terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Plenária do Fórum Agenda 21 Macro Leste



Caros Parceiros,

Convidamos para a Plenária do Fórum Agenda 21 Macro Leste :
 
Data: 18/01/2014 (sábado)
Horário: 10h-13h
Local: Espaço Benfeitores da Natureza - Sesc Itaquera. Estacionamento gratuito.

Pauta:
10h- Plenária
11h30 - GT Conflitos da Ocupação Urbana
 


Contamos com a presença de todos !

Um forte abraço

Cintia Okamura


http://forumag21macroleste.webnode.com.br

Obs. A plenária reúne representantes dos três setores (poder público, 
iniciativa privada e sociedade civil) das onze regiões administrativas que 
compõe a Macro Leste (Aricanduva, Cidade Tiradentes, Ermelino Matarazzo, 
Guaianases, Itaim Paulista, Itaquera, Mooca, Penha, São Mateus, São Miguel 
e Vila Prudente)  e ocorre uma vez por mês (3º sábado).

Calendário 2014 das Plenárias do Fórum Agenda 21 Macro Leste

Janeiro18/01
Fevereiro15/02
Março15/03
Abril12/04
Maio17/05
Junho21/06
Julho19/07
Agosto16/08
Setembro20/09
Outubro18/10
Novembro08/11
Dezembro13/12




"Rolezinho" nos parques...é atitude sustentável?

13/01/2014 12h46 - Atualizado em 13/01/2014 18h22

Guarda é agredido em 'rolezinho' de jovens em parque de Guarulhos

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/01/guarda-e-espancado-em-rolezinho-de-jovens-em-parque-de-guarulhos.html

Segundo a prefeitura, adolescentes consumiam bebida alcoólica.
Guarda teve ferimentos leves; quatro pessoas foram detidas.

Do G1 São Paulo
1441 comentários
Um guarda municipal foi agredido durante um 'rolezinho' de jovens no Bosque Maia, em Guarulhos, na tarde de domingo (12). Ele estava acompanhado de outro guarda quando encontrou os jovens consumindo bebida alcoólica.
Os "rolezinhos" são como ficaram conhecidos os encontros de adolescentes marcado pela internet, que ocorrem em shoppings, parques ou outros espaços.
Segundo a Prefeitura de Guarulhos, os dois guardas foram agredidos com lixeiras e pedras quando abordaram os jovens, que consumiam bebida alcoólica. Uma lixeira acertou um dos guardas no rosto, e depois ele foi espancado. Os ferimentos foram leves.
A Secretaria da Segurança Pública informou que 3 mil jovens participavam do "rolezinho". Quatro foram detidos e levados para a delegacia, entre eles três adolescentes.
Shopping JK
Também no final de semana, um "rolezinho" ocorreu no Shopping Itaquera, na Zona Leste de São Paulo no sábado (11). A Polícia Militar reagiu com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Três pessoas foram detidas e depois liberadas, entre elas dois adolescentes.

Houve relatos de furtos a uma loja de jogos. Já o shopping disse, em nota, que não houve registro de furto ou roubo. "Jovens se exaltaram e ouve um princípio de tumulto", afirmou o texto.
Durante a confusão, ocorreu ainda um roubo na estação Itaquera do metrô, que fica junto do shopping. Uma pessoa foi presa.
Entenda os rolezinhos (Foto: Arte/G1)
Foi o sexto "rolezinho" em shoppings desde dezembro. Encontros semelhantes também foram marcados pelas redes sociais no Shopping Campo Limpo e Shopping JK Iguatemi para este mesmo sábado, dia 11. Ambos obtiveram liminares na Justiça que limitavam a entrada de jovens no centro de compras. Não foi registrada confusão nos locais.
Jovens se encontraram no Shopping Campo Limpo no início da tarde, mas não houve confusão. No Shopping JK Iguatemi, adolescentes desacompanhados foram impedidos de entrar no estabelecimento ou questionados sobre o motivo da visita. O "rolezinho" marcado para a tarde deste sábado não aconteceu. O cartaz colocado na entrada dizia: "O Shopping Center JK Iguatemi esclarece que obteve liminar no sentido de proibir a realização do movimento ROLEZAUM NO SHOPPIM nos limites do empreendimento, quer em sua parte interna ou externa, sob pena de incorrer cada manifestante identificado na multa de R$ 10 mil por dia".



NO SHOPPING JK IGUATEMI

Uneafro organiza rolezinho em repúdio a repressão a jovens no próximo sábado em SP

Pelo menos outros nove eventos estão marcados em shoppings da cidade e região metropolitana até 15 de fevereiro. Parques e clubes também terão rolês. Cariocas marcam ato em solidariedade para domingo
por Gisele Brito, da RBA publicado 13/01/2014 18:06, última modificação 13/01/2014 19:02
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ADRIANO LIMA/BRAZIL PHOTO PRESS/FOLHAPRESS
rolezinho_iguatemi_Adriano-.jpg
No fim de semana, jovens foram impedidos de realizar evento no Shopping Iguatemi, no Itaim
São Paulo – A Uneafro, Núcleos de Educação Popular para Negros e Classe Trabalhadora, vai coordenar um rolezinho no Shopping JK Iguatemi, na zona sul de São Paulo, sábado (18), às 12h, em repúdio à reação violenta e racista aos encontros organizados por jovens na cidade. A concentração dos manifestantes será no Parque do Povo, ao lado do centro de compras.
Pelo menos outros nove rolezinhos estão agendados em shoppings na cidade e na região metropolitana até 15 de fevereiro. Também há eventos marcados no Parque do Ibirapuera e nas unidades Itaquera e Interlagos do Sesc. Em solidariedade aos paulistanos, cariocas marcaram um rolezinho no Shopping Leblon, no domingo (19).
O shopping JK é um dos seis que obtiveram liminar na justiça paulista para que os eventos não ocorressem, com multa de R$ 10 mil para descumprimento da decisão. Em sua decisão, o juiz Alberto Gibin Villela argumenta que "grupos se infiltram nestas reuniões com finalidades ilícitas e transformam movimento pacífico em ato de depredação, subtração, violando o direito do dono da propriedade, do comerciante e do cliente do shopping" e que o direito de livre manifestação não pode se sobrepor a outros.
“É uma reação do movimento negro à forma como têm reagido, não só os shoppings, mas a própria justiça que, de maneira deliberada, institucionaliza uma segregação. O controle desses rolês é uma face do racismo mascarado pelo discurso da segurança e proteção. O que não é novidade, porque esse discurso sempre foi usado para praticar violência contra a juventude pobre em geral e a negra em especial”, afirma o coordenador da Uneafro, Douglas Belchior.
No último sábado (11), dois rolezinhos foram reprimidos na cidade. No Shopping Itaquera, zona leste, a PM chegou a usar bombas de gás e balas de borracha contra os garotos na rampa que liga o metrô ao centro de compras. No Shopping Campo Limpo, zona sul, jovens foram agredidos com cassetetes por policiais. Os dois estabelecimentos também tinham liminares que impediam os rolês.
Os eventos estão sendo organizados por meio da rede social Facebook. Nos textos de descrição dos eventos, os organizadores afirmam que se trata de uma “oportunidade de tirar um lazer” e pedem para que ninguém “arraste”, ou seja, prejudique o evento. Adolescentes de ambos os sexos publicam fotos e falam em beijar na boca. Há também posts mencionando ações criminosas, a maioria deles repudiada por outros convidados, que acusam os incitadores de serem policiais, ou X9 (dedos-duros).
Para Belchior, a reação revela uma postura contraditória inclusive por parte dos shoppings. “Nos últimos anos muitas pessoas tiveram acesso ao consumo e esses centros comerciais se espalharam, inclusive pelas periferias, justamente atrás desse poder aquisitivo. A presença dessas pessoas acaba gerando um impasse, que é justamente o impasse racial nesses lugares que eram 'monocolor'”, desabafa.
O coordenador da Uneafro afirma que é fundamental combater esse tipo de ação porque ela torna natural o racismo. “O jovem que é impedido de entrar no shopping hoje é o mesmo que é visto com muita naturalidade como vítima de assassinato, como preso ou decapitado. O racismo trabalha essa lógica”, pontua.

Tartarugas de estimação...problemas também no Japão

Imported pet turtles see regulation


Fonte: AsiaOne, asiaone.feedsportal.com


JAPAN - The Environment Ministry has decided to control the import and breeding of nonnative red-eared sliders, called "midori-game" (green turtles) in Japanese, which are popular as pets, because they have caused so much ecological damage that ishigame Japanese pond turtles have been pushed to the brink of being declared a "near threatened" species on the ministry's Red List of Endangered Species, ministry sources said.
However, the policy is expected to cause confusion, as it will be the first time breeding of such popular pets will be banned. In the most conservative estimate, there are several hundreds of thousands red-eared sliders kept in Japan.
Although the ministry plans to ban import first and delay the breeding ban until a later date, ministry officials are currently contending with responses from people who want to dispose of the animals or continue breeding them.
The red-eared slider, a species native to North America, is priced at about ¥500 (S$6) each at pet shops and street stalls. Its life span is believed to be about 40 years. Though young sliders are about five centimeters long, they can grow to about 30 centimeters, which makes it difficult to keep them in a small water tank at home. Many are therefore likely to be released into rivers and ponds, causing massive population growth. Currently, the species accounts for the greatest number of turtles in the nation.
The turtle has a higher fertility rate than other turtles, laying twice as many eggs as the ishigame, or Japanese pond turtle. It is bigger than the ishigame as well, which has allowed the nonnative turtles to deprive the ishigame of food and habitat. As the number of ishigame decreased, the species was designated as "near threatened" on the red list in 2012.
In September last year, the government drafted a plan "to study regulating" red-eared slider in its action plan to prevent damage to native turtle species, and decided to designate the slider as an "invasive alien species," which is banned from being imported and bred under the Invasive Alien Species Law.
Alien species regulated
In total, 107 species, including raccoons and bluegill, are designated as invasive alien species based on the law. To keep such species as pets, a potential owner is required to set up a cage to prevent the pet from running away and apply to the ministry for permission. The ministry estimates that the number of red-eared sliders kept as pets numbers in the hundreds of thousands, at least.
The government will approve breeding for now, but it fears it will be unable to handle the large influx of applications that might occur should every current breeder apply.
The ministry is worried many owners might release turtles into rivers and ponds, or simply abandon them after the ban is imposed. Therefore, it is considering the timing of imposing the ban and measures to accept turtles from those who want to get rid of them. It will also contemplate to what extent it will ask turtle owners for how long they intend to keep the turtles.
Pet dealers react
The pet industry strongly opposes such regulation.
"Midori-game, which are reasonably priced and easy to keep as pets, cannot be replaced by other turtles," said a pet sales representative of a Kansai region company, which imports and sells about 20,000 red-eared sliders a year. "The government must promote an attitude of 'taking care of them until the very end,' for instance, not regulation."
A pet shop owner in Hyogo Prefecture is sceptical about the regulation, saying, "I guess owners may release their turtles into the wild in the end because they cannot dispose of their loved pets and it is troublesome to get permission to keep them."
Prof. Takashi Yabe of Aichi Gakusen University, who specializes in herpetology, said: "The regulation makes sense because damage caused by red-eared sliders shouldn't be ignored any longer. However, if breeding is banned, a measure to prevent turtles from being tossed out into the wild is necessary. An arrangement should be made in which local municipalities take in and dispose of them."
45 per cent of wild turtles
According to a survey by the Suma Aqualife Park in Kobe Prefecture, red-eared sliders account for about half of wild turtles living in Shizuoka Prefecture and westward. The survey had been conducted over two years to 2012 by capturing turtles at 621 points of rivers and ponds from Shizuoka to Okinawa prefectures.
Among captured 4,645 turtles in total, red-eared sliders accounted for 45.2 per cent, which is the largest figure.

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EMPREGOS VERDES: Saiba o que são e onde estão


Categories: Agenda Sustentabilidade

No meio da região amazônica, a Natura já contrata 400 pessoas, direta e indiretamente, no seu mais novo complexo industrial. Lá, se processa óleos e compostos tirados de plantas tropicais manejadas por comunidades locais e tradicionais, criando uma economia de floresta em pé. Apesar de pequeno, este contingente de pessoas trabalha numa cadeia produtiva que valoriza o social e preserva o meio ambiente. Eles fazem parte de uma crescente força verde de trabalho estimada em 3 milhões de pessoas no Brasil. Já estudos do Ipea estimam em 16 milhões de postos de trabalho verdes no país.
O complexo será lançado em março e será conhecido como Ecoparque, pois agregará outras empresas formando uma cadeia de produção onde o resíduo de um processo é insumo de outro. E assim fecha-se o ciclo.
Está é a definição de emprego verde: uma ocupação ligada a atividades que preservem o meio ambiente, valorizem o social ou reduzem as emissões de CO2.
Desde 2009, a ONU, por meio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) vem criando uma rede para ajudar a fomentar os empregos verdes e incentivar assim o fortalecimento da economia de baixo carbono.
No Brasil, segundo a OIT, um dos grandes celeiros de empregos verdes é o setor sucroalcooleiro, já que usamos grande parte do álcool como biocombustível no Brasil. (É óbvio que este setor tem seus problemas trabalhistas, mas na visão global da OIT a produção de biocombustíveis por si só é verde, pois no resto do mundo o uso de álcool para mover carros é bem menos intensivo).
Mas não é só na agricultura ou no extrativismo que se encontram os empregos verdes. Como já escrevemos aqui, o setor eólico nacional já gerou um estimado 280 mil empregos verdes, pois os postos nos setores de energias renováveis são considerados verdes.
Nos EUA e na Austrália, a grande massa dos empregos verdes vem da instalação de painéis solares fotovoltaicos nos telhados das casas. Aqui, o setor de energia solar engatinha, mas começa a se firmar. O movimento mais recente foi o leilão de energia solar no Pernambuco que resultará na construção de seis usinas com um potencial de cerca de 220MW.
Nas cidades, as grandes oportunidades de empregos verdes estão na reciclagem e na eficiência energética.
O primeiro inclui desde catadores até gestores ambientais e engenheiros. Ao todo, estima-se cerca de 1 milhão de catadores no país. É uma categoria que faz um trabalho essencial, mas que ainda luta por reconhecimento.
A cadeia de reciclagem é complexa, mas vem se profissionalizando à medida que as prefeituras e empresas têm que se adequar à Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Um exemplo recente é a licitação de R$1,3 bilhão da prefeitura de Taubaté que prevê altos índices de reciclagem e geração de energia da queima do lixo.
Em eficiência energética, a busca é por engenheiros e técnicos que possam melhorar o consumo de energia dos prédios e do transporte. No setor de construção, há um forte apelo já que 40%das emissões de CO2 vem de prédios em operação. O setor não quer ser mais o vilão.
Melhorar a mobilidade urbana é também vista como uma oportunidade de gerar empregos verdes pela OIT, já que ajuda a reduzir emissões drasticamente. Portanto o número de trabalhadores no setor de transporte público vai crescer.
Existem outras oportunidades como a agricultura urbana e o setor de saneamento básico, com economia e reuso de água.
Engenheiros de todas as áreas, gestores ambientais, biólogos, agricultores, administradores, advogados, catadores e recicladores são todas profissões que serão necessitadas pela economia de baixo carbono.
Existe já uma forte de demanda por pessoas cada vez mais especializadas neste e nos próximos anos.
Por Alexandre Spatuzza

Assim não dá!

08/01/2014 - 03h20

Em 1 mês, SP ganha acampamento com 8.000 famílias de sem-teto



REYNALDO TUROLLO JR.

DE SÃO PAULO
Ouvir o texto

Em um mês, um acampamento de sem-teto quadruplicou o número de famílias vivendo em barracos de lona num terreno invadido na região do Jardim Ângela, zona sul de São Paulo.
O local, batizado de Nova Palestina, foi invadido no dia 29 de novembro por 2.000 famílias. Segundo cadastro do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), cerca de 8.000 famílias, número atingido ainda em dezembro, fazem parte hoje.
Com a procura em alta, foi criada uma lista de espera, com cerca de mil pessoas.
Quando chegaram, as famílias receberam um kit para montar os barracos: cinco bambus e seis metros de lona.
São pessoas que saíram de bairros do entorno e de Itapecerica da Serra (Grande São Paulo), próximo dali.
A maior parte é composta por trabalhadores assalariados e autônomos que dizem ter dificuldade para pagar aluguel ou que moram de favor na casa de parentes. Parte está desempregada.

Ocupação Vila Nova Palestina


Leonardo Soares/Folhapress






Ocupação na região do Jardim Ângela, batizada pelo MTST de Vila Nova Palestina
MARIGHELLA

A Nova Palestina foi a quinta grande invasão feita pelo MTST em 2013. O nome, escolhido em votação, venceu as outras opções: Carlos Marighella (1911-1969, militante comunista) e Amarildo de Souza, pedreiro morto no Rio após abordagem da PM.
Com 1 milhão de m², o que equivale a dois terços do parque Ibirapuera, o terreno é particular e improdutivo, dizem os sem-teto.
A área foi declarada de interesse público pela gestão Gilberto Kassab (PSD) -para virar um parque.
editoria de arte/folhapress
"Nossa ideia é transformar isto aqui em conjuntos habitacionais. Não é transformar em mais uma favela. A gente quer financiamento pela Caixa", diz o militante que se apresenta com "Jota", 34, há dez no movimento.
Autônomo, ele já financiou uma casa própria em Taboão da Serra (Grande São Paulo), mas continua no movimento para formar novos militantes.
'RUAS' E 'PRAÇAS'
Organizados em espécies de lotes, alinhados seguindo "ruas" que conduzem a uma "praça" central, onde são feitas as assembleias, os barracos de lonas pretas e azuis ganham uma numeração, como G5 B526. Quer dizer: ali "mora" a 526ª família do grupo 5.
O acampamento é dividido em 21 grupos, cada um com uma cozinha e um banheiro coletivos. A luz das cozinhas vem de "gatos"puxados dos postes da rua.
Cada um dos grupos tem cinco representantes eleitos que participam das reuniões de coordenação. A limpeza das áreas comuns e arrecadação de alimentos são feitas em esquema de escala.
Nem todas as barracas estão ocupadas o tempo todo. Menos da metade das famílias mora de fato no local. A maioria continua a pagar aluguel, mas vê ali uma maneira de conseguir a casa própria.
É o caso do barista Roberto, 28. Ele dorme ali. Já sua mulher, Mayara, 20, e os dois filhos, de 4 e 6 anos, voltam à noite para a casa alugada por R$ 600 -um imóvel de três cômodos em Itapecerica.
Para garantir frequência no acampamento, há uma lista de presença, com uma pontuação. A lógica é: "Quanto mais pontos, mais sofrimento". A ideia é premiar os mais assíduos com a prioridade para ganhar uma casa.
A coordenação exerce o papel de polícia no local: evita som alto, bebida alcoólica e faz rondas noturnas. Tenta ainda identificar famílias que erguem dois ou mais barracos com a ilusão de que ganharão mais casas -são os chamados "zoiões".

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014