Parques sustentáveis com enfoque na sustentabilidade; socioambiental; saúde; longividade; qualidade de vida; Feng Shui; terapia holística e afins.
sexta-feira, 9 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
BB e governo de SP lançam 'Minha Casa' paulista
MARIA CRISTINA FRIAS cristina.frias@uol.com.br
O Banco do Brasil e o governo de São Paulo lançam convênio para aquisição da casa própria pelos servidores públicos estaduais.
O Casa Paulista é alinhado ao Minha Casa, Minha Vida da administração federal.
O benefício dado pelo programa paulista pode chegar até a 150% do valor dos descontos ou subvenções oferecidos pelo programa federal, segundo o novo diretor do BB em SP, Walter Malieni.
"Ele integra o subsídio do programa do governo federal ao do governo paulista, podendo ser de cerca de R$ 60 mil", afirma. Os recursos virão do governo estadual, de acordo com o diretor.
O Casa Paulista estará disponível para servidores ativos e inativos da administração direta, fundacional e autárquica dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Para solicitar o subsídio complementar da Casa Paulista, o servidor deve atender às condições exigidas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, pelo FGTS e pelo banco, e ter renda familiar bruta mensal de até R$ 3.100.
O imóvel deve ser novo e localizado em área urbana de qualquer município do Estado de São Paulo.
A expectativa é de 20 mil operações em quatro anos - 8.000 ainda em 2012.
Os juros são de 5% a 6% ao ano e o prazo, de 360 meses.
"O programa ampliará a participação do banco no mercado imobiliário", diz.
Casa eficiente deve ser inaugurada na capital em agosto
08/03/2012 - 07h00
ROSANGELA DE MOURA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Até agosto, São Paulo deverá ter uma construção referência em economia energética. Essa é a proposta da Basf com a CasaE, que será construída no Campo Belo (zona sul da capital) e ficará aberta ao público.
O projeto de dois andares, desenvolvido pelo escritório da arquiteta Athié Wohnrath, economizará até 70% de energia elétrica em relação a uma construção tradicional.
| Divulgação |
| CasaE será construída pela Basf no Campo Belo |
As paredes são feitas com placas de poliestireno expandido preenchidas por concreto, o material proporciona, além de resistência, conforto acústico e térmico.
Ainda no processo construtivo, produtos químicos aumentam a hidratação do cimento, reduzindo o uso de água e a emissão de CO2. No acabamento, tintas que refletem a luz são aplicadas externamente e tintas contra mofo e maresia, nas paredes internas.
A energia para a casa é captada por painéis solares. Vidros especiais permitem a entrada da luz do dia, sem a interferência do calor do Sol. A água da chuva também é captada para reúso nas descargas de banheiros. E pisos drenantes evitam o acúmulo da água.
A casa de 400 m² foi orçada em R$ 3 milhões, cerca de 30% a mais em relação a uma casa com as mesmas medidas com construção convencional, pois alguns materiais ainda são importados.
Antônio Lacerda, vice-presidente da Basf para a América Latina, conta que o projeto ainda é considerado conceito porque alguns dos produtos não foram lançados no mercado. "Com essa gama de produtos no varejo, o acréscimo de 30% no custo da construção tende a desaparecer", estima.
Dia Internacional da Mulher no centro da cidade...
08/03/2012 - 04h41
Mulheres sem-teto ocupam prédio e fazem panelaço em SP
MARTHA ALVES
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
Atualizado às 05h16.
Um grupo de ao menos 200 mulheres ligadas a movimentos de luta por moradia ocuparam um prédio particular de dez andares na esquina da Praça João Mendes com rua Quintino Bocaiúva, na região central de São Paulo, por volta da 0h desta quinta-feira. Não houve confrontos.
A ocupação faz parte de um protesto em comemoração ao Dia Internacional da Mulher para chamar a atenção dos governos municipais e estaduais para políticas sociais de habitação para as mulheres e denunciar a violência nos despejos de áreas ocupadas.
| Eduardo Anizelli/Folhapress | ||
| Grupo de mulheres sem-teto invadem predio no centro de SP |
Segundo líderes do movimento, a ocupação tem horário para terminar. Por volta das 14h, o grupo se reúne a outro grupo de mulheres ligadas a organizações feministas. Elas deixam o local fazendo um panelaço -relembrando o movimento das panelas vazias da década de 80.
As manifestantes seguem em passeata até o TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo, na praça da Sé, para protestar contra a violência no despejo das famílias da área ocupada do Pinheiro (São José dos Campos) e de outras 150 mil famílias podem ser despejadas até 2014.
Após o protesto em frente ao TJ, as mulheres continuam a passeata passando pela CDHU --na rua Boa Vista-- e a prefeitura. O encerramento do protesto será em frente à Secretaria da Educação, na praça da República, onde o grupo espera reunir ao menos 15 mil mulheres para reivindicar melhorias na educação.
PROTESTO CONTRA AÇÃO DA POLÍCIA
Sem-teto ligados ao MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) se reúnem por volta das 9h desta quinta-feira em frente à estação da Luz, na região central de São Paulo, para sair em passeata pelas ruas do centro.
Após a aglomeração, os manifestantes partem em marcha até a avenida Tiradentes e ao quartel da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), no bairro da Luz. O protesto termina em frente a sede do Comando Geral da Polícia Militar de São Paulo.
Segundo líderes do movimento, o grupo aproveita a comemoração do Dia das Mulheres para protestar e denunciar estupros praticados por policiais durante o despejo da área ocupada do Pinheirinho (São José dos Campos) e exigir a punição dos envolvidos.
O grupo também informou que quer deixar claro à PM que não aceitará "um novo massacre, tal como ocorreu em São José dos Campos" em outras áreas ameaçadas de despejo como o Novo Pinheirinho de Embu e Santo André, na Grande São Paulo, e a ocupação Zumbi de Palmares, em Sumaré (118 km de São Paulo).
Concurso internacional busca projetos sustentáveis para habitações no Peru
5/Março/2012Trabalhos devem se integrar às características arquitetônicas de três regiões distintasMauricio Lima | ||
O Green Building Council abriu inscrições para o concurso de projetos Arquitetura Sustentável e Inclusão Social, que busca propostas para habitação social. Podem participar arquitetos de todo o mundo, devidamente habilitados.
Os participantes podem criar projetos para três regiões do país: Costa, Serra ou Selva, observando os critérios de sustentabilidade energética e ambiental. Os trabalhos devem se integrar às características arquitetônicas de cada local.
As inscrições podem ser realizadas pelo site do concurso, sob pagamento de taxa de US$ 100. Os trabalhos devem ser enviados até o dia 30 de abril de 2012.
O resultado do concurso será divulgado em 18 de maio de 2012. O primeiro colocado ganhará US$ 4 mil, enquanto os segundo e terceiro colocados receberão US$ 2 mil e US$ 1 mil, respectivamente.
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SP anuncia plano contra enchentes para 2040
Obras mais simples, no entanto, devem ficar prontas em cinco anos
Kassab vai priorizar seis das 78 bacias existentes na capital; gestão ainda não tem estimativa de custos
EDUARDO GERAQUE
DE SÃO PAULO
A cidade de São Paulo, pela primeira vez em sua história, pode ter um plano integrado contra as cheias. Mas mesmo que a intenção da prefeitura anunciada ontem dê certo, as medidas só vão ficar totalmente prontas em 2040.
A gestão Kassab, com consultoria de pesquisadores da USP, passou mais de um ano para escolher seis bacias prioritárias da cidade (veja quadro ao lado).
Elas representam apenas 12,5% da área da capital ou 20% da população. São Paulo tem 78 bacias totalmente contidas no município.
Pelo plano anunciado ontem, haverá uma concorrência pública internacional que será lançada, provavelmente, no mês de abril.
As empresas ou consórcios interessados no edital terão um ano para apresentar as soluções contra enchentes, em cada uma das seis bacias.
O resto da cidade, por enquanto, não será contemplado pelos estudos iniciais.
Com seis conjuntos de ações prontos, a prefeitura poderá fazer um novo edital para realmente começar a tocar as diversas obras. O poder público não tem uma estimativa de custo dos planos.
"Não se trata apenas de grandes intervenções", explica o secretário Miguel Bucalem (Desenvolvimento Urbano). "Em alguns casos, pequenas medidas, ou até mesmo ações não estruturais, como a restauração da vegetação em algum ponto, também será importante."
ETAPAS
Os seis planos contra cheias terão que apresentar as soluções para cada uma das bacias em três etapas. A primeira, emergencial, deve contemplar ações para cinco anos. A segunda para 15 anos e a terceira tem como horizonte o ano de 2040.
A cidade, até lá, terá seis novas administrações, que vão precisar dar continuidade ao processo em curso.
No chamado longo prazo, afirma Mario Thadeu de Barros, professor da USP e assessor da prefeitura, haverá obras na capital para uma taxa de retorno de cem anos.
Ou seja, pelo menos parte da cidade estará protegida contra chuvas fortíssimas, que costumam atingir a cidade em uma média de cem anos. Segundo o especialista, não existe, entre as seis bacias escolhidas, aquela que seja mais ou menos complicada para o planejamento contras as cheias.
Bombeamento d'água à energia solar
Bomba de água movida por energia solar -- anauger
Coopercitrus e Anauger apresentarão, na feira Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), o novo sistema
02/03/2012 - 07:41
Terra da Gente, com info Anauger
Terra da Gente, com info Anauger
Um equipamento de bombeamento de água que, para funcionar, depende única e
exclusivamente da energia solar. Essa será a novidade que a Coopercitrus, em
parceria com a Anauger, apresentará na Agrishow 2012 – Feira Internacional de
Tecnologia Agrícola em Ação, que acontecerá em Ribeirão Preto, interior de SP,
entre os dias 30 de abril e 04 de maio.
O produto estará
exposto num local estratégico, que abrangerá áreas interna e externa do estande
da Coopercitrus, de forma que os visitantes possam compreender o seu
funcionamento completo. Destinado a inúmeros fins, o novo equipamento poderá ser
usado em fazendas e sítios que não disponham de energia elétrica (em função de
apresentarem grandes extensões) ou que não possam instalar as bombas hidráulicas
tradicionais.
O novo sistema da Anauger poderá atender usuários que dependem de água limpa
para irrigação e abastecimento de bebedouros animas, garantindo inclusive a
saúde dos bichos e evitando contaminações.
“O nosso produto funciona somente através da energia do sol”, salienta Marco
Aurélio Gimenez, diretor comercial da Anauger. "Essa é a missão da empresa.
Poder oferecer equipamentos inovadores e, ao mesmo tempo, sustentáveis, que é
uma preocupação do consumidor de hoje", conclui.
Consumo consciente e práticas sustentáveis
fonte: http://loja.eudorasolar.com.br/ecommerce_site/index.php?&cdg=7179&sid=8rq1t6n9ckdntpnunuauioes62-1332108988
Futuro da construção é incorporar resíduos de outras indústrias
6/Março/2012Reciclagem de concreto para agregado também é tendência mundial
Luciana Tamaki
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Uma das maiores tendências para as estruturas de concreto é incorporar resíduos de origens diversas. Ou seja, a construção civil deve receber cada vez mais os resíduos de outras indústrias. Consequentemente, explica Luiz Carlos Pinto da Silva Filho, a construção deve aprender a construir com materiais não tão bons como no passado. O engenheiro analisou as tendências para o concreto estrutural no seminário Concreto - Estruturas e Fechamentos para Edificações, realizado hoje (6) pela PINI.
Outro tipo de reúso que deve crescer é de agregado reciclado de concreto. Segundo índices do Japão apresentados por Silva, o custo inicial de concreto com este agregado é quase o dobro de quando se usa agregado convencional, porém, em sua vida útil, seu custo já compensa. No Reino Unido, 22% do agregado é reciclado de concreto. Para sua disseminação no Brasil, analisa o engenheiro, o desafio é a gestão de coleta, separação e processamento deste material.
Ainda segundo Silva, será essencial reduzir o clínquer no cimento e reduzir em geral a emissão de CO2 em toda a cadeia da construção, uma das atividades mais emissoras do mundo. Também será realidade o mapeamento do ciclo de vida dos materiais, para controle ambiental.
Em relação ao uso, o concreto autoadensável, já conhecido de todos, será o componente de praxe e deve virar o novo "convencional". O concreto não será mais especificado somente em relação à sua proporção água-cimento, mas também, defende o engenheiro, serão necessárias especificações por desempenho, como por exemplo o coeficiente de difusão.
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quarta-feira, 7 de março de 2012
Eólica: Brasil lidera mercado na América Latina
http://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2012/03/eolica-brasil-lidera-mercado-na-america-latina/17703

Da Agência Ambiente Energia - O Brasil ocupa a liderança do mercado de energia eólica na América Latina, segundo apontaram os números apresentados no Comitê Latino-Americano do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) durante encontro realizado no México. O país foi responsável por 50% das instalações efetuadas na América Latina em 2011, com 582,6 gigawatts (GW), e também se destaca quanto à capacidade total investida em energia eólica.
Na segunda posição do ranking, está o México, com 31%; seguido por Honduras, que responde por 9%; Argentina, com 7%; e Chile, com 3%. No levantamento, o Brasil também se destaca no aspecto da potência instalada acumulada por país, de 2008 a 2012, alcançando um volume de 1.509 MW.
Analisando as perspectivas de crescimento até 2020, a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) , instituição que congrega e representa o setor eólico no país, continua atuando para garantir asustentabilidade da indústria eólica, que apresentou crescimento notável nos últimos anos. “Nossa previsão é que o Brasil atinja o potencial de 20.000 MW instalados até 2020 e esse número é muito plausível. Para sustentar essa indústria, basta vender, pelo menos, 2 GW por ano, somando-se o mercado regulado e mercado livre”, destaca Pedro Perrelli, diretor executivo da Associação de Energia Eólica (ABEEólica), que participou do encontro.
Segundo dados disponibilizados pelo GWEC, a previsão é de que América Latina e Caribe atinjam 30.000 MW de capacidade cumulativa até 2020. O Conselho também disponibilizou estatísticas quanto à participação dos fabricantes de turbinas eólicas nos três principais mercados latino-americanos. No Brasil, a Enercon tem 43%, Suzlon 24%, Impsa 22% e Vestas 10%. No México, a Acciona WP tem 63%, Gamesa 23% e Clipper 14%. Já no Chile, Vestas detém 57%, Acciona 30%, Dewind 10% e Siemens 2%.
Residências com containers para universitários da Universidade de Ultrecht, na Holanda.
fonte: http://rodrigobarba.com/blog/2007/05/18/casa-container-nao-e-favela-japonesa/
autor: Rodrigo Barba
Rodrigo Barba tem 27 anos é doutorando em comunicação, desenvolvedor web, curioso, publicitário, entusiasta, adorador de jogos de tabuleiro e interessado em ativismo, design, arquitetura, green design, comunicação e web.blog@rodrigobarba.com
o
Sabe aquele tipo de email que você recebe com algo muito legal e que só vem com fotos e um título sem fonte nenhuma pra você saber mais? Pois este é um desses casos, eu já recebi pelo menos duas vezes um email falando dessas mini-casas em forma de containers que diziam ser as “favelas” japonesas.
Finalmente eu encontrei elas, o nome dado ao projeto é Spacebox e são como mini apartamentos, contendo cozinha, banheiro, chuveiro em uma área de 18m² o menos modelo.
A obra é do arquiteto Mart de Jong / De Vijf e sabe da onde ele é? da Holanda e o projeto foi desenvolvido para ser residências para universitários da Universidade de Ultrecht em 2005. Incrível o que dá para fazer com 18m², adorei a idéia. Mais fotos e informações no Fotos De Arquitectura, no Arcaid e no MocoLoco.
Finalmente eu encontrei elas, o nome dado ao projeto é Spacebox e são como mini apartamentos, contendo cozinha, banheiro, chuveiro em uma área de 18m² o menos modelo.
A obra é do arquiteto Mart de Jong / De Vijf e sabe da onde ele é? da Holanda e o projeto foi desenvolvido para ser residências para universitários da Universidade de Ultrecht em 2005. Incrível o que dá para fazer com 18m², adorei a idéia. Mais fotos e informações no Fotos De Arquitectura, no Arcaid e no MocoLoco.
Ciclistas se reúnem na Avenida Paulista para manifestação
06/03/2012 20h18 - Atualizado em 07/03/2012 00h41
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/03/ciclistas-se-reunem-na-avenida-paulista-para-manifestacao.html
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/03/ciclistas-se-reunem-na-avenida-paulista-para-manifestacao.html
'Bicicletada Nacional' acontece em cerca de 25 cidades nesta terça.
Morte
de ciclista na avenida na sexta-feira (3) é um dos motivos.
Rafael Sampaio Do G1 SP
A manifestação, chamada de Bicicletada Nacional, ocorre em pelo menos 25 cidades.
saiba mais
A Polícia Militar destacou 30 homens, 16 motos e cinco carros de polícia para
atuar na operação. Responsável pelo policiamento, o comandante Benedito Del
Vecchio afirmou que a manifestação era pacífica.Os manifestantes saíram por volta das 20h20 da Praça do Ciclista, na Consolação, em direção ao Museu de Arte de São Paulo. No momento da largada, eles ocuparam todas as pistas da Paulista no sentido Paraíso. O protesto seguiu por toda a Avenida e chegou a ultrapassar as ruas Pamplona, Joaquim Eugênio de Lima, e a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio.
Em memória
Os manifestantes passaram pela "ghost bike" colocada em memória à Juliana, na esquina da Rua Pamplona com a Avenida Paulista. Velas foram acesas e flores foram depositadas sobre a bicicleta. Selma Bonbachini, de 58 anos, mãe de uma cicloativista muito amiga de Juliana, chorou após colocar suas flores.
homenagem à ciclista Juliana Dias
(Foto: Rafael Sampaio/G1)
A secretária bilíngue Célia de Moraes, de 34 anos, participa das bicicletadas desde 2007. Ela conhecia Juliana . "Ela era ex-namorada do meu melhor amigo", disse Célia, que conhecia a garota havia ao menos um ano. A secretária disse se lembrar de Juliana como uma pessoa alegre, extrovertida, "uma ativista como a gente". "A Julie [apelido de Juliana] vai ficar na nossa memória para sempre, ela poderia estar aqui", ressaltou.
Ela, que mora no Brooklin e trabalha em Pinheiros, faz todos os dias o trajeto de bicicleta. "Prefiro a bike, porque não aguento mais ficar no carro." Célia criticou os motoristas de ônibus pelo desrespeito com os ciclistas. "Tem muito motorista de ônibus despreparado. A SPTrans não fiscaliza direito se eles estão preparados, as empresas de ônibus contratam qualquer um", disse.
A secretária afirmou que o que ocorreu com Juliana não foi um acidente. "Foi culpa de um motorista imprudente e da falta de políticas no trânsito para proteger o ciclista", ressaltou. A manifestação, que estava prevista para acabar por volta de 22h, de acordo com a Polícia Militar, chegou a fechar as duas pistas da Paulista junto à Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, por volta de 21h.
Protestos na Paulista
Logo após o acidente que resultou na morte de Juliana Dias, na sexta-feira, alguns ciclistas chegaram a deitar no meio da pista como forma de protesto. Na noite daquele dia, centenas de pessoas participaram de um outro protesto, desta vez na Praça do Ciclista - próximo à Rua da Consolação.
Integrantes do Pedal Verde, que organizou a ação, plantaram mudas de cerejeira no local, a árvore preferida de Juliana. Com flores nos capacetes e em punho, alguns chorando, os ciclistas desceram do selim e caminharam pela Paulista, sentido Paraíso, empurrando a bicicleta. Ao chegar no ponto em que houve a colisão, a massa de pessoas cruzou a via e bloqueou todas as pistas no sentido Consolação, em uma homenagem que durou mais de uma hora.
terça-feira, 6 de março de 2012
Ciclistas se arriscam e cometem infrações
Na avenida Paulista, adeptos das bikes invadem calçada e fazem 'corredor'; na Sumaré, usam até a faixa de motos
Diretor de ONG diz que ciclistas têm de sobreviver no improviso e pede mudanças na lei
| Joel Silva//Folhapress | ||
| Na guerra por espaço no trânsito paulistano, ciclista trafega em faixa exclusiva para motocicletas na avenida Sumaré |
GIBA BERGAMIM JR.
DE SÃO PAULO
O ciclista ultrapassa um ônibus entre duas faixas da avenida Paulista, tira fina de outro coletivo e, ao ficar sem espaço na rua, invade a calçada. Mais adiante, volta à rua e segue viagem.
Na guerra por espaço no trânsito paulista, adeptos das magrelas que sofrem com o desrespeito de alguns motoristas também cometem irregularidades e se arriscam fazendo o chamado "corredor", circulando entre os veículos.
Três dias após a morte de uma cicloativista, a Folha esteve na avenida entre as 15h e 16h de ontem e flagrou em média uma "infração" de ciclistas a cada seis minutos. Entre elas andar na calçada e circular pela contramão.
Na avenida Sumaré, zona oeste, a reportagem viu ciclistas se arriscando na faixa exclusiva para motos, que circulam ali em alta velocidade.
Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, na ausência de ciclovia, as bicicletas devem andar nas bordas da pista. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) diz que a circulação na via de pedestres só é permitida quando o ciclista não estiver montado -ela não multa ciclistas.
"Tentamos fazer valer a lei e sobreviver com improvisos, já que a cidade é toda preparada para outros meios de transporte que não o nosso", diz o diretor da ONG Ciclocidade, Thiago Benicchio.
Para ele, os erros dos ciclistas não têm influência no quadro de violência do trânsito. "O que os ciclistas fazem são técnicas de sobrevivência numa cidade que ainda os considera invisíveis", diz.
Benicchio afirma que o motorista também desconhece as regras, especialmente o artigo 201 do Código, que determina que os veículos devem ultrapassar as bikes mantendo 1,5 metro de distância. O texto, porém, não deixa claro como o ciclista deve se portar ao fazer ultrapassagens.
Benicchio defende a renovação do código para que haja maior respeito aos ciclistas.
De chinelo, bermuda e boné, o entregador José de Oliveira, 52, costuma se arriscar na Paulista a bordo de sua Monark Barra Forte equipada com cestinha. "Se levar uma fechada, me jogo na calçada", diz ele, que abre mão de itens de segurança importantes. "Levei uns tombos, mas nunca me machuquei".
A CET diz estudar diversas alternativas para o trânsito seguro de bicicletas, como projetos para a implantação de mais 55 km de ciclovias.
Sem consenso, Planalto tenta adiar votação do Código Florestal
05/03/2012 - 18h10
MÁRCIO FALCÃO
MARIA CLARA CABRAL
CLAUDIO ANGELO
DE BRASÍLIA
MARIA CLARA CABRAL
CLAUDIO ANGELO
DE BRASÍLIA
Com medo de sofrer uma nova derrota na votação da reforma do Código Florestal, o Planalto trabalha para adiar para a próxima semana a votação. A análise do texto está prevista para esta semana.
O ministro Mendes Ribeiro (Agricultura) fez o pedido ao líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Mendes falaria também com o relator do projeto na Câmara, Paulo Piau (PMDB-MG), que até a tarde desta segunda-feira ainda não havia apresentado sua proposta de texto.
O Planalto considera que não é possível votar o código sem que haja um consenso na base em torno do texto aprovado no Senado. Para o governo, o texto aprovado em dezembro no plenário do Senado é o melhor entendimento possível sobre a reforma no código. Argumenta que ele foi negociado linha por linha com os deputados, portanto não deve ser alterado.
"O projeto não é do Senado, é do Senado e da Câmara", disse à Folha Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), relator do texto em três comissões do Senado. Segundo ele, assessores da Frente Parlamentar da Agropecuária foram chamados para ajudar a redigir a proposta.
Os ruralistas discordam. "Foi construído com os deputados até os 44 minutos do segundo tempo. Então, fora do combinado conosco, enfiaram uma meia dúzia de jabutis", como os princípios da lei, disse Moreira Mendes, líder da frente ruralista. "O Senado negociou, mas não aceitou", afirmou Valdir Colatto (PMDB-SC).
Os ruralistas pedem --e Piau provavelmente acolherá em seu relatório-- pelo menos duas mudanças importantes. A primeira delas diz respeito ao artigo 1º da lei, que estabelece seus princípios.
O Código Florestal original, de 1965, é uma lei ambiental, que estabelece restrições ao exercício do direito de propriedade em áreas privadas. O texto aprovado em 2011 na Câmara transformou-o numa lei rural. O Senado mudou esse caráter, estabelecendo como princípios da lei a proteção ambiental e o combate às mudanças climáticas.
"Em uma análise jurídica, o princípio pode passar por cima de qualquer lei", disse Colatto, para quem a manutenção dos princípios é "errar de novo".
Outra mudança proposta diz respeito à polêmica emenda 164, que dá anistia a desmatamentos feitos em áreas de preservação permanente, como margens de rio. Os produtores são obrigados, pelo texto do Senado, a recomporem um pedaço das APPs desmatadas, algo que o texto da Câmara dispensava.
Os ruralistas argumentam que não podem voltar atrás na anistia, já que o texto do Senado, afirmam, implicaria na subtração de 33 milhões de hectares à produção agrícola. "Como eu vou explicar para a base?", questiona Colatto. Ele diz que a bancada ruralista não abrirá mão da consolidação dos desmatamentos em APP. "Se a Dilma quiser, ela tire [vete]."
Diante das cisões na base, e temendo o episódio de rebelião de maio de 2011 --quando o texto de Aldo Rebelo mudando o código foi aprovado por 410 votos a 63, impondo à presidente Dilma Rousseff sua primeira derrota legislativa--, o governo entrou em campo para adiar a votação. "Não acho prudente partir para o voto agora", disse o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), porém, mantinha na segunda-feira a agenda de votação para terça. "Há um acordo para votar amanhã e ele está mantido. Agora cabe ao plenário e aos demais deputados chegar a um acordo sobre todos os pontos", afirmou. Para o petista, a votação deve acontecer o quanto antes, já que a proposta nunca vai "agradar nem aos gregos nem aos troianos".
Segundo a Folha apurou, se o rasgo na base não for costurado nos próximos dias, o código só será votado após a Rio +20, em junho. Para o governo e os ruralistas, é o pior cenário: em 11 de abril, vence o decreto que suspende as multas para produtores que estiverem em desconformidade com o Código Florestal, e o Planalto não está "nem um pouco disposto" a prorrogá-lo mais uma vez, segundo uma fonte próxima à negociação.
Por outro lado, Dilma também não quer adiar a votação, temendo que Marina Silva fature politicamente com o assunto durante a Rio +20. A ex-candidata à Presidência tem dito que a tramitação do código na Câmara é um "telecatch", uma guerra encenada.
"É uma jogada para a Dilma e o Planalto intervirem para salvar o código e aprovarem o texto do Senado", disse João Paulo Capobianco, assessor de Marina. "Só o fato de o governo aceitar Paulo Piau [ruralista e autor da emenda 164] como relator é um sinal disso."
Um 1 ano após tsunami, Japão ainda tem que lidar com montanhas de entulho
05/03/2012 - 08h56
http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1057167-um-1-ano-apos-tsunami-japao-ainda-tem-que-lidar-com-montanhas-de-entulho.shtml
DA BBC BRASIL
DA BBC BRASIL
Há quase um ano do terremoto seguido de tsunami que devastou o Japão, um dos principais desafios da reconstrução do país tem sido lidar com o entulho deixado no rastro da tragédia.
As autoridades conseguiram limpar as ruas e restabelecer as condições mínimas de vida da população nos centros urbanos das províncias mais afetadas, as de Iwate, Miyagi e Fukushima.
Segundo uma estimativa divulgada pelo governo, essas províncias produziram um total de 23 milhões de toneladas de entulho, e, até o momento, foram processados apenas 5% do material recolhido.
O entulho foi aglomerado em parques, campos de beisebol, pátios de escolas destruídas e outros espaços públicos. Carros e barcos destruídos também esperam um fim.
11 ANOS DE LIXO
O resíduo gerado em Iwate, por exemplo, equivale a 11 anos de lixo produzido pela província. Já Miyagi tem um total de entulho equivalente a 19 anos.
O custo estimado de eliminação destes resíduos passa dos R$ 16,4 bilhões.
Para piorar o cenário, outras províncias se recusam a receber o material, com medo de que o entulho possa estar contaminado com resíduos da usina nuclear de Fukushima.
Por enquanto, apenas Tóquio e Yamagata estão colaborando.
No Japão, grande parte do lixo é reciclada ou incinerada, em centros de processamento. Uma pequena parte apenas é depositada em aterros sanitários, prática pouco usada no país por causa da falta de espaço físico.
O país também exporta alguns dejetos para outros países asiáticos. Mas, no caso do entulho acumulado na região nordeste do país, o medo da contaminação nuclear tem anulado qualquer tipo de ajuda.
Segundo cálculos do governo japonês, a eliminação total de todo o resíduo gerado pelo tsunami deve se estender até março de 2014.
"Mas será extremamente difícil cumprir essa meta se o processo continuar nesse ritmo tão lento", criticou o ministro do Meio Ambiente, Goshi Hosono.
BUSCAS
No próximo domingo, dia 11, o Japão lembrará um ano do maior terremoto da história do país, seguido de um tsunami e de uma crise nuclear.
A tripla tragédia, segundo dados da polícia japonesa, deixou um saldo de 15.853 pessoas mortas - maior perda de vida num desastre desde a Segunda Guerra Mundial no país - e 3.283 foram dadas como desaparecidas, totalizando 19.136.
A busca pelos corpos, principalmente no mar, ainda continua.
Cerimônias especiais estão programadas durante toda esta semana e o primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, pediu à população que faça um minuto de silêncio às 14h46 locais no próximo dia 11, horário exato que o grande terremoto atingiu o país.
Os canais de tevê, jornais e revistas trazem também especiais que recontam histórias e mostram o que mudou neste um ano após a tragédia que comoveu o mundo.
LENTIDÃO
Reconstruir as cidades tem sido o maior desafio do governo japonês após a tragédia. A partir deste mês, os cofres públicos começam a liberar a primeira rodada de subsídios para as sete províncias e 59 municípios diretamente afetados pelo terremoto/tsunami.
São cerca de R$ 5,3 bilhões que devem ser aplicados na remoção de famílias para áreas mais elevadas e reconstrução de prédios públicos, como escolas, postos de saúde e portos.
No entanto, essa reconstrução caminha em ritmo muito lento e o problema não é só financeiro.
As autoridades conseguiram limpar as ruas e restabelecer as condições mínimas de vida da população.
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