domingo, 12 de agosto de 2012

Cisternas mexicanas: La garantia soy yo...


12/08/2012 - 06h30

Cisternas no Nordeste apresentam defeito e ficam mais caras



DIMMI AMORA
ENVIADO ESPECIAL AO NORDESTE

Cisternas de polietileno compradas pelo governo para a região Nordeste ficaram mais caras, atrasaram, estão dando defeito e a instalação é realizada pela empresa de um doador de campanha do filho do ministro da Integração, Fernando Bezerra.
As cisternas de polietileno são alvo de polêmica na região desde 2011. Até então, o governo contratava ONGs para construir o tanque em alvenaria. Foram erguidas mais de 450 mil com recursos federais em oito anos.
Afirmando que era necessário agilizar a instalação, o Ministério da Integração Nacional comprou 60 mil cisternas de polietileno, uma espécie de plástico resistente.
Quem fez a licitação foi a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco), vinculada à Integração Nacional. Seu presidente à época era Clementino Coelho, irmão de Bezerra.
As entidades que construíram as cisternas de alvenaria protestaram alegando que as de polietileno eram mais caras, pouco resistentes e concentrariam os recursos na mão de grandes empresas.
A licitação para a compra das cisternas teve um único concorrente, a Dalka, subsidiária de uma companhia mexicana. Elas foram vendidas a R$ 210 milhões em novembro de 2011 e deveriam estar prontas até junho.
Mas, em julho, apenas 32% delas estavam prontas, e 21% haviam sido instaladas. Apesar disso, o governo permitiu um aditivo de R$ 3 milhões ao contrato, afirmando que era necessário incluir "dispositivo de alívio de água".
Segundo a Codevasf, 134 cisternas instaladas apresentaram defeito. Além delas, o governo ainda precisa comprar uma bomba ao custo médio de R$ 115 e pagar pelo transporte e instalação.
Os contratos de instalação foram repassados às superintendências regionais da Codevasf. A contratação em Pernambuco ficou a cargo da unidade de Petrolina, cidade em que Bezerra foi prefeito e que seu filho, o deputado federal Fernando Filho (PSB-PE), é candidato ao cargo.
Quatro empresas disputaram um pregão em novembro passado para a instalação e a Engecol venceu, com preço de R$ 1.249 por unidade para instalar 22.799 cisternas (total de R$ 28,4 milhões).
O dono da Engecol é Carlos Augusto de Alencar, irmão da presidente da Câmara de Petrolina, Maria Elena de Alencar (PSB), do mesmo partido de Fernando Filho. Desde 2004, ele e suas empresas têm feito doações para as campanhas de Maria Elena e Fernando Filho. No total, foram R$ 84 mil.
A Codevasf defendeu o uso das cisternas de polietileno dizendo que elas já foram testadas em outros países com sucesso. O órgão diz que é "uma tecnologia limpa e ecológica" e que o custo de instalação e montagem é compatível "com os benefícios auferidos". Sobre o aditivo, afirmou que "detectou-se a necessidade de realizar uma melhoria técnica" para aproveitar o excedente de água.
Segundo o órgão, a administração central fez só uma preparação geral da licitação das superintendências e houve concorrência por pregão eletrônico. O dono da Engecol, Carlos Augusto de Alencar, e assessoria de Fernando Filho afirmaram que eles não tiveram interferência.
Editoria de arte/Folhapress
OUTRO LADO
A Codevasf defendeu o uso das cisternas de polietileno dizendo que elas já foram testadas em outros países com sucesso. Segundo o órgão, trata-se de "uma tecnologia limpa e ecológica". "É uma matéria prima de alta performance e durabilidade, não tóxico, inodoro, impermeável e de alta resistência."
A Codevasf diz ainda que o custo de instalação e montagem é compatível "com os benefícios auferidos com este sistema" e a vida útil do produto é de, no mínimo, 20 anos.
Sobre o aditivo, a empresa disse que "após verificação 'in loco' da instalação das cisternas, nos municípios pilotos, detectou-se a necessidade de realizar uma melhoria técnica" para aproveitar a água melhor, aproveitando o excedente de água.
"Em vez de transbordar, o dispositivo [permite que a água] seja canalizada para ser armazenada em outros recipientes ou para irrigação de hortas e fruteiras", informou a nota da Codevasf.
A estatal informou ainda que não houve qualquer ingerência da empresa no resultado da licitação para a implantação das cisternas.
Segundo o órgão, a administração central fez apenas uma preparação geral da licitação das superintendências e houve concorrência por pregão eletrônico.
O dono da Engecol, Carlos Augusto de Alencar, também negou interferência política.
"Num pregão eletrônico não tem nem como fazer isso porque ninguém vê quem participa", afirmou Alencar. Segundo ele, o contrato está sendo cumprindo.
A assessoria de Fernando Filho disse que ele não teve interferência.
A Aqualimp informou que já corrigiu os problemas que levaram as primeiras cisternas a amassarem. Segundo a empresa, será disponibilizado um telefone para que a famílias tirem dúvidas quanto ao uso da cisterna.
Sobre o aditivo, a empresa informou que seguiu "especificações definidas pelo pregão. A Codevasf identificou a necessidade de inclusão do dispositivo", que foram contemplados, diz a empresa.

Alerta aos "ambientalistas" fumantes: O cigarro tem mais de 6000 substâncias tóxicas!


11/08/2012-05h00

País cria laboratório para analisar cigarro



JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA

Quais são os aditivos presentes nos cigarros vendidos no país? O nível de nicotina é o informado pelo fabricante?
Essas questões começarão a ser respondidas por um laboratório-piloto de fiscalização do cigarro, que será inaugurado na segunda-feira, no Rio, pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pelo INT (Instituto Nacional de Tecnologia).
Usando duas "máquinas de fumar", que produzem a fumaça a ser analisada, o laboratório vai adaptar para a realidade local metodologias internacionais de análise do cigarro e capacitar os futuros fiscais da Anvisa.
Editoria de arte/folhapress
Paralelamente, o laboratório deve desenvolver um ramo de pesquisa pouco explorado hoje no mundo, que permita identificar e quantificar os aditivos (como sabores e aromas, banidos pela Anvisa neste ano) do cigarro, diz Simone Chiapetta, do INT.
As pesquisas sobre aditivos podem dar suporte a novas regulações pela Anvisa e pela OMS (Organização Mundial da Saúde), diz ela.
Segundo Chiapetta, os resultados do piloto devem sair até o fim do ano. Haverá uma troca de informações com o laboratório americano de análises --a cooperação será assinada na segunda.
O laboratório do Rio é o sexto público do mundo e o primeiro da América Latina com foco único na análise do fumo.
A ideia é que ele atenda a toda a região. O projeto custou R$ 4 milhões aos cofres públicos.
Agenor Álvares, um dos diretores da agência, classifica o laboratório de "joia da coroa", já que vai permitir verificar se a indústria do tabaco é transparente nas informações que presta --principalmente em 2013, quando os aditivos serão banidos.
"O grande temor é constatatarmos que as informações do registro na Anvisa não são verdadeiras."

BUROCRACIA
Mas essa confirmação só poderá ser feita quando a Anvisa fechar uma licitação que se arrasta há anos e construir o laboratório definitivo --o piloto não tem condição de atender à demanda de fiscalização do mercado.
"Depois de oito anos, não conseguimos vencer o processo de licitação para construir esse laboratório. Perdemos a oportunidade de usar R$ 8,3 milhões previstos nos orçamentos dos últimos anos", afirma Álvares.
O "plano B", continua, é uma parceria que está sendo costurada com a Aeronáutica. "Estamos negociando usar um espaço no laboratório de medicamentos deles."
Paula Johns, diretora-executiva da ONG ACT (Aliança de Controle do Tabagismo), diz que é válida a proposta de pesquisar o cigarro e seus aditivos, mas pondera o investimento no projeto frente a desafios urgentes, como o fim da publicidade nos pontos de venda e a regulamentação dos ambientes livres de fumo --já atrasada.
Ela diz que análises como essa são "um terreno espinhoso" e que é menos importante constatar os níveis das substâncias do cigarro. O melhor seria evitar o uso desses teores na publicidade.
"O impacto [na saúde da variações nas substâncias] é quase nulo. A indústria usou os limites permitidos de cada substância como engodo, como o 'cigarro light'."

sábado, 11 de agosto de 2012

Parque na Vila Leopoldina


10/08/2012-16h54

Promotoria pede fechamento de parque na Vila Leopoldina, em SP




Atualizado às 22h30.

A Promotoria do Meio Ambiente pediu o fechamento do parque Leopoldina-Villas Bôas, na Vila Leopoldina, bairro de classe média na zona oeste de São Paulo.
Laudo de 2009 da Secretaria Municipal do Verde do Meio Ambiente apontou contaminação em parte da área, segundo o Ministério Público. Há ainda, diz o órgão, a suspeita de que todo o parque pode estar contaminado.
Para a Promotoria, a contaminação ameaça a saúde do frequentadores.
"O ideal é que hoje ninguém frequente o parque. Mas, se isso não for possível, as pessoas devem evitar entrar em contato com água e se aproximar das tubulações, pois já foi confirmando que nelas há gás metano", disse o promotor do Meio Ambiente, José Eduardo Ismael Lutti.
De 1959 a 1989, funcionou no local uma estação de tratamento de esgoto da Sabesp. Após a desativação, o local virou clube de servidores da estatal e foi, depois, desapropriado para dar lugar à área de lazer, inaugurada pela prefeitura em 2010.
De acordo com o promotor, o Ministério Público estava tratando com a prefeitura uma solução para os problemas ambientais, mas, como isso não ocorreu, decidiu entrar, no início de julho, com ação pedindo fechamento do parque.
Na inauguração do parque Leopoldina-Villas Bôas, em janeiro de 2010, a cerimônia de entrega contou com o então governador José Serra (PSDB), hoje candidato à Prefeitura de São Paulo, e o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Na realidade, grande parte da estrutura de lazer --como campos e quadras-- já existia e era usada por servidores da Sabesp.
O parque conta com campos de futebol, quadras poliesportiva e de tênis, pista de cooper, playground e área com aparelhos para a terceira idade.


OUTRO LADO
Procurada, a secretaria não disponibilizou um representante para falar com a Folha. Limitou-se a informar que foi notificada ontem e que se manifestaria em até 72 horas.
À rádio CBN o chefe de gabinete da pasta, Carlos Fortner, disse que a área contaminada está isolada e, por isso, não há risco ao público.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ponto de vista...

Perigo a ciclista...


10/08/2012 - 06h00

Obra em ciclovia na av. Sumaré oferece perigo a ciclista


CRISTINA MORENO DE CASTRO
DE SÃO PAULO

Quem desce pela ciclovia do canteiro central da avenida Sumaré (zona oeste da cidade) esbarra, no meio do caminho, com uma obra.
A pista de concreto do calçadão, hoje compartilhado entre ciclistas e pedestres, dá lugar a um trecho de cerca de 300 metros com terra, buracos e pedras quebradas há uma semana.
Contêineres da obra também bloqueiam a passagem na altura do número 1.876. E as pessoas têm que desviar pela estreita calçada, cheia de postes de radar.
Na verdade, a reforma que está sendo executada agora pela Siurb (Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras), já era pedida desde 2010. Na época, reportagem daFolha mostrava que o calçadão oferecia riscos aos "atletas" da região, com suas raízes expostas e trechos de concreto destruídos.
A obra prevê ampliação da ciclovia mantendo todas as árvores do canteiro. Ela agora passará a ter dois sentidos, cada um deles com três metros de largura.
As calçadas, de 80 cm de cada lado, serão adequadas de acordo com as normas de acessibilidade. A duração do contrato será de 90 dias e o custo, de R$ 697.482. Também vai incluir mudanças no paisagismo e iluminação com lâmpadas de vapor metálico, aos moldes do que foi feito na avenida Paulista.
Marcelo Justo/Folhapress
O ciclista Carlos Garcia Magalhães pedala no canteiro central da avenida Sumaré
O ciclista Carlos Garcia Magalhães pedala no canteiro central da avenida Sumaré

DESVIO PELA RUA
Enquanto a obra está sendo feita, usuários reclamam de falta de informação -não havia nenhuma placa no local-, ausência de operários trabalhando -a Folha esteve lá na segunda-feira e ontem, às 16h, e não viu nenhum- e da dificuldade de andar naquele trecho.
"Agora os ciclistas estão andando mais pela motofaixa, é perigoso", aponta Waneli Fernandes, 48, que mora na região e corre todos os dias no canteiro da Sumaré.
Em dez minutos no fim da tarde de ontem, a Folha viu três ciclistas descendo pela motofaixa.
O churrasqueiro João da Silva, 28, por exemplo, preferiu desviar do trecho com terra pela motofaixa por ser "mais rápido", já que a calçada também tem buracos.
Já o músico Carlos Magalhães, 38, até tentou passar pelo trecho com terra, mas quase caiu e desviou pela calçada. "Minha bicicleta não é para andar na terra, o pneu não adere. Mas venho pela calçada porque tenho receio de andar pela faixa de motos, elas vêm muito rápido."
Editoria de Arte/Folhapress

LED de DNA !


DNA dá nova vida à luz dos LEDs

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. DNA dá nova vida à luz dos LEDs. 10/08/2012. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=led-de-dna. Capturado em 10/08/2012. 

Redação do Site Inovação Tecnológica - 10/08/2012
LED de DNA gera luz branca quente
Comparação do LED tradicional (à esquerda) e do novo LED de DNA (à direita), que emite uma luz branca mais pura. [Imagem: James Grote

DNA de salmão
O nome eletrônica orgânica sempre causa confusão, com os semicondutores à base de carbono sendo confundidos com coisas vivas.
Talvez agora a confusão aumente um pouco, uma vez que James Grote, da Universidade de Dayton, nos Estados Unidos, usou DNA para construir um LED.
E os ganhos não foram poucos: o LED de DNA tem uma luz mais agradável aos olhos humanos - é uma luz mais "quente" -, é mais brilhante, consome menos energia e tem uma vida útil mais longa.
Não se trata de nenhum "LED vivo", mas a mudança é inusitada: o pesquisador substituiu a camada fosforescente do LED, geralmente feita com uma mistura à base de epóxi, por uma camada de ácido desoxirribonucleico (DNA), processada a partir de ovas e esperma de salmão.
Esse DNA processado é um produto já disponível comercialmente, fabricado no Japão a partir de resíduos da indústria pesqueira.
Embora a produção seja pequena, mais voltada para pesquisas, o fato de usar como matéria-prima algo que é descartado pela indústria torna o material potencialmente muito barato.

LED de DNA
O mais surpreendente do resultado dessa substituição de epóxi por DNA é que a camada de epóxi não é exatamente o material ativo emissor de luz.
O LED de DNA continua sendo feito com o semicondutor nitreto de gálio, que emite luz azul.
Contudo, "a fluorescência do filme baseado em DNA é 100 vezes maior do que a fluorescência do filme original", diz o pesquisador.
"O DNA inicialmente era solúvel somente em água, assim ele foi primeiro precipitado com CTMA para torná-lo insolúvel em água, mas dissolúvel em solventes orgânicos. Depois de dissolver o DNA-CTMA em butanol, nós simplesmente misturamos [esse composto] com o pó de YAG:Ce," disse Grote.
CTMA é a sigla de cloreto de hexadeciltrimetilamônio. E YAG:Ce refere-se a um composto - a granada de alumínio-ítrio dopada com cério - usado para converter a luz originalmente azul do LED em luz branca.

Conversão de luz no LED
A luz originalmente azul emitida pelo semicondutor nitreto de gálio excita o YAG:Ce, fazendo com que uma parte da luz azul seja convertida para uma luz amarelada.
A luz amarela estimula os receptores vermelho e verde dos olhos, e a mistura resultante de azul e amarelo nos dá a impressão de estar vendo uma luz branca. Uma luz branco-azulada, na verdade, chamada de "luz fria", que não é a mais agradável aos olhos humanos.
O novo material à base de DNA converte a luz emitida pelo semicondutor em uma luz mais avermelhada, reduzindo ou até eliminando o componente azul, fazendo com que o LED emita uma luz branca "quente".
Além disso, a camada de DNA mostrou-se mais resistente à degradação do que a camada original, o que significa que o LED terá uma vida útil ainda maior.
Bibliografia:

A light-emitting diode using deoxyribonucleic acid
James Grote
SPIE Optics East 2006 Conference Proceedings
Vol.: Published online
DOI: 10.1117/2.1201208.004359

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Governo estuda aumentar gasolina neste ano, diz ministro


08/08/2012 - 11h52


FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA

Atualizado às 17h01.
O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) reconheceu nesta quarta-feira (8) que o governo estuda aumentar o preço da gasolina neste ano. A "maior preocupação", ressaltou o ministro, é com o impacto da medida na inflação do país.
"Nós temos que pesar (...) de um lado a necessidade de fazer [o reajuste], de outro lado a preocupação com o processo inflacionário", afirmou em evento da Presidência da República.
Segundo Lobão, "existe a possibilidade" de aumento neste ano, mas ainda "não existe a decisão". "O governo gostaria que esperasse um pouco mais, porém a necessidade é tão grande que o governo pode vir a ceder", ponderou.
O ministro também se referiu ao prejuízo enfrentado pela Petrobras --o valor foi de R$ 1,3 bilhão no segundo semestre. A presidente da estatal, Graça Foster, ressaltou ontem que a defasagem entre o preço da gasolina no mercado doméstico e no exterior não foi a principal razão para o valor negativo.
Lobão afirmou que o aumento seria importante para ajudar a situação da empresa. "Não vislumbramos nenhum instrumento que socorra a Petrobras se não o aumento."
O valor do reajuste ainda é alvo de avaliação entre os ministérios da Fazenda e de Minas e Energia, afirmou.


AÇÕES DA PETROBRAS
As ações da Petrobras operavam em forte alta nesta quarta-feira, repercutindo a fala do ministro sobre a possibilidade de mais um aumento no preço da gasolina neste ano.
Os ganhos nos papéis da estatal, contudo, também seguiam tendência registrada desde que a Petrobras fez uma espécie de "faxina contábil" após anunciar o primeiro prejuízo em mais de 13 anos, e depois de a diretoria reafirmar que buscará novos aumentos nos derivados em busca da paridade para os preços do combustíveis, segundo analistas ouvidos pela Reuters.
Pouco antes das 17h, o papel preferencial subia 4,44%, a R$ 21,15, e o ordinário tinha alta de 5,42%, a R$ 22,14. Enquanto isso, o principal índice de ações da Bovespa subia 1,98%.

ÁLCOOL NA GASOLINA
O ministro afirmou no mês passado que o governo federal pretende aumentar o percentual do álcool na gasolina de 20% para 25% assim que a produção nacional de etanol superar os patamares atuais.
Sem dar mais detalhes, Lobão disse que se a produção se mantiver nos níveis verificados neste e no ano passado, não será possível ampliar o percentual de álcool na mistura.
O ministro, no entanto, deu a entender que isso pode estar próximo de acontecer ao dizer que a mudança poderá ocorrer a qualquer momento.

COMPARE
As oscilações no preço do álcool e da gasolina exigem que o consumidor que tem um veículo flex faça as contas antes de decidir qual combustível irá usar. Para ser mais vantajoso, o etanol deve custar menos de 70% do preço da gasolina.
Sempre que o álcool ultrapassar esse percentual, o motorista ganha se optar pela gasolina.
No simulador abaixo, onde o motorista pode fazer a comparação.
É possível fazer a conta dividindo o preço do etanol pelo da gasolina. Com resultados inferiores ou iguais a 0,70, escolha o álcool; caso contrário, a gasolina.
Observação: Coloque três casas decimais após a vírgula. Por exemplo, 2,560
Com a Reuters

Supermercados só distribuirão sacolas gratuitas até 15 de setembro


08/08/2012 - 18h16

Supermercados só distribuirão sacolas gratuitas até 15 de setembro



Os supermercados vão distribuir as sacolinhas plásticas gratuitas somente até o dia 15 de setembro. Após essa data, não são mais obrigados a fornecer as embalagens.
Também terão de fornecer uma alternativa de sacola reutilizável, que permita o transporte das compras, pelo preço de R$ 0,59 por sacola, até o dia 15 de abril de 2013.
A decisão foi dada nesta quarta-feira pelo desembargador Torres de Carvalho, da Câmara Resevada ao Meio Ambiente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao analisar recurso do grupo WalMart.
A SOS Consumidores irá recorrer (leia mais abaixo).
Robson Ventura - 20.jun.12/Folhapress
Consumidor coloca compras em sacola retornável em supermercado de SP
Consumidor usa sacola retornável em supermercado de SP
A rede varejista recorreu na última quinta-feira contra a determinação da juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1ª Vara Cível do Fórum João Mendes, que no dia 25 de junho decidiu que os supermercados voltassem a distribuir gratuitamente sacolas plástico na boca do caixa.
Na ocasião, a juíza deu prazo de 48 horas para cumprir a medida, e determinou que em 30 dias as redes fornecessem "gratuitamente e em quantidade suficiente" embalagens de material biodegradável ou de papel.
A juíza tomou a decisão após a SOS Consumidores, órgão de defesa do consumidor, ingressar com uma a ação civil pública para pedir a distribuição das sacolinhas.
No começo de agosto, a Justiça também atendeu outro pedido da SOS Consumidores e estabeleceu que as redes que não fornecessem gratuitamente embalagens de papel ou material biodegradável a seus clientes estariam sujeitas a multas diárias de R$ 20 mil por ponto de venda, até o limite de R$ 2 milhões.
"Agora, o desembargador Torres de Carvalho tomou uma decisão que visa a preservação do meio ambiente e atende os interesses do consumidor consciente", diz o advogado Alfredo Zucca, especialista do Direito do Consumidor do escritório Aidar SBZ Advogados.
Em sua decisão, o desembargador afirma que "inexiste lei a compelir as rés ao fornecimento das sacolas plásticas ou das sacolas biodegradáveis; a suspensão do fornecimento se insere em um contexto mais amplo de proteção ao meio ambiente, obrigação também dos fornecedores; e que o fornecimento gratuito faz com que os consumidores que trazem suas sacolas paguem pelas sacolas dos demais, sendo assim prejudicados e não beneficiados pela decisão agravada".
"O custo das sacolas, por sua vez, não implica no ônus excessivo entrevisto na decisão", continua o juiz.
Ainda segundo o juiz, o tumulto criado justifica a "disciplina da questão", adotado o termo de ajuste firmado pelo Ministério Público.
RECURSO
A SOS Consumidores já infomou que irá recorrer da decisão.
"A decisão faz cair por terra o princípio da segurança jurídica. O tumulto na cabeça do consumidor começa agora. Eles ficam confusos com decisões de ter ou não ter sacolas", afirmou à Folha a presidente do órgão, Marli Sampaio.
"O desemmbargador fala que não existe lei que obrigue os supermercados a fornecerem sacolas gratuitamente. Mas o que ele se esquece é que não foi considerado, em sua decisão, que o preço das sacolas está diluído no preço das mercadorias", disse.
"Se vão parar de vender, têm de parar de cobrar. E, retomar a cobrança de R$ 0,59 por sacolas [reutilizáveis] é cobrança em duplicidade, o que é proibido pelo Código de Defesa do Consumidor", afirmou.

Funai relata pressões para liberação de etapa da obra de Belo Monte


08/08/2012 - 19h23

Em carta, Funai relata pressões para liberação de etapa da obra de Belo Monte


AGUIRRE TALENTO
DE BELÉM
FELIPE LUCHETE
DE SÃO PAULO

A Funai (Fundação Nacional do Índio) enviou uma carta a índios da região de Altamira (PA) dizendo estar "sendo pressionada" a liberar uma nova etapa da obra da hidrelétrica de Belo Monte.
O documento é assinado pela presidente da Funai, Marta Azevedo, que está no cargo há pouco mais de três meses.
A carta omite de onde vêm as supostas pressões. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a presidente entende que a Norte Energia --empresa responsável por Belo Monte-- "tem pressa para a execução da obra".
Funcionários da Funai afirmaram à Folha, sob anonimato, que a pressão também é feita pelo Ministério do Planejamento --que toca as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A hidrelétrica é uma das obras prioritárias do PAC e já está com o cronograma atrasado, conforme relatório da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) de junho.
Um dos problemas enfrentados foi a invasão de índios no canteiro de obras, no mesmo mês. Eles reclamavam que ações compensatórias não vêm sendo cumpridas.
A Norte Energia precisa obter aval da Funai para implantar mecanismo de transposição de embarcações em trecho do rio Xingu, que terá a vazão reduzida. Sem o sinal verde, não pode desviar o rio até a casa de força principal.
Segundo a assessoria da Funai, a Norte Energia precisa implantar o sistema até outubro, para aproveitar o período de baixa vazão do rio. Depois disso, seria preciso esperar a estação chuvosa.
A "janela hidrológica" foi o argumento do Ministério de Minas e Energia para que o Ibama liberasse o início das obras em junho de 2011.
Na carta enviada na semana passada, Azevedo tentou marcar uma reunião com representantes indígenas em Brasília para discutir o mecanismo, mas eles recusaram.
Disseram que as reuniões devem ser feitas nas aldeias, ouvindo todos os moradores.
A Norte Energia não quis se manifestar. O Ministério do Planejamento disse que não comentaria por não ter sido citado na carta.
Em julho, índios araras e jurunas fizeram reféns três funcionários ligados à usina que foram apresentar o plano de transposição do Xingu.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Calor extremo está se disseminando pelo planeta, diz estudo


07/08/2012 - 11h40


DO "NEW YORK TIMES"


O percentual da superfície terrestre atingido por temperaturas muito elevadas no verão aumentou nas últimas décadas, subindo de 1% nos anos anteriores a 1980 a até 13% nos anos recentes, segundo um novo trabalho científico.
A mudança é tão drástica, diz o estudo, que os cientistas podem dizer quase que com certeza que os eventos como a onda de calor no Texas no ano passado, a da Rússia em 2010 e a da Europa em 2003 não teriam acontecido sem o aquecimento global causado pelas emissões de gases-estufa causadas pelo homem.
Tony Gutierrez/Associated Press
Polcial do Texas anda em leito de lago seco em San Angelo, em agosto de 2011, durante seca recorde
Polcial do Texas anda em leito de lago seco em San Angelo, em agosto de 2011, durante seca recorde
Mikhail Voskresensky /Reuters
Homem senta no chão enquanto chamas consomem casa em Vyksa, na Rússia, na onda de calor extremo em 2010
Homem no chão enquanto chamas consomem casa em Vyksa, na Rússia, na onda de calor extremo em 2010
Essas alegações, que vão além do consenso científico sobre o papel das mudanças climáticas como causa de eventos metereológicos extremos, foram feitas por James Hansen, estudioso do clima da Nasa, e dois coautores em um estudo publicado na revista "PNAS" ("Proceedings of the National Academy of Sciences").
"O mais importante é olhar as estatísticas e ver que a mudança é grande demais para ser natural", afirmou Hansen em entrevista.
Os resultados provocaram uma divisão imediata entre seus colegas cientistas.
Alguns especialistas dizem que ele descobriu um jeito inteligente de entender a magnitude dos eventos climáticos extremos que as pessoas têm notado ao redor do mundo. Outros sugerem que Hansen apresentou argumentos estatísticos fracos para dar suporte a suas alegações e que o estudo tem poucas informações novas.
A divisão é característica das reações fortes que Hansen tem causado no debate sobre as mudanças climáticas.
Como líder do Instituto Goddard de Estudos Espaciais em Manhattan, ele é um dos principais cientistas de clima da Nasa e guarda seus registros da temperatura terrestre ao longo dos anos. Mas ele também se tornou um ativista que marcha em protestos para pedir novas políticas de governo quanto à energia e ao clima.
O lado ativista de Hansen, que já causou sua prisão em quatro protestos, tornou-o um herói da esquerda americana. Mas também causou desconfiança entre seus colegas cientistas, que temem que suas atividades políticas estejam colocando em dúvida seus achados sobre a ciência climática.
Os chamados céticos do clima acusam Hansen de manipular os registros de temperatura para fazer o aquecimento global parecer mais severo, mas não há provas de que ele tenha feito isso.
Há tempos os cientistas creem que o aquecimento da Terra no último século, especialmente após 1980, tenha sido causado pela queima de combustíveis fósseis. Mas ainda não há certeza sobre se é possível atribuir a essa ação humana a ocorrência de eventos extremos como ondas de calor ou tempestades.
No novo estudo, Hansen compara o clima de 1951 a 1980, antes do "grosso" do aquecimento global, com os anos de 1981 a 2011.
Ele e sua equipe calcularam quanto da superfície terrestre em cada período foi submetida em junho, julho e agosto (verão no hemisfério norte) a climas extremos. Entre 1951 e 1980, só 0,2% da Terra foi atingido por calor extremo no verão. Mas de 2006 a 2011, o calor extremo cobriu de 4% a 13% do mundo.
"Isso confirma as suspeitas das pessoas de que coisas estão acontecendo com o clima. Só vai piorar", disse Hansen.
Os achados levaram a equipe dele a dizer que as ondas de calor e a seca dos últimos anos são consequência direta da mudança climática. Os autores não deram provas cabais desse processo, mas sim um argumento circunstancial de que só aquecimento pode ser a causa desses eventos extremos.
Andrew Weaver, cientistas do clima na Universidade de Victoria, no Canadá, comparou o aquecimento recente a surtos de sarampo pipocando em lugares diferentes. Como com a epidemia, disse ele, faz sentido suspeitar de uma causa comum.
Outros cientistas não concordam. Claudia Tebaldi, da organização Climate Central, diz que os achados do trabalho não são novos e que a atribuição de ondas de calor específicas ao aquecimento global não tem base sólida.
Martin Hoerling, pesquisador no National Oceanic and Atmospheric Administration dos EUA, diz que compartilha a preocupação de Hansen mas que ele está exagerando a conexão entre o aquecimento global e eventos específicos.
Hoerling publicou um estudo sugerindo que a onda de calor russa de 2010 foi consequência de variações naturais do clima. Em um novo artigo, ele diz que a seca no Texas em 2011 também teve causas naturais.
O pesquisador diz que o trabalho de Hansen confunde seca, causada por falta de chuva, com ondas de calor. "Este não é um trabalho científico sério. É uma percepção, como diz o título do artigo. Percepção não é ciência."

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Plástico biodegradável de açúcar está pronto para escala industrial


Polímero é produzido em escala piloto no interior de São Paulo. PHB Industrial aposta em parceria com a indústria petroquímica para levar o produto ao mercado (divulgação)
http://agencia.fapesp.br/15994
07/08/2012
Por Karina Toledo


Agência FAPESP – Há mais de dez anos, a empresa PHB Industrial produz em escala piloto o Biocycle, um plástico biodegradável feito com açúcar de cana. Apesar de dominar a tecnologia para fabricar diversos produtos com o polímero e para tornar seu custo competitivo quando comparado ao do plástico convencional, a empresa ainda não conseguiu elevar sua produção a uma escala industrial.
Para Roberto Nonato, engenheiro de desenvolvimento da PHB Industrial, o caminho mais curto para levar o Biocycle ao mercado seria uma parceria com a indústria petroquímica. “Temos tentado isso há alguns anos, mas o pessoal do petróleo não costuma conversar com o pessoal do açúcar”, disse durante sua apresentação no workshop “Produção Sustentável de Biopolímeros e Outros Produtos de Base Biológica”, realizado na sede da FAPESP.
A história do Biocycle começou no início dos anos 1990, época em que a Cooperativa dos Produtores de Cana, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Copersucar) procurava outros produtos que pudessem ser fabricados em uma usina de açúcar que não fossem commodities.
Por meio de uma parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e com o Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), a Copersucar conseguiu produzir o polihidroxibutirato (PHB) – um polímero da família dos polihidroxialcanoatos (PHA) com características físicas e mecânicas semelhantes às de resinas sintéticas como o polipropileno – usando apenas açúcar fermentado por bactérias naturais do gênero alcalígeno.
Em 1994, uma planta piloto foi instalada na Usina da Pedra, em Ribeirão Preto. Em 2000, foi criada a PHB Industrial e a tecnologia passou a pertencer ao Grupo Pedra Agroindustrial, de Serrana, e ao Grupo Balbo, de Sertãozinho.
Com apoio da FAPESP por meio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e auxílio de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), a empresa desenvolveu a tecnologia de produção dos pellets – pequenas pastilhas cilíndricas feitas com uma mistura de PHB e fibras naturais –, matéria-prima usada pela indústria transformadora para produzir utensílios de plástico.
“Inicialmente, nos preocupamos apenas em desenvolver o PHB e achávamos que a indústria transformadora faria o resto, mas, quando você chega com uma resina nova ao mercado, ninguém sabe como processar. Percebemos que era preciso ir além”, disse Nonato à Agência FAPESP.
A técnica de misturar PHB com fibras vegetais trouxe outra vantagem: a redução do custo. Enquanto o quilo do polipropileno custa em torno de US$ 2, o quilo do PHB sai por volta de US$ 5. “Se você mistura com pó de madeira, por exemplo, barateia o produto e dá a ele características especiais que podem ser interessantes”, explicou o engenheiro.
Diversas aplicações
O PHB é um material duro que pode ser usado na fabricação de peças injetadas e termoformadas, como tampas de frascos, canetas, brinquedos e potes de alimentos ou de cosméticos. Também pode ser aplicado na extrusão de chapas e de fibras para atender a indústria automobilística. Serve ainda para a produção de espumas que substituem o isopor.
“Desenvolvemos diversas aplicações para o polímero em cooperação com outras empresas. A indústria automobilística, por exemplo, nos procurou para testar o PHB e vimos que o polímero era viável na fabricação de peças para o interior dos carros. Mas, como ainda não temos condições de produzir em escala industrial, não conseguimos entrar no mercado”, disse Nonato.
Segundo Nonato, a empresa chegou a ter uma pequena produção industrial de painéis de trator. O produto era mais barato que o equivalente feito com plástico convencional e, ainda assim, o negócio não prosperou. “Era uma produção tão pequena para o padrão da indústria, acostumada a comprar centenas de toneladas, que acabaram desistindo por dificuldades operacionais”, disse.
Para ampliar a produção, a PHB Industrial teria de aumentar sua planta. Segundo Nonato, isso exigiria um investimento muito superior ao que uma usina de açúcar tem como meta. Seria preciso um parceiro.
Também precisaria de ajuda para dar suporte aos compradores. “É necessário ter uma equipe que vá a campo ensinar qual é a temperatura certa para processar o PHB, o tipo de forma, o tipo de rosca. O mercado é pulverizado e grande parte dele está na Europa. Somente as grandes petroquímicas teriam condições de dar esse suporte”, disse.
Enquanto no Brasil o mercado para o PHB é restrito a nichos interessados em fabricar produtos com apelo ecológico a um preço mais elevado, na Europa a busca por produtos biodegradáveis é grande, segundo Nonato. “Na Europa, a agricultura hidropônica é forte e a legislação ambiental é rígida. Usa-se muito material biodegradável em estufas”, contou.
Com o PHB, é possível fabricar braçadeiras para plantas ou tubetes para reflorestamento e depois encaminhar o resíduo plástico para estações de compostagem, onde ele é rapidamente absorvido pela natureza.
Enquanto os plásticos tradicionais levam mais de cem anos para se degradar, os produtos feitos com PHB se decompõem em torno de 12 meses e liberam apenas água e dióxido de carbono.
Além da agricultura, o material pode ser usado na fabricação de embalagens para alimentos, cosméticos e outros produtos oleosos que são de difícil reciclagem. “O mercado existe e nosso produto está pronto. O que falta é um canal para chegar ao mercado e um pouco mais de investimento”, disse. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Mercúrio em garimpo...


02/08/2012 - 20h31

Governo do AM volta atrás e diz que vai proibir uso de mercúrio em garimpos



KÁTIA BRASIL
DE MANAUS


Depois de pressões de ambientalistas, o governo do Amazonas anunciou nesta quinta-feira (2) que acatará recomendação do Ministério Público Federal para proibir o uso de mercúrio em garimpos de ouro.
A legislação ambiental para garimpo, que liberou o uso do mercúrio, foi aprovada em junho pelo Cemaam (conselho estadual de meio ambiente), que é presidido pela secretária estadual de Desenvolvimento Sustentável, Nádia Ferreira.
A liberação do mercúrio virou um desgaste para o governo depois que o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), o Ibama e ONGs criticaram a norma. Segundo eles, a utilização do metal polui rios e contamina peixes e seres humanos, podendo provocar intoxicação e lesões no sistema nervoso.
Na quarta, a Procuradoria classificou a liberação da substância tóxica na atividade garimpeira uma ofensa ao princípio da precaução e notificou o governo para se manifestar em dez dias.
Em resposta, a secretária Nádia Ferreira defendeu ontem a legislação. Ela afirmou que a norma em vigor exige a comprovação de origem do mercúrio e o uso do cadinho, um instrumento que recupera a substância durante o processo de produção do ouro.
Nesta quinta, porém, Ferreira disse que o governo apresentará uma proposta ao Cemaam para retirar os artigos que liberam o mercúrio. "Leis podem ser revistas, decretos podem ser revogados, nada impede que o colegiado revise seus atos administrativos. Não tenho nenhum constrangimento com relação a isso [a revisão]", afirmou a secretária.
Segundo ela, o governo apresentará uma alternativa aos garimpeiros: vai financiar a compra de mesa vibratória, artefato que separa o ouro de outros materiais.

domingo, 5 de agosto de 2012

Parque Buenos Aires terá nova iluminação até o mês que vem


Parque Buenos Aires terá nova iluminação até o mês que vem

04 de agosto de 2012 | 3h 05


CRISTIANE BOMFIM - O Estado de S.Paulo
O Parque Buenos Aires, em Higienópolis, região central de São Paulo, terá nova iluminação até a primeira quinzena de setembro. A partir de segunda-feira, funcionários do Departamento de Iluminação Pública (Ilume) vão substituir as atuais lâmpadas de vapor de sódio de 27 postes ornamentais por outras de vapor metálico, mais econômicas. Serão instalados também outros 42 postes com lâmpadas de LED.
A Prefeitura pretende ampliar o horário de funcionamento do parque até as 22 horas. Hoje, os portões são fechados às 18 horas.
A remodelação da iluminação é um pedido da Associação de Moradores Defenda Higienópolis. "Já tínhamos detectado a necessidade do uso do parque no período noturno. Hoje, as pessoas caminham e praticam esportes à noite nas ruas do entorno. É mais seguro para os moradores e o parque pode ser mais bem aproveitado", diz Pedro Ivanow, presidente da entidade.
Melhoria. Hoje, além dos postes ornamentais, o Parque Buenos Aires tem um poste de 20 metros de altura com quatro lâmpadas (chamadas de pétalas) e outros 4 postes de 12 m de altura, com lâmpadas de vapor de sódio. A iluminação é prejudicada pelas copas das árvores.
A Ilume afirma que eles serão substituídos por 42 novos postes mais baixos, de 5 metros de altura.
As luminárias terão tecnologia LED, que são de 35% a 50% mais econômicas. A durabilidade das lâmpadas é de 60 mil horas, enquanto as usadas hoje funcionam até 24 mil horas. Com isso, a Prefeitura afirma que vai economizar até 75% na manutenção.
Moradores. Para a administradora de empresas Aretuza Franco Ramos, de 37 anos, a mudança é bem-vinda. "Caminho todas as manhãs. Seria ótimo se funcionasse também à noite, porque é um espaço seguro para a prática de esportes", diz.
O assistente de produção Juscelino Coelho de Souza, de 44 anos, conta que corre todas as noites nas ruas do bairro. "É perigoso por causa do trânsito. Acho que poderia fazer outros exercícios no parque nesse horário."
A Prefeitura não divulgou o custo da troca. As lâmpadas de LED serão doadas por uma empresa de iluminação.


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Ata da 9° reunião do Conselho Gestor Parque Buenos Aires

20/08/2011


Às 10h40min do dia 20 de Agosto de 2011, na administração do Parque Buenos Aires, situado à Avenida Angélica, alt. do nº 1500, Bairro Higienópolis, teve início a nona reunião dos representantes da sociedade civil eleitos que compõem o Conselho Gestor do Parque Buenos Aires e representantesdo Poder Público.

I. CREDENCIAMENTO DOS PARTICIPANTES

Administradora do Parque Buenos Aires:
Eliana de Andrade Azevedo
Conselheiros Presentes (reunião das 10h30min às 12h10min)
Aruay Goldshimidt
Alvaro Junqueira
João Francisco Correa Junior
Jacob Shadair

II. PAUTAS:
Iluminação do Parque Buenos Aires – Frederico Jun Okabayashi – Assessoria Técnica do Gabinete do Secretário da SVMA. Comunicação Visual - encaminhamentos
Aniversário do Parque - Bolo: memorando a ser aprovado pelos conselheiros e sugestões de atividades a serem desenvolvidas no dia.
Data da Palestra a ser realizada pela Sra. Elisangela: visita ao abrigo + esclarecimentos quanto aos serviços prestados pela CRAS/CREAS – Centro de Referencia Especializadopara a população em situação de Rua.
Cercado dos Cachorros – Sr Carlos L.A.de Bretaz, representante dos freqüentadores que possuem cachorros e que utilizam este espaço, solicitou a palavra para nos comunicar das péssimas condições do aramado.

III. DESENVOLVIMENTO DA REUNIÃO: A reunião iniciou-se com a apresentação do Sr Frederico Jun Okabashi, assessor técnico do gabinete  do secretario da SVMA. O Sr Frederico explicou-nos que para implantarmos um sistema de iluminação solar deveremos primeiro passar pela análise da comissão do Departamento de Patrimônio Histórico, pois as placas poderiam interferir na paisagem do parque, sem contar a extensa área arborizada que dificultaria a implantação do sistema. Esclareceu que atualmente esta trabalhando, desde o ano de 2009, com a implantação do sistema LED, em alguns parques da prefeitura. O sistema de iluminação por lâmpadas led consiste em um Diodo Emissor de Luz. Trata-se de uma luz com muito brilho, branca, cujo espectro não atrai inseto. A tecnologia Led proporciona economia, durabilidade e eco-eficiência. Dentre suas aplicações no setor público o Sr Frei deu como exemplo o túnel do Rodoanel em São Paulo, painéis de publicidade, celulares a lâmpadas para iluminação interna de residências. Na sequência comentou o seu alto custo-benefício a médio e longo prazo. Dissertou também da relação” Projeto adequado para os parques x Credibilidade do fornecedor”. Orientou-nos que deveremos solicitar ao fabricante que coloque no parque um exemplo do produto, para verificar a funcionalidade ou seja propor para a empresa um sistema de teste doação.
Em relação a doação nos esclareceu que este processo dura de 3 a 4 meses, pois ao passar pelo departamento jurídico, este irá questionar quem realizará a manutenção, se será o doador ou o fabricante. Segundo Sr. Fred para implantarmos qualquer projeto de iluminação deveremos definir as necessidades do parque, quantos postes temos, se existe a possibilidade de substituir as lâmpadaspor led de todos os postes (Ilume x Património Histórico). O Sr. Fred interessou-se pela ideia do Conselheiro João em colocar holofotes de led nos postes da eletropaulo, já existentes nas ruas do entorno, apontando-os para o parque, visto que nossa prioridade no momento é a iluminação do entorno do parque (rua Bahia x rua Piauí), no período noturno, após as 19h:00min (horário de fechamento do parque). Deveremos montar um projeto solicitando ao órgão competente a sua instalação. Este deverá vir instruído com fotos, lembrando que trata-se de um projeto de interesse público e como justificativa temos que além do parque ser tombado, que a iluminação em seu entorno irá trazer segurança aos transeuntes e praticantes de corrida.
Em relação a segunda pauta, informamos que já foram realizadas duas visitas técnicas da Srª Silvia. A primeira foi acompanhada pela Administradora, em sequência enviamos um e-mail para todos os conselheiros com o projeto destinado ao Parque Buenos Aires. A segunda visita foi realizada no período de férias da administradora. Definimos em reunião, que será marcado um horário com a SrªSilvia, responsável pelo departamento de Comunicação Visual da SVMA, para atualização em relação ao projeto de comunicação visual do parque. O Conselheiro João se dispôs a acompanhar a administradora nesta reunião.
Na terceira pauta foi necessário realizarmos uma votação para saber quem aprovava ou não a solicitação, através de um memorando, da doação de um bolo para o aniversário do parque. Depois do Sr. Fred nos esclarecer sobre o processo de doação, achamos melhor realizar este pedido de uma maneira informal e caso este bolo seja doado, faremos em seguida uma carta de agradecimento.
Quanto aos eventos a serem realizados no dia do aniversário até o momento temos somente a confirmação do casal de músicos eruditos. O conselheiro Álvaro solicitou que entrássemos em contato com o Hospital das Clínicas para sugerir a instalação de Tenda para a doação de Sangue como a existente no Parque Villa Lobos, em dia de comemoração.
Na quarta pauta ficou definido que realizaremos uma visita ao abrigo Boracéia e que lá obteremos informações a respeito do trabalho do CREAS, para em seguida solicitarmos uma palestra esclarecedora aberta a toda a comunidade, inclusive os gerentes dos supermercados.
Na quinta pauta o Sr. Carlos, frequentador assíduo do parque, expos o problema da área de cercadodos cães, que se faz necessário a implantação urgente do projeto de drenagem já existente, pois este além de solucionar o problema da drenagem, solucionará também o problema da poeira, tão intensano local neste período de seca. Comentou também a respeito do gradil existente no entorno da área cercada dos cães. Tal aramado encontra-se em estado deplorável, cheio de buracos e com arames soltos. Informou-nos que esta semana uma Senhora arranhou-se no local.

V. ENCAMINHAMENTOS
Poder público: A administradora entrara em contato, através de email, com o Sr Frederico para que ele nos direcione, através de informações que irá obter com a Sra. Kátia (SVMA) sobre como nós deveremos proceder para entrar com o pedido de instalação de lâmpadas LED nos postes existentes no entorno do Parque. Os endereços do Sr Frederico na web são:http://parquessustentaveis.blogspot.com/parquessustentaveis@gmail.com. Em relação a Sra. Elisangela, gerente do CREAS – Centro de Referencia Especializado de Assistência Social será solicitado marcarmos a visita ao abrigo Boracéia antes dela realizar a palestra.
Quanto a Comunicação Visual do Parque será agendado com a Sr Silvia, gerente do setor de comunicação visual da Secretaria do Verde e Do Meio Ambiente para que nos atualizemos a respeito do projeto das placas do parque. O conselheiro João acompanhara a Administradora nesta reunião. Entraremos em contato com o responsável pelo setor da Base para o convidarmos a participar de nossa próxima reunião e fornecer esclarecimentos sobre a possibilidade da implantação ou não doprojeto de drenagem da área dos cães.
Memorandos: Acompanhamento do memorando referente à iluminação no Parque cujo número do TID (tramitação interna de documento) na SVMA é 7563676. Foram entregue, durante este período três lâmpadas para serem instaladas nos postes, entretanto estamos no aguardo de um técnico eletricista para instalá-las.Quanto à solicitação, através do número 0800 779 0156 da ILUME, para que esta realize a lavagem das cúpulas dos postes existentes no interior parque mais a troca de lâmpadas de dois deles ( junto arua Piauí com a Bahia ) – PROTOCOLO nº201135184, esta até hoje não foi atendida.

Vl. INFORMES: Próxima reunião dia 17/09/2011 às 10h30min horas, na administração do Parque Buenos Aires.

Vll. Encerramento
Encerrada a nona Reunião Ordinária dos representantes da sociedade civil eleitos que compõem o Conselho Gestor do Parque Buenos Aires às 14h50min. Cabe observar que de acordo com os Conselheiros esta foi uma de nossas melhores reuniões. Fica aqui os nossos agradecimentos a participação do Sr Frederico Jun Okabayashi.

Prefeitura vai construir parque linear contra enchentes na Vila Madalena


Desenterramento de córrego é a primeira etapa para o parque, de 1,6 km, sair do papel; previsão é de que obra leve 12 meses

03 de agosto de 2012 | 22h 30


Rodrigo Burgarelli - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo pretende, ainda nesta gestão, começar as obras de um parque linear na Vila Madalena, na zona oeste. O Parque Córrego Verde terá 65,4 mil metros quadrados e será construído com tecnologia para aumentar a absorção de água na região, que sofre constantemente com as enchentes na temporada de chuvas. A primeira parte das obras deve começar já nos próximos meses.
Veja também:

Nascente do Córrego Verde está enterrado no fim da Rua Beatriz Galvão - José Patrício/AE
José Patrício/AE
Nascente do Córrego Verde está enterrado no fim da Rua Beatriz Galvão
O início dos trabalhos só será possível porque o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) cassou uma liminar que proibia a construção de um piscinão na Rua Abegoária, na parte de cima do bairro. Essa obra já estava contratada desde 2009, ao custo de R$ 14 milhões aos cofres públicos, mas não podia começar por decisão judicial. Perto do piscinão estão previstas a construção das duas primeiras fases do parque, mais próximas da Avenida Heitor Penteado.
Agora, sem a liminar, a única etapa burocrática que falta para o começo das obras é a concessão da Licença Ambiental de Instalação (LAI), que deverá ser votada nas próximas sessões do Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cades). O prazo previsto no contrato para o término dos trabalhos é de 12 meses após a ordem de início.
Nessa primeira fase, está previsto o desenterramento da nascente do Córrego Verde, uma pequena queda d’água perto da Estação Vila Madalena do metrô, em um beco na Rua Beatriz Galvão. Também está prevista nessa fase a construção da Praça das Águas, que ficará sobre o reservatório. Nela, estão previstas a construção de quadras de basquete, terraço de esculturas, playground infantil e um mirante com vista para o bairro.
Impacto. O parque terá 1,6 quilômetro de extensão e não vai causar desapropriações - a ideia é utilizar os vários becos e praças do bairro, interligar praças e fechar pequenas ruas com pouco movimento de veículos. O piso será feito de um material permeável.
"Ele funcionará como um minipiscinão já que, além de deixar a água entrar no lençol freático, ele próprio conseguirá reter a chuva e diminuir as enchentes", afirma Anna Dietszch, arquiteta do escritório DBBA, responsável pelo projeto.
Segundo ela, a ideia do parque é resgatar o córrego canalizado de volta à superfície - em outra fase do parque, ele também estará a céu aberto. "O problema das enchentes ali, porém, só vai ser resolvido com uma obra extra de aumento das galerias pluviais", explica Anna.
Segundo a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, a criação do parque só será possível após a execução do reservatório. "O futuro parque linear deve acompanhar o leito do rio e ajudar na drenagem das águas pluviais, contenção de enchentes, além de favorecer a circulação de pedestres e ciclistas, fortalecendo assim a expressão cultural, de recreação e lazer", afirmou a pasta, em nota.
Ampliação. As outras quatro fases do parque devem ser contratadas por meio de uma nova licitação. Ela estava prevista como compensação ambiental exigida ao Consórcio Via Amarela, responsável pela construção da Linha 4-Amarela do Metrô. O dinheiro foi repassado à secretaria, que será responsável pela obra. O parque deve terminar perto do Cemitério São Paulo, e o resto do percurso do córrego, até o Rio Pinheiros, deve continuar subterrâneo.