segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Índice: Brasil está pouco preparado para mudanças climáticas




http://envolverde.com.br/ambiente/brasil/indice-brasil-esta-pouco-preparado-para-mudancas-climaticas/

Brasil
05/11/2012 - 08h02

por Fabiano Ávila, do CarbonoBrasil
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Enchente no Paquistão em 2010 deixou mais de seis milhões de desabrigados. Foto: Oxfam
Ranking que classifica nações conforme sua resiliência ao clima apresenta Dinamarca e Suíça no topo e coloca o Brasil em 58 de 176 países, devido às condições ruins de urbanização, infraestrutura e governança.
O Brasil, apesar de possuir água e comida em abundância, uma economia sólida e ser politicamente estável, está deixando a sua população em uma situação muito perigosa em caso de eventos climáticos extremos. Isto por causa de sua fraca infraestrutura, da falta de investimentos públicos e privados, da corrupção e do crescimento desordenado das cidades.
Esta é a conclusão que se pode tirar do GAIN Index 2012, um ranking criado pelo Instituto de Adaptação Global (GAIN, em inglês) que classificou 176 países conforme sua resiliência às mudanças climáticas. Desta lista, o Brasil aparece em 58o no geral, sendo que ficou 47o em vulnerabilidade e apenas em 71o em prontidão.
O resultado mediano em vulnerabilidade reflete as qualidades naturais do país, como grandes bacias hidrográficas, gigantesca produção de alimentos e estar localizado em uma região que não é passagem tradicional dos piores eventos climáticos, como furacões. Se apenas isso fosse levado em conta, o Brasil estaria entre os menos vulneráveis. Porém, também são analisadas questões de infraestrutura e urbanização, é aí que a situação se complica.
O histórico de décadas de crescimento desordenado das cidades deixam os brasileiros, especialmente os mais pobres, mais vulneráveis do que deveriam estar. Ocupação de encostas são um problema em diversas partes do país e a cada ano novas tragédias acontecem para nos lembrar disso.
No quesito de prontidão, são analisados a economia, os dados sociais e a governança. Mesmo com sua grande economia, a sexta maior do planeta, o Brasil aparece muito mal na classificação por causa da fraca atuação do governo. Pouco ainda se pensa em mudanças climáticas e não se investe o suficiente em ações de adaptação e de defesa civil. Fatores como corrupção e o pequeno engajamento do setor privado também pesam.
Entretanto, a avaliação final do GAIN é de que o Brasil possui boas condições para realizar ações de mitigação e adaptação, inclusive sem depender da ajuda internacional.
Desde que começou a ser divulgado o ranking, em 1995, o Brasil tem flutuado entre as posições 57 a 70. No ano passado, o país ficou em 63º.
Segundo o GAIN, as dez nações mais resilientes do mundo são: Dinamarca, Suíça, Austrália, Noruega, Reino Unido, Nova Zelândia, Irlanda, Finlândia, Países Baixos e Suécia.
A posição final no ranking é estabelecida após o cálculo de sua prontidão menos o valor designado para a sua vulnerabilidade. Assim, mesmo países localizados em áreas de risco podem estar melhor no índice porque já possuem políticas de adaptação.
O presidente do GAIN chama a atenção para a realidade das mudanças climáticas, cujos efeitos já são sentidos por todo o planeta.
“Nos últimos anos estamos vendo pessoas sofrendo, companhias sendo fechadas e postos de trabalhos sendo perdidos por causa de eventos climáticos. Da Tailândia até os Estados Unidos, as mudanças climáticas são uma ameça para a vida e para a economia”, afirmou Juan José Daboub.
A entidade aponta alguns exemplos de como o clima fora do comum prejudicou milhares de pessoas nos últimos anos.
No fim de 2011, uma enchente sem precedentes na Tailândia matou mais de 700 pessoas, resultou no fechamento de 800 fábricas e provocou a demissão de 450 mil trabalhadores, o que teve impactos nos preços de equipamentos para computador no mercado internacional. Outras enchentes semelhantes também causaram mortes e destruição nas Filipinas e no Paquistão. Já na Austrália e nos Estados Unidos o problema foi a seca, que elevou os preços dos alimentos em todo o planeta.
Aqui no Brasil, enchentes e deslizamentos se repetem a cada verão resultando em centenas de mortes. Agora, em 2012, o país registrou as mais altas temperaturas já vistas no mês de outubro e está atravessando o ano mais seco desde 1929, com grandes impactos econômicos e para a geração de energia.
“Podemos somar nesta lista de eventos extremos recentes o furacão Sandy. A maior tempestade a atingir a região de Nova York na história deve causar prejuízos de mais de US$ 20 bilhões”, declarou Daboub.
Os números mais recentes sobre os impactos do Sandy apontam para 74 mortos e a possibilidade de uma queda do crescimento econômico dos EUA no último trimestre de 2012 dos previstos 1,6% para até 1%.
* Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.
(CarbonoBrasil) 

domingo, 11 de novembro de 2012

Assim não dá




Artigo
05/11/2012 - 11h24




por Marina Silva*
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Marina Silva. Foto: Divulgação
Em Rio Branco (AC), o folclore político e a genialidade de um cronista inventaram que os candidatos derrotados descem o rio numa balsa, sem comida, devorados pelos insetos, até aportarem, dias depois, em Manacapuru (AM), onde ficam sentados à beira d’água escutando o choro do surubim, esperando para subir outra vez o rio e tentar melhor sorte nas eleições seguintes.
Acostumada a “pegar balsa” nos anos 80, quando minha geração se iniciava na política, construí um conceito diferente. É possível “perder ganhando”, quando se consegue avançar nos ideais, e é possível “ganhar perdendo”, quando se abandona os ideais em acordos puramente pragmáticos.
Não vejo problema em embarcar em diversas balsas pelo Brasil adentro, desde que seja possível construir compromissos pelos ideais do desenvolvimento sustentável e pela ampliação da democracia.
Mas notei, nestas eleições, uma atitude agressiva, de intolerância e preconceito, arraigando-se no Brasil. A polarização PT x PSDB se aproxima, em virulência, das corrosivas polarizações bipartidárias anteriores, soterrando o debate sob o ressentimento. Basta ler a troca de desaforos entre “petralhas” e “tucanalhas” (é como uma parte deles chama a outra) na internet.
Uma novidade nada alegre parece surgir: uma “terceira via”, que recusa os partidos e candidatos da polarização. Ela precisa, porém, evitar a mesma intolerância: para uma parcela dos
insurgentes, petistas e peessedebistas são descritos como um mal absoluto e ninguém entre eles é digno de qualquer consideração. E qualquer compromisso passa a ser satanizado, inviabilizando qualquer aproximação.
Mas dá esperança ouvir, de todos os lados, que “do jeito que está não dá mais” e “algo precisa ser feito para mudar”.
Para enfrentar o sectarismo maniqueísta enraizado em nossa política, é preciso uma mudança. Que não ocorrerá nas disputas eleitorais, mas nos intervalos. Precisa, antes, sobrevir no cotidiano político entre os membros dos partidos, lideranças e forças políticas. Não em enunciados de “boas” intenções e vazias de compromisso, mas naquilo que, como disse C. S. Lewis, “se deduz de milhares de conversas, por um princípio revelado em centenas de decisões relativas a assuntos menores”.
Já os viciados no jogo do poder, mal terminada a apuração, contabilizam o “cacife” e fazem apostas para 2014. As cidades, os cidadãos e a cidadania não mais importam, eram meros ícones de propaganda.
Que tal outro exercício: esquadrinhar os programas dos candidatos e os seus compromissos? É possível que em alguns lugares, ganhando ou perdendo, um avanço civilizatório tenha dado mais um passo rumo à sustentabilidade política em nossa democracia. Há lugar para todos nessa balsa.
* Marina Silva é ambientalista, ex-senadora, ex-ministra do Meio Ambiente e ex-candidata à Presidência da República em 2010.
** Publicado originalmente no site Folha de S. Paulo.
(Folha de S. Paulo) 

sábado, 10 de novembro de 2012

Brasil emerge como um ator principal na ONU

Inter Press Service - Reportagens
09/11/2012 - 09h38

 

 

por Thalif Deen, da IPS
Dilma Brasil emerge como um ator principal na ONU
A presidente Dilma Rousseff foi a primeira mulher a abrir o período ordinário de sessões da Assembleia Geral. Foto: UN Photo/Marco Castro
 
Nações Unidas, 9/11/2012 – Quando um país-membro da Organização das Nações Unidas (ONU) decide realizar uma conferência do fórum mundial em seu território, tem o privilégio de presidir o encontro e também de ser o primeiro orador. Contudo, desde a criação da ONU há 67 anos, o Brasil sempre abriu as sessões da Assembleia Geral em Nova York, uma prerrogativa que, na realidade, caberia aos Estados Unidos, país anfitrião, que participa em segundo lugar. Graças a esta tradição, sem explicação lógica inclusive dentro da ONU, a presidente Dilma Rousseff se converteu na primeira mulher desde a fundação das Nações Unidas a abrir o período ordinário de sessões em setembro deste ano. Foi imediatamente seguida pelo presidente norte-americano, Barack Obama.
Na última década, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011), o Brasil participou de nove missões de paz da ONU, foi anfitrião de importantes conferências multilaterais (em particular a cúpula Rio+20, em junho de 2012) e contribuiu ativamente com discussões sobre a reforma do fórum mundial. Também trabalhou para fortalecer o Conselho Econômico e Social (Ecosoc) e fomentou maior protagonismo da ONU na promoção do desenvolvimento.
O Brasil também é membro fundador do Grupo dos 77, a maior coalizão de países em desenvolvimento dentro do sistema das Nações Unidas, e é o décimo maior contribuinte para o orçamento regular da ONU, com US$ 38 milhões no último ano fiscal. Considerado uma das novas potências emergentes, o Brasil tem um papel fundamental em duas das mais poderosas coalizões internacionais: Ibas (Índia, Brasil e África do Sul) e Brics (Brasil Rússia, Índia, China e África do Sul).
O presidente do Fórum de Reitores do Rio de Janeiro, Cândido Antônio Mendes de Almeida, disse à IPS que o papel do Brasil na comunidade internacional está estreitamente vinculado à emergência do Brics, “fora das clássicas periferias e com uma crescente influência na África, especialmente nos países de idioma português”. “O assento permanente no Conselho de Segurança será uma consequência inevitável para o Brasil”, afirmou Antônio Mendes, autor de mais de 30 livros, delegado brasileiro em várias conferências internacionais e secretário-geral da Academia de Latinidade.
Junto com Alemanha, Índia e Japão, o Brasil é parte do Grupo dos Quatro (G-4) e um dos favoritos para ocupar um assento permanente no Conselho de Segurança, ofuscando a Argentina, outro potencial competidor da América Latina. “Ao mesmo tempo, o novo enfoque brasileiro na América Latina incluiu uma forte condenação ao golpe de Estado no Paraguai, uma alternativa à escalada antinorte-americana dos Estados bolivarianos e um comércio bilateral em expansão com a Argentina”, acrescentou Antônio Mendes.
O G-4 continua trabalhando estreitamente para alcançar a meta de “um Conselho de Segurança mais representativo, democrático e transparente, em linha com as atuais realidades geopolíticas”. O grupo acredita que a reforma é uma conta pendente e que uma demora maior pode afetar a capacidade do Conselho para enfrentar os novos desafios e afetar a efetividade e legitimidade de suas decisões.
“O Brasil acredita que a reforma do Conselho de Segurança é perfeitamente realizável e que se pode obter um resultado positivo no futuro próximo”, disse à IPS um porta-voz da missão brasileira na ONU. “É nossa esperança que as negociações intergovernamentais na Assembleia Geral (atualmente em marcha) ganhem impulso nos próximos meses, e que isso possa ter resultados concretos nos principais aspectos da reforma”, acrescentou.
Como membro não permanente, o Brasil integrou por dez vezes o Conselho de Segurança. E, até o mês passado, forneceu 2.200 soldados e policiais para nove missões de manutenção da paz da ONU, em Chipre, Costa do Marfim, Haiti, Líbano, Libéria, Saara Ocidental, Sudão, Sudão do Sul e Timor Leste. As maiores contribuições foram as missões no Haiti (1.894 soldados) e Líbano (268).
Embora o Ibas sempre procure impulsionar a cooperação Sul-Sul e fortalecer as relações econômicas e comerciais entre as nações em desenvolvimento, conseguiu maior influência quando os três países, por coincidência, ocuparam assentos não permanentes no Conselho de Segurança, em 2011. Diante dos desafios sem precedentes da Primavera Árabe e no contexto da crise econômica global, os membros do Ibas mantiveram um diálogo muito estreito nesse órgão da ONU.
Os três países também articularam uma posição comum frente ao processo de paz palestino-israelense. Esta postura ficou expressa na Declaração de Tshwane, de 2011, e no primeiro comunicado conjunto do Ibas em um debate na Assembleia Geral nesse mesmo ano sobre a questão palestina. Por outro lado, o Fundo Ibas, para o alívio da pobreza e da fome, apoia projetos em Timor Leste, Guiné-Bissau, Laos, Palestina, Serra Leoa, Sudão, Sudão do Sul e Vietnã.
Com relação à crise na Síria, o Ibas adotou uma postura comum em julho-agosto de 2011, transmitindo uma proposta ao regime em Damasco, baseada em uma clara condenação à violência contra civis, em um chamado pelo fim das hostilidades e por um verdadeiro compromisso com um diálogo político para o pleno respeito dos direitos humanos e das liberdades básicas. Como disse Dilma Rousseff à Assembleia Geral: “Não há solução militar para a crise síria. A diplomacia e o diálogo não são apenas nossa melhor opção, mas a única opção”.
Quando o Brasil avançou em alguns dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, incluindo o alívio da fome e da pobreza, o ensino primário universal, combate ao HIV/aids e na sustentabilidade ambiental, ficou para trás em uma meta crucial: o empoderamento de gênero. Como recordou um diplomata brasileiro a delegados na ONU no mês passado, pela primeira vez na história uma mulher assumiu a Presidência de seu país.
No entanto, as mulheres continuam tendo escassa representação nos postos de tomada de decisões no Brasil. Embora representem cerca de 52% dos eleitores brasileiros, as mulheres só têm representação de 10% no Poder Legislativo. E apenas dez dos 38 ministérios são encabeçados por mulheres. Porém, o diplomata assegurou que Dilma Rousseff reconheceu como uma prioridade “fortalecer a participação das mulheres em altos níveis de tomada de decisões”. Envolverde/IPS
(IPS) 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Cartilha gratuita sobre inspeção predial


30/Outubro/2012

Ibape-SP lança cartilha gratuita sobre inspeção predial


"Inspeção predial: A saúde dos edifícios" tem foco na manutenção preventiva de edifícios



Gustavo Jazra


O Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (Ibape-SP) lançou uma cartilha informativa para auxiliar síndicos de condomínios e demais interessados na gestão predial, com foco na manutenção preventiva de edifícios.

A publicação, de autoria da Câmara de Inspeção Predial do Ibape-SP, visa auxiliar na contratação do laudo de inspeção predial, por isso, detalha procedimentos necessários para realização da inspeção. A cartilha informa sobre ferramentas técnicas que podem auxiliar na tomada de decisões, de modo que sejam consideradas as prioridades de manutenção do prédio e que haja planejamento financeiro.
Um estudo realizado pelo Instituto constatou que em 70% dos acidentes ocorridos em edifícios com mais de 30 anos na última década as causas são: uso inadequado e falta de planejamento da manutenção de elevadores, marquises e outros.
De acordo com a coordenadora da Câmara de Inspeção Predial do Ibape-SP e coordenadora da publicação, Vanessa Pacola, a iniciativa é resultado da preocupação do Instituto em conscientizar a sociedade sobre a importância da manutenção preventiva.
Para adquirir o manual, que é gratuito, basta entrar em contato com a sede do Ibape-SP. Mais informações no site.


6/11/2012 15:43:01
30/Outubro/2012

Ibape-SP lança cartilha gratuita sobre inspeção predial

 

"Inspeção predial: A saúde dos edifícios" tem foco na manutenção preventiva de edifícios


http://www.ibape-sp.org.br/Noticias_Destaques/NoticiasBox.aspx?cod_pagina_inicial=1269

Gustavo Jazra

 
 O Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (Ibape-SP) lançou uma cartilha informativa para auxiliar síndicos de condomínios e demais interessados na gestão predial, com foco na manutenção preventiva de edifícios.
 A publicação, de autoria da Câmara de Inspeção Predial do Ibape-SP, visa auxiliar na contratação do laudo de inspeção predial, por isso, detalha procedimentos necessários para realização da inspeção. A cartilha informa sobre ferramentas técnicas que podem auxiliar na tomada de decisões, de modo que sejam consideradas as prioridades de manutenção do prédio e que haja planejamento financeiro.

Um estudo realizado pelo Instituto constatou que em 70% dos acidentes ocorridos em edifícios com mais de 30 anos na última década as causas são: uso inadequado e falta de planejamento da manutenção de elevadores, marquises e outros.

De acordo com a coordenadora da Câmara de Inspeção Predial do Ibape-SP e coordenadora da publicação, Vanessa Pacola, a iniciativa é resultado da preocupação do Instituto em conscientizar a sociedade sobre a importância da manutenção preventiva.

Para adquirir o manual, que é gratuito, basta entrar em contato com a sede do Ibape-SP. Mais informações no site.

Volume de resíduos urbanos crescerá de 1,3 bilhão de toneladas para 2,2 bilhões até 2025, diz PNUMA

http://www.onu.org.br/volume-de-residuos-urbanos-crescera-de-13-bilhao-de-toneladas-para-22-bilhoes-ate-2025-diz-pnuma/

6 de novembro de 2012 ·


Pilhas de lixo sendo queimado nas ruas do Cairo, Egito. Foto: IRIN / Amr EmamEm meio a uma população mundial em rápido crescimento, os problemas de gestão de resíduos estão se tornando cada vez mais cruciais para a promoção da sustentabilidade ambiental, alertaram hoje (6) os participantes da reunião da Parceria Global sobre Gestão de Resíduos (GPWM), organizado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), em Osaka, no Japão.
O PNUMA observou que os resíduos urbanos são um fardo crescente para comunidades em todo o mundo. Estatísticas do Banco Mundial estimam que o volume de resíduos deve crescer de 1,3 bilhão de toneladas para 2,2 bilhões de toneladas em 2025.
“As necessidades humanas básicas, como água limpa, ar puro e segurança alimentar são prejudicadas por práticas de gestão de resíduos impróprias, com graves consequências para a saúde pública”, advertiu um comunicado da agência de meio ambiente.
Apesar de reconhecer que este é um dos serviços mais complexos e de alto custo público, o PNUMA argumenta que a gestão de resíduos é também uma oportunidade para o estabelecimento de uma área modelo para tornar a economia verde.
“Se tratada adequadamente, a gestão de resíduos tem um enorme potencial para transformar problemas em soluções e conduzir o caminho para o desenvolvimento sustentável através da recuperação e reutilização de recursos valiosos”, afirmou o comunicado.
O relatório de 2010 do PNUMA mostrou que, no norte da Europa, a reciclagem de uma tonelada de papel ou alumínio economiza mais de 600 kg e 10.000 kg de dióxido de carbono, respectivamente. Da mesma forma, um relatório de 2009 da agência revelou que há 65 vezes mais ouro em uma tonelada de celulares velhos do que em uma tonelada de minério.
“A oportunidade de negócio para a ‘mineração urbana’ é evidente”, observou o PNUMA. “O lixo importa.”

Lei antifumo reduz internações

Lei antifumo reduz internações

http://www.destakjornal.com.br/noticias/saude/lei-antifumo-reduz-internacoes-167360/

05 de Novembro de 2012

Estudo mostra que legislações contra o tabaco reduziram em 15% hospitalizações por ataque cardíaco

Uma pesquisa norte-americana observou que leis antifumo conseguem reduzir números ligados ao tabagismo em diversos países. O estudo foi publicado no periódico "Circulation" por pesquisadores da Universidade da Califórnia e do Instituto Nacional de Saúde (NHI) dos Estados Unidos. De acordo com o estudo, leis que proíbem o fumo em bares, restaurantes ou no trabalho reduziram em 15% o número de hospitalizações por ataque cardíaco, em 16% o de internações por acidente vascular cerebral e em 24% o total de atendimentos por problemas respiratórios. A pesquisa mostra que a redução vale também para fumantes passivos.
Os autores analisaram 45 pesquisas sobre consequências de 33 leis antifumo aplicadas em países como os Estados Unidos, Alemanha e Uruguai.
Anvisa vai trocar imagens
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que cartelas de cigarro vão ganhar imagens mais fortes e chocantes até maio 2013. O diretor de tabaco da Anvisa, Agenor Álvares, afirmou à "Folha de São Paulo" que os direitos de uso das imagens atuais pertencem a pessoas com quem a agência não tem mais contato. Álvares disse ainda que a ideia é causar aversão sem usar sutilezas.

CAMPANHA NACIONAL DE PROTEÇÃO À FAUNA SILVESTRE



“A proteção e o manejo da fauna silvestre em busca de sua conservação podem e devem ser feitos pelo Governo e a Sociedade de forma integrada no sentido de defender o que é de todos: o patrimônio natural do Brasil, bem de uso comum de todos os brasileiros e garantia para as futuras gerações.”
“Calcula-se que o tráfico de animais silvestres retire, anualmente, cerca de 12 milhões de animais de nossas matas; outras estatísticas estimam que o número real esteja em torno de 38 milhões.”

CAMPANHA NACIONAL DE PROTEÇÃO À FAUNA SILVESTRE

RELATÓRIO SEMESTRAL:

CAMPANHA NACIONAL DE PROTEÇÃO À FAUNA SILVESTRE - Relatório Semestral (2.3 MiB, 7.063 hits)














quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Eletrônicos recicláveis: apenas adicione água quente

Publicado em 7 de novembro de 2012

 http://www.ie.org.br/site/noticias/exibe/id_sessao/4/id_noticia/7166/Eletr%C3%B4nicos-recicl%C3%A1veis:-apenas-adicione-%C3%A1gua-quente




Olhe a placa do seu computador, ou de qualquer equipamento eletrônico, e você facilmente entenderá porque é tão difícil reciclá-los.

Não é por falta de materiais valiosos, já que elas possuem até ouro e prata - um relatório recente já propõe uma mineração urbana para explorar as cada vez maiores reservas de lixo eletrônico.

O problema é que é extremamente difícil retirar os componentes que formam os circuitos eletrônicos.

Isso teria que ser feito retirando-se a solda de todos, um por um. E nem todos têm valor comercial que justifique o custo e o esforço.

Soltar na hora certa

Mas pode haver uma forma mais simples.

Foi o que demonstrou uma equipe do Laboratório Nacional de Física do Reino Unido, em parceria com as empresas In2Tec e Gwent Electronic Materials.

O grupo desenvolveu uma placa de circuito impresso cujos componentes podem ser facilmente removidos depois que a placa é imersa em água quente.

A base de tudo é uma família de polímeros desenvolvidos para atenderem a duas exigências principais.

A primeira é que, durante a vida útil do circuito, os componentes sejam mantidos no lugar, suportando os milhares de ciclos de aquecimento e resfriamento típicos do ligar e desligar dos aparelhos.

A segunda é que, ao final da vida útil do aparelho, a montagem possa ser desfeita rapidamente.

Reciclagem de placas de circuito impresso

Os materiais poliméricos foram dispostos em camadas sobre a placa de circuito impresso e demonstraram ter a resistência necessária para suportar o funcionamento do pequeno circuito de demonstração.

Ao final, basta mergulhar a placa na água quente para que todos os componentes se soltem, empurrados até por uma folha de papel.

Segundo os pesquisadores, hoje é possível reutilizar apenas 2% dos materiais fixados em uma placa de circuito impresso.

Quando a nova tecnologia for expandida para escala comercial, esse número poderá chegar a 90%.

Transporte insustentável...

7 de 10 indenizações do DPVAT são para motos

7 de 10 indenizações do DPVAT são para motos

06 de Novembro de 2012

http://www.destakjornal.com.br/noticias/brasil/7-de-10-indenizacoes-do-dpvat-sao-para-motos-167511/

Dados da Seguradora Líder, operadora do Seguro Obrigatório DPVAT mostram que sete em cada dez indenizações foram pagas por acidente com moto nos últimos nove meses.
Somente no primeiro semestre do ano, a indenização por causa de acidentes com motociclistas representou 69% do total pago. Ano passado era de 60%.
Nesse período foram pagas 216.150 indenizações por todos os tipos de acidente de trânsito, um aumento de 31% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 1,2 bilhão.
Para diretor de Relações Institucionais da Seguradora Líder, Márcio Norton, o crescimento no número de motos no país contribui significativamente para a quantidade de indenizações pagas.
O Denatram estima que o número de motos saltou de 5 milhões para 16 milhões na última década - 27% da frota nacional de veículos.

Ibama abre 108 vagas de Analista ambiental

26/10/2012 - CONCURSO

Ibama abre 108 vagas de Analista

O órgão oferece vagas no Distrito Federal e no estado do Rio de Janeiro. A remuneração é de R$ 5.441,24 para uma jornada de 40 horas semanais
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) lançou concurso público para o cargo de Analista Ambiental, de nível superior. O órgão visa o preenchimento de 108 vagas, das quais oito são reservadas aos candidatos deficientes. A lotação dos aprovados será na Administração Central e nas unidades do Ibama no Distrito Federal e no estado do Rio de Janeiro. A remuneração oferecida é de R$ 5.441,24 para uma jornada de 40 horas semanais.
Os candidatos devem possuir diploma de graduação em qualquer área de formação. As vagas estão distribuídas por temas: 60 para Licenciamento Ambiental, 27 para Monitoramento, Regulação, Controle, Fiscalização e Auditoria Ambiental e 21 para Gestão, Proteção e Controle da Qualidade Ambiental.
As inscrições poderão ser feitas entre os dias 5 e 26 de novembro, por meio do site www.cespe.unb.br/concursos/ibama_12_analista_ambiental. A taxa de inscrição é R$ 75,00. Os candidatos deverão optar, no momento da inscrição, por um tema para o qual vai concorrer e uma cidade de prova.
O Cespe/UnB será responsável pela aplicação das provas objetivas e da prova discursiva da seleção, que estão previstas para 20 de janeiro, no Distrito Federal e na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Os candidatos aprovados no concurso, convocados para a posse e que entrarem em exercício participarão de Curso de Ambientação.

SERVIÇO
Concurso: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
Cargo: Analista Ambiental
Vagas: 108, das quais oito são reservadas a candidatos deficientes
Remuneração: R$ 5.441,24
Inscrições: de 5 a 26 de novembro
Taxa: R$ 75,00
Provas objetivas e prova discursiva: 20 de janeiro de 2013

CONTATO
Outras informações no site www.cespe.unb.br/concursos/ibama_12_analista_ambiental ou na Central de Atendimento do Cespe/UnB, de segunda a sexta, das 8h às 19h – Campus Universitário Darcy Ribeiro, Sede do Cespe/UnB – (61) 3448 0100.


http://www.cespe.unb.br/concursos/ibama_12_analista_ambiental/arquivos/ED_1_2012_IBAMA_ANALISTA_ABT.PDF

Mutirão de castração de cães e gatos


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Motores movidos a hidrogênio


05/11/2012 - 03h30

Índia testa novos riquixás para reduzir a poluição

AMY YEE
DO "NEW YORK TIMES"

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1179526-india-testa-novos-riquixas-para-reduzir-a-poluicao.shtml



NOVA DÉLI - Em toda a Índia, pequenos triciclos motorizados levam pessoas e produtos para cima e para baixo. São mais de dezenas de milhares só em Déli.
Em janeiro, foram apresentados no país os primeiros riquixás com motores movidos a hidrogênio. Os 15 carrinhos adaptados, que antes usavam combustível tradicional, ainda fazem o mesmo ruído estridente.
Apesar disso, há diferenças cruciais: o escapamento solta vapor de água, calor e praticamente nenhuma outra emissão.
A carroceria está adaptada para transportar o tanque de gás hidrogênio. O motor do veículo também sofreu modificações, e foi instalado um sistema eletrônico de controle, desenvolvido no Instituto Indiano de Tecnologia.
O veículo é abastecido num posto, mais ou menos como os riquixás comuns movidos a gás natural comprimido.
"Limpo", eficiente e abundante, o hidrogênio tem potencial para "facilitar a transição para um futuro energético de baixo carbono, de forma semelhante à qual o petróleo e o motor a combustão interna substituíram o carvão e o motor a vapor", segundo o Centro Internacional para as Tecnologias Energéticas a Hidrogênio, um projeto da Organização de Desenvolvimento Industrial das Nações Unidas e do governo turco.
Os riquixás movidos a hidrogênio em Déli são resultado de um projeto de três anos que envolveu vários parceiros, incluindo a agência de desenvolvimento da ONU, que financiou metade do custo, superior a US$ 1 milhão.
Até 1 milhão de veículos a hidrogênio podem estar rodando pelas ruas da Índia até 2020, segundo Bibek Bandopadhyaya, assessor do Ministério de Energias Novas e Renováveis da Índia.
A necessidade de energia "limpa" é premente. A Índia ficou na 125a colocação entre 132 países pesquisados para o Índice de Desempenho Ambiental de 2012, das Universidades Yale e Columbia (EUA), que mede a poluição atmosférica e outros indicadores. O país foi o terceiro maior emissor mundial de gases do efeito estufa no ano passado.
Entre os obstáculos para a adoção dessa nova tecnologia, estão o acesso insuficiente ao hidrogênio que esteja separado de outros elementos, a falta de uma rede de distribuição e o custo elevado em relação a outros combustíveis.
Embora o hidrogênio seja abundante na natureza, a sua separação de outros elementos é um processo caro que consome muita energia.
Para que o hidrogênio se torne viável no país, seria necessário restringir a poluição ou obrigar a conversão dos veículos, segundo Nicolas Lymberopoulos, diretor de projetos da agência da ONU e do centro tecnológico.
O hidrogênio, segundo Kandeh K. Yumkella, diretor-geral da agência da ONU, serve "não só para ônibus e veículos de alta tecnologia, mas também para aplicações práticas, como os riquixás".

05/11/2012 - 04h10

Japão investe em energia geotérmica

YURIKO NAGANO
DO "NEW YORK TIMES"

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1179578-japao-investe-em-energia-geotermica.shtml


YUZAWA, Japão - Tarobee Ito, 69, é o guardião de um legado familiar que sobrevive há mais de 12 gerações: ele administra o Tarobee Ryokan, um tradicional "onsen ryokan" (hotel junto a fontes termais) no desfiladeiro de Oyasu.
No mesmo local, perto da cidade de Yuzawa, no norte do Japão, há cerca de uma dúzia de outros estabelecimentos do tipo.
Recentemente, o vapor branco dessas fontes também atraiu planos para a construção de uma usina geotérmica na região, considerada um monumento nacional.
O Japão busca fontes energéticas alternativas -como a geotérmica- desde março do ano passado, quando um tsunami destruiu a usina nuclear de Fukushima Daiichi.
Os 54 reatores atômicos do país foram paralisados, e só dois retomaram as operações desde então.
As usinas nucleares forneciam 30% da eletricidade japonesa. Sua interdição causou uma escassez energética nacional.
Segundo a Associação Geotérmica Internacional, o Japão tem a terceira maior reserva de energia geotérmica do mundo, atrás dos EUA e da Indonésia, mas ocupa apenas a oitava colocação em termos de produção.
O governo japonês diz que pretende triplicar o uso de energias renováveis, inclusive a geotérmica, até 2030.
Neste ano, o governo destinou 9 bilhões de ienes (US$ 115 milhões) para levantamentos geotérmicos e solicitou 7,5 bilhões de ienes para continuar o trabalho em 2013. Reservou também 6 bilhões de ienes para um programa de ajuda a desenvolvedores de energia geotérmica e está pedindo 9 bilhões adicionais para prorrogar essa iniciativa.
A primeira usina geotérmica japonesa começou a funcionar em 1966, numa região próxima a Yuzawa.
Há, atualmente, 17 usinas geotérmicas no país, mas desde 1974 a construção de novas unidades está suspensa, devido a preocupações ambientais.
As usinas geotérmicas geram 535 megawatts, ou 0,2% do total nacional. Mas seu potencial é enorme: mais de 20 gigawatts de energia geotérmica poderiam ser produzidos no Japão, segundo um relatório governamental.
"Ao contrário das energias solar ou eólica, que dependem das condições climáticas, a energia geotérmica é bastante consistente e estável em termos de produção", disse Keiichi Sakaguchi, chefe do grupo de pesquisas geotérmicas do Instituto Nacional de Ciências e Tecnologias Industriais Avançadas.
Quase 80% das reservas geotérmicas japonesas ficam em áreas tombadas como monumentos ou parques nacionais.
Em março, o governo suspendeu a proibição de novas usinas geotérmicas nesses locais, o que pode resultar em cinco projetos em monumentos e parques nacionais.
"Muitos moradores da cidade, inclusive eu, apoiam o desenvolvimento da energia geotérmica. Ela nos diferencia dos municípios vizinhos", disse Shoji Sato, 77, presidente da ONG Conselho de Facilitação do Desenvolvimento Geotérmico da Cidade de Yuzawa.
Sato admite que os operadores de pousadas em Oyasu estão "um pouco nervosos" com o risco de perderem suas águas termais.
A empresa petrolífera japonesa Idemitsu Kosan é um dos desenvolvedores desse projeto, e seus representantes já se reuniram com líderes comunitários para explicar os planos.
A Idemitsu quer perfurar um poço exploratório de mais de 1.500 metros para testar o volume e a temperatura das águas termais e dos reservatórios de vapor.
Outro grande projeto geotérmico está previsto para a Prefeitura (província) de Fukushima. Lá, grupos locais de "onsens" ainda estão avaliando a situação, e o levantamento técnico não foi iniciado.
Sakaguchi disse que projetos geotérmicos fora do Japão já causaram o esgotamento de duas fontes termais, mas que "a tecnologia para detectar movimentos subterrâneos e a tecnologia de simulação realmente melhoraram nas últimas duas décadas, então o risco é muito menor".
O desenvolvimento de uma usina geotérmica geralmente leva 20 anos, inclusive por causa da demora em obter a confiança e a cooperação dos locais, segundo Sakaguchi.
Ito, do Tarobee Ryokan, está preocupado. "Parece que há algum risco envolvido", disse. "Nada é um negócio fechado."

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sou doador e estou contribuindo para a "reciclagem" de órgãos!

Links das iniciativas Sustentáveis


Iniciativas Sustentáveis

- A3P

sábado, 3 de novembro de 2012

'Temporada de caça' ilegal a aves expõe tráfico de animais no Brasil

 
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Polícia Federal já apreendeu quase 14 mil animais silvestres somente este ano, porém Ibama não consegue tratar todos os animais apreendidos. Veja o vídeo

BBC |
    O período de vai setembro a dezembro é a época de reprodução da arara e do papagaio-verdadeiro ( Amazona aestiva), duas das principais vítimas do mercado negro de animais silvestres no Brasil. Esse é também o período em que as autoridades mais registram ocorrências do tráfico ilegal dessas aves e de outros animais.

    Os criminosos retiram as aves de seus ninhos em troncos de árvores enquanto elas ainda estão nos ovos ou não têm penas para voar.

    Um filhote de papagaio-verdadeiro é vendido aos traficantes, por sitiantes e trabalhadores rurais do interior do país, por cerca de R$ 30. A ave é então revendida ilegalmente pelos criminosos por R$ 150 em feiras do sudeste do país.

    O filhote também pode receber uma anilha falsa e ser vendido por até R$ 1.000 - como se sua origem fosse um criadouro legalizado. Além das aves, também são vítimas do comércio ilegal animais como cobras, peixes ornamentais, macacos em risco de extinção e até anfíbios - usados em pesquisas científicas por indústrias farmacêuticas.

    Só neste ano, a Polícia Federal apreendeu em suas operações quase 14 mil animais silvestres. A maior parte deles pássaros - cerca de 13 mil.

    Leia mais: Polícia apreende 16 filhotes de tigre dentro de caminhonete na Tailândia WWF destaca três países no comércio ilegal de partes de animais Homens são presos tentando embarcar com animais escondidos na cueca Caça ilegal ameaça os últimos rinocerontes da África
    Apesar de variar muito anualmente, o número de animais apreendidos pelo órgão vem crescendo. Em 2007, foram menos de 500 espécimes recuperados.

    Os policiais dizem acreditar que o número de animais apreendidos seja apenas uma pequena parte do número de espécimes contrabandeados. O Ibama - órgão responsável pela fiscalização - foi procurado pela BBC Brasil para comentar o assunto, mas decidiu não se manifestar.

    Rotas
    A maior parte dos animais silvestres apreendidos pela polícia foi capturada por criminosos nas regiões norte e nordeste do país, segundo o delegado Adalto Machado, da Delemaph (Delegacia de Repressão aos Crimes Contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico) da Polícia Federal de São Paulo.

    Mas, segundo ele, um grande número de animais também procede de Estados como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e até do Uruguai. Depois de capturados por moradores locais, os bichos são vendidos para traficantes que os escondem às centenas em carros de passeio.

    Na viagem até São Paulo, os animais enfrentam a superlotação das gaiolas, o calor e às vezes até a falta de água e comida. Quando chegam ao local de revenda, os animais normalmente ficam escondidos em cômodos pequenos e sujos.

    Cerca de 20% deles morrem na viagem ou até dez dias após terem sido apreendidos pela polícia, segundo a veterinária Liliane Milanelo, do Cras (Centro de Recuperação de Animais Silvestres) do governo de São Paulo. "Eles chegam (em centros de recuperação) com elevado grau de estresse, algumas vezes com lesões permanentes, fraturas e olhos furados, devido à aglomeração. Chegam também desidratados, com desnutrição e alguns animais em óbito, infelizmente", disse ela.

    O delegado Machado afirmou que, segundo investigações da PF, uma parte dos animais silvestres que chegam a São Paulo é enviada ao exterior - principalmente para a Europa e os Estados Unidos.

    As principais rotas de saída do Brasil são voos para Portugal e rotas terrestres que cruzam as fronteiras com a Argentina e o Uruguai.

    Recuperação
    Os animais vítimas de traficantes que são recuperados pela polícia são enviados para centros especiais de recuperação. Neles, são identificados, marcados e separados segundo espécies e idade. Recebem então uma avaliação clínica.

    Segundo a veterinária Milanelo, os que estão doentes passam por cirurgias ou tratamentos com medicamentos. Aqueles que estão desnutridos ou estressados são submetidos a um processo de reabilitação.

    Ele inclui treinamentos para obter comida sozinho, voar - no caso das aves - e para evitar a aproximação das pessoas.

    Os animais aguardam então a formação de lotes para que sejam enviados em grupo aos seus Estados de origem, onde são soltos na natureza.

    Contudo, segundo ativistas, o Ibama não tem capacidade para dar esse tipo de tratamento a todos os animais apreendidos.

    O orgão passa por um processo de descentralização, mas ainda não tem locais de reabilitação suficientes para atender a demanda.

    Para tentar resover o problema, credencia entidades estaduais ou privadas para receber os animais. O Cras (Centro de Recepção de Animais Silvestres) de São Paulo é uma delas.

    Mas, embora seja uma das mais bem aparelhadas do país, está superlotada. Com vagas para cerca de 1.500 animais, abriga hoje mais de 2.100. Cerca de 500 deles são fruto de uma única apreensão da Polícia Federal, realizada em outubro.


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Publicado em 02/04/2012 por

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