedade acreditamos que essa é a melhor reposta para que a mudança aconteça”.



 




 


Portugueses desenvolvem bateria de papel recarregada por vapor

Portugueses desenvolvem bateria de papel recarregada por vapor

Autoria e fonte: http://eco4planet.com/blog/2011/03/portugueses-desenvolvem-bateria-de-papel-recarregada-por-vapor/



Baterias são sempre um problemão na hora do descarte. Muita gente não pensa no ambiente e acaba se desfazendo de baterias com metais pesados em qualquer lugar. Uma forma de resolver isso é desenvolver baterias menos nocivas ao ambiente. Uma dessas ideias vem de Portugal e utiliza bateria feita de papel.


O pessoal da Facudade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa criou uma bateria feita com papel sulfite! Para funcionar, segundo os pesquisadores, a folha precisa passar por alguns processos conhecidos como “deposição de eletrodos e caracterização morfológica e elétrica” (ninguém pensou em um nome mais simples, fazer o que) e depois ela já pode equipar aparelhos que vão poder ser recarregados em qualquer lugar.



Sim, qualquer lugar. Já que a bateria funciona utilizando vapor d’água, o aparelho vai poder se recarregar em qualquer ambiente com umidade relativa do ar superior a 40%.



Os amigos lusitanos ainda dizem que a bateria vai poder equipar diversos aparelhos, como celulares, computadores e até utensilios médicos. Ora pois.