quinta-feira, 4 de julho de 2013

"Médicos importados" poderão ser proibidos de operar pacientes...ou cobaias?


20h43 – SÃO PAULO – Manifestantes liderados pelo Intersindical, vinculado ao PSTU, que bloqueavam a Avenida Paulista nos dois sentidos na altura da Rua Augusta, liberaram a via.  Com pauta ampla, a marcha pedia melhorias no transporte, na saúde,  na edução, entre outras áreas. Depois de  mais de quatro horas de protestos, incluindo duas  passeatas de médicos e profissionais da saúde, a Paulista foi aberta para o trânsito, fechado diversas vezes dos dois lados desde as 16h40.
De acordo com a PM, as manifestações da área da saúde reuniram cerca de 5 mil pessoas. Um dos atos, encerrado às 20h20,  era formado por manifestantes que protestavam contra a vinda de médicos estrangeiros para áreas carentes do País, projeto do governo federal.  O outro protesto tinha o chamado Ato Médico como alvo, projeto em tramitação no Congresso que restringe determinados procedimentos da saúde aos profissionais com diploma em medicina. 
O grupo partiu às 16h da sede da Associação Médica Brasileira (AMB), na Rua São Carlos do Pinhal, 324. Os participantes caminharam até a representação da Presidência da República em São Paulo, na esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta. Lá,  entregaram um documento com a pauta de reivindicações da categoria a um assessor do departamento e retornaram no sentido Paraíso para a frente da TV Gazeta, o número 900 da Paulista.
Os médicos defendem que  os profissionais estrangeiros que o Ministério da Saúde pretende trazer ao Brasil passem pelo mesmo processo de seleção que vem sendo usado para a atuação daqueles que vêm do exterior atualmente, o Revalida. O governo, por sua vez, estuda formas de facilitar a entrada dos estrangeiros para acelerar a chegada dos profissionais às cidades com maior deficiência no atendimento.
20h11 – Manifestantes que estavam em frente ao prédio da TV Gazeta começaram a se dispersar mas ainda ocupam a Avenida Paulista nos dois sentidos. Eles começaram o ato às 16h na Rua São Carlos do Pinhal, seguiram para  o escritório da Presidência da República em São Paulo e retornaram.
20h07 – Manifestantes do grupo Intersindical, vinculado ao PSTU, que partiu mais cedo da frente do prédio da Fiesp, chegaram ao cruzamento da Avenida Paulista com a Rua Augusta. Eles ocupam os dois sentidos da Paulista, segundo informações da CET e da Polícia Militar.
19h34 – Manifestação na Rodovia Fernão Dias prejudica trânsito na Via Dutra. Pista marginal apresenta lentidão, no sentido São Paulo, no trecho entre o km 216 e o km 226. Já no sentido Rio de Janeiro, congestionamento é entre o km 231 e o km 226. A Fernão Dias tem fluxo restrito de veículos na altura do km 90, sentido Belo Horizonte. Manifestantes reivindicam melhor oferta de moradia.
19h15 - Protesto contra o Ato Médico – projeto aprovado na Câmara que define quais atividades são de prática exclusiva de médicos -  ocupa os dois sentidos da Avenida Paulista no cruzamento com aRua Pamplona. 
Manifestantes começaram protesto às 16h. Foto: Renato Vieira/Estadão
19h03 - SÃO PAULO – Médicos que fazem manifestação na Avenida Paulista continuam ocupando a via nos dois sentidos, em frente ao prédio da TV Gazeta, no número 900. Neste momento, o grupo tem cerca de 500 pessoas, metade de que chegou a reunir mais cedo. Os manifestantes pedem a suspensão do projeto do governo para “importar” médicos estrangeiros para regiões carentes do País, além de melhores condições de  trabalho no SUS.
18h24 – SÃO PAULO – Médicos que protestam contra a  vinda de profissionais do exterior para o Brasil seguem para o local onde iniciaram a manifestação às 16h nesta quarta: a Associação Médica Brasileira (AMB), na Rua São Carlos do Pinhal, 324,  Bela Vista. Acompanhe a situação do trânsito na cidade
No caminho, eles cruzaram com outra manifestação, na altura do prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O ato é organizado pela Intersindical, organização vinculada ao PSTU. Há cerca de 500 pessoas bloqueando o trânsito da Avenida Paulista no sentido Consolação. O sentido Paraíso segue bloqueado pelos médicos que retornam para a AMB.
18h14 – Manifestantes seguem para o vão-livre do Masp. Eles fecham a Avenida Paulista no sentido Paraíso e no sentido Consolação, na altura da Rua Frei Caneca. O documentado com reivindicações da categoria, entre elas a suspensão do projeto de trazer médicos estrangeiros para zonas carentes do País, foi entregue a um representante do escritório da Presidência da República em São Paulo. Ele se comprometeu a encaminhar os pedidos à presidente Dilma Rousseff.
17h55 – SÃO PAULO – Seis líderes da passeata dos médicos que9 protestam contra a vinda de profissionais do exterior para o Brasil subiram no gabinete da Presidência da República em São Paulo e entregaram um documento com algumas reivindicações a um assessor.  Entre as principais reivindicações:  melhorias no Sistema Único de Saúde (SUS), a não vinda de médicos do exterior para ocupar vagas em lugares carentes de profissionais e melhores condições de trabalho. Segundo um segurança do escritório da Presidência, os representantes já deixaram o edifício.
A passeata, com cerca de mil pessoas, se encontra agora na esquina da Augusta com a Avenida Paulista, fechada nos dois sentidos. Quem está na Augusta também não consegue atravessar a Avenida Paulista. (Renato Vieira).


17h28 – SÃO PAULO –  Manifestantes que protestam contra a vinda de médicos estrangeiros ao Brasil estão na altura do Conjunto Nacional, onde bloqueiam os dois sentidos da Paulista. Eles começam a atravessar para o sentido Paraíso e a se posicionar na frente do escritório da Presidência da República em São Paulo, na Avenida Paulista, 2163, travessa com a Rua Augusta.
O grupo, que agora reúne mais de mil pessoas, segundo a PM, partiu às 16h da sede Associação Médica Brasileira (AMB), na Rua São Carlos do Pinhal, 324. (Renato Vieira e Bruno Deiro)
17h18 – Os manifestantes que protestam contra a vinda de médicos estrangeiros para o Brasil liberaram a pista no sentido Paraíso e ocupam todas as faixas no sentido Consolação. Eles já se aproximam da Rua Augusta, seu destino final.
17h11 - MATO GROSSO - Os médicos que trabalham pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso aderiram nesta quarta-feira à paralisação nacional convocada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Segundo o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM/MT) consultas, cirurgias e exames deixaram de ser realizados desde o meio-dia desta quarta-feira.
17h07 – Manifestantes fecham totalmente a Avenida Paulista no sentido Masp. A PM e a CET estão acompanhando a passeata. Mais de mil pessoas já estão na manifestação, segundo a PM.
Médicos ocupam todas as faixas da Avenida Paulista no sentido Consolação. Foto: Renato Vieira/Estadão
16h43 – SÃO PAULO – Os manifestantes que fazem ato contra a vinda de médicos estrangeiros para o País, ocupam totalmente a Avenida Paulista no sentido Consolação.  Eles partiram da Rua São Carlos do Pinhal e irão ao escritório da Presidência da República em São Paulo, na travessa da Rua Augusta com a  Paulista. (Bruno Deiro)

16h36 – SÃO PAULO – Médicos que protestam contra a vinda de profissionais estrangeiros para  o País, na capital paulista, entram neste momento na Avenida Paulista, pela Rua Pamplona. Eles seguirão pela avenida até a Rua Augusta.
16h31 RIO GRANDE DO SUL - Médicos e estudantes de Medicina programaram ir às ruas de pelo menos sete municípios do Rio Grande do Sul para pedir a criação de uma carreira de Estado para a categoria, destinação de 10% da receita da União para o Serviço Único de Saúde (SUS) e a exigência de um exame de revalidação de títulos para profissionais formados no exterior trabalharem no País, nesta quarta-feira.
Em Caxias do Sul, na serra, algumas unidades básicas de saúde ficaram sem médicos durante parte do dia, mas atendimentos de urgência e emergência não foram suspensos. Em Passo Fundo, no planalto, e Santa Maria e Santa Cruz do Sul, no centro do Estado, houve passeata e distribuição de panfletos no início da tarde. Manifestações semelhantes estão previstas para o final da tarde em Porto Alegre, Rio Grande e Pelotas.  (Elder Ogliari)

16h29 – SÃO PAULO – Médico explica por que é contra a vinda de profissionais estrangeiros para o País:


16h23 -O grupo com cerca de 300 médicos que bloqueia a Rua São Carlos do Pinhal, 324, próximo à Associação Médica Brasileira (AMB),  partiu rumo  ao escritório da presidência em São Paulo, na esquina da Rua Augusta com a Avenida Paulista.
 Dois seguranças particulares contratados pela AMB acompanham a passeata para proteger os manifestantes de eventuais hostilidades. (Bruno Deiro e Renato Vieira)
16h20 SOROCABA – Integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) bloquearam duas rodovias nesta quarta-feira, 3, no interior de São Paulo para reivindicar a liberação de verbas para assentamentos. Em Promissão, no centro-oeste paulista, 100 integrantes interromperam o trânsito durante duas horas no km 150 na rodovia Transbrasiliana (BR-153). A Polícia Rodoviária Federal negociou com os manifestantes a desocupação da estrada. Houve dez quilômetros de congestionamento nos dois sentidos da rodovia, que tem pista simples.
No Pontal do Paranapanema, militantes do MST interromperam a rodovia vicinal SPV-35, que liga o município de Presidente Epitácio ao distrito de Planalto do Sul, na manhã desta quarta-feira. Os manifestantes reivindicavam mais investimentos em assentamentos da reforma agrária na região. A Polícia Militar esteve no local e acompanhou o protesto.

Médicos se concentram em frente à Associação Médica Brasileira (AMB), na Bela Vista. Renato Vieira/Estadão
16h12 – Médicos já se reúnem em frente à Associação Médica Brasileira (AMB),  na Rua São Carlos do Pinhal, na região da Bela Vista. A via, paralela à Avenida Paulista, foi totalmente fechada e o congestionamento é grande na região. De lá, os manifestantes sairão em passeata rumo ao gabinete de representação da presidência da República, na Avenida Paulista, 2163.
16h08  -A concessionária Rota das Bandeiras, responsável pela administração do corredor Dom Pedro de rodovias, emitiu nota sobre a destruição de pedágios entre Paulínia e Cosmópolis. Veja trecho do comunicado:
“O ato criminoso de hoje ocorreu mesmo depois que a Concessionária Rota das Bandeiras obteve liminar de interdito proibitório, instrumento judicial que impediria a aproximação de manifestantes das praças de pedágio, inclusive com aplicação de multas.
As imagens com a ação dos vândalos foram colocadas à disposição da polícia e da Justiça.
A Rota das Bandeiras respeita manifestações democráticas pacíficas e sempre está aberta ao diálogo. Inclusive, recebeu na última segunda-feira comissão de um grupo de representantes dos manifestantes e encaminhou as suas reivindicações à agência reguladora, Artesp.
A Rota das Bandeiras repudia com veemência ações de vandalismo que põem em risco a vida de seus integrantes e a segurança dos usuários da rodovia. Foi a terceira vez em menos de duas semanas que episódios com este nível de violência, gravidade e agressão às leis vigentes ocorreu na mesma praça de pedágio.”

16h00 – Cosmópolis – Na manhã desta quarta-feira, 3, manifestantes queimaram oito cabines de pedágio, que ficam próximas a cidade de Cosmópolis, interior paulista. Segundo a Policia Militar, eram cerca de 400 pessoas. Eles foram dispersados com bombas de efeito moral.
Depois disso, os manifestantes foram até a prefeitura do município. Depredaram a entrada da prédio e, por volta das 15h, a PM começou a dispersar os manifestantes. Um ônibus foi queimado pela manhã e um cinegrafista da TV Record foi ferido.
Um grupo de jovens foi a Prefeitura, pedindo a redução no preço do pedágio, que é de R$ 6,20 em Cosmópolis. Esta é a segunda manifestação, e o secretário de Segurança da cidade, disse que os manifestantes combinaram com o Prefeito que em sete dias não ocorreriam manifestações. Mas hoje, os manifestantes quebraram o trato e fizeram um novo ataque ao pedágio. (Sarah Brito)
15h41 - SÃO PAULO – Uma manifestação da Associação Médica Brasileira (AMB) está marcada para as 16h, na Rua São Carlos do Pinhal, 324, na região da Bela Vista. De lá, os manifestantes sairão em passeata rumo ao gabinete de representação da presidência da República, na Avenida Paulista, 2163. 
15h36 – Médicos do HC de Botucatu paralisaram hoje suas atividades para protestar contra a contratação de colegas estrangeiros para trabalhar no SUS, e para exigir que a União destine 10% do orçamento para a saúde. Incluindo os médicos residentes, cerca de 400 profissionais da saúde estão de braços cruzados
15h09 – No Riocerca de 200 médicos também fizeram um protesto no centro, nesta quarta-feira, contra a intenção do governo federal de trazer médicos estrangeiros para atuar em cidades do interior sem a revalidação do diploma por universidades do Brasil. Eles se concentraram na Cinelândia e seguiram em passeata até o prédio da representação do Ministério da Saúde no Rio, na Rua México. Depois, caminharam até a Assembleia Legislativa (Alerj).
Um grupo de comerciantes também faz manifestação na Rua São Caetano, contra o fechamento da Feira da Madrugada.
12h50 - No centro de São Paulo, cerca de 100 pessoas de movimentos ligados à melhoria de habitação popular fazem uma manifestação. Eles marcharam da região da Luz até a sede da Prefeitura, onde se concentraram. Por volta de 12h30, o grupo bloqueou o trânsito no Viaduto do Chá e disse que só deixa o local se for recebido pelo secretário municipal de Habitação, Floriano de Azevedo Marques. (Por Luciano Bottini Filho)
12h48 - Cerca de 100 caminhoneiros bloquearam hoje a Rodovia Transbrasiliana (BR-153), emPromissão, no interior paulista. Isenção no pagamento do pedágio e subsídio para o óleo diesel são as principais reivindicações dos manifestantes, que fecharam os dois sentidos da estrada. Policiais rodoviários acompanham o protesto. O trânsito está sendo desviado para as Rodovias Marechal Rondon e Assis Chateaubriand. (Por Sandro Villar)
12h45 – Na Bahia, as manifestações dos caminhoneiros também continuam: as BRs 116, no sul do Estado, e 242, no extremo oeste, estão travadas para veículos de carga, desde as 6h de segunda-feira, 1. Carros de passeio, ônibus, ambulâncias e caminhões com cargas vivas passam. Os manifestantes prometem manter o protesto até amanhã.
A partir das 16h, ocorre uma manifestação dos médicos, no centro de Salvador. (Por Tiago Décimo)
12h44 – No Rio Grande do Sul, caminhoneiros seguem bloqueando rodovias. Pelo menos oito trechos de rodovias foram fechados por caminhoneiros nesta manhã . Os manifestantes trancam a passagem de veículos de transporte de cargas, que acabam formando filas em acostamentos, e deixam passar os demais. Há protestos na BR-158, em Júlio de Castilhos e Cruz Alta, na BR-392, em Santa Maria, São Sepé, Canguçu e Pelotas, na BR-101, em Três Cachoeiras, e na BR-468, em Palmeira das Missões. (Por Elder Ogliari)
12h16 - Confira o resumo dos protestos no País desta quarta-feira, 3:
Cerca de 300 manifestantes ocuparam a rodovia Professor Zeferino Vaz (SP 332) às 5h45. O grupo se concentrou na praça do pedágio, entre as cidades de Paulínia e Cosmópolis, reivindicando a redução do preço da tarifa do pedágio para R$ 3. Eles atearam fogo em nove cabines do pedágio, destruíram placas e queimaram pedaços de madeira e pneus na via. A polícia usou bombas de efeito moral e controlou a situação por volta das 9h;
Caminhoneiros continuam bloqueando cerca de 30 estadas pelo País nesta quarta-feira, 3. Na Fernão Dias, o trânsito já foi liberado para caminhões em Igarapé, no km 513, e nas cidades de Carmópolis de Minas, Oliveira e Santo Antônio do Amparo, pela manhã. Em Minas Gerais, ainda há bloqueio na BR-040, nos km 650, 622 e 603;
- No Espírito Santo, manifestantes bloqueiam a BR-101 em Iconha, no km 374, e Rio Novo do Sul, no km 392;
- No Paraná, caminhoneiros interditam as rodovias PR-182, km 460, em Realeza, e na PR 442, km 38, em Uraí, próximo a Londrina;
- Em Brasília, cerca de 300 guardas civis protestaram em frente ao Congresso Nacional, reivindicando a regulamentação da profissão;
- Em São Paulo, cerca de 100 pessoas participaram de uma manifestação na região central, pela melhoria da habitação popular.
11h50 – Os médicos de Campinas se juntaram hoje às manifestações no país e protestam contra a importação de médicos, falta de condições de trabalho e outras reivindicações. Segundo a Guarda Municipal, cerca de 100 manifestantes saíram da região central e seguem agora para a Prefeitura. O protesto é pacífico. A Prefeitura informou que a manifestação afetou o Hospital Municipal Mário Gatti, restringindo o atendimento a urgência e emergência. (Por Sarah Brito)
11h48 - Ainda no Paraná, protestos de caminhoneiros interditam as rodovias PR-182, km 460, em Realeza, e na PR 442, km 38, em Uraí, próximo a Londrina. (Por Julio Lima)
11h44 - O internauta @metrazumdrink registrou a manifestação dos médicos que acontece em Curitiba. Diversos protestos, contra a iniciativa do governo federal de trazer médicos estrangeiros para trabalhar no SUS, acontecem hoje pelo País.
11h39 - No centro, um protesto pelo direito à moradia reúne poucas pessoas. O internauta @leonardogomesdemattos postou uma foto da manifestação, que passou por volta das 11h pela Praça da República.
A usuária do Instagram @danihorst também registrou a manifestação na Avenida São Luís:
10h57- Minas Gerais: Três rodovias seguem bloqueadas no Estado:  A BR-381, em Igarapé; a BR-040, em Matias Barbosa, Cristiano Otoni e Congonhas e a BR-356 , em Belo Horizonte
10h41- Santa Catarina: Cerca de 100 caminhões seguem parados nas cidades de Maravilha e São Miguel do Oeste. Enquanto isso, a Tropa de Choque da Polícia Militar segue para o município de Pinhalzinho, para acabar com uma barreira montada por manifestantes
10h31- Mato Grosso: Manifestação segue pelo terceiro dia seguido na BR-364, na saída para a região sul do País
10h15- Minas Gerais:  O motorista de um guincho que furou a manifestação de caminhoneiros naMG-050 acabou sendo perseguido na noite desta terça-feira (2) e o caso terminou em acidente. Cinco manifestantes entraram numa caminhonete e passaram a perseguí-lo em alta velocidade até baterem o veículo na MG-050, próximo a Itaúna. Todos foram parar na delegacia (Rene Moreira)
10h12- Bahia: Centenas de caminhoneiros continuam parados na BR-116. Bloqueio vai da divisa comMinas Gerais até a cidade de Cândido Sales. Motoristas que transportam cargas perecíveis temem prejuízo, já que o bloqueio ocorre desde ontem à noite
10h08- Minas Gerais: Rodovia Fernão Dias foi liberada nas cidades de Carmópolis de Minas, Oliveira e Santo Antônio do Amparo. Em Igarapé, contudo, grupo ainda permanece na via.Justiça de Minas Gerais deve multar os sindicatos em R$ 100 mil por hora de manifestação
09h20 – Campinas: Cerca de 300 manifestantes ocupam a Rodovia Professor Zeferino Vaz desde às 5h45 da manhã. Grupo está na praça do pedágio, que dá acesso a Cosmópolis, reivindicando pela redução do preço do pedágio. Manifestantes atearam fogo nas cabines do pedágio, queimara pedaços de madeira e pneus na via, e também destruíram placas. Força tática da Polícia Militar foi acionada, mas não chegou a tempo de evitar as depredações. Ao menos um cinegrafista ficou ferido
 06h00- Bahia: A BR-116 tem bloqueios nos km 900 e 910,5 próximo à cidade de Cândido Sales
 06h00-- Espírito Santo:  A BR-101 segue com os mesmo bloqueios desde segunda-feira,1,  em três cidades: Atílio Vivácqua, no km 424Iconha, no  km 374 e Rio Novo do Sul, no km 392. Além disso, a BR-262 está bloqueada no km 9,5  próximo à cidade de Viana
 06h00-- Mato Grosso: Três rodovias continuam parcialmente interditadas: As BRs 364, 070 e 163, no entorno do Trevo do Lagarto, na saída de Cuiabá. Um grupo de manifestantes também montou bloqueio no km 398 da BR-364, perto de Rondonópolis
 06h00-- Minas Gerais: Permanecem os bloqueios na Rodovia Fernão Dias (BR-381) em Igarapé, Carmópolis de Minas, Oliveira e Santo Antônio do Amparo. Na BR-040 os caminhoneiros fazem bloqueios próximo às cidades de Matias Barbosa e Cristiano Otoni. Além disso, um grupo iniciou um bloqueio na BR-356, na saída de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro. Manifestantes atearam fogo em pneus na via, deixando o trânsito intenso na região
 06h00-- Rio Grande do Sul: Dos 15 pontos de bloqueio registrados ontem, apenas dois permanecem: No km 22 da BR-101, na região de Três Cachoeiras, e na BR-468, próximo aPalmeiras das Missões.
 06h00-- Santa Catarina: Os protestos se concentram na BR-282 nos trechos das cidades deMaravilha, São Miguel do Oeste e Catanduvas, e na BR-158 em Palmitos e Cunha Porã


23/05/2013 - 20h23

Brasil acumulou deficit de 54 mil médicos na última década, diz ministério


DA EFE

O Brasil --que negocia a possível contratação de médicos espanhóis, cubanos e portugueses para atender áreas carentes-- acumulou na última década um deficit de 54 mil médicos, informou nesta quinta-feira (23) o Ministério da Saúde.
Segundo dados oficiais citados em comunicado divulgado pelo Ministério, entre 2003 e 2012 o país ofereceu novos postos de trabalho para 147 mil médicos e só formou 93 mil profissionais.

A nota, em resposta às críticas de entidades profissionais que questionam a decisão do Governo de "importar" médicos, assegura que esse déficit tende a aumentar perante a necessidade do Ministério da Saúde de contratar 26.311 médicos para os postos de saúde e hospitais públicos que serão construídos até 2014.
O Ministério lembra que no último concurso que realizou para enviar médicos a áreas carentes em 1.307 municípios só conseguiu contratar 3.800 profissionais apesar de terem sido oferecidos 13 mil vagas de trabalho com salários de R$ 8.000 e diferentes benefícios trabalhistas.
Segundo a nota, enquanto que o Brasil tem um médico para cada mil habitantes, a Argentina tem 3,2 e o México 2.
O Ministério assegura que, para igualar o sistema de saúde da Inglaterra, que o Brasil adotou como modelo e em onde há 2,7 médicos por cada mil habitantes, o país precisaria contar com 168.424 profissionais.
"Este déficit é um dos principais gargalos para poder ampliar a saúde pública e será enfrentado pelo Governo com medidas para levar mais médicos às regiões que mais necessitam deles", segundo o comunicado.
"A solução não é só trazer médicos estrangeiros. Essa é só uma parte da solução", assegurou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em um evento nesta quinta-feira (23) na cidade de Belo Horizonte.
O ministro lembrou que países como Inglaterra e Canadá também contrataram médicos estrangeiros para suprir seu déficit de profissionais em cidades do interior.
O Brasil está negociando com Portugal, Espanha e Cuba a possibilidade de contratar médicos desses países aos quais lhes oferecerá cursos de português (para espanhóis e cubanos) e vistos de trabalho dentre dois e três anos para atender as áreas carentes, principalmente rurais, nas quais a atenção de saúde é deficitária.
Apesar de o número de médicos estrangeiros contratados ainda ter sido estabelecido, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, assegurou em reunião com autoridades cubanas neste mês que o Brasil necessitaria de pelo menos 6.000 profissionais de Cuba.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) do Brasil, entidade que regula o exercício da profissão no país, se opõe à iniciativa.
O CFM disse condenar "qualquer iniciativa que proporcione a entrada irresponsável de médicos estrangeiros e de brasileiros com diplomas de medicina obtidos no exterior sem sua respectiva revalidação"


14/05/2013 - 16h28

"Médicos importados" poderão ser proibidos de operar pacientes


JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA

A política de abrir o país à entrada de médicos estrangeiros, em gestação no governo, deve direcionar os profissionais à atenção básica de saúde. Pode ser vetado a esse médico realizar cirurgias ou atender pacientes em UTI, indicou o ministro Alexandre Padilha (Saúde).
"Estamos estudando o que países como Canadá e Inglaterra fazem para atrair médicos, dando autorização especial [de atuação], restrita à área de carência de médicos e só na atenção básica de saúde. Não são médicos que poderiam fazer cirurgias, que atendam pacientes em UTI", afirmou o ministro nesta terça-feira (14), em encontro com a Frente Nacional de Prefeitos.

O ministro disse que os detalhes do programa não estão fechados, mas citou a possibilidade de autorização temporária de atuação, visto e registro vinculados a locais carentes desse profissional e da entrada de médicos que atuariam supervisionados.
"Um médico, hoje, pode vir para um hospital de ensino ou de uma universidade e fazer um estágio, atuar como médico dentro desse ambiente. Quando eu coordenava programas na USP, recebia vários médicos de outros países, que ficavam junto conosco estagiando, prescrevendo, tinham registro provisório para isso, sendo acompanhado por nós. Estamos pensando instrumentos de intercâmbio com universidades de Portugal, Espanha e outros países para poder atrair esses profissionais."

NÚMERO DE MÉDICOS

Padilha também não revelou qual é o número de médicos que o governo pretende atrair com esse programa, mas disse trabalhar com "parâmetros". "No Provab, programa para levar médicos para os municípios do interior e periferias, conseguimos atrair 4.000 médicos, mas a demanda que os municípios apresentaram foi de 9.000 vagas."
A Frente Nacional de Prefeitos trabalha com o número de 6.000 médicos.
O ministro afirmou que, na próxima semana, durante reunião internacional da OMS (Organização Mundial da Saúde), pretende discutir o assunto com ministros de países que adotaram programas como este e, também, com os ministros de Espanha e Portugal, países classificados por Padilha como seu "foco" para a atração dos médicos.
O ministro defendeu, ainda, outras formas de se ampliar o número de profissionais e de melhorar a fixação deles em áreas carentes. Por exemplo, incorporando aos cursos de medicina "filhos de trabalhadores, filhos da população mais pobre, pessoas da região rural". "É isso que vai facilitar a fixação desses profissionais", defendeu.



25/05/2013 - 04h00

Governo brasileiro ignora médicos formados na Bolívia


FLÁVIA FOREQUE
JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA

"Santa Cruz de la Sierra é um pedacinho do Brasil", define Samara Coco do Amaral, 27, estudante de medicina na maior cidade da Bolívia.
Ela faz parte de um grupo em expansão no país vizinho: brasileiros que migram para fazer a graduação --e que, na grande maioria dos casos, sonham em voltar para o país.

A estimativa é de que 20 mil brasileiros estudem medicina na Bolívia atualmente, metade deles na cidade. Mesmo expressivo, esse grupo não está entre os prioritários na proposta do governo federal para "importar" médicos com diploma estrangeiro.
Editoria de Arte/Folhapress
O foco dessa iniciativa são profissionais de Portugal, Espanha e Cuba.
"No programa que estamos construindo, está afastada a possibilidade de trazer médicos formados em países com menos médicos do que o Brasil [em proporção ao tamanho da população]", disse à Folhao ministro Alexandre Padilha (Saúde). Entre eles, está justamente a Bolívia.
O fato é que a comunidade médica se mostra reticente em relação à qualidade dos cursos bolivianos. Entre os argumentos apontados estão poucas aulas práticas, a não exigência de processo de seleção ou de proficiência em espanhol para cursar as aulas e denúncias de compra de notas e venda de diplomas.
Cônsul-geral do Brasil em Santa Cruz de la Sierra, o diplomata Colbert Soares reconhece que há "indicadores um pouco preocupantes" da rotina dos cursos, mas afirma que há expectativa dos brasileiros sobre a nova política.
RETORNO
Em geral, os brasileiros que decidem fazer o curso na Bolívia buscam, durante a graduação, transferir a matrícula para o Brasil. Quando não conseguem, tentam a revalidação do diploma.
Estudante do quinto semestre de medicina da Udabol, Samara afirma que ainda não sabe se retornará ao Brasil, mas elogia a iniciativa do governo. "O curso de medicina é bom. Professor ruim tem em qualquer lugar, tudo depende do aluno."
Natural de Rondônia, ela diz que um dos motivos que a levou à Bolívia foi o baixo custo da mensalidade: US$ 130.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Bicicletas azuis competem com taxis amarelos de Nova York

Bicicletas azuis competem com taxis amarelos de Nova York

Em um mês, usuários do programa de aluguel de bikes pedalaram 1,5 milhão de quilômetros


30 de junho de 2013 | 16h 35


NOVA YORK - Os famosos taxis amarelos ganharam novos companheiros no asfalto de Nova York: as bicicletas azuis que há um mês invadiram as ruas de Manhattan graças a um bem sucedido sistema de aluguel.


Em quatro semanas, moradores e turistas pedalaram 1,5 milhão de quilômetros com seis mil bicicletas do programa Citi-Bike, patrocinado pelo Citi Bank.



Os responsáveis pelo programa dizem que o uso das bicicletas já representa uma queima de 50 milhões de calorias. O número é citado no programa do prefeito Michael Bloomberg contra a obesidade.

Estações de aluguel oferecem seis mil bikes para moradores e turistas (foto: EFE)


Para ir ao trabalho, fazer compras ou simplesmente passear e fazer exercícios, o programa conta com 45 mil usiários anuais cadastrados e outros 55 mil ocasionais que compraram passes diários ou semanais.



Por toda a parte da ilha de Manhattan já se pode ver ciclistas do maior programa de aluguel de bicicletas do mundo: executivos de terno e gravata, esportistas e turistas com câmeras fotográficas.



A cidade sempre teve seus adeptos do transporte sobre duas rodas, mas a facilidade para alugar criou uma nova alternativa para o transporte público tradicional, inclusive os numerosos taxis amarelos. 



O preço do aluguel é superior ao de outras cidades como Londres e Paris: US$ 10 por dia, o equivamente a R$ 22,3 reais. Mesmo assim, as bicicletas competem com os taxis e com os US$ 2,5 do metrô e dos ônibus (R$ 5,5)



O uso mais intenso de bicicletas também aumentou o número de multas a ciclistas. No último mês, as multas a ciclistas aumentaram 81% no bairro do Broklyn. Em relação ao ano passado, o número de multas em toda a ilha aumentou 7%.



Em alguns bairros, como  Greenwich Village e Lower East Side, grupos de moradores reclamam que as estações de aluguel de bicicletas prejudicam a paisagem de áreas consideradas históricas.

Mapa com as estações de locação do maior programa de aluguel de bicicletas do mundo


Por enquanto, ainda há dúvidas de as novas bicicletas azuis são apenas uma moda do verão ou se de fato elas vão conseguir instalar-se como um estilo de vida saudável e ecológico compatível com o glamour que caracteriza a cidade dos arranha-céus.


terça-feira, 2 de julho de 2013

Australianos tornam mais eficiente a transformação da água do mar em combustível

Australianos tornam mais eficiente a transformação da água do mar em combustível
13 de Junho de 2013 • Atualizado às 11h02




Cientistas australianos desenvolveram uma nova maneira de transformar a água do mar em hidrogênio. A opção é eficiente, reduz os impactos ambientais e é considerada uma fonte energética totalmente limpa.
A descoberta foi publicada na última quarta-feira (12) no site Science Alert. Os responsáveis pelo projeto são os pesquisadores do Australian Research Council Centre of Excellence for Electromaterials Science (ACES). Apesar de não ser nova a utilização da água do mar para este fim, o diferencial do projeto é a criação de um catalisador luminoso, que gasta menos energia para ativar a oxidação da água. Este é o primeiro passo para a separação do hidrogênio, usado como combustível.
Nos processos feitos antes desta tecnologia, o consumo energético era tão alto, que impossibilitava o uso da água do mar. No entanto, a equipe australiana conseguiu introduzir uma clorofila artificial em um filme plástico condutor. Essa alternativa facilita a separação da água, tornando o processo mais eficiente.
De acordo com os cientistas, a novidade deve facilitar muitos outros processos, já que o polímero flexível tem uma ampla gama de aplicações e é fabricado de forma mais simples que os semicondutores feitos em metal.
O método australiano é altamente eficiente. Os pesquisadores acreditam que, com cinco litros de água do mar, seja possível produzir energia suficiente para abastecer uma casa de tamanho médio e um carro elétrico por dia.
Redação CicloVivo

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Aqui, barulho não entra

Aqui, barulho não entra

Se a sua escola tem ruído em excesso, é preciso tomar uma providência – mesmo que isso exija uma reforma


Escola ideal
O que observar ao construir um prédio para evitar que o barulho atrapalhe as aulas
O que observar ao construir um prédio para evitar que o barulho atrapalhe as aulas . Infografia: Bruno Algarve
Consultoria Marco Aurélio Losso, arquiteto e mestre em engenharia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O  ronco do motor dos carros, a música do estabelecimento vizinho, as conversas em voz alta no corredor, os gritos de gol vindos da quadra de esporte. Barulhos como esses se tornaram tão corriqueiros em algumas escolas que você nem percebe que tem de falar mais alto nas reuniões de equipe para ser entendido. Ou então que as portas das salas vivem fechadas - única maneira de diminuir os ruídos externos e deixar os ambientes mais tranquilos. O prejuízo maior, contudo, acontece na sala de aula: os professores precisam gritar para serem compreendidos e os alunos têm dificuldade para se concentrar nos estudos.

Se a sua escola convive com situações como essas, é provável que ela esteja fora dos padrões mínimos de conforto acústico. Logo, é preciso - urgentemente - tomar providências. É possível começar preenchendo o relatório Levantamento da Situação Escolar (LSE), que faz parte do Programa de Ações Articuladas (PAR), do Ministério da Educação (MEC), e elaborar um plano de adequação do prédio aos padrões de qualidade (leia o infográfico). O projeto, uma vez enviado ao MEC, é analisado por técnicos e, se aprovado, pode receber assistência técnica e financeira do governo federal. Muitas Secretarias da Educação, estaduais e municipais, também oferecem programas específicos para fazer as adaptações necessárias.

"O barulho intenso e constante traz consequências diretas à saúde do professor e dos alunos e perturba a atenção durante o processo de aprendizagem", afirma Ana Claudia Fiorini, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) (leia o quadro na próxima página).

Uma pesquisa do Centro de Estudos do Distúrbio da Audição, de São Paulo, feita com alunos do 5º ano, observou que, quando expostos a ruídos, eles leem mais rápido, dão menos ênfase à entonação e desrespeitam as regras de pontuação. Pesquisadores da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, chegaram a conclusões semelhantes ao avaliar os efeitos do som do trânsito diurno em alunos do 7º ano: os que estudam em escolas localizadas em áreas de tráfego intenso tiveram pior resultado nos testes de leitura - uma defasagem de sete meses - em relação às turmas de instituições situadas em áreas mais silenciosas.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o som ambiente não pode ultrapassar os 50 decibéis (unidade de medida da intensidade do som) para não afetar a saúde. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), no entanto, acredita que esse valor deve ser ainda menor: entre 40 e 50 decibéis em locais de estudo e laboratórios e entre 35 e 45 em bibliotecas (faça o teste sugerido na próxima página para saber o nível de inteligibilidade das salas da sua escola).

A solução pode se limitar a uma simples intervenção na infraestrutura ou no uso dos espaços. Na EM Paulo Mendes Campos, de Belo Horizonte - que fica em área de aclive, próxima a um semáforo de uma avenida movimentada -, os alunos e professores sofriam com o ronco dos motores de carros e ônibus acelerando a todo momento. A direção solicitou então laudos técnicos para comprovar o excesso de ruído. Com base neles, preparou um projeto de reforma, aprovado pelas Secretarias de Educação e de Obras do município, em 2007. A principal mudança foi a troca das janelas por tijolos espessos de vidro.

Já o CMEI Bairro Feliz, em Goiânia, tinha uma rotina tranquila, exceto às sextas-feiras, quando acontece o baile da associação de idosos do bairro - cujas paredes são coladas às da creche. A diretora, Rosemeire Brito da Silva, conversou com a entidade e pediu para o evento começar às 16 horas (em vez de às 13 horas). Assim, as crianças voltaram a dormir após o almoço e, depois do soninho, vão brincar na quadra, que fica distante da casa dos vizinhos.

Às vezes, é necessário uma reforma mais consistente. Na EMEB Maria Eunice Duarte Barros, em Cuiabá, a equipe gestora tentou uma solução simples, revestindo de cimento as paredes de tijolos vazados. Não deu certo. "As atividades realizadas em um espaço podiam ser ouvidas em todos os outros", conta a coordenadora pedagógica, Maria Benedita Martelli. Em 2009, com o suporte da rede de ensino, o prédio - originalmente não projetado para ser escola - foi todo reconstruído.

Relação de 160 terrenos do Rio contaminados por substâncias químicas



Inea divulga relação de 160 terrenos do Rio contaminados por substâncias químicas
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2013/06/26/interna_brasil,447225/inea-divulga-relacao-de-160-terrenos-do-rio-contaminados-por-substancias-quimicas.shtml

Publicação: 26/06/2013 15:04 Atualização:


O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) divulgou pela primeira vez hoje (26), em documento publicado no site, os terrenos no estado do Rio que estão contaminados por substâncias químicas. Dos 160 terrenos identificados pelo órgão, 53% estão contaminados com resíduos da atividade de postos de gasolina e 41% de indústrias.


As atividades viação e aterros de resíduos sólidos são responsáveis por 3% das contaminações, cada uma. A maior parte está concentrada no entorno na Baía de Guanabara e na Baixada Fluminense. Dessas áreas, 67 ainda estão sob investigação e 64 estão sob intervenção, porque foi constatado risco à saúde humana. O restante está sendo monitorado para ser reabilitado (14%) ou foi reabilitado (4%), após o perigo ter sido eliminado e o local aprovado pelo Inea para reutilização.



De acordo com a presidenta do Inea, Marilene Ramos, a Cidade dos Meninos, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, é a região contaminada mais preocupante, onde moram cerca de 2 mil pessoas em contato com o pesticida BHC, conhecido como pó de broca. A previsão anunciada no mês passado pela prefeitura é que os moradores serão transferidos até 15 de julho para apartamentos do Programa Minha Casa, Minha Vida.



“Grande parte do material contaminado foi retirado, mas o local continua contaminado e depende do Ministério da Saúde se ter uma solução para aquela área. Ali havia uma fábrica de inseticida de propriedade do ministério que foi fechada e os resíduos abandonados ali”, informou a presidenta do Inea.



A fábrica foi desativada em 1954 e o pó acabou sendo utilizado para pavimentar ruas e na agricultura. A exposição ao pesticida pode causar doenças endócrinas, má-formação congênita, abortamento espontâneo, doenças neurológicas e câncer.



As tabelas do documento Gerenciamento de Áreas Contaminadas do Estado do Rio de Janeiro, uma para postos de combustíveis e outra para indústrias, identificam o uso atual do solo contaminado, localização, meio impactado (solo e água subterrânea), tipo de poluente, entre outros detalhes.



A relação de terrenos afetados, entretanto, não reflete a quantidade real de áreas contaminadas no Rio. A presidenta do Inea explicou que existem muitas propriedades abandonadas ou subutilizadas, cuja reutilização é dificultada pela presença real ou potencial de substâncias perigosas, poluentes ou contaminantes.



“O cadastro será constantemente atualizado à medida que os dados forem levantados e as informações estiverem consistentes para serem publicadas no site”, informou ela.



A divulgação é uma exigência do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) que publicou em 2009 a Resolução 420 que obriga os órgãos ambientais competentes a darem publicidade às informações sobre áreas contaminadas e principais características.

Transporte a vela polui até 90% menos e se desenvolve na Europa

20 DE JUNHO DE 2013
Transporte a vela polui até 90% menos e se desenvolve na Europa


Lúcia Müzell
Na Europa, as pessoas adeptas de hábitos ecologicamente responsáveis já se acostumaram a boicotar as frutas e verduras que vêm de outros países ou continentes, devido à poluição gerada pelo transporte. Agora, o passo seguinte para este princípio é preferir os produtos que são levados por barco a vela, apenas com a força dos ventos, de um lugar para o outro do planeta. O método parece arcaico, mas pode funcionar muito bem com mercadorias que não têm data de validade, a um balanço de poluição muito menor.
Por enquanto, poucas empresas realizam este tipo de transporte, que apareceu na Alemanha e agora existe na França. Guillaume Le Grand, especialista em Economia do Desenvolvimento Sustentável, Energia e Meio Ambiente decidiu transformar um paixão da infância, os passeios a barco a vela com o avô na Bretanha, em negócio. A Transoceanic Wind Transport, TOWT, tem atraído fabricantes que se preocupam em adotar uma logística menos poluente.
Desta forma, produtores de vinhos, roupas ou alimentos não-perecíveis preferem exportar seus produtos a bordo de um barco a vela, ao invés de avião ou cargueiros tradicionais. Guillaume lembra que o transporte marítimo é naturalmente mais demorado porque as empresas querem economizar o máximo possível de combustível, e ressalta que o transporte a vela não é tão lento assim: atravessar o Atlântico leva cerca de 30 dias, enquanto que um cargueiro tradicional precisa de cerca de 20. E se por um lado a técnica de navegação é das mais antigas, com uma frota de barcos do século 20, hoje a tecnologia permite otimizar a escolha do trajeto.
Ainda não existem cargueiros a vela em grandes dimensões, como os convencionais. A capacidade atual é de cerca de 30 toneladas. Por isso, o preço ainda é elevado, mas não faltam pesquisas para construir navios com uma alta capacidade de produtos. Porém em relação à poluição, é diferença é impressionante: as embarcações a vela emitem até 90% a menos de gás carbônico, afinal só precisa queimar combustível na saída do porto e na chegada ao destino.

Os produtos transportados desta forma recebem um selo de "transporte ecológico". E uma das próximas viagens do TOWT é para o Brasil. Ele vai levar vinhos e azeite de oliva, e espera trazer o barco repleto de mercadorias brasileiras para a venda na Europa. Por enquanto, roupas e produtos típicos como a cachaça já garantiram o lugar no container. 

domingo, 30 de junho de 2013

Cetesb multa e adverte 72 indústrias

Cetesb multa e adverte 72 indústrias

* Maria Cristina Poli
Formada em Engenheira Sanitarista pela PUC de Campinas, com especialização em Saúde Pública e Gestão Ambiental pela UNICAMP, Maria Cristina Poli é atualmente gerente da divisão de Ruído e Vibração da CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental). Está na Companhia há 20 anos. Nesta entrevista exclusiva ao Vibranews, conta que 72 indústrias já foram multadas e advertidas este ano porque causaram problemas de ruído e vibração em São Paulo.  
Acompanhe os principais trechos da entrevista: 
P – Qual a legislação vigente que disciplina a propagação de poluição sonora (ruído e vibrações) por parte de indústrias no Estado de São Paulo?
As ações da CETESB se baseiam na Lei Estadual 997/76 e o Decreto 8468/76 e suas alterações, utilizando o disposto que as indústrias devem sempre atender ao critério de melhor tecnologia prática disponível e não causar impacto a população circunvizinha ao empreendimento. Para ruído, a CETESB aplica a Resolução CONAMA 01/90 que define o uso dos critérios e níveis de ruído estabelecidos na Norma NBR 10.151 da ABNT.  Para vibração, são utilizados os valores estabelecidos em Decisão de Diretoria nº 215/2007/E da CETESB, publicado no Diário Oficial Estado de São Paulo – Caderno Executivo I (Poder Executivo, Seção I), do dia 26/03/2008. 
P – Como a CETESB atua neste caso? Faz  vistoria, monitoramento ou só entra em ação a partir de reclamações ou denúncias por parte da população?
As ações da CETESB voltadas às questões de ruído e vibração passam por avaliações e estudos prévios a implantação de empreendimentos que requerem um Relatório Ambiental Preliminar (RAP) ou Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) para o seu licenciamento prévio. Para os demais empreendimentos, as ações da CETESB englobam exigências técnicas para o controle de emissão de ruído e vibração, monitoramentos periódicos e renovação da licença de operação da empresa que variam de dois a cinco anos. Independente da validade da licença de operação, a CETESB atua a partir de reclamações ou denúncias por parte da população realizando avaliações de ruído e vibrações sempre no reclamante ou outro receptor mais próximo. 
P – O que acontece quando a CETESB faz uma vistoria e constata irregularidades? Dá prazo para solucionar o problema?
Constatado que os níveis de ruído ou vibração avaliados no receptor encontram-se acima dos estabelecidos nas referências citadas, é identificado o causador do incômodo e sendo um empreendimento passível de licenciamento pela CETESB, este é advertido e dado um prazo para a solução das desconformidades. Passado este prazo, uma nova avaliação é realizada e caso este não tenha sido resolvido, são aplicadas as medidas administrativas cabíveis. Para empreendimentos não licenciados pela CETESB, como bares, restaurantes, etc., os resultados das medições realizadas são encaminhados para o órgão competente para as ações cabíveis. 
P – Quantas indústrias já foram advertidas ou multadas neste ano?
Foram advertidos ou multados, por ruído e vibração, 72 empreendimentos de janeiro a maio deste ano. 
P - Que tipo de indústrias são mais recorrentes neste tipo de irregularidade?
A avaliação de ruído e/ou vibração permeia por uma série de atividades indústrias, não sendo privilégio de um ou outro tipo de indústria, entretanto, as atividades de metalurgia são mais suscetíveis a emissão de ruído e vibração. 
P - Na sua opinião, existe, hoje, mais conscientização por parte dos empresários em relação aos problemas de saúde que a exposição ao ruído e vibrações provoca tanto nos funcionários como na população vizinha à indústria?
Sim, nos últimos dez anos os aspectos de ruído e vibração passaram a tomar uma posição de destaque no licenciamento, bem como no monitoramento dos empreendimentos, tanto por parte dos empreendedores quanto dos órgãos ambientais. 
P - Pode citar um caso e como foi solucionado?
Ocorreram inúmeros casos, ao citarmos um ou dois estaremos sendo injustos com  todo o esforço realizado pelas demais empresas e pelos órgãos ambientais. 

Protetor solar parece realmente prevenir o envelhecimento da pele...até 55 anos!

segunda-feira, 10 de junho de 2013
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Annals of Internal Medicine: protetor solar parece realmente prevenir o envelhecimento da pele



Annals of Internal Medicine: protetor solar parece realmente prevenir o envelhecimento da pele
Alterações na aparência e os efeitos no envelhecimento da pele são conhecidos por serem influenciados pela exposição ao sol. Embora o uso de protetor solar tenha sido demonstrado como um fator de proteção contra o câncer de pele, o fato de ele proteger contra o envelhecimento da pele não foi ainda bem estabelecido. Antioxidantes, tais como o β-caroteno, também têm sido sugeridos como protetores contra o envelhecimento da pele, mas isso ainda não foi bem estudado.
Estudo australiano, publicado pelo periódico Annals of Internal Medicine, realizado com o objetivo de saber se o uso diário de protetor solar e de β-caroteno protege contra o envelhecimento da pele contou com a participação de 900 pacientes brancos, de Nambour, a nordeste de Sydney, com 25 a 55 anos de idade. Eles foram aleatoriamente designados para um grupo em que se pediu para aplicar o fator de proteção solar 15 ou superior na face, pescoço, braços e mãos, todas as manhãs, após o banho, depois de passar mais do que algumas horas ao sol ou após suar muito e para outro grupo em que se pediu para usar protetor solar sem um critério pré-estabelecido, apenas mantendo suas práticas diárias habituais. O estudo também incluiu cerca de 900 pessoas que foram aleatoriamente designadas a receber pílulas de β-caroteno ou de placebo diariamente. Impressões foram tiradas das mãos dos participantes no início do estudo e quatro anos e meio mais tarde. As impressões foram examinadas para alterações microscópicas de envelhecimento da pele por especialistas que não sabiam em qual dos grupos de estudo os participantes estavam distribuídos.
Os resultados mostraram que mais participantes designados para o uso de protetor solar diariamente informaram aplicar o filtro solar pelo menos três a quatro dias por semana do que os participantes do grupo de uso de protetor solar sem um critério estabelecido. Aqueles no grupo de uso diário eram menos propensos a ter a pele mais envelhecida após os quatro anos e meio de seguimento do que aqueles no outro grupo. Não houve diferença no envelhecimento da pele entre as pessoas que receberam pílulas de β-caroteno e aquelas que receberam pílulas de placebo.
As limitações do presente estudo são: cerca de um terço dos participantes não tiveram impressões da sua pele feitas no início e no final do estudo e, embora isso não pareça influenciar os resultados, um efeito sobre o resultado não pode ser conclusivamente descartado. O estudo foi pequeno para concluir com confiança uma verdadeira falta de efeito do β-caroteno, uma pesquisa mais ampla e por tempo mais prolongado pode mostrar um modesto benefício ou algum dano do uso β-caroteno no envelhecimento da pele. Não foi investigado como estes resultados podem se aplicar a pessoas com mais de 55 anos.
NEWS.MED.BR, 2013. Annals of Internal Medicine: protetor solar parece realmente prevenir o envelhecimento da pele. Disponível em: enir-o-envelhecimento-da-pele.htm>. Acesso em: 20 jun. 2013.

Ninho de coruja muda obra em rodovia de Jundiaí

Ninho de coruja muda obra em rodovia de Jundiaí

26.junho.2013 17:35:41

José Maria Tomazela

José Maria Tomazela é correspondente do Estadão em Sorocaba e cobre o interior desde maio de 1985. Em busca de notícias, já esteve em quase todos os 465 municípios de São Paulo.
Um ninho de coruja levou a concessionária Rota das Bandeiras a alterar o cronograma das obras de recuperação de um viaduto no km 64 da rodovia Eng. Constâncio Cintra (SP-360), em Jundiaí. Quando chegaram para iniciar os serviços, há um mês, funcionários encontraram um ninho com quatro ovos da espécie Tyto alba, conhecida popularmente como coruja-da-igreja ou suindara.
Para não atrapalhar a procriação, a alternativa foi inverter a ordem dos serviços, iniciando os trabalhos no outro lado do viaduto. O ninho está instalado num espaço existente na parte inferior da estrutura. Dos quatro ovos, dois vingaram e resultaram em filhotes que ainda estão aprendendo a voar. A concessionária vai esperar que os dois pássaros tenham condições de voo para recuperar a estrutura interna dessa parte do viaduto.
A coruja-da-igreja é considerada uma das aves mais úteis do mundo, pois se alimenta de roedores, controlando a população de ratos. “Se continuássemos os trabalhos, a coruja adulta abandonaria os ovos e não teríamos os filhotes”, disse Ronaldo Brasil Jungers, tecnólogo em gestão ambiental da concessionária.


Coruja com filhotes em vão de viaduto – Foto Fernando Maia / Rota das Bandeiras