domingo, 29 de abril de 2012

Lixo eletrônico ameaça a saúde e o meio ambiente


29/04/2012 14:11


O resíduo desse tipo de materiais, que está crescendo no Brasil, contém muitas substâncias perigosas
http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/20161/Lixo+eletronico+ameaca+a+saude+e+o+meio+ambiente
ALANA GANDRA/AGÊNCIA BRASIL
O crescimento significativo do lixo eletrônico (e-lixo) no Brasil vem preocupando os técnicos da Secretaria Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (SEA). O resíduo desse tipo de materiais contém substâncias perigosas, que podem impactar o meio ambiente e ameaçar a saúde da população. A estimativa é que cada brasileiro descarta cerca de 0,50 quilo de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos por ano.
O superintendente de Resíduos Sólidos da secretaria, Jorge Pinheiro, disse à Agência Brasil que em razão das substâncias perigosas contidas nesse tipo de aparelhos, é necessário organizar uma logística reversa no estado que acompanhe as discussões dos acordos setoriais, previstos na Lei 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Caberá ao grupo de trabalho técnico, constituído em Brasília, definir o acordo setorial, que dará as diretrizes para implementação da logística reversa dos eletroeletrônicos, disse.

Pinheiro avaliou que às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, programada para junho próximo, no Rio de Janeiro, a adequação dos empreendimentos à nova lei de resíduos sólidos será de vital importância. Segundo ele, para que isso possa ocorrer de forma equilibrada e em conformidade legal, as novas práticas entre fornecedores e clientes precisarão ser adequadas, visando ao compartilhamento de responsabilidades.

“Atualmente, existem ações pontuais de fabricantes que coletam os resíduos de seus equipamentos, por exemplo, e empresas ou organizações não governamentais (ONGs) que coletam ou recebem equipamentos eletroeletrônicos, dando a destinação final”, declarou.

É o caso, de acordo com Pinheiro, da Fábrica Verde, projeto da SEA, que recebe doações de computadores e periféricos para reutilização, capacitando jovens do Complexo do Alemão, na Penha, bairro da zona norte da cidade, para a atividade de manutenção e montagem de computadores.

Os novos aparelhos montados são destinados a entidades sem fins lucrativos e órgãos públicos instalados nas comunidades, declarou o superintendente. Ele ressaltou que novas empresas de remanufatura de resíduos eletroeletrônicos estão entre os negócios promissores para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

O superintendente observou, por outro lado, que os equipamentos descartados têm valor econômico, pois contém materiais valiosos e raros. O seu descarte correto é importante porque muitos elementos apresentam elevado teor de toxicidade, e também pelo fato de que, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o mundo produz entre 20 a 50 milhões de toneladas métricas de lixo tecnológico todos os anos.

Na fabricação de computadores e celulares, por exemplo, são usados vários metais, entre os quais ouro, prata, gálio, índio, chumbo, cádmio e mercúrio. Alguns, como o cádmio, são agentes cancerígenos. Outros, como o chumbo, prejudicam o cérebro e o sistema nervoso, lembrou Pinheiro.

Nas duas campanhas de esclarecimento e conscientização dos consumidores para o descarte correto do lixo eletrônico, promovidas pela secretaria, foram coletadas quase 12 toneladas de resíduos eletroeletrônicos, “sem contar os computadores que são reaproveitados na Fábrica Verde,no Complexo do Alemão”.

Pinheiro ressaltou que a cadeia de reciclagem ainda não se acha estruturada para o fluxo desses resíduos e reforçou a necessidade de participação do setor produtivo para a viabilidade da logística reversa.

Segundo o superintendente da SEA, mesmo antes das definições dos acordos setoriais previstos no decreto de regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a secretaria já vem trabalhando a questão de valorização dos resíduos dentro do Plano Estadual de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), que está em elaboração.

Em relação aos cuidados que a população deve ter em relação a esses materiais, o superintendente recomendou que devem procurar empresas de reciclagem que comprem resíduos eletroeletrônicos e tenham como garantir a destinação correta desses materiais. Outra alternativa, disse, “é guardar em casa até a montagem de uma logística reversa ou entrar em contato com o fabricante do produto e saber se ele tem uma solução”.

Anistia para o infrator...


Dilma deve vetar anistia a desmatador

Promessa de campanha pode fazer com que a presidente vete parcialmente artigos que liberam produtores de recuperar parte de áreas desmatadas

27 de abril de 2012 | 3h 02


Marta Salomon, Rafael Moraes Moura - O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff analisa vetar parcialmente o Código Florestal aprovado anteontem na Câmara para impedir que produtores rurais deixem de recuperar parte da área desmatada, sobretudo às margens de rios. Trata-se de um compromisso assumido na campanha ao Planalto, reiterado ontem por interlocutores.
Deputada Rosanne Ferreira (PV-PR) levanta cartaz contra o resultado da votação do Código Florestal - Ed Ferreira/AE
Ed Ferreira/AE
Deputada Rosanne Ferreira (PV-PR) levanta cartaz contra o resultado da votação do Código Florestal
"Como nos é dado o direito do veto, a presidenta vai analisar com serenidade, sem animosidade, sem adiantar nenhuma solução", disse o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, um dia após a vitória dos ruralistas e a derrota do governo na Câmara. "Qualquer questão que possa ser interpretada ou na prática signifique anistia tem grandes chances de veto", corroborou a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.
A decisão da presidente será anunciada até meados de maio. O Planalto avalia que os ruralistas não detêm os 257 votos na Câmara e os 41 no Senado para derrubar um veto de Dilma. A maior preocupação da presidente é garantir regras claras para a recuperação das Áreas de Preservação Permanente (APPs), consideradas estratégicas para a segurança de abastecimento de água do próprio agronegócio.
Após conversar com Dilma, o secretário de Ambiente do Rio, Carlos Minc, disse acreditar no veto. "Passaram uma motosserra no Código. Fica a ideia de que o crime compensa."
A Câmara derrubou a exigência de recuperação das margens de rios com mais de 10 metros de largura, que deveriam recompor entre 15 e 100 m de vegetação do que foi desmatado. Só permaneceu a exigência de os produtores recuperarem 15 metros às margens de rios mais estreitos. Apesar de contar com ampla maioria de votos, os ruralistas foram impedidos, regimentalmente, de derrubar essa parte do texto.
O principal resultado da decisão é a insegurança jurídica, que prejudica pequenos proprietários. Eles podem ser obrigados a recuperar até 500 metros da vegetação nativa, se seus imóveis estiverem à margem de rios mais largos, como o São Francisco.
Estratégia. Antes mesmo de a Câmara encerrar a votação do Código, uma alternativa à derrota do governo começava a tramitar. Anteontem, os senadores Jorge Viana (PT-AC) e Luiz Henrique (PMDB-RS) protocolaram projeto de lei com regras para recuperar áreas de proteção já desmatadas. O PL também limita a expansão da produção de camarão em parte dos manguezais.
O projeto recupera os termos do acordo fechado no Senado, em dezembro, e apoiado por Dilma. A apresentação do texto anteontem faz parte da estratégia para impedir que a Câmara, onde os ruralistas são maioria, comandem nova rodada de debate.
Insatisfeitos com a exigência de recuperação de 15 metros de vegetação nas margens de rios até 10 metros, os ruralistas preparam um projeto para reduzir as exigências feitas aos desmatadores. Eles vão propor faixas menores, entre 5 e 15 metros.
O veto total ao Código, como querem ambientalistas, está descartado. Para o Planalto, os problemas se concentram na recuperação do passivo ambiental./ COLABOROU CLARISSA THOMÉ

Depois da urbanização, imóveis em favelas paulistanas valorizam até 900%


Depois da urbanização, imóveis em favelas paulistanas valorizam até 900%


BRUNO PAES MANSO - O Estado de S.Paulo
Em 1980, os moradores do Residencial dos Lagos, à beira da Represa Billings, na zona sul de São Paulo, precisavam mentir o endereço do lugar onde moravam para ter alguma chance de serem contratados nas entrevistas de emprego. O mesmo ocorria em Paraisópolis e em Heliópolis, as duas maiores favelas de São Paulo, também na zona sul, e no Jardim São Francisco, na zona leste, cujos barracos de madeira, iluminados por gatos que roubavam a luz dos postes, cortados por ruas de terra sem rede de esgoto, eram cenários de um ambiente violento, com taxas elevadas de assassinatos.
As melhorias decorrentes das lutas sociais das décadas passadas, que se transformaram em investimentos em infraestrutura, ajudaram não somente a amenizar o preconceito contra os moradores das favelas como também serviram para valorizar fortemente o preço dos terrenos nas comunidades que receberam investimentos públicos. "Barracos" viraram "imóveis" e os preços dispararam até 900%.
No Residencial dos Lagos, que começou o processo de urbanização em 2008, uma casa de três quartos, sala e banheiro, que anteriormente era alugada por R$ 200, hoje custa R$ 700. É difícil encontrar aluguel nas favelas por menos de R$ 400 - valor do bolsa-aluguel pago pela Prefeitura para aqueles que são removidos de barracos em área de risco.
Mas o preço para a compra dos imóveis também disparou, chegando a se multiplicar por dez. Casas de quatro a cinco cômodos, que antes da urbanização eram vendidas por R$ 15 mil a R$ 20 mil no Residencial dos Lagos, hoje não são vendidas por menos de R$ 100 mil, podendo chegar a R$ 150 mil. "E mesmo assim é difícil encontrar quem queira vender porque ninguém vai querer sair daqui", diz a líder comunitária Vera Lucia Basália, integrante do comitê gestor do processo de urbanização local.
Sem medo. Em Heliópolis, a valorização segue a tendência de alta. Um imóvel de dois quartos, sala e cozinha, que em 2002 era alugado por R$ 280, atualmente sai por R$ 800. O preço de venda passou de R$ 20 mil para R$ 100 mil. "As pessoas tinham medo de entrar aqui e o estigma de favelado era muito forte e prejudicial. Hoje Paraisópolis está inserida na cidade", diz Paulo Henrique da Silva, que mora no bairro há 28 anos e estuda Contabilidade na FMU do Itaim-Bibi. Quando ele mudou para lá, Paraisópolis tinha 3 escolas. Hoje, são 15. "Ontem, na universidade, uma colega me perguntou se eu morava na favela. Se fosse no passado, eu ficaria constrangido. Hoje sinto orgulho e sei que qualquer estranheza é desconhecimento por parte dela."

Política de sustentabilidade hídrica?


29/04/2012 - 09h35

Máquina de lavar chega ao sertão do Nordeste antes da água


O descompasso entre a implantação de infraestrutura hídrica e o crescimento da renda no semiárido nordestino fez surgir na região vítimas da seca que não têm água encanada, mas moram em casas com antenas parabólicas, TVs de LCD e até máquinas de lavar.
A informação é da reportagem de Fábio Guibu e Daniel Carvalho publicada na edição deste domingo da Folha
Segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas), a renda no Nordeste cresceu 42% entre 2001 e 2009. Já o número de domicílios com água encanada na zona rural aumentou apenas 6,9% entre 2000 e 2010, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em Paranatama, no agreste de Pernambuco, o aposentado Serafim Raimundo da Silva, 76, mora na mesma casa desde criança. Era de taipa, virou de madeira e agora é de tijolo, conta. Na sala, há uma TV de LCD e, no quintal, a máquina de lavar roupa funciona com água de balde.
Joel Silva/Folhapress
Agricultor toma banho após recolher água para consumo em açúde em Paranatama, no agreste pernambucano
Agricultor toma banho após recolher água para consumo em açúde em Paranatama, no agreste pernambucano
Joel Silva/Folhapress
Serafim Raimundo Silva, 76, e sua mulher em seu sítio que tem parabólica e máquina de lavar em Pernambuco
Serafim Raimundo Silva, 76, e sua mulher em seu sítio que tem parabólica e máquina de lavar em Pernambuco






Sertanejo tem máquina de lavar, só que falta água


São Paulo, domingo, 29 de abril de 2012Cotidiano

Aumento da rede de saneamento foi menor que o avanço de renda no NE
Sem água encanada, casas têm aparelhos como TV de LCD; renda subiu 42% e rede de saneamento, 6,9%

FÁBIO GUIBU
ENVIADO ESPECIAL A PARANATAMA (PE)
DANIEL CARVALHO
DE SÃO PAULO
O descompasso entre a implantação de infraestrutura hídrica no semiárido nordestino e o crescimento da renda dos seus moradores fez surgir na região vítimas da seca que não têm água encanada, mas moram em casas com antenas parabólicas, TVs de LCD e até máquinas de lavar.
Segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas), a renda no Nordeste cresceu 42% entre 2001 e 2009. Já o número de domicílios com água encanada na zona rural aumentou apenas 6,9% entre 2000 e 2010, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), o descompasso resulta de "anos sem política de sustentabilidade hídrica".
Numa região onde apenas 35% dos domicílios rurais são ligados à rede de distribuição, a solução no período de estiagem são ações emergenciais. Só com carros-pipa, o governo federal vai gastar neste ano R$ 164,6 milhões.

CISTERNA E GELADEIRA
"Já passei por muitas secas, andava dois quilômetros para buscar água com o pote na cabeça", disse o agricultor aposentado Serafim Raimundo da Silva, 76, morador da zona rural de Paranatama, no agreste de Pernambuco.
"Hoje ainda não tenho água de cano [encanada], mas se quiser água gelada é só tirar da cisterna e colocar na geladeira", afirma ele.
O agricultor mora na mesma casa desde criança. Era de taipa, virou de madeira e agora é de tijolo, conta.
No telhado, uma antena parabólica divide espaço com um sistema de coleta de água da chuva. Na sala, há uma TV de LCD e, no quintal, a máquina de lavar roupa funciona com água de balde.
Da estrada que liga Paranatama à divisa com o Estado de Alagoas, é possível ver o brilho de outras parabólicas. Ao lado das casas, quase sempre há uma cisterna.
"Pegar água do barreiro virou coisa do passado", diz a agricultora Terezinha Leite da Silva, 55, que mora em Bom Conselho (PE).
"Antigamente, a gente era obrigada a coar a lama para beber [a água]", lembra ela. "Agora, ainda não tem água de torneira, mas a represa é só para lavar roupa e os animais", diz Terezinha.
Ela nasceu na região e morou em um barraco de taipa, no mesmo lugar onde ergueu sua casa de tijolos. Por três anos, recebeu o Bolsa Família, período em que financiou o armário onde guarda os eletrodomésticos.
O carro-pipa visita a região a cada 15 dias. Mas, se o reservatório esvazia antes disso, ela divide os R$ 60 que paga por uma carga d'água com a vizinha, Maria Ferreira, 25.

sábado, 28 de abril de 2012

Salário "bonsai" não é sustentável!

27/04/201213h00

Pelo nono ano seguido, Prefeitura de São Paulo propõe 0,01% de reajuste salarial a servidores


Comentários 88

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/04/27/pelo-nono-ano-seguido-prefeitura-propoe-001-de-reajuste-salarial-a-servidores.htm

Guilherme Balza
Do UOL, em São Paulo

O prefeito Gilberto Kassab, que reajustou em até 236% o salário de funcionários do primeiro escalão da Prefeitura de São Paulo, repetiu o que vem ocorrendo desde 2004 na capital paulista e propôs reajuste salarial de 0,01% aos servidores públicos municipais.
A proposta foi enviada à Câmara Municipal e deve ser votada nos próximos dias. O Sindsep (Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias) contesta o percentual e reivindica reajuste de 47,56%, referente às perdas salariais dos últimos anos.
Nos últimos nove anos, a medida foi adotada pelas gestões Kassab (PSD), José Serra (PSDB) e Marta Suplicy (PT) para cumprir a Constituição Federal, que prevê reajuste anual a servidores públicos, embora não especifique valor, nem percentual aplicado.
  • Projeto de lei enviado pelo prefeito Gilberto Kassab à Câmara Municipal propondo reajuste de 0,01%
O aumento de 0,01% será concedido a 16 mil servidores que atuam na educação, serviço funerário, zoonoses, Instituto de Previdência Municipal (Inprem), Hospital do Servidor Público, além de funcionários de autarquias municipais, secretarias da prefeitura e subprefeituras.
Os pisos iniciais das categorias são de R$ 440 para quem tem nível básico, R$ 646 para nível médio e R$ 1.839 para nível universitário. Com o reajuste aprovado na lei, os servidores de nível básico que recebem o piso, por exemplo, ganharão um aumento de menos de dez centavos.
“Isso é um desrespeito à nossa categoria. O governo tem usado esse reajuste só para não ter problemas legais”, afirma o vice-presidente do Sindsep, Leandro Oliveira. De acordo com ele, a categoria está pressionando os vereadores a não aprovar a proposta.

Veja qual é o salário dos prefeitos das capitais brasileiras

Foto 4 de 26 - Mais Alex Almeida/Folhapress - 12.nov.2007
A prefeitura reconhece que o reajuste de 0,01% é para cumprir a Constituição, mas afirma que, no ano passado, alguns segmentos de trabalhadores representados pelo sindicato receberam reajuste salarial, como os servidores da educação (21,42% de reajuste), da saúde (11,23%) e Guarda Civil Metropolitana (20,74%).
Segundo a Secretaria Municipal de Planejamento, outros segmentos não contemplados pelo reajuste recebem gratificações por desempenho e prêmios desde 2005, além de revalorização do auxílio refeição e vale alimentação.
O vice-presidente do Sindsep admite que houve a concessão de reajuste a alguns segmentos do funcionalismo público, mas vê na medida uma estratégia para “dividir” a categoria. “Todos deveriam receber o reajuste”, afirma. Para Oliveira, a aplicação de prêmios e gratificações, e não de reajustes anuais, deixa a categoria à mercê da prefeitura.
No ano passado, a categoria realizou protestos pelo centro e até aprovou uma greve em agosto. A maior adesão ocorreu entre os trabalhadores do serviço funerário, mas a paralisação foi encerrada após determinação da Justiça do Trabalho.
O vice-presidente do sindicato afirma que a categoria está tentando negociar com a prefeitura desde o início do ano, mas, até agora, não houve diálogo. Já a Secretaria de Planejamento diz que as negociações salariais ainda estão em andamento.

Conheça os imóveis de políticos brasileiros

Foto 2 de 39 - Condomínio onde mora o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), no Jardim Paulistano, zona oeste de São Paulo. O imóvel fica bem ao lado do shopping Iguatemi e do Esporte Clube Pinheiros, espaços de lazer da classe alta paulistana. O valor do apartamento declarado à Receita é de R$ 743 mil (o valor informado à Receita não está corrigido, por isso é inferior ao valor comercial atual) Flávio Florido/UOL

Só isso?

27/04/2012-09h24

Mudança climática acelera ciclo da chuva

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE "CIÊNCIA+SAÚDE"
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1082301-mudanca-climatica-acelera-ciclo-da-chuva.shtml

O ciclo natural que faz a água dos rios e oceanos evaporar, formar nuvens e cair na forma de chuva está ficando cada vez mais apressado, revela uma pesquisa feita por cientistas na Austrália e nos Estados Unidos.
A culpa é do aumento da temperatura média do planeta nos últimos anos, causado por ações humanas, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento.
Uma atmosfera mais quente consegue armazenar e transportar muito mais vapor de água, o que explica o fenômeno.
Editoria de Arte/Folhapress
Até o fim do século, o ciclo da água pode ficar até um quarto mais rápido, calcula a equipe, coordenada por Paul Durack, do Centro Australiano de Pesquisa do Tempo e do Clima, na Tasmânia.
A mudança ocorrida de 1950 até o ano 2000 é mais modesta: pouco menos de 5% de aceleração no ciclo para cerca de 0,5 grau Celsius de aumento na temperatura média do globo. Até o fim do século, o mais provável é que o aumento de temperatura supere os 2 graus Celsius.
Para chegar a essa conclusão, a equipe tomou como base as alterações na salinidade dos mares nesses 50 anos.
O raciocínio que baseia a medição é relativamente simples: quanto mais rápido o processo de evaporação ou de precipitação (ou seja, chuva), maior deve ser a variação no teor de sal nos mares, os quais, afinal de contas, recebem cerca de 80% da chuva que cai no nosso planeta.
De fato, o que os pesquisadores verificaram é consistente com um efeito apelidado de "os ricos ficam mais ricos": regiões com mais concentração de sal ficam ainda mais salgadas, enquanto as com menor teor de sal ficam ainda mais "doces".
Em terra firme, isso significa que áreas secas tendem a receber menos chuva ainda, enquanto regiões úmidas ganham tempestades cada vez mais intensas.
"Seria uma intensificação dos extremos climáticos", diz o físico Paulo Artaxo, da USP, especialista em mudanças climáticas que analisou o novo estudo a pedido da Folha.
É algo que muita gente já previa em relação ao aquecimento global. "Mas esse talvez seja o primeiro trabalho a mostrar isso claramente nos dados", diz Artaxo.
Trata-se, obviamente, de uma má notícia para qualquer região do globo que sofra com secas ou enchentes. Mas, levando em conta as mudanças da salinidade dos mares, as repercussões podem ser ainda mais profundas, afirma o físico.
"É importante lembrar que um dos fatores cruciais para o funcionamento das correntes marinhas, além da temperatura da água, é a variação de salinidade", explica ele.
São correntes marinhas que esquentam a Europa Ocidental ou carregam nutrientes essenciais para a vida marinha rumo à costa do Peru. "Mudanças significativas nelas poderiam levar a colapsos na pesca, entre outras repercussões sociais e econômicas", afirma Artaxo.
A pesquisa está na edição desta semana da revista americana "Science".

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Consumo...

 26/04/2012-13h46

Planeta não é sustentável sem controle do consumo e população, diz relatório

DA BBC BRASIL

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1081801-planeta-nao-e-sustentavel-sem-controle-do-consumo-e-populacao-diz-relatorio.shtml

O consumo excessivo em países ricos e o rápido crescimento populacional nos países mais pobres precisam ser controlados para que a humanidade possa viver de forma sustentável.
A conclusão é de um estudo de dois anos realizado por um grupo de especialistas coordenados pela Royal Society (associação britânica de cientistas).
Entre as recomendações feitas pelos pesquisadores, estão a disponibilização de um planejamento familiar à todas as mulheres, o abandono da utilização do PIB como um indicativo de saúde econômica e a redução do desperdício de comida.
O relatório da associação será um dos referenciais para as discussões da Rio+20, cúpula que acontecerá na capital fluminense entre os dias 13 e 22 de junho.
"Este é um período de extrema importância para a população e para o planeta, com mudanças profundas na saúde humana e na natureza", disse John Sulston, presidente do grupo responsável pelo relatório. O cientista ganhou renome internacional ao liderar a equipe britânica que participou do Projeto Genoma Humano e por ganhar, em 2002, o Nobel de Medicina, junto com outro perquisador.
"Para onde vamos depende da vontade humana - não é algo predestinado, não é um ato de qualquer coisa fora (do controle) da humanidade, está em nossas mãos", afirmou.

CONTROLE FAMILIAR
Segundo a projeção "média" da ONU, a população do planeta, atualmente com 7 bilhões de pessoas, atingiria um pico de pouco mais de 10 bilhões no final do século e depois começaria a cair.
"Dos três bilhões extra de pessoas, a maioria virá dos países menos desenvolvidos", disse Eliya Zulu, diretora executiva do African Institute for Development Policy (Instituto Africano para Políticas de Desenvolvimento), em Nairóbi, no Quênia. "Só na África, a população deve aumentar em 2 bilhões".
"Temos de investir em planejamento familiar nesses países. Desta forma, damos poder às mulheres, melhoramos a saúde da criança e da mãe e damos maior oportunidade aos países mais pobres de investir em educação".
O relatório recomenda que nações desenvolvidas apoiem o acesso universal ao planejamento familiar - o que custaria US$ 6 bilhões por ano, de acordo com o estudo.
Se o índice de fertilidade nos países menos desenvolvidos não cair para os níveis observados no resto do mundo - alerta o documento - a população do planeta em 2100 pode chegar a 22 bilhões, dos quais 17 bilhões seriam africanos.

PASSANDO DOS LIMITES
O relatório diz que a humanidade já ultrapassou as fronteiras planetárias "seguras" em termos de perda de biodiversidade, mudança climática e ciclo do nitrogênio, e está sob risco de sérios impactos futuros.
Segundo a Royal Society, além do planejamento familiar e da educação universal, a prioridade deve ser também retirar 1,3 bilhão de pessoas da pobreza extrema.
Eliminar o desperdício de comida, diminuir a queima de combustíveis fósseis e substituir economias de produtos por serviços são algumas das medidas simples que os cientistas sugerem para reduzir os gastos de recursos naturais sem diminuir a prosperidade de seus cidadãos.
"Uma criança no mundo desenvolvido consome entre 30 e 50 vezes mais água do que as do mundo em desenvolvimento", disse Sulston. "A produção de gás carbônico, um indicador do uso de energia, também pode ser 50 vezes maior".
"Não podemos conceber um mundo que continue sendo tão desigual, ou que se torne ainda mais desigual".
Países em desenvolvimento, assim como nações de renda média, começam a sentir o impacto do excesso de consumo observado no Ocidente. Um dos sintomas disso é a obesidade.

PIB
A pesquisa diz também que é fundamental abandonar o uso do PIB como único indicador da saúde de uma economia. Em seu lugar, afirma que os países precisam adotar um medidor que avalie o "capital natural", ou seja, os produtos e serviços que a natureza oferece gratuitamente.
"Temos que ir além do PIB. Ou fazemos isso voluntariamente ou pressionados por um planeta finito", diz Jules Pretty, professor de meio ambiente e sociedade na universidade de Essex, no Reino Unido.
"O meio ambiente é de certa forma a economia... e você pode discutir gerenciamentos econômicos para melhorar as vidas de pessoas que não prejudique o capital natural, mas sim o melhore", completa.
O encontro do Rio+20 em junho deve gerar um acordo com uma série de "metas de desenvolvimento sustentável", para substituir as atuais metas de desenvolvimento do milênio, que vem ajudando na redução da pobreza e melhoria da saúde e educação em países em desenvolvimento.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Câmara aprova reforma do Código Florestal

25/04/2012-18h50

Com derrota do governo, Câmara aprova reforma do Código Florestal

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1081451-com-derrota-do-governo-camara-aprova-reforma-do-codigo-florestal.shtml

MÁRCIO FALCÃO
CLÁUDIO ÂNGELO

DE BRASÍLIA

Atualizado às 19h02.
Com apoio da bancada ruralista, a Câmara aprovou nesta quarta-feira (25) a reforma do Código Florestal impondo uma derrota ao governo e deixando para a presidente Dilma Rousseff a opção de veto à proposta.
Por 274 votos a favor, 189 contrários e 2 abstenções, os deputados acolheram o relatório do deputado Paulo Piau (PMDB-MG) com 21 modificações no texto aprovado pelo Senado em dezembro, que era defendido pelo Palácio do Planalto. Ainda serão analisados 13 destaques que podem modificar o texto.
Apesar da derrota e com uma manobra regimental, o governo conseguiu devolver ao texto a exigência de recomposição de 15 metros de APPs (Áreas de Preservação Permanente) em beira de rios pequenos. Os ruralistas rejeitavam qualquer obrigação de recuperação dessas áreas.
Ao apresentar seu relatório na manhã desta quarta-feira, o relator também suprimiu do projeto partes que obrigam a ocupação urbana em margens de rios a respeitar as regras gerais para APPs. A definição dos casos nas cidades ficará a cargo de planos diretores.
Sergio Lima/Folhapress
Manifestantes nas galerias do plenário da Câmara durante a votação do Código Florestal
Manifestantes nas galerias do plenário da Câmara durante a votação do Código Florestal
VOTAÇÕES
O novo texto do Código Florestal foi aprovado em maio do ano passado na Câmara e depois alterado no Senado em dezembro. O projeto voltou a ser discutido na Câmara na noite de ontem e, depois de todos os destaques serem votados, vai a sanção presidencial.
Piau disse esperar que não ocorram vetos ao projeto por parte de Dilma. "É uma prerrogativa dela, mas não há necessidade de veto."
O líder do PT, deputado Jilmar Tatto (SP), disse que, diante de inseguranças jurídicas, uma ação na Justiça pode questionar e inviabilizar todo o texto aprovado. Ele minimizou a derrota do governo e afirmou que o apoio aos ruralistas foi menor do que esperado. "Eles estão com sorriso amarelo."

O trunfo do Brasil para sair da Rio+20 como líder verde

Esboço a que o 'Estado' teve acesso revela plano de propor Bolsa Verde global e protagonizar liderança sustentável


25 de abril de 2012 | 8h 00
 
 
Marta Salomon, BRASÍLIA
 
A menos de dois meses da Rio+20, o país anfitrião e presidente da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável guarda uma pequena carta na manga, discutida ainda discretamente nas negociações que envolvem 193 países. Trata-se da proposta de criação de um piso mundial de proteção socioambiental preparada pelo Brasil.
Reserva Extrativista Pracuuba (PA); piso socioambiental ofereceria uma remuneração extra aos pobres - Wilson Pedrosa/AE - 9/8/2011
Wilson Pedrosa/AE - 9/8/2011
Reserva Extrativista Pracuuba (PA); piso socioambiental ofereceria uma remuneração extra aos pobres

A proposta aparece no debate do desenvolvimento sustentável como prima mais robusta do piso de proteção social, uma espécie de Bolsa-Família em âmbito global já incorporado como experiência-modelo pela Organização das Nações Unidas (ONU). E tem elementos de outro programa elogiado do governo, o Bolsa Verde, que remunera famílias que vivem em unidades de conservação na Amazônia e adotam páticas ambientais sustentáveis.
Além de garantir uma renda mínima para combater a extrema pobreza, o piso socioambiental proporcionaria uma remuneração extra aos pobres pela proteção de florestas e a recuperação de áreas degradadas, de acordo com o esboço a que o Estado teve acesso.
A expectativa do Brasil é de que o piso de proteção socioambiental conste da declaração final a ser assinada pelos chefes de Estado e de governo e pelos demais representantes das Nações Unidas. “Esse será um dos principais produtos da Rio+20”, diz documento que detalha a proposta do piso e aponta como uma das possíveis fontes de financiamento a cobrança de tributo sobre movimentações financeiras.
O documento final da Rio+20 vem sendo negociado oficialmente desde novembro do ano passado, quando cada um dos países apresentou suas propostas. Até aqui, os rascunhos produzidos vêm sendo criticados pela falta de avanços esperados para a conferência que se realiza 40 anos depois de a Organização das Nações Unidas adotar formalmente a defesa do “desenvolvimento sustentável”, em que o crescimento econômico reconhece os limites dos recursos naturais e considera o combate à exclusão social como um de seus objetivos.
A começar pelo título dado ao rascunho da declaração final, “O futuro que queremos” - muito próximo de um relatório da ONU nos anos 80, chamado “Nosso futuro comum” -, as negociações seguem acanhadas. A expectativa de um fracasso da cúpula fez os negociadores brasileiros prometerem, na semana passada, resultados “ambiciosos”.
‘Ponto de partida.’ A promessa é uma forma de tentar driblar a expectativa de fracasso da conferência e, sobretudo, garantir a presença de líderes mundiais importantes, essencial para que o Brasil avance no projeto de consolidar sua própria liderança no debate mundial do desenvolvimento sustentável. “Temos obrigação de pensar grande”, explicou um diplomata.
A liderança reivindicada pelo Brasil se baseia nos resultados obtidos, até aqui, pela redução da pobreza e pelo combate ao desmatamento da Amazônia, além de uma matriz energética em grande parte renovável.
Pensar “grande” não significa, para os negociadores brasileiros, esperar por resultados imediatos da Rio+20. A proposta mais importante dos debates, até aqui, prevê o estabelecimento de metas do desenvolvimento sustentável a partir de 2015, com três anos de prazo para o detalhamento das metas em torno das quais os países assumiriam compromissos, e mais 15 anos de prazo - até 2030 - para o alcance das metas.
Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) seguem o modelo dos Objetivos do Milênio, definidos pelas Nações Unidas em 2000, com metas até 2015. A principal diferença é que todas as nações assumiriam compromissos e não apenas os países em desenvolvimento.
Outra diferença é um conjunto mais amplo de compromissos, envolvendo não apenas o combate à pobreza, mas provavelmente o uso de energias sustentáveis e acesso à água, por exemplo. Não está certo que os temas serão definidos já.
Parece pouco lançar o debate de metas para uma economia verde 20 anos depois de a Eco-92 lançar a Agenda 21, com compromissos de produção e consumo sustentáveis - grande parte deles ainda no papel. Mas os principais negociadores brasileiros acertaram o discurso de que a próxima conferência das Nações Unidas não é uma conferência “de chegada”, para o fechamento de acordos, mas uma “conferência de partida”, com o lançamento de propostas.
Embora seja realizada exatamente 20 anos depois da Eco-92, para o governo brasileiro, a Rio+20 deve ser vista como o primeiro passo de um projeto para os próximos 20 anos.
Os negociadores brasileiros alegam que o mundo mudou muito nos últimos 20 anos e um novo pacto sobre o conhecido paradigma do desenvolvimento sustentável é necessário depois da crise financeira internacional iniciada com a bancarrota do banco norte-americano de investimentos Bear Stearns, em março de 2008, e dos mais recentes sinais de empobrecimento de populações na Europa.
O rascunho zero da declaração final da Rio+20 registra “retrocessos” nos últimos anos para a agenda: “O desenvolvimento sustentável continua sendo uma meta distante e ainda restam grandes barreiras e lacunas sistêmicas na implementação de compromissos aceitos internacionalmente”, diz o texto, que ganhará novas versões até o Dia D da Rio+20, 22 de junho.
Resistências. Os negociadores lidam com resistências grandes de países em desenvolvimento reunidos no Grupo dos 77, do qual o Brasil faz parte, a restrições que venham a ser impostas por compromissos com a economia verde à comercialização de produtos desses países. O temor é de que a defesa da economia verde sirva à imposição de barreiras comerciais.
A saída para o imbróglio seria adotar um conceito mais flexível do que vem a ser “economia verde” ou com baixo consumo de carbono, anteciparam representantes do Itamaraty na semana passada. Foi mais um sinal das dificuldades em lidar com o assunto mais complicado da agenda do desenvolvimento sustentável, que também é obstáculo na agenda do combate ao aquecimento global: a redução das emissões de gases de efeito estufa.
O tema da mudança climática será tratado de forma superficial na declaração final, segundo a versão em discussão no momento. Alega-se que esse não é o tema de convocação da Rio+20.
Outro ponto em que falta acordo até aqui é o arranjo institucional das Nações Unidas que cuidará do acompanhamento das metas do desenvolvimento sustentável e temas como a transferência de tecnologias.
Para compensar temas de pouco apelo popular, a organização da Rio+20 resolveu promover dez mesas com especialistas e sem a presença dos governos, para que a sociedade civil encaminhe sugestões à declaração final. O pior cenário para os negociadores é a Rio+20 chegar ao final sem um consenso mínimo entre os 193 países nas Nações Unidas.

E o licenciamento ambiental "espacial"?

24/04/2012-19h20

Bilionários planejam mineração em asteroides

DA BBC BRASIL

 http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1080810-bilionarios-planejam-mineracao-em-asteroides.shtml


Um grupo de bilionários está planejando uma operação de mineração em asteroides.
O projeto de milhões de dólares prevê o uso de espaçonaves robóticas para extrair componentes químicos usados em combustíveis, além de minerais como platina e ouro. Minerais raros também serão prospectados.
Entre os envolvidos nos planos está o cineasta americano e explorador James Cameron, além de um dos fundadores do Google, Larry Page, e seu presidente executivo, Eric Schmidt.
A companhia, batizada de Planetary Resources (Recursos Planetários, em tradução livre), também conta com o apoio do pioneiro do turismo espacial, Eric Anderson, o filho do ex-candidato à Presidência americana, Ross Perot Jr., e o astronauta veterano Tom Jones.
O primeiro passo do empreendimento será dado nos próximos 18 ou 24 meses, com o lançamento do primeiro de uma série de telescópios que vão procurar asteroides ricos em recursos minerais. O objetivo será abrir a exploração do espaço para o setor privado da indústria.
Dentro de um período entre cinco e dez anos, a companhia espera progredir da venda de plataformas de observação em órbita em volta da Terra para serviços de prospecção. O plano da Planetary Resources é de extrair os recursos dos milhares de asteroides que passam relativamente próximos da Terra.
Os bilionários já planejam até criar um depósito de combustível no espaço até 2020.
"Temos uma visão de longo prazo. Não esperamos que esta companhia deem lucro do dia para noite. Isto levará tempo", disse Eric Anderson, um dos fundadores da Space Adventures, à agência de notícias Reuters.
Nem a sobrevalorização da platina e do ouro devem pagar o projeto. Uma próxima missão da Nasa (agência espacial americana) que pretende trazer de volta apenas 60 gramas de material de um asteroide vai custar cerca de US$ 1 bilhão.

COMBUSTÍVEL E CETICISMO
Além da extração de minerais raros, os bilionários planejam também extrair dos asteroides componentes usados em combustíveis. A água dos asteroides pode ser transformada, no espaço, em oxigênio líquido e hidrogênio líquido para ser usado em combustível de foguete.
O plano é que a água seja transportada do asteroide para um local no espaço, onde possa ser convertida em combustível. A partir deste ponto, poderá ser levada para a órbita da Terra para reabastecer satélites comerciais ou espaçonaves.
Os projetos do grupo de bilionários foram recebidos com ceticismo por vários cientistas.
Para o professor Jay Melosh, da Universidade Purdue, os custos de uma operação como esta seriam altos demais. Ele também disse que a exploração espacial é um "esporte que apenas as nações ricas, e aquelas que querem demonstrar grande avanço técnico, podem bancar".
"Um depósito (de combustível) dentro de uma década parece pouco possível. Espero que já tenhamos alguém para usar isto", disse Andrew Cheng, cientista planetário do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, à agência de notícias Associated Press.
Eric Anderson respondeu a estas afirmações dizendo que está acostumado com ceticismo.
"Antes de começarmos a levar pessoas para o espaço, como cidadãos privados, as pessoas pensaram que era uma ideia absurda", afirmou o pioneiro do turismo espacial, acrescentando que o projeto deve, sim, "gerar dinheiro".

quarta-feira, 25 de abril de 2012

LED: Anos luz!

23/04/2012-05h35

Lâmpada que dura 20 anos e custa US$ 60 chega às lojas nos EUA

DA BBC BRASIL

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1080018-lampada-que-dura-20-anos-e-custa-us-60-chega-as-lojas-nos-eua.shtml



Uma lâmpada que dura 20 anos e custa US$ 60 (cerca de R$ 110) começou a ser vendida nos Estados Unidos nesta semana.
O produto, fabricado pela multinacional Philips, substituiu os tradicionais filamentos por diodos emissores de luz (LED, em inglês).
A tecnologia LED aumenta a vida útil das lâmpadas, mas também encarece a mercadoria. Para tentar contornar o problema que pesa nos bolsos dos consumidores, a empresa está oferecendo descontos em algumas lojas. Com eles, a lâmpada especial pode custar até US$ 20 (cerca de R$ 35).
Os fabricantes argumentam que apesar do alto custo, o produto pode trazer economias no longo prazo, já que consome menos energia elétrica para funcionar.

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

O produto venceu a competição Bright Tomorrow ("Amanhã brilhante", em português), promovida pelo ministério de Energia do governo americano, voltado para busca de alternativas mais eficientes à lâmpada comum, de 60 watts, com menor consumo de energia.
A Philips foi a única empresa que participou da competição. O seu produto passou por 18 meses de teste, até ser considerada vencedora.
A principal concorrente das lâmpadas LED são as fluorescentes, que são quase tão eficientes, mas custam bem menos.
Governos de diversos países estão tentando incentivar a compra de lâmpadas eficientes, e acabar com a produção das incandescentes, com filamentos e alto consumo de energia.
As lâmpadas de 100 watts não são mais produzidas nos Estados Unidos e na Europa. As de 60 watts não são mais vendidas na Europa, e estão sendo abandonadas nos Estados Unidos. Até 2014, o governo americano pretende proibir a produção de lâmpadas de 40 watts.





LUZ DISSIPADA



São Paulo, terça-feira, 24 de abril de 2012Mercado

Mercado Aberto
MARIA CRISTINA FRIAS - cristina.frias@uol.com.br


A Philips prevê para 2016 o início da disseminação do uso de lâmpadas LED entre os consumidores brasileiros.
A previsão da empresa é que o preço do produto comece a cair dentro de dois ou três anos.
Com durabilidade até 24 vezes maior que as incandescentes e 40 vezes mais cara, a lâmpada LED tem seu mercado hoje restrito a empresas e à administração pública.
"Em lugares públicos, o LED gera uma economia média de 40%. Mas pode chegar a 80% dependendo da tecnologia", diz o presidente da Philips na América Latina, Marcos Bicudo.
No final do ano passado, a produção de luminárias LED na fábrica da Philips em Varginha (MG) correspondia a 40% do total.
A expectativa da empresa, no entanto, era que esse número não ultrapassasse os 30%.
As vendas globais de LED da companhia cresceram 22% no primeiro trimestre do ano, ante mesmo período de 2011. Elas representam 16% das vendas totais de iluminação.

Bolsa estiagem, bolsa enchente...

24/04/2012-09h10

Contra seca no Nordeste e norte de MG, Dilma cria Bolsa Estiagem

 http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1080574-contra-seca-no-nordeste-e-norte-de-mg-dilma-cria-bolsa-estiagem.shtml

 FÁBIO GUIBU
ENVIADO ESPECIAL A ARACAJU

 

A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem, em Aracaju, a liberação de R$ 2,723 bilhões e a criação da Bolsa Estiagem para combater os efeitos da seca no Nordeste e no norte de Minas Gerais.
Os recursos serão aplicados em ações de urgência e obras de estrutura em até seis meses, quando deve começar novo período chuvoso no semiárido.
A seca vem se agravando desde outubro de 2011 e já afeta 26 milhões de pessoas de oito Estados do Nordeste --48% da população total da região. Em 506 municípios não chove há mais de 75 dias.
Segundo o Ministério da Integração Nacional, há casos, como o do Rio Grande do Norte, em que 2,93 milhões de pessoas são afetadas --93% da população.
Uma das novidades do pacote, a Bolsa Estiagem atenderá pequenos agricultores que não estão cobertos pelo seguro-safra --mesmo os atendidos pelo Bolsa Família.
No total, serão R$ 200 milhões para o programa. Cada beneficiado receberá R$ 400, em cinco parcelas mensais de R$ 80. Serão identificados pelo cadastro único do governo.
Já os lavradores cobertos pelo seguro terão R$ 500 milhões. Cada um receberá R$ 680, em cinco parcelas.


Joel Silva-21.abril.2012/Folhapress
Carcaça de gado morto no agreste pernambucano, uma das áreas atingidas pela forte seca no Nordeste
Carcaça de gado morto no agreste pernambucano, uma das áreas atingidas pela forte seca no Nordeste   

OUTRAS AÇÕES
O anúncio foi feito pela presidente durante reunião com quatro ministros, oito governadores do Nordeste e o vice-governador do Maranhão.
No encontro, o secretário de políticas e programas de pesquisas do Ministério da Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre, comparou a seca atual com as que atingiram o Nordeste em 1983 e 1998. Disse que a estiagem é de "grande intensidade e abrangência" e atinge "90% do semiárido nordestino".
Em 1998, 10 milhões de pessoas foram afetadas, em 1.200 municípios. A distribuição de cestas básicas foi confusa e lenta. Houve saques a supermercados e a caminhões.
Ainda segundo Nobre, a estação de chuvas na região, prevista para até junho, já acabou, e a previsão é que a situação persista até outubro, podendo afetar até 1.100 cidades.
O governo também se comprometeu a abrir uma nova linha de crédito, de R$ 1 bilhão, para socorrer agricultores e criadores. Os juros oscilarão entre 1% e 3,5% ao ano.


Joel Silva - 21.abr.12/Folhapress
Agricultor toma banho após recolher água para consumo em açude na zona rural de Paranatama, em Pernambuco
Agricultor toma banho após recolher água para consumo em açude na zona rural de Paranatama, em Pernambuco
Segundo o ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), áreas urbanas afetadas também receberão atenção após análise por comitês a serem criados nos Estados.
Para aumentar o número de carros-pipa nas áreas atingidas, o Exército receberá mais R$ 164 milhões da pasta em seis meses. Já foram repassados neste ano R$ 69 milhões. Em 2011 foram R$ 180 milhões.
O governo anunciou ainda a recuperação e reativação de 2.400 poços profundos e a construção de cisternas em pequenas comunidades.
Obras do programa Água para Todos devem ser antecipadas, para criar empregos e melhorar o abastecimento.

MI ARDI O ÔI

segunda-feira, 23 de abril de 2012

http://profdiafonso.blogspot.com.br/2012/04/campanha-contra-o-cigarro-mi-ardi-o-oi.html

Campanha contra o cigarro: MI ARDI O ÔI