domingo, 29 de novembro de 2015

Tido como morto, Rio Doce 'ressuscitará' em 5 meses, diz pesquisador

Tido como morto, Rio Doce 'ressuscitará' em 5 meses, diz pesquisador

Paulo Rosman, que fez pesquisa encomendada pelo governo, diz à BBC Brasil que efeitos da lama de Mariana no mar serão 'desprezíveis', que material se espalhará por área limitada e que a coloração barrenta deve se dissipar.

Jefferson PuffDa BBC Brasil no Rio de Janeiro
 Vista aérea do Rio Doce desaguando no mar de Regência, no Espírito Santo , em 23 de novembro (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)Vista aérea do Rio Doce desaguando no mar de Regência, no Espírito Santo , em 23 de novembro (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
Embora esteja considerado atualmente "morto", o rio Doce, que recebeu mais de 25 mil piscinas olímpicas de lama proveniente do rompimento da barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG), "vai ressuscitar" em até cinco meses, no final da época de chuvas, em abril do próximo ano.
A afirmação é de Paulo Rosman, professor de Engenharia Costeira da COPPE/UFRJ e autor de um estudo encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente para avaliar os impactos e a extensão da chegada da lama ao mar, ocorrida no último domingo e que afeta a costa do Espírito Santo.
Embora especialistas tenham divulgado previsões de danos catastróficos, que incluiriam danos à reserva marinha de Abrolhos, no sul da Bahia, e um espalhamento da lama por até 10 mil m², Rosman afirma que os efeitos no mar serão "desprezíveis", que o material se espalhará por no máximo 9 km e que em poucos dias a coloração barrenta deve se dissipar.
Para ele, há três diferentes cenários de gravidade do desastre e de velocidade de recuperação. No alto, onde a barragem se rompeu, próximo ao distrito de Bento Rodrigues, deve durar mais de um ano e dependerá de operações de limpeza dos escombros e de um programa de reflorestamento. Para ele, a sociedade e os governos mineiro e federal precisam cobrar de Vale e BHP Hillington, donas da Samarco, o processo de reflorestamento e reconstrução ambiental, de custo "insignificante" para as empresas.
Ele diz que, na maior parte do percurso do rio Doce, as próprias chuvas devem limpar os estragos e os peixes devem voltar ao rio no período de cinco meses, e, no mar, a diluição dos sedimentos deve ocorrer de forma mais rápida - até janeiro do próximo ano.
Ao mesmo tempo, o especialista considera "inaceitável" que o governo permita que as pessoas voltem a morar nas regiões afetadas e que seria "criminoso" não retirar os outros povoados que se encontram nas linhas de avalanche de outras barragens.
Leia os principais trechos da entrevista:
BBC Brasil - Nos últimos dias, especialistas, ativistas, moradores, pescadores e indígenas têm repetido que o rio Doce "está morto". O senhor diz que ele "vai ressuscitar". Como isto deve acontecer?
Paulo Rosman - Eu vou repetir um chavão muito conhecido: o tempo é o senhor da razão. Há a visão quantitativa e fria do pesquisador, do cientista, e a visão emocional e por vezes desesperada do morador, do pescador e do índio. Os dois estão expressando as suas razões. Nenhum dos dois está certo ou errado.
No caso da ciência as coisas são mais factuais, quantitativas, mais numéricas. No caso do indígena, ele constata e sofre com a "morte" do rio. A diferença é que o rio está morto neste momento, é verdade, mas ressuscitará muito rapidamente, e eles vão poder comprovar isso.
Há muitos exemplos de acidentes muito mais graves e mais sérios do que este da barragem de Mariana. Veja a erupção vulcânica do monte Santa Helena, nos Estados Unidos (em 1980). Foi tudo devastado e destruído, numa área imensamente maior. Você vai lá hoje e vê que os animais voltaram e a mata voltou.
Para fazer a conta, você tem que pegar o peso da lama e dividir pela massa específica dessa lama. Se neste momento eu tenho 4 kg/m³ de água e for dividir pela massa da lama, dá mais ou menos 1,3 mm. Então isso significa que se esses sedimentos todos se depositassem no fundo do rio formariam um tapete de 1 mm de espessura, o que nem vai acontecer, porque a correnteza vai levar.
As fortes chuvas entre novembro e abril "lavarão" o rio Doce, num processo natural.
Digo isso baseado em quantidades de sedimentos, em conhecimentos de processos sedimentológicos, na dinâmica de transporte desses sedimentos pelas correntes dos rios, dos estuários, das zonas costeiras. Então essas coisas são relativamente rápidas, a natureza se adapta, se reconstrói, se modifica.
BBC Brasil - Como o senhor avalia a mortandade e o retorno de peixes ao rio, posteriormente? E como responde a especialistas que avaliam que a recuperação da área e do rio pode levar mais de dez anos?
Rosman - A onda de lama matou os peixes, mas o volume, pelo que eu vi publicado nos jornais, representa uma quantidade muito baixa. A não ser que tenha havido algum erro de cálculo, foi divulgado que morreram 8 mil kg de peixes no rio Doce. Veja, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro: quando há uma baixa mortandade, estamos falando em 70 mil peixes, mas este número pode chegar a 200 mil, e depois sempre há o retorno. A gente sabe que não demora muito para que a Lagoa encha de peixe de novo.
Quanto aos comentários de especialistas citados, eu diria apenas que eu espero que eles estejam enganados. Não vou entrar em discussão. Mas basta olhar coisas que já aconteceram. Por exemplo, a quantidade de sedimentos que desceu dentro do rio Itajaí-Açu (SC), no final de 2008, quando caíram inúmeras encostas no vale do Itajaí, na região de Itajaí e Blumenau. Houve um desmoronamento do cais do porto, um mega-assoreamento do canal do porto de Itajaí, sem contar diversas mortes na tragédia. Foi um evento natural, e em quantitativos ele é extremamente maior do que esse do rio Doce.
E o porto de Itajaí está lá, o rio Itajaí-Açú está lá, Blumenau está lá. O rio voltou ao normal. Sinceramente eu acho que essas pessoas estão sendo movidas pelo impacto humano da tragédia, pela emoção. As mortes e os prejuízos são dores e perdas eternas. Mas temos que separar. Para voltar para o plano racional, só deixando o tempo passar.
BBC Brasil - É possível mensurar a quantidade de sedimentos que chegou ao mar do Espírito Santo e o impacto ambiental disso? Dias atrás cientistas cogitaram impactos catastróficos nos ecossistemas marinhos da região.
Rosman - Sim. De acordo com os últimos números, a concentração a 10 km de distância da foz do rio Doce, onde a lama teve contato com o mar, está entre 50 e 20 mg/l de sedimentos em suspensão. Isto é muito insignificante para ser considerado um risco ambiental. É absolutamente desprezível.
Para se ter uma ideia, a água transparente do mar, costeira, tem tipicamente 5 mg/l de sedimentos em suspensão. A água dentro de uma baía tem tipicamente entre 50 mg/l a 100 mg/l de sedimentos em suspensão. A água de um rio com cor barrenta tem em torno de 500 mg/l de sedimentos de suspensão, são todos dados naturais.
Rios muito barrentos, como o Amazonas, têm entre 1.500 e 2.000 mg/l de sedimentos em suspensão na época de cheia.
Então se a 10 km da foz do rio Doce você vai ter concentrações de no máximo 50 mg/l no mar, embora você veja a coloração diferente por mais algumas semanas, é óbvio que não estamos falando de danos ambientais. Diferentemente de um vazamento de petróleo, que você usa bactérias para decompor e limpar - e leva tempo e gera mortalidade de vida marinha muito maior -, no caso atual você não tem como "limpar" a lama no mar. Ela se dilui naturalmente, sozinha.
Mesmo que você tenha um padrão de ventos que gere correntes fora do usual, a distância é tão grande e a diluição é de tal ordem que não causaria efeitos danosos em Abrolhos.
BBC Brasil - E quanto à composição destes sedimentos que compõem a lama? É possível que seja descoberto que têm uma toxicidade muito maior do que se imagina e que possa causar danos futuros?
Rosman - Risco sempre há, mas não tenho razões para acreditar nisso. Já ouvi pessoas que não são da área darem prognósticos devastadores quanto à toxicidade desse material. E já ouvi pessoas que são especializadas, da área de geologia, e que conhecem muito bem isso, dizerem o oposto, que se trata de um material de baixa toxicidade.
Então não tem grandes impactos persistentes no longo prazo. As pessoas podem tirar da cabeça essa ideia de que se trata de algo radioativo, de um veneno ambiental que vai matar tudo e nunca vai sair do chão. Não é nada disso.
Para você ter uma ideia, a doutora Marilene Ramos, que é a presidente do Ibama, tem doutorado em mecânicas do solo. Ela fala inclusive com um conhecimento específico de solo muito maior do que o meu. Ela me disse que esse material não é de alta toxicidade e que é basicamente areia fina, argila e óxido de ferro. Claro que tem traços de outras substâncias, mas em concentrações muito baixas, que não oferecem risco.
BBC Brasil - Na sua opinião o que deveria ser feito no distrito de Bento Rodrigues (MG), o vilarejo mais devastado pela avalanche de lama? Como limpar ou recuperar o local? E quanto isto pode custar?
Rosman - Primeiramente o governo de Minas Gerais precisará avaliar o que retirar de escombros, de estruturas danificadas, e ver se deixa algo como marco simbólico da tragédia. É um absurdo permitir o retorno das pessoas para aquele local.
Se eu fosse o governo de Minas Gerais obrigaria a Samarco a fazer um parque memorial ali. Fazer um projeto bonito, fazer um paisagismo, uma correção de solo, um jardim, e ficaria como memória, com homenagem às pessoas que sofreram essa desgraça toda. Ninguém vai poder voltar a morar ali.
BBC Brasil - O senhor orientaria o governo mineiro a retirar os outros povoados que estão na linha de avalanche de outras barragens de rejeito de mineração?
Rosman - Com certeza. Muitas vezes os povoados se formam próximo às barragens porque atraem empregos e comércio. Mas o poder público não poderia permitir a instalação de povoados em áreas de passagem de eventos como esse que ocorreu. Hoje não faltam ferramentas computacionais que nos permitem simular um rompimento de uma barragem e mostrar qual é a trilha de percurso da avalanche. Atualmente é inaceitável e injustificável ter povoados em rotas de avalanche de barragens, ninguém poderia morar nestes locais.
BBC Brasil - O senhor considera que isto foi uma irresponsabilidade dos atores envolvidos?
Rosman - Olha, irresponsabilidade é quando você tem consciência do fato e não faz nada. Tudo é óbvio depois que você já sabe o que aconteceu. Ou seja, a partir de agora, deste exemplo dramático e catastrófico, se o governo não tomar medidas para realocar pessoas em áreas de alto risco, em outros locais onde se sabe que poderia ocorrer algo semelhante a Mariana ou até pior, eu diria que estaríamos falando de uma atitude mais do que irresponsável, mas sim criminosa.
Há duas opções. Você pode remover o povoado para outro local, ou se o povoado for grande demais, você embarga o negócio lá em cima. Para de usar a barragem, estabiliza, deixa secar, e pronto. Transfere a atividade para outro lugar. Tem que ver o que é mais viável.

domingo, 8 de novembro de 2015

Vídeo mostra vida e morte de uma colher de plástico em 2 min


http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/video-mostra-vida-e-morte-de-uma-colher-de-plastico-em-2-min


Colher de plástico
Reprodução/ Youtube/ Greenpeace

São Paulo - Assim como os seres humanos, os objetos têm uma história de vida. Ela se inicia na extração da matéria prima para fabricação, passa pelo processo de produção, transporte, comercialização, utilização e termina no descarte final do produto, quando julgamos que ele perdeu sua utilidade. 
Todo este processo, chamado de ciclo de vida, é marcado por impactosambientais e sociais,  em maior ou menor escala.
Buscando alertar sobre os efeitos de uma cultura baseada no comprar-usar-descartar, a ONG ambientalista Greenpeace criou um vídeo que mostra o ciclo de vida de um objeto bem comum: a colher de plástico, cuja 'história' resume bem o destino de outros produtos descartáveis.

O vídeo faz uma viagem por todo o planeta mostrando quanto de recurso e energia são usados para criar um produto que é usado apenas uma vez e descartado.
"Esta ideia, obviamente, vai além de uma colher. Trata-se de como nos relacionamos com as coisas que consumimos. É sobre as escolhas que fazemos. Através delas, podemos mudar esse sistema e criar um mundo onde os humanos vivem dentro dos limites da Terra", diz a ONG em seu site no Reino Unido.
"Tudo começa com você e aquela colher. É só lavá-la, reutilizá-la e amá-la", resume a ONG. Confira, no vídeo abaixo (em inglês), a vida e a morte de uma colher de plástico em 2 minutos:

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Pavimento Intertravado: Faça você mesmo um piso drenante sustentável!

El Niño provoca chuvas no Sul e calor em outras regiões

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/el-nino-provoca-chuvas-no-sul-e-calor-em-outras-regioes

Brasília: Na capital, a onda de calor fez com que os termômetros chegassem a 41ºC
Wilson Dias/Agência Brasil
Brasília: Na capital, a onda de calor fez com que os termômetros chegassem a 41ºC
Ivan Richard, daAGÊNCIA BRASIL
Brasília - Enquanto moradores de cidades dos estados da Região Sul do país, especialmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina, sofrem com as fortes chuvas e tempestades de grazino, os habitantes das demais regiões buscam formas de se proteger do sol, enfrentar as altas temperaturas e a baixa umidade.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a “culpa” dessa variação climática no país é do El Niño, que este ano está mais intenso do que o normal.
“O maior vilão é o El Niño, que está provocando essa intempérie do tempo e do clima. Ele está segurando essa frente fria mais para o Sul e o Sudeste e, na região central, ao não chover, a massa de ar seca começa a se intensificar, provocando a baixa umidade relativa do ar e temperaturas mais altas”, explicou o meteorologista do Inmet Mamedes Luiz Melo.

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento fora do normal das águas superficiais e subsuperficiais do Oceano Pacífico Equatorial.
Essa mudança de temperatura, disse Melo, provoca uma modificação da circulação geral da atmosfera. No Brasil, o fenômeno se caracteriza por chuvas mais intensas nas regiões Sul e Sudeste e tempo mais seco nas regiões Norte e Nordeste.
“Como o El Niño está muito intenso, a região central do país também está sendo afetada. Normalmente, ele começa a aparecer em novembro, tendo seu pico em dezembro. Este ano, já começou a provocar as anomalias das águas desde maio”, explicou o meteorologista.
Previsão
A meteorologia não tem boas notícia para os moradores dos estados da Região Sul, que têm tido prejuízos em virtude do mau tempo.
A previsão é que a ocorrência de chuvas fortes continue. No Rio Grande do Sul, por exemplo, subiu para 100 o total de municípios atingidos pelas chuvas.
“No Sul do país as essas chuvas deverão continuar em dezembro, janeiro e fevereiro para depois diminuir, quando se espera que as temperaturas do Pacífico voltem ao normal”, disse Melo.
Já para a Região Sudeste, a previsão que as chuvas fiquem dentro da média para o período, exceto no sul de São Paulo, onde o volume de chuvas deve ficar “ligeiramente acima da média”.
Na Região Centro-Oeste as altas temperaturas e a baixa umidade devem continuar pelo menos por mais dez dia. “Há uma probabilidade que depois do dia 25 de outubro possa voltar a chover na região central do país”, afirmou o meteorologista.
De acordo com o Inmet, a previsão de baixa ocorrência de chuvas deixa a situação crítica na Região Nordeste, especialmente no sertão nordestino, tradicionalmente castigado pela estiagem prolongada.
O meteorologista do Inmet explicou que existem dois períodos chuvosos na região: de fevereiro a maio e de maio até agosto e que, por conta dos efeitos do El Niño, o regime de chuvas deverá ser ainda mais afetado.
Com isso, a previsão é que a segunda estação chuvosa na região fiquei abaixo da média. “A situação que já é ruim deve se complicar. Pelo menos de outubro até dezembro a previsão é que a ocorrência de chuvas fique ligeiramente abaixo da média”.
Para a Região Norte, que também já enfrenta altas temperaturas, a previsão é de manutenção do quadro atual. “No norte da Região Norte do país também vai ficar mais seco até dezembro e mais ao centro também ficará abaixo da média”.

Europa terá ciclovia de 70 mil km ligando 43 países


Europa terá ciclovia de 70 mil km ligando 43 países

ciclovia na europa
Podemos dizer mega ciclovia?! Sim, com toda certeza, são nada mais, nada menos que  70 mil quilômetros de extensão, e será construída na Europa até 2020.
A “EuroVelo” ligará 43 países em um total de 14 rotas de diferentes tamanhos. Ela poderá ser utilizada tanto por turistas em grandes viagens quanto pelas populações locais no deslocamento em seus dia a dia.

Cada uma das rotas recebeu um nome relacionado às paisagens e histórias encontradas durante o percurso. A rota 14, por exemplo, foi batizada de “Cortina de Ferro”, devido a Guerra Fria.  A tal rota possui, 10.400 quilômetros e interliga 20 nações – entre elas Noruega, Rússia, Alemanha, Bulgária e Turquia – ela é a maior rota da mega ciclovia.
"EuroVelo" terá trechos urbanos e rodoviários; favorecerá tanto turismo histórico quanto ecológico.
“EuroVelo” terá trechos urbanos e rodoviários; favorecerá tanto turismo histórico quanto ecológico.
A organização, denominada Federação Europeia de Ciclistas, idealizadora do projeto, oferece em seu site oficial informações dos trechos que já estão concluídos. Além de um mapa interativo das rotas, também é possível visualizar os principais pontos turísticos que serão encontrados pelo ciclista.
Assista ao vídeo de divulgação da “EuroVelo” (em inglês) abaixo:

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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Forte, resistente e flexível: bambu poderá substituir o aço


Forte, resistente e flexível: bambu poderá substituir o aço

bambu-na-construcao
Cada vez mais as pessoas de todo o mundo estão preocupadas com o impacto que estão causando no meio ambiente e assim estão buscando meios sustentáveis que não agridam a natureza. As empresas estão dando preferência a produtos de baixa emissão de carbono, que consumam pouca água e que sejam provenientes de materiais econômicos. Além disso, os recursos naturais estão começando a ser usado com mais respeito à natureza. Amém!
No entanto o bambu já se mostrou viável para a construção civil, devido a sua resistência, flexibilidade e por seu baixo impacto gerado em seu cultivo. Em países asiáticos e americanos, como por exemplo, China, Equador e Colômbia, a técnica já é bem desenvolvida e utilizada até para pontes e edifícios de pequeno porte. No Brasil, a preocupação já começou, mas, na prática ainda bem escasso o uso.

O Laboratório Future Cities de Cingapura está realizando um estudo que visa determinar quais são as aplicações do bambu na construção civil. A pesquisa está revelando a real condição do material como elemento de estrutura para edificações.
Abundante, renovável e extremamente resistente, o bambu tem um enorme potencial para se tornar no futuro um substituto do aço.
bambu-para-estruturas-de-concreto

Nos estudos de resistência e tração realizados, o bambu se mostrou extremamente eficiente, superando a maioria dos outros materiais testados, incluindo o aço reforçado, é mole? Isso foi possível devido a sua estrutura oca e tubular que evoluiu ao longo de milênios para resistir às intempéries da natureza. Além de suas vantagens de usabilidade, o bambu ainda oferece uma fácil colheita e transporte, o que o torna economicamente mais viável. Outra característica é a sustentabilidade, já que sua extração é bem menos impactante do que a do metal.
Todos esses fatores são um grande incentivo para o investimento no desenvolvimento da produção e utilização do bambu. Mesmo assim, apesar de inúmeros benefícios, ainda é necessário muito trabalho e pesquisas para superar algumas limitações do material, como a contração e expansão causadas por mudanças de temperatura e absorção de água, além da degradação que pode ser gerada por fatores biológicos.
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domingo, 20 de setembro de 2015

NASA alerta que água do planeta poderá acabar em futuro não distante

NASA alerta que água do planeta poderá acabar em futuro não distante

seca falta agua nasa
Em um futuro não tão distante, a água do planeta pode simplesmente acabar. O que poderia ser enredo de um filme apocalíptico na verdade é um alarme lançado pela agência espacial norte-americana, a Nasa.
De acordo com as informações divulgadas pela agência NASA, o órgão analisou fotos de satélites e chegou a conclusão de que mais da metade dos aquíferos subterrâneos da Terra está desaparecendo.
Dos 37 aquíferos mais importantes para a vida no planeta, 20 já ultrapassaram o ponto crítico; e 13 destes estão com reserva tão baixa que passaram para uma categoria de emergência. De acordo com a Nasa, esses dados revelam que a humanidade está consumindo (e despediçando) mais água do que o planeta tem a oferecer.
Essas reservas de água naturais fornecem aproximadamente 35% da água utilizada pelos seres humanos. Em entrevista ao The Washington Post, o cientista da Nasa Jay Famiglietti chama a atenção para a gravidade do problema e ressalta que o crescimento populacional e desenvolvimento de atividades ligadas à agricultura e de mineração só agravem a situação.
Para que a situação seja revertida e os aquíferos sejam “salvos”, seriam necessários milhares de anos. Atualmente, a região que mais deve se preocupar com o esgotamento da água no planeta é a da península arábica, que abriga mais de 60 milhões de pessoas. Dentre os casos mais alarmantes também estão a Índia, Paquistão, Líbia e Níger.