sábado, 19 de abril de 2014

Infrator ambiental pode ter pena alternativa em SP

Sex , 18/04/2014 às 19:23

Infrator ambiental pode ter pena alternativa em SP

José Maria Tomazela | Agência Estado

O autor de infração ambiental de menor dano no Estado de São Paulo poderá cumprir medida alternativa ao pagamento da multa que, geralmente, tem valor elevado. É o que dispõe um decreto da Secretaria do Meio Ambiente do Estado, publicado no Diário Oficial do último dia 5. A medida sócio-educativa pode ir desde a reparação do dano ambiental até a prestação de serviços ecológicos ou participação em cursos de educação ambiental. Com o cumprimento da medida, o infrator pode optar por um abatimento na multa ou por pagar o valor em 12 parcelas. Em alguns casos, ele trocará a multa por serviços ambientais.
De acordo com o coordenador de fiscalização ambiental da Secretaria, Ricardo Viegas, a expectativa com o decreto é aumentar para 75% a resolução dos processos por dano ambiental no Estado, hoje de apenas 15%. Dos 13 mil autos de infração que a Polícia Ambiental e outros órgãos de fiscalização aplicam por ano, menos de dois mil são pagos e resolvidos. Os outros 85% acabam ficando sem solução em processos que se arrastam por até cinco anos. "Na maioria das vezes, o infrator não tem condições de pagar a multa e o dano ambiental fica sem resposta", disse.
O novo procedimento prevê uma audiência de conciliação num prazo de até 40 dias após a autuação do infrator. Após a análise de atenuantes, como o baixo impacto do dano, a falta de condições financeiras e a ausência de antecedentes, serão oferecidas ao infrator as penalidades alternativas. "Há até a possibilidade de conversão da multa em prestação de serviços ambientais, como a participação em projetos de recuperação florestal, por exemplo." De acordo com a Polícia Ambiental, a maior parte das autuações envolve pessoas de baixo poder aquisitivo, como caçadores e pescadores irregulares, portadores de pássaros silvestres ou pessoas que danificam ou cortam uma árvore.
Com o decreto, o pequeno infrator passa a ter tratamento diferenciado do aplicado aos grandes desmatadores, por exemplo. De acordo com Viegas, os novos procedimentos serão acompanhados de outras mudanças, como o sistema informatizado de apoio à restauração ecológica, que permite acompanhar em tempo real as intervenções na área degradada, inclusive com acesso público. O monitoramento ambiental por imagens de satélite, estendido a todo o Estado, detecta alterações na vegetação de 0,2 hectares (2 mil m2), com cem vezes mais precisão que o sistema existente na Amazônia. "A fiscalização ficou mais eficiente, mas faltava fechar o ciclo. Com as novas medidas, o retorno ambiental será melhor e mais rápido", disse.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Cidade do Cabo é escolhida a Capital Global da Hora do Planeta

Cidade do Cabo é escolhida a Capital Global da Hora do Planeta



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28 Março 2014  |  0 Comments
O Desafio das Cidades da Hora do Planeta (Earth Hour City Challenge) premiou a Cidade do Cabo, na África do Sul, com o título de Capital Global da Hora do Planeta. A cidade foi reconhecida pela ambição e ações pioneiras no combate às mudanças climáticas com o esforço de aumentar a qualidade de vida dos seus cidadãos. Cidade do Cabo sucede Vancouver, no Canadá, vencedora do último ano e sede da premiação neste ano realizada nesta quinta-feira (27/03).

A Capital Global da Hora do Planeta de 2014 surge como um modelo para o hemisfério Sul com uma série de programas verdes e ações que outras cidades podem replicar. A Cidade do Cabo demonstra como estratégias para a redução de emissões de carbono e a luta contra a mudança climática também podem colaborar para o desenvolvimento de outras prioridades como alimentação, energia e segurança da água.

A cidade vem tomando medidas ousadas para fazer a transição do atual sistema de energia dos combustíveis fósseis para energias renováveis como, por exemplo, a implantação de um programa de aquecimento solar de água. A participação da comunidade nas questões de sustentabilidade e o forte progresso com a eficiência energética, especialmente um programa de adaptação em grande escala para o seu parque imobiliário, foram outras ações pioneiras destaque.

O Desafio das Cidades convidou pessoas de todo o mundo para dar voz ao suporte por um futuro com energias 100% renováveis e também às 33 finalistas através da plataforma We Love Cities (Nós Amamos as Cidades). A votação online contabilizou mais de 300 mil votos. Medellin (Colômbia) e Khunhan (Tailândia) empataram em primeiro lugar por conta do engajamento local. Além dos votos, foram centenas de sugestões de como as cidades podem ser ainda mais sustentáveis. 

As cidades de Copenhagen, Chicago, Seoul e Estocolmo também receberão menção honrosa do júri pela ambição, escala e impacto das ações, além do compromisso para transição rumo a um futuro de energias 100% renováveis. 

Balanço final

Belo Horizonte, capital nacional da Hora do Planeta, também concorreu ao prêmio. Além da cidade brasileira e da vencedora, fizeram parte da disputa: Copenhagen (Dinamarca), Lappeenranta (Finlândia), Bruxelas (Bélgica), Stocolmo (Suécia), Edmonton (Canadá), Coimbatore (Índia), Muang Klang (Tailândia), Semarang (Indonésia), Monteria (Colômbia), Chicago (EUA), Cidade do México (México) e Seoul (Coreia do Sul).

Mais de 160 cidades de 14 países participaram do Desafio das Cidades - mais que o dobro do que na edição anterior. Nesse ano, o júri internacional levou em consideração, principalmente a ambição e inovação de cada cidade para o desenvolvimento de uma cultura de baixo carbono considerando o contexto local.

O WWF trabalhou junto com o ICLEI (Governos Locais para a Sustentabilidade) na mobilização das cidades para participarem do Desafio. O ICLEI ainda forneceu o uso da plataforma Carbonn - usada para o registro de clima das cidades - como principal meio de reporte para a iniciativa. 

terça-feira, 8 de abril de 2014

Ocupação irregular insustentável!

27/03/2014
 às 6:25

Haddad joga movimento de autointitulados sem-teto contra os vereadores. A ruindade deste senhor ainda vai virar tese universitária!http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/tag/fernando-haddad/

O prefeito Fernando Haddad não se emenda. Não tem jeito. Ele parece desconhecer o bê-á-bá da civilidade, que se pauta pelo respeito às leis, pela independência entre os Poderes, pela observância das normas democraticamente pactuadas.
Ontem, mais uma vez, movimentos de sem-teto infernizaram a vida da cidade de São Paulo. Na liderança, o tal MTST, Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto. Se trabalham, parece que resolveram faltar.
O que fez Haddad? Poderia, por exemplo, ter recebido uma comissão para negociar. Mas ele estava a fim, como diz a meninada, de “causar”. Desceu de seu gabinete e decidiu subir no caminhão de som dos autointitulados sem-teto. E sabem o que ele fez? Disse que atenderia à reivindicação que eles faziam se a Câmara dos Vereadores aprovar o Plano Diretor. Ou por outra: o prefeito usou o MTST para chantagear e pressionar os vereadores.
E qual era a reivindicação da turma? Que uma área invadida, de preservação ambiental, chamada Nova Palestina, seja destinada oficialmente a moradias. Há um decreto do ex-prefeito Gilberto Kassab que transforma o imenso terreno num parque. Haddad disse que revogaria o texto se os vereadores aprovassem o Plano Diretor. Ora, o que fizeram os sem-teto? Aplaudiram o valente e se dirigiram imediatamente para a Câmara dos Vereadores.
O próprio Haddad entendia que a área, vizinha à represa Guarapiranga e ainda coberta por um trecho de mata atlântica nativa, deveria ser destinada à preservação ambiental. Mas sabem como é… A popularidade do homem está em baixa. Em algum lugar, ele tem de se encostar. E a ordem do PT é se reaproximar o máximo possível dos ditos movimentos sociais.
Assim, vejam que fabuloso: nesta quarta-feira, o senhor Fernando Haddad disse ao MTST que causar severos transtornos na cidade por nove horas vale a pena e merece compensação; estimulou que novas áreas de preservação ambiental sejam invadidas e ainda jogou os manifestantes contra os vereadores.
A ruindade deste senhor à frente da Prefeitura de São Paulo, estou certo, ainda será matéria de curiosidade científica; ainda será estudada nas universidades; ainda renderá teses de doutorado.
Já escrevi aqui mais de uma vez que eventuais confrontos dos movimentos de sem-teto com Haddad são meramente episódicos. Eles são aliados. Ter a PT à frente do Poder Executivo, em qualquer esfera, municipal, estadual ou federal, significa ter o Poder Público refém dos movimentos dos sem-alguma coisa: sem-teto, sem-terra, sem-isso, sem-aquilo. A reivindicação é legítima. Paralisar a cidade para impor uma pauta de reivindicações, não. Mas Haddad, como se vê, estimula a bagunça.
Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Petição Pública: Não queremos a remuneração por subsídio na Prefeitura do Município de São Paulo!

Caros colegas,

Precisamos da sua adesão contra o suicídio imposto pelo governo municipal da maior cidade do Brasil!

NOTA FÚNEBRE: 

Subsídio municipal que não foi discutido de forma democrática, é natimorto! 

Em 24h, 222 servidores públicos começaram a velar o "PL do subsídio" através da petição pública, e será enterrado no gabinete do Prefeito, no dia 4 às 14:30h. 

Todas as entidades sindicais em ato unificado, vão protestar pela falta de valorização do servidor público da PMSP! 

Mas antes, às 11h, do dia 4, haverá uma reunião da Mesa Setorial de Especialistas do SINP, para mais uma rodada de "enrolation", 

Local: Prefeitura Municipal de São Paulo – 10º andar Endereço: Viaduto do Chá, 15 - Centro 


Todos estão convidados para participar deste ato democrático e pacífico!




Exmo. Sr. Prefeito  do Município de São Paulo - Dr. Fernando Haddad





Nós servidores públicos municipais efetivos de nível universitário/superior da ativa e aposentados, rejeitamos veementemente o conceito de subsídio e portanto, não queremos alterar o nosso regime de  remuneração para subsídio na Prefeitura do Município de São Paulo.
Ruy Barbosa interpretou como o ideal, de tratar igualmente os iguais, porém na medida em que se igualem; e tratar desigualmente os desiguais, também na medida em que se desigualem.
Nota-se que o princípio da isonomia não está sendo corretamente aplicado no conceito de subsídio municipal.
O subsídio municipal quer transformar todos os profissionais de nível superior em analistas, igualar os salários, mas discriminam os jovens profissionais ao negarem o piso salarial da categoria; discriminam os profissionais seniores ao introduzir uma espécie de “fator previdenciário municipal”, sem a reposição das perdas inflacionárias e ferem o Estatuto do Idoso ao não respeitar o princípio da paridade e a integralidade para os aposentados, sem mencionar a perda dos direitos adquiridos.
Cumpre lembrar que todas as entidades integrantes do Sistema de Negociação Permanente - SINP rejeitaram em assembleia a proposta do subsídio municipal, mas a atual gestão ignora e continua insistindo em impor o subsídio municipal de forma arbitrária e autoritária, inexistindo qualquer negociação.
Quer nos parecer que o governo municipal pretende encaminhar em breve, para a Câmara Municipal de São Paulo, uma emenda na Lei Orgânica do Município de São Paulo, bem como alterar o Estatuto do Servidor Público Municipal, somente para abrigar legalmente o conceito de subsídio municipal.


Se o subsídio fosse bom, a Polícia Federal não estaria fazendo greve e protestando por aumento de salários! http://www.fenapef.org.br/fenapef/noticia/index/44642

“Com o subsídio municipal, os antigos perderão o passado e os novos perderão o futuro.” Engº Aristeu Nakamura

O governo sempre alega o problema do impacto financeiro e redução de custos, portanto, perguntamos de forma exemplificativa: Não é preferível reduzir o consumo de energia elétrica investindo gradativamente em tecnologias com células fotovoltaicas com iluminação em LED, ao invés de deixar de trocar as lâmpadas queimadas?




O mesmo acontece com a mão de obra intelectual da PMSP.
A valorização dos recursos humanos da PMSP deve ser considerada como um investimento prioritário para a cidade, e não como ônus, como as sucessivas Administrações têm nos tratado, com reajustes simbólicos de 0,001%.

Em 2013, o Prefeito Fernando Haddad concedeu reajustes de 71% para os Agentes de Apoio e 42% para os AGPPs e nenhum reajuste para os especialistas de Nível Superior.

Diante de todo o exposto, solicitamos:

1)      A reposição imediata das perdas inflacionárias desde 2007, garantir o reajuste anual com data base em 1º de maio nos termos do inciso X do artigo 37 da Constituição Federal, combinado com o artigo 92 da Lei Orgânica do Município de São Paulo;

2)     A participação dos nobres vereadores na negociação da reposição das perdas salariais, com realização de Audiências Públicas para que os servidores públicos possam expor toda problemática que envolve a atual situação e com a formação de uma comissão de vereadores para acompanhar as negociações.





Cidade do Cabo é escolhida a Capital Global da Hora do Planeta

Cidade do Cabo é escolhida a Capital Global da Hora do Planeta

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28 Março 2014  |  0 Comments

O Desafio das Cidades da Hora do Planeta (Earth Hour City Challenge) premiou a Cidade do Cabo, na África do Sul, com o título de Capital Global da Hora do Planeta. A cidade foi reconhecida pela ambição e ações pioneiras no combate às mudanças climáticas com o esforço de aumentar a qualidade de vida dos seus cidadãos. Cidade do Cabo sucede Vancouver, no Canadá, vencedora do último ano e sede da premiação neste ano realizada nesta quinta-feira (27/03).

A Capital Global da Hora do Planeta de 2014 surge como um modelo para o hemisfério Sul com uma série de programas verdes e ações que outras cidades podem replicar. A Cidade do Cabo demonstra como estratégias para a redução de emissões de carbono e a luta contra a mudança climática também podem colaborar para o desenvolvimento de outras prioridades como alimentação, energia e segurança da água.

A cidade vem tomando medidas ousadas para fazer a transição do atual sistema de energia dos combustíveis fósseis para energias renováveis como, por exemplo, a implantação de um programa de aquecimento solar de água. A participação da comunidade nas questões de sustentabilidade e o forte progresso com a eficiência energética, especialmente um programa de adaptação em grande escala para o seu parque imobiliário, foram outras ações pioneiras destaque.

O Desafio das Cidades convidou pessoas de todo o mundo para dar voz ao suporte por um futuro com energias 100% renováveis e também às 33 finalistas através da plataforma We Love Cities (Nós Amamos as Cidades). A votação online contabilizou mais de 300 mil votos. Medellin (Colômbia) e Khunhan (Tailândia) empataram em primeiro lugar por conta do engajamento local. Além dos votos, foram centenas de sugestões de como as cidades podem ser ainda mais sustentáveis. 

As cidades de Copenhagen, Chicago, Seoul e Estocolmo também receberão menção honrosa do júri pela ambição, escala e impacto das ações, além do compromisso para transição rumo a um futuro de energias 100% renováveis. 

Balanço final

Belo Horizonte, capital nacional da Hora do Planeta, também concorreu ao prêmio. Além da cidade brasileira e da vencedora, fizeram parte da disputa: Copenhagen (Dinamarca), Lappeenranta (Finlândia), Bruxelas (Bélgica), Stocolmo (Suécia), Edmonton (Canadá), Coimbatore (Índia), Muang Klang (Tailândia), Semarang (Indonésia), Monteria (Colômbia), Chicago (EUA), Cidade do México (México) e Seoul (Coreia do Sul).

Mais de 160 cidades de 14 países participaram do Desafio das Cidades - mais que o dobro do que na edição anterior. Nesse ano, o júri internacional levou em consideração, principalmente a ambição e inovação de cada cidade para o desenvolvimento de uma cultura de baixo carbono considerando o contexto local.

O WWF trabalhou junto com o ICLEI (Governos Locais para a Sustentabilidade) na mobilização das cidades para participarem do Desafio. O ICLEI ainda forneceu o uso da plataforma Carbonn - usada para o registro de clima das cidades - como principal meio de reporte para a iniciativa. 

terça-feira, 1 de abril de 2014

BONDES DESLIZAM EM TAPETES DE GRAMA NAS CIDADES EUROPEIAS...Aqui transformaria num matagal!

O que é melhor, o asfalto quente e cinza das ruas ou um tapete de grama cruzando os bairros da cidade?
Embora combinar paisagismo com transporte público não seja uma ideia exatamente nova, ficamos impressionados com essa forma de tornar espaços urbanos mais verdes.
Algumas cidades europeias, adotaram a prática de substituir o asfalto dos corredores por onde os bondes passam, por grama. As pessoas que vivem em Barcelona, St- Etienne, Frankfurt, Estrasburgo, entre outras, podem se locomover de forma rápida, sem o estresse do trânsito e de uma maneira mais agradável.
Como benefícios para a cidade, além da grande melhoria na paisagem urbana, as faixas gramadas proporcionam um efeito de diminuição das ilhas de calor das ruas metropolitanas e ajudam no escoamento de água da chuva, prevenindo enchentes e alagamentos. Isso, sem contar o transporte limpo e silencioso dos bondes.
Veja alguns exemplos desses corredores que de maneira simples, deixaram as cidades um pouco mais verdes. 
Imagens via: City Transport / Wikimédia / Ian Fisher