segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Dança da chuva

http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/12/29/danca-da-chuva/

A escassez de água que alarma o país tem relação íntima com as florestas
MARIA GUIMARÃES | ED. 226 | DEZEMBRO 2014

© LÉO RAMOS
Alterações no volume e periodicidade das precipitações e mau uso dos aquíferos estão entre os fatores que secam os canos de parte do Brasil
Alterações no volume e periodicidade das precipitações e mau uso dos aquíferos estão entre os fatores que secam os canos de parte do Brasil
A Amazônia não é apenas a maior floresta tropical que restou no mundo. Esse sem-fim de verde entrecortado por rios serpenteantes de tamanhos e cores variados também não se limita a ser a morada de uma incrível diversidade de animais e plantas. A floresta amazônica é também um motor capaz de alterar o sentido dos ventos e uma bomba que suga água do ar sobre o oceano Atlântico e do solo e a faz circular pela América do Sul, causando em regiões distantes as chuvas pelas quais os paulistas hoje anseiam. Mas o funcionamento dessa bomba depende da manutenção da floresta, cuja porção brasileira, até 2013, perdeu 763 mil quilômetros quadrados (km2) de sua área original, o equivalente a três estados de São Paulo. Antonio Donato Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), não aponta o dedo para culpados. O que importa para ele é reverter esse processo e não apenas zerar o desmatamento, mas recuperar a floresta. No relatório O futuro climático da Amazônia, divulgado no fim de outubro, ele deixa claro que o único motivo para não se tomarem providências imediatas para reduzir o desmatamento é desconhecer o que a ciência sabe. Para ele, o caminho é conscientizar a população. “Agora é um bom momento porque as torneiras estão secando”, afirma.
No relatório, elaborado a partir da análise de cerca de 200 trabalhos científicos, ele mostra que a cada dia a floresta da bacia amazônica transpira 20 bilhões de toneladas de água (20 trilhões de litros). É mais do que os 17 bilhões de toneladas que o rio Amazonas despeja no Atlântico por dia. Esse rio vertical é que alimenta as nuvens e ajuda a alterar a rota dos ventos. Nobre explica que os mapas de ventos sobre o Atlântico mostram que, no hemisfério Sul e a baixas altitudes, o ar se move para noroeste na direção do equador. “Na Amazônia a floresta desvia essa ordem”, diz. “Em parte do ano, os ventos alísios carregados de umidade vêm do hemisfério Norte e convergem para oeste/sudoeste, adentrando a América do Sul.”
Essa circulação viola um paradigma meteorológico que diz que os ventos deveriam soprar das regiões com superfícies mais frias para aquelas com superfícies mais quentes. “Na Amazônia, o ano todo eles vão do quente, o Atlântico equatorial, para o frio, a floresta”, explica. Uma parceria com os russos Anastasia Makarieva e Victor Gorshkov, do Instituto de Física Nuclear de Petersburgo, tem ajudado a explicar do ponto de vista físico os fenômenos meteorológicos da Amazônia. Em artigo publicado em fevereiro de 2014 no Journal of Hydrometeorology, eles afirmam, com base em análises teóricas confirmadas por observações empíricas, que o desmatamento altera os padrões de pressão e pode causar o declínio dos ventos carregados de umidade que vêm do oceano para o continente. O grupo analisou os dados de 28 estações meteorológicas em duas áreas do Brasil e viu que os ventos que vêm da floresta amazônica carregam mais água e estão associados a maiores índices de chuvas do que ventos que partem de áreas sem floresta e chegam à mesma estação.
Isso acontece, segundo os pesquisadores, por causa da bomba biótica de umidade, uma teoria proposta pela dupla russa em 2007 para explicar a dinâmica de ventos impulsionada por florestas. Essa ideia completa a descrição feita pelo  climatologista José Antonio Marengo, à época pesquisador do Inpe, de como a Amazônia exporta chuvas para regiões mais meridionais da América do Sul. A teoria da bomba biótica aplica uma física não usual à meteorologia e postula que a condensação da água, favorecida pela transpiração da floresta, reduz a pressão atmosférica que suga do mar para a terra as correntes de ar carregadas de água.
018-025_CAPA-Aguas_226
Os fundamentos da influência da condensação sobre os ventos foram apresentados em artigo publicado em 2013 por Anastasia e Gorshkov, em parceria com Nobre e outros colaboradores, na Atmospheric Chemistry and Physics, uma das revistas mais importantes da área. Por meio de uma série de equações, eles mostram que o vapor de água lançado à atmosfera pela transpiração da floresta gera, ao condensar, um fluxo capaz de propelir os ventos a grandes distâncias. De acordo com Nobre, a nova física da condensação proposta por eles gerou, ainda durante a revisão do artigo, uma controvérsia com meteorologistas, que debateram o assunto furiosamente em blogs científicos com a intenção de derrubar a principal equação do trabalho. Não conseguiram e o trabalho foi publicado. O pesquisador do Inpe explica a polêmica. “É uma física que atribui à condensação, um fenômeno básico e central do funcionamento atmosférico, um efeito oposto ao que se acreditava”, diz. “Será necessário reescrever os livros didáticos da área.”

Para dar a dimensão da dificuldade de diálogo entre físicos teóricos e meteorologistas, Nobre lembra que a física desenvolve um entendimento dos fenômenos atmosféricos a partir de leis fundamentais da natureza, enquanto a meteorologia o faz, em grande parte, com base na observação de padrões do clima do passado, cuja estatística é absorvida em modelos matemáticos. Tais modelos representam bem as flutuações climáticas observadas, mas apresentam falhas quando há alterações significativas no padrão.
É o caso agora, quando um novo contexto – ocasionado por desmatamento, mudanças globais no clima ou outros fatores – gera fenômenos climáticos inesperados para certas regiões, como chuvas mais torrenciais e secas mais extensas. A teoria física acerta onde extrapolações do passado erram, por isso é preciso, segundo ele, construir novos modelos climatológicos que recoloquem a física no centro dos esforços da meteorologia.
O momento agora é crucial porque o clima amazônico vem mudando. Secas importantes nessa região marcaram os anos de 2005 e 2010. “Antes a Amazônia tinha a estação úmida e a mais úmida, agora há uma estação seca”, diz Nobre. Os danos dessas secas na floresta não foram aniquiladores porque ela consegue se regenerar, mas o acúmulo dos danos aos poucos erode essa capacidade. Um efeito importante que já se observa, previsto há 20 anos por modelos climáticos, é um prolongamento da estação seca, que tem prejudicado a produção agrícola em porções do estado do Mato Grosso. A grande preocupação é que se chegue a um ponto de não retorno, em que a floresta já não consiga produzir chuva suficiente para suprir nem a si própria. Trabalhos de modelagem que levam em conta clima e vegetação indicam que esse ponto será atingido quando 40% da área original de floresta for perdida, um número que não é unânime. Segundo o relatório de Nobre, 20% da floresta já foi cortada e outros 20%, alterados a ponto de terem perdido parte de suas propriedades.
© GERARD MOSS / PROJETO RIOS VOADORES
Rios voadores: correntes de vapor-d’água que se formam sobre a floresta amazônica exportam chuvas para a região Sul do Brasil
Rios voadores: correntes de vapor-d’água que se formam sobre a floresta amazônica exportam chuvas para a região Sul do Brasil
Se a teoria da bomba biótica estiver correta, os efeitos desse ponto de não retorno devem ser mais graves do que a savanização proposta pelo climatologista Carlos Nobre, irmão mais velho de Antonio (ver Pesquisa FAPESP nº 167). “Se a floresta perder a capacidade de trazer a umidade do oceano, a chuva na região pode cessar por completo”, diz o Nobre caçula. Sem água para sustentar uma savana, o resultado poderia ser uma desertificação na Amazônia. Se isso ocorrer, o cenário que ele infere para o Sul e o Sudeste do país poderia ser semelhante ao de outras regiões na mesma latitude: tornar-se um deserto.
Antonio Nobre não se arrisca a falar muito sobre São Paulo. “Meu relatório é sobre a Amazônia.” Mas ele acredita que a seca por aqui não independe do que acontece no Norte. Em sua opinião, foi possível devastar boa parte da mata atlântica sem sentir uma redução nas chuvas porque a Amazônia era capaz de suprir a falta de água na atmosfera local. Mas isso já não parece acontecer mais. Ele aproveita o ensejo para sugerir que não apenas a floresta amazônica, mas também a que acompanhava a costa de quase todo o Brasil precisa ser recuperada imediatamente. Se não for por outro motivo, o esgotamento a que chegaram as represas que alimentam boa parte da população paulista deveria bastar como argumento.
A exportação de água desde a Amazônia para outras regiões do Brasil, sobretudo o Sudeste e o Sul, é uma realidade, por meio do fenômeno conhecido como rios voadores (ver Pesquisa FAPESP nº 158). Um indício dessa linha direta foram as intensas chuvas no sudoeste da Amazônia no início de 2014, praticamente o dobro do volume habitual, ao mesmo tempo que São Paulo passava pelo pior momento de uma seca histórica. “A chuva ficou presa em Rondônia, no Acre e na Bolívia por causa de um bloqueio atmosférico, algo como uma bolha de ar que impedia a passagem da umidade. Isso criou uma estabilidade atmosférica, inibiu a formação de chuvas e elevou as temperaturas”, conta Marengo, agora pesquisador do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Ele é coautor de um artigo liderado por Jhan Carlo Espinoza, do Instituto Geofísico do Peru, que está em processo de publicação pela Environmental Research Letters e é parte dos resultados do programa Green Ocean (GO) Amazon, que tem apoio da FAPESP.
Não é possível, porém, afirmar o quanto essa relação determina a estiagem paulista. “Ainda não se sabe calcular quanto das chuvas do Sudeste vem da Amazônia nem quanto chega aqui trazido por frentes frias vindas do Sul, pela umidade carregada por brisas marinhas ou pela evaporação local”, diz. Para ele, o desmatamento pode ter um impacto no longo prazo, mas ainda é impossível dizer se ele está relacionado com a seca atual. “O Sudeste pode não virar um deserto”, pondera, “mas os extremos climáticos podem se tornar mais intensos”. Estudos usando modelos climáticos criados pelo grupo de Marengo já previam uma redistribuição do total das chuvas, com um volume muito grande em poucos dias e estiagens mais prolongadas, algo que já tem sido observado no Sudeste e no Sul do país nos últimos 50 anos.
Além desse efeito a distância, em escala nacional, a relação entre vegetação e recursos hídricos também se dá numa escala mais local, de acordo com o engenheiro agrônomo Walter de Paula Lima, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador científico do Programa Cooperativo de Monitoramento Ambiental em Microbacias (Promab) do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais. Em seus estudos sobre o efeito das florestas (ou sua remoção) em microbacias hidrográficas, ele mostrou que a mata ciliar, que acompanha os cursos de água, ajuda a manter a boa saúde de pequenos rios. “O sistema Cantareira, que abastece São Paulo, é formado por milhares de microbacias”, conta. “As que estão mais degradadas não contribuem para o manancial.” Essa avaliação, porém, carece de dados experimentais concretos. Segundo Lima, para se saber exatamente o efeito das matas ciliares nos mananciais seria necessário estudar uma microbacia experimental em que se possa medir propriedades dos cursos d’água com e sem a proteção de floresta, sem que haja outros fatores envolvidos. Um quadro praticamente inatingível.
Uma experiência prática que reforça a importância de se preservar as matas ciliares para a manutenção dos recursos hídricos é relatada pelo biólogo Ricardo Ribeiro Rodrigues, da Esalq, especialista em recuperação de florestas nativas. Ele conta que há 24 anos a água desapareceu da microbacia de Iracemápolis, município no interior paulista. A prefeitura buscou ajuda na Esalq, e o grupo de Rodrigues implementou um projeto de conservação de solo da microbacia e de recuperação da mata ciliar que deveria estar ali. “Fui lá recentemente e levei um susto”, conta o pesquisador. O nível da represa está um pouco mais baixo, mas tem água suficiente para continuar abastecendo Iracemápolis, que teve sua população triplicada nesse período. “Toda a região está com problemas de falta de água, mas Iracemápolis não.”
As florestas afetam a saúde dos recursos hídricos por meio de sua influência nas chuvas, mas também tem importância a sua relação com as águas subterrâneas. O engenheiro Edson Wendland, professor no Departamento de Hidráulica e Saneamento da USP de São Carlos, estuda justamente o que acontece com a recarga do aquífero Guarani quando o cerrado é substituído por culturas como pastagem, cana-de-açúcar, cítricos ou eucalipto. O trabalho tem sido feito na bacia do Ribeirão da Onça, no município de Brotas, interior paulista, estudada desde os anos 1980.
© LÉO RAMOS
No fim de novembro o sistema Cantareira tinha água no reservatório Paiva Castro...
No fim de novembro o sistema Cantareira tinha água no reservatório Paiva Castro…
Por meio de poços de monitoramento e estações climatológicas, a ideia é detalhar, antes que não sobre mais vegetação original de cerrado por ali, como se dá a recarga do aquífero Guarani sob diferentes regimes de uso do solo. “Não é possível gerenciar o que não se conhece”, diz Wendland sobre uma das fontes de água subterrânea mais importantes do Brasil. O aquífero é uma camada porosa de rochas na qual se infiltra a água das chuvas, depois liberada lentamente para os rios. Essa diferença de tempo entre o abastecimento e a descarga, consequência do trajeto lento da água pelo meio subterrâneo, é o que garante perenidade aos rios, que dependem dessa poupança hídrica.
O grupo de Wendland tem mostrado, por exemplo, que a disponibilidade de água diminui quando se substituem as pequenas árvores retorcidas do cerrado, adaptadas a viver sob estresse hídrico, por eucaliptos, que consomem bastante água e em poucos anos atingem o tamanho de corte. Medições feitas entre 2004 e 2007 mostram que as taxas de recarga têm relação íntima com a intensidade da precipitação e o porte das culturas agrícolas nessa região onde o cerrado está praticamente extinto, de acordo com artigo aceito para publicação nos Anais da Academia Brasileira de Ciências.
Isso não significa, porém, que os eucaliptos sejam vilões incondicionais. O impacto de árvores de grande porte depende, em parte, da profundidade do aquífero no ponto em que estão plantadas. Segundo Lima, os mais de 20 anos de monitoramento contínuo feito pelo Promab mostraram que a relação entre espécies florestais e água não é constante. “Onde a disponibilidade é crítica, um elemento novo pode secar as microbacias”, explica. “Mas onde o balanço hídrico e climático é bom, a diminuição de água nem é sentida.” Essas conclusões deixam claro que é necessário fazer um zoneamento de onde se pode plantar e onde a prática seria nociva, um planejamento que não existe no Brasil.
Para Wendland, a importância de entender a relação entre o cerrado e os aquíferos é crucial porque as nascentes da maioria das grandes bacias hidrográficas do país estão no domínio desse bioma. Além da importância como recurso hídrico, algumas dessas bacias – do Paraná, do Tocantins, do Parnaíba e do São Francisco – são as principais fornecedoras de água para geração de energia elétrica no Brasil.
Em pouco mais de meio século, metade da área do cerrado foi desmatada e deu lugar a atividades agrícolas. Para avaliar o efeito dessa alteração no uso do solo sobre a disponibilidade hídrica, o doutorando Paulo Tarso de Oliveira, do grupo de São Carlos, fez um estudo usando dados de sensoriamento remoto em toda a área desse bioma. Com os sensores, é possível avaliar não só a alteração da vegetação, mas também quantificar as precipitações, os índices de evapotranspiração pelas plantas e estimar a variação de armazenamento de água. Segundo artigo publicado em setembro de 2014 na Water Resources Research, os dados indicam uma redução do escoamento por causa de atividades agrícolas mais intensas.

O desmatamento e o uso agrícola do solo têm importância, mas Wendland afirma que o maior problema para a recarga do aquífero hoje é a redução nas chuvas. “O aquífero supre a falta de precipitação por dois ou três anos, depois já não consegue manter o escoamento de base nos rios”, diz. Nos últimos anos as precipitações da estação chuvosa foram abaixo da média, o que diz os resultados observados. Explica também, segundo ele, fenômenos alarmantes como o esgotamento da principal nascente do rio São Francisco, que permaneceu seca por cerca de três meses e só voltou a jorrar água no final de novembro.
O desafio do gerenciamento das águas subterrâneas, que representam 98% da água doce do planeta, tem outras particularidades em zonas urbanas, onde pode ser um recurso crucial. Segundo o geólogo Ricardo Hirata, do Instituto de Geociências (IGc) da USP, 75% dos municípios paulistas são abastecidos, em parte ou completamente, por essas águas. Isso inclui cidades importantes do estado, com destaque para Ribeirão Preto, onde elas servem a 100% dos mais de 600 mil habitantes. Na escala nacional, outras cidades completamente abastecidas por águas subterrâneas são Juazeiro do Norte, no Ceará, Santarém, no Pará, e Uberaba, em Minas Gerais, de acordo com o livro Águas subterrâneas urbanas no Brasil, em processo de publicação pelo IGc e pelo Centro de Pesquisa em Águas Subterrâneas (Cepas).
Surpreendente nas cidades é que a água perdida pelo abastecimento público vai parar no aquífero. “A impermeabilização do solo diminui a penetração da água da chuva, mas as perdas compensam e superam essa redução e o saldo é uma recarga maior onde há cidades, em comparação com outras áreas”, explica Hirata. “Se analisarmos a água de um poço qualquer em São Paulo, metade será do aquífero e metade da Sabesp.” Ele estima que a capital paulista tenha quase 13 mil poços, todos particulares, muitos ilegais. “Existe uma legislação para gerenciamento desse recurso, mas ela não é seguida”, conta.
© LÉO RAMOS
... enquanto a seca  era evidente no Jacareí/Jaguari
… enquanto a seca
era evidente no Jacareí/Jaguari
Um problema causado pelas cidades é a contaminação dos aquíferos por nitrato, devido a vazamentos no sistema de esgotos. Como a descontaminação é cara, os poços afetados acabam abandonados. Nas cidades em que são usados para abastecimento público, a solução é misturar água poluída à de poços limpos para que a qualidade total seja aceitável. “Em Natal não há mais água suficiente para mesclar”, alerta Hirata. O subterrâneo é fonte de 70% da água na capital potiguar.
Outro tipo de poluição importante vem da indústria, como a causada pelos solventes organoclorados. O geólogo Reginaldo Bertolo, também do IGc e diretor do Cepas, estuda como esse poluente se comporta no aquífero abaixo de Jurubatuba, na zona Sul paulistana, uma região industrial desde os anos 1950. “É um contaminante de difícil comportamento no aquífero”, conta. Nessa rocha dura, onde a água corre em fraturas, o composto mais denso do que a água se aprofunda e só para quando chega a um estrato impermeável. “São produtos tóxicos e carcinogênicos.” A poluição impede o uso da água subterrânea numa região onde a demanda é forte.
Em colaboração com pesquisadores da Universidade de Guelph, no Canadá, o grupo de Bertolo está mapeando esses poluentes para entender como ele se comporta e propor estratégias para eliminá-lo do aquífero. Para isso, o próximo passo é usar um sistema desenvolvido pelos canadenses para retirar amostras da rocha e instalar poços de monitoramento especiais. “O equipamento permite coletar água de mais de 20 fraturas diferentes numa mesma perfuração”, afirma. “Vamos fazer um modelo matemático para reproduzir o que acontece e fazer prognósticos.”
Bertolo alerta que é importante mapear melhor as águas subterrâneas e analisar sua qualidade, porque é um recurso que pode ser complementar nas cidades. “A água subterrânea é um recurso pouco conhecido.” A engenheira Monica Porto, da Escola Politécnica da USP, não acredita que seja possível expandir muito o uso dessas águas na Região Metropolitana de São Paulo. Em sua opinião, para ir além dos cerca de 10 metros cúbicos por segundo (m3/s) extraídos dos milhares de poços existentes, seriam necessários milhares de novas perfurações. “Mas esses 10 m3/s não podem faltar, precisamos cuidar deles.”
Monica, que já foi presidente e ainda integra o conselho consultivo da Associação Brasileira de Recursos Hídricos, pensa em maneiras de assegurar a segurança hídrica para a população. Faltar água está, de fato, entre as coisas mais graves que podem acontecer numa cidade. “Somos obrigados a trabalhar com uma probabilidade de falha muito baixa.” Segundo ela, em 2009 o governo paulista encomendou a uma empresa de consultoria um estudo sobre o que precisaria ser feito para garantir o suprimento de água. O estudo ficou pronto em outubro de 2013, já em meio à mais importante crise hídrica da história do estado. Monica explica que é impossível considerar a Grande São Paulo de forma isolada, porque não há mais de onde tirar água sem disputar com vizinhos. Por isso, o estudo abrange a megametrópole, que engloba mais de 130 municípios e uma população de 30 milhões de pessoas.
As obras necessárias à melhoria da segurança hídrica já começaram, com um sistema para recolher água do rio Juquiá, no Vale do Ribeira, que deve ficar pronto em 2018. Está em fase de licenciamento ambiental a construção das barragens de Pedreira e Duas Pontes, que devem abastecer a região de Campinas. “Manaus e Campinas são as únicas cidades do Brasil com mais de um milhão de pessoas que não têm reservatório de água”, conta Monica. Não faz falta a Manaus, às margens do rio Amazonas, mas faz a Campinas, que depende do sistema Cantareira. Ela, que em casa “faz das tripas coração” para economizar água, afirma que a crise atual é importante para conscientizar a população sobre a necessidade de se reduzir o consumo. Também ressalta a importância do conjunto de medidas que precisará ser revisto em caráter emergencial. “Temos que aprender pela dor”, diz Monica, que costuma brincar que é melhor que não chova muito para não afastar a instrutiva crise. “Mas, se não chover muito em breve, vou parar de brincar: precisa chover.”
Projetos
1. Entendimento das causas dos vieses que determinam o início da estação chuvosa na Amazônia nos modelos climáticos usando observações do GoAmazon e chuva (13/50538-7); Pesquisador responsável José Antonio Marengo Orsini (Cemaden);Modalidade Auxílio Regular a Projeto de Pesquisa – GoAmazon; Investimento R$ 57.960,00 (FAPESP).
2. Estabelecimento do modelo conceitual hidrogeológico e de transporte e destino de compostos organoclorados no aquífero fraturado da região de Jurubatuba, São Paulo (13/10311-3); Pesquisador responsável Reginaldo Antonio Bertolo (IGc-USP);Modalidade Auxílio Regular a Projeto de Pesquisa; Investimento R$ 502.715,27 (FAPESP).

Artigos científicos
MAKARIEVA, A. M. et al. Why does air passage over forest yield more rain? Examining the coupling between rainfall, pressure and atmospheric moisture content.Journal of Hydrometeorology. v. 15, n. 1, p. 411-26. fev. 2014.
MAKARIEVA, A. M. et al. Where do winds come from? A new theory on how water vapor condensation influences atmospheric pressure and dynamics. Atmospheric Chemistry and Physics. v. 13, p. 1039-56. 25 jan. 2013.
ESPINOZA, J. et al. The extreme 2014 flood in South-western Amazon basin: The role of tropical-subtropical South Atlantic SST gradient. Environmental Research Letters. v. 9, n. 12. 8 dez. 2014.
OLIVEIRA, P. T. S. et al. Trends in water balance components across the Brazilian Cerrado. Water Resources Research. v. 50, n. 9, p. 7100-14. set. 2014.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Projeto de Lei poderá multar quem desperdiçar água

15/01/2015 22:00

http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/77236/projeto-de-lei-podera-multar-quem-desperdicar-agua

Se a proposta for aprovada, quem for flagrado lavando a calçada ou o carro com mangueira será multado
Por: Diário SP Online 
O prefeito Fernando Haddad (PT) enviará à Câmara Municipal de São Paulo um projeto de lei para multar as pessoas que desperdiçam água. Se a proposta for aprovada, quem for flagrado lavando a calçada ou o carro com mangueira, por exemplo, será multado.
“Isso é uma lei que o governador recomendou para os prefeitos. E todos os prefeitos estão analisando a minuta de lei que foi encaminhada pelo governo. Nós estamos esperando a Câmara voltar [do recesso] para encaminhar a proposta do governo do estado", afirmou Haddad
Por meio de audiências públicas, o projeto será discutido entre vereadores e até mesmo com a população. Inicialmente, a proposta é de que as regras sejam implantadas em toda a região metropolitana.
“A questão da multa vale também para o setor público, então o setor público vai ter que se adaptar as regras da Arsesp, evitando a punição”, acrescentou Haddad.
O valor das multas e outros detalhes do projeto não foram divulgados. 

ORDEM INTERNA 1/2015-PREF-G
DATA: 13 de janeiro de 2015 Publicado no DOC em 14/01/2015, página 11.
DIRIGIDA: AOS ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA
E INDIRETA DA PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
CONSIDERANDO as Deliberações 469, 514 e 545 de 2014
da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de
São Paulo – ARSESP; e

CONSIDERANDO a Carta Aberta aprovada pelo Conselho

da Cidade aprovada em 15 de dezembro de 2014,

DETERMINO:
1. Os órgãos, entidades e equipamentos da Administração
Direta e Indireta da Prefeitura do Município de São Paulo deverão
reduzir, individualmente, seu consumo de água em pelo
menos 20% (vinte por cento) em relação à média de consumo
do período de fevereiro/2013 a janeiro/2014.
1.1. Ficam excluídos dessa determinação:
a) as unidades e equipamentos públicos municipais com
consumo mensal de água menor ou igual a 10 m³; e
b) as unidades e equipamentos públicos municipais de
saúde voltados ao atendimento do público.
2. Os gestores de todos os órgãos e entidades da Prefeitura
do Município de São Paulo deverão vistoriar seus equipamentos
para identificação de eventuais vazamentos ou oportunidades
de redução de consumo de água, promovendo os ajustes e
reparos necessários.
2.1. Os reparos que possam resultar na redução do consumo
de água deverão ter prioridade no planejamento e na alocação
dos recursos orçamentários administrativos das unidades,
ressalvadas as destinações obrigatórias e aquelas necessárias
à garantia da integridade do equipamento e à segurança dos
servidores e usuários.
2.2. A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e
Obras – SIURB disponibilizará equipe de apoio e orientação aos
gestores dos órgãos e entidades.
2.3. As Secretarias Municipais poderão solicitar vistoria por
equipes da SIURB nos equipamentos que demonstrem consumo
acima do esperado para sua natureza e em comparação à média
da respectiva rede.
3. Fica vedado em todos os órgãos, entidades e equipamentos
municipais a lavagem de calçadas e áreas externas não
destinadas a atividades-fim com água da rede pública de abastecimento,
salvo se a lavagem for realizada com água de reuso.
4. Os órgãos e entidades da Prefeitura poderão suspender
a exigência de obrigações contratuais que envolvam o consumo
de água por parte de seus prestadores de serviços, desde que
não impactem significativamente na qualidade do serviço
contratado.
5. Publique-se e cumpra-se.
FERNANDO HADDAD, Prefeito

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Faça você mesmo: limpeza do ralo


http://www.ecycle.com.br/component/content/article/67-dia-a-dia/1258-faca-voce-mesmo-limpeza-do-ralo.html?utm_source=eCycle&utm_campaign=cbfdcdcf98-Newsletter_88_19_12_2014&utm_medium=email&utm_term=0_ca1df616f8-cbfdcdcf98-127465085

Conheça uma receita simples, prática e ecoeficiente para desentupir ralos

Vira e mexe e o ralo entope. Na cozinha, devido a pequenos pedaços de alimentos, gordura e óleo. No banheiro, o problema são cabelos, pelos e restos de sabonete. As soluções comumente encontradas no mercado passam por produtos químicos potentes que, apesar de resolverem o problema, contribuem muito para a poluição, principalmente se a sua cidade não tiver programa de tratamento de esgoto.
Uma solução ecoeficiente e rápida é fazer uma receita que é tiro e queda na prevenção ao entupimento de ralos. Vamos a ela:
Ingredientes
-1/2 copo de bicarbonato de sódio;
-3,5 litros de água;
-1 xícara de vinagre branco;
-1/2 limão espremido.

Modo de preparo
Primeiro jogue meio copo de bicarbonato de sódio pelo ralo. Depois, misture uma xícara de vinagre branco com o meio limão espremido. Despeje a mistura pelo ralo depois do bicarbonato de sódio. Espere por mais cinco minutos e coloque os 3,5 litros de água quente no ralo. A água vai lavar a mistura, deixando seu ralo limpo.
Funcionamento
bicarbonato de sódio é um químico alcalino que vai quebrar as partículas de gordura que existem na tubulação do ralo. O vinagre é um ácido que vai fazer fazer com que o bicarbonato de sódio espume, facilitando a ação do químico em toda a tubulação. Faça uso periodicamente desta receita na prevenção de entupimentos. Ela garantirá que não haja um acúmulo de resíduos em sua tubulação e que uma condição irreversível ocorra.
A importância de se limpar o ralo com frequência e de substituir produtos químicos por outros mais ecológicos se reflete no Brasil, por exemplo, na questão dos rios da cidade de São Paulo. Há 40 anos se debate uma solução para tal problema e, até hoje, houve apenas uma pequena melhora. Muita dessa poluição provém de resíduos residenciais, como inseticidas, detergentes, soda cáustica, entre outros. Veja mais aqui.
Veja também:


Nova iluminação do Parque do Carmo é feita por mais de 450 pontos de luz

http://simaopedro.com.br/nova-iluminacao-do-parque-do-carmo-e-feita-por-mais-de-450-pontos-de-luz/


Publicado em: 14 de maio de 2014



















Revitalização faz parte das obras do entorno do Itaquerão. Lâmpadas de LED, alimentadas por energia solar, iluminam o lago, considerado o espaço central do parque
Acompanhado do secretário de Serviços Simão Pedro, da vice-prefeita Nádia Campeão, e dos secretários Wanderley Meira do Nascimento , do Verde e do Meio Ambiente, Leonardo Osvaldo Barchini Rosa, de Relações Internacionais e Federativas, José Floriano de Azevedo Marques Neto, da Habitação, Miguel Reis Afonso, secretário-adjunto de Coordenação de Subprefeituras, de subprefeitos da Zona Leste, além de diversas lideranças locais, o prefeito Fernando Haddad inaugurou ontem (12/05) o novo sistema de iluminação do Parque do Carmo.
Os antigos 60 pontos de luz instalados no parque foram substituídos por 464 lâmpadas multivapores metálicos (luz branca) que iluminam as vias internas, monumentos, áreas culturais e equipamentos esportivos e de lazer. Com a nova iluminação, o local passa a funcionar até às 20 horas.
Um dos destaques da nova iluminação são as 42 unidades de LED, alimentadas por energia solar, que fazem a iluminação do lago, considerado o espaço central do parque. Nesse local, 32 postes hasteiam as bandeiras dos países participantes da Copa do Mundo.
As ruas e avenidas que ficam no entorno do parque também serão contempladas com 235 novos pontos de iluminação e 26 remodelações (substituição de lâmpadas de vapor de mercúrio por de vapor de sódio, que iluminam mais e são mais econômicas.
A revitalização da iluminação do Parque do Carmo faz parte das obras do entorno do Itaquerão, que receberá seis partidas do Mundial, entre elas a de abertura.
Em seu pronunciamento, Haddad disse que o descaso que se tinha em relação à fraca iluminação que o parque tinha (referindo-se às então 60 luminárias) passava a impressão de que a Zona Leste era tratada como zona rural, em que o pessoal vai dormir cedo. “Itaquera está passando por diversas melhorias, como a entrega de um novo complexo viário e a instalação de universidades, empresas de porte e centros culturais. Junta-se a isso os novos corredores de ônibus que permitem que as pessoas chegam mais cedo em casa. Não são mudanças cosméticas, mas alterações que estão vindo para melhorar a mobilidade da região”, destacou o prefeito.
“Nesse conjunto, continuou Haddad, a iluminação do Parque do Carmo contribui para que a população usufrua melhor de um dos espaços mais agradáveis da cidade. Se tiver a demanda que imaginamos, o horário das 20 horas será expandido para às 22 horas e, até mesmo, aberto a noite toda durante os finais de semana, a exemplo do que ocorre no Ibirapuera. Tudo está sendo feito para que o padrão de qualidade do parque seja elevado. Basta ver que a iluminação por LED, por meio de energia solar, é uma experiência pioneira na cidade, o que confirma o compromisso de levar mais conformo aos moradores da Zona Leste”, afirmou.
Para Nádia Campeão, por estar no centro da Zona Leste, região que abriga cerca de 4 milhões de habitantes, o Parque do Carmo não exerce apenas o papel de referência para a região. “As melhorias nele instaladas, em destaque a nova iluminação, são um passo a mais na busca por um desenvolvimento social e urbano mais equilibrado para a cidade”, afirmou.
Simão Pedro lembrou que no ano passado, a região de Itaquera já havia sido beneficiada com 4.300 remodelações de iluminação e 5 mil ampliações –ao todo, a Zona Leste teve cerca de 40 mil remodelações-. “É um investimento muito grande que não valoriza apenas as ruas e as praças, mas que transmite mais conforto e sensação de segurança. Estamos trabalhando com afinco para tornar a região mais bela e confortável, e a iluminação tem papel preponderante nesse contexto”, entatizou Simão Pedro, ao destacar que a nova iluminação implantada no Parque do Carmo registra ainda os 30 dias que antecedem a abertura da Copa do Mundo.
Além do Parque do Carmo, a região central de Itaquera também está recebendo nova iluminação. São 212 novos pontos e 28 remodelações. Também estão sendo instalados 1.500 unidades pedonais, iluminação voltada para as calçadas, principalmente em ruas arborizadas. Entre os locais beneficiados estão as Ruas Flores do Piauí, Gregório Ramalho, Carlos Bauman, Itapemirim, Padre Viegas de Menezes e o entorno do Largo da Matriz.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Cimento e concreto ficam mais verdes e mais fortes

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Cimento e concreto ficam mais verdes e mais fortes. 05/01/2015. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=cimento-concreto-mais-verdes-mais-fortes. Capturado em 13/01/2015. 

Redação do Site Inovação Tecnológica - 05/01/2015
Cimento e concreto ficam mais verdes e mais fortes
A análise do concreto em nível atômico permitiu aumentar sua resistência e reduzir a emissão de CO2 a menos da metade.[Imagem: M.J. Abdolhosseini Qomi et al. - 10.1038/ncomms5960]









Emissões do cimento
O cimento e o concreto são os materiais de construção mais usados em todo o mundo.
Apesar de produzirem um material eficiente e barato, contudo, as cimenteiras são responsáveis por quase um décimo das emissões de gases de efeito estufa geradas por toda a indústria.
Agora, uma nova técnica permite não apenas reduzir essas emissões a menos da metade, como também produzir um cimento mais forte e mais durável.
A técnica foi idealizada quando Abdolhosseini Qomi e seus colegas do MIT, nos Estados Unidos, debruçaram-se sobre uma análise detalhada, em nível molecular, da complexa estrutura do concreto, que é uma mistura de areia, brita, água e cimento.
Como o cimento é fabricado
O cimento é fabricado cozinhando um material rico em cálcio - geralmente calcário - misturado a um material rico em sílica - geralmente argila - a temperaturas de 1.500 graus Celsius, produzindo uma massa dura chamada clínquer.
Depois de sair do forno e esfriar, esse clínquer é moído até se transformar em pó - o cimento.
No cimento comum, a proporção cálcio/sílica varia entre 1,2 e 2,2, com 1,7 sendo aceito como o padrão da indústria. Mas as estruturas moleculares resultantes de cada proporção nunca haviam sido comparadas em detalhe.
A nova análise sugere que a redução da proporção de cálcio em relação à sílica produz um concreto mais forte e reduz muito as emissões de CO2 durante todo o processo, já que essas emissões são geradas sobretudo pela descarbonatação do calcário.
Como o cimento deverá ser produzido
Segundo Qomi e seus colegas, a mistura ideal de cálcio e sílica deve ficar em uma relação de 1,5 porque, nesse ponto, o material pode atingir "duas vezes a resistência do cimento normal em termos de resistência mecânica à fratura".
Conforme a proporção dos dois materiais varia, a estrutura molecular do clínquer passa de uma estrutura cristalina altamente ordenada para uma estrutura desordenada, do tipo vítrea.
Como o material produzido na relação 1,5 tende mais à estrutura vítrea do que à estrutura cristalina, os pesquisadores afirmam que o concreto será mais resistente a fraturas porque "não há tensões residuais no material".
Bibliografia:


Combinatorial molecular optimization of cement hydrates
M.J. Abdolhosseini Qomi, K.J. Krakowiak, M. Bauchy, K.L. Stewart, R. Shahsavari, D. Jagannathan, D.B. Brommer, A. Baronnet, M.J. Buehler, S. Yip, F.-J Ulm, K.J. Van Vliet, R.J-.M. Pellenq
Nature Communications
Vol.: 5, Article number: 4960
DOI: 10.1038/ncomms5960

Em São Paulo, voluntários podem trabalhar em unidades de conservação

Se você ama as árvores e os animais, certamente já pensou em como contribuir para a preservação da natureza. O Programa de Voluntariado da Fundação Florestal aceita inscrições para quem deseja doar talento e tempo para ações que beneficiem o meio ambiente. A atuação é em unidades de conservação (UC) do Estado de São Paulo, como parques, florestas estaduais, áreas de proteção ambiental, estações ecológicas e outros. 
Podem participar do programa brasileiros maiores de 14 anos (menores de 18 precisam da autorização dos responsáveis legais); estrangeiros, desde que regularizados; e pessoas jurídicas que atuam na conservação e preservação ambiental, bem como no desenvolvimento social e econômico. 
As contribuições podem ser as mais diversas: prestar informações e apoio aos visitantes; desenvolver projetos de educação ambiental e pesquisas; monitorar e fazer a manutenção de trilhas; fazer trabalhos administrativos; participar de grupos de busca e salvamento ou grupos de combate a incêndios; recuperar áreas degradadas etc. 
Os interessados em participar devem acessar o hotsite do programa no link:http://www.ambiente.sp.gov.br/programadevoluntariado
Fonte; O Dia Online/Fernanda Portugal