quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mais uma vítima...alvo móvel!


Ciclista morre atropelado em via da zona oeste de São Paulo

Pedreiro andava de bicicleta na Avenida Pirajuçara onde, desde 2007, há projeto para construção de ciclovia

04 de abril de 2012 | 3h 02


BRUNO RIBEIRO - O Estado de S.Paulo
O pedreiro Lauro Jesus Neri, de 49 anos, morreu ontem ao ser atropelado enquanto andava de bicicleta na Avenida Pirajuçara, na zona oeste de São Paulo. A via estava sem pintura de faixas e tem, desde 2007, um projeto engavetado para construção de uma ciclovia.
O motorista do carro, Lourenço Fernando Azevedo, parou ao notar a batida, chamou socorro médico e depois passou mal, com problemas cardíacos. Ele foi atendido no Hospital Bandeirantes e passa bem. Mas, segundo a Polícia Civil, sua carteira de habilitação estava vencida desde 2010. Neri seguia na avenida no sentido Taboão da Serra e cruzou a via para fazer o retorno, quando foi atingido.
Ativistas dos direitos dos ciclistas fizeram um protesto na noite de ontem por causa da morte. Uma "ghost bike" (bicicleta branca que simboliza a morte de um ciclista) foi instalada no local do acidente. É o mesmo tipo de símbolo instalado na Avenida Paulista, que registrou duas mortes de ciclistas nos últimos dois anos.
Neri nasceu na Bahia e vivia em São Paulo havia pelo menos 20 anos, segundo familiares. "Ele não tinha carro. Então, quando pegava um serviço, ia de bicicleta ou de condução", disse o garçom Valdir Alves de Souza, de 39 anos, marido de uma das sobrinhas do pedreiro. Ele tinha um filho, que mora na Bahia.
Para o ativista William Cruz, do grupo Vá de Bike!, a periferia oferece ainda mais perigos aos ciclistas do que as áreas centrais da capital paulista. "Falta infraestrutura para os ciclistas em todos os lugares. Mas, na periferia, a fiscalização do trânsito é ainda pior", avalia.
Azevedo foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção) na condução de veículo e vai responder em liberdade. A polícia ainda vai avaliar se a filha de Azevedo poderá ser responsabilizada pelo caso, uma vez que carro que ele dirigia era dela. Na delegacia, a mulher apontada pelos policiais como filha do motorista negou ser parente de Azevedo e disse que não comentaria o caso.
Estrutura. Em 2007, a Prefeitura anunciou que o corredor no qual Neri morreu receberia uma ciclovia até 2010. Seria a maior da cidade, com 15 quilômetros.
A administração municipal informou, em nota, que a pintura das faixas começou na noite de anteontem e estará concluída no sábado. A Prefeitura disse que a cidade tem 168,3 km de ciclovias e ciclofaixas, mas não informou por que a construção da via exclusiva no local do acidente está atrasada.

Não é roupa!


Supermercados deixam de dar sacolas de plástico e propõem 'aluguel' de retornáveis

Consumidor poderia adquirir sacola reutilizável e, quando voltar à loja, devolvê-la e pegar dinheiro de volta; acordo que bane as de plástico entra em vigor

04 de abril de 2012 | 3h 02


KARINA NINNI - O Estado de S.Paulo
Na véspera da entrada em vigor do acordo firmado entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas) e o governo do Estado de São Paulo para o fim da distribuição de sacolinhas plásticas nas quase 3 mil lojas associadas à entidade, que passa a valer a hoje, a Apas anunciou que pretende implantar um programa de sacola reutilizável vai e vem, em que o consumidor pode adquirir uma sacola e, quando voltar à loja, devolvê-la e pegar seu dinheiro de volta - ou abater o valor de sua compra.
"O cliente que está do nosso lado é aquele que usa a reutilizável. Só que, nesse processo de adaptação, ele às vezes esquece a sacola. É nele que estamos pensando", disse João Galassi, presidente da Apas. A Apas ainda não sabe que tipo de sacola vai ser usada no sistema vai e vem. "Os detalhes serão discutidos na segunda-feira", acrescentou.
A associação anunciou ainda ter encaminhado pedido à Secretaria da Fazenda do Estado (Sefa) pela redução do imposto sobre as sacolas reutilizáveis e os sacos plásticos feitos de material reciclável (aqueles pretos), o que não foi confirmado pela Sefa.
O acordo que a partir de hoje retira dos supermercados as sacolinhas plásticas para embalar os produtos comprados foi firmado no ano passado, chegou a entrar em vigor em janeiro, mas acabou adiado por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) diante do argumento de que nem consumidores, nem lojistas, estavam preparados para a iniciativa.
"Reduzir o uso das sacolinhas é fundamental para abrandar seus impactos ambientais", afirmou Felipe Zacari Antunes, gerente de Sustentabilidade do Walmart, rede afiliada à Apas.
"Para começar, não é uma ideia da Apas. É um movimento do consumidor consciente do mundo todo. Se não fosse um movimento global, não estaríamos encampando", disse Galassi.
Apoio. Para o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes, a medida é bem-vinda nessa primeira fase de vigor do acordo. "É um reforço, sobretudo nesse momento de adaptação do consumidor. À medida que o novo hábito for consolidado, a vai e vem será cada vez menos necessária. Mas no começo será útil."
Góes discorda da visão da coordenadora executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) de que o processo de eliminação das sacolinhas plásticas foi levado a termo sem a participação do consumidor: "Fomos ouvidos pela Secretaria de Meio Ambiente e, desde o início, nos posicionamos a favor de um período de adaptação, o que foi garantido com o TAC",
A Plastivida - Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos diz que o acordo não tem força de lei e o consumidor pode continuar exigindo a sacola no supermercado.
"Temos uma ação civil pública contra o acordo e uma ação popular contra o TAC", afirmou o advogado da Plastivida, Jorge Kaimoti Pinto.

SEM SACOLA NEM CAIXA



Mercado

MARIA CRISTINA FRIAS - cristina.frias@uol.com.br



Após o fim da distribuição de sacolas plásticas nos supermercados, que acabou ontem, o consumidor de São Paulo pode ter que enfrentar uma nova restrição.
A Assembleia Legislativa do Estado começa a discutir a proibição do uso de caixas de papelão para o transporte de compras de varejo.
A justificativa é a disseminação de fungos e bactérias, que encontram ambiente mais favorável ao seu desenvolvimento do que nas sacolas plásticas.
"Antes de serem usadas pelo consumidor, as caixas podem ter transportado substâncias contaminantes", diz o deputado José Bittencourt (PSD), autor do projeto, que pode entrar em vigor no segundo semestre deste ano.
A Associação Paulista de Supermercados, por sua vez, recomenda aos associados a continuidade da distribuição gratuita de caixas de papelão.

Professor emérito da USP comenta riscos da energia nuclear


02/04/2012 - 17h28


LEITOR RUY FAUSTO (*)
DE SÃO PAULO (SP)

http://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/1070688-professor-emerito-da-usp-comenta-riscos-da-energia-nuclear.shtml


Faço questão de manifestar o meu apoio aos textos de Ildo Sauer e Joaquim de Carvalho [publicados no Painel do Leitor nos dias 20/3 e 22/3 ], professores do Instituto de Eletrônica e Energia da USP, que contêm uma crítica ao artigo "Japão mostrou que energia nuclear é segura", do assistente da Presidência da Eletronuclear Leonam dos Santos Guimarães.
Devo manifestar não minha surpresa, mas meu horror diante do texto de Leonam dos Santos Guimarães. No ano passado, este senhor, típico representante do lobby nuclear, fez uma exposição na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, em que conseguiu reunir, em duas intervenções totalizando mais ou menos uma hora, uma soma formidável de aproximações, inverdades e sofismas sobre o nuclear.
Refutei, em detalhes, o discurso de Leonam e as intervenções dos seus partidários, num texto publicado no número 4 da revista eletrônica "Fevereiro" (www.revistafevereiro.com). A revista contém, de resto, um balanço sobre o nuclear, que eu convidaria o leitor a consultar.
Seria melhor que Leonam nos informasse, por exemplo, sobre o grave incidente ocorrido em Angra 2, em 2009. É urgente que a mídia e a opinião pública brasileiras quebrem a omerta dos nucleocratas, que se alimenta de um ideologia cientificista primária, omerta que poderá nos conduzir a catástrofes.
Em tempo: a porcentagem do nuclear na produção de energia da França (o mais alto do mundo, em termos relativos) é de 74% (apresentá-la junto com a da energia hidráulica é uma maneira típica de mistificar a opinião). A acrescentar que o candidato socialista que tem todas as chances de se eleger no segundo turno da eleição presidencial francesa de abril/maio comprometeu-se a baixar o peso do nuclear para 50% no prazo de alguns anos e a fechar imediatamente a central de Fessenheim.
Ao contrário do que afirmou Leonam na intervenção a que aludi, o acidente de Fukushima, no Japão, teve um impacto considerável sobre a opinião pública na Europa ocidental. De resto, independentemente disso, saíram ou nunca entraram no nuclear países como a Áustria, a Itália, a Dinamarca, a Alemanha, a Holanda (provavelmente), a Suíça, Portugal, a Grécia, a Bélgica, Luxemburgo, a Irlanda. Há problemas sérios com o nuclear na Espanha, na França e na Suécia. Na Europa ocidental, o clima só é ainda relativamente favorável ao nuclear, apesar de uma oposição considerável no Reino Unido.
Por que a Folha não nos informa a respeito disso?
Ruy Fausto é professor emérito da USP
PARTICIPAÇÃO
Os leitores podem colaborar com o conteúdo da Folha.com enviando notícias, fotos e vídeos (de acontecimentos ou comentários) que sejam relevantes no Brasil e no mundo. Para isso, basta acessar Envie sua Notícia ou enviar mensagem para o endereço eletrônico leitor.online@grupofolha.com.br.

Peixes e frutos do mar capturados de forma insustentável


03/04/2012 - 11h09

Supermercado norte americano não venderá mais peixe "insustentável"

DA ASSOCIATED PRESS

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1071032-supermercado-norte-americano-nao-vendera-mais-peixe-insustentavel.shtml


A rede de supermercados americana Whole Foods anunciou que irá parar de vender peixes e frutos do mar capturados de forma insustentável.
A medida terá início a partir do dia 22 de abril, no Dia da Terra. A gigante dos supermercados orgânicos seguirá uma lista de indicação de espécies ameaçadas criada pelo Blue Ocean Institute (Instituto Oceano Azul), organização do Aquário da Baía de Monterey, na Califórnia.
Na relação, as espécies são classificadas em uma paleta de cores. A cor vermelha indica animais em perigo, sejam envolvidos em capturas acidentais (bycatch, em inglês), que vivam em regiões já exauridas pela sobrepesca ou que apresentam métodos de cultivo prejudiciais para o ambiente.
Alguns dos frutos do mar classificados com essa cor e que não serão mais encontrados nas prateleiras do supermercado serão os polvos, o alabote-do-atlântico e o bacalhau-do-atlântico, este último normalmente capturado por redes de arrasto, uma forma de pesca predatória que pode destruir habitats. Como alternativas, a empresa vai oferecer bacalhau capturado com varas de pescar e alabote-do-pacífico.
"No longo prazo, o que nós realmente estamos tentando fazer é ajudar a reverter os métodos de sobrepesca e captura acidental, para que possamos mover a indústria como um todo para uma grande sustentabilidade", afirma a coordenadora de qualidade de frutos do mar da Whole Foods, Carrie Brownstein.
Os preços no varejo podem tornar-se mais altos em alguns casos, já que alguns fornecedores mais sustentáveis tem rendimentos menores sobre seus produtos.
REAÇÃO EM CADEIA
Outras redes de supermercados americanas também passaram a adotar a compra consciente, a medida que os consumidores tornaram-se mais preocupados com a origem do alimento que estão consumindo.
As mudanças começam a aparecer aos poucos. Em 2008, quando o Greenpeace publicou um guia de consumo sustentável em supermercados, todos os 20 grupos pesquisados naquele ano pela ONG foram reprovados. Em 2011, apenas cinco falharam, afirma John Hocevar, diretor da campanha do oceano do grupo. "É impressionante ver que isso era um problema que não estava no radar da maioria dessas companhias e, com nosso encorajamento e de outros, eles realmente tomaram partido", disse.
Apesar disso, a grande quantidade de grupos privados emitindo certificações pode confundir os consumidores. Algumas das opções de peixes e frutos do mar da Whole Foods, além do novo sistema de cores, continuarão recebendo a classificação do Marine Stewardship Council, que mantém um sistema de certificação para empresas de pesca sustentáveis.
Camarão, salmão e outros frutos do mar cultivados em fazendas levam ainda outro sistema de rotulagem. Hocevar diz que a quantidade exagerada de selos pode confundir os consumidores. É por isso que o Greenpeace solicita urgência para que os supermercados vendam apenas produtos sustentáveis.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Mancha de 1.600 litros de óleo 'sumiu'


02/04/2012 - 12h57

Mancha de 1.600 litros de óleo 'sumiu', diz Instituto Estadual do Ambiente

DO RIO

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1070571-mancha-de-1600-litros-de-oleo-sumiu-diz-instituto-estadual-do-ambiente.shtml


Técnicos do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) afirmaram ontem que a mancha de óleo de combustível de navio encontrada anteontem, entre os municípios de Maricá e Saquarema, na região dos Lagos, "sumiu em alto-mar". A constatação foi feita após especialistas do órgão realizarem novo sobrevoo na região.
O instituto afirma que vai monitorar o entorno das praias locais nos próximos dias. A inspeção em alto-mar, porém, ficará a cargo da Capitania dos Portos. A Folha não conseguiu fazer contato com a Capitania.
A mancha de óleo estava a 20 km da costa, na altura da praia de Ponta Negra, em Maricá (RJ). Segundo o Inea, tinha cerca de 2,5 km de extensão, 1 km de largura e era formada por 1.600 litros de óleo.
O oceanógrafo da UERJ (Universidade Estadual do Rio) David Zee disse que geralmente esse óleo é leve e volátil e pode ter evaporado por conta do vento forte e contaminado a atmosfera.
A presidente do Inea, Marilene Ramos, disse anteontem que era uma "mancha órfã" (de origem desconhecida).

Pia acoplada a mictório reduz gastos com água e promove a higiene




Postado em 30/03/2012 às 13h35

Cada urinol possui uma pia acoplada à parte superior, que permite ao utilizador limpar as mãos imediatamente após o uso. A água utilizada na lavagem é então reutilizada para lavar o urinol. | Imagem: Jang Wooseok
O conceito de mictório, criado pelo coreano e designer industrial Jang Wooseok ajuda a economizar no consumo de água e promove a boa higiene. O projeto foi denominado “King Of Urinal”.
Cada urinol possui uma pia acoplada à parte superior, que permite ao utilizador limpar as mãos imediatamente após o uso. A água utilizada na lavagem escorre naturalmente pela fresta e é então reutilizada para lavar o urinol – fazendo a função de uma descarga, sem a necessidade de qualquer água adicional.
A torneira, presente na pia acoplada, parece ser desencadeada por um sensor, ajudando a garantir que os germes a partir da urina sejam rapidamente lavados antes de ter qualquer chance de serem transferidos para outro lugar.
O projeto tem como objetivo ajudar a tornar os mictórios mais sustentáveis no uso da água, ao mesmo tempo em que incentiva os usuários a lavarem as mãos logo após a utilização.
Esta reutilização ajuda a reduzir os gastos com água para que o toalete esteja sempre limpo. Normalmente usa-se água limpa para lavar um mictório e a que é usada para lavar as mãos simplesmente se transformam em resíduos. Ao permitir que a água da lavagem, relativamente limpa, seja reutilizada no sistema, reduz-se drasticamente a quantidade necessária para garantir a higienização do local.
O conceito de mictório, criado pelo coreano e designer industrial Jang Wooseok ajuda a economizar no consumo de água e promove a boa higiene. O projeto foi denominado “King Of Urinal”.
Cada urinol possui uma pia acoplada à parte superior, que permite ao utilizador limpar as mãos imediatamente após o uso. A água utilizada na lavagem escorre naturalmente pela fresta e é então reutilizada para lavar o urinol – fazendo a função de uma descarga, sem a necessidade de qualquer água adicional.
A torneira, presente na pia acoplada, parece ser desencadeada por um sensor, ajudando a garantir que os germes a partir da urina sejam rapidamente lavados antes de ter qualquer chance de serem transferidos para outro lugar.
O projeto tem como objetivo ajudar a tornar os mictórios mais sustentáveis no uso da água, ao mesmo tempo em que incentiva os usuários a lavarem as mãos logo após a utilização.
Esta reutilização ajuda a reduzir os gastos com água para que o toalete esteja sempre limpo. Normalmente usa-se água limpa para lavar um mictório e a que é usada para lavar as mãos simplesmente se transformam em resíduos. Ao permitir que a água da lavagem, relativamente limpa, seja reutilizada no sistema, reduz-se drasticamente a quantidade necessária para garantir a higienização do local. Com informações do Coroflot.
Redação CicloVivo
O conceito de mictório, criado pelo coreano e designer industrial Jang Wooseok ajuda a economizar no consumo de água e promove a boa higiene. O projeto foi denominado “King Of Urinal”.
Cada urinol possui uma pia acoplada à parte superior, que permite ao utilizador limpar as mãos imediatamente após o uso. A água utilizada na lavagem escorre naturalmente pela fresta e é então reutilizada para lavar o urinol – fazendo a função de uma descarga, sem a necessidade de qualquer água adicional.
A torneira, presente na pia acoplada, parece ser desencadeada por um sensor, ajudando a garantir que os germes a partir da urina sejam rapidamente lavados antes de ter qualquer chance de serem transferidos para outro lugar.
O projeto tem como objetivo ajudar a tornar os mictórios mais sustentáveis no uso da água, ao mesmo tempo em que incentiva os usuários a lavarem as mãos logo após a utilização.
Esta reutilização ajuda a reduzir os gastos com água para que o toalete esteja sempre limpo. Normalmente usa-se água limpa para lavar um mictório e a que é usada para lavar as mãos simplesmente se transformam em resíduos. Ao permitir que a água da lavagem, relativamente limpa, seja reutilizada no sistema, reduz-se drasticamente a quantidade necessária para garantir a higienização do local.
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segunda-feira, 2 de abril de 2012

São Paulo ganha primeiras escolas de bicicleta


01/04/2012 10:32


Alunos de todos os CEUs vão passar por curso de formação de ciclistas urbanos em veículos sustentáveishttp://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/17588/Sao+Paulo+ganha+primeiras+escolas+de+bicicleta
THAÍS NUNES
thais.nunes@diariosp.com.br
São Paulo é a primeiro cidade do mundo a formar jovens ciclistas urbanos . O programa “Escolas de Bicicleta”, mantido pela Secretaria Municipal de Educação, teve início neste sábado e vai muito além do pedalar.
Os 4,7 mil alunos participantes do projeto não vão só aprender a manter o equilíbrio em cima das bikes, mas a dominar legislação de trânsito, entender a história e importância da bicicleta como meio de transporte e receber noções de como consertar as “magrelas”.
As Escolas de Bicicleta estarão presentes nos 45 CEUs (Centros Educacionais Unificados) da cidade e no Centro de Convivência Educativo e Cultural de Heliópolis, Zona Sul, onde aconteceu a inauguração do projeto com pedalada coletiva pelo bairro, gincanas com alunos e show dos cantores Max de Castro e Simoninha.
“Nas periferias, onde os CEUs estão localizados, a bicicleta é um meio de transporte muito usado. Vamos ensinar as crianças a pedalar com segurança e a entender conceitos de sustentabilidade”, explica o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider.
Até o fim de 2012, cada CEU terá 100 alunos ciclistas, entre 12 e 14 anos, que farão diariamente o trajeto de casa até a escola em comboios de 15 a 25 estudantes. As bicicletas usadas no projeto são feitas de bambu, inéditas no Brasil. Neste mês, inicia-se o treinamento dos 92 monitores do projeto. Os alunos começarão a pedalar na segunda quinzena de abril. 

Brasil paga 'alto preço ecológico' pelo crescimento, dizem analistas


Ativos do 'capital natural' do País foram reduzidos quase pela metade nos últimos 20 anos

28 de março de 2012 | 10h 53


Efe
Índia e Brasil estão pagando um "alto preço" ecológico por conta de seu rápido crescimento econômico nos últimos anos, afirmaram nesta quarta-feira, 28, alguns analistas em meio ambiente, que estão reunidos em Londres na conferência Planet Under Pressure.
Entre 1990 e 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Brasil aumentou 34% e o da Índia 120%, um resultado que pode ser tendencioso, afirmaram os cientistas e economistas reunidos. A convenção de Londres é um encontro prévio à Rio+20, cúpula das Nações Unidas, que será realizada no mês de junho, no Rio de Janeiro.
Mas em contraste com a renda per capita, o "capital natural" de ambos os países, que inclui todos seus "ativos" - desde florestas até combustíveis fósseis e minerais -, foi reduzido neste mesmo período 46% no Brasil e 31% na Índia.
No terceiro dia do encontro mundial sobre ecologia, os analistas propuseram uma medida alternativa ao PIB, batizada como Índice de Riqueza Detalhado, que compreende o "capital natural, humano e manufaturado" do país. De acordo com esse índice, o Brasil e a Índia, supostamente duas das economias emergentes mais potentes do planeta, cresceram apenas 3% e 9%, respectivamente, em 18 anos.
"Os casos do Brasil e da Índia ilustram como o Produto Interno Bruto pode ser impreciso como índice para avaliar o progresso econômico a longo prazo", apontou o professor da Universidade das Nações Unidas (UNU) Anantha Duraiappah.
O economista ressaltou que "um país pode extinguir totalmente seus recursos naturais e registrar ao mesmo tempo um crescimento do PIB" e, por isso, defendeu a necessidade de priorizar um indicador que compreenda todos os aspectos necessários para o "bem-estar humano", incluindo os fatores sociais e ecológicos.
Duraiappah adiantou que durante a cúpula do Rio de Janeiro será apresentado pela primeira vez os dados sobre a Riqueza Detalhada de 20 países, entre Chile, Colômbia, Equador, Venezuela, Alemanha, Japão, Rússia e Estados Unidos, além da própria Índia e do Brasil.
"Até que os indicadores usados para medir o progresso mudem para poder avaliar a sustentabilidade a longo prazo, o planeta e seus habitantes continuarão sofrendo o peso de políticas de crescimento de curto alcance", declarou Pablo Muñoz, diretor cientista do grupo de trabalho que desenvolverá os índices de Riqueza Detalhada.
Yvo de Boer, o antigo responsável do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática das Nações Unidas, ressaltou que o setor privado deve adaptar seu modelo de negócio aos desafios que serão apresentados nas próximas décadas.
"A escassez sem precedentes de recursos naturais, a alta do preço dos alimentos, os problemas de segurança energética e o crescimento da população, que deverá alcançar os 10 bilhões em 2100, são os principais desafios para a economia global", aponta De Boer. O especialista em mudança climática afirmou que, se as companhias tivessem que pagar o custo ambiental de suas atividades, teriam perdido 41% de seus lucros em 2010.

domingo, 1 de abril de 2012

PF apura fraude na venda de créditos ambientais da Mata Atlântica em SP




http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,pf-apura-fraude-na-venda-de-creditos-ambientais-da-mata-atlantica-em-sp-,856085,0.htm


Ambiente. Esquema, que envolveria advogados, ONGs e funcionários públicos, movimentaria mais de R$ 1 bilhão, segundo a denúncia; ação do grupo está concentrada em municípios do Vale do Paraíba, que concentra as maiores reservas de mata do Estado

01 de abril de 2012 | 3h 04

JOSÉ MARIA TOMAZELA, SOROCABA - O Estado de S.Paulo
A Polícia Federal está investigando um suposto esquema de venda de créditos ambientais gerado pelas áreas de Mata Atlântica do Estado de São Paulo em benefício de empresas, prefeituras, funcionários públicos e organizações não governamentais.
De acordo com denúncia protocolada na delegacia da Polícia Federal de Sorocaba, um grupo formado por advogados, ONGs e agentes públicos do setor ambiental convence os prefeitos de cidades com matas a criarem unidades de conservação (UCs), como parques e reservas. Em seguida, a gestão da unidade é transferida para uma ONG que vende créditos de carbono a empresas nacionais e estrangeiras a título de compensação ambiental. O valor total do negócio pode passar de R$ 1 bilhão.
A ação do grupo foca principalmente os municípios do Vale do Ribeira, região que concentra as maiores reservas de Mata Atlântica do Estado. Pelo menos 20 prefeituras já fizeram decretos visando à criação de reservas municipais. As áreas transformadas em parques incluem matas fechadas particulares ou da União, como territórios quilombolas e de comunidades tradicionais.
O simples decreto de utilidade pública da área basta para que o contrato seja firmado entre a ONG e as empresas. Ainda conforme a denúncia, as cotas correspondentes a um hectare de mata seriam vendidas por R$ 13 mil, sendo que R$ 11 mil ficariam com a ONG incumbida da gestão da unidade. Os R$ 2 mil restantes seriam divididos entre a prefeitura e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Juntas, as áreas com decreto somam 200 mil hectares no Estado.
Decreto. Um dos casos citados na denúncia envolve a prefeitura de Apiaí, a 322 km de São Paulo. Em dezembro de 2011, o prefeito Emilson Couras da Silva (DEM) baixou decreto criando o Parque Municipal de Apiaí, com 18,5 mil hectares. O decreto foi baixado sem discussão prévia e houve protestos. O prefeito revogou a criação do parque, mas, em fevereiro, baixou novo decreto delimitando uma reserva biológica de 29 mil hectares. A assessoria de Silva informou que o objetivo é garantir a preservação da área para eventual criação de unidades municipais de conservação.
A prefeitura de Iporanga também declarou de utilidade pública uma área de 14,3 mil hectares. Com a mobilização de ambientalistas contrários à proposta, o decreto também foi revogado, mas a prefeitura editou outro, com área de 5,2 mil hectares, em fevereiro deste ano. A então secretária municipal do Meio Ambiente, Janayna de Oliveira, que se opôs à proposta, foi demitida.
Segundo o prefeito Ariovaldo da Silva Pereira (DEM), a criação do parque permitirá ao município se beneficiar do sistema de compensação da reserva legal, previsto no novo Código Florestal. A ideia consiste em desonerar o agricultor da necessidade de prover a reserva legal dentro de sua propriedade e averbá-la a uma área verde municipal.
Lei. O engenheiro agrônomo Dirley Schmidlin, de uma empresa de consultoria ambiental de Curitiba que vem assessorando as prefeituras, informou que a criação de UCs municipais está prevista em lei e os projetos são apoiados por instituições de idoneidade comprovada. "Esse projeto vem sendo desenvolvido desde 2006 e as legislações federal, estadual e municipal respaldam essas iniciativas", afirmou.
Segundo Schmidlin, enquanto os municípios têm competência para proteger o meio ambiente natural, o decreto 6.514/08, que vigora a partir de 11 de abril, criminaliza o produtor rural que deixar de averbar sua reserva legal. "Só no Estado de São Paulo, mais de 300 mil produtores rurais poderão ser processados por esse motivo."
A lei permite que o produtor que não tem como recompor a reserva legal em sua propriedade possa compensar preservando outras áreas no Estado. A ambientalista Delma Fontanesi, autora da denúncia, afirma que as reservas são criadas em sigilo e sem participação popular, como exige a lei.

Também faço parte!



Fonte: Parques Sustentáveis

Inseticidas diminuem população de abelhas

Dois estudos mostram que pesticidas amplamente usados nas lavouras estão prejudicando a sobrevivência desses insetos

31 de março de 2012 | 3h 03


WASHINGTON - O Estado de S.Paulo
Inseticidas estão interferindo no nascimento de abelhas-rainhas e no senso de direção das operárias, diminuindo as populações desse inseto. A afirmação é feita por cientistas, que em dois estudos ligam um tipo de pesticida usado nas lavouras a uma crescente ameaça às colmeias, chamada desordem de colapso da colônia (CCD, em inglês).
Desde 2006, apicultores americanos têm reportado perdas de pelo menos 33% nas colônias de abelhas durante o inverno. Um terço dessas perdas estaria diretamente relacionado à CCD, que consiste no misterioso desaparecimento das abelhas operárias.
Entre os motivos aventados estão a falta de acesso a uma alimentação adequada, doenças e contaminação da colmeia por ácaros. A novidade é que os estudos mencionam os pesticidas, incluindo os neonicotinoides - inseticidas entre os mais usados na agricultura, por serem mais seguros para humanos.
"Esses inseticidas são um importante mecanismo nesse problema", disse o entomologista Dave Goulson da Universidade de Stirling (Grã-Bretanha), que liderou uma das duas pesquisas publicadas pela revista Science. "Estamos vendo um efeito sutil de doses não letais desses químicos usados na agricultura."
Durante a pesquisa, Goulson e seus colegas aplicaram doses de inseticidas em algumas colmeias, deixando outras descontaminadas para compará-las. Após seis semanas, observaram que as colmeias envenenadas eram de 8% a 12% menores e só produziam 2 abelhas-rainhas, enquanto as colmeias saudáveis chegavam em média a 14.
As abelhas-rainhas que sobrevivem ao inverno são aquelas que precisam começar uma nova colmeia no ano seguinte. Portanto, a diminuição de seus números afeta diretamente a sobrevivência da comunidade.
"Essa descoberta é importante, porque efeitos sobre a reprodução são um elemento-chave na decisão de aprovar ou não um inseticida", afirmou o entomologista Jeffery Pettis, do Departamento de Agricultura dos EUA.
O outro estudo, realizado na França, mostrou que abelhas operárias contaminadas com neonicotinoides que deixavam a colmeia morriam com frequência duas ou três vezes maior, sem retornar. / AP e REUTERS

Não sai do papel...


Prédio barato não interessa aos governos, diz arquiteto


São Paulo, domingo, 01 de abril de 2012Cotidiano

Para o japonês Shigeru Ban, resistência a 'onda verde' existe porque imposto é baixo
Famoso por construir casas com papelão e madeira, ele defende que a arquitetura deve ser feita para todos

ITALO NOGUEIRA
DO RIO


Em tempos de desastres naturais e discussões sobre sustentabilidade, o arquiteto japonês Shigeru Ban, 55, se tornou uma espécie de ícone verde e social.
Constrói casas com tubos de papelão, madeira ou folhas para refugiados africanos em guerra civil, desabrigados japoneses por terremotos e flagelados pelo tsunami na Ásia. Com os mesmos materiais, faz museus e pontes.
Mas Ban não quer ser classificado como arquiteto de papel ou ambiental. Para ele, o uso desses materiais deve ser difundido por dois motivos simples: podem ser usados e são baratos.
Ele diz que a resistência de governos impede que a técnica se espalhe.
"Quem quer gastar tanto tempo para tornar possível a aprovação de algo que vá pagar pouco imposto?"
Ban participou do seminário Arq.Futuro, no Rio, onde conversou com a Folha e jornalistas de outros quatro veículos. Leia trechos:
Folha - Quando decidiu usar papel em construções?
Shigeru Ban - Em 1986, quando fiz exibição sobre Alvar Aalto, um dos meus arquitetos favoritos. Não tinha orçamento para usar madeira. Procuramos algum material para substitui-la e descobri o papel reciclado. Ele é mais forte do que imaginávamos. Decidi testar o material para prédios. Papel é um material industrial, vem da madeira.
Poderia ser adaptado para as favelas brasileiras?
Vocês também têm fábricas de papel? Então pode.
Por que o sr. acha que a sua técnica não está espalhada?
Porque é difícil conseguir permissão do governo. É de baixíssimo custo e o imposto é bem baixo. Quem quer gastar tanto tempo para tornar possível a aprovação de algo que vá pagar pouco imposto?
Edifícios verdes estão na moda, mas os seus são mais baratos do que os demais.
Eu só estou interessado em usar materiais baratos. Esses prédios podem ser erguidos por estudantes. Quando eu vou para área de desastres, preciso usar pessoas locais e não habilitadas. Elaboro construções simples usando material local. A ideia de sustentabilidade é importante para qualquer indústria. Mas não quero usar a imagem verde como estratégia. Tem que ser natural, parte básica da arquitetura, não especial.
O sr. vê oposição entre suas construções e prédios grandes e caros?
Também faço prédios caros. Não quero fazer apenas prédios de papel para desastres. Quero fazer monumentais também. O importante é fazer para todos: para os privilegiados e para quem precisa de casas melhores.
É papel do arquiteto construir para todos?
É o meu papel. Muitos arquitetos estão preocupados apenas em construir monumentos. Não tenho objeções em trabalhar para privilegiados. Mas fico desapontado ao ver arquitetos trabalhando apenas para eles. Eu também faço isso. Mas podemos usar nosso conhecimento e experiência para o público.
Qual a diferença entre construir casas e grandes prédios?
Todos os arquitetos que respeito continuaram desenhando casas mesmo depois de ficarem famosos. Desenhar casas é o treino mais difícil para o arquiteto, mas não faz muito dinheiro. Por isso, muitos não fazem mais.
Fazer as casas após desastres é também um treino?
Tem um significado diferente para mim. Os governos têm que elevar o padrão [de construção em emergências], porque o que eles fazem é muito pobre.
Como vê a obra de Oscar Niemeyer? Ele usa muito concreto, e o sr. papel, folhas...
Eu também uso concreto, aço e tudo mais. Niemeyer é um ícone do Brasil.
Há quem veja semelhanças entre o sr. e ele por causa das curvas nas construções.
É uma honra. Mas nunca pensei nisso. Todas as curvas que faço têm uma função para estar lá. Têm uma razão.

Movimentos sociais usam arte e humor para proteger bairros


01/04/2012 - 09h41



Os movimentos paulistanos que predominavam no Facebook e Twitter começam a usar estratégias criativas de mobilização em defesa da qualidade de vida nos bairros. E, para isso, vale fazer uso de tudo: música, artes plásticas, cartum.
A informação é da reportagem de Vanessa Correa publicada na edição deste domingo da Folha. A reportagem completa está disponível a assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
Movimentos assim passaram a pipocar na Nova York dos anos 1970, quando a cidade foi reurbanizada. Depois disso, conquistaram o mundo.
A ação mais recente, em São Paulo, ocorre em Pinheiros. Com medo de que a chegada de mais e mais edifícios acabem com o lugar, o morador Eduardo Abramovay decidiu se mexer para mobilizar os vizinhos: depois de criar uma página no Facebook, reuniu colaboradores e espalhou panfletos por bares, padarias e outros estabelecimentos.
Nos cartazes, um "prédio-monstro" gigante "ataca" as casinhas. Moradores foram convidados para uma "passeada" pelo bairro, com atrações como apresentação de maracatu.
Editoria de Arte/Folhapress
Arte e humor promovem mobilizações antiprédio

São Paulo, domingo, 01 de abril de 2012Cotidiano

Música, artes plásticas e cartum 'turbinam' movimentos sociais em área nobre
Uma das estratégias desses grupos é tornar mais palatáveis temas áridos como a lei de zoneamento urbano


VANESSA CORREA
DE SÃO PAULO

Nem só de Facebook e Twitter se faz uma grande manifestação social. Agora, movimentos paulistanos começam a sair da web e usar estratégias criativas de mobilização em defesa da qualidade de vida nos bairros.
Vale fazer uso de tudo: música, artes plásticas, cartum. Com um único propósito, mobilizar os moradores em prol de uma grande causa.
Movimentos assim passaram a pipocar na Nova York dos anos 1970, quando a cidade foi reurbanizada.
Depois disso, conquistaram o mundo: as ações acontecem até hoje em cidades como Sydney e Berlim. Em São Paulo, surgiram nos anos 1980, mas ganharam mais força recentemente como reação ao boom imobiliário.
A ação mais recente ocorre em Pinheiros. Com medo de que a chegada de mais e mais edifícios acabem com o lugar, o morador Eduardo Abramovay decidiu se mexer: depois de criar uma página no Facebook, reuniu colaboradores e espalhou panfletos por bares, padarias e outros estabelecimentos.
Nos cartazes, um "prédio-monstro" gigante "ataca" as casinhas. Moradores foram convidados para uma "passeada" pelo bairro, com atrações como apresentação de maracatu. O evento, previsto para ontem, ia partir da praça Benedito Calixto, reduto de intelectuais, "hipongas" e modernetes da cidade.
"A ideia é fazer com que as pessoas conversem sobre o que está acontecendo no bairro", explica Eduardo.
Essas "conversas" surtem efeito. É o caso da mobilização dos moradores do Morro do Querosene, no Butantã.
Na última terça, eles conseguiram na prefeitura o tombamento de uma área verde de mais de 30 mil m², chamada Chácara da Fonte, que estava na mira da especulação imobiliária há tempos.
Os moradores tiveram uma sacada. Aproveitaram o cenário cultural que rola na região para convidar músicos locais para se apresentar.
Assim, conseguiram chamar a atenção para a importância ambiental e histórica do lugar -há indícios de que faça parte de um antigo caminho usado por índios e bandeirantes, o Peabiru.
Ponto para eles, que conseguiram tratar de temas "áridos", como plano diretor e lei de zoneamento, com bastante humor e diversão.
Outra estratégia criativa foi a do advogado Ricardo Fraga: atiçar a curiosidade de quem passa por uma rua na Vila Mariana, um dos bairros que ainda preservam um belo casario com quintal em São Paulo. O que há por trás daquele muro? Basta subir no banquinho para descobrir.

sábado, 31 de março de 2012

As sacolinhas descartáveis podem ser recicladas e não são "as vilãs do meio ambiente"...


31/03/2012 - 07h30

Suspensão das sacolas plásticas 'desampara o consumidor e não protege o ambiente', diz OAB



CLAUDIA ROLLI
DE SÃO PAULO

Em um debate ontem em São Paulo, o presidente da OAB, Dr. Luiz Flávio D'urso, disse que descobriu que as sacolinhas descartáveis podem ser recicladas e não são "as vilãs do meio ambiente".
A discussão foi promovida pela entidade, mas não contou com a participação da Apas, associação de reúne os supermercados paulistas, do governo estadual e do Procon, que não enviaram representantes.
"Vamos realizar outros debates para esclarecer a questão das sacolas plásticas em São Paulo, e para que possa se posicionar da melhor forma em benefício da sociedade."
A campanha "Vamos tirar o planeta do sufoco", realizada pela Apas, tem como objetivo banir as sacolinhas descartáveis e substitui-las pelas reutilizáveis.
"O governo de São Paulo e a Apas nunca apresentaram dados científicos que mostrassem que as sacolas plásticas não são sustentáveis. A Plastivida foi buscar estudos que comprovam que as sacolas plásticas são o meio mais sustentável de se carregar as compras, os que oferecem o menor risco de contaminação, além de serem a preferância da população", disse Miguel Bahiense, presidente da Plastivida (Instituto Socioambiental dos Plásticos).
Folha não localizou representantes do governo do Estado e da associação dos supermercados para comentar as declarações dadas durante o debate.
Em 3 de fevereiro, supermercados, Procon-SP e Ministério Público do Estado de São Paulo firmaram um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para prorrogar por 60 dias o fim do uso das sacolinhas descartáveis.
O objetivo era dar mais tempo para o consumidor se adaptar à suspensão da distribuição gratuita das sacolas descartáveis a partir da próxima quarta-feira, dia 4 de abril.
Segundo Jorge Kaimoti, advogado da Plastivida, um TAC só se aplica quando há lei. "O termo assinado pela Apas, Ministério Público e Procon, além de não ter validade jurídica, pois não há lei vigente no estado de São Paulo, desconsidera os direitos do consumidor, pois coloca prazo (60 dias) para que ele se adapte a não ter mais as sacolas plásticas oferecidas pelos supermercados, um produto que é de seu direito, já que as sacolinhas continuam sendo cobradas com valores embutidos nos produtos", disse.