sábado, 14 de abril de 2012

Atitude Sustentável!


Jovem da periferia de SP passa em Harvard e outras 5 universidades dos EUA

Tábata Pontes já estava estudando na USP; ela é filha de cobrador de ônibus e uma vendedora de flores

03 de abril de 2012 | 20h 08


Felipe Oda, do Jornal da Tarde
Uma medalhista olímpica brasileira, vinda da rede pública de ensino, está prestes a trocar o Brasil pelos Estados Unidos. Tábata Amaral de Pontes, de 18 anos, tem mais de 30 medalhas no currículo, entre competições nacionais e internacionais de física, matemática, química e astronomia, como mostrou o Jornal da Tarde em fevereiro. À época, a notícia era a aprovação dela na Universidade de São Paulo.
Veja também:

Estudante tem mais de 30 medalhas em olimpíadas escolares - André Lessa/AE-7/2/2012
André Lessa/AE-7/2/2012
Estudante tem mais de 30 medalhas em olimpíadas escolares
Agora, o leque de opções aumentou. Filha de um cobrador de ônibus e de uma vendedora de flores, moradores da periferia de São Paulo, no extremo da zona sul, Tábata foi aprovada em seis universidades norte-americanas: Harvard, Caltech, Columbia, Princeton, Yale e Pennsylvania. Ela concluiu o ensino médio no Etapa, como bolsista.
A felicidade de Tábata só não é maior porque a confirmação da aprovação em Harvard, na quinta-feira, foi recebida três dias antes do falecimento de seu pai. Por conta disso, a jovem não pôde conversar com a reportagem.
Em fevereiro, antes de conhecer os resultados das universidades americanas, Tábata disse ao JT que a experiência poderia ajudá-la a contribuir com “a educação no País”. Ela é fundadora do programa Vontade Olímpica de Aprender, (VOA) que dá aulas de matemática para alunos de colégios públicos. À época, chegou a comentar: “parece impossível passar, mas esse é o meu sonho”.

Limpa Brasil

Santo André



O QUE




 É O LIMPA BRASIL!







O Limpa Brasil Let’s do it! é um movimento de cidadania e cuidado com o meio

 Data: 13/04/2012 14:49

Limpa Brasil Let´s Do It! terá concentração às 8h no Paço Municipal no domingo (15)

Prefeito Aidan Ravin e representantes de patrocinadores participam de cerimônia antes da força-tarefa em busca de recicláveis



Autor: André Marcel de Lima
Fonte: SECOM PSA
Está chegando o grande dia. Após quatro meses de preparativos que envolveram diversas secretarias de governo, está tudo preparado para a realização no domingo (15) do Limpa Brasil Let´s Do It!, ação internacional de preservação ambiental que consiste em uma força-tarefa de recolhimento de materiais recicláveis. A concentração do movimento terá início às 8h00 no Paço Municipal. A cerimônia terá pronunciamento do prefeito Aidan Ravin e de representantes de patrocinadores da iniciativa, como Braskem, Oi, Vale e Banco do Brasil. Na sequência, até às 14h, a cidade se mobilizará para a coleta de recicláveis.

Todos os cidadãos podem, e devem, tomar parte desta ação. Mesmo quem não teve oportunidade de retirar kits com luvas e sacos plásticos renováveis distribuídos nas agências do Banco do Brasil pode aderir. “Basta levar recicláveis até um dos 27 postos credenciados” – explica o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Camilo de Lelis Arnaldi. Para oficializar a participação é só se cadastrar por meio do site www.limpabrasil.com. (Confira a listagem dos Postos de Entrega logo abaixo). Os organizadores solicitam que os voluntários utilizem camisetas brancas para dar uniformidade visual ao movimento. Adesivos com as inscrições Eu sou Catador e Eu sou Catadora serão distribuídos aos voluntários.

Show Limpo

A partir das 16h, os participantes terão direito a assistir ao chamado Show Limpo, no Parque Antônio Fláquer (Ipiranguinha), com participação dos artistas Russo, The Avalon e Banda Fox. O Limpa Brasil Let´s Do It é realizado em parceria com a Atitude Brasil, empresa que representa o movimento no País, e suporte técnico do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), autarquia responsável pelo serviço de coleta seletiva na cidade, atividade reconhecida nacionalmente como referência em qualidade.

Sobre o Limpa Brasil Let´s Do It!

O movimento foi iniciado na Estônia, em 2008, e desde então, se espalhou por diversos países. Em 2011, as ações foram realizadas no Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia e em Campinas. No Brasil, Santo André será a quinta cidade a realizá-lo – em condição especial, considerada a melhor Cidade Brasileira em Coleta Seletiva, graças à cobertura do serviço que abrange todo o território municipal. O biênio 2011/2012 deve fechar com participação de 14 cidades brasileiras. O movimento tem o apoio de figuras renomadas como o cantor Chico Buarque a atriz Marília Pêra, os quais estampam materiais publicitários como cartazes e flyers.


Pontos de Coleta e demais informações: Clique aquí
ambiente!
A ideia é convidar os cidadãos para ajudar a limpar suas cidades em um dia. E incentivar a reflexão para a mudança do hábito de jogar lixo fora do lixo.

PARTICIPE!

Economia verde?


'Todos os pontos da Rio+20 estão travados', afirma diplomata

Declaração de representante, após rodada de discussões para conferência, expõe impasse

13 de abril de 2012 | 20h 30



Felipe Werneck - O Estado de S.Paulo
RIO DE JANEIRO - Terminou nesta sexta-feira com uma visita de ônibus "frescão" ao Riocentro, na zona oeste do Rio, que será o palco oficial da conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, em junho, mais uma rodada de discussões informais para tentar "destravar" a pauta da Rio+20. Negociadores de 45 países se reuniram por dois dias no Palácio do Itamaraty, no centro do Rio.
Veja também:

Indagada sobre que pontos estariam mais travados na discussão, a representante da chancelaria de um país sul-americano declarou: "todos". Um dos problemas é a definição do conceito de economia verde. A discussão da proposta de criação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável é mais consensual, mas alguns países acham que será possível apenas lançar um processo na Rio+20, enquanto outros defendem que objetivos sejam traçados já na conferência.
O representante de um país europeu avaliou que ambições diferentes provocam uma situação em que um grupo defende um resultado mais político e simbólico, e outro busca algo mais prático e tangível, com metas definidas. O Itamaraty divulgou uma nota no fim da tarde sobre as consultas informais. "Durante a reunião, avançou-se no debate em torno dos principais temas da Conferência - Economia Verde no Contexto do Desenvolvimento Sustentável e da Erradicação da Pobreza e a Estrutura Institucional do Desenvolvimento Sustentável. Foram igualmente consideradas propostas específicas, como o lançamento de um processo para o estabelecimento de objetivos de desenvolvimento sustentável e a criação de um piso de proteção socioambiental global".
De acordo com o Itamaraty, compareceram os principais negociadores de 45 países, de todas as regiões do mundo, além da Comissão Europeia. A reunião foi organizada pelo governo brasileiro, na qualidade de futuro Presidente da Conferência, "com o objetivo de facilitar, promover e explorar convergências entre as diversas posições", prossegue a nota.

Moradia flex


Prefeitura testa modelo de NY na Barra Funda

Conceito é reunir, no mesmo lugar, imóveis de classe média e habitação popular; alvo é quem ganha até seis salários

13 de abril de 2012 | 22h 30


Adriana Ferraz - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - A Prefeitura lançou nesta sexta-feira, 13, a consulta pública do projeto-piloto que vai testar o modelo de moradia mista no centro da capital. O conceito é reunir, no mesmo prédio, apartamentos destinados à classe média e à habitação popular, nos moldes do sistema aplicado em cidades como Nova York, nos Estados Unidos. Na prática, trata-se de um novo formato de aluguel social.
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Além do condomínio, as famílias pagarão pelo apartamento um valor que não ultrapasse 25% da renda familiar. A primeira proposta será desenvolvida em um terreno na região da Barra Funda, que receberá duas torres com 600 unidades. Desse total, 20% a 25% serão alugadas para pessoas de baixa renda cadastradas pela Secretaria Municipal da Habitação. As demais serão oferecidas a famílias que recebem de 4 a 16 salários mínimos.
A área tem 9,4 mil m² e fica no cruzamento das Ruas Cruzeiro e Cônego Vicente Miguel Marino, ao lado da linha do trem. O local abrigava uma garagem de ônibus. Segundo a Prefeitura, trata-se de localização privilegiada, dotada de infraestrutura e passível de receber o conceito "mix de renda".
A licitação deverá ser lançada nos próximos meses. Segundo a Prefeitura, o empreendimento será desenvolvido com base em uma concessão de obra pública de Habitação de Interesse Social (HIS), combinada com a prestação de serviços sociais e de gestão condominial e patrimonial definidas pela Política Municipal de Habitação. Haverá no local ainda dez lojas de aproximadamente 100m².
Por meio da concessão, que vai durar cinco anos, a empresa vencedora terá de arcar com todos os recursos necessários para a construção e incorporação do modelo de moradia, assim como para a gestão condominial, patrimonial e social das unidades habitacionais. O projeto foi desenvolvido durante o Congresso Internacional de Habitação e Urbanismo de São Paulo, realizado em junho. Na ocasião, o conceito foi debatido por autoridades nacionais e internacionais. Na lista, havia representantes das secretarias de Habitação e da Habitação e Planejamento Urbano de Nova York, com experiência na área.
O número de apartamentos dedicados à habitação social e o valor aportado no Fundo Imobiliário, que será usado como garantia da gestão social, condominial e patrimonial, terão papel de desempate durante a licitação.
Sem prazo. Por enquanto, a incorporadora Brookfield é a primeira a demonstrar interesse no projeto. Em setembro, a empresa protocolou um pedido de autorização para elaborar estudos preliminares. Se participar e vencer a licitação, poderá usar o planejamento já realizado, ou ser ressarcida pelos gastos já efetuados.

Desenvolvimento insustentável...


13/04/2012 - 19h29

Países divergem sobre objetivos de desenvolvimento sustentável

DENISE MENCHEN
DO RIO

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1075934-paises-divergem-sobre-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel.shtml


A criação de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, uma das propostas da Rio+20, causou divergência no encontro que reuniu representantes de 44 países e da Comissão Europeia no Palácio Itamaraty, no centro do Rio, para discussões informais sobre os temas da conferência.
Na reunião, que durou dois dias e terminou nesta sexta-feira, o Brasil propôs a criação de um "piso de proteção socioambiental global", ainda não detalhado.
Segundo um participante do debate -conduzido por integrantes da diplomacia e de diferentes ministérios dos países-, algumas nações pressionaram para que a conferência da ONU, marcada para junho, termine com os chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável já definidos.
Outras nações, porém, querem usar o evento apenas para lançar o processo de negociação dos objetivos, deixando a decisão para mais tarde. Essa posição, mais conservadora, está no rascunho do documento final da Rio+20, divulgado em janeiro.
A criação dos objetivos foi pensada como uma forma de acelerar as mudanças rumo ao desenvolvimento sustentável. A ideia é que eles substituam os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, uma série de metas que os países em desenvolvimento se comprometeram a atingir até 2015, como por exemplo a redução em três quartos da taxa de mortalidade materna em relação aos níveis de 1990.
No caso dos objetivos, o plano é traçar metas numéricas em áreas como segurança alimentar, energias renováveis, inclusão social e acesso à água, entre outras.
Outro ponto que gerou polêmica no encontro foi o conceito de economia verde, tema central da Rio+20.
Um dos objetivos da conferência é chegar a um consenso sobre essa definição, mas, segundo o participante ouvido pela Folha, há resistência de alguns países em desenvolvimento em relação à expressão.
O encontro desta semana foi uma tentativa de obter avanços antes da segunda rodada de negociações do chamado "rascunho zero" do documento, que começa no próximo dia 23 em Nova York.
De acordo com o Comitê Nacional de Organização da Rio+20, foi analisada também a criação de um "piso de proteção socioambiental global". A proposta, brasileira, foi formulada pelo Ministério do Desenvolvimento Social, com base nas experiência dos programas Bolsa Família e Bolsa Verde. A ideia é conceder incentivos e benefícios para pessoas em situação de extrema pobreza que se comprometam com ações de proteção ambiental e promoção da cidadania.
Após a reunião no Itamaraty -- que ocorreu a portas fechadas --, o grupo foi conhecer o Riocentro, na zona oeste. O local será palco da cúpula de chefes de Estado da Rio+20, entre os dias 20 e 22 de junho.

BLOG RIO+20 da Folha



11/04/2012 - 09h11

Folha estreia cobertura especial de conferência com site e blog




DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1074363-folha-estreia-cobertura-especial-de-conferencia-com-site-e-blog.shtml


Folha estreia hoje em seu site a página da cobertura especial da conferência Rio+20, cúpula ambiental que marca os 20 anos da Eco-92 no Rio de Janeiro.
A página reunirá reportagens sobre o encontro e ajudará o leitor a mensurar seu próprio impacto ambiental.
O conteúdo especial inclui ainda o blog "Entre Colchetes", atualizado por Claudio Angelo, repórter da sucursal de Brasília da Folha e veterano da cobertura de negociações ambientais organizadas pela ONU.
O nome do blog é uma referência aos colchetes usados nas versões preliminares de acordos diplomáticos -eles sinalizam que o trecho de texto entre colchetes ainda está sujeito a negociação e alteração.
"A meta do blog é tanto intensificar a cobertura de ambiente do jornal quanto ajudar o leitor a entender a linguagem às vezes impenetrável das negociações ambientais internacionais, daí a menção aos colchetes", diz Angelo.
O endereço da página especial é folha.com/riomais20. O do blog éfolha.com/entrecolchetes.

PARTICIPAÇÃO
Os leitores podem contribuir com a página e preencher um formulário, contando quais ações sustentáveis já fizeram. Além disso, podem responder a uma enquete, e dizer se a conferência será ou não bem-sucedida.













sexta-feira, 13 de abril de 2012

Norma de esquadrias passa por revisão


10/Abril/2012
http://www.piniweb.com.br/construcao/tecnologia-materiais/norma-de-esquadrias-passa-por-revisao-255944-1.asp 

Comissão de estudos também trabalha no desenvolvimento de diretrizes para a atribuição de um selo de desempenho acústico


Aline Rocha





Marcos Lima
Até o próximo mês a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) deve disponibilizar para consulta nacional as partes 4 e 5 da NBR 10821, norma geral para o uso de esquadrias externas. Esta norma foi dividida em cinco partes, sendo que a primeira, segunda e terceira já foram revisadas em fevereiro de 2011. Agora, passam por revisão as duas últimas partes, que tratam dos itens de desempenho acústico, térmico, iluminação natural e funcionalidade, além de condições para contratação do produto, condições para aterramento nas edificações e requisitos de limpeza e manutenção.


A NBR 10821 também deve fornecer as diretrizes para a atribuição de um selo de desempenho acústico das esquadrias, de modo a atender a NBR 15575 - Desempenho das Edificações, também em fase de revisão. "Toda esquadria deverá ser fornecida com uma informação de atendimento à ABNT NBR 10821 e qual é o seu índice de redução sonora ponderado - Rw (dB). Com base nesse número, o construtor ou usuário poderá escolher a esquadria ideal em termos de desempenho acústico para a edificação em questão e nível de ruído externo existente",  explica a engenheira Fabiola Rago, coordenadora do grupo de estudos da norma.


Segundo a comissão de estudos de esquadrias, serão quatro níveis de classificação: o nível A para o produto de melhor desempenho, com Rw acima de 30dB. No nível B, estarão aquelas com isolamento entre 24 e 30 dB e no C, as esquadrias entre 18 e 24 dB. As esquadrias que receberem a classificação D (abaixo de 18 dB) deverão se adequar às exigências, pois esta classificação deixará de existir em dois anos. Esta medida pretende atentar os consumidores e os próprios construtores a respeito da qualidade das esquadrias que vão adquirir. Os detalhes com relação à atribuição do selo, porém, ainda não estão definidos.

Sacola!


Autor: Desconhecido, está na rede...

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Transformar área de risco de favela paulistana em um ambiente de respiro em meio ao caos

Marcos Boldarini transforma área de risco de favela paulistana em um ambiente de respiro em meio ao caos
Conhecido pelo recente projeto de urbanização na área da favela Cantinho do Céu, o escritório de Marcos Boldarini se deparou novamente com uma difícil tarefa: transformar uma área de risco na favela Nova Jaguaré em um ambiente de respiro no meio do caos

http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo/217/olhar-para-dentro-boldarini-arquitetura-e-urbanismo-sao-paulo-255697-1.asp

Por Ursula Troncoso Fotos Daniel Ducci





Boldarini Arquitetura e Urbanismo . São Paulo, SP . 2010/2012


Não se pode mais fingir que as favelas não existem. A solução é investir em melhorias. A partir dessa ideia, a Secretaria de Habitação de São Paulo (Sehab) organizou o programa de urbanização de favelas, que prevê novas moradias, infraestrutura e obras de contenção, drenagem e proteção de áreas de risco.
Dentro desse programa está o projeto na favela Nova Jaguaré. No princípio do projeto, a reurbanização do local, situado próximo à Marginal Pinheiros, previa a construção de moradias. O plano, porém, mostrou-se inviável pela declividade do terreno, que chega a 35 m de desnível. Sorte dos moradores, que ganharam um lugar de lazer, esporte e respiro no meio de um espaço tão densamente construído.
Dentro de uma área de intervenção urbana de 15 mil m², o projeto com áreas de lazer e espaço público foi pensado para ser implantado no interior de uma quadra de 100 m x 150 m, justamente onde acontece a queda do terreno. Portanto, a praça faz a conexão entre os dois níveis do quarteirão e, consequentemente, faz a conexão do bairro. "O projeto foi refeito até conseguirmos equacionar o tratamento de uma área de risco com um programa de lazer e esportes", explica o arquiteto Marcos Boldarini.
O acesso central da praça, uma passarela entre dois conjuntos habitacionais do antigo programa Cingapura, não estava no primeiro projeto. "Foi legal a conversa com o poder público, porque conseguimos abrir essa entrada que não existia", diz Boldarini.
Para isso foram realizadas duas matrículas onde antes havia uma no conjunto do Cingapura, o que possibilitou a criação de um acesso público pelo meio do conjunto. A área abrigava um estacionamento que foi remanejado, e passou a ser a entrada principal, convidando os pedestres a adentrarem a quadra e encontrarem ali um espaço público aberto.
A solução conjunta entre urbanista e poder público definiu e deu a cara do projeto com forte condição de circulação: um caminho contínuo entre a cota inferior e a cota superior, agradável e pontuado por programas de lazer. O eixo de mobilidade e circulação, marcado pelas passarelas e escadarias metálicas, todas pintadas de preto, é também o grande eixo de drenagem e infraestrutura de toda a parte alta da favela.
Os arquitetos deixaram toda a primeira linha da praça - por onde se tem acesso aos programas de lazer e ao centro comunitário - acessível à cadeira de roda e, se necessário, até mesmo a um carro de manutenção. No primeiro nível está o acesso ao edifício do centro comunitário. Seguindo em rampa chega-se à zona do anfiteatro, um garrafão de basquete e uma área de playground.
Os brinquedos aproveitam o desnível do terreno como uma qualidade do projeto - caso da parede de escalada composta no talude, feita de pedras portuguesas e cubos de concreto.
No patamar seguinte fica o piso seco com bancos, livre para o uso que os moradores acharem mais adequado. Continuando a subida, o patamar que dá acesso à quadra de esportes. Para continuar subindo, agora, apenas com a escada metálica, que vence um desnível de 17 m, desdobrando-se como uma espécie de bicho articulado.
Para acesso ao centro comunitário, criou-se também uma rua de servidão lateral, que garante o acesso de automóveis de maior porte para coleta de lixo e manutenção. O programa que o centro comunitário abrigará será definido em conjunto com uma ONG - ao que tudo indica, será um telecentro com capacidade para 35 computadores. "É um programa que animará a praça durante todo o dia: manhã, tarde e noite", diz Boldarini.
O centro comunitário é um prédio neutro para quem o vê de fora, cravado nos muros de arrimo que seguram todo o conjunto. Um dos patamares da praça é formado em sua cobertura e, por isso, não é possível identificar um volume destacado. Todos estranharam também a escolha da cor, conta Boldarini. "Você vai querer pintar de preto mesmo?!", perguntavam-lhe no canteiro de obras. Em contraposição com essa vontade de se esconder e de se mesclar com o entorno, por dentro o edifício é generoso e cheio de luz. Tem pé-direito de 5 m e fachada composta de elemento vazado, que inunda o interior com luz natural, sem a incidência de sol.
E na fachada do centro comunitário um detalhe técnico importante: para criar a fachada de quase 5 m de altura de elemento vazado foi preciso estruturá-lo com uma trama de pequenas barras de aço, dispostas de 50 cm x 50 cm, que sustentam a metade de cima do peso na laje superior para que o bloco de elemento vazado não precisasse aguentar muito esforço.
O formato desta parede em planta - um V - também tem função estrutural. Na parte interna desenhou-se um caixilho com pedaços de vidro formando um desenho geométrico, solução para baixar o custo de uma cortina de vidro piso-teto.
Tentou-se garantir o máximo de área permeável em meio aos arrimos e taludes de concreto projetado. "Até a geometria dos pisos são a resultante das obras de contenção", explica o arquiteto. O projeto teve de se ajustar constantemente às exigências das obras de contenção e de geotecnia.
O artista plástico Maurício Adnolfi fez os painéis coloridos que seguem os muros de arrimo. A intervenção foi pensada como forma de suavizar e, ao mesmo tempo, marcar a forte presença dos muros que cortam a praça de fora a fora, em três níveis. Evoluindo com as cores em tons de verde, amarelo e azul, os muros ganham vida e ritmo, alegrando o percurso.
Já o paisagista Oscar Bressane encarou o desafio de plantar sobre os taludes de concreto projetado. Imaginando a semelhança com grandes rochas, plantou bromélias sobre os taludes de concreto, criando uma amarração que permitiu fixá-las. Para o resto do conjunto foram adotadas soluções paisagísticas convencionais de forrações e uma linha de árvores de maior porte que, depois que crescerem, proporcionarão um pouco de sombra. A preocupação era não criar espaços escondidos, para que a segurança da população fosse garantida.
O projeto da praça, além de proporcionar grandes visuais para o vale do rio Pinheiros, volta-se sobre si mesmo e escancara para seus moradores a situação estética e geográfica da favela Nova Jaguaré. A possibilidade de reconhecimento do lugar em que se mora é uma análise conceitual e poética que pode ser feita desse projeto. Não é à toa que um piso seco, no formato de um olho, foi instalado no centro do conjunto, além do mirante projetado no primeiro lance da escada metálica.
A reflexão sobre a cidade que queremos deve ser feita por todos e para todos. Uma boa maneira de começar é nos observar a partir de uma nova perspectiva.

LOOKING AT THE INSIDE
The Nova Jaguaré slum project includes leisure areas and a new circulation configuration with public spaces in the sloping lot, which has 35 meters of unevenness. Lucky are the dwellers, who gained a leisure, sports and breathing space in such a densely built location. The joint solution created by the urbanists and the government defined and elaborated the project with a strong circulation condition: a continuous path between the lower and the higher levels, pleasant and punctuated by leisure programs. The mobility and circulation axis, marked by the metallic skywalks and stairways, is also the main drainage and infrastructure in the higher portion of the slum area. The community center is a neutral building for those looking from the outside, installed in the prop walls of the complex. One of the plaza's platforms is its cover and, therefore, not identifiable as a separate volume. To create the almost 5 meters high hollow elements façade, it was necessary to structure it with a web made of small steel cables, disposed at every 50 cm, supporting the top half of the weight on the top slab. The format of this wall from the top - a "V" - also has a structural function. The plaza's project had to be constantly adjusted to the large contention and geotechnical requirements - besides providing large views to the Pinheiros river valley, it returns around itself and opens to its dwellers the aesthetic and geographic situation of the Nova Jaguaré slum.


Patentes verdes tem preferência!


Patente verde poderá 'furar fila' no Brasil

Instituto Nacional da Propriedade Industrial diz que avaliará novas tecnologias limpas em prazo de até dois anos
Média para análise de pedidos de proteção intelectual no país é de mais de cinco anos, afirma instituição

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/36384-patente-verde-podera-furar-fila-no-brasil.shtml

São Paulo, quarta-feira, 11 de abril de 2012Ciência

SABINE RIGHETTI
ENVIADA ESPECIAL AO RIO


O Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) vai priorizar, a partir de 17 de abril, o patenteamento de tecnologias consideradas "verdes", ou seja, que poluem menos ou que reduzem impactos ambientais.
A expectativa é que os pedidos de proteção para novas tecnologias nacionais mais limpas sejam analisados em até dois anos. Hoje, um pedido de patente leva em média cinco anos e quatro meses para ser analisado pelo Inpi. Até o ano passado, o processo levava até sete anos.
"Vamos acelerar porque queremos que a tecnologia limpa chegue logo à sociedade", afirma Douglas Alves Santos, pesquisador do Inpi que participou do projeto.
"Não podemos esperar seis anos para que uma solução ambiental seja aplicada no mercado", continua.

PRIMEIROS 500

De acordo com Santos, a ideia do Inpi é começar com um piloto de 500 pedidos de patentes feitos a partir de janeiro de 2011. Parte dos resultados dessas análises deve ser apresentados já na Rio+20 -a conferência da ONU para o desenvolvimento sustentável que acontece em junho, no Rio de Janeiro.
"Sabemos, por exemplo, que a maioria dos pedidos de tecnologias limpas nacionais está na produção de energia alternativa e na redução de resíduos", explica Patrícia Carvalho dos Reis, gerente do projeto do Inpi.
De acordo com ela, a definição do que é uma tecnologia "verde" teve base em metodologias de institutos de patentes de países como Estados Unidos, Austrália e Reino Unido, que já priorizam a análise de tecnologias limpas há alguns anos. Mas houve uma adaptação para o cenário brasileiro.
"Decidimos excluir, por exemplo, as tecnologias nucleares da lista de alternativas limpas", conta Reis.

À SOMBRA DE FUKUSHIMA

A decisão foi influenciada pelo acidente na usina nuclear de Fukushima, no Japão, atingida por um terremoto e um tsunami em março de 2011 -quando começou o grupo de estudos do Inpi.
Já o desenvolvimento de inovações para a produção de energia hidrelétrica, eólica e solar ficou na lista das prioridades.
O instituto espera atingir essa redução no tempo de análise das tecnologias "verdes" por meio de um conjunto de estratégias.
A primeira é excluir o tempo de sigilo de 18 meses após o pedido de proteção da tecnologia. Hoje, a Lei da Propriedade Industrial, de 1996, determina que uma patente só pode ser analisada após 18 meses de sigilo.
As patentes "verdes" vão quebrar essa regra -desde que o inventor autorize que a análise seja feita imediatamente após o depósito.
O mesmo procedimento é seguido em escritórios nacionais de patentes de vários países que priorizam as tecnologias limpas. No Reino Unido, por exemplo, uma tecnologia desse tipo leva nove meses para ser analisada.
A Coreia do Sul, por sua vez, já chegou a liberar uma patente verde em 18 dias.
O Inpi também espera aumentar o seu quadro de pareceristas para acelerar o processo de análise. A expectativa é contratar 400 novos nomes até 2015.
O anúncio da priorização das patentes "sustentáveis" está marcado para hoje, quando o instituto brasileiro também deve firmar uma parceria com o EPO (Escritório Europeu de Patentes).
A intenção é que a parceria facilite o trânsito de informações entre os pedidos feitos no Brasil e na Europa por meio de tradução do português ao inglês, e vice-versa, dos pedidos.



BUROCRACIA
Pedido de patente poderá ser feito eletronicamente a partir de julho


DA ENVIADA ESPECIAL AO RIO - A partir de julho, os pedidos de patente poderão ser submetidos ao Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) pela internet, por meio de formulários eletrônicos. Hoje, o acompanhamento da análise dos pedidos já pode ser feito eletronicamente. Mas o pedido ainda era feito totalmente no papel.
O novo formato,pela internet, batizado de e-patente, tem base no sistema eletrônico do EPO (Escritório Europeu de Patentes), que concentra escritórios de patentes de 38 países da Europa.
A ideia do Inpi, de acordo com a assessoria do instituto, é acelerar as análises. Hoje, uma patente leva em média cinco anos e quatro meses para sair do papel. Em alguns países desenvolvidos, o prazo é de cerca de dois anos.
A previsão, de acordo com Julio César Moreira, diretor de patentes do instituto, é aumentar a quantidade de depósitos de patentes em até 10% neste ano, em relação a 2011, quando foram depositados 31.924 documentos.
(SABINE RIGHETTI)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Empregos verdes estão em alta e devem ter 25 milhões de vagas até 2030


http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/4653

Postado em 10/04/2012 às 12h20

Profissões ligadas à área ambiental estão em alta. Segundo informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a economia verde será responsável pela criação de 25 milhões de postos de trabalho até 2030. Atualmente a área emprega quase três milhões de profissionais.
O potencial deste mercado é reconhecido por diversas instituições ligadas às carreiras. Em declaração ao Estadão, Mirela Sandrini, diretora-executiva do Fundo Vale, explica que este segmento é bastante promissor e se fortalece a cada dia. Além disso, as áreas de atuação são diversas e entre os profissionais estão: economistas, engenheiros, biólogos, jornalistas, entre outros.
“Todas as áreas que têm alguma ligação com o impacto ambiental são consideradas verdes”, explicou Paulo Maçouçah, coordenador de empregos verdes do OIT. Os potenciais destacados por ele vão desde profissões ligadas ao saneamento e energia renovável até o ecodesign.
Durante entrevista ao jornal paulistano, a economista Inessa Salomão, que trabalha há quatro anos em projetos direcionados à área ambiental, argumentou que o Brasil é um país com bastante potencial em relação às profissões voltadas à sustentabilidade. “Quem entrar [neste mercado] vai se dar bem”.
As histórias de pessoas que se voltaram aos trabalhos verdes são muitas. Outro exemplo é a publicitária Ana Paula Juliato, gerente de marketing da marca Recicla Kids, um projeto que utiliza veículos de comunicação para ensinar as crianças sobre a importância da reciclagem.
Os profissionais ligados à área de direito também têm um bom campo de trabalho, que é expandido com a criação de legislações em prol da causa ambiental, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e também ganha com a mudança no Código Florestal.
Estes são apenas alguns exemplos de como diferentes formações podem estar ligadas ao meio ambiente. A diretora-executiva do Fundo Vale, Mirela Sandrini, acredita que as áreas mais promissoras sejam: operação de manejo florestal, biotecnologia, tecnologia e sustentabilidade. Com informações do Estadão / Foto: Mayra Rosa/CicloVivo
Redação CicloVivo

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Cigarro – Menos de 15% dos brasileiros são fumantes




Uma pesquisa realizada pela Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) divulgada nesta terça-feira (10) pelo Ministério da Saúde aponta que os fumantes no Brasil representam menos de 15% da população.
É a primeira vez que a marca atinge menos de 15%, desde a sua primeira medicação que ocorreu em 2006. Divulgado anualmente pelo ministério, o levantamento mostra um diagnóstico da saúde do brasileiro frente a questionamentos como os seus hábitos como o tabagismo, alimentação, atividade física, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, entre outros.
Fora mais de 54 mil pessoas entrevistadas entre os meses de janeiro e dezembro de 2011, nas 26 capitais do país e no Distrito Federal.
O percentual de fumantes passou de 15,1% (2010) para 14,8% (2011). Em 2006, quando a pesquisa começou a ser feita, a proporção era de 16,2%.
Os fumantes pesados (fumam mais de 20 cigarros ao dia) caíram para 4,3%. Os homens são os mais frequentes fumantes com 18,1%, ficando 12% para as mulheres.
Por outro lado, a população masculina tem melhor redução do hábito de fumar com 25%. Outro dado da pesquisa aponta que 11,8% dos brasileiros são fumantes passivos (pessoas que não fumam, mas moram com pelo menos um fumante).
A capital que apresenta maior número de fumantes é Porto Alegre (22,6%), seguida de Curitiba (20,2%) e São Paulo (19,3%). As capitais com menos fumantes são Maceió (7,8%), Salvador (8,6%), Aracaju (9,4%) e João Pessoa (9,4%).

Chapada dos Veadeiros ganha produtos turísticos sustentáveis

http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2012/04/03/chapada-dos-veadeiros-ganha-produtos-turisticos-sustentaveis/view


03/04/2012 11:54 - Portal Brasil

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, uma das mais importantes reservas do bioma Cerrado no País, ganhou aliados importantes para se tornar um destino turístico sustentável. Na última semana, foram apresentados, em Alto Paraíso (GO), os quatro produtos turísticos resultantes do Projeto de Fomento ao Turismo em Parques Nacionais e Entorno, iniciativa do Ministério do Turismo, em parceria com o Sebrae.



Estudo da Imagem da Biosfera Goyas, Mapas Turísticos do Parque, Plano de Marketing e Plano Municipal de Turismo são resultados de dois anos de trabalhos realizados no parque. Com o mapa, o turista terá em mãos a oferta de produtos e de serviços turísticos ofertados na unidade de conservação e em seu entorno. Os planos e o estudo fazem parte do conjunto de iniciativas voltadas para fomentar a integração e o desenvolvimento do turismo nas unidades de conservação contempladas.
“Com esse projeto, conseguimos estimular um diálogo entre os diversos atores que compõem a cadeia produtiva da região, promovendo a conservação e o desenvolvimento do turismo local. O objetivo é chegarmos a um modelo de turismo sustentável e a uma promoção consciente dos atrativos desses destinos”, explica a coordenadora geral de Serviços Turísticos do Ministério do Turismo, Rosiane Rockenback.
Os produtos foram entregues durante o Seminário de Encerramento do Projeto Fomento ao Parque Nacional de Chapada dos Veadeiros. O seminário contribuiu para a conscientização dos empresários para a melhora da qualidade do serviço e, principalmente, para mostrar a importância dos parques para o turismo da região. “A preservação do parque traz um grande fluxo de turistas, com o apoio das entidades parceiras conseguimos trabalhar melhor junto ao trade turístico”, afirma o secretário de Turismo de Alto Paraíso, Fernando Couto.
O Parque da Chapada dos Veadeiros é o primeiro de cinco parques incluídos no Projeto de Fomento ao Turismo em Parques Nacionais e Entorno a conhecer os produtos do projeto. O Ministério do Turismo definiu um cronograma de apresentação dos resultados também no Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ), Parque Nacional Aparados da Serra (RS/SC), Parque Nacional de Anavilhanas (AM) e o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE).
O projeto conta também com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Associação Brasileira de Turismo de Aventura e Ecoturismo (Abeta) e governos locais.

Fonte:

Meio Ambiente - Alto índice de reciclagem na Holanda pode ser exemplo para indústria paulista



Ter, 10 de Abril de 2012 17:54

http://noticias.portalbraganca.com.br/meio-ambiente/65-internacional/7558-meio-ambiente-alto-indice-de-reciclagem-na-holanda-pode-ser-exemplo-para-industria-paulista.html

A indústria paulista poderá seguir o exemplo da Holanda, que recicla 80% dos resíduos sólidos produzidos no país, para se adaptar à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em 2010 e que deve ser implementada até 2014.

“Precisamos de tecnologia e também de logística reversa, que é a operação de trazer de volta esses itens para o processo produtivo. Como fazer isso? É melhor buscar com quem já aprendeu a fazer do que começar o processo do zero”, disse o diretor de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Eduardo San Martin, durante apresentação de dados sobre a política holandesa de gerenciamento de resíduos.

Ao apresentar os dados, Herman Huisman, coordenador da NL Agency, entidade responsável pelo processo na Holanda, disse que existem regras básicas que podem ser reproduzidas no Brasil, apesar das diferenças entre os países. “O primeiro passo seria deixar os aterros sanitários menos atrativos. Eles seriam usados somente para resíduos que resultarem do processo de reciclagem.”

Huismann considerou “bastante ambiciosa” a meta traçada pelo Política Nacional de Resíduos Sólidos, tendo em vista o curto tempo de adaptação. Ele chamou a atenção para a necessidade de criar mercados para os recicláveis, assim como programas de cooperação dentro do governo.

A ministra de Infraestrutura e Meio Ambiente da Holanda, Melanie Schultz, destacou a importância da aplicação da legislação e do desenvolvimento de projetos de educação ambiental para alcançar as metas propostas. “O Brasil experimentou um grande desenvolvimento nos últimos anos e agora reconhece a necessidade de uma legislação e de uma educação fundamentais para o desenvolvimento cultural e econômico do país”, disse ela.

As leis holandesas relacionadas ao tema foram aprovadas na década de 1970, em uma época de muita poluição e de problemas de saúde pública no país, como a cólera. Hoje, o volume de resíduos que segue para aterros fica entre 3% e 4%.