terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Assim não dá!

08/01/2014 - 03h20

Em 1 mês, SP ganha acampamento com 8.000 famílias de sem-teto



REYNALDO TUROLLO JR.

DE SÃO PAULO
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Em um mês, um acampamento de sem-teto quadruplicou o número de famílias vivendo em barracos de lona num terreno invadido na região do Jardim Ângela, zona sul de São Paulo.
O local, batizado de Nova Palestina, foi invadido no dia 29 de novembro por 2.000 famílias. Segundo cadastro do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), cerca de 8.000 famílias, número atingido ainda em dezembro, fazem parte hoje.
Com a procura em alta, foi criada uma lista de espera, com cerca de mil pessoas.
Quando chegaram, as famílias receberam um kit para montar os barracos: cinco bambus e seis metros de lona.
São pessoas que saíram de bairros do entorno e de Itapecerica da Serra (Grande São Paulo), próximo dali.
A maior parte é composta por trabalhadores assalariados e autônomos que dizem ter dificuldade para pagar aluguel ou que moram de favor na casa de parentes. Parte está desempregada.

Ocupação Vila Nova Palestina


Leonardo Soares/Folhapress






Ocupação na região do Jardim Ângela, batizada pelo MTST de Vila Nova Palestina
MARIGHELLA

A Nova Palestina foi a quinta grande invasão feita pelo MTST em 2013. O nome, escolhido em votação, venceu as outras opções: Carlos Marighella (1911-1969, militante comunista) e Amarildo de Souza, pedreiro morto no Rio após abordagem da PM.
Com 1 milhão de m², o que equivale a dois terços do parque Ibirapuera, o terreno é particular e improdutivo, dizem os sem-teto.
A área foi declarada de interesse público pela gestão Gilberto Kassab (PSD) -para virar um parque.
editoria de arte/folhapress
"Nossa ideia é transformar isto aqui em conjuntos habitacionais. Não é transformar em mais uma favela. A gente quer financiamento pela Caixa", diz o militante que se apresenta com "Jota", 34, há dez no movimento.
Autônomo, ele já financiou uma casa própria em Taboão da Serra (Grande São Paulo), mas continua no movimento para formar novos militantes.
'RUAS' E 'PRAÇAS'
Organizados em espécies de lotes, alinhados seguindo "ruas" que conduzem a uma "praça" central, onde são feitas as assembleias, os barracos de lonas pretas e azuis ganham uma numeração, como G5 B526. Quer dizer: ali "mora" a 526ª família do grupo 5.
O acampamento é dividido em 21 grupos, cada um com uma cozinha e um banheiro coletivos. A luz das cozinhas vem de "gatos"puxados dos postes da rua.
Cada um dos grupos tem cinco representantes eleitos que participam das reuniões de coordenação. A limpeza das áreas comuns e arrecadação de alimentos são feitas em esquema de escala.
Nem todas as barracas estão ocupadas o tempo todo. Menos da metade das famílias mora de fato no local. A maioria continua a pagar aluguel, mas vê ali uma maneira de conseguir a casa própria.
É o caso do barista Roberto, 28. Ele dorme ali. Já sua mulher, Mayara, 20, e os dois filhos, de 4 e 6 anos, voltam à noite para a casa alugada por R$ 600 -um imóvel de três cômodos em Itapecerica.
Para garantir frequência no acampamento, há uma lista de presença, com uma pontuação. A lógica é: "Quanto mais pontos, mais sofrimento". A ideia é premiar os mais assíduos com a prioridade para ganhar uma casa.
A coordenação exerce o papel de polícia no local: evita som alto, bebida alcoólica e faz rondas noturnas. Tenta ainda identificar famílias que erguem dois ou mais barracos com a ilusão de que ganharão mais casas -são os chamados "zoiões".

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

domingo, 12 de janeiro de 2014

Parque Nacional do Iguaçu (PNI) completa 75 anos como vitrine de outras unidades do país

10/01/2014 18h31

PNI completa 75 anos como vitrine de outras unidades do país


  • VICENTIM
  • MANTOVANI
  • PEGORARO
  • BOLO
  • PIOLLA

Ao completar 75 anos nesta sexta-feira (10), o Parque Nacional do Iguaçu (PNI) se consolida como modelo de gestão e de relacionamento com a comunidade entre as 313 Unidades de Conservação do País. A análise é do presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vicentim, que, nesta manhã, esteve na cerimônia de comemoração do aniversário do parque e representou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Uma apresentação especial do Coral de Itaipu encerrou a solenidade.
“Foz do Iguaçu é nosso cartão de visita, onde está a vitrine dos parques e das unidades de conservação do Brasil. Temos aqui um modelo de gestão que gostaríamos que fosse estendido aos parques nacionais do País todo”, disse Vicentim.

A visitação é uma poderosa força de educação e conscientização ambiental”, completou o presidente do ICMBio, cuja opinião é compartilhada pelo presidente do SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani. “Esta é uma referência para os parques do Brasil. Não há nenhum parque no País com a infraestrutura do Parque Nacional do Iguaçu”, disse Mantovani.
     
A cerimônia aconteceu em um dos mirantes das Cataratas do Iguaçu, dentro do PNI – o segundo parque nacional mais antigo do Brasil. O primeiro é o de Itatiaia (SP), com 76 anos.
  
Também compareceram o chefe do PNI, Jorge Pegoraro, o chefe do Parque Nacional do Iguazú (lado argentino), Juan Sergio Bikauskas, o prefeito de Foz do Iguaçu, Reni Pereira, o diretor administrativo da Concessionária Cataratas do Iguaçu S.A., Celso Vitrio Florencio, e o superintendente de Comunicação Social da Itaipu e presidente do Fundo Iguaçu, Gilmar Piolla.

A festa marcou o compromisso das autoridades em manter o PNI aberto à comunidade, servindo como fomentador do desenvolvimento econômico local e regional, e gerido de forma sustentável.
  
“Estamos certos de que o turismo é o melhor instrumento para a preservação ambiental. Renovamos hoje nosso compromisso de lutar permanentemente pela preservação deste patrimônio natural da humanidade, que abriga uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza”, disse Gilmar Piolla.

A área de visitação corresponde a 3% do território do PNI, que, no total, tem 182.262 hectares. A dimensão do parque – o maior remanescente de floresta atlântica (estacional semidecídua) da Região Sul do Brasil – é um dos desafios da gestão da unidade, assim como a biopirataria (apropriação indevida da fauna e da flora)."Estamos dispostos a ajudar no que for preciso para combater esse problema", disse Gilmar Piolla.
   
O aniversário abriu o calendário de celebrações do PNI em um ano especial, quando Foz do Iguaçu celebra seu centenário, Itaipu completa 40 anos e o lado argentino do parque faz 80 anos.

Outro evento marcante este ano será a Copa do Mundo, segundo Pegoraro. O Mundial deve fazer com que a unidade bata seus próprios recordes de visitação. Em 2014, o PNI começa a traçar seu novo plano de manejo para prever a gestão e o uso sustentável dos recursos naturais do parque. “É um ano de desafios e estamos otimistas de que os resultados serão ainda melhores que os de 2013", disse Pegoraro.
  
O sistema de transporte no interior do PNI é uma das pautas previstas para discussão, que deve contar com o apoio do Trade Turístico e da Itaipu Binacional, por meio dos projetos de mobilidade sustentável da empresa.
  
“No futuro, pretendemos traçar um novo modelo de transporte que concilie o trabalho da concessionária, que é o transporte principal, e um transporte alternativo como força complementar, sempre buscando bem-estar do visitante e os objetivos do parque como unidade de conservação”, disse Vicentim.
  
“Trabalharemos em conjunto para a revisão do plano de manejo, a matriz energética do parque e a mobilidade sustentável no interior da unidade, conciliando preservação, turismo e envolvimento da comunidade”, concluiu Gilmar Piolla. 

Vinte e um parques municipais são regulamentados nesta sexta em Fortaleza

DECRETOS 10/01/2014 - 18h30

Vinte e um parques municipais são regulamentados nesta sexta







NOTÍCIA3 COMENTÁRIOS

FOTO: DEIVYSON TEIXEIRA/O POVO
Vinte e um parques municipais foram regulamentados, na manhã desta sexta-feira, 10, com a assinatura de decretos. Deste total, seis parques já existem, como o Adahil Barreto e o Rio Branco. Outros 15 tiveram assinatura de criação e regulamentação, como o parque Rachel de Queiroz e áreas que deverão ser integradas a doze lagoas. A solenidade de apresentação da política ambiental da gestão teve a presença do prefeito Roberto Cláudio e da titular da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma). 

A regulamentação destes espaços verdes possibilita que a Secretaria classifique e faça a gestão adequada dos parques. Águeda explica que, dentre as as ações, o Adahil Barreto deve ser categorizado como parque urbano e vai receber equipamentos para atividades de lazer e prática de exercícios.

Outra medida está relacionada ao Parque Rachel de Queiroz. Com mais de 25 hectares, o esboço de projeto executivo ( de 2003) será atualizado para urbanização como um parque linear – área com intervenções no entorno de córregos e cursos d’água. As obras começam após quatro meses destinados à atualização do projeto.

Conforme Roberto Cláudio, a atualização de legislações que podem efetivar o Plano Diretor de Fortaleza devem acontecer neste primeiro semestre de 2014. "A Prefeitura irá enviar à Câmara as leis que regulamentam o Plano Diretor. As de mais destaque são a Lei de Uso e Ocupação de Solos, o Código de Obras e Posturas, o Plano de Mobilidade Urbana, Conselho da Cidade já foi criado e aprovado no final do ano passado. São as mais importantes que regulamentam o Plano Diretor. E uma delas será o Plano Diretor de Meio Ambiente, que nós iremos trabalhar nele e enviar para a Câmara para discussão", explica. 

Com a regulamentação, o mapa de Parques fica da seguinte forma: 
Já existentes

Parque Rio Branco

Parque do Parreão

Parque Adahil Barreto

Parque da Liberdade (Cidade da Criança)

Parque do Pajeú

Parque Guararapes (antigo Bosque Ernesto Geisel)

Parque Rachel de Queiroz

Criados e regulamentados

Parque das Iguanas

Parque Riacho Maceió

Parques das Lagoas: 

Parangaba

Porangabussu

Messejana

Maria Vieira (Cajazeiras)

Itaperaoba (Serrinha)

Mondubim

Opaia (Vila União)

Catão (Conjunto José Walter)

Maraponga

Papicu

Passaré

Jacarey
Redação O POVO Online com informações da repórter Thaís Brito 




Em coletiva, prefeito assina decreto que regulamenta dez parques de Fortaleza



Redação Web | 16h43 | 10.01.2014

Segundo Roberto Cláudio, os parques “nunca tiveram nenhum decreto que os protegesse”


Nesta manhã, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, assinou decretos que regulamentam os parques da capital, ação nunca desenvolvida antes na história de Fortaleza. A coletiva aconteceu no Parque Adahil Barreto e teve a presença da secretária de Urbanismo e Meio Ambiente, Águeda Muniz, para explicar os detalhes. Na oportunidade, foi apresentado a Política Ambiental do Município, que teve como foco o Sistema de Municipal de Áreas Verdes, um dos eixos do projeto.
Em coletiva, prefeito Roberto Cláudio apresenta projeto ambiental e assina decretos que regulamentam dez parques de F'ortaleza. FOTO: Divulgação
O Sistema Municipal de Áreas Verdes tem como objetivo regulamentar os parques da capital e a criação de áreas que eram utilizadas informalmente. Durante a coletiva, o prefeito assinou decretos para a regulamentação de dez parques de Fortaleza, dentre eles, o parque Rio Braco, Parreão, Adahil Barreto, Guararapes, Liberdade, Lagoas de Fortaleza, Pajeú e Iguanas, além da criação e regulamentação dos parques Rachel de Queiroz e Riacho Maceió. Segundo Roberto Cláudio, os parques “nunca tiveram nenhum decreto que os protegesse”.

Será desenvolvido, ainda, o Plano Diretor de Meio Ambiente, dentre outros planos, como de Ocupação dos solos e de Mobilidade Urbana, que serão enviados à Câmara Municipal ainda no primeiro semestre deste ano.
Além disso, uma série de ações serão realizadas, como a criação da Certificação Fator Verde, a criação de um Cuca Sustentável, que está em fase de elaboração de projeto e será construído em terreno público às margens da Lagoa do Opaia; e a construção da sede da área da Sabiaguaba.
Os outros eixos do projeto, o de Águas e o Controle de Poluição, serão apresentados, respectivamente, em fevereiro e março deste ano.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Semmas retira ocupações irregulares de loteamentos da Zona Norte de Manaus

Semmas retira ocupações irregulares de loteamentos da Zona Norte de Manaus


A ação ocorreu nos loteamentos Parque das Garças e Águas Claras e contou com o apoio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), que realiza serviços de drenagem e arruamento no local

    O alvo da operação foram os barracos desabitados que serviam apenas para especulação imobiliária
    O alvo da operação foram os barracos desabitados que serviam apenas para especulação imobiliária (Júlio Pedrosa/Semmas)
    A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) e o Batalhão Ambiental da Polícia Militar realizaram, na manhã desta quinta-feira (9), a retirada de 13 armações de barracos construídas em um trecho da Área de Preservação Permanente (APP) do Igarapé do Geladinho, localizada entre os loteamentos Parque das Garças e Águas Claras, na Zona Norte.
    A ação contou com o apoio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), que realiza serviços de drenagem e arruamento no local. O alvo da operação foram os barracos desabitados que serviam apenas para especulação imobiliária. Moradores do loteamento, preocupados com a degradação ambiental causada pelos invasores, agradeceram a ação da prefeitura.
    A ocupação vinha sendo monitorada pela Semmas desde setembro do ano passado. Após o recebimento de diversas denúncias de desmatamento e focos de queimadas na área, a fiscalização da secretaria esteve no local para notificar os ocupantes de novos barracos, que já estavam sendo utilizados como moradia, a saírem do local.
    Foram retiradas oito armações situadas às margens da rua Açairanã e cinco localizadas por trás da rua Sabiá. Dois novos barracos que estavam servindo como moradia foram notificados. Uma das ocupantes da área informou ser natural de Belém (PA) e que veio para Manaus há três meses para acompanhar o irmão.
    Ela contou que o irmão também migrou para a capital amazonense há um ano e mora em um dos barracos construídos irregularmente na APP. Foram retiradas também cercas e estacas de demarcação de lotes invadidos.
    *Com informações da assessoria de comunicação

    Saídas para a Mobilidade Urbana

    Guia de Sustentabilidade: acesso gratuito no site da AsBEA

    http://www.secovi.com.br/noticias/guia-de-sustentabilidade-acesso-gratuito-no-site-da-asbea/7305/

    Guia de Sustentabilidade: acesso gratuito no site da AsBEA

    Documento lançado há pouco mais de um ano ganha versão eletrônica e interessados podem fazer download no portal da entidade
    08/01/2014
    O Guia de Sustentabilidade na Arquitetura - Diretrizes de Escopo para Projetistas e Contratantes, lançado há pouco mais de um ano pela AsBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura), acaba de ganhar a sua versão eletrônica, disponível para download gratuito pela entidade aos interessados.
    O objetivo do “Guia” é alinhar, entre contratante e contratado, os principais tópicos que deverão ser abordados no desenvolvimento do projeto, desde o levantamento das condições locais e do entorno do terreno, até os parâmetros de conforto, manutenção, durabilidade dos componentes e vida útil da edificação.
    O documento se propõe a melhorar as condições de sustentabilidade no desenvolvimento de projetos de arquitetura e das cidades e reunir informações sobre a importância das políticas públicas para viabilizar a implementação eficaz das boas práticas de sustentabilidade.

    Metrô São Paulo - Compromisso com a sustentabilidade

    Metrô São Paulo - Compromisso com a sustentabilidade


    Todos os dias, ocorrem mais de 23 milhões de viagens na Região Metropolitana de São Paulo. Boa parte delas se dá na cidade de São Paulo. Nos trens do Metrô São Paulo viajam mais de quatro milhões e quinhentos mil passageiros.
    Ao final do mês, pode-se dizer que os trens transportaram quase meio Brasil, ou mais de 100 milhões de passageiros. Homens, mulheres, idosos, estudantes e crianças, de um ponto a outro da cidade.
    Esses dados mostram a importância da rede metroviária para uma cidade como São Paulo. Temo-se consciência da responsabilidade, da missão e dos desafios para melhorar a qualidade de vida dos paulistanos, no presente e no futuro.
    Assim, o Metro SP definiu diretrizes relacionadas a quatro pilares – econômico, social, ambiental e urbano, com o objetivo de prover transporte público com sustentabilidade, para que as necessidades da sociedade de se mover livremente se deem de forma integrada e equilibrada entre o desenvolvimento econômico e bem-estar social e ambiental.
    Econômico
    -> Capacidade produtiva
    -> Empreendimentos associados
    -> Fortalecimento na dinâmica econômica
    -> Competitividade na metrópole
    Urbano
    -> Articulação dos agentes econômicos e políticas setoriais
    -> Estruturação do uso e ocupação do solo urbano
    -> Incremento da conectividade humana
    -> Valorização do desenho urbano e instalações
    -> Preservação do patrimônio histórico e cultural
    -> Requalificação urbana
    Social
    -> Redução do tempo de deslocamento
    -> Política tarifária de inclusão social
    -> Garantia de cidadania
    Ambiental
    -> Redução das emissões de poluentes
    -> Eficiência energética
    -> Qualidade ambiental


    Veja também:
    Metrô de SP abre concurso com 34 vagas e salários de até R$ 6.275,74
    Mobilidade urbana na cidade de São Paulo

    Fonte: Metrô SP