terça-feira, 14 de janeiro de 2014

EMPREGOS VERDES: Saiba o que são e onde estão


Categories: Agenda Sustentabilidade

No meio da região amazônica, a Natura já contrata 400 pessoas, direta e indiretamente, no seu mais novo complexo industrial. Lá, se processa óleos e compostos tirados de plantas tropicais manejadas por comunidades locais e tradicionais, criando uma economia de floresta em pé. Apesar de pequeno, este contingente de pessoas trabalha numa cadeia produtiva que valoriza o social e preserva o meio ambiente. Eles fazem parte de uma crescente força verde de trabalho estimada em 3 milhões de pessoas no Brasil. Já estudos do Ipea estimam em 16 milhões de postos de trabalho verdes no país.
O complexo será lançado em março e será conhecido como Ecoparque, pois agregará outras empresas formando uma cadeia de produção onde o resíduo de um processo é insumo de outro. E assim fecha-se o ciclo.
Está é a definição de emprego verde: uma ocupação ligada a atividades que preservem o meio ambiente, valorizem o social ou reduzem as emissões de CO2.
Desde 2009, a ONU, por meio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) vem criando uma rede para ajudar a fomentar os empregos verdes e incentivar assim o fortalecimento da economia de baixo carbono.
No Brasil, segundo a OIT, um dos grandes celeiros de empregos verdes é o setor sucroalcooleiro, já que usamos grande parte do álcool como biocombustível no Brasil. (É óbvio que este setor tem seus problemas trabalhistas, mas na visão global da OIT a produção de biocombustíveis por si só é verde, pois no resto do mundo o uso de álcool para mover carros é bem menos intensivo).
Mas não é só na agricultura ou no extrativismo que se encontram os empregos verdes. Como já escrevemos aqui, o setor eólico nacional já gerou um estimado 280 mil empregos verdes, pois os postos nos setores de energias renováveis são considerados verdes.
Nos EUA e na Austrália, a grande massa dos empregos verdes vem da instalação de painéis solares fotovoltaicos nos telhados das casas. Aqui, o setor de energia solar engatinha, mas começa a se firmar. O movimento mais recente foi o leilão de energia solar no Pernambuco que resultará na construção de seis usinas com um potencial de cerca de 220MW.
Nas cidades, as grandes oportunidades de empregos verdes estão na reciclagem e na eficiência energética.
O primeiro inclui desde catadores até gestores ambientais e engenheiros. Ao todo, estima-se cerca de 1 milhão de catadores no país. É uma categoria que faz um trabalho essencial, mas que ainda luta por reconhecimento.
A cadeia de reciclagem é complexa, mas vem se profissionalizando à medida que as prefeituras e empresas têm que se adequar à Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Um exemplo recente é a licitação de R$1,3 bilhão da prefeitura de Taubaté que prevê altos índices de reciclagem e geração de energia da queima do lixo.
Em eficiência energética, a busca é por engenheiros e técnicos que possam melhorar o consumo de energia dos prédios e do transporte. No setor de construção, há um forte apelo já que 40%das emissões de CO2 vem de prédios em operação. O setor não quer ser mais o vilão.
Melhorar a mobilidade urbana é também vista como uma oportunidade de gerar empregos verdes pela OIT, já que ajuda a reduzir emissões drasticamente. Portanto o número de trabalhadores no setor de transporte público vai crescer.
Existem outras oportunidades como a agricultura urbana e o setor de saneamento básico, com economia e reuso de água.
Engenheiros de todas as áreas, gestores ambientais, biólogos, agricultores, administradores, advogados, catadores e recicladores são todas profissões que serão necessitadas pela economia de baixo carbono.
Existe já uma forte de demanda por pessoas cada vez mais especializadas neste e nos próximos anos.
Por Alexandre Spatuzza

Assim não dá!

08/01/2014 - 03h20

Em 1 mês, SP ganha acampamento com 8.000 famílias de sem-teto



REYNALDO TUROLLO JR.

DE SÃO PAULO
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Em um mês, um acampamento de sem-teto quadruplicou o número de famílias vivendo em barracos de lona num terreno invadido na região do Jardim Ângela, zona sul de São Paulo.
O local, batizado de Nova Palestina, foi invadido no dia 29 de novembro por 2.000 famílias. Segundo cadastro do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), cerca de 8.000 famílias, número atingido ainda em dezembro, fazem parte hoje.
Com a procura em alta, foi criada uma lista de espera, com cerca de mil pessoas.
Quando chegaram, as famílias receberam um kit para montar os barracos: cinco bambus e seis metros de lona.
São pessoas que saíram de bairros do entorno e de Itapecerica da Serra (Grande São Paulo), próximo dali.
A maior parte é composta por trabalhadores assalariados e autônomos que dizem ter dificuldade para pagar aluguel ou que moram de favor na casa de parentes. Parte está desempregada.

Ocupação Vila Nova Palestina


Leonardo Soares/Folhapress






Ocupação na região do Jardim Ângela, batizada pelo MTST de Vila Nova Palestina
MARIGHELLA

A Nova Palestina foi a quinta grande invasão feita pelo MTST em 2013. O nome, escolhido em votação, venceu as outras opções: Carlos Marighella (1911-1969, militante comunista) e Amarildo de Souza, pedreiro morto no Rio após abordagem da PM.
Com 1 milhão de m², o que equivale a dois terços do parque Ibirapuera, o terreno é particular e improdutivo, dizem os sem-teto.
A área foi declarada de interesse público pela gestão Gilberto Kassab (PSD) -para virar um parque.
editoria de arte/folhapress
"Nossa ideia é transformar isto aqui em conjuntos habitacionais. Não é transformar em mais uma favela. A gente quer financiamento pela Caixa", diz o militante que se apresenta com "Jota", 34, há dez no movimento.
Autônomo, ele já financiou uma casa própria em Taboão da Serra (Grande São Paulo), mas continua no movimento para formar novos militantes.
'RUAS' E 'PRAÇAS'
Organizados em espécies de lotes, alinhados seguindo "ruas" que conduzem a uma "praça" central, onde são feitas as assembleias, os barracos de lonas pretas e azuis ganham uma numeração, como G5 B526. Quer dizer: ali "mora" a 526ª família do grupo 5.
O acampamento é dividido em 21 grupos, cada um com uma cozinha e um banheiro coletivos. A luz das cozinhas vem de "gatos"puxados dos postes da rua.
Cada um dos grupos tem cinco representantes eleitos que participam das reuniões de coordenação. A limpeza das áreas comuns e arrecadação de alimentos são feitas em esquema de escala.
Nem todas as barracas estão ocupadas o tempo todo. Menos da metade das famílias mora de fato no local. A maioria continua a pagar aluguel, mas vê ali uma maneira de conseguir a casa própria.
É o caso do barista Roberto, 28. Ele dorme ali. Já sua mulher, Mayara, 20, e os dois filhos, de 4 e 6 anos, voltam à noite para a casa alugada por R$ 600 -um imóvel de três cômodos em Itapecerica.
Para garantir frequência no acampamento, há uma lista de presença, com uma pontuação. A lógica é: "Quanto mais pontos, mais sofrimento". A ideia é premiar os mais assíduos com a prioridade para ganhar uma casa.
A coordenação exerce o papel de polícia no local: evita som alto, bebida alcoólica e faz rondas noturnas. Tenta ainda identificar famílias que erguem dois ou mais barracos com a ilusão de que ganharão mais casas -são os chamados "zoiões".

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

domingo, 12 de janeiro de 2014

Parque Nacional do Iguaçu (PNI) completa 75 anos como vitrine de outras unidades do país

10/01/2014 18h31

PNI completa 75 anos como vitrine de outras unidades do país


  • VICENTIM
  • MANTOVANI
  • PEGORARO
  • BOLO
  • PIOLLA

Ao completar 75 anos nesta sexta-feira (10), o Parque Nacional do Iguaçu (PNI) se consolida como modelo de gestão e de relacionamento com a comunidade entre as 313 Unidades de Conservação do País. A análise é do presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vicentim, que, nesta manhã, esteve na cerimônia de comemoração do aniversário do parque e representou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Uma apresentação especial do Coral de Itaipu encerrou a solenidade.
“Foz do Iguaçu é nosso cartão de visita, onde está a vitrine dos parques e das unidades de conservação do Brasil. Temos aqui um modelo de gestão que gostaríamos que fosse estendido aos parques nacionais do País todo”, disse Vicentim.

A visitação é uma poderosa força de educação e conscientização ambiental”, completou o presidente do ICMBio, cuja opinião é compartilhada pelo presidente do SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani. “Esta é uma referência para os parques do Brasil. Não há nenhum parque no País com a infraestrutura do Parque Nacional do Iguaçu”, disse Mantovani.
     
A cerimônia aconteceu em um dos mirantes das Cataratas do Iguaçu, dentro do PNI – o segundo parque nacional mais antigo do Brasil. O primeiro é o de Itatiaia (SP), com 76 anos.
  
Também compareceram o chefe do PNI, Jorge Pegoraro, o chefe do Parque Nacional do Iguazú (lado argentino), Juan Sergio Bikauskas, o prefeito de Foz do Iguaçu, Reni Pereira, o diretor administrativo da Concessionária Cataratas do Iguaçu S.A., Celso Vitrio Florencio, e o superintendente de Comunicação Social da Itaipu e presidente do Fundo Iguaçu, Gilmar Piolla.

A festa marcou o compromisso das autoridades em manter o PNI aberto à comunidade, servindo como fomentador do desenvolvimento econômico local e regional, e gerido de forma sustentável.
  
“Estamos certos de que o turismo é o melhor instrumento para a preservação ambiental. Renovamos hoje nosso compromisso de lutar permanentemente pela preservação deste patrimônio natural da humanidade, que abriga uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza”, disse Gilmar Piolla.

A área de visitação corresponde a 3% do território do PNI, que, no total, tem 182.262 hectares. A dimensão do parque – o maior remanescente de floresta atlântica (estacional semidecídua) da Região Sul do Brasil – é um dos desafios da gestão da unidade, assim como a biopirataria (apropriação indevida da fauna e da flora)."Estamos dispostos a ajudar no que for preciso para combater esse problema", disse Gilmar Piolla.
   
O aniversário abriu o calendário de celebrações do PNI em um ano especial, quando Foz do Iguaçu celebra seu centenário, Itaipu completa 40 anos e o lado argentino do parque faz 80 anos.

Outro evento marcante este ano será a Copa do Mundo, segundo Pegoraro. O Mundial deve fazer com que a unidade bata seus próprios recordes de visitação. Em 2014, o PNI começa a traçar seu novo plano de manejo para prever a gestão e o uso sustentável dos recursos naturais do parque. “É um ano de desafios e estamos otimistas de que os resultados serão ainda melhores que os de 2013", disse Pegoraro.
  
O sistema de transporte no interior do PNI é uma das pautas previstas para discussão, que deve contar com o apoio do Trade Turístico e da Itaipu Binacional, por meio dos projetos de mobilidade sustentável da empresa.
  
“No futuro, pretendemos traçar um novo modelo de transporte que concilie o trabalho da concessionária, que é o transporte principal, e um transporte alternativo como força complementar, sempre buscando bem-estar do visitante e os objetivos do parque como unidade de conservação”, disse Vicentim.
  
“Trabalharemos em conjunto para a revisão do plano de manejo, a matriz energética do parque e a mobilidade sustentável no interior da unidade, conciliando preservação, turismo e envolvimento da comunidade”, concluiu Gilmar Piolla. 

Vinte e um parques municipais são regulamentados nesta sexta em Fortaleza

DECRETOS 10/01/2014 - 18h30

Vinte e um parques municipais são regulamentados nesta sexta







NOTÍCIA3 COMENTÁRIOS

FOTO: DEIVYSON TEIXEIRA/O POVO
Vinte e um parques municipais foram regulamentados, na manhã desta sexta-feira, 10, com a assinatura de decretos. Deste total, seis parques já existem, como o Adahil Barreto e o Rio Branco. Outros 15 tiveram assinatura de criação e regulamentação, como o parque Rachel de Queiroz e áreas que deverão ser integradas a doze lagoas. A solenidade de apresentação da política ambiental da gestão teve a presença do prefeito Roberto Cláudio e da titular da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma). 

A regulamentação destes espaços verdes possibilita que a Secretaria classifique e faça a gestão adequada dos parques. Águeda explica que, dentre as as ações, o Adahil Barreto deve ser categorizado como parque urbano e vai receber equipamentos para atividades de lazer e prática de exercícios.

Outra medida está relacionada ao Parque Rachel de Queiroz. Com mais de 25 hectares, o esboço de projeto executivo ( de 2003) será atualizado para urbanização como um parque linear – área com intervenções no entorno de córregos e cursos d’água. As obras começam após quatro meses destinados à atualização do projeto.

Conforme Roberto Cláudio, a atualização de legislações que podem efetivar o Plano Diretor de Fortaleza devem acontecer neste primeiro semestre de 2014. "A Prefeitura irá enviar à Câmara as leis que regulamentam o Plano Diretor. As de mais destaque são a Lei de Uso e Ocupação de Solos, o Código de Obras e Posturas, o Plano de Mobilidade Urbana, Conselho da Cidade já foi criado e aprovado no final do ano passado. São as mais importantes que regulamentam o Plano Diretor. E uma delas será o Plano Diretor de Meio Ambiente, que nós iremos trabalhar nele e enviar para a Câmara para discussão", explica. 

Com a regulamentação, o mapa de Parques fica da seguinte forma: 
Já existentes

Parque Rio Branco

Parque do Parreão

Parque Adahil Barreto

Parque da Liberdade (Cidade da Criança)

Parque do Pajeú

Parque Guararapes (antigo Bosque Ernesto Geisel)

Parque Rachel de Queiroz

Criados e regulamentados

Parque das Iguanas

Parque Riacho Maceió

Parques das Lagoas: 

Parangaba

Porangabussu

Messejana

Maria Vieira (Cajazeiras)

Itaperaoba (Serrinha)

Mondubim

Opaia (Vila União)

Catão (Conjunto José Walter)

Maraponga

Papicu

Passaré

Jacarey
Redação O POVO Online com informações da repórter Thaís Brito 




Em coletiva, prefeito assina decreto que regulamenta dez parques de Fortaleza



Redação Web | 16h43 | 10.01.2014

Segundo Roberto Cláudio, os parques “nunca tiveram nenhum decreto que os protegesse”


Nesta manhã, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, assinou decretos que regulamentam os parques da capital, ação nunca desenvolvida antes na história de Fortaleza. A coletiva aconteceu no Parque Adahil Barreto e teve a presença da secretária de Urbanismo e Meio Ambiente, Águeda Muniz, para explicar os detalhes. Na oportunidade, foi apresentado a Política Ambiental do Município, que teve como foco o Sistema de Municipal de Áreas Verdes, um dos eixos do projeto.
Em coletiva, prefeito Roberto Cláudio apresenta projeto ambiental e assina decretos que regulamentam dez parques de F'ortaleza. FOTO: Divulgação
O Sistema Municipal de Áreas Verdes tem como objetivo regulamentar os parques da capital e a criação de áreas que eram utilizadas informalmente. Durante a coletiva, o prefeito assinou decretos para a regulamentação de dez parques de Fortaleza, dentre eles, o parque Rio Braco, Parreão, Adahil Barreto, Guararapes, Liberdade, Lagoas de Fortaleza, Pajeú e Iguanas, além da criação e regulamentação dos parques Rachel de Queiroz e Riacho Maceió. Segundo Roberto Cláudio, os parques “nunca tiveram nenhum decreto que os protegesse”.

Será desenvolvido, ainda, o Plano Diretor de Meio Ambiente, dentre outros planos, como de Ocupação dos solos e de Mobilidade Urbana, que serão enviados à Câmara Municipal ainda no primeiro semestre deste ano.
Além disso, uma série de ações serão realizadas, como a criação da Certificação Fator Verde, a criação de um Cuca Sustentável, que está em fase de elaboração de projeto e será construído em terreno público às margens da Lagoa do Opaia; e a construção da sede da área da Sabiaguaba.
Os outros eixos do projeto, o de Águas e o Controle de Poluição, serão apresentados, respectivamente, em fevereiro e março deste ano.