sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Morador do Rio gera parte da energia que consome

27/10/2013 - 01h00

Morador do Rio gera parte da energia que consome



DANIEL TREMEL
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

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Desde agosto deste ano, Hans Rauschmayer, morador do bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, deixou de ser apenas consumidor e passou a gerar sua própria energia.
INOVAÇÕES IMOBILIÁRIAS
Dono de uma consultoria em energia solar, o alemão radicado no Brasil há dez anos decidiu colocar em prática uma resolução da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que obriga as concessionárias a aceitar a energia gerada por particulares.
Rauschmayer instalou, no teto da casa, um painel de placas de células fotovoltaicas que produzem energia a partir da luz solar.
A Light, concessionária de energia no Rio, instalou um medidor que calcula a quantidade de energia gerada na central e o que é consumido na casa. A diferença é descontada na conta de luz.
Renan Cepeda/GIZ/Divulgação
Hans Rauschmayer, morador do bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, deixou de ser apenas consumidor e passou a gerar sua própria energia
Hans Rauschmayer, morador do bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, deixou de ser apenas consumidor e passou a gerar sua própria energia
No primeiro mês, a central gerou 214 kWh e, no segundo, 224 kWh--a conta de luz caiu de R$ 182 para R$ R$ 76 e de R$ 198 para R$ 85, respectivamente.
Se a geração for maior que o consumo, ele ganha créditos, que podem ser usados em contas futuras ou em outro imóvel no seu nome.
O investimento total ficou em cerca de R$ 20 mil. A vida útil do equipamento é de 30 a 40 anos, diz Rauschmayer.
Segundo o superintendente da Light, Gustavo de Alencar, a principal preocupação da concessionária é com a segurança do sistema elétrico. "Desde a instalação deve haver um acompanhamento técnico regular."
Hoje, a Light tem mais três clientes residenciais ligados à rede. Em São Paulo, a Eletropaulo informou ter dois clientes, nenhum residencial.

Reforma tributária deve ser indutora de sustentabilidade



29/10/2013 - 16h05 Comissões - Assuntos Econômicos - Atualizado em 31/10/2013 - 09h04

Reforma tributária deve ser indutora de sustentabilidade, dizem debatedores

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Elina Rodrigues Pozzebom e Iara Guimarães Altafin

Em seminário realizado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), nesta terça-feira (29), especialistas defenderam uma reforma tributária indutora de sustentabilidade. Para eles, o sistema tributário vigente estaria superado, uma vez que serve ao modelo de crescimento econômico sem limites, focado na redistribuição do excedente econômico, sem se voltar para a tributação sobre sistemas de produção que interessem ao desenvolvimento do país. O novo sistema precisa ser menos injusto e inadequado, frisaram.
Para o professor Ricardo Abramovay, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), a reforma tributária não deve ter como único foco o crescimento do país, mas deve ser indutora da direção que se quer dar a esse crescimento.
Ao apontar contrastes entre crescimento e prosperidade, ele argumentou que mudanças no sistema tributário e desonerações devam ser mecanismos de indução para a promoção de melhor qualidade de vida.
Como exemplo desses contrastes ele cita desonerações na produção de automóveis e o agravamento da mobilidade urbana. A cada ano, disse, a indústria automobilística produz 3,6 milhões de novos carros, agravando os engarrafamentos nas cidades brasileiras.
– Em 2005, a velocidade média na cidade de São Paulo, durante o dia, era de 22 quilômetros por hora, o que já era quase semelhante ao das carroças da idade média. Isso caiu em 2011 a 18 quilômetros por hora – disse.
Conforme dados citados pelo pesquisador, São Paulo perde R$ 40 bilhões por ano por causa dos congestionamentos e o Rio de Janeiro, R$ 29 bilhões. Para ele, o país vive uma “verdadeira esquizofrenia” por não associar os problemas de mobilidade urbana à crescente oferta de carros.
Ele apontou ainda contrastes no setor de moradias, onde estaria ocorrendo um “apartheidterritorial” promovido pela indústria imobiliária, com a construção de condomínios de alto luxo, isolando a fatia mais rica da sociedade.
Para ele, a definição de apoio tributário deveria ser condicionada à inovação que fortaleça a economia sustentável, premiando novos sistemas que reduzam o uso de matéria prima e de energia.
No mesmo sentido, Márcio Pochmann, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), considera essencial que os incentivos fiscais fortaleçam a adoção de sistemas sustentáveis. Ele considera que são cada vez menores as chances de continuidade da espécie humana se não houver uma profunda transformação no modo de vida atual, baseado no crescimento indiscriminado e ilimitado.
E como instrumentos que promovam essa transformação ele sugere, entre outras medidas, inverter a lógica dos investimentos em ciência e tecnologia, com ênfase em processos e sistemas poupadores de recursos naturais, e a difusão de valores para uma vida mais simples e menos consumista.
– São fundamentais as mudanças na cultura do reuso, da reciclagem, do antidesperdício – disse.
Ele lembrou que a transição da economia de baixo carbono não ocorre de forma espontânea, mas requer a presença do Estado, em especial com a adoção da tributação ambiental.
Impostos
Odilon Guedes, mestre em economia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), citou a “injustiça brutal” do sistema tributário do país, pois quem paga mais impostos são os mais pobres – um milionário paga o mesmo tributo sobre um pão ou uma TV que o assalariado. Além disso, não se cobra sobre o que se deveria.
Segundo afirmou, o imposto sobre propriedade rural do Brasil inteiro é menor do que dois meses de imposto territorial urbano na cidade de São Paulo. Não há cobranças de impostos sobre grandes propriedades, nem sobre herança ou fortuna, e isso precisa ser enfrentado, assim como a cobrança da dívida ativa precisa ser aperfeiçoada, pois se deve pelo menos R$ 1 trilhão ao Tesouro nacional sem perspectiva de pagamento, e isso é feito de forma deliberada, prejudicando o bom pagador.
O economista também frisou o papel essencial do Estado como indutor da economia e da sustentabilidade. Ele frisou que para uma sociedade não ser poluidora é preciso educação, saúde, segurança, e quem banca esses investimentos é o Estado, e para isso são necessários tributos. Eles só precisam ser mais justos e bem direcionados.
Ronaldo Mota, professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), lembrou que a tributação para fins ambientais deve atender a objetivos extra-fiscais, ou seja, não apenas para arrecadação, mas também para estimular um comportamento mais sustentável ou corrigir padrões de uso e consumo. Ele também lamentou que o desenho tributário para o setor – que é complexo – não esteja na discussão que o Senado vem promovendo sobre tributação.
Já Jorge Nogueira, professor do Centro de Estudos em Economia, Meio Ambiente e Agricultura da Universidade de Brasília (UnB), apesar de defende-la, fez ponderações sobre as injustiças que a cobrança de uma taxa ambiental pode trazer, como o fato de o tributo incidir sobre o degradador com um peso maior justamente quando ele busca corrigir o seu comportamento poluidor. Ele também afirmou que o tributo cobrado para fins de proteção ao meio ambiente não pode ser generalizado e único.
- O tributo ambiental é para cada tipo de poluente para o qual você precisa reduzir as emissões. Não existe um tributo de mil e uma utilidades – alertou.
André Lima, coordenador de políticas públicas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), também defendeu alterações no sistema tributário brasileiro que, ao contrário do resto do mundo, tributa mais o consumo e não a renda. Ele também observou que os municípios têm sido especialmente prejudicados, pois vêm assumindo cada vez mais responsabilidade na gestão ambiental e não tem recursos para realizar os avanços necessários.
- Falta cidadania tributária e transparência na política do sistema tributário do país – declarou.
André também citou estudo do Ipam que buscou relacionar o direcionamento dos incentivos tributários concedidos pelo governo dos últimos anos com o aumento das emissões de dióxido de carbono em alguns setores. Os que mais receberam esses incentivos foram os setores de agropecuária e energia (transportes), justamente onde se evidenciou a elevação das emissões. Até mesmo nos desmatamentos houve redução, citou. Até 2005, 57% das emissões vinham da derrubada da floresta, e esse número foi reduzido para 22% em 2010.
Seminário
O seminário “Política Tributária e Sustentabilidade: Uma plataforma para a nova economia” foi realizado pela CAE em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e o Instituo Ethos.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Sena

Eco-Economia

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Agradecimentos
Prefácio
1 - A Economia e a Terra
2 - Sinais de Estresse: Clima e Água
3 - Sinais de Estresse: A Base Biologica
4 - A Feição da Eco-Economia
5 - A Criação de uma Economia Solar e de Hidrogênio
6 - Projeto para uma Nova Economia de Materiais
7 - Alimentando Todos Bem
8 - Protegendo os Produtos e Serviços Florestais
9 - Replanejando Cidades para pessoas
10 - Reduzir Fertilidade para Estabilizar Populações
11 - Ferramentas para a Reestruturação da Economia
12 - Acelerando a Transição
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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Cigarro é fator de risco para câncer de bexiga em mais de 50% dos casos

Fique longe da fumaça24/10/2013 | 11h12

Cigarro é fator de risco para câncer de bexiga em mais de 50% dos casos


Pacientes tabagistas são mais propensos a ter tumores de grau superior e aumento do risco de tumor invasivo

Cigarro é fator de risco para câncer de bexiga em mais de 50% dos casos stock.xchng/stock.xchng
Pesquisa foi realizada com 740 pacientesFoto: stock.xchng / stock.xchng
Segundo um estudo americano publicado no The Journal of Urology, os fumantes têm maior possibilidade de desenvolver câncer de bexiga na sua forma mais agressiva.

A pesquisa, realizada com 740 pacientes, entre homens e mulheres, identificou que os pacientes tabagistas, quando comparados aos não fumantes, são mais propensos a ter tumores de grau superior e aumento do risco de tumor invasivo desde o diagnóstico da doença.

Para o urologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, Daher Chade, o tabagismo é um fator de risco primordial para câncer de bexiga, presente em mais de 50% dos casos diagnosticados atualmente. E, para piorar, o diagnóstico da doença é, na maioria das vezes, realizado de forma tardia.

— Isso ocorre porque a doença pode ser confundida com outras, como infecção urinária, pedra na bexiga ou problemas na próstata — explica o urologista.

Segundo o especialista, além da dor e ardência, esse tipo de câncer provoca também sangue na urina em mais de 80% dos casos. Porém, frequentemente este sangramento só pode ser detectado através do exame de urina.

Embora o especialista afirme que ainda é cedo para confirmar o quanto o tabagismo intensifica o estágio do câncer, ele alerta que o mais importante é que as pessoas percebam o quanto o cigarro está diretamente ligado ao câncer de bexiga, e o quanto ele faz mal a saúde de um modo geral.

Negócio da China...consumo sustentável?

Maior fazenda de criação de baratas do mundo tem dez milhões de insetos

Produção de baratas vira atividade lucrativa na China para abastecer indústrias de cosméticos e de medicamentos

18 de outubro de 2013 | 12h 25

Thiago Mattos
SÃO PAULO - Um tipo de criação inusitada se espalha silenciosamente na China. Milhões de baratas estão tomando o lugar de outros animais nas fazendas do país.
Dentro de uma construção que antes abrigava galinhas, agora há uma imensa quantidade de insetos marrom-avemelhados entre placas de metal e caixa de ovos, amarrados de modo a fornecer o tipo de escuridão necessária.
Este novo ramo de atividade econômica que se espalha pela China foi mostrado em uma reportagem do jornal Los Angeles Times. O jornal entrevistou Wang Fuming, de 43 anos, o maior fazendeiro de baratas do mundo.
O fazendeiro não tem nenhuma restrição aos insetos. Mostra com orgulho a sua criação em gaiolas. Desacostumadas à luz, as baratas correm por todos os lados, algumas subindo pelo seu braço. "Não há nada a temer", diz o empresário.
Embora provoquem um pavor visceral para muitas pessoas, o fazendeiro afetuosamente vê as baratas como uma sorte e um futuro para si. Dono de seis fazendas com cerca de 10 milhões de insetos, Wang é o maior produtor de baratas da China e, portanto, do mundo. 


Cosméticos e remédios. Ele as vende aos produtores de remédios e cosméticos da Ásia, que usam as baratas como fonte de proteína.

Pelo menos cinco empresas farmacêuticas usam baratas na tradicional medicina chinesa. Na China e na Coreia do Sul, pesquisas sobre o uso de baratas para tratar calvície, AIDS e câncer estão a caminho.
O Instituto de Pesquisa de Agricultura da Coreia do Sul e o Departamento de Farmácia da Dali University da China publicaram trabalhos sobre as propriedades anti-cancerígenas da barata.
A espécie criada é a Periplaneta Americana, ou Barata Americana, um inseto marrom-avemelhado que chega a crescer quatro centímetros e pode voar quando adulta.
Desde que Wang entrou no negócio em 2010, o preço das baratas secas cresceu dez vezes, de US$ 4 para US$ 40 o quilo. Os produtores de medicina tradicional estocam o pó da barata como garantia contra a inflação da barata, que já preocupa.
"Pensei em criar porcos, mas com uma fazenda tradicional a margem de lucro seria muito baixa. Com as baratas, é possível investir 20 yuans e receber 150 yuans", disse Wang ao Los Angeles Times. Em outras palavras, para cada US$ 3,35 que ele investe o faturamento é de US$ 11.

Indústria. A China possui cerca de 100 fazendas de baratas e novas criações surgem com a mesma rapidez de multiplicação das criaturas, segundo o jornal americano.
Mesmo entre os chineses, a indústria era desconhecida até agosto, quando um milhão de baratas fugiu de uma fazenda na província de Jiangsu. A grande fuga ganhou as manchetes dentro e fora do país, evocando imagens bíblicas como o enxame de gafanhotos.
Apenas a ideia de todo o ganho perdido perturba Wang, um chinês que cursou até o ensino médio e foi trabalhar em uma fábrica de pneus após sair da escola. "Lá eu senti que nunca seria ninguém e quis começar um negócio", contou ele.
Quando garoto ele já gostava de colecionar insetos como escorpiões e besouros, ambos usados na medicina tradicionais e servidos como uma iguaria.
Um parte de seus ovos de besouro acabaram se contaminando com ovos de baratas. "Eu estava acidentalmente criando baratas e então percebi que elas eram mais fáceis e mais lucrativas", disse.
Os custos para o empreendimento são mínimos. Wang apenas comprou ovos, um viveiro de galinha abandonado e telhas. As baratas não são suscetíveis às mesmas doenças que outros animais de fazenda.
Com relação aos hábitos alimentares, baratas são onívoras, embora prefiram legumes podres, como batata e cascas de abóbora, que podem ser conseguidos em restaurantes próximos gratuitamente.
Para matá-las, basta tirá-las dos ninhos e jogá-las em um grande tanque de água fervente. Depois, elas são secas no sol.
Segredo. O negócio das baratas é uma indústria secreta. A fazenda de Wang, por exemplo, funciona em um parque industrial abaixo de uma rodovia elevada.
Algumas empresas que usam os insetos não gostam de anunciar o "ingrediente secreto", para não assustar os consumidores. Quem iria querer usar um cosmético se soubesse que um dos ingredientes é uma barata?
Os criadores temem que vizinhos possam causar problemas por não gostar da presença de uma fazenda de baratas tão perto.
"Queremos manter uma discrição", afirmou Liu Yusheng, chefe da Indústria de Insetos Shandong. "O governo está tacitamente nos permitindo fazer o que fazemos, mas se houver muita atenção ou se as fazendas de baratas forem para áreas residenciais, podemos ter problemas", disse ele ao jornal americano.
A preocupação de Liu é com relação ao rápido crescimento de uma indústria com muitos competidores inexperientes e pouco fiscalizada. Em 2007, um milhão de chineses perderam US$ 1,2 bilhões quando uma firma que promovia cultivo de formigas se revelou como um esquema fraudulento e faliu.
"Isso aqui não é como criar animais normais ou plantar verduras, em que o Ministério de Agricultura sabe quem deve regular o negócio. Ninguém sabe quem é responsável aqui", disse.


Sucesso. O pequeno custo do empreendimento faz com que a criação de baratas seja um negócio interessante para os aspirantes a empresários, que podem comprar ovos de baratas.

"As pessoas riram de mim quando comecei, mas eu sempre pensei que as baratas que trariam riqueza", disse Zou Hui, 40, que largou o emprego em uma fábrica de malhas em 2008 após ver um programa de TV sobre a criação de baratas.
Não é exatamente o que podemos chamar de fortuna, mas os US$ 10 mil anuais que ela ganha vendendo baratas é um bom dinheiro para os padrões de sua cidade natal na província rural de Sichuan e lhe rendeu em 2012 um prêmio do governo local como uma "Expert em conseguir riqueza".
"Agora estou ensinando a quatro famílias. Eles querem ficar ricos como eu", disse Zou.

Saúde. Li Shunan, um professor de medicina tradicional de 78 anos que é considerado o pai das pesquisas com baratas, disse ao Los Angeles Times que nos anos 60 descobriu que minorias étnicas perto da fronteira com o Vietnã estavam usando uma pasta de barata para tratar turberculose.

"Baratas são sobreviventes", afirmou Li. "Queremos saber o que as faz tão fortes, porque elas conseguem resistir até mesmo aos efeitos nucleares."
Li apresenta uma impressionante lista de benefícios que as baratas podem trazer à saúde. "Eu perdi meu cabelo há alguns anos. Fiz um spray de baratas, apliquei em meu couro cabeludo e ele voltou a crescer. Usei uma mascara facial e as pessoas dizem que eu não envelheci ao longo dos anos. E as baratas também são uma delícia."
Nojo. Muitos criadores esperam impulsionar a demanda promovendo os insetos como alimento animal e também como uma iguaria para os humanos.
Os chineses não têm tanto nojo em relação aos insetos como os ocidentais - lá as pessoas ainda guardam grilos como animais de estimação.
Em Jinan, Wang Fuming e sua mulher tocam juntos a fazenda e parecem genuinamente afeiçoados às suas baratas e até um pouco desapontados que outras pessoas não sintam o mesmo carinho.
"O que tem de nojento nelas?", perguntou Li Wanrong, mulher de Wang, enquanto uma barata corria em volta dos seus sapatos. "Olhe como são lindas. Tão brilhantes!"
No almoço, em um restaurante perto de sua fazenda, Wang colocou um prato de baratas fritas com sal, pegou seu hashi e começou a comer algumas. Diante da recusa de jornalistas visitantes à iguaria, ele os reprovou: "Vocês vão se arrepender a vida inteira por não experimentá-las".

Estado do Mundo

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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

IPTU do Parque do Carmo com deflação de 12,1%! IPTU verde?

Veja como ficou o reajuste médio do IPTU em cada distrito de SP


Do UOL, em São Paulo
aumento médio do IPTU, aprovado na noite desta terça-feira (29) na Câmara de São Paulo, vai ser de 14,1% em 2014, de acordo com a Prefeitura de São Paulo.
O projeto de lei vai agora para a sanção do prefeito Fernando Haddad (PT), que tem até 30 dias para sancioná-lo. Os carnês com os novos valores devem chegar à casa dos paulistanos em janeiro.
O maior impacto será sentido nos distritos de Alto de Pinheiros, Sé e Vila Mariana onde o reajuste vai ser de 19,8%, em média. No entanto, há locais que terão as tarifas reduzidas, como o Parque do Carmo, com - 12,10%, Cidade Líder (-11,50%) e Anhanguera (-10%). Veja na tabela abaixo o reajuste em cada distrito: