terça-feira, 5 de junho de 2012

Dia Mundial do Meio Ambiente


Tema de Dia Mundial do Meio Ambiente é a economia verde

Do UOL, em São Paulo

http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2012/06/05/tema-de-dia-mundial-do-meio-ambiente-e-a-economia-verde.htm


De hoje até o final de junho você vai ouvir muito sobre economia verde, mas o que ela significa? A economia que leva em conta o meio ambiente, mas também tantas outras variáveis bem mais próximas do seu dia a dia do que você imagina. É o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado neste 5 de junho com país sede o Brasil, e também da Rio+20, Conferência da ONU para o desenvolvimento sustentável, que ocorre de 13 a 22 de junho.

Dia Mundial do Meio Ambiente

Foto 1 de 7 - A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner, lançaram a campanha "Passaporte Verde, Turismo Sustentável por um Planeta Vivo" no Cristo Redentor. A ideia é conscientizar o turista de que forma suas escolhas durante uma viagem podem contribuir para a conservação do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida das pessoas. A iniciativa faz parte da semana em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho, e da Rio+20, de 13 a 22 de junho Divulgação/PNUMA
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) define economia verde como uma que resulte em melhoria do bem-estar humano e da inclusão social ao mesmo tempo em que reduz de forma significativa os riscos ambientais e a escassez ecológica. É muito atrelada à questão das emissões de carbono, mas também refere-se ao uso eficiente dos recursos e inclusão social.
Consumir produtos que degradem menos o ambiente é a faceta mais popular, mas mudar o consumo também está incluído no conceito. A crise econômica atual, apontada por alguns como a pior crise financeira desde a de 1929, é um sinal de que precisamos mudar o rumo. E a economia verde é apontada como o caminho.
E para isto a vontade pública é essencial. Os investimentos devem ser catalisados e apoiados por reformas de políticas, mudanças nos regulamentos e direcionamento de despesas públicas.

A Tragédia dos Comuns
O dilema que enfrentamos entre a atual economia “marrom” e a proposta de economia “verde” pode ser ilustrado por um artigo escrito por Garret Hardin, chamado A Tragédia dos Comuns, em 1968. Ele descreve um pasto comum em que vários agricultores deixam seu gado pastar. A fim de aumentar a riqueza individual, é do interesse de cada produtor ampliar o seu rebanho e continuar a pastar no mesmo trecho de terra. Mas quando o limite de um certo número de bois é ultrapassado, a qualidade da terra começa a diminuir.
Como ninguém é particularmente responsável pela terra e nenhum imposto é cobrado para pastagem, cada agricultor continua a maximizar os lucros com o aumento de seu rebanho. O problema, no entanto, continua sendo o fato de a qualidade da terra continuar a degradar-se cm a crescente pressão dos crescentes rebanhos e o capim se torna insuficiente para alimentar o gado. Ou seja, os agricultores que aumentam seu rebanho podem até se beneficiar no início, mas depois perdem seu meio de subsistência, e todos perdem nesse cenário.
Economistas ambientais identificaram como principal problema deste dilema o fato de o recurso natural (o capim) ser consumido sem gastos, já que ninguém é dono da terra “comum”. Se, todavia, um imposto for cobrado por cabeça de gado e o valor da terra aumentar com o aumento do rebanho, ficaria muito caro ultrapassar o limite de pastagem. Assim, os agricultores perceberiam as perdas e seriam forçados a reduzir o número do rebanho, consequentemente se autorregulando para níveis sustentáveis para benefício de todos.




segunda-feira, 4 de junho de 2012

Rio + 20 deve criar "paradigma internacional" de sustentabilidade

02/06 às 17h09


http://www.jb.com.br/ambiental/noticias/2012/06/02/rio-20-deve-criar-paradigma-internacional-de-sustentabilidade/


O Brasil espera que após a Rio + 20, a comunidade internacional adote a questão da sustentabilidade como um paradigma global. A declaração foi feita pelo negociador-chefe da delegação brasileira na conferência, embaixador Luiz Alberto Figueiredo, em entrevista à Rádio ONU, neste sábado, em Nova York.

Cooperação Internacional
"O paradigma do desenvolvimento sustentável tem que passar a ser, até como resultado da Rio + 20, o paradigma internacional dentro da própria ONU, mas também na área de cooperação internacional. A cooperação tem de sempre estar baseada em fatores que façam sentido economicamente, socialmente e ambientalmente. As três dimensões da sustentabilidade devem estar presentes na cooperação."
Segundo o embaixador, a sustentabilidade exige um modelo de combate à pobreza em todo o mundo.
"Não existe desenvolvimento sustentável com fome, com estagnação econômica e com degradação ambiental. Está é a mensagem que vale para todos os países. E é com esta mensagem que nós temos que sair do Rio de Janeiro.
A Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas está marcada para 20 a 22 de junho, no Rio de Janeiro.
Uma semana antes do evento, negociadores dos países que participam do encontro devem se reunir na cidade para preparar a declaração final que será endossada por dezenas de chefes de Estado e governo.

SP recebe maratona de práticas sustentáveis

Atualizado em domingo, 3 de junho de 2012 - 14h48
http://www.band.com.br/noticias/cidades/noticia/?id=100000507863

Virada Sustentável leva ao público atividades gratuitas como filmes, exposições, oficinas, peças de teatro e shows de música

Pimp My Carroça é comandada pelo grafiteiro Mundano e visa melhorar a estrutura de dezenas de carroças de catadores de recicláveis Paduardo/Futura Press

A cidade de São Paulo está sendo palco neste domingo de centenas de atrações que, por meio da arte, da cultura e do lúdico, pretendem chamar a atenção das pessoas para o tema sustentabilidade. 

A Virada Sustentável, que está em sua segunda edição, leva ao público atividades gratuitas como filmes, exposições, oficinas, peças de teatro e shows de música. Biodiversidade, água, mudanças climáticas, mobilidade urbana, consumo consciente, qualidade de vida e cidadania serão alguns dos temas abordados. 

De acordo com André Palhano, um dos organizadores do evento, a Virada Sustentável, este ano, teve o intuito de ampliar as atividades também na periferia. “Além dos grandes parques, praças e centros culturais, conseguimos nesta edição levar a Virada Sustentável para os bairros periféricos. Com esta distribuição, teremos um evento ainda mais democrático”, disse. A 1ª edição do evento, que ocorreu em 2011, reuniu mais de 500 mil pessoas em 482 atrações distribuídas em 78 espaços.

Entre os destaques da programação de 2012 está o Pimp my Carroça, atividade que feita por grafiteiros no Vale do Anhangabaú. A intenção é melhorar a estrutura dos carrinhos dos catadores de recicláveis, com instalação de itens de segurança e pintura artística.

Outra atividade de destaque é a oferta de "pratos sustentáveis" por 27 restaurantes da capital paulista. Os chefs terão o desafio de desenvolver pratos com produtos de origem 100% orgânica, sem desperdício de alimentos e com a redução de resíduos descartados. A lista e o endereço dos restaurantes pode ser encontrada aqui.

O Parque Ibirapuera acolherá grande parte das atrações com foco no público infantil. No auditório são  exibidos filmes e apresentadas peças com a temática da sustentabilidade. “Viemos no parque e ficamos sabendo sobre a Virada. Vamos ver a apresentação no auditório e depois tentar provar algum dos pratos sustentáveis em um dos restaurantes”, disse Luciana Nishimoto, que visitava o parque Ibirapuera com dois filhos.

domingo, 3 de junho de 2012

Às vésperas da Rio+20, governo lançará pacote ambiental e social


Medidas incluirão ampliação de áreas de conservação e demarcação de novas áreas indígenas

01 de junho de 2012 | 18h 41



Reuters
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff vai aproveitar o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado na próxima terça-feira, 5, para lançar uma série de medidas para a área ambiental e social, como ampliação de áreas de conservação e demarcação de novas áreas indígenas, informaram fontes do governo.
Veja também:

O anúncio vem duas semanas antes da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, evento no qual o Brasil se esforça para mostrar uma imagem de protagonismo nas propostas ambientais, de justiça social e de combate a pobreza.
Até esta sexta-feira estavam previstos anúncios de ampliação de áreas de conservação -como parques-, a criação de seis reservas extrativistas e a demarcação, via decreto presidencial, de seis áreas indígenas.
O governo finaliza na segunda-feira a proposta, que pode incluir ainda um decreto que ajude as cidades a reduzir a zero os lixões até o final de 2014, medida incluída no Plano Nacional de Resíduos Sólidos, e iniciativas de apoio a cooperativas de catadores.
Também deve ser anunciada a ampliação do Bolsa Verde, que dá incentivo financeiro a famílias de baixa renda que desenvolvam atividades de conservação no meio rural. Segundo as fontes do governo, o foco do anúncio é ampliar o número de famílias atendidas.
As medidas serão anunciadas pouco mais de uma semana após o governo anunciar vetos no texto do novo Código Florestal aprovado no Congresso. Mesmo sem agradar grande parte das entidades ambientalistas, as mudanças do governo no texto contribuíram para o discurso de preocupação com a proteção ambiental às vésperas da conferência.

Decreto que estabelece critérios de sustentabilidade para as compras públicas


02/06/2012 - 07h00

Dilma prepara o seu 1º pacote ambiental para a próxima terça

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1099336-dilma-prepara-o-seu-1-pacote-ambiental-para-a-proxima-terca.shtml


KELLY MATOS
NATUZA NERY
DE BRASÍLIA


A presidente Dilma Rousseff deve criar as primeiras áreas protegidas de seu mandato na próxima terça-feira. Os novos decretos integram um pacote de medidas para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente.
O 5 de junho, uma data oficial do calendário da ONU, terá o Brasil como sede das celebrações, por causa da conferência Rio+20, neste mês.
Serão criadas duas reservas extrativistas, homologadas seis terras indígenas e anunciada a inclusão de mais famílias na Bolsa Verde.
O anúncio ocorre menos de uma semana depois de o Senado ter aprovado uma medida provisória que reduz sete áreas protegidas na Amazônia para a construção de oito hidrelétricas do PAC.
Os cortes, feitos sem estudos técnicos e criticados por ambientalistas e comunidades locais, incluem o parque nacional da Amazônia, o mais antigo da região.
A MP é objeto de uma ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal.
Também pode ser assinado um decreto que estabelece critérios de sustentabilidade para as compras públicas.
Dilma quer aproveitar a data para dar uma guinada em seu discurso ambiental, a uma semana do início da conferência do Rio e com o mundo inteiro cobrando liderança do Brasil nessa área.
Em 5 de junho do ano passado, por exemplo, não criou nenhuma unidade de conservação, sendo a primeira presidente desde o final do regime militar a não criar áreas protegidas em seu primeiro ano de mandato.

DE OLHO NO LIXO
De olho na agenda da Rio+20, o Planalto também estuda um programa de subsídio e financiamento público para acabar com os lixões no país e instituir uma agenda nacional de reciclagem de resíduos sólidos.
Apelidadas internamente de Brasil sem Lixão e Recicla Brasil, as propostas destinariam recursos federais para construção de aterros sanitários e estabeleceriam metas de reciclagem para mais de uma centena de municípios.
A ideia é fazer uma campanha nacional para conscientizar e educar a opinião pública sobre o manejo de resíduos sólidos desde a separação do lixo doméstico.
Ainda não há valor definido de desembolso, apenas um valor preliminar superior a R$ 1,8 bilhão, a ser liberado até 2015.
A ideia em negociação é concentrar as ações do Brasil sem Lixão no Sudeste e no Nordeste, onde há os casos mais críticos. No lugar dos lixões-a proposta sob análise é eliminar quase mil deles nos próximos três anos-, a União quer ajudar prefeituras a instalar aterros.
As ações devem contemplar, ainda, a coleta seletiva e a ampliação de logística da reciclagem. Incluirá também iniciativas para beneficiar os catadores de lixo.
Dados oficiais mostram que o Brasil se desfaz, por dia, de quase 200 mil toneladas de resíduos sólidos. Desses, menos de 2% são reciclados. Quase 40% são lançados no ambiente de forma considerada inadequada.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Virada sustentável: Desta vez, vai!

Álcool ou gasolina?



Redução do IPI para carros sem contrapartidas sustentáveis: isso vai funcionar?
A poucas semanas do início da Rio+20, esse programa de incentivo do governo dá marcha à ré na posição brasileira sobre mudanças climáticas.
Por Jorge Abrahão, presidente do Instituto Ethos
Com uma anunciada greve de metrô e com linhas de trem também paradas, São Paulo amanheceu congestionada nesta quarta-feira (23/5). Muito mais carros do que as ruas comportam estão circulando, tornando difícil a vida até de quem não tem carro. Com a greve, o sistema de ônibus ficou sobrecarregado, os veículos já deixam os pontos iniciais superlotados e demoram o dobro do tempo para percorrer o mesmo trajeto, revoltando o usuário. Muitos ônibus foram apedrejados, a polícia precisou intervir em alguns terminais da cidade e muita gente não chegou ao trabalho hoje. 

Esta é apenas uma breve descrição do trânsito da capital paulista, num dia mais conturbado. Para alguns, pode parecer “natural” que, sem metrô, o número de carros nas ruas aumente. Na verdade, não precisaria ser assim, se fosse dada prioridade ao transporte público. Não é o que ocorre. 

Não vamos entrar no mérito do movimento grevista. Mas é certo que a paralisação já vinha sendo anunciada pela própria categoria há vários dias. Depois de oficializada a decisão, a prefeitura anunciou algumas medidas para enfrentar o problema: cancelamento do rodízio de carros nos dias de greve, colocação de mais ônibus e extensão do trajeto de linhas. As medidas mostraram-se insuficientes para dar conta do problema. O número de carros nas ruas promoveu o maior congestionamento da história da cidade e os ônibus não deram conta da demanda dos usuários. 

Um dia como o desta quarta-feira poderia ter um efeito transformador entre os tomadores de decisão na iniciativa privada, nos governos e nas entidades da sociedade civil. Poderia fazer com esses três setores se reunissem para encontrar uma saída possível à alternativa caótica de hoje. 

A consultoria McKinsey lançou um relatório em abril passado, com o título de Construindo Cidades Globalmente Competitivas: a Chave para o Crescimento Latino-Americano. Nesse estudo, a consultoria mostra que São Paulo pode se tornar a cidade mais rica do continente em 2025 e a sexta do mundo, superando Paris. Mas, para chegar a tanto, precisará equacionar melhor problemas como falta de habitação decente para todos e os incansáveis congestionamentos. 

Na mesma pesquisa, a McKinsey revelou que, para o paulistano, a prioridade número um é o transporte coletivo. Ideias não faltam. Mas é preciso começar a pô-las em prática para que seja comprovada sua eficiência. 


Marcha à ré 


Mudar o modo como as pessoas se movimentam na cidade, transferindo o foco do transporte individual para o transporte público é tarefa complexa. O carro precisaria deixar de ser um ícone de bem-estar e de status, como é hoje. Andar de transporte público, muito diferente e de mais qualidade que o atual, precisaria virar algo “chique”. Valores da nossa civilização também teriam de ser revirados para dar suporte à decisão do cidadão. E a economia, repensada, pois a indústria automotiva teria menos peso na riqueza de um país do que tem hoje. 

Um programa do governo federal seria sempre um excelente início. Nos Estados Unidos, por exemplo, como condição para recuperar a GM e outras montadoras, o governo definiu como contrapartidas a mudança dos motores, de petróleo para eletricidade e que os novos modelos fossem “recicláveis”, ou seja, pudessem ser desmontados para que as peças sejam reaproveitadas na linha de produção. 

No Brasil, em 2008, também para combater a crise financeira, houve redução do IPI para carros, por um período determinado. Mas sem contrapartidas de nenhum tipo. 

Agora, novamente em razão da crise europeia, o governo federal lançou novo programa de incentivo a carros no Brasil, por tempo indeterminado e sem contrapartidas. A poucas semanas do início da Rio+20, este programa de incentivo dá marcha à ré na posição brasileira sobre mudanças climáticas. 

O elenco de medidas anunciado pelo governo esta semana beneficia tanto os carros flex como os movidos a gasolina, proporcionalmente. O carro elétrico, que vem sendo desonerado de impostos em todos os países do mundo, aqui no Brasil vai recolher a maior carga de impostos, por ser importado. (Não poderia haver incentivo para sua produção no país?) 

O governo também reduziu a taxa de juros para financiamento de carros e caminhões. No caso dos caminhões, os estoques subiram porque entrou em vigor a lei de redução dos poluentes para veículos a diesel. O custo da nova tecnologia elevou o preço do caminhão. Tomara que esse incentivo faça, então, as vendas aumentarem. 

No mais, nenhum incentivo à inovação, quer para reduzir emissões de carbono, quer para desenvolver novas soluções de mobilidade que não sejam o automóvel. 

Novamente, uma visão de curto prazo que atende interesses específicos conseguiu se sobrepor a uma visão de futuro, na qual a mobilidade dos cidadãos depende de um transporte coletivo que garanta o acesso a todos os lugares e seja a base de uma sociedade mais igualitária, calcada numa economia inclusiva, verde e responsável. 


23/5/2011

Economia verde pode gerar até 60 milhões de empregos


Economia verde pode gerar até 60 milhões de empregos na próxima década

Brasil já tem 3 milhões trabalhando no setor; 50% da mão-de-obra mundial será afetada por mudanças

31 de maio de 2012 | 14h 31


Jamil Chade, correspondente
GENEBRA - A economia verde já emprega 3 milhões de brasileiros e, na próxima década, poderá se transformar em um dos setores mais dinâmicos das economias emergentes. Um estudo produzido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a Rio+20 releva que até 60 milhões de postos de trabalho pelo mundo poderão ser criados se governos incentivarem novas tecnologias ambientais e garantirem apoio a setores relacionados com a "economia verde".
Veja também:

Transição para economia verde deve afetar também países com grande população agrícola como o Vietã - Kham/Reuters
Kham/Reuters
Transição para economia verde deve afetar também países com grande população agrícola como o Vietã
A principal mensagem do levantamento é de que investir em um novo modelo econômico, baseado na sustentabilidade, não significa maiores custos apenas. Em muitos casos, representa a criação de postos de trabalho e a elevação da renda de milhares de pessoas.
Segundo o estudo, metade da mão-de-obra mundial - cerca de 1,5 bilhão de pessoas - será de alguma forma afetada pela transição do atual modelo econômico para um padrão ambientalmente sustentável. Trabalhadores no setor da agricultura, pesca, energia, construção e transporte serão alguns dos mais atingidos, sendo obrigados a buscar uma nova inserção.
Mas a transição já começa a dar seus frutos. Só no setor de energia renovável, 5 milhões de postos de trabalho foram criados no mundo entre 2006 e 2010. Nos Estados Unidos, 3 milhões de pessoas estão trabalhando diretamente no setor de bens e serviços ambientais. Na Espanha, são 500 mil. Na Europa, 14,6 milhões de pessoas já trabalham em cargos relacionados com a proteção da biodiversidade.
Um dos destaques é a situação do Brasil. Segundo a OIT, o Brasil criou quase 3 milhões de postos de trabalho no setor ambiental, o que já representa 7% da mão-de-obra nacional. Parte importante desses trabalhadores está no setor de energia renovável. Já em 2008, eram 2,6 milhões de brasileiros nessa posição.
Nos países emergentes, investimentos de US$ 30 bilhões para a preservação de florestas poderiam gerar 8 milhões de postos de trabalho. Na Alemanha, a renovação de edifícios para que sejam ambientalmente sustentáveis gera, por ano, 300 mil novos postos de trabalho.
No total, a esperança da OIT é de que entre 0,5% e 2% do total de pessoas empregadas no mundo estejam no setor ambiental - entre 15 milhões e 60 milhões.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Unicamp e Unesp são únicas brasileiras em lista de melhores universidades


31/05/2012 - 07h00

Unicamp e Unesp são únicas brasileiras em lista de melhores universidades


VAGUINALDO MARINHEIRO
DE SÃO PAULO

Atualizado às 10h21.
A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a Unesp (Universidade Estadual Paulista) são as duas únicas brasileiras a aparecer no ranking das 100 melhores universidades do mundo fundadas há menos de 50 anos.
A Unicamp, de 46 anos, é a 44ª melhor. A Unesp (Universidade Estadual Paulista), com 36, quase fica de fora. Está na 99ª posição.
O ranking foi elaborado pela primeira vez pelo THE (Times Higher Education), um dos mais importantes institutos de avaliação do ensino superior no mundo.
Segundo Phil Batty, responsável pelo estudo, a exclusão das universidades com mais de 50 anos permite conhecer as "futuras Harvards ou Oxfords", numa referência às centenárias escolas dos EUA e do Reino Unido que costumam liderar os rankings de melhores lugares para estudar no mundo.
O THE faz outros rankings. No mais conceituado e completo, que inclui todas as universidades do mundo e envolve 13 critérios de avaliação, a USP (Universidade de São Paulo) é a única brasileira. Na lista divulgada no ano passado, estava no 178º lugar entre 200.
Em outro, que mede a reputação de uma instituição entre professores e pesquisadores ao redor do mundo, também só a USP aparece, na faixa entre o 61º e o 70º lugar.
Esse novo ranking, das caçulas, usa os mesmos 13 critérios, que incluem número de alunos por professores, dinheiro investido em pesquisa, total de docentes e estudantes estrangeiros e publicação em revistas científicas.
A líder é a Universidade de Ciência e Tecnologia de Pohang, que fica na Coreia do Sul. Foi criada em 1986 com dinheiro de uma companhia de ferro e aço que, à época, era parte estatal, parte privada.
A universidade é privada, cobra cerca de R$ 17 mil de anuidade dos alunos de graduação e tem 3.000 estudantes. É totalmente focada em pesquisa.
A Coreia ocupa ainda o 5º lugar, com o Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia.
O Brasil tem motivos para comemorar --é o único país da América Latina no índice, e outros emergentes como Índia e Rússia estão de fora-- e para se envergonhar: estamos longe do topo e atrás de países muito menores, como Cingapura (16º), ou também emergentes, como a Turquia (32º).
"É possível ter um otimismo cauteloso de que essas jovens universidades brasileiras irão, com o tempo, subir no ranking", disse Bates à Folha.
Segundo ele, o que esse novo ranking mostra é que universidades pequenas, que focam seus investimentos em determinadas áreas, acabam se saindo melhor.
Outra brasileira de renome, a UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) ficou fora do ranking porque, segundo o THE, não repassou os dados objetivos usados para análise e classificação.
Na segunda-feira, outra instituição, a QS (Quacquarelli Symonds), também do Reino Unido, divulgou o seu ranking das 50 melhores universidade do mundo com menos de 50 anos.
A Unicamp é a única brasileira, em 22º lugar.
Os dois institutos adotam critérios diferentes. Enquanto no THE a pesquisa tem peso maior, no QS conta mais a reputação de uma universidade no meio acadêmico mundial.

Editoria de Arte/Folhapress

MP do Código Florestal


1/05/2012 - 13h45

Governo reúne líderes no Planalto para discutir MP do Código Florestal


KELLY MATOS
DE BRASÍLIA

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, reuniu-se nesta quinta-feira com os líderes da base aliada para discutir a MP (Medida Provisória) enviada ao Congresso que recompõe o texto do novo Código Florestal.
O encontro, que ocorreu no Palácio do Planalto, também contou com a presença dos ministros ligados ao tema: Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Mendes Ribeiro (Agricultura) e Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário).
De acordo com o governo, durante a reunião, os ministros apresentaram a deputados e senadores a justificativa para os trechos vetados pela presidente Dilma Rousseff.
Na conversa, a ministra Ideli Salvatti defendeu as mudanças propostas e enfatizou a importância da "diferenciação" entre pequenos e grandes produtores, estabelecida no novo Código Florestal.
Na MP enviada ao Congresso, o governo estabeleceu a chamada "escadinha", ou seja, a determinação de que a recomposição das APPs (áreas de proteção ambiental) será proporcional à largura do rio e à área da propriedade.
A comissão mista que vai discutir a MP será instalada na próxima terça-feira (5) no Congresso. Os ministros também se colocaram à disposição para ir à Câmara e ao Senado para prestar esclarecimentos sobre o tema.

ESCADINHA
Conforme as informações do governo, a chamada "escadinha" foi enfatizada no encontro com a divulgação de dados sobre as propriedades rurais no país.
Os números apontam que as propriedades com até um módulo fiscal representam apenas 9% da área destinada à produção rural, mas contemplam 64% das propriedades no país-- somando mais de 3,5 milhões de proprietários.
Já os grandes produtores -- mais de 4 módulos fiscais -- representam apenas 10% das propriedades rurais do país. No entanto, ocupam 74% da área.

Ética e moral...

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=RFlVgcl4A1M#!


<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/RFlVgcl4A1M" frameborder="0" allowfullscreen>iframe>


Enviado por  em 14/08/2010
Descubra o que é ética e moral de um modo simples, engraçado e dinâmico, por Mario Sergio Cortella

31 de maio, Dia Mundial sem Tabaco


30
Mai
2012

http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=77113:31-de-maio-dia-mundial-sem-tabaco&catid=47:cat-saude&Itemid=328


Cardiologista alerta sobre as doenças do coração causadas pelo tabagismo
O 31 de maio é marcado como o Dia Mundial Sem Tabaco. Um estudo realizado pelo Banco Mundial estimou que o tabagismo resulta em uma perda global de US$ 200 bilhões por ano em função de mortes prematuras, incapacitação, adoecimento, aposentadorias precoces e de faltas ao trabalho, sendo que aproximadamente a metade deste montante ocorre em países em desenvolvimento. No Brasil, a arrecadação de impostos provenientes do tabaco é bastante significativa para a economia do país. No entanto, os gastos sociais determinados pelo consumo de cigarros superam, em muito, esta arrecadação.

Segundo Alexandre Cury, cardiologista do Bronstein Medicina Diagnóstica, o tabaco é o principal fator de risco evitável para as doenças cardiovasculares. O fumo aumenta em até 300% o risco de um ataque cardíaco, além de provocar inúmeras outras doenças, como o câncer. O Brasil tem 35 milhões de fumantes e 80 mil pessoas morrem precocemente todos os anos por causa do cigarro. Segundo estudos internacionais, o tabaco mata um em cada dois usuários. “A proibição total e abrangente, como a lei antifumo aprovada em 2010, pode contribuir na redução do consumo de tabaco e evitar também os efeitos do fumo passivo”, analisa o especialista.

Cury explica que o fumante passivo, ou seja, aquele que não fuma, mas está próximo de um fumante, tem contato direto com 30 substâncias cancerígenas, presentes na fumaça do cigarro. O fumo passivo é responsável por 40% dos infartos, matando seis pessoas por dia no Brasil e causando, ainda, 30% de cânceres de pulmão, entre outras doenças.

Segundo o cardiologista, alguns mitos sobre o cigarro devem ser debatidos. “O primeiro é que não há diferenças nos riscos à saúde entre as diferentes marcas de cigarro, nem entre os supostos cigarros com alto e baixo teor de nicotina”, revela. O médico também lembra que não existem níveis seguros para o consumo de alcatrão, monóxido de carbono e nicotina. Os cigarros são os únicos produtos de consumo no mercado que matam seus consumidores regulares ao serem consumidos.

Cury também alerta que os fumantes adultos, em grande parte, estão morrendo e/ou adoecendo devido a doenças causadas pelo cigarro ou estão parando de fumar. A indústria do tabaco, então, tenta captar novos fumantes entre os jovens através de propaganda enganosa, que serão seus futuros clientes nos próximos 25 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o tabagismo é uma doença pediátrica, pois quase 90% dos fumantes regulares começam a fumar antes dos 18 anos de idade.

Para o cardiologista, parar de fumar é uma decisão pessoal e intransferível. Por isso, o especialista alerta sobre o que o cigarro pode causar na vida do fumante:



- a fumaça do cigarro possui 4.720 substâncias químicas nocivas, sendo que pelo menos 60 delas são reconhecidamente cancerígenas, além de irritantes e tóxicas ao pulmão;

- fumar causa impotência sexual;

- crianças que convivem com fumantes têm mais asma, pneumonia, sinusite e alergia;

- fumar causa doença vascular que pode levar à amputação de dedos e pernas;

- ao fumar você inala arsênico e naftalina, também usados como veneno de ratos e baratas;

- fumar causa câncer de laringe, câncer de pulmão, câncer de boca, entre outros;

- em gestantes fumar causa partos prematuros, aborto espontâneo e o nascimento de crianças de baixo peso;

- o uso de tabaco obstrui as artérias, dificulta a circulação do sangue, leva ao enfisema pulmonar, à perda dos dentes e causa morte por doenças do coração.



Para Cury, os principais benefícios ao parar de fumar são: após vinte minutos a pressão sanguínea e pulsação voltam ao normal; após oito horas o nível de oxigênio se normaliza; após dois dias o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta melhor os alimentos; após três semanas a respiração fica mais fácil e a circulação melhora; após cinco a dez anos o risco de sofrer infarto será próximo ao de uma pessoa que nunca fumou.O médico também dá os seguintes aconselhamentos para quem quer parar de fumar:

- atentar para sintomas de abstinência e depressão, frequentes na primeira semana e que diminuem nas próximas três a quatro semanas;

- se houver ganho de peso, lembrar que o benefício de parar de fumar é maior que o ganho de peso e que a alimentação adequada e atividade física podem ajudar;

- tomar água no desejo de fumar, ingerindo dois copos;

- exercício físico é obrigatório, pois libera endorfinas, substâncias que aumentam a disposição e a sensação de bem-estar;

- eliminar cinzeiros e isqueiros de casa e local de trabalho.

- tente sempre trabalhar o seguinte pensamento: um cigarro só vai fazer mal, pois se fumar um cigarro você pode colocar tudo a perder.



Para mais informações: www.bronstein.com.br .

Descubra como o cigarro pode influenciar no seu fôlego


Escrito por Dr. Carlos Mosquera
Seg, 28 de Maio de 2012 11:40

Descubra como o cigarro pode influenciar no seu fôlego

Com o crescimento da campanha antitabagista no Brasil, tem aumentado o nível de informação da população em relação aos malefícios do cigarro. Além das propagandas que alertam sobre os problemas de saúde causados pelo hábito, o governo brasileiro também tem investido em medidas restritivas como a recente proibição da venda de cigarros aromatizados e o fumo em locais públicos fechados.
Apesar das políticas públicas para o combate do tabagismo, o número de fumantes no país ainda é alto e registra pouco menos de 15% do total da população, segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), órgão ligado ao Ministério da Saúde.
Uma boa alternativa para complementar essas políticas, de acordo com alguns especialistas, é o incentivo ao hábito da prática de esportes, que pode auxiliar o indivíduo a ficar menos suscetível ao vício. Saiba mais sobre essa relação e como o hábito do tabagismo pode interferir no seu desempenho atlético.



O cigarro pode interferir no desempenho do indivíduo durante uma prática de atividade física? Em que sentido e por quê?

Os males do cigarro todos conhecem e não é diferente nos praticantes de atividades físicas. Entre tantos problemas que o cigarro ocasiona, podemos dizer que o estresse oxidativo, que nada mais é que um desequilíbrio no funcionamento das células, continua sendo um grande vilão para os fumantes. Na medida em que a nicotina provoca um desequilíbrio nos níveis de ATP (energia da célula), o rendimento atlético cai sensivelmente. Sem energia disponível, qualquer pessoa fica impossibilitada de executar qualquer movimento vigoroso.


É somente na respiração que o cigarro interfere ou ele também prejudica em outras funções?
O cigarro interfere em vários órgãos do corpo humano. O monóxido de carbono da fumaça do cigarro se liga rapidamente com a hemoglobina sanguínea (transporta oxigênio). Quando esse processo ocorre, denomina-se carboxiemoglobina (COHb), por isso mesmo, o sangue não é tão oxigenado, provocando assim uma diminuição no carreamento de nutrientes para todo o corpo, ou seja, todo o organismo sofre com isso. Para citarmos outros prejuízos do cigarro: os dentes perdem o clareamento, mau hálito (halitose), pode provocar aterosclerose, aumento da pressão arterial, entre outros fatores.

Existem registros de que alguns atletas de alto rendimento, como jogadores de futebol, fumavam e ainda fumam, mesmo em atividade. Para esse tipo de atleta, a influência do cigarro é maior ou menor?
Por serem humanos, muitos atletas fumam escondidos, na maioria das vezes. E não há uma estatística para afirmar qual o esporte nacional com maior número de fumantes. O que se observa no futebol, por ser o esporte mais praticado no Brasil, é a evidente queda de rendimento de alguns atletas. Pode-se presumir que o álcool e as noites mal dormidas também contribuem com isso, mas o cigarro em geral é o maior causador.



O hábito de praticar exercícios pode ajudar uma pessoa a parar de fumar?
Um achado interessante mostra que as pessoas que praticam atividades físicas regularmente estão menos suscetíveis ao vício do cigarro do que as pessoas que não têm esse costume. Não há evidências científicas de que o hábito de se exercitar pode ajudar uma pessoa a parar de fumar. O que acontece com os "viciados no cigarro" é o contrário, param com a atividade física porque "sentem falta de ar" quando estão em movimento.


Por outro lado, pessoas que fumam há muito tempo não podem ter um risco maior de um problema durante a prática de atividade física?
Os grandes prejuízos do cigarro são o aumento da pressão arterial (o corpo é induzido a liberar substâncias vasoconstritoras) e as alterações cardíacas devido ao excesso de trabalho em pressão arterial aumentada. Por isso, os fumantes que praticam atividades físicas que exigem esforços grandes correm sérios riscos.

Qual é a importância de procurar um médico antes da iniciação à prática de esportes?
A principal importância é a realização de um check-up e de uma anamnese (entrevista feita por um profissional de saúde) para determinar se o indivíduo está apto a iniciar a prática de uma atividade física.


Dr. Carlos Fernando França Mosquera é doutor em Fisiologia do Exercício pela Universidad Católica San Antonio de Murcia, título revalidado pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é professor da Faculdade de Artes do Paraná (FAP).

São Paulo realiza mutirão contra o fumo no Dia Mundial de Sem Tabaco




Transporte de lixo gera custo alto em São Paulo: R$100,00/t


Bom Dia São Paulo

Transporte de lixo gera custo alto em São Paulo


31/05/201202:54
A maioria das cidades resolve o problema do lixo mandando tudo para o aterro. Mas imagine quanto dinheiro se perde quando enterramos materiais como plástico, vidro, papel e metal? Na capital, as grandes distâncias geram outro custo alto: transporte.

SP+Limpa