segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

MANUAL COMPLETO DO MDL PARA DESENVOLVEDORES DE PROJETOS E FORMULADORES DE POLÍTICAS - 2010

MANUAL DO MDL PARA DESENVOLVEDORES DE PROJETOS E FORMULADORES DE POLÍTICAS 2010








CDM/JI Manual for Project Developers and Policy Makers - 2010
Fonte: http://gec.jp/






The Manual was originally made for Japanese entities conducting Feasibility Studies (FS) for CDM and JI projects. As the CDM-related rules and procedures have been evolving and have become more complex, there has been growing demand for a comprehensive guide for the CDM, both in Annex I and non-Annex I countries.

Eyeing the entry into force of the Kyoto Protocol in February 2005, the Ministry of the Environment, Japan (MOE) and Global Environment Centre Foundation (GEC) as the secretariat of the CDM/JI Feasibility Study Programme responded to this demand by releasing the first version of the CDM Manual in December 2004 that aimed at being a comprehensive guide for a wide range of stakeholders to further promote CDM project activities.

The COP/MOP1 officially adopted the Marrakesh Accords, including the CDM Modalities and Procedures and the JI Guidelines, as well as recognised the endeavours that the CDM Executive Board (EB) had undertaken. Moreover, the JI Supervisory Committee (JISC) was officially established, and started to work from its 1st meeting in February 2006. JI-related rules are also rapidly being formulated referencing the EB efforts and CDM related rules, where appropriate. Under these circumstances, the MOE releases the CDM/JI Manual 2010, with the technical assistance of Pacific Consultants Co., Ltd.



The MOE hopes this manual will be of help to many CDM/JI project developers and policy makers and thus would contribute to the implementation of high-quality CDM/JI projects worldwide. Taking the MOEJ intention into account, GEC provides continuously a web-based platform for the wide distribution of the Manual.



* This CDM/JI Manual 2010 is updated to the results of the EB57 (14 October 2010) and the JISC23 (23 October 2010). For the most recent versions of the references please visit the UNFCCC website (http://unfccc.int/).




Table of Contents:



Chapter 1. Introduction to CDM

1.1 What is the CDM?

1.2 Key concepts of CDM

1.3 CDM institutions

1.4 CDM typology

1.5 CDM project cycle

1.6 Costs related to CDM project cycle

1.7 Resent status of CDM projects

Chapter 2. Project design document

2.1 Overview of the PDD

2.2 Contents of the PDD

2.3 A/R CDM project activities: Technical aspects

2.4 Programme of activities (PoA) design document

Chapter 3. Joint implementation (JI)

3.1 What is JI?

3.2 JI institutions and procedures

3.3 JI-PDD format

3.4 JI small-scale projects

Chapter 4. Japan's approach towards CDM/JI implementation

4.1 Approval of CDM/JI Projects

4.2 Support from Japan's Ministry of the Environment for CDM/JI

4.3 Other organizations' support for CDM/JI

Appendix 1 List of necessary forms and related documents

Appendix 2 Approved methodologies

Appendix 3 Methodological Tools

Appendix 4 Tool for the demonstration and assessment of additionality Version 5.2





MANUAL DO MDL PARA DESENVOLVEDORES DE PROJETOS E FORMULADORES DE POLÍTICAS 2006


Autoria e fonte: Ministério do Meio Ambiente, Japão e Fundação do Centro Global para o Meio Ambiente

download do manual: http://gec.jp/gec/EN/Publications/CDM_Manual-P.pdf

Prefácio

Este manual foi produzido originalmente para as entidades japonesas envolvidas com a realização de projetos do MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), com o apoio do Ministério do Meio Ambiente do Japão.
Com a evolução e crescente complexidade das regras e procedimentos relacionados com o MDL, houve um aumento da demanda por um guia sobre o assunto, tanto nos países do Anexo I quanto nos países não-Anexo I.
Observando a entrada em vigor do Protocolo de Quioto em fevereiro de 2005, o Ministério do Meio Ambiente do Japão e a Fundação do Centro Global para o Meio Ambiente (GEC) atenderam essa demanda com o lançamento, em dezembro de 2004, da primeira versão do Manual do MDL, que tinha por objetivo ser um guia abrangente que favorecesse a promoção de projetos do MDL por uma ampla gama de interessados. A COP/MOP 1 adotou oficialmente os Acordos de Marraqueche, inclusive as Modalidades e Procedimentos do MDL, e reconheceu os esforços feitos pelo Conselho Executivo (CE) do MDL. Nessas circunstâncias, temos o prazer de lançar a última versão do Manual do MDL, atualizada com a assistência técnica dos consultores da Pacific Consultants Co., Ltd.
Esperamos que este manual seja útil a muitas pessoas, em especial aos desenvolvedores de
projetos e formuladores de políticas. Será grande a nossa satisfação se ele puder contribuir para a realização de projetos do MDL de alta qualidade no mundo todo.

Ministro do Meio Ambiente, Japão

Fundação do Centro Global para o Meio Ambiente


Antecedentes


O Protocolo de Quioto, adotado na terceira Conferência das Partes (COP3) na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CQNUMC), realizada em dezembro de 1997, entrou em vigor em fevereiro de 2005.
Para auxiliar as Partes a alcançarem suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa, o Protocolo definiu três inovadores “mecanismos de flexibilidade” para reduzir os custos totais incorridos para se atingirem as metas. Esses mecanismos são o MDL, a Implementação Conjunta e o Comércio de Emissões. O Japão planeja promover uma redução das suas emissões, levando em conta o uso desses mecanismos.
Desde 1999, o Ministério do Meio Ambiente do Japão tem apoiado a realização de estudos da viabilidade dos projetos do MDL, conduzidos por empresas privadas japonesas e ONGs. Esses estudos visam acumular know-how e experiência com os resultados dos projetos e as normas a serem observadas, tanto internacionais quanto nacionais, na busca por projetos promissores.

A Fundação do Centro Global para o Meio Ambiente é responsável pelo gerenciamento do Programa de Estudos da Viabilidade do MDL, atuando como secretariado.

Sumário


1. Introdução ao MDL ......................1

1.1 O que é o MDL?.........................1

1.2 Instituições do MDL ........ ...........3

2. Procedimentos do MDL ...............9

2.1 Ciclo do projeto do MDL ............9

2.2 Desenvolvimento do projeto do MDL ........... 10

2.3 Aprovação pelas Partes envolvidas ................ 16

2.4 Validação e Registro .................................... 16

2.5 Monitoramento, verificação e certificação até a emissão de RCEs ....... 19

2.6 Custos relacionados com o ciclo do projeto no âmbito do MDL ......... 24

3. Tipos diferentes de projetos do MDL ................................................ 31

3.1 Tipologia dos projetos do MDL ...................................................... 31

3.2 Atividades de Projetos de Pequena Escala no Âmbito do MDL.......... 32

3.3 Atividade de projeto de florestamento ou reflorestamento no âmbito do MDL (atividade de projeto de F/R no âmbito do MDL) ... 41

4. Documento de Concepção do Projeto do MDL (DCP) ......................... 50

4.1 Visão geral da versão 3 do DCP ....................................................... 50

4.2 Aplicação de uma metodologia de linha de base ................................. 51

4.3 Aplicação de uma metodologia de monitoramento .............................. 61

4.4 Duração da atividade do projeto/Período de obtenção de créditos......... 63

4.5 Impactos ambientais e comentários dos interessados ........................... 64

4.6 CDM-AR-PDD: aspectos técnicos ........................................................................................... .... 65

Apêndice 1 Aplicabilidade das metodologias aprovadas por tipo de atividade de projeto ........... 74

Apêndice 2 Aplicabilidade das metodologias aprovadas de Florestamento/Reflorestamento ................ 90

Apêndice 3 Aplicação da metodologia de linha de base ACM0001, versão 4 ............ 92

Apêndice 4 Aplicação da metodologia de linha de base ACM0002, versão 6 ............100
 
 
 
CDM Methodologies Guidebook




Auther: Naoki Matsuo

Publisher:

Ministry of the Environment, Japan (MOE)

Global Environmental Centre Foundation (GEC)

Climate Experts Ltd.

Date of Issue: December 2004

Format: A4

No. of Pages: 101

http://gec.jp/gec/EN/publications/CDM_Meth_Guidebook_E.pdf

Contents


Foreword and Acknowledgments PDF File (2.5MB)

Chapter 0 Introduction, Aim, Outline of this Manual

Introduction

Aim of the Guidebook

Outline of this Guidebook

Chapter 1 Theoretical Basis for CDM Methodologies PDF File (5.3MB)

What is Baseline?

The Role of Methodology and its Relation with PDD

Main Elements Constituting the Baseline Methodology

Theoretical Construction of Methodology

Other Extraneous Elements

Explanation and its Application of "Additionality Tool"

Viewpoint of Monitoring Methodology

Chapter 2 How to Describe NMB/NMM/PDD PDF File (1.1MB)

New Methodology for Baseline (NMB)

New Methodology for Monitoring (NMM)

Project Design Document (PDD)

Chapter 3 Theory on Grid Electricity Displacement Effect PDF File (3.1MB)

Needs for the Theory

Operating Margin and Build Margin

Methodology for Small-Scale CDM

Consolidated Methodology

Development of Consolidation ― Master Methodology

Theoretical Basis

Practical Exercise [Internal Grid Connected to External Grid]

Terminology






CER Estimation Toolkit - Version 2.0
 
http://gec.jp/gec/EN/Publications/CERToolkit.pdf



The Toolkit is released to assist the initial assessment of expected CERs generated from a CDM project activity.

In the case project participants plan to develop a CDM project, they should assess the feasibility and profitability of the planned project. However, the profitability of the CDM project depends on how many CERs to be generated and then issued. CERs are issued by the CDM Executive Board (EB) on the basis of the verification report and in accordance with the decisions by the COP/MOP and the CDM EB.

Therefore there are the increasing needs of project participants to estimate how many CERs are to be generated/issued.

The Ministry of the Environment, Japan, and GEC respond to this demand by releasing the CER Estimation Toolkit. The Toolkit provides the estimation of CERs generated from certain types of projects as follows:

Increasing the blend in cement production;

Substitution of fossil fuels with alternative fuels in cement plant;

Methane avoidance by anaerobic wastewater treatment;

Landfill gas recovery and flaring;

Methane avoidance through composting;

Electricity generation from biomass residues; and

Electricity generation from waste heat recovery.

The Toolkit has been updated as version 2.0, as of March 2007.



...........................................................................................................



domingo, 6 de fevereiro de 2011

Brasil ganha prêmio no Dia Mundial das Zonas Úmidas

Brasil ganha prêmio no Dia Mundial das Zonas Úmidas

 
31/01/2011 20:42 - Portal Brasil





 
No ano em que se comemora 40 anos da Convenção das Zonas Úmidas, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas, vai receber o prêmio de primeiro lugar para Gestão Sustentável de Sítios Ramsar nas Américas, promovido pela Convenção sobre Zonas Húmidas de Importância Internacional — tratado intergovernamental conhecido como Convenção Ramsar.



A conquista do prêmio foi anunciada nesta segunda-feira (31). O prêmio foi entregue na próxima quarta-feira (2), em Huatulco, México, quando se comemora o Dia Mundial das Zonas Úmidas. Representantes dos países das Américas, entre eles o Ministério do Meio Ambiente, estão reunidos no México para simpósios temáticos, com a apresentação de atividades desenvolvidas nos Sítios Ramsar em cada país.



O Secretariado da Convenção lançou também a publicação comemorativa "Valores Líquidos de Ramsar", já disponível em espanhol na página eletrônica do MMA (link abaixo), com o histórico de implementação da Convenção de Ramsar e os desafios para o futuro, além de publicar em seu website, durante todo o ano, as experiências que concorreram ao prêmio.





Zonas Úmidas e florestas



O tema deste ano do Dia Mundial das Zonas Úmidas é "Florestas para a Água e para as Zonas Úmidas", motivado pelo Ano Internacional de Florestas comemorado em 2011, e uma referência à relação das zonas úmidas com os ambientes florestais.



Segundo a Convenção de Ramsar, zona úmida é uma área de pântano, charco, turfa ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo área de água marítima com menos de seis metros de profundidade na maré baixa.



A Convenção foi estabelecida em fevereiro de 1971, na cidade iraniana de Ramsar, por isso é também chamada Convenção de Ramsar. Hoje são 160 os países signatários e 1912 as Zonas Úmidas de Importância Internacional os Sítios Ramsar , que somam 186.963.216 hectares.



São onze os Sítios Ramsar brasileiros: Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense (MA), Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses (MA), Parque Nacional do Pantanal Matogrossense (MT), Parque Nacional do Araguaia (TO), Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA), Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS), Parque Estadual do Rio Doce (MG), Parque Estadual Marinho do Parcel do Manoel Luíz (MA), Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (AM), Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda do Rio Negro (MS) e Reserva Particular do Patrimônio Natural do Sesc Pantanal (MT).



O segundo lugar ficou para a Laguna Conchali, no Chile.









Fonte:

Ministério do Meio Ambiente





Conceito de 'compras sustentáveis' será inserido na Lei de Licitações


Conceito de 'compras sustentáveis' será inserido na Lei de Licitações


Autoria: Simone Franco / Agência Senado



04/02/2011 - 17h38





As compras e os serviços contratados pelo governo também deverão se submeter a critérios de sustentabilidade ambiental. Esse conceito poderá ser introduzido na Lei de Licitações (Lei nº 8.666/93) por projeto de lei (PLS 5/11) do senador Magno Malta (PR-ES). A proposta aguarda a indicação de relator na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).



O primeiro acréscimo sugerido prioriza os requisitos de sustentabilidade ambiental na escolha da proposta considerada mais vantajosa para a administração pública. Em seguida, inclui-se como critério de desempate produtos produzidos ou serviços prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no país e em projetos e programas de proteção ao meio ambiente.



Por fim, o projeto recomenda que as compras públicas levem em conta, sempre que possível, a compatibilidade do bem a ser adquirido com as exigências relativas à conservação do meio ambiente. Depois de passar pelo crivo da CMA, a proposta seguirá para votação, em Decisão TerminativaÉ aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis., na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).



Segundo ressaltou Magno Malta, o projeto procura colocar a Lei de Licitações em sintonia com o artigo 225 da Constituição, que impõe "ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo [o meio ambiente] e preservá-lo para as presentes e futuras gerações".



"Ao valer-se de critérios sustentáveis em suas aquisições e contratações, a administração pública, como grande consumidora de bens e serviços, sinalizará ao segmento fornecedor a necessidade de ajuste de seus processos produtivos aos padrões de proteção ambiental, sob pena de ser excluído do mercado de compras estatais", argumenta Magno Malta na justificação do projeto.






Compras sustentáveis serão premiadas pelo governo federal


 
Sábado, 5 de fevereiro de 2011 às 17:21


http://blog.planalto.gov.br/compras-sustentaveis-serao-premiadas-pelo-governo-federal/



O poder de compra do governo federal é estimado entre 10% e 15% do PIB nacional. Para estimular políticas de preservação do meio ambiente, o governo federal vem incentivando os órgãos públicos a adquirir produtos sustentáveis, ou seja, que utilizem menos recursos naturais, contenham menos materiais tóxicos, tenham mais vida útil, consumam menos água e energia, gerem menos resíduos e possam ser reutilizados ou reciclados. Esse é o objetivo do Prêmio Equipe Sustentável e Edital Sustentável, lançado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que estará com as inscrições abertas a partir do próximo mês.




Além de identificar e valorizar iniciativas da administração pública com as chamadas “licitações verdes”, o Ministério também pretende reunir e compartilhar essas experiências, para que possam servir de referência a outras instituições.



“O setor público é um dos maiores consumidores de bens e serviços do mercado, e quando decidimos premiar as compras que levam em conta o desenvolvimento sustentável, mostramos a preferência pelos produtos recicláveis e menos poluentes, por exemplo”, diz Glória Guimarães, chefe da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, responsável pelo Prêmio.





Critérios de premiação



Podem participar entidades da administração direta, autárquica e fundacional nas categorias Equipe Sustentável (contratos nas modalidades pregão, concorrência e tomada de preço) e Edital Sustentável (editais por meio de intenção de registro de preço ou de sistema de registro de preço). Serão selecionados os três melhores trabalhos de cada categoria, e os vencedores receberão de R$ 5 mil a R$ 15 mil.



Para a seleção, serão levados em conta critérios como: qualidade técnica do edital, especificação do material, valor total da aquisição, tempo de conclusão da licitação, impacto da contratação para a administração pública, inovação, eficácia da prática para a redução de gastos, desenvolvimento econômico e social, e proteção do meio ambiente. O edital do Prêmio foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). Já as regras e orientações sobre as contratações sustentáveis estão previstas na Instrução Normativa SLTI nº 1/2010 do MPOG.



A expectativa de Glória Guimarães é que o evento leve os agentes públicos a refletir sobre a real importância das práticas socialmente responsáveis.



“A difusão desses conceitos poderá estimular a realização de outros eventos que valorizem também o trabalho de fornecedores que se preocupam com a preservação ambiental”, prevê.



Experiências públicas ao alcance de todos



A Caixa Econômica Federal é um exemplo, entre tantos outros, de empresas públicas que já aderiram, na prática, à questão da responsabilidade social, empresarial e ambiental. Ainda em 2004, a empresa aprovou suas Políticas de Responsabilidade Social Empresarial e Ambiental Corporativa, que se propunham a repensar os insumos utilizados na empresa.



Em 2007, criou o Comitê de Fornecedores, que desenvolveu iniciativas para viabilizar compras sustentáveis, e incluiu nas normas internas as primeiras referências ao assunto, que foram sendo aprimoradas em versões posteriores. Até agora, já foram realizados encontros em todas as regiões do país, com a participação de 579 fornecedores e 1,4 mil participantes.



Na avaliação do banco, a política de relacionamento com fornecedores “tem contribuído não apenas para a sua sustentabilidade, mas de seus fornecedores ao buscarem a inovação e oferecerem produtos mais sustentáveis tanto do ponto de vista ambiental, como social e de toda a cadeia produtiva.”



Desde 2006, por exemplo, a Caixa mantém um acordo de Logística Reversa, que prevê a redução de custos na aquisição dos produtos novos da empresa Lexmark, mediante a doação de cartuchos e fusores utilizados nas impressoras da empresa. Com essa medida, cerca de 89 toneladas de carcaças, além de não circularem pelo meio ambiente, são recicladas, gerando toneladas de subprodutos que são utilizados como matéria-prima para novos produtos. A devolução de cartuchos usados assegurou à Caixa R$ 14 milhões em subsídio do fabricante para a aquisição de novos cartuchos, o que nos últimos três anos gerou uma redução média de 47% no preço desse material. O acordo também beneficia a Oscip Moradia e Cidadania, que recebe R$ 15 do fabricante por cada cartucho devolvido pela Caixa. Segundo a empresa, já foi repassado R$ 1,62 milhão para projetos de inclusão social apoiados pela Oscip.



Para orientar as licitações para construção e reforma de agências e outras unidades, o Banco criou o “Guia Caixa para Sustentabilidade Ambiental”. Com base nessas orientações, a Caixa já incorpora em seus edifícios sistemas de iluminação de alta eficiência, climatização inteligente e isolamento térmico em coberturas. Quatro agências bancárias já receberam a etiqueta de Eficiência Energética do Inmetro/Procel: as agências Jardim das Américas, em Curitiba (PR), e Ingleses (SC), e os Edifícios Sedes de Belém (PA) e de Londrina (PR), que registram 25% de economia na conta de energia. Para reduzir o consumo de água, a empresa adquire louças e metais sanitários eficientes e de baixo consumo, substitui sistemas de refrigeração com condensação a água por aparelhos com condensação a ar, e usa sistemas de captação e aproveitamento de água da chuva, com economia de cerca de 50% de água.



A recém-inaugurada Agência Barco–Chico Mendes, unidade bancária itinerante com mais de 1,2 mil m2, construída sobre a estrutura de uma embarcação, conta com separação de lixo para reciclagem e dejetos secos, tem sua própria estação de tratamento de efluentes de esgoto – que permite lançar água 100% tratada no rio – e casco pintado com tinta não poluente. Seu sistema de iluminação foi construído com lâmpadas de LED, que promovem uma economia de 50% da energia, quando comparadas com as lâmpadas convencionais, não contêm mercúrio e duram mais de 25 mil horas.



Os editais também foram aperfeiçoados para a aquisição de produtos de tecnologia sem substâncias perigosas em concentração acima da recomendada na diretiva RoHS (Restriction of Certain Hazardous Substances) e constituídos, no todo ou em parte, por material reciclado, atóxico e biodegradável. Além disso, para reduzir o consumo de papel, energia e insumos de impressão, foram adotados sistemas de digitalização de documentos, sistemas de controle de impressões por pessoa e unidade, fax virtual e salas de videoconferência.



Com a otimização do parque de impressoras, houve uma redução da quantidade de máquinas em 59,37%, com consequente economia de energia, papel e toner. A Caixa passou de um atendimento médio de cinco empregados por impressora para 30 empregados por impressora, o que gerou uma economia de 56,7% dos gastos com insumos de impressão no período de março de 2005 até novembro de 2008, o equivalente a cerca de R$ 20 milhões.



Todo o papel A4 branco utilizado na empresa é certificado com o selo FSC (Forest Stewardship Council/Brasil) ou pelo Cerflor (Programa Brasileiro de Certificação Florestal) que indica que as fibras ou a pasta de celulose utilizada na fabricação do papel é originária de floresta plantada (ou seja, não utiliza florestas nativas para fabricação), e também não utiliza cloro para o branqueamento das fibras, e sim o dióxido de cloro, que é menos ofensivo.



“Os gestores operacionais de contratos estão sendo estimulados a conhecer e agregar critérios sociais e ambientais à especificação de novas contratações de bens e serviços, bem como a considerar o ciclo de vida de bens e insumos utilizados nos serviços, especialmente em relação aos métodos de extração e origem das matérias-primas utilizadas, processo de fabricação, forma de uso/aplicação e descarte/destinação”, informa a Caixa.



Em todas as operações de crédito destinadas a empresas com atividades econômicas potencialmente impactantes ao meio ambiente são solicitadas licenças ambientais. Também são realizadas análises socioambientais nas operações de crédito com valores iguais ou superiores a R$ 10 milhões, nas atividades econômicas que apresentem potencial de impacto ao meio ambiente.



Como principal agente financeiro da habitação, o Banco também incorporou critérios de sustentabilidade no financiamento habitacional. São exemplos disso a “Ação Madeira Legal”, em que a Caixa exige documentação que comprove o uso de madeiras nativas de origem legal em todas as obras e empreendimentos habitacionais que financia.



Já o “Selo Casa Azul” é o primeiro sistema brasileiro de classificação de sustentabilidade na habitação, que tem o objetivo de incentivar o uso racional de recursos naturais, reduzir custos de manutenção e promover a conscientização sobre as vantagens das construções sustentáveis. Lançado em 2010, o guia do Programa já registrou mais de 6 mil downloads, segundo a Caixa.



Os sistemas de aquecimento solar de água (SAS) são itens financiáveis em todos os programas e linhas de financiamento da Caixa, e contam ainda com incentivos em determinados empreendimentos do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV). Em 2010, foram contratadas mais de 36 mil unidades habitacionais com SAS, o que representa economia até 40% do consumo de energia elétrica.



Banco do Brasil, outro exemplo



Desde 2005 o Banco do Brasil implementou uma política específica de relacionamento com fornecedores, incentivando-os a adotar gestão socialmente responsável, e definindo acordos de serviços e de responsabilidade socioambiental. Além disso, o Banco não se relaciona com fornecedores que estejam envolvidos com a exploração de trabalho infantil, degradante ou escravo.



Questionado se observou economia de recursos com a adoção de compras sustentáveis, a assessoria do BB informou que “houve economia sob diversos aspectos, sejam eles financeiros e de recursos naturais. Mas o mais importante a ser avaliado, em nossa visão, foi o aprimoramento da relação do Banco do Brasil com os seus fornecedores. Dentro desse objetivo, observamos que o Banco, além dos critérios relacionados à economicidade, ao atendimento à legislação, às especificações de qualidade dos produtos e serviços, e à confiabilidade nos prazos de suprimentos, também implementou no relacionamento com fornecedores o atendimento aos requisitos de responsabilidade socioambiental.”



Diversos materiais e serviços compõem a lista de compras sustentáveis da instituição financeira. Todo o papel utilizado é certificado pela FSC ou pela Cerflor e 18,6% (1,5 mil t) provém de reciclagem. As carcaças plásticas de toner de impressoras são remanufaturadas, evitando o consumo de recursos naturais e reduzindo o volume de resíduos. Também foram adotadas parcerias com os fornecedores para a redução dos gastos com água e energia elétrica.



A empresa investiu, ainda, em equipamentos de tele e videoconferência, para reduzir o número de viagens aéreas realizadas pelos funcionários. Com essa medida, observou-se uma queda de 33% nas viagens aéreas realizadas em 2009, quando comparado com o volume de viagens de 2008. No transporte, o Banco passou a privilegiar, sempre que possível, a utilização do etanol como combustível para abastecimento da frota, seja própria ou contratada.











sábado, 5 de fevereiro de 2011

ILHA DE CALOR EM SÃO PAULO É RESPONSÁVEL PELAS CHUVAS INTENSAS NA CAPITAL

Concentração de calor na capital paulista causa temporais mais fortes do que no resto do estado



Autor: Daniel Mello

Repórter da Agência Brasil



São Paulo – Os fortes temporais ocorridos ao longo do mês de janeiro na cidade de São Paulo estão diretamente ligados ao fenômeno conhecido como ilha de calor. Segundo o meteorologista Fabrício Daniel dos Santos, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a grande quantidade de chuvas no início do ano mostra uma discrepância entre o clima na capital e no restante do estado.



O janeiro deste ano foi o mais chuvoso desde 1943, quando o Inmet começou a fazer as medições. Em cidades do interior como Franca e Presidente Prudente, no entanto, a chuva ficou abaixo da média histórica, de acordo com Santos. Mesmo nos locais onde o índice pluviométrico excedeu a média para o mês, ficou próximo ao esperado para a época do ano.



A diferença da capital para o restante do estado está na grande aglomeração urbana que concentra fontes e receptores de energia. “A ilha de calor é muito bem caracterizada na cidade”, ressalta o meteorologista.



O professor do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo Edmilson Dias de Freitas explica que o acúmulo de calor causado pelas grande quantidade de edificações e a impermeabilização do solo, além do uso de equipamentos como ar-condicionado e automóveis, ampliam a corrente que leva o vapor de água para a atmosfera. Esse processo acaba por criar nuvens maiores do que o normal. “Quanto mais intensa a corrente ascendente que leva a água lá para cima, mais desenvolvimento vertical essa nuvem vai ter.”



Essas grandes nuvens dão origem a tempestades que descarregam em um curto espaço de tempo a precipitação que demoraria várias horas ou até alguns dias para voltar à terra. “O fato é que chove a mesma coisa em um número menor de vezes”, explica o professor. Com isso, a cidade vai adquirindo uma espécie de clima próprio, “muito particular”, acrescenta Freitas.



São Paulo “é a capital brasileira que tem a maior tendência para eventos extremos, principalmente precipitações”, afirma Fabrício dos Santos com base nas observações feitas em todo o país pelo Inmet. Isso deve piorar com o acirramento das mudanças climáticas nos próximos anos. “É uma cidade típica que vai estar sofrendo mais por conta do aquecimento [global].”



Isso porque a magnitude da ilha de calor está diretamente ligada ao tamanho da cidade, explica Freitas. Segundo ele, é possível amenizar o fenômeno com ações que reduzam a absorção de energia pela metrópole. Entre elas, o professor aponta o aumento das áreas de vegetação e utilização de calçamentos mais permeáveis, no sentido de “permitir que o solo receba mais água, transpire essa água e receba menos quantidade de energia”. Além disso, ajudaria reduzir a circulação de automóveis, principalmente nos horários de pico.



Edição: Juliana Andrade


ILHA DE CALOR CONTINUA À NOITE...



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Convite Sustentável: Agenda 21 MacroNorte

WWF projeta futuro com 95% da energia mundial vindo de fontes renováveis

WWF projeta futuro com 95% da energia mundial vindo de fontes renováveis



A ONG ambiental WWF lançou nesta quinta-feira (3) um estudo com novas perspectivas do futuro mundial em relação à produção de energia limpa. A publicação apresenta uma proposta de que até 2050, 95% da demanda energética seja proveniente de fontes renováveis.
O estudo foi feito pela consultoria Ecofys, especializada em energia, a pedido da WWF. A proposta não inclui somente uma nova realidade da produção, mas também estratégias que sejam capazes de reduzir até 15% do consumo energético, em relação ao ano de 2005.
A pesquisa garante que os combustíveis fósseis poderão ser praticamente abandonados nas próximas décadas. Hoje, eles fornecem 80% da energia global. A biomassa e a energia nuclear também podem ser deixadas de lado nos anos que se seguem.
A receita para essa mudança não é tão simples e demandaria um grande esforço econômico mundial. O primeiro passo para um novo cenário está relacionado aos sistemas de calefação, muito presente nos países frios do hemisfério norte. É essencial que os gastos com o aquecimento dos edifícios sejam reduzidos em 60%. Esse objetivo pode ser alcançado através da melhora na eficiência energética e aproveitamento da energia solar.
As instalações elétricas atuais também precisariam ser transformadas para redes inteligentes e econômicas. O transporte sofreria alterações para que a eletricidade fosse o principal “combustível” para a locomoção global. O direcionamento feito pela consultoria inclui o forte incentivo ao uso das bicicletas, do transporte público e caminhadas.
Até mesmo a alimentação precisaria ter novos formatos, com o consumo de carne reduzido pela metade nos países industrializados e acrescido em 25% nas nações em desenvolvimento.
Para que seja possível suprir 95% da demanda energética com fontes renováveis, mesmo com essas alternativas que reduzem o consumo, o mundo precisaria se juntar em investimentos pesados. Durante os próximos 25 anos, seria necessário investir US$ 4,8 trilhões anualmente. Em contrapartida, no fim do prazo passaríamos a economizar US$ 5,5 trilhões por ano, em comparação aos gastos atuais. Mesmo sendo uma proposta ambiciosa, o estudo garante que ela seja tecnicamente possível. Com informações da Ecofys.
Redação CicloVivo
A ONG ambiental WWF lançou nesta quinta-feira (3) um estudo com novas perspectivas do futuro mundial em relação à produção de energia limpa. A publicação apresenta uma proposta de que até 2050, 95% da demanda energética seja proveniente de fontes renováveis.
O estudo foi feito pela consultoria Ecofys, especializada em energia, a pedido da WWF. A proposta não inclui somente uma nova realidade da produção, mas também estratégias que sejam capazes de reduzir até 15% do consumo energético, em relação ao ano de 2005.
A pesquisa garante que os combustíveis fósseis poderão ser praticamente abandonados nas próximas décadas. Hoje, eles fornecem 80% da energia global. A biomassa e a energia nuclear também podem ser deixadas de lado nos anos que se seguem.
A receita para essa mudança não é tão simples e demandaria um grande esforço econômico mundial. O primeiro passo para um novo cenário está relacionado aos sistemas de calefação, muito presente nos países frios do hemisfério norte. É essencial que os gastos com o aquecimento dos edifícios sejam reduzidos em 60%. Esse objetivo pode ser alcançado através da melhora na eficiência energética e aproveitamento da energia solar.
As instalações elétricas atuais também precisariam ser transformadas para redes inteligentes e econômicas. O transporte sofreria alterações para que a eletricidade fosse o principal “combustível” para a locomoção global. O direcionamento feito pela consultoria inclui o forte incentivo ao uso das bicicletas, do transporte público e caminhadas.
Até mesmo a alimentação precisaria ter novos formatos, com o consumo de carne reduzido pela metade nos países industrializados e acrescido em 25% nas nações em desenvolvimento.
Para que seja possível suprir 95% da demanda energética com fontes renováveis, mesmo com essas alternativas que reduzem o consumo, o mundo precisaria se juntar em investimentos pesados. Durante os próximos 25 anos, seria necessário investir US$ 4,8 trilhões anualmente. Em contrapartida, no fim do prazo passaríamos a economizar US$ 5,5 trilhões por ano, em comparação aos gastos atuais. Mesmo sendo uma proposta ambiciosa, o estudo garante que ela seja tecnicamente possível. Com informações da Ecofys.
Redação CicloVivo

Relatório Brundtland e a sustentabilidade: Pesquisador da USP desenvolveu uma metodologia para medir a sustentabilidade ambiental de maneira quantitativa

Método permite medir sustentabilidade de modo quantitativo


Sociedade - 02.02.11





Fonte: http://www4.usp.br/index.php/sociedade/20736-metodo-permite-medir-sustentabilidade-de-modo-quantitativo



Autoria: Valéria Dias / Agência USP



A partir de uma tese de doutorado apresentada ao Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da USP, o pesquisador e professor Joaquim Francisco de Carvalho desenvolveu um estudo onde propõe uma metodologia para medir a sustentabilidade ambiental de maneira quantitativa. Um artigo sobre o tema acaba de ser publicado na Renewable and Sustainable Energy Reviews.



Carvalho explica que a definição de sustentabilidade geralmente aceita, baseada no chamado Relatório Brundtland, de 1.987, é adequada para o debate político, por levar em conta apenas o lado qualitativo, não existindo, até então, uma definição quantitativa sobre sustentabilidade. Esta definição qualitativa estabelece que um projeto é sustentável quando não contribui para degradar o meio ambiente e o mantém capaz de fornecer recursos para as gerações futuras.



“Com base nesta definição, fica impossível afirmar, com segurança, que a construção de uma usina hidrelétrica causará mais ou menos danos ao meio ambiente do que centrais termelétricas a carvão ou a biomassa” pondera Carvalho. “Entretanto, o artigo recentemente publicado deve ser considerado apenas como uma pesquisa básica sobre o assunto, que poderá ser útil na medida em que oferece para outros estudiosos sugestões para linhas de pesquisas a serem exploradas sobre o tema”, destaca.



Entropia

A metodologia foi baseada em conceitos de um ramo da Física denominado Termodinâmica do não equilíbrio e está estruturada a partir dos princípios de mínima e máxima produção de entropia. Segundo o dicionário Aurélio, entropia “é uma grandeza que, em termodinâmica, permite avaliar a degradação da energia de um sistema: a entropia de um sistema caracteriza o seu grau de desordem”.



Carvalho explica: “Podemos dizer que a sustentabilidade de um sistema, como a Terra, por exemplo, depende basicamente do equilíbrio dos fluxos de energia que entram e saem. Este equilíbrio é influenciado pelo número de elementos do sistema e por seu regime termodinâmico, ou pelo nível de organização de seus elementos. Isso caracteriza a entropia do sistema. Sistemas sustentáveis produzem pouca entropia e são bem organizados, enquanto sistemas insustentáveis produzem muita entropia e são caóticos”.



O pesquisador usa como exemplo a energia que chega na Terra por meio do Sol. “Neste caso, a energia solar, recebida direcionalmente num fluxo de alta qualidade e baixa entropia, é responsável por uma série de fenômenos atmosféricos e geológicos, pela fotossíntese, pelo metabolismo das plantas e de animais e é reemitida com baixa qualidade (degradada) e alta entropia. Porém, há um balanço energético entre a energia que entra e a que sai”, esclarece, lembrando que entropia está associada a temperatura.



Já no caso de uma plantação de cana-de-açúcar em áreas especialmente desmatadas para isso, Carvalho explica que o fluxo entrópico é alto, entre outras coisas, por força do desmatamento, que causar a destruição de um ecossistema e, consequentemente, de uma série de informações genéticas e biológicas, gerando caos (desequilíbrio) naquele meio. “Qualquer processo que desorganize, destrua informação ou diminua a eficiência de um sistema aumenta a sua entropia. As causas podem ser o atrito, em sistemas mecânicos; resistência elétrica, em sistemas elétricos; super-exploração e mau uso do solo, em sistemas agrícolas; transportes caóticos e desperdício de energia, nas cidades, etc”, destaca o pesquisador.



“Podemos então definir desenvolvimento sustentável em função da intensidade dos impactos ambientais causados pelas atividades econômicas, como aquele que tenda a manter os fluxos de entropia dos sistemas terrestres próximos aos atuais, que são os que viabilizam a vida humana. Esta definição ainda não é precisa; entretanto, com base nela, poderíamos estabelecer escalas de magnitudes de impactos sobre o ambiente natural, provocados por atividades econômicas básicas”, sugere Carvalho.



Segundo o pesquisador, essas escalas ainda são limitadas pela escassez de trabalhos experimentais e, portanto, pela insuficiência de dados quantitativos. “Mas na medida em que vá crescendo o interesse por este assunto, os pesquisadores da área de energia poderão definir escalas cada vez mais precisas, em função do que poderíamos chamar de Graus Entrópicos das atividades consideradas.



Índice IDHS

No artigo, o pesquisador sugere ainda a criação de um Índice de Desenvolvimento Humano Sustentável (IDHS) que seria obtido a partir do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) — formado por dados ligados à expectativa de vida ao nascer, educação e Produto Interno Bruto (PIB) de um país — e de um Índice de Sustentabilidade Ambiental (ISA). O ISA seria estabelecido em função dos graus entrópicos dos produtos de maior peso na economia. “Os materiais de maior impacto entrópico teriam peso maior. Por exemplo, o impacto de um quilo de alumínio — que implica extração do minério e elevado consumo de eletricidade — é bem maior do que o de um quilo de madeira, que é produzida por fotossíntese, um processo natural que consome apenas energia solar, dióxido de carbono e água, existentes na atmosfera”, explica.



No artigo, o pesquisador sugere ainda que a Organização Mundial do Comércio (OMC) utilize o IDHS para estabelecer escalas de acréscimos e decréscimos nas tarifas de exportação de países, de acordo com índices maiores ou menores de IDHS.



O artigo “Measuring economic performance, social progress and sustainability using an inde” foi baseado em estudos realizados para a tese de doutorado de Carvalho, intitulada O declínio da era do petróleo e a transição da matriz energética brasileira para um modelo sustentável, apresentada em 2009 ao IEE, sob a orientação do professor Ildo Sauer.



Nos próximos meses de março e abril, Carvalho vai ministrar a disciplina “Energia e Sustentabilidade” no Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (Procam) da USP, no qual uma das aulas será voltada para o tema do artigo publicado pela Renewable and Sustainable Energy Reviews.



Mais informações: emails joacarvalho@usp.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou jfdc35@uol.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , com o pesquisador Joaquim Francisco de Carvalho
 
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Relatório Brundtland e a sustentabilidade




Fonte: http://www.mudancasclimaticas.andi.org.br/node/91

Em 1987, o documento Our Common Future (Nosso Futuro Comum) ou, como é bastante conhecido, Relatório Brundtland, apresentou um novo olhar sobre o desenvolvimento, definindo-o como o processo que “satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”. É a partir daí que o conceito de desenvolvimento sustentável passa a ficar conhecido.



Elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, o Relatório Brundtland aponta para a incompatibilidade entre desenvolvimento sustentável e os padrões de produção e consumo, trazendo à tona mais uma vez a necessidade de uma nova relação “ser humano-meio ambiente”. Ao mesmo tempo, esse modelo não sugere a estagnação do crescimento econômico, mas sim essa conciliação com as questões ambientais e sociais.



O clima na imprensa

O Relatório Brundtland não é citado uma única vez na amostra de textos sobre mudanças climáticas publicados por 50 jornais brasileiros, no período julho de 2005-junho de 2007.

Fonte: Pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira. ANDI e Embaixada Britânica.



O documento enfatizou problemas ambientais, como o aquecimento global e a destruição da camada de ozônio (conceitos novos para a época), e expressou preocupação em relação ao fato de a velocidade das mudanças estar excedendo a capacidade das disciplinas científicas e de nossas habilidades de avaliar e propor soluções, como está na publicação Perspectivas do Meio Ambiente Mundial – GEO 3 (PDF 1.053 KB - Baixar Arquivo), do PNUMA.



O Relatório Brundtlandt também já apresentava uma lista de ações a serem tomadas pelos Estados e também definia metas a serem realizadas no nível internacional, tendo como agentes as diversas instituições multilaterais. Mas, de acordo com o professor da Universidade de São Paulo, Pedro Roberto Jacobi, em seu artigo “Meio Ambiente e Sustentabilidade” (PDF 47 KB - Baixar Arquivo), publicado no livro O Município no Século XXI, “os resultados no final da década de 1980 estão muito aquém das expectativas e decorrem da complexidade de estabelecer e pactuar limites de emissões, proteção de biodiversidade, notadamente pelos países mais desenvolvidos”.



Entre as medidas apontadas pelo relatório, constam soluções citadas mais à frente, como a diminuição do consumo de energia, o desenvolvimento de tecnologias para uso de fontes energéticas renováveis e o aumento da produção industrial nos países não-industrializados com base em tecnologias ecologicamente adaptadas.



O Relatório Brundtlandt é resultado do trabalho da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, da ONU, presidida por Gro Harlem Brundtlandt e Mansour Khalid, daí o nome final do documento. A comissão foi criada em 1983, após uma avaliação dos 10 anos da Conferência de Estocolmo, com o objetivo de promover audiências em todo o mundo e produzir um resultado formal das discussões.



O documento foi publicado após três anos de audiências com líderes de governo e o público em geral, ouvidos em todo o mundo sobre questões relacionadas ao meio ambiente e ao desenvolvimento. Foram realizadas reuniões públicas tanto em regiões desenvolvidas quanto nas em desenvolvimento, e o processo possibilitou que diferentes grupos expressassem seus pontos de vista em questões como agricultura, silvicultura, água, energia, transferência de tecnologias e desenvolvimento sustentável em geral.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Fontes de energia alternativa são o futuro dos data centers

Fontes de energia alternativa são o futuro dos data centers



Fonte: http://empresaverde.blogspot.com/2011/02/fontes-de-energia-alternativa-sao-o.html


Gestores de data centers têm uma regra dourada: não perturbar o fornecimento de energia elétrica.

Por John Brandon, da Computerworld-EUA

Quase todas as instalações de data center usam alimentação de corrente alternada, o que pode ser excelente na hora de manter em funcionamento um PC doméstico, mas também é usada na alimentação de uma grosa de servidores.
Com um rápido crescimento na atividade, as previsões para o consumo dos atuais data centers são de um incremento na ordem de 100% nos próximos cinco anos. Cientes de tal realidade, várias empresas partem para fontes de energia alternativas. Entre essas tecnologias, podemos destacar: energia solar, turbinas alimentadas com gás natural, energia eólica, células de energia e energia hidrelétrica.

Por quê?

A motivação para tal adoção de fontes de energia é uma só: maior retorno sobre investimento (ROI).

Ainda assim, o cálculo para definir se o retorno financeiro para cada diferente projeto se dará em tempo hábil, é de complexidade razoável. “Esse cálculo vai decidir a viabilidade dos projetos”, diz o analista especialista em energia verde Ted Ritter, da Nemerts Research Group Inc.

Para Ritter, muitas organizações têm problemas em justificar o investimento em fontes de energia alternativas, pelo menos de imediato. O impasse aumenta quando a operação prevê a substituição completa da corrente alternada, entregue diretamente nas instalações. Outro raciocínio, necessário quando da avaliação em migrar de fornecimento elétrico, consiste em estabelecer planos e recursos que garantam a disponibilidade de energia – o que implica em investimento e em custos adicionais.

A pesquisa

As empresas que a Computerworld dos EUA entrevistou para o artigo a seguir figuravam entre as companhias mais importantes no que tange a energia verde e que contornaram várias questões no desenrolar dos projetos. Algumas dessas iniciativas têm projeção de gerar o retorno nos investimentos daqui há 15 anos.

Energia solar – Agência de governo do Estado da Califórnia

O departamento de transporte público da Califórnia, com sede em San Diego, optou pela modalidade solar para dar conta de sua demanda por fornecimento de energia elétrica. Por força da irregularidade na corrente de vento, a opção do energia eólica fora posta de lado. Com um data center de proporções consideradas pequenas/médias e voltados a atender 12 milhões de usuários de transporte público por ano, a principal atribuição é gerenciar o sistema de emissão de bilhetes e monitorar as câmeras de segurança instaladas em terminais e estações de meios públicos de transporte.

A CIO do departamento de trânsito, Angela Miller, diz que a organização percebeu a necessidade em adotar o sistema de energia alternativo por força do movimento pró-sustentabilidade. No total, o departamento investiu 600 mil dólares em 30 painéis solares, uma plataforma de virtualização para sistemas de armazenamento e novos sistemas de ventilação. Os painéis fornecem a energia elétrica que é revendida para o município em troca de energia elétrica em corrente alternada – o que torna a geração sustentável uma fonte de renda extra, já que existe superavites na produção.

Virtualização

Sobre a virtualização, Angela esclarece que “era crítico por uma série de motivos”. A nova constelação faz melhor aproveitamento do hardware disponível, torna a identificação de processos mais segura, e, finalmente, demanda menos mão de obra para ser administrada.

Angela alerta para um ponto importante na hora de avaliar a adoção de plataformas de virtualização. “Se a intenção for gerar economia, tenha pronta uma plataforma para realizar o benchmarking. Caso contrário, não irá passar de desperdício de recursos”.

Ressalvas

Ovacionada a atitude do departamento de Angela Miller, alguns analistas advertem que essa opção não é viável para todos os casos. É necessário prestar atenção no fato de um data center consumir entre 1000% e dez mil por cento mais energia por m² que um edifício corporativo ordinário. Tal circunstância eleva a necessidade por alta disponibilidade de luz solar para níveis sem precedentes. Ou seja, é alternativa para DCs com sede em regiões áridas.

Imagem da companhia

O componente de marketing que mais interessa nessa estratégia é denotado pela presença física dos painéis solares – expostos aos olhos de todos. Tal mensagem tem excelente aceitação por parte das comunidades e expressa compromisso com questões de ordem ecológica. Virtualização é outra manobra inteligente, por consolidar mais instâncias em uma máquina.

Gás Natural – Universidade de Syracuse

A geração de energia ocorre ali mesmo, nas instalações da Universidade de Syracuse, nos EUA. Com base em um investimento da ordem de 12 milhões de dólares, a instituição implementou um data center alimentado por energia gerada por turbinas, que por sua vez exploram as propriedades do gás natural. O data center da universidade consome ½ megawatt. Outros 200 quilowatts são gerados para outras finalidades; entre essas, alimentar outros edifícios da instituição.

As turbinas alimentam duas centrais de resfriamento com capacidade de 150 toneladas. Elas condensam o ar quente e o devolvem em forma de água refrigerada para resfriar os servidores do data center. Durante o inverno, as centrais usam ar externo para controlar a temperatura dos sistemas, ao passo que enviam água quente como calefação dos edifícios adjacentes.

O sócio

O CIO da universidade, Cristopher Sedore, afirma ter avaliado diversos fatores no cálculo do ROI (retorno do investimento). Um parceiro importante na elaboração e execução do projeto foi a IBM, que encontra-se alocada em parte das instalações com laboratórios para monitoração do experimento.

O CIO se reservou o direito de não comentar sobre a participação financeira da IBM no custo do projeto ou a revelar qual é o ROI prospectado.

Células de energia no First National Bank de Omaha

Possivelmente, uma das tecnologias mais promissoras seja a de células de hidrogênio combustível. Sem produzir qualquer subproduto ou emitir gás prejudicial, empresas como a Verizon, a Whole nFoods e a Google adotaram esse modelo para dar conta da alimentação elétrica nas instalações.

Em 1999

Por ter aspectos que reduzem o escopo da aplicação de células de hidrogênio, nem todo data center é candidato a adotar tal solução. O que levou o First National Bank de Omaha, nos EUA a ,em 1999, construir um data center de 6.800 m², alimentado exclusivamente por células do combustível, foi a robustez do sistema. Com tamanho de quase um campo de futebol e quatro geradores de 200 kilowatts, qualquer queda no fornecimento pode ser corrigida com o emprego de um sistema UPS – ainda assim, essa possibilidade é remota.

Segundo a presidente do First National Buildings, ligado ao banco, Brenda Dooley, a indisponibilidade da alimentação não ultrapassa a casa dos dois ou três segundo por ano. A presidente explica que o data center é responsável por realizar as transações de cartão de crédito e que demanda por alta disponibilidade. Uma hora de queda de energia pode trazer prejuízos da ordem de 6 milhões de dólares.

A justificativa

Ciente dos altos custos associados à adoção de células de hidrogênio combustível – até 230% mais caro que alimentação por corrente alternada padrão – o banco apostou em estabilidade para dar conta dessa diferença no investimento.

“É uma modalidade de energia alternativa que não deve ser levada em consideração para data centers muito grandes”, explica o analista Ritter. “Mas, em longo prazo e usada em forma de fonte de energia suplementar, pode ser interessante”, completa.

Ao avaliar o emprego de células de H combustível, Ritter sugere que se calcule as médias de queda no fornecimento de energia tradicionais. Sobre o caso do First Natioonal Bank de Omaha, Ritter comenta que possivelmente a indisponibilidade de energia convencional deva ser bastante alta para convencer a instituição a pagar 12 centavos de dólar por quilowatt de energia quando o preço comum está na casa dos cinco centavos.

O futuro

Fontes de energia alternativas são o futuro para os data centers. Atualmente, Ritter não vê outra saída se os preços de energia convencional continuarem a subir. Seja solar, com gás natural, células de combustível ou outra tecnologia emergente – como o aproveitamento das marés – está claro que novas fontes terão papel fundamental no desenvolvimento dos data centers.





Fonte: http://computerworld.uol.com.br

Postado por Empresa Verde às Quarta-feira, Fevereiro 02, 2011
 

Atenção: Manual completo para projeto e construção de PARQUES SUSTENTÁVEIS e espaços abertos para a cidade de Nova York.





Artigo: Novíssimo Manual de construção de parques de alto desempenho na paisagem para a cidade de Nova York. Esse manual muda radicalmente o olhar e a forma de se pensar e projetar parques urbanos. Será ótimo de procurarmos aprender e adaptar a metodologia e as soluções para nossas cidades.


postado por: Cecilia Herzog em 13.01.2011

High Performance Landscape Guidelines

21st Century Parks for NYC



Download the full “High Performance Landscape Guidelines: 21st Century Parks for NYC”. [PDF, 7MB]

Parks are crucial to the future quality of life in New York City, and play a leading role in preparing New York City for the next million people, the goal of New York’s PlaNYC initiative. That’s why the Fellows of the Design Trust for Public Space, the landscape architects and specialists of the Parks Department as well as the experienced professionals of Parks’ operations division worked together to prepare this manual: “High Performance Landscape Guidelines: 21st Century Parks for NYC”.



This manual is a comprehensive manual for the design and construction of sustainable parks and open space. The “Guidelines” will change the way all of New York City’s parks are designed, built, and maintained, improving the quality of life for all New Yorkers while reducing the city’s impact on the earth.



The “Guidelines” will ensure that NYC’s parks clean our air and absorb storm water, reduce the urban heat island effect, provide habitat, and address the challenges of climate change. This manual contains hundreds of best practices including:



Keeping rain water within parks for the use of plantings rather than sending it to sewers.

Increasing the resiliency of plantings by considering the soil, the effects of climate change, the plant type and future maintenance needs.

Designing to save labor, reduce operating expenses and decrease the frequency of capital replacement.

“Parks are a crucial component of the urban infrastructure that will help our city address the challenges of the twenty-first century… With ‘High Performance Landscape Guidelines’, we’ve created a new blueprint for how parks are designed, built, and maintained.”

— New York City Mayor Michael Bloomberg, from the Mayoral Foreword to “High Performance Landscape Guidelines”



All of these changes and many more will come to life in all five boroughs, making New York City a greener and greater place for all of us.



Producing the “Guidelines” was an effort that required the skills and knowledge of many professionals.



Charles McKinney, Principal Urban Designer, NYC Department of Parks & Recreation

Debora Marton, Executive Director of the Design Trust for Public Space



Design Trust Fellows

Michele Adams, Meloria Environmental Design

Steven Caputo, NYC Mayor’s Office of Long Term Planning and Sustainability

Jeannette Compton, NYC Department of Parks & Recreation

Tavis Dockwiller, Viridian Landscape Studio

Andrew Lavallee, AECOM Design + Planning



“21st Century parks will not only be beautiful places, they will be healthy ecologies. [The ‘Guidelines’] will connect the many people who design, build, and take care of the city’s open spaces so that each project is resilient and thriving.”

— NYC Department of Parks and Recreation Commissioner Adrian Benepe, from the Preface to “High Performance Landscape Guidelines





download do manual virtual:
===================================================================================== Artigo sobre o projeto de uma das primeiras paisagistas dos Estados Unidos, Martha B. Hutchenson, onde projetou uma infraestrutura verde ao longo do rio para coletar águas. Vale ver há quantos anos, nos EUA, o paisagismo é estudado e pesquisado, com teorias que dão suporte técnico e científico para os planos e projetos da paisagem!A paisagem é o suporte onde tudo acontece.Para que as cidades sejam sustentáveis é preciso contemplar a sua estrutura, seus processos e fluxos abióticos, bióticos e das pessoas (circulação, matéria e energia). Para isso, será preciso que haja profissionais capacitados e tomadores de decisões que compreendam a importância de planejar ecologicamente a paisagem urbana, desenvolver projetos paisagísticos de baixo impacto e alto desempenho, em todas as escalas, a fim de adaptar as cidades brasileiras para enfrentar os desafios que se apresentam.Assim poderemos ter áreas urbanas com qualidade de vida de primeiro mundo!Uma abraço e ótimo 2011.Cecilia Herzog=================================================================================

 

Resíduos de pneus são alternativas para a construção civil

Resíduos de pneus são alternativas para a construção civil


Fonte: http://www.tnsustentavel.com.br/noticia/4401/Res%C3%ADduos+de+pneus+s%C3%A3o+alternativas+para+a+constru%C3%A7%C3%A3o+civil
 

 
Revista Brasileira de Tecnologia e Negócios de Petróleo, Gás, Petroquímica, Química Fina e Indústria do Plástico








Data: 02/02/2011 10:23







Por: Redação TN / Alessandra Leite, Agência Fapeam







Resíduos de pneus que teriam como destino os aterros sanitários e pelo menos cem anos para se decomporem podem ser utilizados na substituição parcial de ‘agregado graúdo de concreto’ e aplicados na fabricação de elementos de pavimentação. Tal constatação é resultado do projeto “Reutilização da borracha de pneus em substituição ao agregado de concreto”, do pesquisador e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Raimundo Kennedy Vieira, com o apoio do Programa Primeiros Projetos (PPP) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).







Outro destaque apontado pelo pesquisador é a alternativa econômica obtida por meio da geração de renda para uma faixa da população, com o aproveitamento da mão de obra local na atividade de reutilização da borracha. “Este produto pode ser uma alternativa de solução para um problema nacional, que é o destino final dado aos resíduos de pneus. Além do custo altíssimo, os despejos em lugares inadequados podem comprometer a saúde e o meio ambiente”, afirmou.







Segundo Vieira, com os resultados da pesquisa se abriu a possibilidade do desenvolvimento de um procedimento específico para a incorporação da borracha ao concreto. “Do ponto de vista econômico, pode-se considerar a possibilidade desse tipo de material, antes considerado um problema principalmente para os gestores públicos que precisam administrar toneladas de dejetos nos lixões, tornar-se uma alternativa de alívio financeiro ao município. Por outro lado, temos consciência de que se trata apenas do começo de uma linha de pesquisa”, observou. Além de serem utilizados em obras de pavimentação, os resíduos de pneus podem ser aplicados às obras de complementação viária, como meio-fio, o que demonstra claramente os benefícios na mitigação do impacto ambiental.







Estudos semelhantes mostram que a reutilização dos resíduos da borracha de pneus já é uma realidade no Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER) do Rio Grande do Sul, no qual o material é aplicado às misturas asfálticas. Mesmo reconhecendo que há vários grupos de pesquisa empenhados nesse tipo de pesquisa, espalhados pelas universidades do País, Vieira chama a atenção para os ‘entraves’ de se fazer chegar à sociedade e ao empresariado local, esses estudos. “De maneira global o empresariado da Construção Civil é extremamente conservador, o que dificulta muito a incorporação de novas tecnologias produzidas pelas universidades e centros de pesquisa, ao dia a dia do cidadão comum”, avaliou.







Avanço acadêmico







Um dos principais desdobramentos desse trabalho, conforme explicou o pesquisador, é a criação de uma linha de pesquisa dentro do Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Ufam, proporcionando o aprofundamento deste tipo de estudo no Amazonas. “Atualmente, estamos em fase final de produção de artigos científicos, desta vez, sobre a aplicação da borracha em argamassa, além de outro trabalho para aplicação do material em placas cimentíceas pré-moldadas, a serem utilizadas como pavimentos em parques e jardins”, enfatizou.







Para o professor, o grande resultado promovido pela execução do projeto foi o impulso dado aos pesquisadores, que publicaram dezenas de artigos e foram contemplados com diversos projetos aprovados em todos os órgãos de fomento, além de inúmeras dissertações defendidas, com o auxílio dos equipamentos adquiridos.







Para o pesquisador, o apoio da FAPEAM foi imprescindível em todo o processo. “Com os recursos montamos uma infraestrutura de apoio, adquirimos equipamentos, contratamos serviços. A partir deste estudo, muitos projetos vieram e hoje podemos dizer que nosso grupo tem relevância estadual, nacional e internacional”, ressaltou.







Sobre o PPP







O Programa de Infraestrutura para Jovens Pesquisadores - Programa Primeiros Projetos, desenvolvido em parceria com o CNPq, consiste em apoiar a aquisição, instalação, modernização, ampliação ou recuperação da infraestrutura de pesquisa científica e tecnológica nas instituições públicas e particulares, sem fins lucrativos, de ensino superior e/ou de pesquisa sediadas ou com unidades permanentes no Estado de Amazonas, visando dar suporte à fixação de jovens pesquisadores e nucleação de novos grupos, em quaisquer áreas do conhecimento.











www.tnpetroleo.com.br

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Arquitetos criam casa usando material de construção encontrado nos arredores

Arquitetos criam casa usando material de construção encontrado nos arredores


Autor: GizModo

Fonte: http://www.ie.org.br/site/noticia.php?id_sessao=4&id_noticia=4924


Publicado em 02 de Fevereiro de 2011












Ao redor desta casa moderna, num raio de 15 quilômetros, estão várias casas e fábricas abandonadas. Marcando cada uma delas no Google Earth, os arquitetos reutilizaram os materiais. Nada foi desperdiçado – nem um guarda-chuva, que teve a armação usada na iluminação. E pelo design, não é o tipo de coisa que costuma vir com o selo “reciclado”.



A casa, que fica em Eschede, na Holanda, não é feita só de materiais reutilizados, mas os números impressionam – na parte exterior, a reciclagem rendeu 60% da produção, enquanto a área interna foi feita com incríveis 90% de materiais resgatados. E, apesar de tudo isso, o design continuou impressionante. Palmas para o pessoal da 2012Architects, provando que é possível pensar antes nos materiais para depois desenhar a casa