sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Desafio de crescimento sustentável


Encontro na Coreia do Sul começa com desafio de crescimento sustentável

Congresso Mundial da Natureza reúne 1.200 governos e ONGs do mundo inteiro

06 de setembro de 2012 | 11h 01


Gustavo Bonato - Reuters
O crescimento econômico aliado à preservação dos recursos naturais foi apresentado por líderes políticos e especialistas como um dos grandes desafios da humanidade no momento, durante a abertura nesta quinta-feira do Congresso Mundial da Natureza em Jeju, na Coreia do Sul.
O presidente da Sociedade para Preservação da Vida Selvagem lembrou que houve avanços desde a conferência da ONU sobre meio ambiente e desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro em 1992, mas que ainda há muito espaço para melhorias.
"Muitos de nós viram a conferência como um ponto de virada, um momento em que o mundo adotou um novo paradigma para o desenvolvimento", disse Cristián Samper.
"Nós precisamos perceber que crescimento econômico e justiça social não podem ser alcançados às custas do meio ambiente...Mas, desde 1992, perdemos 300 milhões de hectares de florestas, apenas 10 por cento das florestas do mundo são gerenciadas de maneira sustentável e o número das reservas de peixes exploradas acima da capacidade, esgotadas ou em recuperação aumentou em 33%", disse Cristián Samper.
"Acima de tudo, precisamos reconquistar a reverência básica da humanidade pela vida ... Essa enorme transformação de mentalidade pode acontecer apenas por meio da redefinição do que é interesse próprio", disse o presidente da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em ingês), Ashok Khosla, durante discurso.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, lembrou que o país começou um plano para "crescimento verde" em 2008 e que 2% do PIB nacional é destinado ao fomento deste tipo de desenvolvimento. Segundo ele, neste ano o país adotou o princípio de que preservar a natureza "faz as pessoas felizes". Ele também defendeu que se estabeleça uma área de preservação a zona desmilitarizada entre Coreia do Sul e Coreia do Norte.
A IUCN, que realiza o Congresso Mundial da Natureza, reúne 1.200 governos e ONGs do mundo inteiro, sendo considerada a maior organização global voltada ao meio ambiente.
Governos de países como Estados Unidos, China e Argentina fazem parte. O Brasil não é membro oficial, participando da entidade com diversas ONGs, o governo do Acre e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 

REVOGADA PORTARIA MS Nº 518-2004


REVOGADA PORTARIA MS Nº 518-2004 QUE ESTABELECIA PARÂMETROS PARA O CONTROLE DA QUALIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO 

http://www.canalvg.com.br/index.php/canalvg/descricao/geral/1/REVOGADA+PORTARIA+MS+N%C2%BA+518-2004+QUE+ESTABELECIA+PAR%C3%82METROS+PARA+O+CONTROLE+DA+QUALIDADE+DA+%C3%81GUA+PARA+CONSUMO+HUMANO.html

Carolina Castelli Cabral

Consultora Jurídica Trainee


15/12/2011 - Publicada nova portaria do ministério de saúde informativa de padrões de potabilidade da água para consumo humano.

O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União do dia 14 de dezembro de 2011 a Portaria nº 2.914, de 12-12-2011. Trata-se de norma que dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade.

Esta portaria revoga e substitui integralmente a Portaria MS nº 518, de 25-03-2004, que estabelecia os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade.

Destacam-se entre as obrigações, estabelecidas pela nova portaria, específicas dos responsáveis pelo sistema ou solução alternativa coletiva de abastecimento de água para consumo humano as seguintes: o exercício da garantia do controle da qualidade da água; encaminhar à autoridade de saúde pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios relatórios das análises dos parâmetros mensais, trimestrais e semestrais com informações sobre o controle da qualidade da água, conforme o modelo estabelecido pela referida autoridade;

O responsável pela solução alternativa coletiva de abastecimento de água deve requerer, junto à autoridade municipal de saúde pública, autorização para o fornecimento de água tratada, mediante a apresentação dos seguintes documentos: I - nomeação do responsável técnico habilitado pela operação da solução alternativa coletiva; II - outorga de uso, emitida por órgão competente, quando aplicável; e III - laudo de análise dos parâmetros de qualidade da água previstos nesta Portaria.


Importa ressaltar também que compete aos responsáveis pelo fornecimento de água para consumo humano estruturar laboratórios próprios e, quando necessário, identificar outros para realização das análises dos parâmetros estabelecidos nesta Portaria, sendo que os sistemas e as soluções alternativas coletivas de abastecimento de água para consumo humano devem contar com responsável técnico habilitado.

Salientamos ainda que a Portaria MS nº 2.914/2011 dispõe ainda de parâmetros de observação obrigatória para a aferição e garantia do padrão microbiológico de potabilidade, inclusive estabelecendo padrões para substâncias químicas que representam risco à saúde.

Considerando a relevância das alterações trazidas por esta portaria, ficaram estabelecidos prazos para a adequação aos seus parâmetros, a saber:
  • Prazo máximo de 24 (vinte e quatro) meses, contados a partir da data de sua publicação, para que os órgãos e entidades sujeitos à aplicação desta Portaria promovam as adequações necessárias ao seu cumprimento, no que se refere ao monitoramento dos parâmetros gosto e odor, saxitoxina, cistos de Giardia spp. e oocistos de Cryptosporidium spp.;
  • Prazo de 4 (quatro) anos para cumprimento, contados da data de publicação desta Portaria, mediante o cumprimento das etapas previstas no § 2° do art. 30 desta Portaria, para o atendimento ao valor máximo permitido de 0,5 uT para filtração rápida (tratamento completo ou filtração direta).
  • Prazo máximo de 24 (vinte e quatro) meses, contados a partir da data de publicação desta Portaria, para que os laboratórios referidos no art. 21 desta Portaria promovam as adequações necessárias para a implantação do sistema de gestão da qualidade, conforme os requisitos especificados na NBR ISO/IEC 17025:2005.

Saúde regula procedimentos para garantir controle da qualidade da água para consumo em todo o País

14/12/2011 às 21h58



Toda água do País destinada ao consumo humano, distribuída por meio de todo sistema de abastecimento, deve ser objeto de controle e vigilância de qualidade. A Portaria 2.914 publicada nesta quarta-feira (14), no Diário Oficial da União, define os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade.
De acordo com a portaria, a coordenação nacional das ações de vigilância da qualidade da água, de responsabilidade da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), realizará o trabalho em conjunto com as secretarias estaduais e municipais para promover e acompanhar a vigilância da água para consumo humano.
A coordenação ainda vai estabelecer ações específicas no Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua) e executar ações de vigilância da qualidade da água para consumo humano, de forma complementar a atuação dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
As secretarias de saúde dos estados e municípios devem inspecionar o controle da qualidade da água em sua área de competência e ainda garantir informações à população sobre a qualidade da água para consumo humano.
As companhias de abastecimento de água deverão elaborar relatórios com informações sobre o controle da qualidade da água que serão enviados para os estados, Distrito Federal e municípios. Os relatórios devem ter análises dos parâmetros, com acompanhamento mensal, trimestral e semestral.
“A qualidade da água para consumo humano é uma preocupação constante da população e do Ministério da Saúde. As informações repassadas pelas companhias de abastecimento sobre o tratamento da água fornecida à população são essenciais para o controle da qualidade da água potável oferecida pelos estados e municípios”, ressalta o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto.
Segundo a portaria, quando forem detectadas amostras com resultado positivo para coliformes totais ou qualquer outro parâmetro definido, as ações corretivas devem ser adotadas. Para acompanhar se as medidas tomadas foram eficazes, novas amostras devem ser coletadas em dias imediatamente sucessivos até que revelem resultados satisfatórios.
“A portaria reflete um esforço de mais de 120 profissionais, entre acadêmicos, especialistas, profissionais do controle e da vigilância da qualidade da água, que durante um ano e meio discutiram cada um dos parâmetros e seus respectivos valores, inclusões e alterações para definição de padrões para controle da qualidade da água potável”, relata a coordenadora Geral de Vigilância em Saúde Ambiental do Ministério da Saúde, Daniela Buosi Rohlfs.
O Programa Água para Todos garante água de qualidade para os estados do Nordeste brasileiro. É uma das principais ações do governo federal para ampliar a oferta e o acesso à água nos meios urbano e rural, com planejamento e investimentos integrados, articulados com outras ações de saneamento básico.



PORTARIA No- 2.914, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2011

Dispõe sobre os procedimentos de controle
e de vigilância da qualidade da água para
consumo humano e seu padrão de potabilidade.

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições
que lhe conferem os incisos I e II do parágrafo único do art.
87 da Constituição, e
Considerando a Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, que
configura infrações à legislação sanitária federal e estabelece as sanções
respectivas;
Considerando a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990,
que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação
da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços
correspondentes;
Considerando a Lei nº 9.433, de 1º de janeiro de 1997, que
institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema
Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o
inciso XIX do art. 21 da Constituição e altera o art. 1º da Lei nº
8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a Lei nº 7.990, de 28
de dezembro de 1989;
Considerando a Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005, que
dispõe sobre normas gerais de contratação de consórcios públicos;
Considerando a Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, que
estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico, altera as
Leis nºs 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.036, de 11 de maio de
1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de fevereiro de
1995, e revoga a Lei nº 6.528, de 11 de maio de 1978;
Considerando o Decreto nº 79.367, de 9 de março de 1977,
que dispõe sobre normas e o padrão de potabilidade de água;
Considerando o Decreto nº 5.440, de 4 de maio de 2005, que
estabelece definições e procedimentos sobre o controle de qualidade
da água de sistemas de abastecimento e institui mecanismos e instrumentos
para divulgação de informação ao consumidor sobre a
qualidade da água para consumo humano; e
Considerando o Decreto nº 7.217, de 21 de junho de 2010,
que regulamenta a Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, que
estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico, resolve:
Art. 1° Esta Portaria dispõe sobre os procedimentos de controle
e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e
seu padrão de potabilidade.
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 2° Esta Portaria se aplica à água destinada ao consumo
humano proveniente de sistema e solução alternativa de abastecimento
de água.
Parágrafo único. As disposições desta Portaria não se aplicam
à água mineral natural, à água natural e às águas adicionadas de
sais, destinadas ao consumo humano após o envasamento, e a outras
águas utilizadas como matéria-prima para elaboração de produtos,
conforme Resolução (RDC) nº 274, de 22 de setembro de 2005, da
Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA).
Art. 3° Toda água destinada ao consumo humano, distribuída
coletivamente por meio de sistema ou solução alternativa coletiva de
abastecimento de água, deve ser objeto de controle e vigilância da
qualidade da água.
.......................................................................

Link do restante da  Portaria 2914:
http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=14/12/2011&jornal=1&pagina=39&totalArquivos=192

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Primeiro Relatório de Avaliação do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC)


Consulta Pública ao Volume 1: Base científica das mudanças climáticas - Primeiro Relatório de Avaliação do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC)












http://www.pbmc.coppe.ufrj.br/pt/noticias/288-consulta-publica-ao-volume-1-bases-cientificas-das-mudancas-climaticas-primeiro-relatorio-de-avaliacao-do-painel-brasileiro-de-mudancas-climaticas-pbmc




A Secretaria Executiva do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas tem a honra de convidá-lo(a) a participar do processo de Consulta Pública ao Volume 1: Base Cientifica das Mudanças Climáticas fruto do trabalho do Grupo de Trabalho 1 para o Primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1) do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas.



O Volume 1 foi elaborado pela comunidade científica do país que trabalha na área de ciência do clima, seguindo os moldes dos relatórios científicos do IPCC, e tem procurado evidenciar as diferentes contribuições naturais e humanas sobre o aquecimento global.



Esse processo, longe de trivial, baseia-se na análise de grandes quantidades de dados observacionais e na utilização de modelos climáticos que, apesar de se constituírem no estado da arte atual, ainda apresentam algum grau de incerteza em suas projeções das mudanças futuras de clima e dos seus impactos nos sistemas naturais e humanos.



O Relatório estará disponível para consulta pública no site do PBMC por um prazo de um mês, acompanhado por uma planilha para comentários, através da qual, especialistas e interessados no setor poderão enviar sugestões, correções e observações, que contribuirão para a transparência e a qualidade da versão final do documento.



Os demais Relatórios, referentes aos volumes 2 e 3, respectivamente: Impactos, Vulnerabilidades e Adaptação e; Mitigação das Mudanças Climáticas, ainda se encontram em fase final de elaboração, mas em breve serão disponibilizados também para Consulta Pública.



A data limite para recebimento de comentários e contribuições é 30 de setembro de 2012. Acima encontra-se o Draft do volume 1 e a planilha para comentários encontra-se disponivel abaixo:





Clique na imagem abaixo para o download da Planilha de Comentários.



quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Houve mudança de procurador e o novo encarregado entendeu não haver crime na conduta dos denunciados?


03/09/2012 - 18h00

Justiça absolve geólogos presos no Pantanal sob suspeita de crime ambiental

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1147754-justica-absolve-geologos-presos-no-pantanal-sob-suspeita-de-crime-ambiental.shtml

RODRIGO VARGAS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE CUIABÁ


A Justiça Federal de Mato Grosso do Sul determinou a absolvição sumária de seis pesquisadores --três brasileiros e três americanos-- denunciados sob acusação de usurpar o patrimônio da União, crime ambiental e condução de pesquisas sem autorização no Pantanal.
No dia 17 de junho de 2009, cinco deles foram presos pela Polícia Federal quando coletavam amostras de sedimentos minerais depositados no fundo de lagoas da localidade de Baía Vermelha, na região de Corumbá (440 Km de Campo Grande).
Participavam do trabalho de campo os brasileiros Fabrício Aníbal Corradino e Aguinaldo Silva, da Unesp de Rio Claro, e o americanos Mark Andrew Trees, Kelly Michael Wendt e Michael Matthew McGlue, da Universidade do Arizona (EUA). Os estrangeiros ficaram detidos por nove dias na carceragem da Polícia Federal e tiveram seus passaportes retidos por mais de um mês.
O trabalho era coordenado pelo geólogo Mário Luis Assine, da Unesp, que também foi denunciado pelo Ministério Público Federal. À ocasião, em entrevista à Folha, ele admitiu ter havido "falha" na regularização do trabalho dos estrangeiros --que tinham apenas vistos de turista.
"Eles não estavam fazendo nada daquilo que consta no indiciamento. O único problema foi que deveriam ter solicitado uma autorização específica do CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico]. Como estavam com os brasileiros, que tinham todas as licenças, acreditaram que não haveria problema", afirmou.
O estudo, feito em parceria com a universidade americana, tentava encontrar registros de alterações climáticas ocorridas na região do Pantanal nos últimos 30 mil anos. No material depositado no fundo das lagoas constariam sinais de grandes incêndios, períodos de inundações ou épocas de aridez semelhante à do Nordeste brasileiro.
A absolvição sumária foi decidida com aval da Procuradoria, que havia apresentado a denúncia. Houve mudança de procurador e o novo encarregado entendeu não haver crime na conduta dos denunciados.
Segundo o juiz Douglas Camarinha Gonzales, o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) afirmou que o trabalho realizado não dependia de autorização específica.
"Ora, se a pesquisa realizada pelos acusados independia de autorização, já que de cunho acadêmico-científico, não há que falar em crime de usurpação do patrimônio da União", disse o juiz, na sentença.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Brasil e Portugal assinam acordo para reconhecimento mútuo de diplomas


24/Agosto/2012

Brasil e Portugal assinam acordo para reconhecimento mútuo de diplomas



Memorando é para cursos de arquitetura e engenharia. Na visão das entidades, profissionais das duas áreas têm encontrado dificuldades para trabalhar em seus países




Aline Rocha




Shutterstock

Na última terça-feira (21), a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) assinou um memorando de entendimento com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (Crup). O documento prevê a implantação de mecanismos para o reconhecimento de diplomas de arquitetura e engenharia entre os dois países.

De acordo com as entidades, os profissionais das duas áreas têm encontrado dificuldade para trabalhar no Brasil e em Portugal. Com a assinatura do memorando, ficou decidido que em até dois meses os países devem estudar critérios para criação de uma rede de instituições de ensino superior, membros do Crup e da Andifes, com o objetivo de garantir maior agilidade no processo de reconhecimento.


A Ordem dos Arquitetos de Portugal considerou a assinatura uma etapa importante na relação entre os dois países, mas afirmou que é também necessário identificar mecanismos de reconhecimento das qualificações profissionais além das acadêmicas.

Assim, a entidade diz ter encaminhado uma proposta à "Subcomissão sobre Reconhecimento de Graus e Títulos Acadêmicos e para Questões Relativas ao Acesso a Profissões e ao seu Exercício", para que estes mecanismos sejam definidos até setembro.

O primeiro relatório trimestral da Andifes/Crup deve ser apresentado no dia 30 de novembro deste ano.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Construções híbridas


Construções híbridas, o melhor de dois mundos

27/08/2012 | Notícia | Revista Grandes Construções - julho 2012
Adoção de soluções mistas, utilizando as melhores qualidades do concreto e do aço, desponta como transição saudável entre os métodos tradicionais e a construção industrializada
Tradicionalmente, os prédios construídos em estruturas metálicas e os que tinham no concreto o principal elemento construtivo pareciam compor cenários de mundos diferentes. Defensores de uma ou de outra tecnologia empenhavam-se na defesa das vantagens de cada uma dessas alternativas em detrimento da outra, o que não contribuía em nada para o amadurecimento da engenharia e da indústria da construção no Brasil. Esse tempo, no entanto, está ficando para trás. “Estruturas de aço" e "estruturas de concreto" já não caracterizam mundos diferentes da engenharia estrutural e é reconhecido que cada um dos dois materiais possuem vantagens e desvantagens, e que muitas vezes a melhor solução está em encontrar a combinação de ambos.
Para muitos técnicos e representantes da comunidade acadêmica envolvidos nessa discussão, a adoção de construções mistas seria o caminho para uma mudança de cultura, abrindo espaço para o uso de estruturas metálicas e da construção industrializada no Brasil. Edifícios mistos são cada vez mais encontrados em todo o mundo e poderão ajudar deixar para trás a tradição da construção artesanal em nosso País.
A engenheira Iria Lícia Oliva Doniak, presidente da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic), revela que no Brasil, a terminologia que possivelmente será adotada para construções com essas características é de construções híbridas. “Atualmente, a Abcic e o Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA) estão avaliando o tema e preparando um manual que, possivelmente, será lançado durante a Construction Expo, em 2013, onde as estruturas mistas deverão ser tratadas como estruturas híbridas”.
Ela explica que, na literatura internacional, existe a terminologia “estruturas compostas, mistas e híbridas”, definindo as estruturas compostas como aquelas em que há a presença dos dois materiais, com adesão ou solidariedade entre si, para compor uma seção estrutural. Na flexão, a solidariedade entre os dois materiais faz com que haja uma compatibilidade entre as deformações. Nesse conceito, a rigor, uma seção de concreto armado (concreto mais armadura de aço) é uma composite section, da mesma forma que uma viga metálica com conectores de cisalhamento e laje de concreto, forma uma composite section.
“A própria bibliografia adotada no Manual fib 19, refere-se a composite structures a exemplo da referência na European Committe for Standardization, em 1991-1-1, Eurocode 4 – Design of Composite Steel and Concrete Structures. Bruxelas 2004”, esclarece.
Ainda segundo a engenheira, a expressão “estrutura híbrida ou mista” está relacionada ao emprego de diferentes materiais para compor um sistema construtivo ou estrutural. Entretanto, ao contrário do que acontece nas composite structures, não ocorre necessariamente a aderência entre os materiais, nem a solidarização das deformações. “Em relação ao termo ‘híbrido’, os autores europeus e o Concrete Centre definem híbrido ou misto com o mesmo conceito. No entanto, o termo é mais direcionado especificamente à combinação de pré-fabricados de concreto com cast in situ (moldado no local)”.
Nessa matéria, de maneira genérica, trataremos como “construções mistas” aquelas em que mais de um sistema construtivo é aplicado. A utilização de elementos mistos e, por consequência, de sistemas mistos aço-concreto, amplia consideravelmente o conjunto de soluções em concreto armado e em aço.
De uma maneira geral, a crescente utilização de estruturas mistas é atribuída a diversos fatores, entre os quais a necessidade cada vez maior de grandes áreas livres por pavimento, que resulta em grandes vãos para as vigas, acréscimo de força vertical nos pilares e um maior espaçamento entre eles.
Assim, livres de pré-conceitos e sectarismos, pode-se celebrar o casamento entre esses dois métodos construtivos. É o que pensa Luiz Carlos Caggiano Santos, presidente da Brafer e da Associação Brasileira da Construção Metálica (Abcem). Para ele, o aço não vive sem o concreto e a solução mista é a melhor alternativa. “O que se espera é que a multiplicação do emprego do método construtivo misto possa promover uma transição saudável entre a construção convencional e processos mais modernos, principalmente neste momento em que a indústria da construção deve desempenhar um papel importante em um novo ciclo de desenvolvimento do Brasil”, assegura.
Planejamento define sucesso do projeto 
Estudiosa do assunto, Iria Doniak está convencida de que um dos aspectos mais importantes para o êxito de empreendimentos desenvolvidos com base em construção híbrida é o planejamento e desenvolvimento do projeto. “Usualmente, são obras fortemente direcionadas para um conceito de industrialização e também para o tratamento das interfaces (transição entre um sistema construtivo e outro). São dois aspectos importantes do ponto de vista construtivo a serem abordados”.
Ela afirma que também do ponto de vista da arquitetura contemporânea, os sistemas aço e concreto pré-fabricado tem sido bastante utilizados, se extraindo o máximo potencial de cada um deles, vindo ao encontro inclusive de questões voltadas à sustentabilidade.
Com cases de sucesso  reconhecido mundialmente, a presidente da Abcic lembra a Torre de Cristal, localizada em Madrid, na Espanha, que usou estruturas compostas. Lembra também um projeto arquitetônico premiado no Brasil, o da sede da Petrobrás, em Macaé (RJ), criado pelo arquiteto Sidônio Porto. Outro bom exemplo de utilização harmônica entre os dois métodos construtivos é o edifício-sede da Teckma Engenharia, que tirou partido das vantagens do aço e da construção industrializada em concreto, para alcançar excelentes resultados em termos de redução de custos e de prazos na execução de projeto, assim como na “pegada” da redução dos impactos ambientais.
Conheça esses exemplos a seguir:
Prédio misto e politicamente correto
O prédio-sede da Teckma Engenharia foi projetado a partir de modernos conceitos de sustentabilidade e redução dos impactos ambientais e sociais.
Com cinco pavimentos e dois subsolos, ocupando terreno de 1000 m² na Avenida Paes de Barros, no Parque da Mooca, Zona Leste de São Paulo (SP), ele foi concebido seguindo um caminho inverso da maioria dos prédios conceituais. Geralmente, esses prédios nascem da imaginação de arquitetos, cabendo aos engenheiros o desafio de tornar o sonho realidade. Nesse caso, o edifício ganhou forma, primeiramente, nos sonhos do engenheiro, Fábio Barione, diretor e fundador da Teckma, e tornou-se real pelas mãos da arquiteta Andréa Gonzaga.
O primeiro pressuposto definido por Barione era garantir, para si e para os funcionários da empresa, um espaço confortável, agradável e funcional, priorizando a qualidade de vida. O prédio deveria, ainda, colaborar com a preservação do meio ambiente, enfatizando aspectos culturais brasileiros e de uma convivência mais harmônica do homem nas grandes cidades. A partir dessas premissas básicas, Andréa Gonzaga tinha como desafio elaborar um projeto que assegurasse rapidez e menor custo de construção, facilidade de manutenção, aliando a isso bem-estar, conforto térmico, lumínico e acústico.
“Foi quase um ano de estudos. Já na primeira reunião, deixei claro que queria um projeto que identificasse o prédio como sede de uma empresa de engenharia, sem que precisássemos colocar um logotipo na fachada. Eu queria pisos grandes com muitos vãos-livres, queria um projeto que me permitisse trabalhar com as luzes apagadas na maior parte do dia, e que não me tornasse dependente do ar-condicionado, nos dias mais quentes. Queria, ainda, um prédio bonito e diferente, e um ambiente silencioso para trabalhar. A ideia era aproveitar todos os conceitos de green building que a gente conhece, e, é lógico, tentar agregar o máximo de valor sem assumir custos extremamente elevados. A solução para isso era usar toda a tecnologia que a gente conhecia”, conta Barione.
A primeira definição, em termos de métodos construtivos, foi a utilização de estruturas metálicas. Barione explica que, embora isso representasse um investimento inicial maior, em relação à estrutura convencional, em concreto, a opção pelas estruturas metálicas assegurou rapidez na execução da obra, o que se traduziu em economia. “Para se ter uma ideia, nós levantamos toda a estrutura do prédio em 40 dias. A partir do momento em que o terreno foi limpo, toda a obra foi executada em apenas 10 meses”, calcula.
Além da economia de tempo a estrutura metálica evitou o corte de mais de 50 árvores, que forneceriam madeira para formas de concreto.
Havia ainda uma razão conceitual para a escolha: “A estrutura metálica me permitiu agregar tecnologia e modernidade à construção e essa era uma mensagem que eu queria passar com a imagem do prédio”, admite Barione.
Aliadas às vantagens da estrutura metálica, adotou-se os conceitos da construção industrializada, com o emprego de estruturas pré-fabricadas de concreto. O engenheiro calcula que isso gerou uma redução de mais de 50 t de entulho.
Barione optou por manter as vigas metálicas aparentes, tanto na fachada quanto no interior do prédio, obedecendo à orientação de ter todas as instalações visíveis, dentro do conceito de um prédio de engenharia. Isso se aplicou também às lajes pré-fabricadas. “Eu queria que aparecessem os frisos das lajes. O pessoal da construtora está acostumado a fazer, mas sem se preocupar se os frisos vão ficar alinhados. Eu exigi que as barras fossem montadas com medidor de nível a laser”, orgulha-se.
Luz natural e pouco calor
Apesar da aparência esbelta, o prédio, cujo cálculo estrutural foi feito pelo engenheiro Júlio Kurkdjian, professor da Universidade de São Paulo (USP), foi projetado para crescer mais três andares. “Com o ambiente que nós temos hoje, sem quebrar nenhum conceito, esse prédio está dimensionado para 200 pessoas. Há várias áreas de expansão”, diz Barione. O calculista fez um estudo detalhado, projetando vigas de bitola mais estreitas, vigas secundárias e contraventagem. Isso deu muita leveza à fachada.
Essa sensação de leveza foi reforçada pela utilização do vidro como revestimento principal do edifício, uma sugestão do consultor especialista em fachada, André Meyer. Optou-se pela utilização de vidros especiais, do tipo SunGuard, produzidos pela Guardian, da Carolina do Norte, Estados Unidos, que bloqueiam mais de 65% do calor externo sem perda da qualidade óptica, assegurando economia de 40% nos gastos de energia com ar-condicionado e mais 20% de aproveitamento da luz natural. Tudo isso resultou em economia de 1.200 KWH de energia elétrica por ano, ou o equivalente a R$ 50 mil/ano.
André Meyer recomendou ainda a instalação de brises. “Na face norte do prédio, onde bate o sol da manhã, eu queria garantir a entrada de claridade, mas não queria que os raios do sol entrassem direto, nem queria usar cortina”. Para isso, André Meyer projetou os brises, que são essas pranchas fixadas nas laterais do prédio, que permitem a entrada de 100% de luz. Controladores da incidência de raios solares, eles aumentam o conforto e diminuem em 10% a necessidade de ar-condicionado.
Placas de poliestireno expandido, instaladas na cobertura do prédio, impedem que a radiação do calor da laje do último piso passe para o interior do edifício, ajudando a resfriar os ambientes.
Foram projetadas escadas com dimensões amplas, de fácil acesso, para desestimular o uso de elevadores. E para incentivar o uso de bicicletas pelos funcionários, no prédio há um estacionamento reservado para elas. O projeto previu ainda um sistema de captação e filtragem de águas de chuva, que abastece um reservatório de 50m3 instalado no subsolo. Apenas uma hora de chuva média irá fornecer água por 10 dias para as descargas nos banheiros e os diversos serviços como o de limpeza e jardinagem.
Com cara de Brasil 
Buscando tornar o ambiente ainda mais agradável e, ao mesmo tempo, permitir o contato com um pouco da flora brasileira, Fábio Barione determinou que o paisagismo fosse elaborado tendo como referência espécies de árvores nativas, raras nas grandes cidades, como o pau-brasil, ipê roxo e ipê amarelo.
O engenheiro afirma que cada item do projeto foi analisado sob o ponto de vista funcional, mas também de redução de custos. “Teve coisa que eu não consegui fazer, mas porque me convenci de que não era viável financeiramente, e que não era fundamental para a conclusão do projeto”, afirma. Apesar disso, ele reconhece, orgulhoso, que o empreendimento qualifica a Teckma para desenvolvimento de outros projetos com o mesmo foco na sustentabilidade, para clientes.
Torre de cristal, aço e concreto
O edifício Torre de Cristal, localizada em Madrid, é o segundo edifício mais alto em Espanha, perdendo em altura apenas para o Caja Madrid Tower
Em relação à União Européia, a Torre de Cristal está em quinto lugar, com seus 249 metros e 56 andares acima do solo e seis no subsolo. O edifício está localizado no distrito de Fuencarral Madrid-El Pardo, no complexo de arranha-céus da Área de Negócios Cuatro Torres.
Projeto arquitetônico de autoria de Cesar Pelli, com participação dos arquitetos Inigo Ortiz e Enrique Leon, a torre, inteiramente dedicada ao aluguel de escritórios, teve sua construção iniciada em 2004 e concluída cerca de cinco anos depois. As fachadas são cobertas com vidro, com variação da planta nos andares superiores, que gera alterações nos quatro planos da fachada, lembrando um obelisco egípcio. A variedade de ângulos que define cada um dos lados, dá vida e movimento para a torre através da diferente intensidade da luz que ela reflete o dia todo.
Detalhes importantes do projeto são o hall de entrada, com 10 metros de altura e o jardim de inverno coberto, no topo da torre, em uma área total de 600 m² e mais de 24 000 plantas.
De acordo com o Anuário Abcic 2011, a estrutura vertical da Torre de Cristal está formada por 18 pilares perimetrais e um núcleo central de concreto armado que nasce desde a fundação. Além de suportar a maior parte da carga dos elementos horizontais, o núcleo é responsável pela estabilidade do edifício frente às ações horizontais, tais como os esforços produzidos pelo vento.
Ainda segundo o Anuário Abcic 2011, os pilares da torre são compostos formados por uma alma metálica tipo HD de aço de qualidade S460 com concreto HA45.
“A estrutura exterior consta de uma viga perimetral disposta entre os pilares da fachada, com canto sobressaindo por cima da laje. Tipicamente, um perfil IP 500 que recebe em seu ponto médio uma viga metálica que tem seu outro apoio no núcleo central mediante um nicho posteriormente completado com argamassa sem retração. Sobre essas vigas perpendiculares à fachada estão dispostas as lajes alveolares, o que permite um elevado ritmo de construção, pois não há necessidade de formas de escoramento”, descreve o Anuário Abcic 2011.
Centro administrativo da Petrobrás em Macaé
O primeiro trabalho desenvolvido pelo arquiteto Sidônio Porto para a Petrobrás, o complexo administrativo da empresa em Macaé, inaugurado em 2008, é composto por dois prédios, com 26 metros de altura, interligados por passarelas.
As duas torres administrativas abrigam instalações para 2 mil funcionários, além de um restaurante e um centro médico, num total de 30 mil m² de área construída.
O conjunto é marcado por um grande átrio, que funciona como elemento de ligação entre os prédios, criando uma praça de convivência sombreada, propiciando ainda um ambiente agradável e ameno. A cobertura do átrio é composta por uma superfície de policarbonato verde na faixa central e, nas laterais, telhas metálicas termoacústicas (telha de alumínio zipada na face externa e de alumínio trapezoidal na face interna, tendo ao centro isolamento com manta de lã de rocha). Todo o conjunto está apoiado em estrutura composta por terças, vigas metálicas e estrutura espacial tubular de alumínio pré-pintado. Para solucionar sua movimentação e minimizar a transmissão de esforços para os pilares, utilizou-se o sistema de junta telescópica.
De acordo com o escritório de arquitetura do autor do projeto, a diretriz básica assumida pela concepção arquitetônica do complexo foi a de buscar um conjunto de edificações marcante em termos ambientais e estéticos, contendo espaços e percursos agradáveis, áreas de amenização e acessos imponentes, além do cuidado com os aspectos construtivos.
“Em vista da necessidade de rapidez de execução e custos compatíveis, foi pensada a utilização de um sistema construtivo industrializado, executado fora do canteiro de obras, transformado em um verdadeiro espaço de montagem”, descreve o escritório.
Segundo o Anuário Abcic 2011, foram usados pré-fabricados de concreto, tanto na estrutura quanto nos painéis. Exemplo disso foram os painéis pré-moldados de concreto de 10 x 2,5 metros, utilizados para o envoltório da edificação.
Uma cobertura única funciona como grande guarda-chuva para os dois edifícios. Outra característica do projeto foi o seu desenvolvimento como em uma malha modular de 1,25 m, tanto horizontal como verticalmente, iniciativa que tinha como objetivo criar uma perfeita compatibilização entre pisos, forros, divisórias e pré-moldados. As esquadrias também são um detalhe importante na industrialização, pois foram diretamente instaladas em painel de concreto pré-fabricado, o qual recebeu a fixação prévia dos insertos de alumínio, eliminando-se a tarefa de furação e fixação do suporte.

domingo, 2 de setembro de 2012

Atitude sustentável!




01/09/2012 13h00 - Atualizado em 01/09/2012 13h17

Isadora posta vídeos no Facebook e pede 'punição' a quem danifica escola




'Aqui em casa, se eu quebro alguma coisa, pago da mesada', afirma.
Garota mostra como faz seus vídeos e apoia novos 'Diário de Classe'.

Fernanda BurigoDo G1 SC
Comente agora
Isadora postou quatro vídeos na sexta-feira (Foto: Reprodução Facebook)Isadora postou quatro vídeos na sexta-feira (31)
(Foto: Reprodução Facebook)
A estudante Isadora Faber, de 13 anos, que ficou conhecida após relatar no Facebook os problemas de sua escola em Florianópolis (SC), postou na noite desta sexta-feira (31) quatro vídeos em sua página batizada de 'Diário de Classe'. Além de mostrar como produz seus vídeos, com a ajuda da sua irmã Eduarda, de 15 anos, Isadora também publicou um vídeo em que fala das reformas feitas na Escola Maria Tomázia Coelho e pede para que os novos itens não voltem a ser quebrados. Ela também pede punição para os alunos que estragam a instituição.
"Aqui em casa, se eu quebro alguma coisa da minha irmã ou ela quebra alguma coisa assim, a gente tem que pagar da nossa mesada. Eu acho que na escola não pode ser diferente", diz no vídeo. No terceiro vídeo postado na sexta, Isadora se diz feliz por saber que vários 'Diários de Classe' estão surgindo e espera que isso espalhe. "Vou ajudar a divulgar. Não quero educação melhor só pra mim, eu quero educação melhor para todos", afirma a menina.
Já no último vídeo, postado por volta das 22h, Isadora aparece acompanhada de seus pais, os produtores de vídeos Mel e Cristian Faber. Os dois negam qualquer envolvimento de sua filha com partidos políticos. "Nós não autorizamos a participação da Isadora em nenhuma campanha eleitoral, não existe nenhum vínculo com nenhum partido e ela não vai participar de nenhum programa eleitoral", diz a mãe. O pai afirma que desde o início não houve nenhum tipo de envolvimento político. "A gente não está nem do 'lado a' ou 'lado b'. A gente está do lado da Isadora, que está do lado da educação."
Cansada de ver a situação em que sua escola se encontra, a estudante da 7ª série resolveu postar fotos em um perfil no Facebook para revelar os problemas da instituição de ensino. A página foi criada no dia 11 de julho deste ano. Na tarde de segunda-feira (27), quando o G1publicou a primeira reportagem sobre o caso, o 'Diário de Classe' tinha 2.388 seguidores. Até as 12h30 deste sábado (1º), a página no Facebook já tinha 200.294 "curtidas".
Isadora mostra itens reformados, como a nova maçaneta, e pede que eles não voltem a ser danificados (Foto: Reprodução/Facebook)Isadora mostra itens reformados, como a nova maçaneta, e pede que eles não voltem a ser danificados (Foto: Reprodução/Facebook)

Energia "limpa!" ? No Japão, moto-banheiro funciona com combustível feito de fezes...


Fala Brasil





publicado em 30/08/2012 às 11h36:


Fonte: http://r7.com/FYrp





A moto diferente vai cruzar o Japão em uma campanha para promover a energia limpa. O veículo possui uma privada, mas ela é falsa. Na verdade, a motocicleta leva um tanque abastecido com um biogás sustentável feto de resíduos de necessidades humanas. Conheça!