quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Exercício pode ser tão bom quanto remédio para coração, diz estudo

02/10/2013 - 11h42

Exercício pode ser tão bom quanto remédio para coração, diz estudo

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Um estudo realizado por cientistas nos Estados Unidos e no Reino Unido afirma que exercícios físicos podem ser tão eficientes no combate a doenças cardíacas quanto remédios.
O trabalho foi publicado na revista científica British Medical Journal (BMJ). Os cientistas analisaram centenas de testes que envolveram 340 mil pacientes na busca de uma comparação entre o efeito de exercícios físicos e medicamentos.
As atividades físicas obtiveram resultados semelhantes aos dos medicamentos para doenças cardíacas. A exceção foram os remédios chamados diuréticos. Estes tiveram melhores resultados do que a atividade física no combate a doenças cardíacas.
No caso de derrames, os exercícios tiveram eficácia ainda superior a dos remédios, segundo os pesquisadores.
Especialistas alertam que isso não significa que as pessoas devem abandonar o uso de remédios, em prol de exercícios. Eles recomendam que ambos sejam usados ao mesmo tempo no tratamento de doenças.

Aumento de receitas
No Reino Unido, estudos mostram que os adultos não estão se exercitando o suficiente. Apenas um terço da população na Inglaterra acata a recomendação médica de fazer 2,5 horas de exercícios de intensidade moderada por semana --como caminhada rápida e bicicleta.
No entanto, o uso de remédios com receita médica está aumentando. Em 2000, a média de receitas médicas por pessoa na Inglaterra era de 11,2. Dez anos depois, a média subiu para 17,7.
O levantamento atual foi feito com base em estudos anteriores. Trabalharam na pesquisa cientistas da London School of Economics, Harvard Pilgrim Health Care Institute e Stanford University School of Medicine.
Para a especialista Amy Thompson, da Associação Cardíaca da Grã-Bretanha, é sabido que os exercícios físicos trazem benefícios à saúde, mas ela ressalta que não há provas definitivas para comprovar a tese de que as atividades podem ser mais eficazes do que remédios em tratamentos.
"Remédios são uma parte importantíssima do tratamento de condições cardíacas, e pessoas com receitas médicas devem continuar tomando seus medicamentos", afirma.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Oslo converte lixo importado em energia; assista

25/09/2013 - 10h58

Oslo converte lixo importado em energia; assista


DA BBC BRASIL
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Esqueça o carvão, o petróleo ou o gás de xisto. Na Noruega, pelo menos, é o lixo residencial que está ganhando espaço como fonte de energia.
No interior da usina de Klemetsrud, a sudeste de Oslo, dezenas de milhares de toneladas de lixo são empilhadas todos os dias formando grandes muralhas.
Ali, os resíduos de milhões de residências da Noruega, do Reino Unido e de outros países são transformados em aquecimento e eletricidade para a cidade de Oslo.
Antes de chegar ao local, o lixo passa por uma triagem. Tudo o que pode ser reaproveitado é separado. Mesmo assim, mais de 300 mil toneladas de dejetos não recicláveis são geradas por ano na capital norueguesa.
"Quatro toneladas de lixo têm o mesmo potencial energético do que uma tonelada de óleo combustível", diz Pal Mikkelsen, diretor da agência responsável pela transformação de lixo em energia de Oslo.
Uma tonelada de óleo combustível, diz Mikkelsen, poderia aquecer uma casa por metade de um ano.
Com rígidos controles para eliminar os gases oriundos da incineração do lixo, Oslo acredita que converter lixo em energia possa ajudá-la a reduzir pela metade as emissões de dióxido de carbono (CO2) nos próximos 20 anos - tornando a cidade, cuja riqueza foi construída a partir da exploração do petróleo, uma das mais verdes do planeta.
ESCOLAS VERDES
O processo de aproveitamento energético do lixo é simples. Os dejetos, tonelada por tonelada, são despejados em um incinerador e queimados a uma temperatura de 850ºC.
Mas nem tudo é queimado. Latas velhas e molas de colchão, por exemplo, são deixadas de fora. No final do processo, restam apenas cinzas, metais que podem ser reciclados e muito calor.
Esse calor é usado para ferver água. O vapor movimenta uma turbina, que gera eletricidade. A água fervente é depois bombeada da usina a casas e escolas públicas de Oslo, ajudando a população a se manter aquecida no rigoroso inverno norueguês.
Na capacidade máxima, a usina fornecerá aquecimento e eletricidade para todas as escolas de Oslo e aquecimento para 56 mil casas.
Entretanto, Lars Haltbrekken, presidente de uma instituição local de preservação ambiental, vê um lado negativo em tudo isso. Para ele, o sistema cria um ciclo vicioso em que há um estímulo para produzir mais lixo a fim de gerar energia.
Haltbrekken diz que objetivo principal deveria ser reduzir a quantidade de lixo, reutilizar o que se pode reutilizar, reciclar e, só em quarto lugar, queimar e usar o lixo para fins energéticos.
Mas, segundo ele, foi criado "um excesso de capacidade nessas usinas na Noruega e na Suécia. Nós nos tornamos dependentes em produzir mais e mais lixo."


ENVIO DO LIXO
Os defensores da ideia discordam de Haltbrekken. Eles destacam que todas as usinas que transformam lixo em energia na Europa são capazes de consumir apenas 5% da quantidade anual dos dejetos que iria parar em aterros sanitários.
Eles dizem que a Noruega, bem como outros países, está ajudando a eliminar parte do lixo da melhor maneira possível.
Oslo, por exemplo, compra o lixo de duas cidades britânicas, Leeds e Bristol. O investimento compensa. Em vez de pagarem para que os dejetos sejam encaminhados a aterros sanitários após o processo de reciclagem, os governos locais se livram do seu lixo pagando à capital norueguesa.
A revolução originada a partir da transformação do lixo em energia pode ser ainda observada nas ruas de Oslo.
Ali 144 ônibus são movidos anualmente a um biocombustível à base de restos de comida.
Um quilo de dejetos orgânicos produz meio litro de combustível, a partir de um processo químico desenvolvido por uma universidade local.
Mikkelsen acredita que o projeto poderia ser adotado no restante da Europa, o que traria grandes benefícios para o continente.
"Se feito corretamente, isso significaria uma recuperação de muitos materiais - e uma queda acentuada do que vai parar nos aterros", avalia.

Só está começando! Não ao subsídio bolivariano!

PERDA SALARIAL

Servidor de nível superior teme prejuízo em proposta da prefeitura de São Paulo

Arquitetos, engenheiros e geólogos reivindicam índice para reajuste salarial. Gestão Haddad propõe alterar forma de remuneração para subsídios, incorporando as gratificações nos salários
por Viviane Claudino, da RBA publicado 30/09/2013 17:34, última modificação 30/09/2013 18:53
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ROUXINOL COMUNICAÇÃO
Arquitetos e engenheiros
Servidores protestam em frente à Prefeitura de SP, no dia 16, contra a proposta de alteração para subsídios
São Paulo – Arquitetos, engenheiros e geólogos, concursados da prefeitura de São Paulo, organizam uma caminhada na quarta-feira (2), a partir das 13h, do Teatro Municipal até o gabinete do prefeito, no centro da capital. Eles querem uma audiência com Fernando Haddad (PT), uma vez que não aceitam a proposta do órgão municipal para alterar a forma de remuneração dos servidores municipais, com nível universitário, para subsídios, como propõe a atual gestão.
Com a mudança, os trabalhadores terão incorporados aos seus salários as gratificações do funcionalismo público. Isso significa dizer que o governo propõe o fim do quinquênio e sexta-parte (valor adicional pago após 20 anos de trabalho), por exemplo, o que pode representar uma perda de até 30% para os servidores com mais tempo de casa, até o final da gestão, em 2016, nos cálculos de sindicalistas.
Nos últimos dez anos, os salários dos servidores municipais foram reajustados quatro vezes em 0,01% e três vezes em 0,1%, totalizando 0,35% de reajuste desde 2003.
A fim de discutir um índice para o reajuste, representantes dos servidores e do poder público municipal têm debatido o assunto em reuniões de mesas centrais e grupos de trabalho desde julho, com a retomada do Sistema de Negociação Permanente (Sinp), convênio criado na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy e não renovado nas administrações seguintes. A última reunião ocorreu no dia 24 e a próxima está agendada para o dia 8.
Nos dois últimos encontros (6 e 24), em vez de apresentar um índice para reajuste salarialo governo municipalpropôs aos representantes dos sindicatos dos Engenheiros, Arquitetos, Geólogos e Servidores Municipais a alteração na forma de pagamento, e apresentou uma tabela com os valores de correção.
Com a proposta, os trabalhadores terão inseridos nos salários as gratificações do servidor público, como quinquênio, sexta-parte, DAS (cargos de chefias incorporados após cinco anos de exercício), gratificação por desempenho, vale-refeição, VOP (remunerações devidas por outros remanejamentos de leis anteriores), entre outros. “Isso é um retrocesso na categoria porque estamos falando em defasagem salarial, o que vai nos deixar cada vez mais distantes da realidade do mercado”, afirma o arquiteto e delegado sindical do Sindicato dos Arquitetos do Sindicato de São Paulo (Sasp) Breno Berezovsky.
Um engenheiro nior, com 25 anos de trabalho na prefeitura e cargos de chefia incorporados ao salário, tem um rendimento bruto atual de R$ 9.689,37Com a nova tabela o seu salário seria reduzido para o valor de R$ 8.640,00 (equivalente a S12 na tabela), valor 11% menorPara complementar o pagamento, a diferença seria diluída no salário a título de VOP, atingindo o mesmo valor bruto de hoje somente em 2016.
Já o salário atual para ingressar na carreira é de R$ 2.977,69. Com a proposta do governo municipal, os valores do piso passariam para R$ 4.340,16 em 2014; R$ 4.723,51 em 2015 e R$ 5.231,34 em 2016. O valor reivindicado pelos servidores é de R$ 5.500, valor do piso no mercado de trabalho.

Atualmente, existem cerca de 7.500 servidores com cargos de especialistas com nível superior. Desses, arquitetos, engenheiros e geólogos somam aproximadamente 1.800 trabalhadores, sendo 600 com salários entre R$ 2.900 e R$ 4.900, e 1.200 trabalhadores com salários entre R$ 5.200 e R$ 8.700. "A maioria dos servidores tem aposentadoria prevista para os próximos dois anos", afirma o engenheiro e delegado sindical do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (Seesp) Sérgio Souza.
Segundo ele, estudo realizado pela entidade mostra que a tabela beneficia cerca de 34% (640) dos servidores com menos tempo de casa, os outros 66% (1.230) perdem com os novos valores ou têm seus salários congelados até o final da gestão.
Ele afirma que essas condições são favoráveis somente para atrair novos funcionários e que não há nenhum esclarecimento em relação a um plano de carreiras ou condições para aposentadoria. “Eles nos apresentaram essa proposta sem nenhum critério e não foi dito nada em relação a um plano de promoções. Hoje temos 13 níveis para salários de especialistas, eles aumentaram para 18, mas não sabemos quais critérios para essas mudanças.”
Segundo os trabalhadores, a justificativa para tal proposta é que o conceito de subsídio trataria todos os vencimentos do servidor como remuneração única, agrupando e substituindo gratificações, adicionais, abonos e vantagens, assim o pagamento dos trabalhadores passaria a ter um valor fixo. “Onde existe esse tipo de subsídio as categorias não têm aumento salarial, exceto quando o governo quer entregar, assim os sindicatos teriam participação para negociação de outros tipo de benefícios, que não incluem os econômicos”, afirma Sérgio Souza.
Para Breno Berezovsky, a valorização dos trabalhadores e a atualização de valores é um compromisso de campanha e esse comprometimento tem ficado cada vez mais abandonado. "Se você opta por uma carreira pública é porque você quer contribuir para o macro da cidade, mas se você não tiver uma contra partida, para viver numa cidade adequada dentro das suas expectativas, você acaba abandonando isso", afirma.
A assessoria de comunicação de Haddad foi procurada na última sexta-feira (27), mas não respondeu aos questionamentos apresentados pela RBA.




sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Concentração de CO2 na atmosfera é a maior em 800 mil anos, diz IPCC

Concentração de CO2 na atmosfera é a maior em 800 mil anos, diz IPCC

Relatório afirma que temperatura média da Terra sobe 1,5ºC até o final do século



27 de setembro de 2013 | 5h 01

Andrei Netto, enviado especial - O Estado de S. Paulo
ESTOCOLMO - A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera da Terra é a maior em pelo menos 800 mil anos. A advertência sobre o grau de contaminação pelo principal gás causador do efeito estufa foi divulgada no começo da manhã desta sexta-feira pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), o grupo de experts das Nações Unidas reunido em Estocolmo, na Suécia. Após uma madrugada de trabalhos, os especialistas decidiram advertir mais uma vez, agora com 95% de certeza, para a responsabilidade do homem no aquecimento global, no derretimento de geleiras, no aumento do nível dos oceanos e nos eventos climáticos extremos.
Derretimento de geleira no Polo Norte; consequência do aquecimento global - Estadão
Estadão
Derretimento de geleira no Polo Norte; consequência do aquecimento global
Foram necessários cinco dias de diálogos para que os representantes da comunidade científica e de governos encerrassem, na manhã de hoje, a nova edição de seu relatório sobre o estado do planeta - o quinto desde 1990.
"O aquecimento do sistema climático é inequívoco, e desde os anos 1950, muitas das mudanças observadas não têm precedentes em décadas ao milênio. A atmosfera e o oceano aqueceram, a quantidade de neve e gelo diminuiu, o nível do mar subiu e as concentrações de gases de efeito estufa aumentaram", sintetiza o relatório.
De acordo com o documento de 36 páginas voltado para formuladores de políticas apresentado hoje por experts e delegados governamentais, a concentração de CO2 na atmosfera aumentou 40% desde a era pré-industrial em razão das emissões oriundas da queima de combustíveis fósseis. Deste total, 30% foram absorvidos no período pelos oceanos, que por essa razão se tornaram mais ácidos e menos capazes de regular o clima.
Como efeito, a temperatura média da Terra vem se elevando – já subiu 0,85°C entre 1880 e 2012 – e vai atingir no mínimo mais 1,5ºC até o final do século em relação à média diagnosticada entre 1850 e 1900. E esse será o melhor dos cenários, advertiu Thomas Stocker, um dos coordenadores do relatório sobre as bases físicas das mudanças climáticas. "Ela provavelmente vai subir 2ºC nos dois piores cenários", advertiu. "Ondas de calor muito provavelmente ocorrerão com mais frequência e durarão mais tempo. Com o aquecimento da Terra, nós esperamos que regiões úmidas recebam ainda mais chuva, e regiões secas ainda menos."
O IPCC também decidiu manter o ponto mais polêmico do relatório, que fazia menção à suposta "desaceleração" do aquecimento entre os anos de 1998 e 2012. O tema foi alvo de cientistas, políticos e jornalistas negacionistas nas últimas duas semanas, que usaram a constatação do painel para atacar sua suposta incoerência.
Depois das negociações, o artigo que fazia referência ao assunto foi modificado, incluindo ponderações para a irrelevância científica de projeções de curto prazo e sobre a ocorrência de El Niño, o fenômeno que resulta no aquecimento das águas do Oceano Pacífico.
"Além do robusto aquecimento de várias décadas, a média global de temperatura na superfície exibe uma variação substancial interanual e a cada cinco décadas. Em razão da variação natural, tendências baseadas em apenas seis registros são muito sensíveis às datas de início e fim e em geral não refletem tendências de longo termo", diz o texto final, que exemplifica: "A taxa de aquecimento dos últimos 15 anos (1998-2012, de 0,05ºC por década), que começa com um forte El Niño, é menor do que a taxa calculada desde 1995 (1951-2012, de 0,12ºC por década).
O texto explica ainda que, se a sequência de 15 anos for medida a partir de 1995, 1996 ou 1997, o aumento da temperatura média da Terra no período seria de 0,13ºC, 0,14ºC e 0,07ºC por década, respectivamente.
Um dos destaques do primeiro dos quatro relatórios do IPCC a serem divulgados entre 2013 e 2014, segundo experts do painel ouvidos pelo Estado ao longo da semana, é a precisão e o tecnicismo do texto - uma resposta às críticas por erros pontuais encontrados no relatório de 2009.
Com temperaturas mais elevadas, o derretimento de geleiras nunca foi tão intenso. Entre 1979 e 2012, o Ártico perdeu entre 3,5% e 4,1% de sua área a cada década. Os mantos de gelo da Groenlândia e da Antártida tiveram uma perda significativa de massa e encolheram entre 1992 e 2001. No mar da Antártida, por outro lado, houve um pequeno aumento do gelo, de 1,2% a 1,8% por década no mesmo período. As projeções indicam que em 2100, entre 15% e 85% das geleiras e extensões de neve da Terra terão desaparecido, considerados o melhor e o pior dos cenários.
Se o planeta aquece e parte das geleiras desaparece, maior se torna o nível dos oceanos. Entre 1901 e 2010 eles já subiram 19 centímetros e a previsão é de que aumentem entre 26 e 82 centímetros até 2100.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Concessionária ecológica

25/09/2013 10:57:00

Concessionária ecológica

Mercalf Jundiaí é um exemplo a ser seguido
Marcos Villela
Concessionária Mercalf
Cada vez mais a sustentabilidade de uma atividade econômica pode ser vista em toda a sua cadeia e não apenas em uma de suas etapas. Um caminhão, por exemplo, pode ter o seu impacto ambiental analisado desde a extração do minério para a sua fabricação até a reciclagem após a sua vida úti. E agora um importante agente, responsável pela sua chegada ao mercado e a sua manutenção durante a sua vida, também passa a integrar a cadeia de sustentabilidade. Trata-se da concessionária.
Recentemente, foi inaugurada a Mercalf Jundiaí, autorizada Iveco que, mesmo não sendo a primeira em trazer conceitos de sustentabilidade, talvez seja a mais ampla e que pode ser referência para todo o setor.

Assim, para que seja um exemplo a ser seguido, a revista Transporte Mundial foi visitá-la e decidiu mostrá-la na seção “Transporte Responsável”. Todos os conceitos de sustentabilidade também são inteiramente aplicáveis à sede de uma transportadora.
A ideia de se fazer uma concessionária verde não partiu de nenhuma exigência legal ou da Iveco, mas da consciência dos empresários Hélio e Cristina Cangueiro, concessionários Iveco em cinco regiões (Sumaré, Piracicaba, Campinas, Bauru e Jundiaí, todas cidades do interior de São Paulo), que já têm um estilo de vida ligado à natureza por meio do esporte e do ecoturismo.
Presente à inauguração, o presidente da Iveco, Marco Mazzu, comentou: “Não temos referência de outra casa com todas as características de sustentabilidade mostradas pela Mercalf. Talvez seja a mais verde do mundo”. A Mercalf é a 100ª concessionária Iveco no Brasil.
A partir de um terreno irregular, a ideia de sustentabilidade começou desde o primeiro dia da obra. Em vez de retirar toneladas de terras para tornar o terreno plano, trabalho que demandaria dezenas de viagens de caminhões basculantes para transportá-las até um aterro, os empresários optaram por aproveitar a terra resultante do corte do talude lateral (plano inclinado que limita um aterro) para cobrir as partes mais baixas do terreno.  
E assim seguiu todo o projeto. As colunas de concreto de sustentação da área da oficina foram construídas com tubulações de papelão em vez do uso de armações de madeiras que ao final da obra seriam descartadas. Já os papelões foram enviados para reciclagem.
Na tarde que passamos na concessionária, pudemos observar que nenhuma lâmpada estava ligada. A concessionária foi projetada para aproveitar ao máximo a luz natural. Além de grandes áreas envidraçadas, inclusive entre as salas de reunião da diretoria, blocos de concretos foram pintados em branco, e uma parte do telhado do showroom tem claraboias e telhas translúcidas.
Para reduzir o uso de ar-condicionado, 200 m2 do showroom e da área administrativa foram feitos dentro do conceito de telhado verde, ou seja, receberam um gramado que exerce tripla função: ajuda a reduzir em até 6º a temperatura no interior da concessionária, também no recolhimento da água da chuva que é armazenada em uma cisterna para posterior reuso, e no isolamento acústico. Para reforçar essas funções, na parte interna do showroom, foi construído um painel verde em uma das paredes. Trata-se de um gramado vertical com plantas ornamentais que consome apenas dois litros de água por dia por meio de um sistema de gotejamento e ajuda na manutenção da umidade do ar, além de exercer um apelo estético.
Talvez as pessoas não tenham ideia do quanto uma concessionária gasta de água, mas gasta muito. Por isso, várias medidas foram tomadas para a economia de água. “A economia de água pode chegar a até 600 litros/dia”, calcula Cristina Cangueiro, diretora da Mercalf e também a arquiteta responsável pelo projeto. Com grandes dimensões, o telhado da oficina, por exemplo, também tem calhas dedicadas ao recolhimento da água da chuva depositando-a em uma caixa d’água de 15 000 litros não potáveis. Essa água é utilizada para lavagem dos caminhões, vasos sanitários e para irrigação dos jardins.
A sustentabilidade segue com o aproveitamento da energia solar na metade dos postos de iluminação dos pátios e no aquecimento de água, inclusive da água utilizada para a lavagem dos caminhões, pois a água aquecida quebra as moléculas de gordura e dissolve melhor impurezas na carroçaria dos caminhões. Além de gastar bem menos água, também reduz em até 50% de desengraxante e de outros produtos químicos geralmente utilizados para limpeza de veículos.
Os chuveiros para banho dos funcionários no final do expediente são híbridos (solar-elétrico). “Ao abrir a torneira, primeiro vem a água aquecida pelo Sol e, à medida que ela for esgotando, um termostato aciona a energia elétrica para o final do banho”, explica Cristina.
O terreno, de 15 000 m2, foi totalmente recoberto por blocos intertravados e concregrama (bloco vazado com grama) instalados sobre uma camada flutuante de areia que permite absorção natural da água da chuva, evitando a impermeabilização do solo e a sobrecarga das galerias fluviais públicas.
“Na medida em que avançamos com a obra, surgiam sugestões de todos os lados. O projeto entusiasmou os empregados da empresa e muitas das ideias surgidas foram adotadas. Uma delas é o uso de portas feitas de madeira de reflorestamento e outra é a adoção de uniformes feitos com um tecido que tem em sua composição uma porcentagem de fibras oriundas de garrafas PET. Além disso, árvores frutíferas (banana, laranja, limão e manga) foram usadas no paisagismo”, acrescenta Cristina.
O casal Hélio e Cristina tem um filho portador de necessidades especiais, portanto, todos os recursos necessários de acessibilidade não foram esquecidos. “Foi pensando nisso que chegamos tão longe. Estamos felizes e orgulhosos”, conclui Cristina Cangueiro.
Marcos Villela
Imagens Arquivo

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Poluição do ar mata mais do que acidentes de trânsito em São Paulo, diz pesquisa


20/9/2013 às 00h30

Poluição do ar mata mais do que acidentes de trânsito em São Paulo, diz pesquisa


Outro estudo mostrou que 91% dos paulistanos estão preocupados com a qualidade do ar
Fernando Mellis, do R7
Pesquisa do Ibope mostrou que a poluição do ar é considerada problema grave ou muito grave para 91% dos paulistanosWerther Santana/Estadão Conteúdo
Um estudo feito pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade em parceria com professores da USP (Universidade de São Paulo) mostra que o número de mortes decorrentes da poluição do ar é quase o dobro das causadas por acidentes de trânsito no Estado de São Paulo. O resultado da pesquisa será divulgado na segunda-feira (23), na capital.
A médica e presidente do Instituto Saúde e Sustentabilidade, Evangelina Vormittag, adiantou que, anualmente, morrem 15 mil pessoas em São Paulo em decorrência da poluição, enquanto cerca de 7.900 pessoas perdem a vida em acidentes de trânsito. O número ainda é subestimado, considerando apenas as mortes de regiões onde há estações de medição de poluentes.
Uma pesquisa do Ibope, encomendada pela Rede Nossa São Paulo, divulgada na segunda-feira (16), mostrou que a poluição do ar na cidade de São Paulo preocupa 91% dos entrevistados. Evangelina Vormittag comentou o resultado.
— Eu fiquei bastante feliz em ouvir que os paulistanos se preocupam [com a poluição]. 91% consideram a questão da poluição grave ou muito grave. Além disso, eles acham que a qualidade do ar diminuiu.
Os caminhões foram apontados por 41% dos entrevistados como os principais responsáveis pela poluição do ar, seguidos dos veículos velhos em geral e dos ônibus. Mais da metade dos que responderam à pesquisa deixaria de usar o carro diariamente em favor do meio ambiente.
Pesquisa
Caminhões e veículos velhos são os vilões da poluição do ar, segundo levantamento do IbopeWerther Santana/Estadão Conteúdo
A pesquisa intitulada “Avaliação do impacto da poluição atmosférica sob a visão da saúde no Estado de São Paulo” foi feita ao longo de seis anos — de 2006 a 2011 — e utilizou como base a análise do poluente PM 2,5 (material particulado). A comparação foi feita com níveis considerados seguros pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e foi utilizada para levantar dados de adoecimento, mortalidade e gastos públicos atribuídos à poluição. Evangelina alerta para o risco desse tipo de poluente.
— No corpo humano, essa partícula tem efeitos causadores de doenças respiratórias, doenças isquêmicas cardiovasculares e cerebrovasculares e câncer de pulmão.
O estudo teve apoio dos professores e doutores Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da USP e equipe, e de Cristina Guimarães Rodrigues, pesquisadora da Faculdade de Economia e Administração da USP. A apresentação completa será feita a partir das 17h30 da próxima segunda-feira, na Câmara Municipal.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Voluntários celebram Dia Mundial da Limpeza




Rio | 21/09/2013 13:59

Voluntários celebram Dia Mundial da Limpeza

Principal objetivo é conscientizar a população sobre a importância de não sujar o litoral, mesmo com pequenas quantidades de lixo

Wikimedia Commons
Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro
Além de praias da capital, como Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca, a ação foi realizada em cidades do sul e do norte do estado
Rio de Janeiro – Voluntários participaram hoje (21) da coleta de lixo em várias praias, rios e lagoas do Rio de Janeiro. A iniciativa, criada há dez anos pela organização ambientalista Instituto Aqualung, comemorou o Dia Mundial da Limpeza. Segundo o coordenador do projeto, Hildon Carrapito, o principal objetivo é conscientizar a população sobre a importância de não sujar o litoral, mesmo com pequenas quantidades de lixo.
O lixo jogado indiscriminadamente na areia é de coleta muito difícil, porque é um microlixo, como guimbas de cigarro, tampinhas de refrigerantes, papel de sanduíche natural. Tem gente que joga pilha, bateria, muitas coisas que contaminam a areia, a praia, o rio, a lagoa”, disse Carrapito.
Além de praias da capital, como Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca, a ação foi realizada em cidades do sul e do norte do estado. O Instituto Aqualung também promoveu ações no Maranhão e em Sergipe. A expectativa dos organizadores é coletar 40 toneladas de lixo.
O engenheiro Flávio Pinheiro participou como voluntário da coleta, junto com o filho de 5 anos, João. “Ele fez questão de vir e ficou muito feliz de limpar a praia. Ele quer uma praia limpa para ele no futuro”, disse.
Natália Guedes, de 10 anos, coletou mais de cinco quilos de lixo, com a ajuda da mãe, Mônica. “A gente encontrou muitos cigarros, latas, copos e canudos no chão. A gente tem que cuidar muito bem da nossa praia e do nosso país, porque tem muita poluição”, disse a estudante.
Para o secretário estadual do Ambiente do Rio, Carlos Minc, um dos principais produtos descartados nas areias do Rio de Janeiro é o coco, cuja água é amplamente consumida nas praias cariocas.
“Quase tudo do coco pode ser aproveitado. É uma fibra boa que pode ser usada em assentos de carro e xaxins. Estamos com um grande projeto em Duque de Caxias para ampliação da rede [de coleta e reaproveitamento do coco]. Latas e garrafas pet, que têm aproveitamento econômico, pouco são jogadas. Mas, além do coco, tem os cigarros e os restos de comida, que atraem pombos e doenças”, disse Minc.
O Dia Mundial da Limpeza faz parte de uma mobilização internacional, chamada Clean up the World (Limpe o Mundo, em português), que é promovida desde 1993, com o objetivo de incentivar comunidades a limpar e conservar o meio ambiente. Anualmente, o evento executado em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente reúne milhões de voluntários em 130 países.