quinta-feira, 24 de julho de 2014

Doenças mentais associadas ao diabetes mellitus


JAMA: doenças mentais associadas ao diabetes mellitus


quinta-feira, 24 de julho de 2014

http://www.news.med.br/p/saude/554817/jama+doencas+mentais+associadas+ao+diabetes+mellitus.htm

Os indivíduos com diabetes tipo 1 ou tipo 2 estão em maior risco para desenvolver depressão, ansiedade e transtornos alimentares. Estas comorbidades comprometem a adesão ao tratamento e, assim, aumentam o risco de complicações graves que podem resultar em cegueira, amputações, acidentes vasculares cerebrais, declíniocognitivo, diminuição da qualidade de vida e morte prematura.
Quando essas comorbidades em saúde mental do diabetes não são diagnosticadas e tratadas, o custo financeiro para a sociedade é considerável. Neste artigo, publicado peloThe Journal of the American Medical Association (JAMA), especialistas resumiram aprevalência e as consequências para a saúde mental de pacientes com diabetes tipo 1 ou tipo 2 e sugeriram estratégias para identificação e tratamento de diabéticos com comorbidades mentais.

DEPRESSÃO

Uma das mais sérias comorbidades mentais associados ao diabetes é o transtorno depressivo maior. Ele afeta 6,7% dos adultos americanos com 18 anos ou mais e é mais provável de ser diagnosticado em adultos norte-americanos com diabetes mellitus. No geral, as taxas de depressão entre os indivíduos com diabetes tipo 1 ou tipo 2 são duas vezes maiores do que na população geral. Uma meta-análise de 2011 relatou que as taxas dedepressão são mais elevadas em jovens com diabetes tipo 1 em comparação com aqueles sem a doença, embora as diferenças não sejam tão grandes como relatadas em estudos mais antigos. Jovens adultos com diabetes tipo 1estão especialmente em risco para maus resultados na saúde física e mental e para morte prematura.
Grandes avanços nas últimas duas décadas têm aumentado a compreensão da base biológica para a relação entredepressão e diabetes. Uma relação bidirecional pode existir entre o diabetes tipo 2 e depressão: assim como odiabetes tipo 2 aumenta o risco para o aparecimento da depressão maior, um sinal de transtorno depressivo maior aumenta o risco para o surgimento do diabetes tipo 2. Além disso, a angústia do diabetes já é reconhecida como uma entidade separada do transtorno depressivo maior. A angústia do diabetes ocorre porque praticamente todos os cuidados com o diabetes envolvem um comportamento de auto-gestão que exige um equilíbrio complexo de um conjunto de tarefas comportamentais por parte da pessoa e da família, 24 horas por dia, sem "dias de descanso". As tarefas de autogestão para o diabetes tipo 1 envolvem a verificação cuidadosa dos níveis de glicose no sangue para ajustar múltiplas doses de insulina necessárias durante o dia e à noite. Isto é equilibrado com as decisões alimentares e com a prática de atividades físicas que influenciam os níveis de glicoseno sangue, prevenindo a hipoglicemia, que pode levar a convulsões e ao coma.
Viver com diabetes está associado a uma ampla gama de angústias, tais como sentir-se sobrecarregado com a rotina do diabetes, estar preocupado com o futuro e a possibilidade de complicações graves e sentir-se culpado quando a gerência da doença vai mal. Este peso e o sofrimento emocional de indivíduos com diabetes tipo 1 ou tipo 2, mesmo em níveis de gravidade abaixo do limiar para um diagnóstico psiquiátrico de depressão ou ansiedade, estão associados com a baixa adesão ao tratamento, ao controle glicêmico inadequado, a taxas mais altas de complicações do diabetes e a uma qualidade de vida prejudicada.
depressão em diabéticos também está associada a um cuidado pessoal pobre no que diz respeito ao tratamento do diabetes (não aderência), ao controle glicêmico inadequado, às complicações no longo prazo, à diminuição da qualidade de vida e ao aumento do desemprego e da invalidez. A depressão entre indivíduos comdiabetes aumenta a utilização e as despesas com serviços de saúde, independentemente da idade, sexo, raça/etnia e nível social.
Mas a depressão pode ser tratada com sucesso em pessoas com diabetes. Os ensaios clínicos de eficácia do tratamento da depressão com psicoterapia e com medicamentos antidepressivos têm demonstrado efeitos moderados sobre a depressão, mas mínimos sobre o controle da glicose. Em contraste, os ensaios clínicos de efetividade, como o modelo de cuidados colaborativos avaliado entre pessoas com diabetes e depressão em cuidados primários, têm demonstrado melhorias significativas na depressão e no controle da glicose, bem como economias com gastos médicos.
DISTÚRBIOS DE ANSIEDADE
Muitas pessoas com diabetes e depressão também tem distúrbios de ansiedade, como transtorno de ansiedade generalizadatranstorno do pânico ou transtorno de estresse pós-traumático. Os transtornos de ansiedadetambém podem ocorrer em pessoas com diabetes, mas sem depressão. O aumento da ansiedade em pessoas com diabetes tipo 1 ou tipo 2 pode ocorrer principalmente quando o diabetes é diagnosticado pela primeira vez e quando as complicações do diabetes ocorrem pela primeira vez. A ansiedade complica a vida dos diabéticos e sua gestão de pelo menos três formas:
  1. Perturbações da ansiedade graves se sobrepõem, em grande parte, com os sintomas da hipoglicemia, tornando difícil para uma pessoa com diabetes diferenciar entre os sentimentos de ansiedade e os sintomasde hipoglicemia que requerem tratamento imediato.
  2. ansiedade pré-existente em relação a injeções ou a coletas de sangue pode levar à ansiedade grave outranstornos de pânico, quando uma pessoa é diagnosticada com diabetes.
  3. O medo da hipoglicemia, uma fonte comum de ansiedade severa para pessoas com diabetes, pode levar alguns pacientes a manterem os níveis de glicose no sangue acima da meta de controle. Os pais de crianças com diabetes tipo 1 também estão em alto risco para terem um medo extremo da hipoglicemia.
TRANSTORNOS ALIMENTARES
Mulheres com diabetes tipo 1 têm um risco duas vezes maior de desenvolver distúrbio alimentar e um risco 1,9 vezes maior para o desenvolvimento de transtornos alimentares subconscientes do que as mulheres semdiabetes. Pouco é conhecido sobre distúrbios alimentares em meninos e homens com diabetes. Comportamentos alimentares alterados em mulheres com diabetes tipo 1 incluem compulsão alimentar e purgação calórica através da restrição de insulina, com taxas desses comportamentos alimentares alterados relatados em 31% a 40% das mulheres com diabetes tipo 1, com idade entre 15 e 30 anos. Além disso, comportamentos alimentares desordenados persistem e agravam-se ao longo do tempo. Mulheres com diabetes tipo 1 e transtornos alimentares têm pior controle glicêmico, com maiores taxas de hospitalizações e retinopatianeuropatia e morte prematura, em comparação com as mulheres da mesma idade com diabetes tipo 1 sem transtornos alimentares.
RASTREAMENTO DE DOENÇAS MENTAIS EM DIABÉTICOS
Apesar dos efeitos adversos potenciais das patologias mentais sobre o controle do diabetes e nas despesas com cuidados de saúde, apenas cerca de um terço dos pacientes com essas condições coexistentes recebemdiagnóstico e tratamento. De acordo com os padrões de atendimento atuais da American Diabetes Association, “as pessoas com diabetes devem receber cuidados médicos de uma equipe com médicos, enfermeiros, assistentes do médico, técnicos de enfermagem, nutricionistas, farmacêuticos e profissionais de saúde mental com experiência em diabetes...". O comunicado também recomenda que os médicos "rotineiramente rastreiem problemas psicossociais, como depressãoansiedade, distúrbios alimentares e comprometimento cognitivo relacionados aodiabetes." No entanto, poucas clínicas fornecem exames de saúde mental ou integram os serviços de saúdemental/comportamental em cuidados com os diabéticos.
CONCLUSÕES
Das perspectivas econômica, de saúde pública e humanitárias, identificar e tratar os pacientes diabéticos comcomorbidades mentais deve ser uma prioridade. Jovens adultos com diabetes são especialmente vulneráveis acomorbidades mentais, pois eles experimentam várias transições que os colocam em risco para a perda de acompanhamento médico adequado. A alta prevalência e os custos da depressão no contexto do diabetes, combinados a evidências de que fatores comportamentais são importantes para a auto-gestão eficaz do diabetes, criam uma oportunidade importante para integrar o rastreamento de alterações mentais e o tratamento de pessoas com diabetes por uma equipe multidisciplinar, para melhorar os resultados individuais e públicos e para ajudar a diminuir as despesas com os cuidados necessários com a saúde.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
NEWS.MED.BR, 2014. JAMA: doenças mentais associadas ao diabetes mellitus. Disponível em: . Acesso em: 24 jul. 2014.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

“Taxa de congestionamento nas cidades pode ser uma fonte importante de receitas”...em Portugal.


“Taxa de congestionamento nas cidades pode ser uma fonte importante de receitas”


Jorge Vasconcelos, presidente da Comissão para a Reforma da Fiscalidade Verde, reitera neutralidade fiscal e diz que o seu mandato não é aumentar impostos.
Jorge Vasconcelos diz que o debate sobre a fiscalidade verde é feito de uma forma doutrinária NUNO FERREIRA SANTOS



Na passada quarta-feira, a Comissão para a Reforma da Fiscalidade Verde entregou ao Governo um anteprojecto com 40 propostas e 26 recomendações de novos impostos e benefícios, para tornar o país sustentável. Entre elas, há taxas sobre o carbono nos combustíveis, sobre as viagens aéreas e sobre os sacos de plástico. Há também benefícios e isenções fiscais para carros eléctricos, bicicletas e passes de transportes públicos. No total, o pacote proposto somará 180 milhões de euros de receitas novas, que em tese serão compensadas com redução de outros impostos. O PÚBLICO conversou com o presidente da comissão, Jorge Vasconcelos.


Com 180 milhões de receitas previstas, a fiscalidade verde não dá pouca margem para reduzir significativamente outros impostos?
Estes valores correspondem à análise que foi efectuada a 40 propostas. Há outras que poderiam ser equacionadas, mas não houve condições, em três meses, para fazer uma análise aprofundada que permitisse apresentar com segurança e convicção outras propostas. O valor que está aqui é o que resulta da análise detalhada que foi feita. A informação está toda disponível e pode ser verificada. Independentemente da apreciação subjectiva que possamos fazer deste montante, se achamos que é muito alto ou muito baixo, temos de nos confrontar com a realidade.




Um estudo da Agência Europeia do Ambiente previa um impacto de 3100 milhões de euros. Esse estudo sobrestimou o que se poderia conseguir?
Sim, não conseguimos encontrar dados que nos permitissem confirmar os valores desse relatório.




Além das 40 propostas, há 26 recomendações. Vê alguma em particular que teria um impacto forte nas receitas?
Certamente que sim. Se tivéssemos certificados de eficiência energética, poderia ser importante. A aproximação da tributação do gasóleo à gasolina também. No sector dos transportes, se forem adoptadas taxas de congestionamento nas cidades, será uma fonte importante de receitas para os municípios. Isto só para falar aqui de algumas [recomendações].




A taxa de congestionamento seria competência dos municípios?
É uma decisão que cabe aos municípios. Aquilo que se recomenda é que haja uma harmonização a nível nacional das metodologias a adoptar, do quadro legal para a efectivação desta taxa.




E isto seria feito pelo Governo?
Este quadro legal tem de ser feito na Assembleia da República. A responsabilidade pela adopção caberá sempre aos municípios. Entendemos que poderia haver uma entidade gestora, com responsabilidade na implementação do sistema em todos os municípios abrangidos. Esta medida requer uma determinada infra-estrutura de controlo e de medida das entradas nas áreas afectadas, e certamente haveria economias de escala se esta infra-estrutura pudesse ser replicada nos vários municípios com uma mesma base tecnológica. O que sugerimos é que a implementação seja obrigatória para todos os municípios que incluam zonas que, nos últimos cinco anos, ultrapassem em mais de três anos consecutivos, por mais de 30 dias por ano, o valor máximo diário de concentração de partículas ou de óxidos de azoto. A fixação da taxa poderia ser feita por portaria do Governo, dentro de um determinado intervalo, depois de ouvido o município em causa.




Disse que a comissão não teve muito tempo para desenvolver o seu trabalho. Aquilo que o Governo tem em mãos é uma boa base para se falar da reforma da fiscalidade verde? Ou seja, vale a pena avançar com meio trabalho feito?
Claramente. Este é um primeiro passo importante. Não temos a pretensão de apresentar aqui um processo fechado. Mesmo que houvesse mais tempo seria sempre recomendável não fazer as coisas todas ao mesmo tempo, mas com algum gradualismo. Não me parece que seja uma boa ideia pensar que, com alguém fechado numa torre de marfim durante um ano, no fim se implementa um pacote de milhares de medidas e com isto se altera radicalmente, de um dia para o outro, o país. Há aqui um trabalho de sistematização que é novo em Portugal. E há um conjunto significativo de 40 propostas que, se forem introduzidas, vão iniciar um processo de reforma que é importante.




Se tivesse de escolher uma medida por onde começar, qual escolheria?
Não vejo nenhuma razão para que não sejam implementadas as 40. Eu gostaria era que fossem implementadas mais, que grande parte das recomendações pudesse rapidamente também ser transformada em propostas, que se continuasse o trabalho. Não tivemos a preocupação de fazer uma proposta doutrinária. A nossa intenção não foi pôr aqui várias bandeiras para dizer que entendemos que “deve ser assim”. Tentámos que as propostas apresentadas fossem, todas elas, exequíveis.




Houve já críticas de que as propostas apenas representam um agravamento fiscal…
Isto não é verdade. É um equívoco que talvez resulte de uma falta de comunicação do nosso lado. A comissão trabalha num cenário de neutralidade fiscal. O mandato desta comissão não é aumentar impostos. É explicar como é que se pode alterar a estrutura de impostos num cenário de neutralidade.

Churrasco não é sustentável!

Mais um estudo revela por que comer um bife faz mal ao planeta

Investigadores comparam impacto de vários produtos de origem animal com base em dados concretos da realidade norte-americana.
Carne de vaca: 26 mais terra, 11 vezes mais água, seis vezes mais fertilizantes, cinco vezes mais CO2 SANDRA RIBEIRO



Já se sabia que comer um bife é um castigo aplicado ao planeta. Mas um novo estudo agora publicado deixa ainda mais claro que a carne de vaca é o alimento de origem animal com mais impacto sobre o ambiente. Requer 28 vezes mais terra, 11 vezes mais água, seis vezes mais fertilizantes e emite cinco vezes mais gases com efeito de estufa do que as carnes de porco e de aves, os lacticínios e os ovos.

“A clara mensagem é a de que a carne de vaca é de longe a categoria animal menos eficiente ambientalmente nas quatro métricas consideradas”, concluem quatro investigadores dos Estados Unidos e de Israel, num artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Science.

Os investigadores basearam-se em dados entre 2000 e 2010 sobre áreas cultivadas, água de rega e uso de fertilizantes nos Estados Unidos. Também utilizaram dados sobre as emissões de gases com efeito de estufa, derivadas de análises de ciclo de vida – em que tudo o que é necessário para fazer um animal crescer é tido em conta.

O estudo avaliou o impacto da carne de vaca, de porco e de aves, e também dos lacticínios e dos ovos, que juntos representam 96% do consumo norte-americano de calorias de origem animal. Os peixes ficaram de fora porque pesam muito pouco nos hábitos alimentares do país – apenas dois por cento da energia de origem animal – e porque não havia dados suficientes.

Para produzir aquelas categorias de alimentos de origem animal, são necessários 3,7 milhões de quilómetros quadrados – mais de 40 vezes a área de Portugal – em culturas agrícolas e pastos. Também são consumidos 45 mil milhões de metros cúbicos de água, o que equivale ao consumo doméstico norte-americano, e seis milhões de toneladas de fertilizantes – metade do total nacional. As emissões de gases com efeito de estufa equivalem a 300 milhões de toneladas de CO2 – cinco por cento do total dos Estados Unidos e quatro vezes as emissões de Portugal.

Com muita massa e muito pouca eficiência alimentar, o gado bovino destaca-se claramente em primeiro plano. Para cada caloria contida num bife, são necessárias cerca de 35 calorias de pastagens e rações. Todas as outras categorias de produtos estão próximas ou abaixo da taxa de conversão usual entre dois elos da cadeia alimentar, que é de dez para um.

Os investigadores dizem que, embora o estudo seja baseado em dados dos Estados Unidos, as suas conclusões reforçam as preocupações quanto à exportação de hábitos alimentares para outros países, em especial a China e a Índia, os mais populosos do mundo. “Os nossos resultados podem ajudar a iluminar os caminhos que medidas legislativas correctivas podem tomar”, escrevem.

Plantas ciborgues dizem o que sentem

Plantas ciborgues dizem o que sentem


SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Plantas ciborgues dizem o que sentem. 22/07/2014. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=plantas-ciborgues. Capturado em 23/07/2014. 
Redação do Site Inovação Tecnológica - 22/07/2014
Plantas ciborgues podem dizer o que sentem
O projeto de hardware e software abertos quer estabelecer um novo canal de comunicação entre plantas e humanos.[Imagem: CORDIS/PLEASED]
Plantas sensoriais
Seja para monitorar as mudanças climáticas, seja para melhorar a produção agrícola, ou mesmo para cuidar do seu jardim, é importante saber o que está ocorrendo com as plantas.
Redes de sensores e até satélites podem ajudar, mas monitorar cada lavoura e cada ponto da floresta é caro e demorado.
Além disso, esses sensores, em terra ou no espaço, podem medir algumas variáveis, mas não conseguem dizer o que está acontecendo com as próprias plantas e como elas estão reagindo às suas mudanças ambientais.
O Dr. Andrea Vitaletti, da Universidade de Roma, na Itália, acredita ter encontrado a solução para isso por meio do seu projeto Pleased - PLants Employed As SEnsing Devices, ou plantas empregadas como dispositivos de sensoriamento.

Plantas ciborgues

Para que as plantas possam funcionar como sensores o Dr. Vitaletti e seus colegas estão produzindo o que eles chamam de "plantas ciborgues".

"As plantas serão as sentinelas do ambiente. Para isso, nós estamos tentando classificar os sinais elétricos gerados pelas plantas em reação a estímulos externos, como a presença de poluentes," disse ele.
As plantas estão recebendo sensores do mesmo tipo daqueles usados para monitorar sinais neurais e musculares em seres humanos - esses chips neurais são a base dos equipamentos controlados pelo pensamento, incluindo exoesqueletos, cadeiras de rodas e interfaces cérebro-computador.
Os chips coletam os sinais gerados pelas plantas, que são comparados com os sinais gerados pelas plantas vizinhas, produzindo um quadro claro de como mudanças ambientais - que podem ser mudanças climáticas, aplicação de herbicidas ou até a irrigação - estão afetando as plantas. Tudo em tempo real.
Hardware aberto
Em vez de usar chips neurais estado da arte, a equipe está criando seus protótipos usando equipamentos disponíveis no mercado, usando hardware aberto.
O objetivo dessa abordagem é que qualquer um, seja pesquisador, agricultor ou hobista, possa construir seus próprios sensores e determinar, por exemplo, se suas plantas precisam de mais ou menos sol ou água ou como um determinado fertilizante está afetando a saúde da planta.
Como a solução é baseada na transmissão de dados por wi-fi, monitorar seu jardim da sua sala de estar passa a ser tecnicamente possível.
"Toda a arquitetura Pleased é aberta. O objetivo principal é criar uma comunidade de pessoas interessadas em desenvolver esse tipo de tecnologia," disse o Dr. Vitaletti. "Nós realmente esperamos que a comunidade aberta cresça e nos ajude a alcançar resultados melhores e mais gerais."
Para isso, a equipe está criando um "Kit Pleased", que poderá ser montado pelo público. A expectativa é que tudo esteja pronto em Maio de 2015. As informações será divulgados no site do projeto, no endereço http://pleased-fp7.eu/.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Brasil e Índia se unem nas áreas de meio ambiente e de troca de dados

Brasil e Índia se unem nas áreas de meio ambiente e de troca de dados

by Athos Moraes | quinta-feira, jul 17, 2014 

17/07 - A presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, assinaram nessa quarta-feira (16) três acordos nas áreas de meio ambiente, processamento de dados de satélite e troca de informações sobre cidadãos. Eles participam da 6ª Reunião de Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que ocorre desde ontem (15) em território brasileiro.
O acordo na área ambiental visa a desenvolver pareceria em diversos temas: mudança climática, diversidade biológica, reflorestamento, conservação de recursos hídricos, gestão de resíduos, biocombustíveis produtos derivados de plantas medicinais, qualidade do ar.
Os dois países ainda firmaram acordo que define as condições para expansão do recebimento e processamento de dados de satélites de sensoriamento remoto indianos pela estação terrestre brasileira de gestão de recursos naturais, localizada em Cuiabá (MT). As imagens contribuirão para combater queimadas na Amazônia.
Na área consular, Brasil e Índia assinaram memorando de entendimento que estabelece mecanismo de consulta entre consulados e movimentação de pessoas entre os dois países.
Segundo o Itamaraty, o intercâmbio comercial entre os países aumentou de US$ 1 bilhão, em 2003, para US$ 9,49 bilhões no ano passado. A Índia ocupa a 12ª posição entre os principais parceiros comerciais do Brasil.
Brasil e Índia se unem nas áreas de meio ambiente e de troca de dados - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasil e Índia se unem nas áreas de meio ambiente e de troca de dados – Marcelo Camargo/Agência Brasil
Da Agência Brasil
Edição Final: Athos Moraes/Folha Paulistana











domingo, 20 de julho de 2014

País de Gales quer proibir fumo em carro com criança

Atualizado em  17 de julho, 2014 - 05:27 (Brasília) 08:27 GMT
Fumar e dirigir | Crédito: Thinkstock
Inglaterra e país de Gales estudam medidas para proteger mais jovens do fumo passivo
O País de Gales pretende proibir o fumo dentro de veículos que estiverem transportando crianças.
O objetivo da medida é proteger os mais jovens dos efeitos do tabagismo passivo, justificou o governo autônomo da nação.
O primeiro-ministro galês, Carwyn Jones, e o ministro da Saúde de Gales, Mark Drakeford, afirmaram que a lei passará por uma consulta pública a ser aberta nos próximos dias.
Com a medida, o País de Gales se torna a primeira nação do Reino Unido a considerar uma proibição para o fumo nessas circunstâncias.
Segundo o projeto, quem violar o veto pode ser multado e perder pontos na carteira de habilitação.
Uma pesquisa da Universidade de Cardiff - capital da Gales - indicou que uma em cada dez crianças do país continua a ser exposta à fumaça do cigarro dentro de carros.
"Nossas pesquisas mostram que é preciso uma ação contínua para tornar o tabagismo em frente às crianças uma coisa menos socialmente aceitável, seja dentro do carro ou dentro de casa."
"Há provas que revelam altos níveis de apoio público para a proibição ao fumo em carros com crianças", disse Moore.
O primeiro-ministro galês reconheceu que o país já registrou um "progresso" em reduzir a exposição das crianças ao fumo passivo dentro de carros.
Mas disse que a legislação "é necessária" para proteger uma minoria de meninos e meninas à exposição "persistente" aos males do fumo.
Caso seja aprovada, a nova regulação será aplicada apenas no País de Gales.
O governo galês frisou que existem intercâmbios para uma "ação coordenada" com a vizinha Inglaterra, que quer introduzir lei semelhante após as eleições de maio de 2015.

sábado, 19 de julho de 2014

Expectativas sobre a sustentabilidade

Expectativas sobre a sustentabilidadehttp://www.clientesa.com.br/estatisticas/54718/expectativas-sobre-a-sustentabilidade/imprimir.aspxEngajamento de CEOs e clientes sobre o assunto são desconexas
Apenas um terço dos clientes analisa regularmente a sustentabilidade em suas decisões de compras, de acordo com um estudo global da Accenture e Havas Media. Que também procurou revelar as razões para a diferença de expectativas entre empresários e consumidores de produtos e serviços sustentáveis. O relatório, From Marketing to Mattering, é baseado em um levantamento de 30 mil consumidores de 20 países e foi comissionado em resposta e em conjunto para o UN Global Compact-Accenture CEO Study on Sustainability, publicado em 2013, no qual dois terços dos CEOs admitiram que as empresas não estavam fazendo o suficiente para enfrentar os desafios da sustentabilidade, semelhante aos 73% dos consumidores que na última pesquisa afirmaram que as empresas estão falhando em cuidar do planeta e da sociedade.

Ambos os estudos revelam que, embora os CEOs vejam o engajamento com os consumidores como o fator mais importante para motivá-los a acelerar seus progressos em termos de sustentabilidade, eles estão ainda fora de compasso com o que motiva os clientes a comprar produtos e serviços sustentáveis. Ao todo, 81% dos CEOs acreditam que a reputação de suas empresas sobre sustentabilidade é importante para o público. Contudo, a nova pesquisa mostra que menos de um quarto (23%) dos clientes relatam procurar regularmente informação sobre o desempenho em sustentabilidade das marcas consumidas. Apenas 32% dos consumidores afirmam que ´muitas vezes´ ou ´sempre´ consideram o fator sustentabilidade em suas decisões de compra. 

Dos entrevistados, 85% dos indianos e 66% de chineses consideram que a sua qualidade de vida irá melhorar nos próximos cinco anos. 73% dos indianos e 79% dos chineses afirmam comprar ativamente de marcas responsáveis. Em comparação, 37% dos europeus ocidentais e 51% dos norte-americanos consideram que a sua vida vai melhorar ao longo do mesmo período e apenas 49% e 44%, respectivamente, disseram que compram ativamente de marcas responsáveis. Entre os consumidores brasileiros que participaram da pesquisa, 73% disseram que irão considerar os fatores relacionados à sustentabilidade em suas compras nos próximos 12 meses, enquanto 46% já avaliam o desempenho sustentável das empresas e 34% procuram ativamente por informações relacionadas.

"Os consumidores das economias emergentes percebem uma ligação direta entre os produtos comprados e a qualidade de suas vidas", disse Sharon Johnson, CEO da Havas. "Eles também sofrem as consequências negativas da produção irresponsável e de corrupção, de forma mais imediata. Nas economias maduras, onde estes links são mais fracos, as marcas não podem mais ganhar os consumidores através da promoção de suas credenciais sustentáveis. As pessoas têm muito mais conhecimento sobre os produtos e sobre as empresas. Para serem significativas hoje em dia, as marcas devem criar produtos e serviços que palpavelmente fazem a diferença para a vida das pessoas enquanto preenchem os critérios sustentáveis. Para todos os consumidores, o significado é o que importa. Ser uma corporação ou marca com sentido e critério não é mais baseado em como você distribui o seu dinheiro; mas sim sobre como os negócios são realizados." 
"Os consumidores claramente desempenham um papel-chave para ajudar a motivar os líderes empresariais na tomada de decisões, reforçar os cases de negócio para a sustentabilidade corporativa, e afetam diretamente o core business da empresa e estratégias relacionadas", disse Georg Kell, diretor executivo da UN Global Compact. "Como as empresas criam e desenvolvem produtos e serviços, e comunicam ao consumidor, no entanto, serão fatores críticos no caminho rumo à sustentabilidade com base em princípios universais em todas as transações de mercado".

A GRUBE & ASSOCIADOS NÃO SE RESPONSABILIZA PELOS ARTIGOS ASSINADOS E PERMITE A REPRODUÇÃO DOS TEXTOS PUBLICADOS DESDE QUE MENCIONADA A FONTE E COM AUTORIZAÇÃO DA MESMA.
http://www.clientesa.com.br/