terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Uso do espaço público...mediação de conflitos...


08/01/2013 - 19h19

Subprefeito pede bom senso a skatistas e promete adaptações na Roosevelt

RENATA MIRANDA
DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/1211936-subprefeito-pede-bom-senso-a-skatistas-e-promete-adaptacoes-na-roosevelt.shtml

A reunião entre o subprefeito da Sé, Marcos Barreto, representantes da Associação Ação Local Roosevelt e skatistas terminou sem resultados concretos sobre o uso do espaço público na praça, no centro de São Paulo. Uma das ações para resolver o impasse entre moradores e skatistas é a realização de pequenas reformas e instalação de placas que orientem sobre o uso do espaço. O projeto foi pensado na gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), mas não foi colocado em prática.
Renata Miranda/Folhapress
Skates ficaram do lado de fora da sala de reunião que discute uso do espaço na praça Roosevelt (centro de São Paulo)
Skates ficaram do lado de fora da sala de reunião que discute uso do espaço na praça Roosevelt (centro de São Paulo)
Um prazo para a conclusão dessas obras e o valor estimado que elas custarão, no entanto, não foram estabelecidos pela administração municipal. "Ainda é precipitado estabelecermos um prazo, mas acredito que é algo que deve ocorrer nos próximos meses porque não são obras complexas", disse Barreto.
O encontro desta terça (8), que ocorreu em uma sala da base da GCM (Guarda Civil Metropolitana) a portas fechadas, funcionou para informar a nova gestão sobre as principais reclamações e reivindicações referentes à praça.
"Foi um evento de posicionamento para informar o subprefeito sobre a atual situação", diz Jader Nicolau Jr., presidente da Associação Ação Local Roosevelt.
Barreto, há menos de uma semana à frente da Subprefeitura da Sé, disse que a solução dos problemas apresentados --como a discussão sobre a prática do skate no local-- é uma das prioridades do órgão a partir de agora.
Até que as obras sejam concluídas, o subprefeito pede que os usuários do espaço usem do bom senso. Segundo ele, as partes envolvidas no impasse precisarão ter boa vontade e tolerância enquanto os problemas são resolvidos.

Inauguração da praça Roosevelt

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Lalo de Almeida/Folhapress
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Skatista faze manobras na praça Roosevelt
INCIDENTE

A discussão pelo uso da praça Roosevelt vem desde sua reinauguração no fim de 2012. Um vídeo feito na última sexta-feira (4) flagrou o momento em que ao menos quatro guardas-civis metropolitanos se envolvem em confusão e usam spray de pimenta contra skatistas que andavam no local. As imagens mostram um rapaz sendo imobilizado por um GCM --que não estava fardado.
O guarda, apesar de ter sido afastado, continua exercendo atividade interna, afirmou a inspetora da GCM, Lindamir Magalhães. "Os excessos estão sendo apurados e para todo processo existe um tempo legal", justificou a comandante.
De acordo com ela, a orientação para os guardas que atuam na Roosevelt continua a mesma: evitar o mau uso da praça por parte dos usuários.

Projeto Acácia: Economia verde?


Madeira brasileira atrai estrangeiros

Para captar investidores em países ricos, fundos anunciam que o produto, de tão rentável, traria mais dinheiro que aplicações em ouro

13 de janeiro de 2013 | 2h 06


JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE/ GENEBRA - O Estado de S.Paulo
Investir em madeira brasileira pode render mais que uma aplicação em ouro e ser mais interessante que os papéis do Tesouro americano. O anúncio parece exagerado. Mas é a mensagem que dezenas de fundos de investimento estão lançando em países ricos, em busca de pessoas interessadas em aplicar seu dinheiro. Com o setor imobiliário implodido nos países ricos e dúvidas em relação a aplicações tradicionais, empresas apresentam segmentos alternativos, caso da madeira brasileira, como opção.
Uma dessas empresas é a Greenwood, que criou o que chama de "Projeto Acácia". A companhia estrangeira comprou cinco áreas em um total de 2,3 mil hectares para plantar de forma sustentável as árvores. Uma dessas áreas fica no Estado da Bahia.
O interessado aplica seu dinheiro, compra simbolicamente áreas nessas terras da empresa e será a venda dessa madeira para o mercado doméstico brasileiro e eventual exportação que garantirá o retorno do investimento. Os dividendos, segundo a empresa, começarão a aparecer dentro de três anos. Por meio hectare adquirido, o investidor paga 6,2 mil euros. Os pacotes podem chegar a 505 mil euros.
"O fato é que esse é o melhor momento para que as pessoas se envolvam nesse investimento, já que ele está fora da zona do euro, em crise", escreveu ao Estado Liam Fleming, um dos administradores do projeto. "O Brasil é um mercado em expansão e que só pode ficar melhor com a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos", indicou. "Nesse momento, muitos investidores estão saindo da Europa e indo ao Brasil na preparação desses eventos e o governo está gastando bilhões em infraestrutura", disse Fleming. "Adoramos a notícia, já que significa que a demanda por madeira vai aumentar", completou.
Casas populares. Outro fator que está impulsionando esses fundos é a decisão do governo de lançar a construção de casas populares, que também exigiriam o fornecimento de madeira.
De fato, segundo a Wood Resource Quarterly, empresa que mantém um monitoramento dos preços de madeira pelo mundo, o custo do produto no Brasil bateu um recorde em 2011, diante da demanda aquecida. De acordo com o levantamento, o recorde não se refere apenas aos preços no Brasil nos últimos anos, mas também em comparação com regiões como Europa, Austrália, Chile e Rússia. A demanda externa também ajudou a elevar os preços, algo positivo para os investidores. Em 2011, as exportações aumentaram 6%, principalmente para China, México, Marrocos e Arábia Saudita.
A indefinição sobre o Código Florestal no Brasil e obstáculos legais chegaram a causar uma fuga de investimentos no setor, com cálculos que apontam que até US$ 6 bilhões teriam deixado de ser investidos no País nos últimos anos.
Ainda assim, diante das perspectivas, empresas estrangeiras da Suécia, EUA e vários outros países prometem a seus clientes no exterior um retorno de 5% a 14% para quem investir em eucalipto, acácia ou outras madeiras no Brasil, sempre com a promessa de que a gestão do produto será feita de acordo com as leis ambientais locais.
Atrativos. Em Londres, a Global Forestry Investments atrai seus clientes apontando simplesmente que, entre os anos 1987 e 2006, a madeira rendeu mais às aplicações que a bolsa de Nova York, o mercado imobiliário inglês ou emissões do Tesouro americano.
Já a Big Lands Brazil, com escritórios no País e no exterior, aponta que já tem 83 propriedades pelo Brasil, onde investe em madeira em mais de 1,6 milhão de hectares. Uma de suas funções em 2011 foi a de dar consultoria para um fundo de investidores interessados em madeira e com base em Guernsey - um paraíso fiscal localizado no Canal da Mancha.
Não é apenas a extensão do território brasileiro que é vendida aos investidores como algo atrativo. A consultoria australiana New Forest ainda aponta para as inovações genéticas e de manejo florestal no Brasil, permitindo taxas de crescimento das árvores acima da média. "O Brasil tem desenvolvido regimes de manejo que permitem que espécies de eucalipto possam crescer a taxas de quase 50 metros cúbicos por hectare por ano", indicou.

Praia no parque...


13/01/2013 - 03h00

Prefeitura oficializa praias na Guarapiranga e reforça turismo na região


A capital paulista não tem litoral, mas oficialmente tem praia desde o fim do ano passado. A menos de 25 quilômetros da praça da Sé, região central da cidade, o paulistano encontra sombra, areia e água... doce.
Um decreto do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), de 14 de novembro de 2012, oficializou e regulamentou o uso de 18 praias na represa de Guarapiranga, na zona sul. A ação faz parte de um plano do governo municipal para reforçar o turismo na região.
Guarujapiranga, Dedo de Deus e praia do Sol já eram opções de lazer às margens do reservatório, que recebe cerca de 10 mil pessoas por dia durante os meses de verão, segundo a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

Praias de paulistano


Silvia Zamboni/Folhapress
Banhistas aproveitam a praia do Sol, uma das 18 praias oficializadas pela prefeitura no fim do ano passado
Agora, reconhecidas pela prefeitura, as praias serão fiscalizadas pela Marinha e deverão receber placas de sinalização turística e medições da qualidade de suas águas.
Atualmente, a Cetesb verifica a balneabilidade de apenas seis praias da Guarapiranga -entre elas, quatro foram oficializadas pela prefeitura, sendo que duas são consideradas próprias para banho - segundo última medição do órgão.
Além disso, oito parques ao longo da orla da represa estão sendo construídos -cinco já foram entregues. E, em dezembro, foi inaugurada a ciclofaixa de lazer da Guarapiranga, com 11,2 km de extensão, que liga a avenida Atlântica à ciclofaixa da marginal Pinheiros.
Nada, porém, parece ter sido mais celebrado por comerciantes, moradores e frequentadores da represa ouvidos pela sãopaulo do que a oficialização dos nomes das praias, que já eram utilizados informalmente pelos "caiçaras" da Guarapiranga.
Em seu entorno, há outras praias além das 18 oficializadas, mas o governo municipal trabalha com o número de pontos reconhecidos pela Marinha. Esta, por sua vez, afirma considerar apenas as áreas que possuem infraestrutura mínima e que têm procura maior pela população.
"É o reconhecimento das tradições. Fiquei muito feliz de a prefeitura ter preservado isso", afirma José Nelson Simas, 64, gerente de uma lanchonete localizada há mais de 20 anos na avenida Atlântica, em Interlagos, principal via que contorna parte da orla da represa.
CONSULTA POPULAR
De acordo com Simas e outros comerciantes locais, uma "consulta" foi realizada pela prefeitura para confirmar o nome das praias. "Funcionários das subprefeituras nos procuraram para saber por qual nome o povo chamava as praias", diz Wellington Silva Lis, 32, garçom de um restaurante que fica à beira da represa. A informação não foi confirmada pela prefeitura.
Responsável por abastecer cerca de 3,5 milhões de habitantes, a Guarapiranga deverá receber até o fim deste ano sinalização de trânsito semelhante a de outros pontos turísticos da capital, como os parques Ibirapuera e Anhembi.
"O potencial do reservatório não podia mais ser ignorado", disse, em nota, a gestão passada da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, responsável pelo decreto.
A instalação das placas turísticas, em cor marrom, será feita pela SPTuris, empresa de promoção do turismo da cidade de São Paulo.
As 18 praias e as principais vias de trânsito das subprefeituras de Capela do Socorro, Parelheiros e M'Boi Mirim, que abrigam as áreas, serão sinalizadas.
A expectativa é de praias ainda mais cheias nos dias ensolarados e lucro para o comércio local. "[A oficialização das praias] ajuda a atrair mais gente", afirma Simas.
"Será ainda mais difícil encontrar lugar para estender a canga e montar o guarda-sol. O pessoal vai descobrir como isso aqui é bom", brinca a dona de casa Josélia Soares, 45, que no domingo passado (6) aproveitava a praia de Guarujapiranga com seus dois filhos.
TIPOS DE USO
Entre as 18 praias, 12 são de uso exclusivo para banhistas, duas de uso misto -em que embarcações são permitidas- e quatro voltadas para atividades náuticas, explica o capitão-de-fragata André Luiz Pereira, do Comando do 8º Distrito Naval da Marinha. "Identificamos as áreas e estabelecemos pontos para reduzir os acidentes na represa."
No ano passado, três acidentes envolvendo embarcações e banhistas foram registrados na Guarapiranga. "A meta é zerar esse número", afirma Pereira. Após a publicação do decreto, um convênio foi assinado entre a prefeitura e a Marinha.
O documento determina a fiscalização compartilhada entre a Força e a GCM (Guarda Civil Metropolitana) das águas, das embarcações e dos motoristas náuticos no local.
O controle também ficará mais rígido em relação à qualidade da água. "O número de pontos de avaliação poderá aumentar de acordo com o interesse público", explica Uladyr Nayme, engenheiro do setor de águas superficiais da Cetesb.
"Já chegamos a avaliar 13 pontos, mas os custos acabaram diminuindo o serviço", justifica Nayme as atuais seis áreas que têm a balneabilidade verificada -o órgão testa a presença de algas, esgoto e substâncias nocivas à saúde.

#arsao guarapiranga

Brasil debate acordo para banir mercúrio na próxima década


Brasil debate acordo para banir mercúrio na próxima década

País defende prazo maior para a proibição do uso do químico na mineração e na indústria; ricos não querem pagar a conta

12 de janeiro de 2013 | 2h 06


JAMIL CHADE , CORRESPONDENTE / GENEBRA - O Estado de S.Paulo
O governo brasileiro vai impor condições para aceitar um acordo internacional para banir o uso do mercúrio no garimpo e quer garantias de que prazos sejam criados para o estabelecimento de programas e financiamento para que pequenos mineradores possam abandonar o produto.
O tema começa a ser debatido amanhã, em Genebra, na última rodada de negociações na Organização das Nações Unidas (ONU) para a criação de um tratado que controle o uso do mercúrio, seja na mineração ou na indústria. O assunto volta a abrir um confronto diplomático entre países ricos e emergentes. O Brasil defenderá um período de transição, entre 2020 e 2025, até que o químico seja banido, enquanto países ricos insistem que sua proibição deve ocorrer já em 2020.
Há um consenso de que as emissões geradas pelo mercúrio precisam ser limitadas. Para a ONU, o mercúrio está entre os dez químicos mais ameaçadores para a saúde humana e o ambiente. Alguns dos animais no Ártico teriam quantidade de mercúrio no sangue 12 vezes superior ao normal no período pré-industrial.
Debate. Governos ainda não se entendem sobre como reduzir as emissões de mercúrio. Parte do problema seria a mineração. Entre os séculos 18 e 19, estima-se que a humanidade jogou 350 mil toneladas de mercúrio nos solos, em busca do ouro, principalmente nos EUA. Hoje, são os pequenos mineradores da América Latina, da Ásia e da África que mais usam o produto.
O mercúrio permite que o ouro seja identificado mais facilmente. O processo seguinte é o de esquentar o amálgama formado. O mercúrio é liberado para a atmosfera, enquanto o ouro pode ser usado. Novas tecnologias já existem, mas sua implementação custaria dinheiro, ações concretas e prazos para banir gradualmente o elemento químico.
A avaliação do governo brasileiro é de que só banir o produto não funcionaria, pois criaria um mercado clandestino. Outro argumento é de que, em muitos países em desenvolvimento, o mercúrio que acaba nos garimpos vem de exportações de países ricos. Na Europa, o produto é proibido - mas não sua exportação.
Para os emergentes, banir o mercúrio dos garimpos exige ação dos países ricos, além de um financiamento para pagar por uma transição.
Outro obstáculo para um acordo é o uso industrial do produto, principalmente nos países que usam carvão como fonte de energia. "O maior confronto é sobre quem vai pagar pela conta de uma transformação no modelo", declarou Ludovic Bernaudat, especialista da ONU.
Uma das metas do acordo era pôr um teto na emissão do mercúrio. Mas China e Índia, os dois maiores usuários hoje, rejeitaram o plano caso o acordo não venha acompanhado de um mecanismo para financiar a transformação tecnológica dessas países ou simplesmente transferir tecnologia já existente. Os países ricos não querem financiar sozinhos esse plano. Uma alternativa poderá ser o estabelecimento de metas nacionais, com datas diferenciadas para cada governo.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

RiviBike ou BikePET?


13/01/2013 - 05h12

Bike de garrafa PET é atração na Riviera, no litoral de SP




FELIPE LUCHETE
ENVIADO ESPECIAL A BERTIOGA

Atualizado às 14h33.
Em meio ao vaivém de carros pelas vias da Riviera de São Lourenço, em Bertioga (litoral de São Paulo), turistas passaram a usar "bicicletas públicas" feitas de garrafas PET para circular.
O uso é compartilhado e gratuito na hora inicial --as bicicletas, em cores preta e verde-limão, ficam em três estações. Cada hora extra custa R$ 10.
Chamado de RiviBike, o sistema foi implantado no último dia 28 pela associação de amigos do local e segue a linha de projetos já adotados no Rio e em São Paulo.
Para usar a bicicleta, é preciso fazer um cadastro que custa R$ 20, pago com cartão de crédito, e assinar um termo de adesão.
Com uma senha, o usuário consegue destravar até duas bicicletas nas estações, o que permite pedaladas com um acompanhante --incluindo menores de 18 anos, que não podem fazer o cadastro.
É possível devolvê-las em qualquer estação. Duas estão perto da praia --entre os módulos 5 e 6 e entre o 7 e o 8, onde o sistema é automatizado. Basta digitar CPF e senha.
Danilo Verpa/Folhapress
O uso é compartilhado e gratuito na hora inicial --as bicicletas, em cores preta e verde-limão, ficam em 3 estações
O uso é compartilhado e gratuito na hora inicial --as bicicletas, em cores preta e verde-limão, ficam em 3 estações

Outra fica em frente ao shopping da Riviera. Há previsão de que mais três pontos sejam instalados e que seja possível destravar as bicicletas por meio de celular.
A economista Marie Simada, 25, que mora em São Paulo e passa a temporada de verão no local, deixou de lado o carro e passou a usar as bicicletas para ir do prédio onde costuma ficar até o shopping. Na volta, faz o mesmo.
O empresário Elton Rodrigues, 39, é um dos primeiros adeptos. Desde o fim de dezembro circula com a filha Larissa, 11. "Fazíamos caminhada na praia, agora queimamos calorias fazendo outras coisas pelo caminho."
Também morador de São Paulo, ele diz que gosta de andar de bike, mas não levava a sua por temer estragos com a maresia. O quadro das bicicletas é feito de garrafas PET: 200 delas, em média, formam o corpo de uma adotada pelo RiviBike. Produzidas em Salto (interior de São Paulo), custam cerca de R$ 800 cada.
Esse é quase o valor da multa (R$ 700) para quem não devolver a bicicleta nos pontos certos até as 22h do dia seguinte ao empréstimo.
Até agora, nenhuma multa foi registrada.
Danilo Verpa/Folhapress
Bicicleta feita de garrafas PET para alugar na praia de Riveira de São Lourenço, em Bertioga, litoral de SP
Bicicleta feita de garrafas PET para alugar na praia de Riveira de São Lourenço, em Bertioga, litoral de SP

Lixo do litoral norte de São Paulo viaja 160 km até aterro


14/01/2013 - 06h00




EDUARDO GERAQUE
DO ENVIADO ESPECIAL A SÃO SEBASTIÃO (SP)


Em Juquehy, praia nobre do litoral norte de São Paulo, um saco de lixo esperava havia pelo menos seis horas para ser recolhido pela equipe de limpeza na última quinta.
"A coleta está horrível. Desde o fim de dezembro ela tem falhado. As lixeiras estão sempre lotadas", reclama Rosangela da Silva, 38, moradora do local há 18 anos.
A cena que incomodava banhistas é comum não só ali, mas também em outras praias de São Sebastião.
Muitas vezes, o quadro se repete em Caraguatatuba, Ilhabela e Ubatuba. Na região, o acúmulo de lixo chega a ficar dramático no verão -a quantidade de resíduos triplica em algumas praias.
Apu Gomes/Folhapress
Sacos de lixo acumulados em uma das vias de acesso à praia de Juquehy, em São Sebastião
Sacos de lixo acumulados em uma das vias de acesso à praia de Juquehy, em São Sebastião

A situação se repete há, pelo menos, cinco anos: as quatro cidades não têm um plano de gestão de resíduos sólidos eficiente, nem locais credenciados para implantar aterros sanitários.
Com isso, gastam milhões de reais para "exportar" o lixo serra acima, até um aterro no município de Tremembé -uma viagem de cerca de 160 km para aquele saco que aguardava em Juquehy.
Esse processo chega a custar R$ 60 milhões por ano para as quatro cidades, de acordo com o projeto Litoral Sustentável do Instituto Pólis.
Em média, cada prefeitura gasta 10% do orçamento anual com lixo, uma porcentagem bem maior do que a da capital paulista, que é de 2%.
"O valor é muito alto por causa do custo com o transporte", diz o arquiteto urbanista Carlos Henrique Carlos Henrique de Oliveira, do Instituto Pólis. Para ele, os custos reduziriam 30% caso as cidades aumentassem o investimento em coleta seletiva. "Em média, nas quatro cidades, 2% do lixo é reciclado."
O resultado disso são sacos de lixo à espera de coleta.
Na quinta-feira, a reportagem percorreu a costa sul de São Sebastião e flagrou lixeiras cheias em Juquehy e outras praias badaladas, como Baleia e Maresias.
Editoria de Arte/Folhapress
PESO E TAMANHO
O tamanho e o peso do problema pode ser medido em toneladas. Na alta temporada, apenas de São Sebastião saem até 12 carretas por dia carregadas de lixo.
Cada uma, apesar da capacidade total ser maior, leva 27 toneladas. Mais do que isso a estrada não suporta. Em Ilhabela, existe ainda a espera pela maré, já que os caminhões precisam
atravessar a balsa.
O risco de todo o processo, que é muito intensificado por todas as prefeituras nesta época do ano, segundo informações das próprias cidades, não é apenas econômico.
No ano passado, duas carretas tombaram na rodovia dos Tamoios. O acidente gerou transtornos para os motoristas e um importante impacto ambiental.

Resíduos sólidos em debate

Quarta, 09 Janeiro 2013 14:58 Última modificação em Sexta, 11 Janeiro 2013 17:53| 
Letícia Verdi/MMA
Meta: mais de 2 mil lixões terão que desaparecer até 2014
Meta: mais de 2 mil lixões terão que desaparecer até 2014
MMA inicia a distribuição de 500 mil exemplares do jornal que traz as principais informações sobre a 4ª Conferência Nacional de Meio Ambiente

TINNA OLIVEIRA

Com o objetivo de mobilizar e sensibilizar a população para o tema dos resíduos sólidos, o Ministério do Meio Ambiente iniciou a distribuição de 500 mil exemplares do jornal que traz as principais informações sobre a 4ª Conferência Nacional de Meio Ambiente (CNMA). Esta quarta edição trará a discussão e implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que tem como um dos focos a meta de acabar com os lixões até 2014. Mais da metade dos municípios do Brasil ainda possuem esses precários depósitos a céu aberto. São 2.906 unidades que devem ser fechadas até 2014, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

“Queremos criar um clima de mobilização da sociedade em torno da conferência para que a sociedade se aproprie dos instrumentos da política e ajude a melhorar a gestão dos resíduos sólidos”, afirma o diretor de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Geraldo Vitor de Abreu. A expectativa é de que 200 mil pessoas possam participar presencialmente das conferências municipais, regionais, estaduais e da nacional. “Temos essa expectativa, pois o tema dessa conferência é peculiar, bem próximo à população”, explica.

O objetivo é construir as soluções para evitar o desperdício, reduzindo a produção de lixo nas cidades, com a participação de todas as partes envolvidas na questão. Um exemplo de atitude que a população pode tomar é organizar junto ao condomínio, bairro ou empresa uma ação para tratar a gestão dos resíduos sólidos de forma responsável, como a coleta seletiva. Apenas 14% dos municípios brasileiros realizam a coleta seletiva de lixo.

VOX POPULI

As etapas locais, além das conferências livres e virtuais, representam um espaço para o governo ouvir a população. Na etapa nacional todos os resultados das conferências locais serão discutidos pelos representantes eleitos. Em janeiro já começam as conferências livres (podem ser convocadas por associações comunitárias, síndicos ou moradores interessados) e virtuais (podem ser convocadas por qualquer grupo de pessoas ou representações governamentais interessados no debate que será realizado através da internet, videoconferência ou outros meios de comunicação virtual).

A 4ª Conferência Nacional de Meio Ambiente trabalhará os assuntos de produção e consumo sustentáveis, redução dos impactos ambientais e geração de emprego e renda, todos inseridos na Política Nacional de Resíduos Sólidos. Segundo a lei da política, a responsabilidade pela destinação adequada dos resíduos sólidos é compartilhada, ou seja, dos governos, empresas e toda sociedade.

DISTRIBUIÇÃO

O Ministério do Meio Ambiente enviará exemplares do jornal contendo essas e outras informações aos órgãos vinculados – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Agência Nacional de Águas (ANA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jardim Botânico do Rio de Janeiro e Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Serão enviados também para as secretarias estaduais de Meio Ambiente.

Para que esses jornais cheguem até a comunidade, estão sendo firmadas parcerias com empresas públicas e privadas para auxiliar na distribuição, tais como a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Associação Brasileira de Supermercados (Abras), rede de postos BR e Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Confira aqui a versão on line do jornal.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Asfalto ecológico



Asfalto Ecológico






Publicado em 29/08/2012
O Univias, em parceria com a Greca Asfalos e com a Ufrgs, desenvolveu, pioneiramente no Brasil, o Asfalto Ecológico - um pavimento mais durável feito a partir do reaproveitamento da borracha de pneus velhos. A iniciativa rendeu uma série de prêmios à empresa e hoje, essaa tecnologia é utilizada em rodovias de todo o país. (video produzido em 2005, pela DMD)



Asfalto Borracha - Petrobras  



http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=cWDrH3jmQpA&feature=endscreen




Enviado em 22/07/2011
Vídeo sobre a técnica de uso do asfalto borracha.


Pneus velhos viram asfalto ecológico para estradas...






Enviado em 21/07/2011
O repórter Fernando Richeti foi atrás de uma iniciativa que está trazendo bons resultados: a transformação dos pneus velhos em asfalto de borracha.

Reciclagem de Pneus Inservíveis (Usina Completa) - separa aço, borracha e nylon





Enviado em 11/08/2009
Usina completa para reciclagem de pneus inservíveis. Sendo separados o aço, nylon e borracha.




Asfalto sustentável pode ser aplicado debaixo de chuva

http://noticias.primeiramao.com.br/asfalto_sustentavel_pode_ser_aplicado_debaixo_de_chuva_content_ct_6901__.aspx



10/03/2011 16h35


Com o período de chuvas, pavimentar asfaltos e tapar buracos é um desafio, ainda mais em tempos em que a sustentabilidade é ordem do dia. Pensando nisso, a empresa Itarrubi desenvolveu o Único Asfalto, CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente) que contém uma mistura produzida com borracha de pneus descartados que serve para fazer operação tapa-buraco e pavimentação de asfalto.

Além da sustentabilidade do produto (que tira os pneus,q eu não são biodegradáveis, do ecossistema)a nova fórmula permite que ela seja aplicada a frio, estocada por um período máximo de 12 meses e, até mesmo, colocada sobre poças d’água ou debaixo de tempestades. O produto já está atestado pelo IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológica).

Nas ruas de São Paulo – A cidade de São Paulo começou a testar a eficiência do Único Asfalto. Alguns pontos do bairro do Morumbi e da Vila Olímpia, por exemplo, já receberam o CBUQ com a mistura da Itarrubi. A Spua (Superintendência das Usinas de Asfalto), órgão ligado à Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras da Capital, adquiriu 500 toneladas do preparado que é utilizado para fabricar o produto asfáltico.





ITARRUBI ASFALTO - PEGN (Globo)


http://www.youtube.com/watch?v=lkrxOSFK-h0


Enviado em 05/08/2011
Matéria exibida em 24/07/2011 no programa PEGN (Pequenas Empresas Grandes Negócios) na Globo - Asfalto frio sustentável ideal para tapa-buracos.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Evento de adoção de cães ocorre neste domingo em São Paulo


12/01/2013 - 16h40

Evento de adoção de cães ocorre neste domingo em São Paulo

As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações
DE SÃO PAULO
http://guia.folha.uol.com.br/passeios/1212311-evento-de-adocao-de-caes-ocorre-neste-domingo-em-sao-paulo.shtml


Os amantes de animais poderão adotar cães saudáveis e vacinados do Projeto Segunda Chance neste domingo (dia 13). O evento ocorre no estacionamento do JJ Cabeleireiros, na av. Cidade Jardim (zona oeste de São Paulo), entre 10h e 17h.
Divulgação
Projeto Segunda Chance vai fazer seu primeiro evento de adoção de cães de 2013 neste domingo (13)
Lili (foto) é uma das cachorras disponíveis para adoção neste domingo (13), na feira do projeto Segunda Chance
No local, haverá machos e fêmeas com idades variadas (60 dias, 5 meses, 1 ano e adultos). Todos são esterilizados e vermifugados.
Será possível também levar para casa cães órfãos da professora Ana Lúcia, que foi despejada de sua casa em Itu (SP), e doar fundos para pagar as hospedagens dos bichinhos.
Projeto Segunda Chance - JJ Cabeleireiros - av. Cidade Jardim, 1.013, Itaim Bibi, zona oeste, São Paulo, SP. Dom. (13): 10h às 17h. Grátis. Livre.

Impacto do carsharing

Pesquisa revela o impacto do carsharing na população


http://www.zazcar.com.br/novidades/45

12.07.2012
Pesquisa revela o impacto do carsharing na população
Pesquisa aponta os hábitos e atitudes dos usuários que utilizam o serviço de compartilhamento de carros em São Paulo.


Com o objetivo de entender qual o impacto do serviço de compartilhamento de carros na vida de seus clientes e no trânsito da comunidade onde é oferecido, a Zazcar – uma alternativa econômica e sustentável à posse e ao aluguel de carros tradicional, realizou uma pesquisa entre os dias 15 e 31 de agosto com os usuários do sistema na cidade de São Paulo.

Foram entrevistadas mais de 100 pessoas e analisadas três vertentes de atuação no que diz respeito a população e cidade: Finanças – com foco nos gastos com transporte (incluindo percepção de gastos com carro próprio), Comportamento Social (Ganhos ou perdas em relação aos hábitos coletivos) e Saúde/Qualidade de Vida (Ganhos ou perdas em relação ao trânsito, atividades físicas e poluição).
Segundo a pesquisa apontou, 24% dos entrevistados responderam que venderam seus carros após passarem a utilizar o serviço de compartilhamento. A venda e a desistência da compra futura de carros após a adesão ao serviço são os dois fatores que permitem estabelecer o impacto do serviço na posse de carros particulares. No caso de São Paulo, foi possível inferir que cada carro compartilhado retirou outros 5 carros das ruas. “É importante levar em consideração a maturidade do sistema. À medida que ele aumenta, esse número tende a crescer e se aproximar ainda mais dos resultados encontrados em outros países com sistemas de carsharing mais maduros, onde já é possível medir uma relação de 1 para 13”, destaca o sócio diretor da Zazcar, Felipe Barroso.
A pesquisa constatou ainda que 54,9% dos clientes se locomovem mais gastando menos com o serviço de compartilhamento, 53% afirmaram que os custos com transporte diminuíram e 73,3% pensam menos em adquirir um carro após a utilização do sistema. Segundo Barroso, o compartilhamento de carros é uma alternativa viável para a redução dos gastos com transporte. “Considerando que o gasto médio mensal de uma família que tem um carro de valor próximo a R$ 30.000,00 gira em torno de R$ 1.500,00 mensais, ela pode economizar cerca de R$ 500,00 – R$ 800,00 por mês e ainda assim usar um veículo por 3 horas todos os dias, de segunda a sexta”.
Outro dado significativo é que 51,6% dos respondentes passaram a optar mais pelo transporte público após utilizarem o serviço da Zazcar e 64,2% perceberam que há outras alternativas de transporte além do carro próprio. “A pesquisa identificou uma clara tendência de mudança de atitude dos clientes de compartilhamento de carros após a adesão ao serviço: do transporte particular para o público” explica Barroso.
A pesquisa comprovou também que a adoção do compartilhamento de carros gera mudanças comportamentais favoráveis nos indivíduos, pois 50,9% afirmaram que depois de aderir ao sistema, passaram a andar mais a pé e/ou de bicicleta e 56,9% sentem que após utilizar o sistema passaram a ser cidadãos mais conscientes dos problemas da cidade. “Esse fato somado ao aumento do uso do transporte público ressalta uma mudança no comportamento social com benefícios para a cidade”, afirma Barroso.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Dona Culpa

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marinasilva/1213136-dona-culpa.shtml

11/01/2013 - 03h30

 MARINA SILVA 

Quando começam as chuvas, todos sabemos que haverá enchentes nas grandes cidades, desbarrancamento e moradias soterradas nos morros. A culpa, segundo os agentes públicos, é do excesso de chuvas e da insistência dos moradores em permanecer no local.
Mais um ano de seca no sertão nordestino. Estados e municípios disputam desesperados os recursos para barragens, carros-pipa, poços, atendimento de emergência. A culpa? Das pessoas que moram em lugar errado e da natureza, que mandou toda a água para outra região.
Já estamos nos acostumando com essa lógica. Nos anos de crescimento e bonança, os que estão no poder arvoram-se a dar lições ao mundo; nos anos das vacas magras, o problema é a crise na Europa, a guerra cambial, a falta de ousadia dos empresários... Para os que estão na oposição, o sucesso é resultado de alguma decisão anterior ao governo atual, enquanto o fracasso vem dos erros cometidos por esse.
Atualmente, voltamos à "interrupção no fornecimento" de energia (há que se buscar novos nomes para o velho apagão) que, como sabemos, nos últimos anos teve vários culpados: faltou chuva nos reservatórios, um raio desligou a transmissão, o calor fez todo mundo ligar o ventilador.
Mas o ministro tem um jargão na ponta da língua que sintetiza o condomínio dos culpados: "problemas ambientais'. Leia-se índios e ecologistas, que atrasam a construção de usinas. Uns não têm força para demarcar e proteger suas terras, outros não conseguem impedir a desfiguração do Código Florestal, mas o ministro diz que, juntos, têm o poder de apagar a luz do país.
Cá entre nós, desconfio que o planejamento energético brasileiro é atrasado e não prevê a diversificação e distribuição necessária para superar os limites de nossa matriz energética.
Digo "desconfio" porque quase ninguém conhece os planos desse setor, herança e continuação das estruturas centralizadas, anteriores à democratização do país. Os poucos que têm acesso parecem muito competentes, mas não podem vencer um exército de índios.
A culpa do apagão e de todos os desastres anuais previsíveis e anunciados não pode ser dos políticos e gestores públicos. Afinal, quem escolhe os diretores de órgãos públicos e agências? Quem coloca afilhados políticos em cargos técnicos? Quem faz acordos para entregar ministérios com "porteira fechada" aos partidos políticos? Quem nomeia os que, pouco tempo depois, serão flagrados em atos ilícitos e práticas de corrupção?
Não, certamente a culpa não pode ser dos que planejam, coordenam e executam as políticas públicas nas cidades, nos Estados e no país.
Convoquem o povo, os índios, os ecologistas, a chuva. Alguém terá que se casar com dona Culpa.
MARINA SILVA escreve às sextas-feiras nesta coluna.

Tiro no pé?

10/01/2013 - 05h00

Sem-teto diz que só deixa prédio após construção de moradia popular em SP

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1212668-sem-teto-diz-que-so-deixa-predio-apos-construcao-de-moradia-popular-em-sp.shtml

GIBA BERGAMIM JR. CAROLINA LEAL
DE SÃO PAULO 

 

"Não concordamos que primeiro o Lula tenha o memorial dele e depois venha a moradia popular... Só saímos daqui com moradia para todas as famílias."
A frase é de Nelson da Cruz Souza, 52, que é filiado ao PT e coordenou a invasão ao prédio da rua General Couto Magalhães, na Luz, centro paulistano, bem no terreno cedido pelo município ao Instituto Lula --ali será a sede do Memorial da Democracia, um museu.
Na última segunda-feira, sétimo dia da gestão Fernando Haddad (PT), o grupo de sem-teto liderado por Souza invadiu o edifício, criando uma saia justa no partido logo no início do mandato.
Na terça-feira, o prefeito recebeu lideranças de movimentos de luta por moradia, incluindo Souza, que pertence ao Movimento de Moradia da Região Central.
"Chegamos aqui achando que era uma piaba. Na verdade, era um tubarão", afirmou Souza ontem à Folha.
Ele usou a metáfora para dizer que não sabia que a área pertencia ao instituto ligado ao PT, partido que sempre defendeu o movimento sem-teto e sua política de invasões.
"A prefeitura instalou o escritório do consórcio Nova Luz. Foi desativado no dia 23 de novembro e ficou vazio. A conversa que já tinha era que iam ser reformados os apartamentos em 2009. Agora, a conversa é que vai ser demolido para ser instalado o memorial para o Lula."
Souza diz que não é contra o instituto, mas que, diante do deficit habitacional para pessoas de baixa renda, o museu deveria ficar em segundo plano. Ele declarou, sem citar nomes, que vem sendo pressionado por integrantes da prefeitura para deixar o local.

Ocupação

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Danilo Verpa/Folhapress
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Moradores sem-teto ocuparam prédio na rua General Couto Magalhães, na Santa Efigênia
 
ISOLADO
O edifício na Luz é o único que sobrou após uma operação da prefeitura na região, que lacrou e demoliu prédios que serviam de abrigo a usuários de crack.
Na fachada, há uma imensa bandeira vermelha. Dentro, há alguns colchões espalhados no andar térreo, onde dormem adultos e crianças. Uma menina compartilhava com o irmão e primos um laptop.
Há pelo menos 15 prédios ocupados pelos sem-teto no centro da cidade, segundo a Frente de Luta por Moradia (FLM), que informa ser "simpatizante" do PT.
O Instituto Lula afirma que não cogita pedir a reintegração de posse da área e que ainda depende de documentos para poder ocupá-la.
Políticos do PT, como o deputado federal Paulo Teixeira, o ex-vereador Ítalo Cardoso e o atual presidente da Câmara de São Paulo, José Américo, que sempre apoiaram os sem-teto, evitaram comentar essa invasão.
A prefeitura diz que dialoga com os sem-teto e que a meta é construir 55 mil novas unidades até o fim da gestão. E nega fazer qualquer tipo de pressão para que eles deixem o local.

Alckmin anuncia moradias em parceria com a União

Alckmin anuncia moradias em parceria com a União

10 de janeiro de 2013 | 20h 00
 
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,alckmin-anuncia-moradias-em-parceria-com-a-uniao,982849,0.htm

RICARDO BRANDT - Agência Estado
Maior aliado do prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), visitou nesta quinta-feira a cidade para anunciar 4,9 mil novas moradias que serão construídas na região graças a uma parceria com o governo federal, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida.
"Uma boa parceria. O Brasil é uma república federativa. A federação não é para o governo municipal, disputar ou competir com o estadual, ou o estadual competir com o federal. Mas é para unir esforços", afirmou Alckmin, ao lado do prefeito eleito com a bandeira de aliado do PT, no governo federal, e do PSDB, no governo estadual.
Batizado de Casa Paulista, o programa conta com um convênio com a Caixa Econômica Federal, que vai destinar R$ 396,8 milhões para a construção das moradias que atenderá famílias com renda até R$ 1,6 mil. O Estado vai destinar R$ 42,27 milhões às moradias.
"Assinamos com a presidente Dilma (Rousseff) no passado 100 mil unidades no Estado de São Paulo, onde vamos colocar a fundo perdido até 20 mil reais por unidade, ou seja pode chegar a R$ 2 bilhões a participação do Estado", explicou o governador.
As unidades serão construídas nas cidades de Americana, Sumaré, Hortolândia e Campinas.
O prefeito Jonas Donizette, prefeito da maior cidade paulista governada pelo PSB, aproveitou o evento para reforçar uma bandeira de campanha, que foi a de uma prefeitura com bons relacionamentos com o governo federal e com o governo estadual.
"Temos que ter esse espírito de união de forças. Fico contente de nesse primeiro ato que recebemos o senhor ter esse simbolismo, de um programa que tem a parceria do governo do Estado, do governo federal e também do governo municipal", afirmou o prefeito.