segunda-feira, 25 de março de 2013

Uso racional de água no canteiro


Uso racional de água no canteiro



http://www.revistatechne.com.br/engenharia-civil/162/artigo185458-1.asp

Ações simples podem ajudar a reduzir o consumo de água nos canteiros, com impactos positivos para o meio ambiente e também para o bolso do construtor



Vaso acopladoO consumo de água diário por operário não alojado em um canteiro de obras pode chegar a 45 l. Quando as refeições são preparadas na obra, esse valor chega a  65 l. A utilização de vasos sanitários com caixa acoplada é uma das ações que permitem reduzir esse consumo. Segundo a RKM Engenharia, com a caixa acoplada é possível reduzir em 50% o consumo de água ao se dar descarga, em comparação com vasos sanitários com válvulas.
Divulgação: Deca


Poço artesianoO acesso à água subterrânea presente no aquífero, através poços tubulares profundos (poços artesianos), pode contribuir para reduzir o consumo de água das concessionárias. Durante as obras, a água retirada pode ser usada na limpeza de áreas e equipamentos do canteiro. Após conclusão da obra, o condomínio pode se beneficiar com a existência de um poço artesiano, desvinculando-se parcialmente da companhia de fornecimento local. (Consulte antes a legislação de sua cidade.)
Divulgação: RKM Engenharia

Redutores de vazãoEm geral, as construtoras tendem a adquirir os metais sanitários mais em conta. Mas já há opções que economizam água e têm custo competitivo. Ainda que não dê para usar torneiras com desligamento automático e chuveiros com temporizadores, é possível economizar água com a instalação de arejadores e redutores de vazão.
Divulgação Hochtief
TreinamentoAlém da instalação de equipamentos economizadores, uma medida positiva é a conscientização dos trabalhadores. Campanhas de sensibilização devem ser feitas periodicamente em função da alta rotatividade de mão de obra. Estabelecer uma política de inspeção para evitar causas comuns de desperdício de água (vazamentos, torneiras abertas, reservatórios com boias desreguladas etc.) também traz bons resultados.
Divulgação: M.Bigucci
Uso de água pluvialAinda que exija a instalação de equipamentos especiais e área disponível, a implantação de um sistema de coleta e armazenamento de águas pluviais pode ser útil e econômica. A água das chuvas pode ser reaproveitada em descargas, em serviços de limpeza da obra e, até mesmo, na cura do concreto e em testes de estanqueidade de impermeabilização. A água utilizada em lavatórios, chuveiros e bebedouros também pode ser reaproveitada após filtragem.
Divulgação: M.Bigucci

domingo, 24 de março de 2013

Tempestade com 'ovos' de gelo causa devastação na China


22/03/2013 - 12h45

Tempestade com 'ovos' de gelo causa devastação na China

DA BBC BRASIL

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1250595-tempestade-com-ovos-de-gelo-causa-devastacao-na-china.shtml


Pedras de gelo do tamanho de ovos, chuvas torrenciais e ventos de até 177 quilômetros por hora vêm provocando devastação em 5 províncias do sul da China desde a terça-feira.
A tempestade provocou a morte de pelo menos 24 pessoas até a tarde desta sexta-feira.
Na quarta-feira, uma balsa virou em um rio na Província de Fujian, matando 11 pessoas e deixando outras quatro desaparecidas.
Aproximadamente 215 mil pessoas foram retiradas de suas residências e o prejuízo está estimado em R$ 418 milhões.
As autoridades chinesas alertaram a população do sul do país para se preparar para mais tempestades. A previsão é de que o mau tempo continue até domingo.

Projeto modelo contra o cigarro tem fila de seis meses em Ribeirão Preto


Projeto modelo contra o cigarro tem fila de seis meses em Ribeirão Preto

Programa oferecido na cidade tem 90% de sucesso, mas já há quase 200 pessoas esperando vaga


23/03/2013 - 21:35

Weber Sian / A Cidade
Grupo de tratamento público consegue tirar nove em cada dez pacientes do vício do cigarro (Foto: Weber Sian / A Cidade)
O programa para parar de fumar oferecido no NGA (Núcleo de Gestão Assistencial) de Ribeirão Preto tem 194 pessoas cadastradas para iniciar o tratamento. Em média duas a três pessoas procuram a unidade por dia dizendo que querem largar o cigarro. Com o sucesso de pelo menos 90% para quem segue o tratamento completo, a fila de espera para ser chamado é de cerca de seis meses.
“Existem fases de contemplação para se chegar ao programa. O paciente precisa estar preparado para deixar de fumar, geralmente esses são aqueles que já tentaram parar sozinhos e não conseguiram”, explica a pneumologista Adriana Ignácio de Pádua.
Com reuniões semanais durante um mês, os grupos passam por um acolhimento, no qual recebem informação, fazem avaliação médica individual e começam as reuniões, onde, além do lado da dependência psicológica, há todo um atendimento voltado para mudanças de hábitos, técnicas de relaxamento e de respiração correta. Eles ainda fazem controle da pressão e do peso, com orientações para reeducação alimentar aos pacientes.
“Muitos desses pacientes começaram a fumar muito cedo, na adolescência, porque era moda, porque achavam bonito e não conseguem largar o vício. Hoje o número de fumantes está caindo, mas em relação à informação que essas pessoas têm sobre os malefícios do cigarro, esse número ainda é muito pequeno”, explica Adriana.
A enfermeira Nelma Luzia Azevedo Módulo explica que, ao receber os pacientes que querem parar, ela faz três perguntas fundamentais: “por que começou a fumar, por que continua e por que quer parar”.
“O paciente precisa avaliar essas questões enquanto espera ser chamado”, diz.
Apenas metade dos convocados para os grupos comparece, mas nem todos seguem o grupo até o fim.
Quem passa pelas quatro reuniões, ainda fica um ano fazendo uma manutenção, onde continua passando por avaliação médica e é onde os profissionais descobrem se houve recaída.
Quem quiser procurar o atendimento no NGA para parar de fumar, não precisa de encaminhamento médico. É só ir até a unidade, que fica na rua Minas, 865, dar o nome e telefones para contato e aguardar ser chamado. A unidade está credenciada para oferecer medicamentos gratuitamente.
Leia a reportagem completa na edição impressa do A Cidade deste domingo ou acesse aqui a versão digital.

Bioasfalto


Asfalto vegetal pode ser a solução para estradas de terra

Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/01/2013´
SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Asfalto vegetal pode ser a solução para estradas de terra. 29/01/2013. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=bio-asfalto-vegetal-estradas-terra. Capturado em 24/03/2013. 

Bioasfalto vegetal pode ser a solução para estradas de terra
Wilson Smith se entusiasma com a coesão e a dureza apresentada pela mistura de poeira de estrada e lignina. [Imagem: KSU]
Bioasfalto
O asfalto parece ser a melhor solução do mundo quando se é forçado a viajar por uma estrada de terra.
Mas Wilson Smith, estudante da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, defende que nenhum dos dois é o ideal: nem o asfalto é a solução para todas as estradas, e nem tampouco há que se resignar a viajar por estradas poeirentas e esburacadas.
Por isso ele decidiu trabalhar com um material de origem vegetal, na tentativa de criar uma alternativa que melhore as condições de tráfego das estradas não pavimentadas.
Smith está trabalhando com a lignina, o material que dá rigidez às células vegetais, para fazer um composto que possa dar rigidez à terra solta e aos pedregulhos das estradas vicinais.
Bioasfalto
O que torna a lignina um material particularmente valioso para essa aplicação é o seu comportamento adesivo quando é umedecida, com capacidade para agregar os materiais do solo, gerando uma coesão e criando uma espécie de "bioasfalto".
Isto torna a estrada de terra menos poeirenta, mais lisa e com uma menor necessidade de manutenção, sobretudo no período das chuvas.
A lignina está presente em todas as plantas, sendo rejeito de culturas comerciais, como no caso do bagaço da cana-de-açúcar, da palha de milho e de outros resíduos da agricultura, assim como da indústria do papel, o que a torna um material sustentável e renovável.
Depois de diversos experimentos, Smith selecionou cinco diferentes concentrações de lignina no solo, que se mostraram mais promissoras - 2%, 4%, 6% e 9% - e que agora estão sendo avaliadas na resistência da coesão do solo e, portanto, da diminuição da erosão da estrada.
Testes de campo
Com os bons resultados dos testes iniciais, a coordenadora do grupo, Dra Dunja Peric, selecionou novos estudantes para avaliar o uso do material em outras condições, o que inclui a secagem prévia e a aplicação direta da lignina no solo.
"Nós queremos fazer uma análise exaustiva de como a coesão varia quando você muda a concentração de lignina, a quantidade de água e a compactação," disse Smith. "Isso vai determinar, em estudos de campo, qual a porcentagem de lignina produz a maior estabilização do solo."
O grupo programou uma apresentação dos resultados da sua pesquisa para meados de Fevereiro, quando eles esperam fazer parcerias para os testes de campo, o que não deverá ser difícil, já que o Kansas é um estado agrícola, com quase dois terços das estradas sem pavimentação.

Sanjiang, a Zona com Três Rios Paralelos

Sanjiang, a Zona com Três Rios Paralelos
http://portuguese.cri.cn/693/2011/09/28/1s140682.htm
  2011-09-28 15:04:53  cri
Em 1985, quando um funcionário da UNESCO estudava um mapa com dados transmitidos por satélite, descobriu que três rios correm paralelamente numa área da China, a longitude de 98º -100º 30' do leste, e a latitude de 25º 30'-29º do norte. Com seus ricos conhecimentos e experiências, ele previu um valor espetacular natural e científico dessa região. Tal descobrimento foi imediatamente comunicado ao governo chinês.
O governo chinês mandou especialistas para investigações na região. Em 1988, a região Sanjiang (três rios) com uma área de 34 mil quilômetros quadrados foi tombada como importante reserva natural do estado que inclui as zonas dos Rios Nujiang, Lancang e Jinsha.
Dia 2 de Julho de 2003, uma área de 17 mil quilômetros quadrados da região central de Sanjiang foi tombada pela UNESCO como Patrimônio Natural Mundial.
A área dos três Rios abrange partes das regiões de Lijiang, Zhou Autônomo Diqing tibetano e o Zhou Autônomo Lili. Os três Rios Nujiang, Lancang e Jinsha nasceram juntos da Montanha Tanggula, no Planalto Qinghai-Tibete, o planalto mais alto e mais jovem do mundo, e desceram para vale profundo do noroeste da província de Yunnan, onde começaram a correr paralelos do norte a sul numa extensão de 170 quilômetros, enquanto a distância mais curta entre os Rios Nujiang e Lancang é de apenas 18,6 quilômetros e entre os Rios Lancang e Jinsha, é de 66,3 quilômetros.
É impossível constatar a magnífica cena de Sanjiang da terra. Porém, ao contemplar do avião, pode-se perceber sua grandeza com montanhas, vales, picos nevados, florestas primitivas e muitos lagos. Os três Rios atravessam 4 grandes montanhas Gaoligong, Nushan( também conhecido como Biluo), Yunling e as Montanhas Nevadas Grande e Pequena. Ao mesmo tempo, os vales cortados por estes rios com profundidades respectivamente de 2000 e 4000 metros.
O Rio Jinsha junto com os Rios Yalong, Dadu e Jialing formam a parte superior do Rio Yangtsé, o maior rio da China e o quarto do Mundo. Ao atravessar a vila Shigu da região de Lijiang, o Rio Jinsha vira para a direção leste, até desembocar no Oceano Pacífico. Ao passar entre as duas pequenas montanhas Yulong e Haba, ele forma um estreito Hutiao (Tigre pulando) de 16 quilômetros de extensão. O trecho mais estreito é de apenas 30 metros, porém a profundidade do vale chega a 3000 metros.
O Rio Nujiang passa entre as grandes montanhas Gaoligong e Biluo e desce por grandes degraus no seu curso entre montanhas. As encostas das montanhas aos dois lados são íngremes e precipitados. Por isso, a região é conhecida como "sem trilhas para as cabras e até macacos ficam tristes". O Rio Nujiang é um rio internacional, pois ele entra na Birmânia e passa a ser chamado como o Rio Thanlwinn, desembocando no Oceano Índico.
O Rio Lancang, o quinto maior da China, é o curso superior do Rio Mekong que passa pela Birmânia, Laos, Tailândia, Camboja e Vietnã até desembocar no Mar do Sul da China. O curso entre as Montanhas Yunling e Biluo, se transforma num vale com profundidade de 2000 a 3000 metros. Aos dois lados, como as zonas são relativamente planas, espalham-se lá as vilas e aldeias, compondo assim uma zona típica do vale do Rio Lancang.

Sanjiang é a região formada com as evoluções de grandes montanhas e vales. Segundo registros, 40 milhões de anos atrás, um forte movimento da crosta do Planeta da Terra resultou uma colisão entre os continentes índico e Euro-Ásia, formando assim regiões de cordilheiras como Himalaya e as quatro montanhas e os três rios paralelos. Segundo especialistas, nos cumes, com mais de 4000 metros de altitude, podem ser encontrados ainda fragmentos de rochas do fundo do mar.
A região de Sanjiang possui uma diversidade geológica do hemisfério do norte, com exceção de deserto e mar. Entre 118 montanhas nevadas com a altitude superior a 5000 metros, a Montanha Meili merece uma apresentação especial, pois é considerada até pelos tibetanos locais como uma montanha sagrada onde é proibido o alpinismo.
As geleiras espalham-se por toda parte. Porém, a geleira Mingyong, com 4000 metros de extensão desce por entre as montanhas até as florestas com 2650 metros de altitude. Por isso, é a geleira de menor altitude e com menos graus de latitude do hemisfério do norte.
O pico principal da Montanha Meili, conhecido como Kawagebo, com 6740 metros de altitude, é o mais alto da região. Mesmo sendo 2100 metros mais baixo que o cume do Qomolangma, o "pico do mundo", devido às suas encostas íngremes e precipitadas, coberto todo o ano por neve, convive com freqüentes avalanches e tempestades. Ele ainda não foi conquistado pelo homem. Em janeiro de 1991, 17 alpinistas chineses e japoneses morreram durante uma tentativa de conquista.
Na região de Sanjiang há um fenômeno geológico conhecido como "Terra de Rochas Vermelhas". A 140 quilômetros da antiga cidade de Lijiang, tombada pela UNESCO como patrimônio cultural mundial, há uma zona típica com Terra de Rochas Vermelhas do Mundo, conhecido como Liming, na Montanha Laojun. Segundo se diz, trata-se da maior zona deste tipo em todo o mundo, com maior altitude e com formação mais completa.
A biodiversidade da região de Sanjiang também é notável. Ela é formada por uma subida que vai desde o vale Nujiang, com 760 metros de altitude, ao pico Kawaboge da Montanha Meili. Com uma diferença de 6000 metros, a região é coberta por climas subtropical meridional, subtropical central, subtropical do norte, temperada, temperada moderada, temperada fria e até glacial, registrando uma incrível mudança de clima e estações.
Representando menos de 0,4% da área total da China, a região possui mais de 6 mil espécies de plantas, quase 20% do total das identificadas do país. O número de animais silvestres ocupa mais de 25% do total do país, sendo a região mais habitada por faunas na Eurásia. Nesta região, se encontram ainda espécies anteriores ao período quaternário, como o pico leão, animal tão raro quanto o panda gigante, qualificado como um dos tesouros da China. Eles vivem na região sem serem perturbados pela humanidade.
A região Sanjiang também é considerada como um jardim de flores em altas montanhas, pois todas as espécies de flores desabrocham quando chega a primavera. Apenas da família da azaléia, mais de 200 variedades ainda estão sendo identificadas.
Entre as 17 regiões chinesas de biodiversidade, a região Sanjiang é a mais importante. Ela é conhecida como grande banco de genes biológicos do mundo. De fato, em 1883, missionários franceses chegaram à região tendo coletado sementes de plantas e animais. Depois disso, o professor Balfour, do Parque Botânico Real Britânico, mandou seus especialistas à região do noroeste da província de Yunnan em 1904 com o mesmo motivo, considerando que suas operações poderiam contribuir com a decoração dos lares britânicos.
A avaliação técnica da UNESCO sobre a região Sanjiang, os especialistas da União Internacional pela Conservação da Natureza argumentaram o seguinte: é muito difícil encontrar alguma outra região do mundo igual como Sanjiang em termos tanto de biodiversidade como na terra.
A região de Sanjiang está habitada por 14 etnias minoritárias das 56 nacionalidades chinesas. Vivem ali 800 mil nativos, sendo uma região raramente encontrada no mundo, tanto pela harmônica convivência entre tantas etnias, línguas, religiões quanto pelas diferentes tradições. Desde há muito, cientistas, viajantes e aventureiros já optaram pela região. No início do século 20, o norte-americano Joseph Locke, passou e viveu lá por mais de 20 anos, tendo feito muitas pesquisas e estudos e despachado muitas matérias para os EUA.
Em 1933, o termo "Shangri-La" apareceu na obra "Horizonte Desaparecida", do autor britânico James Hilton, que descreveu a região como o local de convivência harmoniosa entre o homem e Deus e entre o homem e a natureza. Segundo muitos estudos, a região de Sanjiang, onde os três rios correm paralelos, foi a área que o inspirou a escrever Shangri-La.

Guia de boas práticas em sustentabilidade

21/Março/2013

CBIC lança guia de boas práticas em sustentabilidade


http://www.piniweb.com.br/construcao/sustentabilidade/cbic-lanca-guia-de-boas-praticas-em-sustentabilidade-279602-1.asp

Publicação gratuita traz 29 experiências bem-sucedidas em seis setores da indústria da construção




Gustavo Jazra




A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) lança, nesta sexta-feira (22), o Guia CBIC de Boas Práticas em Sustentabilidade na Indústria da Construção. Resultado de uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral, a publicação reúne 29 experiências bem-sucedidas nas áreas de gestão empresarial, relacionamento com stakeholders, melhorias no processo construtivo, saúde e segurança do trabalhador, mão de obra na construção e desenvolvimento imobiliário urbano.
Na seção que trata das melhorias no processo construtivo, por exemplo, são apresentados projetos que se destacam no uso do Building Information Modeling (BIM), na implantação da produção mais limpa em obras, na redução da geração de resíduos e na obtenção de melhorias quanto ao desempenho ambiental.
O guia estará disponibilizado para download gratuito no site da CBIC a partir da próxima segunda-feira (25).

sábado, 23 de março de 2013

Segurança no trânsito deve ser celebrada


Traffic safety must be celebrated


Utrecht suddenly has little red men sitting on the traffic lights. They hold signs with texts like “red alert!”  or  “follow the red lights!” and a QR-code and the name of a website “itsredman.nl“.
itsredman
It’s red man
When you go to that site you see a video that starts with the texts “Somewhere on a junction in the Netherlands…, where traffic meets, your patience could be rewarded.“

It’s Red Man
The final caption in the video says: “Traffic safety must be celebrated!“.
The site gives only little information:  “Hurray 10 years TeamAlert! Traffic safety must be celebrated! And today just a little bit more than usual, because TeamAlert is 10 years old. In one decade the number of traffic deaths went down by half. Yet every traffic death is one too many! TeamAlert strives for zero traffic deaths and we will act to achieve this goal.“
There is no link, but you can easily find out who or what TeamAlert is. As it turns out it is an organisation for a better road safety “for and by young people”. Originally started by the national government but it became an independent foundation on 6th March 2003, so that is indeed 10 years ago today. They’re trying to get the ‘traffic safety’ message across to young people aged 12 to 24 because that age group didn’t respond well to the ‘ordinary’ traffic safety campaigns.
The ‘red-men’ project is not new, the video was recorded in November 2012. Apparently they thought was also nice to use it on their anniversary.
The little red men had predecessors: the barbie dolls that could be seen in the city centre of Utrecht last year.
The team had great fun filming this: the making of can also be seen.

Cobertura verde


Cobertura verde



http://www.revistatechne.com.br/engenharia-civil/192/cobertura-verde-cuidados-no-dimensionamento-e-na-montagem-do-279048-1.asp

Cuidados no dimensionamento e na montagem do sistema são fundamentais para evitar transbordamentos e infiltrações na laje



Divulgação: Ecotelhado

Dimensionamento da estrutura
Basicamente, existem dois tipos de cobertura verde: intensivo, que é o sistema de drenagem, o substrato e o jardim, e o extensivo, que além da área verde ainda possui mobiliário e espaços planejados para o uso de pessoas. Independentemente do sistema adotado, a laje deve ser dimensionada para suportar cargas equivalentes ao acúmulo de água e ao peso total do sistema.
Divulgação: Instituto Cidade Jardim
Impermeabilização da laje
Devido à acumulação da água da chuva na cobertura, é importante que, antes da instalação do sistema, a superfície seja bem impermeabilizada. Quanto ao tipo de produto impermeabilizante, a especificação depende do tipo do projeto e da preferência de cada executor. A proteção pode ser feita com manta de polietileno de alta densidade (PEAD), cimento polimérico, manta asfáltica geotêxtil ou com tratamento antirraiz, dependendo do tipo de vegetação.


Divulgação: Remaster

Encontro com a parede
Um dos pontos críticos da instalação dos telhados verdes é a junção das placas com a alvenaria, nos sistemas com reservatório de abastecimento de água. Deve-se aplicar manta asfáltica adesiva no local para evitar que a terra caia no vão inferior.



Divulgação: Instituto Cidade Jardim
Logística dos materiais
As coberturas das edificações são, na maioria das vezes, áreas de difícil acesso. Deve-se prever, no planejamento logístico da obra, os recursos e procedimentos para elevação dos materiais que compõem a cobertura verde. Em muitos casos, o sistema chega ao canteiro paletizado e é transportado por empilhadeiras ou até mesmo guindastes.

Divulgação: Instituto Cidade Jardim
Ralos livres
Entre os erros comuns na instalação de cobertura verde, está a obstrução dos ralos com vegetação ou subtrato. Esses pontos devem estar sempre visíveis para facilitar a drenagem da água e a manutenção do sistema.



Divulgação: Ecotelhado

Distribuição do substrato
Depois que os tubos de irrigação estão instalados e devidamente vedados, pode-se colocar o substrato em toda a extensão da laje. Deve-se evitar a formação de pontos alagados ou lamacentos na cobertura.





Marcelo Scandaroli
Nivelamento das placas 
Nos sistemas de irrigação por capilaridade, as placas elevadas com ajustes rosqueáveis nos pedestais devem ser instaladas com o auxílio de níveis de bolha. Dessa forma, não se criam irregularidades nas juntas, por onde o substrato poderia vazar para o reservatório inferior.
Vedação
Também para evitar vazamentos do substrato, é preciso aplicar selante à base de silicone na junção entre a placa de piso e o tubo de irrigação.

Apoio técnico: João Manuel Feijó, diretor da Ecotelhado, Ricardo Paschoal, engenheiro de produto da Remaster, e Sérgio Rocha, diretor do Instituto Cidade Jardim.


sexta-feira, 22 de março de 2013

Troca de 6 por 10: Maior usina solar do mundo

20/Março/2013

Maior usina solar do mundo é inaugurada nos Emirados Árabes Unidos


http://www.piniweb.com.br//construcao/sustentabilidade/maior-usina-solar-do-mundo-e-inaugurada-nos-emirados-arabes-279570-1.asp

Instalada em área de 2,5 km², Shams 1 tem 258 mil espelhos refletores e potencial para abastecer 20 mil casas. Veja vídeo do projeto


Gustavo Jazra

Foi inaugurada, no último domingo (17), a maior usina solar em operação do mundo nos Emirados Árabes Unidos. Implantada numa área de 2,5 km² a Sudoeste da capital Abu Dhabi, a usina denominada Shams 1 tem potencial instalado de 100 megawatts (MW), o equivalente ao consumo médio de 20 mil casas. A joint venture Shams Power Company, formada pela empresa francesa Total, pela companhia espanhola de energias renováveis Abengoa Solar, e pela companhia local Masdar, é responsável pela execução, operação e manutenção da usina.

Divulgação

Ao todo, 258 mil espelhos refletores foram distribuídos ao redor de 768 coletores parabólicos, estrutura que concentra o calor solar diretamente em tubos repletos de óleo. Com o aquecimento, o sistema da Shams 1, que incorpora tecnologia solar cilindroparabólica, produz vapor que ativa a turbina e gera eletricidade. O projeto conta com o apoio de um intensificador que contribui para a geração de calor para manter a eficiência do ciclo.
De acordo com o presidente da Abengoa Solar, Santiago Seage, o Oriente Médio possui quase metade do potencial de energias renováveis do mundo. "A abundância de energia solar oferece a oportunidade de integrar o uso de fontes de energia limpa e sustentáveis, que aumentam a segurança energética e ajudam a lutar contra as mudanças climáticas", disse Seage.
Com investimento de 500 milhões de euros (cerca de R$ 1,286 bilhão), as obras de implantação da usina duraram três anos.

Pelo mutirão de limpeza!



“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons
Martin Luther King

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2911200715.htm
São Paulo, quinta-feira, 29 de novembro de 2007 
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"Cheque-despejo" cria indústria de favelas falsas, diz PromotoriaSegundo investigação, várias pessoas são cooptadas a ocupar barracos com o objetivo de receber ajuda financeira da prefeitura
Auxílio da prefeitura pode chegar a R$ 5.000 por família; funcionários públicos também estão sendo investigados
ROGÉRIO PAGNAN
RAFAEL TARGINO
DA REPORTAGEM LOCAL
A distribuição do "cheque-despejo" -ajuda financeira dada pela prefeitura às famílias para que deixem áreas de risco- criou uma indústria de falsas favelas em São Paulo, segundo investigação do Ministério Público Estadual. Segundo depoimento de moradores aos promotores, várias pessoas são cooptadas a ocupar barracos prestes a serem removidos pelo município com o objetivo de também receber a ajuda financeira, que pode chegar a até R$ 5.000. Há a suspeita, ainda segundo o Ministério Público, da participação de funcionários municipais na fraude. A investigação teve início na favela Rocinha Paulista (zona sul). Sete moradores e ex-moradores relataram um esquema para receber o "cheque-despejo", coordenado por duas líderes comunitárias e com a conivência de um fiscal.
De acordo com essas testemunhas, das quais três delas a Folhaouviu, desde setembro deste ano as líderes comunitárias Elizabeth Gonçalves de Oliveira e Isabel Cristina Cândido coordenaram a construção de novos barracos. "O povo não dorme mais não.
É fazendo barraco a noite inteira", disse uma moradora, que pediu para não ser identificada. "Vem gente até do interior."
As testemunhas contam que, para autorizar a construção de um novo barraco, as líderes cobram um pedágio. De cada quatro barracos construídos, um é repassado à dupla. Isso também vale para a divisão de um mesmo barraco, outra fraude, que multiplica o valor do benefício. "Tem uma casa que foi divida em 12", diz uma moradora.
O esquema, ainda segundo esses moradores, conta com a participação de funcionários da prefeitura. O mais citado é um fiscal da Subprefeitura do Jabaquara, Eduardo Kawai, conhecido como Eduardo Japonês, responsável pelo cadastro de moradores. Kawai e Elizabeth negam as acusações.
"Isso [o esquema de fraudes] está acontecendo na cidade inteira. Foi criada uma indústria", afirma o promotor José Carlos de Freitas, da Habitação e Urbanismo da capital. Ele cita a construção de uma favela próxima à ponte estaiada sobre o rio Pinheiros. 

De acordo com as testemunhas, só as líderes construíram 17 novos barracos (recebendo a indenização por todos eles). Os falsos moradores, que emprestam o nome para receber o cheque da prefeitura, receberam de R$ 500 a R$ 1.000.
Desde setembro, a prefeitura vem retirando barracos da favela da Rocinha Paulista em dois trechos. Um para a construção de uma rua e outro, em uma área considerada de risco.
A prefeitura disse ontem não saber quantas pessoas moram no local, que fica próximo da avenida Roberto Marinho.
Essas pessoas, segundo a investigação, recebem o cheque da prefeitura e, ao sacá-lo, vão acompanhadas dos fraudadores, que ficam com a maior parte do dinheiro na hora. Para o promotor Freitas, todos os métodos de desvio só seriam possíveis com a participação de funcionários da prefeitura. Além disso, ele analisa documentos entregues às famílias pela prefeitura sem o timbre oficial ou identificação de processo. "Ou a administração tem uma estrutura negligente ou tem uma estrutura corrupta justamente para dificultar o controle sobre esses pagamentos", afirma o promotor. A prefeitura disse não ter sido informada das denúncias, mas disse que vai ajudar na investigação.
Para o Ministério Público e a Defensoria Pública, a indústria das falsas favelas é motivada pela própria prefeitura ao utilizar a Verba de Apoio Habitacional -que deveria ser de caráter emergencial- como política habitacional para reduzir o número de favelas na cidade. A prefeitura nega a afirmação. 
A Promotoria vai acionar a Justiça para tentar suspender o repasse dessas verbas em situações não-emergenciais. A verba deve ser usada exclusivamente para atender famílias em áreas de risco. Desde 2005, o município gastou R$ 52,3 milhões para indenizar 12 mil famílias.

Colaborou JOSÉ ERNESTO CREDENDIO, da Reportagem Local




21/03/2013 - 01h00

Pessoa dificulta para vender facilidade, diz Haddad sobre corrupção


JULIA BORBA
DE BRASÍLIA

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), resumiu o caso mais recente de corrupção na prefeitura com um dito popular. Para ele, "a pessoa cria dificuldade para vender facilidade".
Na terça-feira (19), um engenheiro da prefeitura foi acusado de receber propina para regularizar a documentação de um imóvel. Lotado no Aprov (Departamento de Aprovação de Edificações), o suspeito foi detido após receber R$ 4.000 em dinheiro.
Ele ocupa o cargo de especialista em desenvolvimento urbano, na Secretaria Municipal de Habitação, e recebe um salário bruto mensal de cerca de R$ 3.000.
"Esse dito popular é conhecido. Nós vamos combater esse tipo de prática no município de São Paulo", defendeu o prefeito.
Haddad disse também que a Controladoria Geral do Município vem recebendo denúncias de irregularidades na administração do município desde suas criação e que já recebeu "carta branca" para investigar todos os casos.
O engenheiro preso, Eduardo Tadayoshi Kawai, 52 anos, foi denunciado, segundo a polícia, por uma pessoa que o acusa de ter cobrado R$ 10 mil para regularizar a documentação de um imóvel.
Após a denúncia, a polícia acionou a CGM (Controladoria Geral do Município) para ajudar nas investigações, quando foi feito um trabalho de pesquisa e monitoramento até a identificação do suspeito. Também foram apreendidos computador e documentos do servidor.
Na terça, a defesa do engenheiro disse à Folha que as denúncias feitas não têm fundamento e que isso será provado durante as investigações.

22/03/2013 - 03h40

Nada funciona em SP 'sem jabá', diz ter ouvido delator de propina


ROGÉRIO PAGNAN
EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO

No dia 18 de fevereiro, o motorista Baltasar de Jesus Machado, 56, recebeu um telefonema de um funcionário da Prefeitura de São Paulo. Era um convite para um café.



Embora tenha estranhado o convite, diz, decidiu aceitar.
Eles se encontraram quatro dias depois. "Ele [o servidor da prefeitura] foi curto e grosso: 'Vou direto ao assunto: são R$ 10 mil para aprovar o seu projeto.'"
De acordo com o motorista, o autor do convite era o engenheiro Eduardo Tadayoshi Kawai, 52, preso em flagrante pela Polícia Civil na terça-feira acusado de tentar extorquir o próprio motorista.
Com o servidor municipal a polícia apreendeu R$ 4.000 que seriam a primeira parcela dos R$ 8.000 combinados em troca da regularização de um imóvel, na estrada de Taipas, no Jaraguá (zona norte), num flagrante armado.

'PARA O PESSOAL'
O advogado de Kawai nega o pedido de propina.
"Eram R$ 10 mil, mas o Eduardo disse que faria um desconto. Não pegaria a parte dele, só do pessoal."
Ele relata que a cobrança da propina foi mais um capítulo de uma longa história para tentar regularizar o imóvel --um sobrado onde funciona um pequeno comércio.
Tudo começou, segundo ele, quando em 2003 entrou com um pedido na prefeitura para regularizar um imóvel com base na lei de anistia.
Ele tinha ampliado, na década de 1990, o imóvel sem autorização municipal.
Desde então, segundo ele, foi todos os meses na prefeitura acompanhar o processo. Em 2007, ele apresentou todos os documentos, mas só cinco anos depois ter ouvido de um funcionário do Aprov (setor da Secretaria da Habitação que aprova os imóveis) que o processo estava em fase final, faltando só uma assinatura.
Nesse mesmo período, recebeu a ligação de um homem que se dizia ser despachante e poderia "desembaraçar" seu processo.
Teria ouvido: "o senhor não sabe como funciona na prefeitura? Se não pagar um 'jabá' nada é aprovado. O seu caso, pela característica, fica entre R$ 8.000 a R$ 10 mil ".
Em fevereiro de 2013, num encontro com Kawai dentro da prefeitura, teria ouvido: "O senhor está com muita pressa?". O motorista diz ter respondido: "Você está de brincadeira? Faz dez anos que eu não posso fazer nada com meu imóvel."
Pouco depois, veio a cobrança de propina no café marcado pelo servidor. Inconformado, disse pensado: "Eu atendo a 100 'comunique-se' [notificação para que seja resolvida alguma pendência], mas não pago R$ 1."
Dali em diante, diz, passou a trabalhar "dia e de noite" para denunciar o suborno.
Foi a um departamento da Polícia Civil, onde foi orientado a procurar a ouvidoria da prefeitura.
O motorista disse que só recebeu um e-mail para relatar o caso e, talvez, conseguir uma entrevista. "Só depois que bomba estourou foi que as portas da prefeitura se abriram."
A ouvidoria disse que se for constatada falha no atendimento aperfeiçoará o serviço.

Ele retornou à polícia e o caso passou a ser investigado pela DPPC, a delegacia que investiga crimes de funcionários públicos.

'ELES PARCELAM'
O motorista contou ter ficado decepcionado por ter recebido de amigos e parentes o conselho para pagar a propina. "Um vizinho me disse: pague. Eles são gente boa, até parcelam para você".
Esse vizinho, segundo o motorista, paga propina a servidores do Aprov. "Ninguém me apoiou a denunciar. Nem amigos, nem família."
Ele teme que o seu processo emperre, mas que não se arrepende de ter denunciado, embora lamente a prisão do servidor municipal. "Todo mundo sabe que existe um grande esquema lá dentro."
A prefeitura, que colaborou na fase final das investigações, informou que o processo de Machado terá acompanhamento especial.



21/03/2013 - 03h50

Fiscal preso sob suspeita de corrupção foi assessor de vereador na Câmara


ROGÉRIO PAGNAN
EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO

O engenheiro Eduardo Tadayoshi Kawai, 52, preso anteontem em flagrante por suspeita de corrupção, tem ligações com o deputado estadual Jooji Hato (PMDB).
Kawai é acusado de ter pedido R$ 10 mil para agilizar um pedido de regularização de um imóvel na zona norte que tramita desde 2003.
O engenheiro foi assessor de Hato na Câmara Municipal, quando o deputado era vereador. Ele deixou o gabinete de Jooji em setembro de 2005 para trabalhar como supervisor de habitação da Subprefeitura do Jabaquara.
Conforme a Folha apurou, Kawai foi indicado pelo próprio Jooji à subprefeitura, na qual trabalhou até agosto do ano passado, quando pediu demissão porque havia sido aprovado em um concurso para engenheiro da Secretaria da Habitação. Ele foi trabalhar no Aprov, setor que dá aval a projetos imobiliários.
O ex-assessor de Jooji Hato foi preso quando, segundo a polícia, recebia parte da propina -a operação policial, em parceria com a Controladoria-Geral do Município, teve a ajuda da pessoa que denunciou o caso.
A Folha procurou o deputado Jooji Hato, pai do vereador George Hato (PMDB), durante toda a tarde e início da noite de ontem, mas ele não respondeu. O advogado de Kawai disse, no dia da prisão, que ele foi vítima de armação e nega pedido de propina.

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Captação de água de chuva

Aqui,a "cidade limpa" não entra!


Conversa de bar sobre banheiros dá origem a empresa de sucesso

21/03/2013 - 07h02
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EDUARDO KORMIVES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A ideia que originou a maior empresa especializada em mídia indoor (interna) do país surgiu em um papo de bar em Curitiba, nove anos atrás. Um dos amigos à mesa, todos universitários, lançou a ideia de vender espaços publicitários em banheiros depois de utilizar o do estabelecimento.



A sugestão aparentemente estranha fazia muito sentido. "A gente criaria receita em um espaço que só gerava custo para o dono do estabelecimento", afirma Ernesto Villela, 35 anos, sócio-fundador da Enox.

Irmão de um dos estudantes, foi Villela quem montou o plano de negócios da empresa. Recém-formado em administração pela Fundação Getúlio Vargas à época, ele enxergou a oportunidade de iniciar um negócio inovador. "Percebemos a dificuldade dos pequenos negócios em conseguir vender mídia para as grandes empresas anunciantes, por mais qualificado que fosse o público."
Os quatro sócios da empresa concordaram em investir R$ 5.000 cada. O passo seguinte foi vender o serviço a donos de bares, restaurantes, salões de beleza e academias da capital paranaense. Em dez meses, a nova empresa administrava os banheiros de estabelecimentos por onde circulavam 800 mil pessoas por mês.
Curitiba não bastava para atrair os grandes anunciantes. Era necessário crescer e ganhar escala nacional. A sede mudou para São Paulo e Villela abriu 22 escritórios pelo país em um período de quatro anos --reduzidos a 17 mais tarde.
De rei dos banheiros, a Enox passou a administrar os mais variados tipos de ambientes. Atualmente, eles somam mais de 6.000 em 18 segmentos, que incluem lojas de departamento, farmácias, LAN houses e até campos de futebol. São lugares que recebem 100 milhões de visitantes todos os meses.
Praticamente tudo pode virar mídia. A companhia foi capaz de enxergar espaços publicitários do porta copo do bar ao colchonete de alongamento da academia. "A propaganda tem que acontecer naturalmente ", diz o empresário.