sexta-feira, 3 de agosto de 2012

34º Festival das Cerejeiras no Parque do Carmo: Confirmado para os dias 4 e 5 de agosto!



Vamos prestigiar e colabore na limpeza do parque!




Parque do Carmo recebe a 34ª Festa das Cerejeiras

O Parque do Carmo recebe nos dias 4 e 5 de agosto a 34ª edição da tradicional Festa das Cerejeiras em Flor. A festa contará com apresentações de danças folclóricas e taikos (tambores), além de barracas com comidas típicas.



O Parque do Carmo, na zona leste de São Paulo, receberá neste fim de semana, dias 4 e 5 de agosto, a 34ª edição da Festa das Cerejeiras em Flor. A festa contará com apresentações de danças folclóricas e taikos (tambores), além de barracas com comidas típicas, como o mandyu (doce recheado com massa de feijão azuki), yakissoba, udon (macarrão ensopado), sakura moti e tempurá. A festa é organizada pela Federação Sakura e Ipê do Brasil com o apoio da Prefeitura de São Paulo.

A cerejeira é a árvore símbolo do Japão e tornou-se a marca dos descendentes da comunidade nipônica que vive na região de Itaquera. Todos os anos a comunidade japonesa pratica um ritual, conhecido como "hanami", de sentar sob as cerejeiras e contemplá-las durante um bom período. O vento sopra as delicadas pétalas das flores fazendo com que elas se espalhem produzindo um belíssimo espetáculo da natureza, tal como acontece no Japão.

O cultivo de cerejeiras na cidade de São Paulo começou na década de 1970, no Parque do Carmo, por influência da colônia de imigrantes e descendentes de japoneses na região, explica o presidente da Federação de Sakura e Ipê do Brasil, Pedro Yano. Segundo ele, o primeiro plantio oficial foi em 1978, em comemoração aos setenta anos da imigração japonesa no Brasil. O Parque do Carmo possui hoje quase 4.000 “sakuras”, nome em japonês da cerejeira ornamental.

No Bosque das Cerejeiras, cerca de 1.500 pés das espécies Oshima, Himalaia e Yukiwari, já estão em fase adulta e prontas para a florada. A florada das cerejeiras só ocorre em agosto e dura apenas alguns dias, e, é neste período que temos a oportunidade de conferir os caminhos formados pelas flores em tons de rosa. A espécie Yukiwari estará no ápice da floração no próximo fim de semana, quando ocorrerá a festa.

As atividades terão início a partir das 9h, mas o Bosque das Cerejeiras estará aberto desde as 6h para que todos apreciem a florada da espécie Yukiwari, a estrela da festa deste ano, que ocorre exatamente no dia do evento. Haverá transporte gratuito da estação de metrô Corinthians Itaquera direto para o Parque do Carmo a partir das 8h.

Serviço


34ª Festa das Cerejeiras

Data: 4 e 5 de agosto
Horário: 9h às 17h
Local: Parque do Carmo
Endereço: Av. Afonso de Sampaio e Souza, 951 – Itaquera




Crédito das fotos: Parques sustentáveis em 04/08/2012












Quase 30.000 visitantes




































































Este ano com "gari" particular!





Poucos resíduos!





Vote Parques Sustentáveis 2012:













Ilhas de calor: Fenômeno climático ocorre devido à pouca vegetação e à maior densidade de construções (residenciais, comerciais e industriais) nas cidades...


02/08/2012 - 05h12

Ilhas de calor afetam cidades médias de SP

JOÃO ALBERTO PEDRINI
DE RIBEIRÃO PRETO

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1130058-ilhas-de-calor-afetam-cidades-medias-de-sp.shtml


A formação de "ilhas de calor", como é conhecido o fenômeno em que surgem zonas de temperatura anormalmente alta nas cidades, deixou de ser um problema somente para a população dos grandes municípios do país.
Uma pesquisa realizada por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista) constatou que a existência do fenômeno é cada vez mais evidente também em cidades médias paulistas.
Segundo João Lima Sant'Anna Neto, professor do Departamento de Geografia do campus de Presidente Prudente (noroeste do Estado), um levantamento feito em 14 cidades verificou que houve aumento de 1ºC na temperatura nos últimos 49 anos.
Além disso, cresceu 34% o número de dias quentes (temperatura acima de 30ºC) por ano nesses municípios.
O estudo avaliou dados da estrutura térmica de 14 municípios do Estado, que possuem estações certificadas pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) ou pela Esalq-USP, desde 1960.
Todas são cidades de médio (caso de Sorocaba) e pequeno portes (São Simão).
O período das informações analisadas foi dividido em duas fases, de 1961 a 1990 e de 1991 a 2009. Segundo Neto, o trabalho verificou a intensificação das "ilhas de calor" nos 14 municípios.
Isso ocorreu até em Campos do Jordão, cidade paulista famosa pelo inverno. O município tinha 218 dias quentes no primeiro período e chegou a 241 no posterior.
Neto disse que esse fenômeno climático ocorre devido à pouca vegetação e à maior densidade de construções (residenciais, comerciais e industriais) nas cidades.
"É notório que as 'ilhas de calor' são verificadas com mais incidência em metrópoles, mas por meio do estudo percebemos que isso ocorre também em municípios menores. Basta verificar o aumento no número de dias quentes e elevação da temperatura", afirma.

130 ANOS EM 50
De acordo com o pesquisador, a temperatura do planeta subiu cerca de 1ºC nos últimos 130 anos. "Nas 14 cidades paulistas analisadas, essa elevação foi verificada em apenas 50 anos."
"A elevação de dias quentes é um problema, pois gera aumento no consumo de água, eleva gastos com energia elétrica e provoca maior incidência de doenças vinculadas ao calor, como problemas relacionados ao aparelho circulatório", afirma.

Comboio de bikes


29/07/2012 - 05h00

Em comboio, bikes tentam criar 'escudo anticarro'


MARIANA DESIDÉRIO
DE SÃO PAULO

Levar uma fina de uma moto apressada, trombar com a porta do carro de um motorista descuidado, ser fechado por um ônibus numa curva perigosa. Os riscos para quem pedala nas ruas de uma cidade como São Paulo são muitos. Mas, em grupo, eles ficam um pouco menores.
Fabio Braga/Folhapress
Os organizadores do comboio, Tom Buser (esq.) e Rafael Stucchi
Os organizadores do comboio, Tom Buser (esq.) e Rafael Stucchi
Foi exatamente para garantir sua segurança que dois ciclistas resolveram organizar um comboio de bikes para ir e voltar do trabalho.
O nome --BikeBus-- traduz bem a ideia: fazer um trajeto predefinido todos os dias, em horários determinados. Como uma linha de ônibus.
A iniciativa já acontece em Sydney (Austrália), West Yorkshire e Kingston (Reino Unido), Toulouse (França) e Orlando (EUA). Em São Paulo, houve uma experiência de um dia, no Dia Mundial Sem Carro, em setembro de 2011, com várias rotas pela cidade.
Agora, a ideia veio para ficar. O trajeto escolhido por Rafael Stucchi, 27, e Tom Buser, 29, organizadores da ação, foi Pinheiros-Vila Olímpia.
Engenheiros civis especializados em trânsito, os dois amigos moram perto e trabalham na mesma empresa. Eles já fazem esse trajeto juntos há cerca de um mês e resolveram chamar mais gente para pedalar. A "linha" está marcada para começar amanhã.
"O comboio inspira mais segurança. Acho que um carro fica mais atento quando vê um grupo de bikes", diz Rafael. "Muita gente não tem coragem de ir sozinha pedalando."
CICLOVIAS
O percurso escolhido não passa por nenhuma ciclovia, ciclofaixa ou ciclorrota da prefeitura. Uma opção seria usar a ciclovia da avenida Faria Lima, mas atualmente ela está em obras.
Portanto, os ciclistas terão que dividir o espaço com os carros. Para o farmacêutico industrial Daniel Carvalho, 34, que vai participar do comboio, estar em grupo é fundamental. "Você fica mais visível e os motoristas respeitam mais."
Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a cidade tem hoje 182,7 km de vias para ciclistas.
Destas, somente 54,4 km são de ciclovias --as únicas separadas fisicamente do restante do trânsito e de uso exclusivo de bicicletas.
Oded Grajew, da Rede Nossa São Paulo, que organiza o Dia Mundial Sem Carro, afirma que faltam vias do tipo na cidade. "O BikeBus é uma manifestação que chama a atenção para essa necessidade."

Bicicletas Fixas

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Fabio Braga/Folhapress
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O publicitário Renato Sertório, 37, e seu bicicleta fixa, que virou moda em São Paulo

29/07/2012 - 05h01

Bike fixa vira 'hype' entre paulistanos


A bicicleta não tem marcha, nem freio, nem câmbio, nem nada. Mesmo assim, é o "xodó" de dez entre dez ciclistas que optaram por aposentar a magrela cheia de firulas, e pedalar com ela: a bike fixa.
Frequentes em centros como Berlim, na Alemanha, e Nova York (EUA), essas bikes começaram a aparecer em São Paulo há cerca três anos.
Elas permitem mais controle ao ciclista, que consegue, por exemplo, pedalar para trás e se equilibrar nos pedais mantendo a bicicleta parada.

São bicicletas com origem nas pistas de ciclismo, onde as necessidades são exatamente controle e simplicidade.
Na Europa, elas chegaram às ruas através dos mensageiros (algo como os office-boys), que usam a bicicleta no trabalho. A vantagem, para eles, era principalmente a pouca manutenção que a fixa exige.
Uma vez nas ruas, essas bikes viraram sinônimo da cultura urbana. Continuam simples, mas foram ficando mais personalizadas, cheias de estilo e, é claro, mais caras. Não se compra uma fixa, monta-se uma, peça por peça.
Com quadro feito sob medida, selim importado e aros e pneus coloridos, uma bike fixa no Brasil custa em média R$ 3.000, de acordo com Pablo Gallardo, dono da loja especializada Tag and Juice, na Vila Madalena. Ele foi um dos primeiros a usar uma dessas no Brasil.
Com os braços cheios de tatuagens, calça jeans, camiseta preta, Pablo traça seu próprio perfil: andava de skate na adolescência, adora grafite e ouve uma música mais "pesada". Essa é um pouco a cara de quem opta por uma fixa.
Os adeptos defendem que pedalar ganha um novo significado com as fixas.
"Com ela, você faz parte da engrenagem da bicicleta. Fica muito mais ligado, amplia sua percepção. Não é um passeio", explica Pablo. (MARIANA DESIDÉRIO E FÁBIO BRAGA)

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Desperdício de água!


02/08/2012 - 05h00

Condomínios descartam água de lençol freático na rua


RICARDO GALLO
EDUARDO GERAQUE
DE SÃO PAULO

Um condomínio de luxo de São Paulo e um prédio de escritórios vizinho jogam fora, todos os dias, a água retirada de um lençol freático que fica sob os empreendimentos.
O filete de água sai quase continuamente de tubulações dos prédios e escorre pela sarjeta até chegar a uma boca de lobo. Os imóveis ficam na rua Frei Caneca (região central).
O problema ocorre porque, ao erguer a garagem subterrânea, a construção atingiu o lençol freático -um fenômeno comum na cidade, dizem especialistas, e que gera um desperdício não calculado de água.
O que mina do subsolo das edificações está sendo canalizado para a rua. Segundo a Toledo Ferrari, construtora responsável pelo condomínio e pelo prédio de escritórios, o ideal seria jogar essa água em uma galeria pluvial, mas não havia nenhuma ali. A solução foi levá-la até a sarjeta.
A prática não é ilegal, porém: não há lei que impeça o construtor de descartar a água.
Aproveitá-la exige autorização do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), órgão estadual que decide sobre a retirada de água subterrânea.
Outro empecilho, segundo especialistas, é o custo, que encareceria o empreendimento.
Como a água é limpa, seria possível reaproveitá-la para descarga, para regar jardins ou limpar o quintal, diz.
Essa prática é cada vez mais comum, por exemplo, em prédios comerciais.
"É um absurdo esse desperdício. Nunca vi coisa igual", afirma a aposentada Neusa Viana, 73, moradora do condomínio Paulista Home Resort, entregue em 2011, com três torres de 28 andares.
Diretora de outorga de recursos hídricos do Daee, Leila de Carvalho Gomes afirma que "jogar fora" é impreciso, uma vez que a água vai parar no rio e, assim, cumprir seu ciclo hidrológico.
O que falta, diz, é conscientização para reaproveitar essa água de maneira correta.
No caso da Grande São Paulo, porém, toda a água que vai parar nas ruas é levada, por meio das bocas de lobo, até o rio Tietê, que é poluído -com isso, seu uso é inviabilizado.

Editoria de Arte/Folhapress

SAIBA MAIS
No Estado de São Paulo, quase 75% dos municípios são abastecidos, pelo menos em parte, por águas retiradas de seu subsolo. Isso representa o abastecimento de uma população de aproximadamente 5,5 milhões de pessoas.
Em todo o Brasil, 2.153 cidades (39% do total de municípios) estão nessa mesma situação, de acordo com ANA (Agência Nacional de Águas), órgão vinculado ao governo federal para gestão dos recursos hídricos brasileiros.

Mudanças climáticas e governança global


31/07/2012 - 03h00

Tendências/Debates: Mudanças climáticas e governança global

LUIZ CARLOS BALDICERO MOLION


http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/1128752-tendenciasdebates-mudancas-climaticas-e-governanca-global.shtml


Um resfriamento global, com mais invernos rigorosos e má distribuição de chuvas, é esperado nos próximos 20 anos, em vez do aquecimento global antropogênico (AGA) alardeado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).
O AGA é uma hipótese sem base científica sólida. As suas projeções do clima, feitas com modelos matemáticos, são meros exercícios acadêmicos, inúteis quanto ao planejamento do desenvolvimento global.
Seu pilar básico é a intensificação do efeito estufa pelas ações humanas emissoras de dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), por meio da queima de combustíveis fósseis e de florestas tropicais, das atividades agrícolas e da pecuária ruminante.
Porém, o efeito estufa jamais foi comprovado, nem sequer é mencionado nos textos de física. Ao contrário, há mais de cem anos o físico Robert W. Wood demonstrou que seu conceito é falso. As temperaturas já estiveram mais altas com concentrações de CO2inferiores às atuais. Por exemplo, entre 1925 e 1946 o Ártico, em particular, registrou aumento de 4°C com CO2 inferior a 300 ppmv (partes por milhão em volume). Hoje, a concentração é de 390 ppmv.
Após a Segunda Guerra, quando as emissões aumentaram significativamente, a temperatura global diminuiu até a metade dos anos 1970.
Ou seja, é obvio que o CO2 não controla o clima global. Reduzir as emissões, a um custo enorme para a sociedade, não terá impacto no clima. Como mais de 80% da matriz energética global depende de combustíveis fósseis, reduzir emissões significa reduzir a geração de energia e condenar países subdesenvolvidos à pobreza eterna, aumentando as desigualdades sociais no planeta.
Essa foi, em essência, a mensagem central da carta aberta entregue à presidenta Dilma Rousseff antes da Rio+20 --assinada por 18 cientistas brasileiros, eu inclusive.
A trama do AGA não é novidade e seguiu a mesma receita da suposta destruição da camada de ozônio (O3) pelos clorofluorcarbonos (CFC) nos anos 1970 e 1980.
Criaram a hipótese que moléculas de CFC, cinco a sete vezes mais pesadas que o ar, subiam a mais de 40 km de altitude, onde ocorre a formação de O3. Cada átomo de cloro liberado destruiria milhares de moléculas de O3, reduzindo a sua concentração e permitindo a maior entrada de radiação ultravioleta na Terra, o que aumentaria os casos de câncer de pele e eliminaria milhares de espécies de seres vivos.
Reuniões com cientistas, inclusive de países subdesenvolvidos, foram feitas para dar um caráter pseudocientífico ao problema inexistente, foi criado o Painel de Tendência de Ozônio no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e foi elaborado o Protocolo de Montreal (1987), assinado pelos países subdesenvolvidos sob ameaças de sanções econômicas. O Brasil também assinou, para ter sua dívida externa renovada.
Em 1995, os autores das equações químicas que alegadamente destruíam o Oreceberam o Nobel de Química. Porém, em 2007 cientistas do Jet Propulsion Laboratory da NASA demonstraram que as suas equações não ocorrem nas condições da estratosfera antártica e que não são a causa da destruição do ozônio.
O AGA seguiu os mesmos passos, com reuniões científicas, a criação do IPCC, o Protocolo de Kyoto e o Nobel (da Paz?) para o IPCC e Al Gore.
Essas foram duas tentativas de se estabelecer uma governança global. Qual será o próximo passo? A Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas da Biodiversidade e Serviços (IPBES)?
LUIZ CARLOS BALDICERO MOLION, 65, doutor em meteorologia pela Universidade de Wisconsin (EUA), é professor da Universidade Federal de Alagoas
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Os supermercados que não fornecerem gratuitamente embalagens de papel ou material biodegradável a seus clientes estão sujeitos a multa diária


01/08/2012 - 20h29

Supermercado que não der sacola de papel ou biodegradável será multado

DE SÃO PAULO


Os supermercados que não fornecerem gratuitamente embalagens de papel ou material biodegradável a seus clientes estão sujeitos a multa diária de R$ 20 mil por ponto de venda, até o limite de R$ 2 milhões.
A decisão desta quarta-feira foi tomada pela juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1ª Vara Cível do Fórum João Mendes.
Segundo informações do Tribunal de Justiça de São Paulo, a decisão atinge os supermercados filiados à Apas (Associação Paulista de Supermercados), Companhia Brasileira de Distribuição (Grupo Pão de Açúcar), Sonda Supermercados e Walmart Brasil S/A.
Ainda segundo o TJ-SP, a Apas ainda deverá informar, em 48 horas, a relação de seus associados e orientá-los a cumprir a determinação judicial, sob pena de multa de R$ 100 mil.
O prazo começa a contar a partir da publicação da decisão no "Diário Oficial" da Justiça.
Há, no Estado, 1.200 redes (com 2.700 estabelecimentos) filiadas à Apas. A Folha não conseguiu contato com a associação ou com os supermercados.
Em decisão liminar, a juíza Cynthia Torres Cristófaro, da Primeira Vara Central da capital, havia determinado no dia 25 de junho que os supermercados voltassem a distribuir gratuitamente sacolas plástico na boca do caixa.
Cristófaro decidiu que as empresas tinham 48 horas para cumprir a medida, no caso das sacolas plásticas, e 30 dias, "gratuitamente e em quantidade suficiente embalagens de material biodegradável ou de papel".
Como não havia punição prevista na liminar da juíza, a SOS Consumidores, órgão de defesa do consumidor autor da ação civil pública que deu origem à decisão da Justiça, pediu multa diária de R$ 25 mil se as redes descumprissem a liminar.

7 BILHÕES DE SACOLAS
Por ano, os supermercados paulistas distribuem 7 bilhões de sacolas plásticas descaráveis. "Substituí-las por 7 bilhões de sacolas de qualquer outro tipo de material em nada amenizaria o problema ambiental", diz a Apas.
"Em linha com o Plano de Produção e Consumo do Ministério do Meio Ambiente e com o acordo firmado em maio de 2011 com o Governo do Estado de São Paulo, a Apas acredita que a melhor solução para o país seria a redução do consumo de sacolas", diz a associação.
Segundo ela, "isso condiz com o acordo setorial firmado entre a Apas (Associação Brasileira de Supermercados) e o Ministério do Meio Ambiente que visa reduzir em 40% das sacolas descartáveis até 2015".

Bolsa Verde do Rio vai negociar ativos ambientais neste semestre


30/07/2012 - 05h00


DENISE MENCHEN
DO RIO

A primeira Bolsa para a negociação de ativos ambientais do Brasil entra em operação neste semestre.
Batizada de BVRio (Bolsa Verde do Rio), ela quer atrair proprietários rurais e empresários com a comercialização de créditos que os ajudem a cumprir a lei ambiental.
Editoria de Arte
Bolsa verde
Bolsa verde
Em vez de ações de empresas, a BVRio vai negociar cotas de reserva legal florestal, certificados de emissão de gases do efeito estufa e créditos de carbono. Cada um tem uma finalidade específica.
No caso dos créditos de reserva legal, a ideia é que o proprietário rural que conservou uma área de vegetação nativa maior do que a estipulada pelo Código Florestal possa "vender" o excedente a quem desmatou além do limite, desde que as propriedades tenham o mesmo bioma.
O mecanismo permite que proprietários com áreas de produção já consolidadas saiam da ilegalidade sem necessariamente ter que reflorestar suas terras. Ao mesmo tempo, premia quem optou por manter a vegetação.
"Isso não adiciona novas árvores, mas consolida áreas de conservação", diz o presidente-executivo da BVRio, Pedro Moura Costa.
Uma vez na Bolsa, o proprietário terá suas terras monitoradas por satélite para que não desmate a área após a venda dos créditos.
Atualmente, a BVRio realiza o cadastramento de intenções de compra e venda de créditos de reserva legal para ter uma noção do potencial do mercado e do preço. O objetivo é dar início às transações no quarto trimestre.
A negociação de certificados de emissão de gases do efeito estufa, porém, ainda depende de decreto do governador do Rio, Sérgio Cabral, que estipule metas de redução das emissões para a indústria do Estado.
Com a regulamentação, cada empresa vai receber uma quantidade específica de certificados, que funcionam como licenças para emitir, de acordo com a capacidade e o custo de redução das emissões de cada setor.
Assim, uma empresa que tiver mais dificuldade para cumprir suas metas poderá adquirir os certificados de outras que superarem as suas.
Outra opção será comprar créditos de carbono gerados por projetos em áreas como reflorestamento e tratamento de resíduos sólidos.
BOVESPA
Desde 2007, a Bovespa já comercializa créditos de carbono. A negociação é feita em leilões específicos.
No último, em junho, o volume de negócios foi de R$ 4,5 milhões. A Mercuria Energy Trading, de Genebra, adquiriu créditos obtidos pela Prefeitura de São Paulo com projeto de geração de energia a partir de gases de aterro sanitário.