terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

CO2: car-bono ou car-malus?

http://www.youtube.com/watch?v=jBjl-5bDLT0





fonte: Tecnologia Ambiental I Parte 1 de 6

Cobaias humanas


Souza Cruz pode manter provadores de cigarro


A Souza Cruz poderá manter trabalhadores no chamado painel sensorial de avaliação de cigarros. A decisão é do Tribunal Superior do Trabalho. A maioria dos ministros seguiu a divergência aberta pelo ministro Ives Gandra Martins Filho, no sentido de que a atividade, sendo lícita e regulamentada, não poderia ser proibida. Também por maioria, a indenização por dano moral coletivo fixada pela Justiça do Trabalho da 1ª Região, no valor de R$ 1 milhão, foi confirmada.
O recurso de Embargos julgado pela Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais teve origem com uma Ação Civil Pública proposta em 2003 pelo Ministério Público do Trabalho da 1ª Região a partir de ação individual movida por um ex-empregado da Souza Cruz. Ele cobrou, na Justiça comum, indenização por problemas de saúde decorrentes de serviços no painel sensorial. A 15ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro condenou a empresa a deixar de contratar os provadores, a prestar-lhes assistência médica por 30 anos e a pagar indenização por danos morais difusos e coletivos.
A condenação foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região. A 7ª Turma do TST manteve a proibição, mas afastou a indenização. Tanto a empresa quanto o Ministério Público interpuseram Embargos à SDI-1 — a empresa buscando suspender a proibição e o MP defendendo o restabelecimento da indenização.
Cobaias humanas
Para o Ministério Público do Trabalho, o termo "painel sensorial" é apenas um "nome fantasia" para o que, na prática, seria "uma brigada de provadores de tabaco", que provam cigarros da Souza Cruz e dos concorrentes com a finalidade de aprimorar o produto comercialmente. Embora a fabricação e o consumo de cigarros sejam lícitos, trata-se de atividade "sabidamente nociva à espécie humana". A submissão de empregados ao painel sensorial, portanto, configuraria conduta ofensiva à saúde e à vida dos trabalhadores.

Para o Ministério Público, a saúde do trabalhador e o meio ambiente de trabalho são direitos sociais garantidos pela Constituição e de cumprimento obrigatório pelo empregador, e os princípios da livre iniciativa e do valor social do trabalho têm de ser conciliados. Outro fundamento usado foram as Convenções da Organização Internacional do Trabalho que tratam diretamente da saúde dos trabalhadores (Convenções 148, 155 e 161, todas ratificadas pelo Brasil). O país também é signatário da Convenção-Quadro sobre Controle do Uso do Tabaco, da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Para o MPT, a empresa, na condição de fabricante de cigarros, "anda na contramão do movimento nacional e internacional" contra os riscos do tabaco. Mais do que isso, porém, ao contratar os provadores, estaria promovendo "pesquisas envolvendo seres humanos sem observância das normas legais" e utilizando "empregados como cobaias".
Atividade lícita
A Souza Cruz afirmou que a avaliação de cigarros é essencial para garantir a uniformidade do produto, e a técnica do painel sensorial é usada internacionalmente. A proibição, imposta somente a ela e não às empresas concorrentes, afetaria sua posição no mercado. Segundo a defesa da empresa, a legislação brasileira não opta pela proibição quando há risco na atividade, e sim pelo acréscimo remuneratório.

Destacou, entre outros aspectos, que a adesão ao painel sensorial é voluntária e restrita aos maiores de idade e fumantes. Além disso, não integra o contrato de emprego, e tem natureza jurídica de prestação de serviços. Ainda segundo a empresa, a proibição, na prática, enquadrou a atividade como insalubre sem a observância dos requisitos previstos na Consolidação das Leis de Trabalho (artigos 189 e 195) e sem que ela conste da Norma Regulamentadora 15 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Além disso, segundo a empresa, a atividade é reconhecida pelo MTE no Catálogo Brasileiro de Ocupações (CBO) nas classificações 1246-10 (blender de cigarros) e 8422-35 (degustador de charutos).
Para o fabricante de cigarros, a decisão violou diversos dispositivos e princípios constitucionais, entre eles o da livre iniciativa (artigo 1º, inciso IV), o da separação dos Poderes (artigo 2º), o do livre exercício profissional (artigo 5º, inciso XIII) e do direito ao trabalho (artigo 6º).
SDI-1
Os Embargos começaram a ser julgados em agosto de 2012. O relator, ministro Augusto César Leite de Carvalho, não conheceu do recurso da Souza Cruz, mantendo a proibição e restabelecendo a indenização por dano moral coletivo.

Entre outros fundamentos, o voto do relator destaca a existência de uma norma jurídica supralegal — a Convenção-Quadro da OMS — pela qual o Brasil se obriga a adotar medidas eficazes contra a exposição do tabaco em locais fechados de trabalho.
No seu entendimento, portanto, não apenas os trabalhadores, mas também "a empresa que os contrata para experimentar cigarros em recinto fechado, em detrimento da Lei Antifumo e dos preceitos constitucionais e supralegais já referidos, expõe-se à sanção legal", afirmou.  
Divergência
O ministro Ives Gandra Martins Filho abriu a divergência que seria seguida pela maioria. Ele acolheu os argumentos da Souza Cruz de que o painel sensorial, essencial para a empresa fazer o controle de qualidade de sua produção, não pode ser desempenhado por máquinas. "Não se conseguirá dar padrão de qualidade sem a atividade humana", observou.

O ministro destacou também o fato de o provador ser voluntário, exercer a atividade durante meia hora pela manhã e meia hora à tarde, e ser fumante, uma das condições impostas pela empresa. "Este empregado está sendo mais prejudicado por desenvolver a atividade?", questionou. "O prejuízo já existe pelo fato de ele ser fumante".
Pesou na fundamentação do voto divergente, também, o fato de a atividade ser regulamentada pelo Ministério do Trabalho e estar sujeita a limites legais, e de o fumo não ser proibido. "Se se admite o fumo, não podemos impedir que essa atividade seja desenvolvida por um empregado voluntariamente, de forma limitada", assinalou. Para o ministro Ives, a intervenção do Ministério Público numa situação em que as partes envolvidas — estado, empregados e empregadores — estão de acordo seria indevida.
Ele traçou um paralelo com a atividade dos mergulhadores de plataformas de petróleo, "sujeitos a condições muito piores" que a dos provadores de cigarro — um dos argumentos levantados pela Souza Cruz em sua defesa.
Na sessão desta quinta-feira (21/2), o TST deu provimento aos Embargos da empresa e reformou condenação que impôs a obrigação de não mais contratar trabalhadores para essa atividade. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.
RR – 120300-89.2003.5.01.0015
Portal do Holanda

A sustentabilidade da inclusão socioeconômica


A sustentabilidade da inclusão socioeconômica


A Comissão das Nações Unidas sobre Desenvolvimento, ao término de dez dias de reuniões em Nova York, nos Estados Unidos, enfatizou, em 16 de fevereiro último, a necessidade de os países oferecerem à população mais pobre as condições necessárias para a superação da miséria. Em termos práticos, isso significa a realização de programas de renda mínima, educação, saúde, empregos e moradia digna para os que ainda estão alijados dos benefícios da economia.
Antoninho marmo Trevisan

19/02/2013


A sustentabilidade da inclusão socioeconômicaA sustentabilidade da inclusão socioeconômica
O desafio é imenso, considerando os números apresentados: um bilhão de pessoas, ou cerca de 15% da população mundial, continuam lutando para ultrapassar a linha da pobreza. Nesse sentido, corre-se contra o tempo, pois em 2015 extingue-se o prazo para a solução desse problema, no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Embora 600 milhões de pessoas tenham vencido a miséria desde 1990, dificilmente haverá sucesso na meta em tão curto prazo, em especial se levarmos em conta a persistência da crise econômica internacional.
A situação é ainda mais grave ante os dados de relatório apresentado no encontro, revelando que 80% da população do Planeta está sem acesso adequado à proteção social. Com isso, como as nações poderão oferecer aos que vivem na pobreza as ferramentas capazes de melhorar sua situação? Há respostas pontuais a essa questão. Uma das mais eficientes foi dada pelo Brasil, conforme reitera novíssimo estudo do Banco Mundial sobre as desigualdades.


O relatório indica que no Brasil 22 milhões de indivíduos deixaram de ser pobres entre 2003 e 2009. Em nosso país, segundo o organismo financeiro multilateral, o índice de desigualdade social cresceu ao longo dos anos 1970 e 1980, batendo um recorde negativo global em 1989: 0.630 no índice de Gini. Pouco mudou na década de 1990. No entanto, entre 2002 e 2009, a renda dos 10% mais pobres começou a crescer 7% ao ano (quase três vezes mais do que a média nacional), enquanto a dos 10% mais ricos subia apenas 1,1%. Nesse período, a população brasileira beneficiou-se de empregos mais bem pagos, de programas de transferência de renda e de umgasto maior na educação básica.



Os autores do estudo salientam a importância de programas como o "Benefício de Prestação Continuada" (pago aos mais velhos) e o "Bolsa Família" para o sucesso do movimento de inclusão social. Porém, enfatizam que empregos e salários foram os principais responsáveis pela maior parte da queda na desigualdade. Portanto, é imprescindível manter o crescimento econômico, estimular os investimentos produtivos e realizar as reformas necessárias para a modernização e sustentabilidade de nossa economia, de modo que tenhamos menor carga tributária, menos burocracia, infraestrutura adequada e segurança jurídica para os negócios.



Caso não consigamos realizar tais lições, dificilmente teremos sucesso na complementação do processo de erradicação da miséria, que ainda atinge 16 milhões de brasileiros. O pior é que correremos o risco de um retrocesso, a exemplo do que acontece em vários países nos quais a crise econômica tem ceifado empresas, empregos e proteção social. No Brasil, conseguimos uma conquista histórica. Não podemos perdê-la pela mera incapacidade de resolver velhos problemas.


Antoninho Marmo Trevisan é presidente da Trevisan Escola de Negócios, membro do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.
Publicado no Brasil Econômico

Mundialmente, a cada ano, cerca de 140 milhões de toneladas de nitrogênio são despejadas no meio ambiente


Agricultura | 21/02/2013 15:29

Poluição do solo por nitrogênio é a nova ecocrise chinesa?

Nutriente que serviu de pilar da "Revolução Verde" na agricultura está se transformando em um vilão ambiental. Estudo indica que a poluição por nitrogênio cresceu 60% em 30 anos


, de 

Getty Images
Cultivo agrícola na China, com skyline da cidade ao fundo
São Paulo – Em meio à poluição atmosférica recorde que assola a China, o país enfrenta outra crise ambiental pouco conhecida e praticamente invisível: a contaminação do solo por nitrogênio. Segundo um estudo publicado pela revista Nature, a poluição por nitrogênio aumentou 60% em 30 anos no país, o que representa uma ameaça para os ecossistemas e a saúde humana.
Dentre as diversas formas de nitrogênio presentes nomeio ambiente, a principal preocupação dos pesquisadores é com a amônia (NH3) e o nitrato (NO3).
O acúmulo dessas substâncias na natureza deriva principalmente do uso indiscriminado de fertilizantes sintéticos, além das emissões causadas pelo transporte e indústria.
Em alta concentração, esses poluentes podem levar à perda da biodiversidade, reduzir o crescimento das plantas, poluir o lençol freático e acidificar o solo.
Desde 1990, a China tornou-se o maior consumidor de fertilizantes nitrogenados do mundo que, apesar de ajudarem no crescimento rápido do cultivo, aumentando a oferta de alimentos, também poluem e deterioram o solo quando usados de forma indiscriminada.
A pesquisa aponta que a deposição de nitrogênio no solo do país subiu anualmente 8 kg por cada 10 mil m²  de terra entre 1980 e 2010. Grosso modo, o nutriente que serviu de pilar da "Revolução Verde" na agricultura, matando a fome de milhões de pessoas a partir da década de 60, está se transformando em um verdadeiro vilão ambiental.
Transporte e indústria
Outra constatação do estudo é que as emissões de óxido de nitrogênio provenientes dos transportes e da indústria estão aumentando mais rápido do que as emissões de amoníaco da agricultura.

Desde os anos 1980, o uso de fertilizantes nitrogenados dobrou, ao passo que consumo de carvão aumentou mais de três vezes e o número de veículos a motor, mais de 20 vezes.
“Se as tendências atuais persistirem, as emissões de amônia vão aumentar 85% até 2050 e as emissões de óxido de nitrogênio vão subir mais de oito vezes. O impacto será impensável", diz Fusuo Zhang, pesquisador da China Agricultural University, em Pequim, e co-autor do estudo.
Mundialmente, a cada ano, cerca de 140 milhões de toneladas de nitrogênio são despejadas no meio ambiente. Segundo previsões do cintistas, esse número deverá aumentar em 70% até 2050, quando as economias emergentes da América Latina e do Sul da Ásia começarão a padecer do mesmo mal que a China enfrenta hoje.
Ameaça silenciosa
O maior empecilho para combater este problema crescente é o fato de se tratar de uma poluição silenciosa e invisível. Diferentemente da fuligem escura gerada pelo transporte e indústria ou ainda, de um vazamento de petróleo, que deixa sua marca no local, a poluição por nitrogênio é praticamente imperceptível aos olhos – ainda que tenha o poder de desestabilizar os processos naturais, entre outros efeitos negativos em estudo.
Por esse motivo, a poluição por nitrogênio acaba sendo pouco reconhecida como um problema ambiental, dizem os cientistas, já que é difícil conectar o problema à fonte.
Um passo simples no sentido de reduzir a poluição por nitrogênio seria os agricultores começarem a usar de forma mais eficiente os fertilizantes sintéticos, já que estes são reconhecidos mundialmente como a principal fonte do problema.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

FRENTE PARLAMENTAR DEVE DISCUTIR SUSTENTABILIDADE NA CIDADE

FRENTE PARLAMENTAR DEVE DISCUTIR SUSTENTABILIDADE NA CIDADE

http://www.camara.sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=14168:projeto-propoe-frente-parlamentar-pela-sustentabilidade&catid=63:projetos&Itemid=65


Acaba de ser proposto na Câmara Municipal, por iniciativa do vereador Ricardo Young (PPS), o Projeto de Resolução (PR) 3/2013, que cria a Frente Parlamentar pela Sustentabilidade. A proposta, que seguirá para votação em plenário, tem como objetivo contribuir na criação de bases sociais e políticas para a construção uma São Paulo mais sustentável.
O vereador Ari Friedenbach (PPS) também assinou o projeto e explica que a Frente pretende “discutir questões que são prioritárias para o crescimento sustentável da cidade, como mobilidade urbana e transparência política”.
Se o PR for aprovado em plenário, as reuniões do grupo serão abertas e poderão contar com a participação de organizações representativas, incluindo empresários, sociedade civil organizada e o público em geral. As conclusões dos encontros, seminários e simpósios serão apresentadas em relatórios.
O vereador Gilberto Natalini (PV) também assinou a proposta e afirma que os trabalhos da Comissão de Meio Ambiente deverão convergir com as atividades da Frente. “Nada pode ser feito em São Paulo sem levar em conta o avanço da sustentabilidade. Estou pleiteando ser presidente da Comissão de Meio Ambiente de novo. Vamos somar com a Frente para trabalharmos por uma cidade melhor”, afirmou.
Suprapartidária, a proposta ainda recebeu assinatura dos vereadores Abou Anni (PV), Andrea Matarazzo (PSDB), Ari Friedenbach (PPS), Aurélio Nomura (PSDB), Floriano Pesaro (PSDB), Gilberto Natalini (PV), José Police Neto (PSD), Juliana Cardoso (PT), Laércio Benko (PHS), Mário Covas Neto (PSDB), Nabil Bonduki (PT) e Toninho Véspoli (PSOL).
(22/2/2013 - 12h21)

E o cigarro?


China pode proibir churrasco para melhorar poluiçãoo
21 de Fevereiro de 2013 • Atualizado às 14h05





http://ciclovivo.com.br/noticia/china-pode-proibir-churrasco-para-melhorar-poluicao





<p>
 O plano sugere que os próprios administradores das grandes cidades adotem medidas legais para proibir a prática e outras atividades relacionadas. | Foto: <a href='http://www.flickr.com/photos/leniners/8385761713/sizes/z/in/photostream/' target='_blank'>Leniners/Flickr</a></p>

O plano sugere que os próprios administradores das grandes cidades adotem medidas legais para proibir a prática e outras atividades relacionadas. | Foto:Leniners/Flickr

A agência Xinhua informou nesta quinta-feira (21) que o governo da China pode proibir os churrascos nas regiões urbanas. O objetivo é reduzir a poluição atmosférica que cobre o país.
O anúncio da agência citou uma fonte do ministério do Meio Ambiente, que espalhou a informação para outros países do mundo. A possibilidade teve repercussão na rede social Weibo, o equivalente chinês do Twitter.
Desde o início do ano, o país sofre com índices recordes de poluição. No dia 13 de Janeiro, por exemplo, a cidade de Pequim, capital da China, amanheceu com o céu encoberto, após o governo emitir um alerta à população. A situação provocou dificuldades respiratórias e causou diversos transtornos na rotina da população.
Segundo o site Xinhua Net, um projeto do Ministério da Proteção Ambiental foi divulgado, no início deste mês, com a proposta de controlar os churrascos. O plano sugere que os próprios administradores das grandes cidades adotem medidas legais para proibir a prática e outras atividades relacionadas.
A ideia é também reduzir o consumo de energia no processo de cozimento, optando por técnicas de preparação de alimentos que produzem menos fumaça e menos poluição. O projeto também especifica algumas medidas a serem tomadas pelos setores industriais, agrícolas, incluindo melhor qualidade de óleo para carros e usos mais eficientes de energia. Com informações do G1 e Xinhua Net.
Redação CicloVivo











São Paulo adere ao Cadastro Ambiental Rural (CAR)


São Paulo adere ao CAR

Izabella e Covas: trabalho conjunto pela regularizaçãoJosé Jorge Neto / SMA-SP Izabella e Covas: trabalho conjunto pela regularização
Já são 19 as unidades da federação que se unem ao governo federal para cadastrar 5,2 milhões de imóveis rurais 





O Cadastro Ambiental Rural (CAR) como ferramenta de gestão ambiental, econômica e social foi destacada pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, na manhã desta quarta-feira (20/2), durante assinatura do Acordo de Cooperação Técnica com o governo do Estado de São Paulo. A ministra firmou o acordo com o secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, na capital paulista. O documento prevê ações conjuntas para implantação de ações de regularização ambiental.


“Com o cadastro dos imóveis rurais, além de montar um banco de dados com informações georreferenciadas numa distância jamais vista no Brasil, conseguiremos enxergar melhor as realidades socioambientais e econômicas de todas as regiões”, disse a ministra. Hoje, São Paulo possui 330 mil imóveis rurais a serem cadastrados. Izabella Teixeira acredita que o diálogo e parceria com o órgão estadual de meio ambiente é fundamental para esse grande e ambicioso passo de cadastrar todas as propriedades brasileiras até 2014.



SUSTENTABILIDADE


O secretário Bruno Covas destacou que o acordo reflete o empenho dos setores ambiental e agrícola de cadastrar e regularizar os imóveis rurais do estado, que responde por um terço do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. “Além de conhecer a realidade das propriedades e as áreas de reserva legal e de preservação permanente, o nosso objetivo é que o produtor continue produzindo, produzindo muito, com sustentabilidade, de forma ambientalmente legal”, disse. “Ninguém se preocupa mais com a preservação do meio ambiente do que o próprio produtor”.



O CAR é um instrumento do Ministério do Meio Ambiente que pretende cadastrar mais de 5,2 milhões imóveis rurais em todo o Brasil. Para o produtor, os benefícios da regularização são a comprovação de regularidade ambiental, segurança jurídica, acesso a crédito e aos programas de regularização ambiental, além de servir como instrumento para planejamento do imóvel rural. Para o governo, representa a consolidação de informações ambientais do território nacional.



ADESÃO



Com a adesão, São Paulo receberá uma série de informações e dados que contribuirão para implantação do CAR, como imagens via satélite em alta resolução e apoio institucional do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). Além disso, o Ibama disponibilizará ao estado, responsável pelo cadastramento dos imóveis rurais, um sistema eletrônico para promover a ação – Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR).



Com este acordo, um total de 19 estados já aderiram ao CAR: Goiás, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Amapá, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Sergipe, Alagoas, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul.



SAIBA MAIS



O CAR foi instituído pela Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, e regulamentado pelo Decreto nº 7.830, de 17 de outubro de 2012 (Nova Lei Florestal), que tornam o cadastramento obrigatório para todos os imóveis rurais. Será feito via internet, por meio do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR) ou nos órgãos estaduais e municipais de meio ambiente.



Durante o cadastramento, o produtor deverá indicar localização georreferenciada da propriedade, perímetro, áreas de vegetação nativa, Áreas de Preservação Permanente (APP), de Reserva Legal (RL), e de uso restrito. A partir daí, o CAR irá operar como uma base de dados com integração de informações ambientais das propriedades e posses rurais, com diversas aplicações, seja para o controle e monitoramento do desmatamento, como para planejamento ambiental e econômico dos imóveis.



O prazo para aderir ao CAR será de apenas um ano, renovável por outro, a contar da data de publicação de lançamento do CAR que ocorrerá por meio da edição de instrumento normativo do Ministério do Meio Ambiente, que ocorrerá até o próximo mês de maio.

casa-contêiner que aproveita a água da chuva


Arquitetos do Reino Unido criam casa-contêiner que aproveita a água da chuva
19 de Fevereiro de 2013 • Atualizado às 17h29




<p>
 A estrutura possui um sistema de aproveitamento de águas pluviais, além de equipamentos de eficiência energética e uma rampa de acesso para cadeirantes. | Foto: <a href='http://www.ecopigdesigns.co.uk/' target='_blank'>Divulgação</a></p>



A estrutura possui um sistema de aproveitamento de águas pluviais, além de equipamentos de eficiência energética e uma rampa de acesso para cadeirantes. | Foto: Divulgação

A SCH-1 é uma casa sustentável de quatro cômodos, criada por britânicos e montada dentro de um contêiner. A estrutura possui um sistema de aproveitamento de águas pluviais, além de equipamentos de eficiência energética e uma rampa de acesso para cadeirantes.
Criado pela empresa Eco Pig Designs, o protótipo da casa-contêiner será apresentado ainda neste mês. Além dos sistemas de economia de energia e água, a estrutura, que também conta com um jardim e uma piscina, pode ser transportada para vários lugares.
A SCH-1 ainda não tem data prevista para ser comercializada, mas os criadores estimam que o preço de cada moradia fique em torno de 40 mil euros. No entanto, a casa deverá ser montada em indústrias e será alugada durante a temporada de verão na Inglaterra (que tem início em junho).
A construção da casa-contêiner produzida pela Eco Pig Designs dará origem a uma série de TV no Reino Unido, que abordará as vantagens e os desafios deste tipo de projeto, que, embora sustentável, nem sempre agrada aos mais conservadores.
Os contêineres estão entre os modelos mais eficientes de construção ecologicamente correta. Além de poupar materiais que seriam utilizados para erguer as paredes – como cimento, concreto e cal – as obras nas caixas de metal quase não produzem entulhos e, ainda, reaproveitam um material que geralmente é abandonado nas zonas portuárias do mundo inteiro. Com informações do InHabitat.
Redação CicloVivo

Geração de eletricidade com lixo

China Everbright e Banco Asiático de Desenvolvimento cooperam na geração de eletricidade com lixo
  2012-12-28 09:43:00  cri

O Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD) e a companhia China Everbright International Ltda. assinaram um acordo de empréstimo em Beijing para financiar os projetos de geração de eletricidade com incineração de lixos urbanos e agrícolas na China.
Segundo o acordo, a Everbright receberá US$ 200 milhões do BAD e do Banco Comercial Unido para projetos de geração de eletricidade com lixo doméstico (WTE, em inglês), com o objetivo de queimar 7,3 mil toneladas de lixo por dia.
Os projetos deverão gerar 1,24 bilhões de quilowatts-horas de eletricidade anualmente até 2016, segundo a China Everbright International.
O BAD tem foco no meio-ambiente e desenvolvimento sustentável na sua agenda até 2020, e a companhia apoiará a construção da China como civilização ecológica, de acordo com a estratégia do governo chinês, afirmou o diretor para a Missão de Residente na China do BAD, Hamid L. Sharif.
Juntamente com o valor de US$ 200 milhões investido pelo BAD em 2009, a China Everbright International investiu até agora em 20 projetos de WTE no país, segundo o diretor-executivo da companhia, Chen Xiaoping.
A China produz mais lixo agrícola que qualquer país do mundo. A palha da colheita totalizou 700 milhões de toneladas em 2010. O país também produz 200 milhões de toneladas de lixo sólido urbano anualmente.
A companhia Everbright também pretende promover a sua tecnologia de tratamento de lixo para outros países asiáticos, disse Chen. (por xinhua)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Parque do Vale das Nove Aldeias na China

Vale das Nove Aldeias
http://portuguese.cri.cn/693/2011/11/23/1s142700.htm
  2011-11-23 15:12:07  cri
Jiuzhaigou, Vale das Nove Aldeias, situa-se nas montanhas do noroeste da província de Sichuan. Aos olhos dos orientais que lá chegam, ele é um "paraíso no mundo humano" e para os ocidentais que a visitaram, ele representa um "mundo de fadas".
O Parque do Vale das Nove Aldeias tem uma superfície de 720 quilômetros quadrados sendo a sua maior parte coberta por densas florestas. A boca do vale situa-se a 2 mil metros e o seu pico chega a 4784 metros da altitude. O vale principal se estende por mais de 50 quilômetros em forma da letra Y com três ramificações denominadas respectivamente de Shuzheng, Rize e Zechawa. No vale, há nove aldeias tibetanas, o que deu origem a seu nome.
Antigamente, existiam apenas algumas trilhas aqui e os aldeões tinham poucos contatos com o mundo fora. O isolamento terminou nos anos 70 do século vinte, com a chegada dos estrangeiros, ou talvez, com um grupo de madeireiros.
Em 1978, foi criada a reserva no Vale das Nove Aldeias. No dia 5 de setembro de 1992, Beijing recebeu uma carta da UNESCO, que considerava o vale uma "reserva incrivelmente belo" e que o "Vale das Nove Aldeias deveria ser tombado como patrimônio natural mundial". O mesmo aconteceu em dezembro do mesmo ano.
Mares verdejantes, cataratas sobrepostas, florestas coloridas, picos nevados e estilo tibetano são as cinco maravilhas do Vale. Os dois primeiros tipos de paisagens se destacam como suas especificidades.
Os mares verdejantes são na realidade os lagos de cor de jade. Entrando no vale, depara-se um mundo límpido e todo tranqüilo. Os pequenos lagos misteriosos mostram-se a seus visitantes um mundo sem nenhuma partícula de pó. Os 114 lagos se encontram na ordem de escadarias com a diferença de queda de mais de 1800 metros.
Milhares de lagos do mundo costumam mostrar a beleza de sua suavidade sob o luar. No entanto, sob o efeito da luz solar, os lagos do Vale das Nove Aldeias mostram um mundo harmonioso e silencioso tal como sob o luar.
Água e cor são as almas do Vale das Nove Aldeias. Muitas pessoas não se atrevem a tocar as águas do Vale ao vê-las pela primeira vez, temendo que as mãos se manchem com suas cores. As águas dos lagos transparentes são coloridas. As cores azul, verde, amarelo, vermelho juntam-se em um espectrograma natural, ora claro ora escuro nas águas.
As águas do Vale das Nove Aldeias são tão transparentes que parecem cristais, sendo visíveis as plantas aquáticas, rochas brancas e areias amarelas finas a 20 a 30 metros de profundidade de água. Dizem que "nas águas extremamente limpas não há peixes". Mas, há um tipo de carpa sem escamas que vive nos lagos do Vale.
No Vale das Nove Aldeias há 17 conjuntos de cataratas de dimensões diferentes. A grande maioria delas não cai diretamente do alto de precipícios, mas deslizam em suas escadarias. No curso superior do rio, há muitos lagos e matas fechadas. Quase todas as cataratas atravessam os bosques criando-se assim uma paisagem única em que as árvores crescem nas águas e as águas transcorrem pelas florestas. A catarata de Nuorilang é a mais larga com 2365 metros de largura e mais de 270 metros de altura, sendo assim a paisagem-símbolo do Vale das Nove Aldeias. 

Como se criaram os lagos e as cataratas do Vale das Nove Aldeias e onde estão os mananciais de seus rios?
Segundo os geólogos, os lagos do Vale são produtos do movimentos de geleiras, em que as terras se empilharam na boca do vale obstruindo os rios. Exemplo disso é o lago de Changhai, o maior lago no Vale. Situado a 3120 metros acima do nível do mar e com uma extensão de cerca de 7 quilômetros, cujo ponto mais profundo atinge 80 metros, o lago reúne as águas da neve e não tem saída na superfície da terra. A sua drenagem depende da evaporação e dos canais subterrâneos. Na temporada de chuva, o lago não se transborda e na temporada de seca, ele não fica seco. No pleno inverno, as águas se congelam e do fundo do lago, ouvem-se grandes estrondos. Os habitantes tibetanos locais dizem que isso é o "canto do dragão".
E mais lagos e cataratas foram criados pela queda do corpo de montes e enxurradas, que obstruíram o vale. Depois, as acumulações ficaram calcificadas tornando-se as "decorações" do Vale. As águas do Vale das Nove Aldeias são ricas em bicarbonato de cálcio. Sob as influências de diversos fatores, o bicarbonato de cálcio se transforma em travertino acumulando-se no fundo dos lagos e do Vale. Passados anos e anos, os travertinos formam-se em muitos "diques" grandes ou pequenos. As águas passam por estes diques tornando-se grandes ou pequenas cataratas.
O conjunto dos lagos de Shuzheng é típico do fenômeno. Composto por 19 lagos, o conjunto se estende por mais de 5 quilômetros com uma queda de cerca de 100 metros. O menor lago do conjunto tem apenas vários metros quadrados. O maior deles, cobre mais de mil metros quadrados. A altura dos diques de travertino varia entre vários centímetros e vários metros. Nos diques amarelados, crescem espécies de árvores como salgueiros, pinheiros e abetos.
Em algumas partes do Vale, crescem nas águas os juncos, que parecem as miniaturas em vasos de flores.
A mais famosa área de travertino é a Área das Pérolas, que se localiza a cerca de 2500 metros de altura se estende por 189 metros de comprimento e 112 metros de largura, onde os travertinos se acumulam no fundo das águas parecendo cachos de pérolas.
Em alguns casos, o aumento da altura dos "diques" eleva a superfície das águas no curso superior. Exemplo disso é o lago de Wolong, que se localiza a 2215 metros de altura. O lago tem 22 metros de profundidade e uma área de mais de 60 mil metros quadrados. Através da superfície plana das águas como um espelho, pode-se ver um grande dique de cor amarelada em baixo da água parecendo um dragão.
Caídas nas águas, muitas árvores não ficam podres durante muitos anos por serem embrulhadas de travertinos e plantas aquáticas, além da baixa temperatura das águas.
No Vale das Nove Aldeias, cada lago tem suas cores misteriosas e imagináveis por seres humanos, até muitos pintores reconheceram não conseguir combinar as cores tão ricas como nos lagos. O lago das Cinco Flores se situa a 2472 metros de altura, tem 5 metros de profundidade e uma área de mais de 90 mil metros quadrados. As águas brilhantes mostram um acervo de cores: verde clara, azul escura, púrpura, amarela, alaranjada, ...
Além das águas e suas cores, as florestas são mais uma especificidade do Vale das Nove Aldeias. A metade das áreas do sitio estão cobertas de florestas primitivas. Devido às mudanças dos climas verticais, as florestas, desde o sopé até o cume das montanhas, dividem-se em paisagens verdes, amarelas e brancas e se caracterizam de acordo com a mudança das estações.
O inverno no Vale das Nove Aldeias compreende o período desde outubro até abril do ano próximo e as nevascas são freqüentes. Nestes momentos, os lagos são congelados e as cataratas tornam-se obras da escultura em gelo.
O Vale das Nove Aldeias abriga 170 animais selvagens, 141 espécies de pássaros e cerca de 3 mil espécies de plantas, entre os animais, os pandas gigantes devem ser os "habitantes" mais antigos.



Não basta apenas a inspeção veicular...

Beijing elimina veículos velhos para combater poluição
  2012-12-21 09:18:50  cri


Devido às preocupações com sua qualidade do ar, Beijing intensificou os esforços para eliminar gradualmente os veículos motorizados velhos e altamente poluentes, disse o órgão local de proteção ambiental.
Nos últimos dois anos, 515 mil veículos motorizados obsoletos foram retirados das ruas da cidade, superando a meta de 400 mil veículos estabelecida pelo Plano Quinquenal de Desenvolvimento Municipal (2011-2015), segundo o Departamento de Proteção Ambiental Municipal de Beijing.
Os veículos motorizados contribuem com cerca de 22,2% dos dados da cidade do índice PM2,5, que mede partículas menores que 2,5 micrômetros no ar, e os veículos velhos liberam mais poluentes, disse Fang Li, porta-voz do departamento, citando uma análise sobre as fontes de poluição na cidade.
Beijing está sofrendo com a má qualidade de ar, com a média do índice PM2,5 ficando este ano entre 70 e 80 microgramas por metro cúbico, duas vezes o padrão regulamentado de 35 microgramas por metro cúbico.
Fang disse que os veículos motorizados que estão em uso há mais de oito anos representam cerca de 20% da população de veículos da cidade, mas geram mais de 60% da poluição do ar.
"Eliminar gradualmente os veículos motorizados obsoletos é de enorme importância para diminuir os dados de PM2,5 de Beijing", sublinhou Fang.
Enquanto isso, Beijing vem trabalhando para melhorar a qualidade de seu abastecimento de combustível e aplicar padrões de emissões mais rigorosos.
De acordo com o plano municipal de controle da poluição do ar, Beijing espera implementar o padrão estatal VI de emissões, que é equivalente ao padrão Euro VI, até 2016.
O governo municipal de Beijing também impulsionará o uso de veículos verdes no futuro e ampliará o transporte público para que represente metade de todo o trânsito.
Com o objetivo de diminuir os problemas crônicos de trânsito da cidade, Beijing iniciou um programa de sorteio de placas de automóveis em 2011, que permite a emissão de um máximo de 240 mil novas placas para carros privados por ano. (por xinhua)

Calcule a redução na sua conta de luz

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Wulingyuan abrange o Parque Nacional Florestal de Zhangjiajie, a Reserva Natural de Suoxiyu, a Reserva Natural de Tianzishan e a Reserva Natural de Yangjiajie na China

Wulingyuan
http://portuguese.cri.cn/693/2011/12/28/1s144163.htm
  2011-12-28 09:46:13  cri

Até os anos 70 do século vinte, Wulingyuan era mundialmente desconhecido. Alguns pintores e fotógrafos ficaram surpreendidos quando a visitaram pela primeira vez e casualmente a consideraram como "uma pérola esquecida nas montanhas".
Em 1992, Wulingyuan foi tombado como patrimônio natural mundial. Um relatório do Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO diz: Wulingyuan se situa na província do Hunan, centro da China. Possui uma área de mais de 260 quilômetros quadrados e paisagens espetaculares. A especificidade paisagística do sítio reside em seus mais de 3 mil pilares e cumes de pedra delgados, cuja maioria tem mais de 200 metros de altura. Entre os cumes, vêem-se barrancos, gargantas, riachos, lagoas e cataratas, além de mais de 40 cavernas e duas enormes pontes de pedra naturais. A área chama atenção ainda por abrigar grande quantidade de espécies de plantas e animais que estão à beira de extinção.
Wulingyuan abrange o Parque Nacional Florestal de Zhangjiajie, a Reserva Natural de Suoxiyu, a Reserva Natural de Tianzishan e a Reserva Natural de Yangjiajie. A maior parte do sítio é esparsamente povoada e mantém ainda seus aspectos originais.
Wulingyuan parece uma floresta de pilares. A maior parte das montanhas tem encostas. Pode-se subir pelas ladeiras e a vegetação verde se espalha do sopé aos picos das montanhas. Mas, em Wulingyuan, os picos são de fato íngremes e formam grandes precipícios, mostrando os penhascos de cor púrpura e impossibilitando muitas vezes a subida.
Limitado pelas florestas compostas de pilares, o sítio,visto de longe, é apenas uma área de pequenas colinas. Mas ao entrar nele, depara-se um mundo tranqüilo de beleza espantosa. A altura dos picos varia desde dezenas de metros a 400 metros. Muitos deles parecem pilares feitos com enxadas. Alguns picos têm seu cume mais largo que suas bases parecendo flutuar no ar. Alguns picos são tão inclinados que parecem prontos a cair a qualquer momento; alguns têm grandes fendas desde a base até o cume. Todos são diferentes, mas todos eles tem uma plataforma no cume, onde crescem umas árvores ou até florestas verdejantes.
Os mais de 3 mil picos ficam em pé em sua própria estrutura. Parece que estão se reunindo ou pararam os passos numa marcha devido a uma inesperada mudança drástica. Segundo os geólogos, mais de 300 milhões de anos atrás, a região era um oceano. Posteriormente, o oceano retrocedeu e deixou expostas as rochas sedimentares, que se tornaram finalmente os atuais picos, precipícios e pontes ou portas de pedra através das erosões de chuva e vento durante milhões de anos. Há ainda até as linhas sedimentares das águas do oceano em alguns penhascos e fósseis de corais.
As montanhas em Wulingyuan são principalmente de arenito quartzo. Há ainda poucas rochas calcárias e arenáceas. O arenito quartzo e as rochas arenáceas se alternam em diversas camadas. Como as rochas de areias de quartzo são resistentes à erosão, muitos pilares de rocha, apesar de terem o cume maior que a base e de estarem inclinados, se encontram em pé por mais de milênios. As rochas rígidas de areias de quartzo caem em pedaços, por isso, os picos de rocha raramente têm ladeiras em curvas e apresentam perfeitamente as linhas retas parecendo terem sido feitas por cortes de facas verticais, horizontais e oblíquos.
Em Wulingyuan, Zhangjiajie é a área mais famosa. Huangshizhai é o mais alto pico. O cume do pico é uma plataforma natural e tem um horizonte amplo. Contemplando desde a plataforma, não se vê nada senão bosques de picos e florestas. Os habitantes locais dizem que uma pessoa viajaria em vão a Zhangjiajie sem ter subido ao pico de Huangshizhai. Mas, para outros, jamais se conheceria tão bem Wulingyuan sem conhecer o pico Tianzishan, que, numa posição dominante, possibilita uma vista aérea de largo panorama com magníficas paisagens, tais como mar de nuvens, neve, sol ou arrebóis. 

Além dos picos, Wulingyuan têm mais de 100 cavernas, sendo a do Dragão Amarelo no barranco de Suoxiyu a mais famosa. Dividida em quatro camadas, a caverna do Dragão Amarelo tem um lago, dois rios, três cataratas, 13 salões e 96 corredores com uma extensão total de 15 quilômetros. O maior salão pode abrigar mais de 10 mil pessoas. Estalactites de diferentes tamanhos, posturas e cores se vêem no teto e no chão da caverna. O pilar de estalactite - com um diâmetro de apenas 10 centímetros e uma altura de 19,2 metros -, é o mais esplendoroso.
As florestas virgens cobrem 88% de Wulingyuan. Há mais de 3 mil espécies de plantas de alta qualidade. Este número é muito maior do que o total em alguns países ou até em algum continente. Muitas destas espécies são plantas antigas raras e algumas são únicas da China. Por exemplo, os antigos gingkos são chamados "fósseis vivos da herança natural"; as preciosas árvores de pombo desabrocham no início da primavera e foram batizadas com o nome "árvores de pombo chinesas" porque suas flores parecem os pombos empoleirados nas árvores. Com pouca população, densas florestas e altas montanhas, o sítio é naturalmente um paraíso dos pássaros e animais. Segundo uma estimativa preliminar, vivem aqui mais de 110 espécies de pássaros e alguns animais bravos como tigres e leopardos.
Wulingyuan tem sido esparsamente povoado durante longo tempo e o seu ecossistema tem se mantido intocável. Especialistas dizem que os desastrosos climas, erosão, queda de rochedos ou pestes nunca aconteceram.
Wulingyuan é rico em recursos hídricos. Os riachos sinuosos confluem em lagoas e cataratas. As correntes nunca se interrompem, mesmo nos anos de grave estiagem. A zona ao longo do riacho Chicote de Ouro é um dos pontos mais belos em Zhangjiajie. Com cinco a seis quilômetros de extensão, ele atravessa florestas e barrancos, um mundo em que reina a tranqüilidade.
O barranco Suoxiyu, apesar de não ser tão famoso como Zhangjiejie, têm paisagens maravilhosas, iguais às de Zhangjiajie, com montanhas grotescas, rios límpidos, cavernas misteriosas e pontes arriscadas. As pontes aqui são produtos da Natureza; algumas, de 10 metros de comprimento e mais de um metro de largura, colocam-se sobre os barrancos de mais de 100 metros de profundidade. Só os que a conheçam pessoalmente, entendem o que significa " passear no vale andando sobre uma pintura".
Apesar do difícil acesso a Wulingyuan, este nunca estava totalmente isolado do mundo exterior. Por entre as montanhas verdes e os rios cristalinos, encontram-se as aldeias espalhadas esporadicamente. Bambus verdejantes se agitam ao vento e espirais de fumaça se erguem das cozinhas, mostrando um harmonioso e simples panorama campestre.

É preciso um gasto extra de apenas 50 yuans (US$ 8) por metro quadrado para satisfazer os requisitos mínimos de edifícios verdes, em comparação com os edifícios comuns

China promoverá edifícios ecológicos
  2013-02-22 08:40:42  cri
A China exigirá que os novos edifícios em cidades satisfaçam os padrões obrigatórios de economia energética e renovará os existentes para que sejam mais ecológicos até 2015, anunciou o principal órgão de planejamento econômico do país.
O padrão de edifícios verdes, que permite poupar recursos e energia e é mais favorável ao meio ambiente, será adotado em todos os edifícios investidos pelo governo a partir de 2014, disse um funcionário da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR).
Até 2014, o padrão também será aplicado aos projetos de moradia de preço acessível nas quatro cidades de nível provincial, nas capitais provinciais e nas cinco cidades de nível vice-provincial, assim como nas construções públicas com uma área maior que 20 mil metros quadrados em um único edifício, indicou o funcionário.
É preciso um gasto extra de apenas 50 yuans (US$ 8) por metro quadrado para satisfazer os requisitos mínimos de edifícios verdes, em comparação com os edifícios comuns, de acordo com o funcionário.
As renovações serão realizadas em edifícios urbanos para melhorar a eficiência de seus sistemas de aquecimento.
A China planeja construir 1 bilhão de metros quadrados de edifícios verdes entre 2011 e 2015 e fazer com que os edifícios ecológicos representem 20% de todos os novos edifícios nas cidades em 2015, segundo um plano governamental. (por xinhua)