segunda-feira, 5 de março de 2012

Ciclistas marcam para amanhã protesto nacional


05/03/2012 - 08h47

Após acidentes, ciclistas marcam para amanhã protesto nacional


EDUARDO GERAQUE
DE SÃO PAULO
FELIPE BÄCHTOLD
DE PORTO ALEGRE

Cicloativistas de todo o país preparam para amanhã uma manifestação em várias capitais a favor do uso da bicicleta como meio de transporte. Os eventos estão sendo programados para serem simultâneos, a partir das 19h.
Os protestos, de acordo com os integrantes dos movimentos Bicicletada e Massa Crítica, é uma resposta às mortes de três ciclistas ocorridas na sexta-feira passada.
Além da morte da bióloga Juliana Dias, 33, na avenida Paulista, após ser atingida por um ônibus, mais duas pessoas morreram, em Brasília e Marituba, na região metropolitana de Belém.
Todos os casos envolveram bicicletas e veículos de grande porte, sendo ônibus ou caminhão. O movimento que convoca a manifestação costuma fazer suas "bicicletadas" nas noites de sexta-feira em várias cidades.
Os protestos de amanhã, em nível nacional, foram convocados pela primeira vez.
Eduardo Anizelli/Folhapress
Ciclistas andam em ciclofaixa da zona norte de SP; protesto nacional é marcado para amanhã após acidentes
Ciclistas andam em ciclofaixa da zona norte de SP; protesto nacional é marcado para amanhã após acidentes
Em São Paulo, o evento ocorrerá na praça do Ciclista, na esquina da avenida Paulista com a rua da Consolação.
Durante o dia de ontem, nas ciclofaixas de lazer paulistanas, o acidente com a bióloga Juliana repercutia.
"O grande problema é a falta de respeito por parte dos motoristas de coletivo", afirmou Carlos Caldas, 56.
Há 16 anos ele usa a bicicleta como meio transporte. Durante cinco, ele trabalhou como "bikeboy" entregando medicamentos. "Rodava uns 120 km por dia", disse.
Para o advogado Marco Scalamandré, 46, que também usa a bicicleta uma vez por semana para trabalhar, inclusive na Paulista, falta treinamento aos motoristas.
"Muitas vezes, nem sabem ao certo o que estão fazendo. Ônibus é grande. É preciso que tenham consciência".
Moacyr Lopes Junior - 02.mar.12/Folhapress
Manifestantes protestaram na avenida Paulista após uma ciclista morrer atropelada no local
Manifestantes protestaram na avenida Paulista após uma ciclista morrer atropelada no local
Dados oficiais da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) de 2010 corroboram a preocupação dos ciclistas ouvidos pela reportagem.
Dos 49 ciclistas que morreram em São Paulo em 2010, 33 perderam sua vida após colisão com outro veículo. De todas as mortes, 48 eram do sexo masculino e apenas uma era mulher. A idade média das vítimas fatais é 38 anos.
O conflito entre bicicletas e outros veículos teve um capítulo famoso há praticamente um ano, em Porto Alegre.
No dia 25 de fevereiro de 2011, o funcionário do Banco Central Ricardo Neis avançou com seu Golf sobre ciclistas do movimento que convocou os protestos para amanhã. Ao todo, 17 deles ficaram feridos.
As bicicletadas gaúchas que ocorrem às sextas ainda causam polêmica, pois elas não seguem um trajeto fixo, o que complica o trânsito.

Bilionários investem em solução tecnológica para aquecimento




Bill Gates e criador do Skype bancam pesquisas para reverter clima da Terra a estado original
Empresas das quais eles são acionistas poderiam lucrar com a tecnologia; críticos temem efeitos adversos dos projetos


JOHN VIDAL
DO “GUARDIAN”



Um pequeno grupo de climatologistas, com o apoio financeiro de bilionários como Bill Gates, está fazendo lobby para que governos e órgãos internacionais apoiem experimentos para manipular o clima da Terra.
Os pesquisadores defendem métodos de geoengenharia (literalmente, "engenharia da Terra"), como borrifar a atmosfera com milhões de toneladas de partículas de dióxido de enxofre, capazes de barrar parte da luz do Sol e resfriar o planeta.
O argumento deles é que, com os riscos do aquecimento global e a dificuldade de reduzir a queima de combustíveis fósseis que o causa, é preciso um plano B se o mundo quiser evitar a mudança climática catastrófica.
É uma abordagem controversa. Outros cientistas e ambientalistas temem que, em vez de resolver o problema, a técnica acabe alterando padrões de chuva e causando mudanças climáticas ainda mais desagradáveis.
"Há muita coisa em jogo, e os cientistas que defendem a geoengenharia não são as melhores pessoas para lidar com as questões sociais e éticas que ela pode trazer à baila", diz Doug Parr, cientista-chefe do Greenpeace.

SKYPE
Além de Bill Gates, outros milionários e bilionários, como o britânico Sir Richard Branson, da Virgin, e Niklas Zennström, cofundador do sistema de telefonia online Skype, ajudaram a financiar relatórios que avaliam o potencial de uso das tecnologias de geoengenharia.
David Keith, da Universidade Harvard, e Ken Caldeira, da Universidade Stanford, são os dois principais defensores do incremento das pesquisas sobre geoengenharia.
Por enquanto, receberam quase US$ 5 milhões de dólares de Gates para gerir o Ficer (sigla inglesa de Fundo para Pesquisa Inovadora em Clima e Energia).
Quase metade do dinheiro do Ficer, que vem dos fundos pessoais de Gates, foi usado para financiar as pesquisas de Keih e Caldeira. O resto está sendo distribuído para outros cientistas defensores de intervenções de larga escala no clima da Terra.

PATENTES
Keith também é presidente de uma empresa de geoengenharia, a Carbon Engineering, que tem Bill Gates como um de seus principais acionistas. A preocupação dos críticos do lobby é que os cientistas teriam uma tendência a superestimar a eficiência da geoengenharia, já que poderiam lucrar com as patentes da tecnologia caso ela fosse colocada em prática.
"Há conflitos de interesse claros entre muitas das pessoas envolvidas nesse debate", diz Diana Bronson, pesquisadora do grupo canadense ETC, crítico de tecnologias emergentes como nanotecnologia e geoengenharia.
"Todo cientista tem algum conflito de interessa, porque todos nós gostaríamos de ver mais recursos indo para o estudo de coisas que achamos interessantes", rebate o climatologista Ken Caldeira.
"Eu acho que tenho influência demais, e não de menos. Faz muitos anos que defendo que as emissões de dióxido de carbono [principais causadoras do aquecimento] deveriam ser ilegais, mas ninguém nunca me ouviu", completa Caldeira.
O cientista também diz que, caso suas patentes de geoengenharia sejam utilizadas, doará todos os lucros para ONGs e organizações de caridade. "Não tenho expectativa nenhuma e nenhum interesse de criar uma fonte pessoal de renda a partir do uso das minhas patentes de modificação climática", diz o climatologista.

Casas com embalagens e garrafas plásticas


02/03/2012 - 12h33

No México, ONG constroi casas com embalagens e garrafas plásticas


Uma ONG (organização não governamental) está ajudando comunidades pobres a construir casas usando materiais como embalagens Tetra Pak e garrafas plásticas recicladas em Oaxaca, no sudeste do México.
Techamos uma Mano/.
Em Oaxaca, no México, casas são construídas com embalagens e com garrafas plásticas; veja galeria de fotos
Em Oaxaca, no México, casas são construídas com embalagens e com garrafas plásticas; veja galeria de fotos
As casas construídas pela ONG Techamos una Mano também utilizam estruturas de madeira e cimento, mas as embalagens ajudam a reduzir a necessidade desse tipo de material, que é mais caro.
As casas substituem os frágeis barracos que hoje sequer servem para abrigar as famílias.

Uso eficiente de energia elétrica nas escolas do Norte de Minas

http://www.onorte.net/noticias.php?id=37314

02/03/2012 - 18h57m

A simples ação de desligar o interruptor de luz ao deixar um cômodo ou evitar passar horas a fio no banho pode fazer uma diferença enorme na conta de luz de uma residência. Se atitudes como essas se tornarem hábito da maioria da população, a diferença passa a ser notada no planeta. E é apostando que a escola pode ser a grande motivadora de uma real mudança de atitude, que a Secretaria de Estado de Educação e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) lançaram o Projeto Cemig nas Escolas (Procel), em Montes Claros, na última quinta-feira (1º).
Diante de representantes de 92 municípios do Norte, entre prefeitos e secretários municipais de educação, representantes da Secretaria de Educação e Cemig explicaram o projeto, que vai beneficiar cerca de quatro mil escolas e 500 mil alunos das redes municipais e estadual do Grande Norte. O projeto tem por objetivo conscientizar professores e estudantes para fazer uso eficiente da energia elétrica. Por meio de capacitação de educadores e da distribuição de material didático específico, o projeto quer mostrar que uma simples mudança de hábito faz diferença.
Segundo a secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, tratar a questão dentro das escolas pode levar a uma mudança de cultura no trato da energia, pois os jovens servem de multiplicadores de boas ideias.
-Esse projeto visa mudar valores e comportamentos, e os estudantes serão os embaixadores dessas mudanças. A ideia de sustentabilidade tem de ser trabalhada dentro das escolas, durante o processo educacional e será propagada por meio dos jovens, analisou.
O diretor de distribuição e comercialização da Cemig, José Carlos de Mattos, reforçou o discurso e afirmou que é por meio da educação que se promove a mudança de consciência.
-A Cemig tem uma preocupação com a sustentabilidade, tanto que 99% da energia que produzimos vem de fontes renováveis. Entendemos o jovem, a criança como o canal para sedimentar o conceito de sustentabilidade na sociedade, por isso firmamos parceria com a educação, afirmou.
Representante de uma das Superintendências Regionais de Ensino (SRE) presente no lançamento, Leila Helena de Freitas aprovou o projeto. Diretora da SRE de Curvelo, Leila garante que os estudantes vão abraçar o propósito e levar o que aprenderem para dentro de suas casas.
-Os alunos são ávidos por coisas novas, são muito bons em abraçar causas que eles acreditam. Eles vão para a escola e levam o conhecimento para os pais. São nossos porta-vozes, analisa.



Premiação

O Procel vai capacitar professores das escolas nas quais vai atuar para repassar questões de eficientização energética. Além disso, escolas, professores e estudantes que melhor conseguirem assimilar essas questão e implantá-las no dia-a-dia serão premiados. Um edital com os critérios para essa premiação será divulgado ainda no primeiro semestre deste ano, segundo os representantes da Cemig.
O Procel vai atuar em escolas de outras regiões mineiras, mas o Norte marca o pontapé inicial. A parceria da Educação com a Cemig para o projeto já havia sido lançada no mês de janeiro deste ano. A cerimônia desta quinta-feira marcou o reforço desse compromisso e o início da sua implantação, primeiramente, no Norte de Minas.

domingo, 4 de março de 2012

EUA buscam liderança em energia limpa com ousadia tecnológica


03/03/2012 - 09h11



Sem política de governo que fixe limites à emissão de gases do efeito estufa, os EUA seguem como vilões do aquecimento global. Mas uma agência estatal de orçamento modesto mostra os primeiros sinais de que o país pode tomar um rumo diferente.
Em um encontro nesta semana, a Arpa-E (Agência de Projetos Avançados em Energia) realizou um congresso exibindo mais de 250 programas de pesquisa em energia que estão na fase de transição entre a experimentação e o mercado. Todos têm como meta oferecer alternativas aos combustíveis fósseis.
Empresas recém-criadas e laboratórios universitários correm por fora tentando criar tecnologias limpas que vão desde pipas equipadas com hélices para gerar energia eólica até bactérias geneticamente modificadas para produzir biodiesel.
Comandada pelo cientista de materiais Arun Majumdar, a Arpa-E tem tentado desde 2009 fomentar ideias na área. O dinheiro para isso não é muito, por enquanto. Com um orçamento de US$ 180 milhões, a agência tem para gastar em um ano o que o exército americano gasta em um dia no Afeganistão.
"A primeira coisa que perguntamos é se, caso o projeto tenha sucesso, vai fazer alguma diferença", diz Arun Majumdar. "A natureza desse tipo de inovação é arriscada, mas nós não corremos o risco pelo risco."
Editoria de arte/Folhapress
BILL GATES E CLINTON
O encontro em Washington atraiu alguns dos maiores investidores do país. Bill Gates, da Microsoft, elogiou o trabalho de Majumdar e disse que o país precisa criar um mercado de carbono para estimular as energias limpas.
O empresário já está investindo em uma empresa, a TerraPower, que busca tecnologias para usinas atômicas que gerem mais energia com menos lixo nuclear.
O ex-presidente americano Bill Clinton também foi convidado ao evento, onde elogiou a política energética da gestão Obama, mas cobrou mais investimento em inovação. "Acho que o governo deveria investir ainda mais dinheiro na Arpa-E", disse ele.
Aumentar o orçamento da agência, porém, passa por dificuldades políticas e pela superação de críticas de um Congresso traumatizado com o fracasso da Solyndra, empresa de energia solar que faliu no ano passado após contrair mais de US$ 500 milhões em empréstimos do governo.
A estratégia da Arpa-E porém, é diferente, fragmentando o auxílio de pesquisa e distribuindo-o a inúmeros projetos diferentes, na esperança de que algum mostre capacidade de competir e atraia investidores privados.
Por enquanto, parece estar funcionando. Um dos destaques em energia solar no último congresso da Arpa-E foi a 1366 Tecnhologies, empresa que misturou capital estatal e privado para criar uma técnica de fabricação de placas de energia solar 60% mais baratas.
"No total, levantamos US$ 26 milhões, sendo que US$ 4 milhões foram da Arpa-E", diz Craig Lund, vice-presidente da empresa.
Isso não significa que a agência não esteja distribuindo dinheiro também para propostas mais ousadas.
Uma das mais inovadoras de todas mostradas no congresso da empresa foi uma tecnologia de geração de energia eólica da empresa californiana Makani Power, que usa turbinas instaladas em hélices numa superpipa.
Um dos criadores da empresa é Don Montague, pioneiro do kitesurfing, esporte que inspirou a ideia. Protótipos foram desenvolvidos com US$ 20 milhões do Google e US$ 3 milhões da Arpa-E.

Exposições de educação ambiental ao seu alcance


02/03/2012 19:30



Associações de bairro, ONGS, igrejas e demais entidades podem agendar roteiros ecológicos Fernanda Ikedo
fernanda.ikedo@bomdiasorocaba.com.br


Assis Cavalcante/ BOM DIA
Os parques da cidade também atendem escolas de Sorocaba


Os parques da cidade também atendem escolas de Sorocaba

Se você não aguenta mais a sensação de clima abafado numa época em que se aproxima o outono, saiba qual a sua participação nisso.

Por meio de palestras, exposições e roteiros ecológicos os parques da cidade, por meio de programas de educação ambiental, levantam questões como essa e sensibilizam o público a mudarem o comportamento. 

Reciclar, não desmatar, consumir menos, não provocar incêndios, esses e outros quesitos são tratados de forma lúdica e criativa para pessoas de todas as idades.“As pessoas não precisam de informação. Isso elas tem, o que é necessário é provocar ações”, explica a bióloga Viviane Aparecida Rachid Garcia, que é responsável pelo setor de educação ambiental do Parque Municipal Zoológico Quinzinho de Barros.

É com esse pensamento que biólogos e educadores ecológicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente iniciam as atividades deste semestre.


Vai até à Comunidade/ Tanto o Zoo quanto o Parque da Biquinha tem exposições que vão até a comunidade (ONG, associação de bairro, igreja, etc), de graça, dependendendo apenas de agendamento.


O tema “Biodiversidade Urbana” será abordado pelos monitores do Zoo para abordar a importância das áreas verdes urbanas. “Para equilibrar o microclima local, contribuir com a purificação do ar e melhorar a sensação térmica”, exemplifica Viviane. 

Já os materiais pedagógicos da Biquinha dividem-se nos temas: “Aves Urbanas”, “Água”, “Cultura Indígena” e “Consumo Consciente”.
Conforme a coordenadora de Educação Ambiental da Biquinha, Cristiane Crispim, o grupo escolhe o tema e nós levamos a exposição interativa. 

O público mantem um contato próximo dos animais e passa a compreender melhor como o meio ambiente está ligado à nossa qualidade de vida”, destaca.

O “Zoo vai à Comunidade” acontece às segundas. O agendamento deve ser feito pessoalmente pelo responsável do grupo. Mais informações pelo telefone: (15) 3227-5454. O “Bica vai à Comunidade” é realizado às sextas-feiras. O agendamento pode ser feito pelo telefone: (15) 3224-1997. Já o “Chico sai do Parque”, atividade do Parque Natural Chico Mendes, é às quintas-feiras. Mais informações pelo telefone: (15) 3228-1256


Novidade na área/ Em abril, deve inaugurar o quinto parque da cidade. Trata-se do Ouro Fino que também desenvolverá atividades de educação ambiental. “Cada um dos parques do município tem um diferencial de atuação”, conta a bióloga Viviane. 


O Parque da Água Vermelha não tem exposição que possa ser levada ao público, como os demais, mas atende os visitantes com outras ações em relação à conscientização ambiental e de sustentabilidade.

Curso de mandarim gratuito para alunos de escolas públicas


Instituto Confúcio muda de sede e abre novos cursos de mandarim


http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/instituto-confucio-muda-de-sede-e-abre-novos-cursos-de-mandarim/n1597649728011.html

Instituição ficará no Ipiranga e terá capacidade para 1 mil estudantes. Cursos são gratuitos para alunos de escolas públicas

O Instituto Confúcio na Unesp, órgão oficial do Ministério da Educação chinês, está com inscrições abertas para os cursos extensivos de língua chinesa. Os interessados devem preencher um cadastro no site www.institutoconfucio.com.br, até o dia 15 de março.



Chéng Jing, professora do Instituto Confúcio, observa poema em mandarim


A partir deste ano, as aulas terão novo endereço. As instalações do instituto deixam o prédio da editora da Unesp, na Praça da Sé, centro de São Paulo, e passam para a região sul, no câmpus Ipiranga da universidade.

“A mudança significa uma ampliação da nossa estrutura para atender melhor a comunidade. Vamos sair de um espaço de 250 m² para um de 1,500 m² com cinco salas de aula, biblioteca, teatro e um centro cultural permanente sobre cultura chinesa”, conta o diretor do Instituto Confúcio na Unesp, Luís Antonio Paulino. Com a mudança, o número de alunos na capital paulista pode saltar dos atuais 250 para 1 mil, calcula Paulino.

O curso de mandarim começa em março e é organizado em módulos semestrais de 50 horas. Há aulas de manhã, tarde e à noite, e aos finais de semana. A ênfase é na conversação, dirigida para aspectos práticos do dia a dia, mas também ensina a leitura e a escrita dos ideogramas. Os professores são docentes chineses da Universidade de Hubei, na China, especializados no ensino do mandarim para estrangeiros.

Alunos de escolas públicas com idades entre 12 e 17 anos não pagam mensalidades, arcam somente com o custo do material didático (R$ 170, que pode ser dividido em cinco vezes). Para os demais, cada semestre custa R$ 500, também divididos em cinco parcelas.

O Instituto Confúcio na Unesp é resultado de um convênio entre a Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp) e o governo da República Popular da China em parceria com a Universidade de Hubei. Faz parte de uma rede internacional de 258 Institutos Confúcio presentes em 105 países, que têm por missão o ensino da língua chinesa, com o apoio do Ministério da Educação da China. É o único órgão no Brasil autorizado pelo governo da China a aplicar testes de proficiência de língua chinesa tanto para adultos (HSK) como para crianças e adolescentes (YCT).

O instituto também oferece bolsas de estudo para alunos interessados em estudar na China em duas modalidades: de um mês, para cursos de verão, e de um ano, para o curso extensivo de Língua Chinesa. Os cursos são realizados na Universidade de Hubei.

Atualmente o instituto está presente, além da capital paulista, em diversas cidades do interior de São Paulo onde a Unesp mantém unidades de ensino (Assis, Marília, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Araraquara, Jaboticabal, Botucatu, Guaratinguetá, São José dos Campos). Também mantém convênios com outras universidades, prefeituras e instituições do Estado de São Paulo.

Mais informações pelo telefone (11) 3107-2943 ou pelo e-mail info@institutoconfucio.unesp.br


Caramujo africano volta a preocupar população de Manaus


No bairro Aliança com Deus, os moradores afirmam que retiram sacolas cheias do molusco todo fim de tarde. O caramujo traz risco para os moradores das áreas infestadas
[ i ]A moradora do bairro Aliança com Deus, zona norte da cidade, retira todos os dias um saco cheio de caramujos africanos de seu quintal Foto: Jair AraújoA moradora do bairro Aliança com Deus, zona norte da cidade, retira todos os dias um saco cheio de caramujos africanos de seu quintal

Manaus - O caramujo africano volta a ser uma ameaça para a saúde pública em Manaus. No bairro Aliança com Deus, zona norte da cidade, os moradores afirmam que retiram sacolas cheias do molusco todo fim de tarde, apesar das várias campanhas de combate realizadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas).
Só este ano já foram 17 notificações de infestação em diferentes bairros de Manaus. “Com aumento da população do caramujo, consequentemente aumentam os riscos da população contrair doenças. O caramujo já é considerado uma praga urbana”, disse o infectologista e chefe do departamento clínico da Fundação de Medicina Tropical (FMT/AM), Antônio Magela.
Segundo o médico, o caramujo africano pode transmitir um verme para o homem que pode causar meningite, que é mais comum nas ilhas do Pacífico, Austrália e Ásia; e uma doença abdominal, com maior incidência nas Américas. “A doença de peritonite, que é a inflamação da membrana que recobre o intestino, pode ocasionar obstrução e perfuração intestinal. Mas raramente pode levar à morte”, disse.
O médico explicou, ainda, que o verme no homem se comporta como uma parasitose intestinal. “O tratamento é feito à base de medicamentos anti-helmintos. Em caso de perfuração e obstrução intestinal recomenda-se a cirurgia”, disse.
Praga
O caramujo africano se tornou um problema constante para os moradores da zona norte de Manaus, principalmente do bairro Aliança com Deus. A costureira Ruth Souza, 51, disse que todos os dias o quintal da casa dela fica cheio do molusco. “No final da tarde, coletamos uma sacola cheia. Eles ficam nas paredes das casas, plantas, em todo o lugar. Toco fogo neles, ponho sal, mas não tem jeito. Tem até filhotinhos”, contou.
Segundo Magela, os caramujos se reproduzem de forma assustadora. “Cada caramujo pode gerar até 300 descendentes num ano. A tendência é aumentar já que eles não têm um predador natural. Nem há um microrganismo que cause alguma doença nele como forma de controle”, disse o médico.
A comerciante Maria do Rosário, 55, também moradora do bairro Aliança com Deus, disse que os caramujos aparecem todos os dias no quintal da casa e durante todo o ano. “Não tem época. Eles aparecem até mesmo no verão”, disse.
Magela afirma que, realmente, o caramujo africano aparece durante todo o ano. Só que em períodos chuvosos, ele fica mais ativo, principalmente à noite e ao amanhecer.
Segundo a Semmas, o trabalho de combate ao caramujo consiste na realização de visitas de orientação sobre os seis passos corretos para a coleta e extermínio dos moluscos. De acordo com o órgão, cada morador é responsável pela limpeza e manutenção dos seus terrenos.
SEIS PASSOS
1 Manuseie e colete o caramujo com a proteção de luvas ou sacos plásticos.
2 Não coma, não beba, não fume e não leve a mão à boca, durante o manuseio do caramujo.
3 Coloque os caramujos africanos em sacos plásticos.
4 Para exterminar os caramujos, matenha-os dentro de dois sacos plásticos e pise em cima com calçado adequado para quebrar as conchas.
5 Após esses procedimentos, enterre-os em valas de 80 centímetros, jogando cal virgem em cima dos caramujos mortos nos sacos. Depois cubra a vala com terra.
6 Lave as mãos após esses procedimentos.

sábado, 3 de março de 2012

Ciclista morre atropelada por ônibus na av. Paulista



Bióloga foi 'fechada', afirma testemunha

Juliana Ingrid Dias, 33, era pesquisadora do hospital Sírio Libanês, na Bela Vista, onde trabalhava com células-tronco
Acidente ocorreu a poucos metros do local onde uma outra ciclista foi atropelada e morta em janeiro de 2009


Alessandro Shinoda/Folhapress
Corpo de ciclista morta por ônibus na avenida Paulista
Corpo de ciclista morta por ônibus na avenida Paulista
AFONSO BENITES
EDUARDO GERAQUE

DE SÃO PAULO
Uma ciclista de 33 anos morreu atropelada por um ônibus na manhã de ontem, na avenida Paulista, região central de São Paulo.
Juliana Ingrid Dias, bióloga e pesquisadora do hospital Sírio Libanês, seguia de bicicleta de sua casa, na Vila Mariana, para o trabalho, na Bela Vista, quando o motorista de um carro a "fechou" na avenida Paulista no sentido Consolação. Eram 9h50.
"Ela estava entre a primeira e a segunda faixa da avenida. Quando o motorista do carro a 'fechou'. Ela gritou: 'Cuidado comigo", relatou o estudante Mateo Augusto, 17, que testemunhou o acidente na esquina da avenida Paulista com a rua Pamplona.
Logo na sequência, um ônibus que estava na terceira faixa da direita para a esquerda mudou bruscamente para a segunda faixa e "fechou" a ciclista de novo.
"Ela gritou: 'Olha eu aqui' e gesticulou, o ônibus veio de novo para cima, parecia que queria bater intencionalmente nela, mas ela perdeu o equilíbrio e caiu", afirmou o estudante Augusto, que também é ciclista e é a principal testemunha do acidente.
Quando estava no chão, um segundo ônibus passou com a roda traseira sobre sua cabeça. Juliana morreu na hora. Segundo duas testemunhas e a Polícia Militar, a bióloga ainda foi arrastado por cerca de quatro metros antes do veículo parar. Ela usava equipamentos de segurança, como capacete e colete.
O motorista do ônibus que a atropelou não teve o nome divulgado. Ele disse que não viu a mulher pelo retrovisor, que trafegava lentamente e que só percebeu o acidente quando sentiu o movimento na roda traseira do veículo.
Ao se dar conta do atropelamento, o motorista desceu do ônibus e tentou socorrê-la. Antes, porém, anotou a placa e o prefixo do ônibus que "fechou" a ciclista.
Reginaldo Santos, 36, motorista desse ônibus, foi detido e indiciado sob suspeita de homicídio culposo (sem intenção de matar). Ele pagou fiança de R$ 1.500 e foi solto. A Folha não conseguiu falar com o advogado de Santos.
Após o acidente, ciclistas se deitaram num cruzamento da Paulista, mas foram logo retirados por PMs. À noite, a avenida foi tomada por cerca de 200 de ciclistas.
Eles fecharam a Paulista, caminharam entre a rua da Consolação e a rua Pamplona, acenderam velas, plantaram duas árvores cerejeiras, deixaram flores na calçada e instalaram uma "ghost bike", uma bicicleta branca, no local onde a bióloga morreu.
O acidente que matou Juliana aconteceu a poucos metros do lugar onde outra ciclista morreu, em janeiro de 2009. Na ocasião, a vítima foi a massagista Márcia Regina de Andrade Prado, 40. Lá, também há uma "ghost bike".
Segundo amigos, Juliana era de São José dos Campos, vivia na capital havia um ano e todos os dias ia de casa para o trabalho de bicicleta. Trabalhava com pesquisas de células-tronco e atuava em movimentos ambientalistas.
"Era uma pessoa que queria fazer sua parte para mudar o mundo", disse Luiza Calandra, 26, amiga da ciclista.
Colaborou LEONARDO RODRIGUES

SP não é cidade para bicicletas, diz professor da USP

DE SÃO PAULO
São Paulo não é uma cidade para bicicletas, afirma Jaime Waisman, professor da USP e consultor. Segundo ele, o espaço físico é muito estreito para que as bicicletas disputem em segurança espaço com os carros.
Folha - O trânsito de SP é seguro para as bicicletas?
Jaime Waisman - São Paulo não é cidade para bicicletas. Os cicloativistas vão me matar, mas essa é a verdade. O sistema viário é extremamente congestionado e limitado, o que causa uma briga selvagem para conseguir andar. Nessa briga quem leva a pior? O mais fraco, que são os pedestres e as bicicletas.

É possível conciliar a bicicleta com o trânsito?
Não dá para criar mais espaço, alargar as ruas nem restringir caminhões, carros, vans. São Paulo não tem estrutura para circulação de ciclistas, infelizmente.

E onde os ciclistas podem andar, então?
Em segurança, só em ciclovia ou ciclofaixa. No meio do trânsito, os atropelamentos continuarão acontecendo. Uma solução talvez fosse não estimular as pessoas a não andar em determinadas vias porque ali a probabilidade de morte é muito grande.

Risco é conviver com motorista hostil, diz ativista
DE SÃO PAULO

O risco para o ciclista na cidade de São Paulo não é andar na avenida Paulista ou em outras vias muito movimentadas, mas conviver com motoristas que não aceitam a presença dele, de acordo com Willian Cruz, cicloativista e autor do site "Vá de Bike".
Folha - A avenida Paulista é perigosa para o ciclista?
Willian Cruz - As avenidas de São Paulo são perigosas. Mas a questão é que uma via como a Paulista não tem como o ciclista evitar. Ela é mais plana que as paralelas, que são cheias de subidas.

Há mais riscos?
O perigo maior é o motorista que não aceita a presença do ciclista na rua. Quando ocupamos a faixa do meio na Paulista, pode parecer antipático, mas a nossa segurança aumenta bastante. A bicicleta tem direito de andar na via. Tem muito motorista consciente já, mas ainda temos problemas de levar fechadas e de gente que não respeita a distância de 1,5 metro do ciclista prevista na lei.

Como melhorar a segurança?
Se a prefeitura sinalizasse o solo, pintando um símbolo de bicicleta como a gente fez no passado, ajudaria. E é preciso conscientizar motoristas sobre a presença de ciclistas nas ruas.


Ciclista paulistano enfrenta falta de vias exclusivas e desconhecimento sobre lei

VANESSA CORREA
DE SÃO PAULO
A cidade de São Paulo tem 50,5 km de vias exclusivas para bicicletas abertas todos os dias, para uma população de 11,2 milhões de habitantes e 1,52 mil km² de área.
Se a ideia é oferecer segurança para quem quer se locomover de bicicleta, isso é quase nada.
Cidades como Buenos Aires e Paris, que recentemente intensificaram suas políticas para bicicletas, estão muito à frente.
A capital portenha ganhou nos últimos dois anos quase 70 km de ciclovias. Não parece uma diferença muito grande, mas a população paulistana é quase quatro vezes a de Buenos Aires, vivendo em uma área sete vezes maior.
Paris foi mais longe. Implantou 260 km de ciclovias nos últimos dez anos e chegou a um um sistema de 440 km, em área que é a metade da de Buenos Aires. A meta da cidade europeia é chegar a quase 600 km de vias exclusivas para as bicis até 2014.
'VAI PRA CALÇADA'
Além de não terem um sistema interligado de ciclovias que permita o deslocamento seguro pela cidade, os ciclistas paulistanos sofrem com a ignorância de motoristas sobre a legislação de trânsito.
Pela lei, a bicicleta é um meio de transporte que deve circular na via, na mesma mão que os carros.
Devido à falta de conhecimento, quem usa a bicicleta no dia a dia reclama de ouvir com frequência exclamações do tipo "vai para a calçada".
Outra queixa comum dos ciclistas é a falta de respeito à uma determinação do Código Brasileiro de Trânsito. Pela lei, motoristas devem manter distância mínima de 1,5 metro das bicicletas, inclusive lateral, sob pena de multa.
03/03/2012 - 08h36

São Paulo tem uma morte de ciclista por semana



Um ciclista morre por semana no trânsito da cidade de São Paulo, segundo o último dado disponível da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), de 2010.

A empresa diz que ainda não concluiu a compilação dos dados de 2011.
Foram 49 mortes de ciclistas em acidentes de trânsito em 2010. O número vem caindo: em 2009 houve 61 mortes; quatro anos antes, 93.
"Estamos sofrendo um genocídio", diz a cicloativista Renata Falzoni. Ela não acredita em acidente para o que ocorreu ontem --diz que há um desrespeito constante a artigo do Código de Trânsito Brasileiro que estabelece distância mínima de 1,5 metro dos carros para as bicicletas.
Moacyr Lopes Junior/Folhapress
Manifestantes protestaram ontem (2) na avenida Paulista após uma ciclista morrer atropelada no local
Manifestantes protestaram ontem (2) na avenida Paulista, em SP, após uma ciclista morrer atropelada no local
RECICLAGEM
Segundo a prefeitura, desde maio cursos de reciclagem são promovidos para motoristas de ônibus, que miram o respeito ao pedestre e o compartilhamento da via com ciclistas.
Um motorista que se envolve em acidente é afastado, diz a SPTrans, responsável pelo transporte público na cidade. Se comprovada falha, o condutor é encaminhado para reciclagem. Há 30 mil motoristas na cidade, diz o órgão.
A tendência de as ruas ficarem cada vez mais repletas de bicicletas não mudará, segundo Felipe Aragonez, diretor do instituto CicloBR. E isso é positivo, continua, pois faz os motoristas se acostumarem às bicicletas. É necessário, diz, que motoristas compartilhem a pista e andar em velocidade adequada.
Ele cita o exemplo da avenida Paulista, por onde passaram 733 bicicletas em um dia da semana, segundo pesquisa da CicloBR em 2010.
Arte/Editoria de Arte/Folhapress

Resolvido! Sacolas de papel!

02/03/2012 - 10:17

Mundial Calçados substitui sacolas plásticas por embalagens de papel


Empresa reforça conceito de sustentabilidade com a troca por embalagens produzidas pela Antilhas.
São Paulo – Com o objetivo de reforçar o compromisso com a sustentabilidade que já está presente em todas as suas lojas, a Mundial Calçados, uma das maiores varejistas especializada em calçados do Brasil, investiu na substituição das antigas embalagens produzidas com plástico oxi-biodegradável por uma nova linha de sacolas feitas de papel.
Há mais de 30 anos no mercado calçadista, a rede oferece calçados para o público feminino, masculino e infantil e possui 15 lojas distribuídas na cidade de São Paulo, na região metropolitana em Guarulhos, Santo André, Osasco e no litoral em São Vicente. Em breve, a rede vai inaugurar uma nova filial na cidade de São Bernardo do Campo.
Segundo Ivan da Silva, gerente de compras da Mundial Calçados, o compromisso com a preservação do meio ambiente é um dos fatores essenciais para a rede quando o assunto é investimento. A marca já vem fazendo sua parte aplicando no dia a dia dos negócios de forma sistemática, o conceito dos 3 R’s – Reduzir, Reutilizar e Reciclar.
“Com esta iniciativa, pretendemos atender a demanda dos nossos clientes por embalagens mais amigáveis ao meio ambiente e ainda com a vantagem de serem esteticamente muito mais interessantes. A substituição das novas embalagens é um passo importante e fundamental no posicionamento da marca como uma empresa ambientalmente sustentável”, afirma o gerente.
Os profissionais da Antilhas, líder no fornecimento de embalagens para o varejo, foram os responsáveis pela produção da sacola impressa em papel Kraft branco, em três tamanhos diferentes. As embalagens em dimensões diferenciadas possibilitam o acondicionamento de diversos produtos em uma só sacola, o que garante conforto e segurança para o consumidor que adquire os produtos da marca. As cores azul e branca completam o layout e conferem um visual moderno à nova linha.
As embalagens já estão sendo disponibilizadas de forma gradual em todas as lojas da rede.
Antilhas -A empresa é 100% nacional, reconhecida no mercado pelo pioneirismo em levar inovações e soluções em embalagens para seus clientes. Há 22 anos, desenvolve soluções em embalagens para mais de 12 mil pontos de venda em todas as regiões do Brasil. A unidade fabril está localizada em Santana do Parnaíba (SP) e conta com 28 mil m² de área construída, em um terreno de 40 mil m².
Desde sua fundação, a companhia investe em pesquisa e desenvolvimento, infraestrutura e qualidade para se manter na vanguarda das novas tecnologias e tendências de mercado. Oferece a seus clientes, sempre em primeira mão, a oportunidade de sair na frente no setor em que atuam.
A empresa atende os segmentos de Cosmético, Perfumaria e Higiene Pessoal; Vestuário, Calçados e Acessórios; Alimentos e Bebidas; Papel e Papelaria; Grande varejo; Eletro-Eletrônico; Telefonia e Outros. Fabrica em papel, cartão e plástico (rígido ou flexível) produtos como cartuchos, caixas, sacolas com acabamento manual e automático, estojos e kits, envelopes, envoltórios e bobinas técnicas. Além de desenvolver e trazer de todo o mundo elementos decorativos que agregam valor à embalagem (adereços, papéis de seda, etiquetas, etc).  www.antilhas.com.br 

Projeto sobre construções sustentáveis


Especialistas preparam projeto sobre construção sustentável
02 de março de 2012 • 10h25


Projeto sobre construções sustentáveis deve ser apresentado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho, no Rio de Janeiro. Até o fim deste mês, o texto deve ser concluído pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) e pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

O projeto tem o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), Organização Mundial do Trabalho (OIT) e de bancos multilaterais. A ideia é a de que ele possa ser adaptado e aplicado em vários países, diz o presidente da Cbic, Paulo Safady Simão.

O projeto que engloba uma nova visão do setor da construção no Brasil vem sendo estudado há cerca de três anos. Ele prevê a integração entre as áreas de sustentabilidade e inovação tecnológica, afirma Simão.

O projeto é amplo e vai incluir a substituição de materiais na industrialização e semi-industrialização. "Nós estamos falando de resíduos sólidos, de água, de iluminação, de conforto, de emissão de gases. Isso é conseguido por meio de inovação tecnológica." A substituição de materiais deve racionalizar a construção, diminuir perdas. A meta é usar equipamentos modernos que se aproximem da emissão zero de carbono. "Nós temos que perseguir isso."

O desafio, segundo Simão, é "vender" essa ideia a um parque formado por cerca de 170 mil empresas e produzir uma mudança de comportamento e de cultura significativa. Na sua opinião, esse não é um problema só do Brasil, mas universal.

A construção sustentável trará benefícios para o planeta, que já enfrenta problemas de alteração do clima, devido à emissão de gases poluentes. De acordo com pesquisa do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD, a sigla em inglês), o setor da construção civil responde por 40% da energia consumida em todo o mundo e por 35% das emissões de carbono. "Temos de modernizar o processo de construção para reduzir isso. Essa é uma grande contribuição que o setor vai dar".

Para a sociedade brasileira, Simão disse que além do benefício ambiental, o projeto representará ganhos em termos de vida útil de uma construção, estimada em 50 anos. Os custos com energia, água e saúde durante a vida útil de um imóvel serão resolvidos "quando você planejar profundamente um projeto e criar condições para que essa construção, ao longo de 50 anos, seja muito mais sustentável do que é hoje. O ganho para a população é fantástico". O presidente da Cbic lembrou que o planejamento de uma construção sustentável deve visar à preservação da natureza para as gerações futuras.

Tijolo Verde? Nem tanto. Continua a queima do carvão vegetal...


"Tijolo Verde" leva sustentabilidade ao polo ceramista do nordeste do Pará

    Da Redação
    Agência Pará de Notícias
    Atualizado em 02/03/2012 às 17:07





    O governo do Estado lançou na manhã desta sexta-feira (2), em Irituia, município do nordeste paraense, o Projeto Tijolo Verde, com o objetivo de oferecer sustentabilidade econômica, ambiental e social ao polo produtor de cerâmica de São Miguel do Guamá. Com 40 olarias, o polo gera mais de 3 mil empregos diretos, beneficiando também os municípios vizinhos, como Irituia.


    O projeto foi lançado durante o IV Seminário Agropecuário, que teve a participação do secretário de Estado de Agricultura, Hildegardo Nunes, do secretário Extraordinário do Programa Municípios Verdes, Justiniano Neto, e do diretor geral do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado, Tiago Valente. O prefeito de Irituia, Walcir Oliveira da Costa, foi o primeiro a assinar o convênio com o Ideflor, a Sagri e os demais órgãos estaduais que integram o Projeto Tijolo Verde.


    “O objetivo do programa é garantir a sustentabilidade da indústria cerâmica, que gera emprego e renda para toda essa região e abastece a Região Metropolitana de Belém”, explicou Hildegardo Nunes, que ministrou uma palestra sobre sustentabilidade e economia verde.


    O projeto incentivará o reflorestamento de áreas degradadas com espécies propícias à produção de carvão, para abastecer de forma legal os fornos das indústrias de cerâmica da região. O projeto, segundo o secretário, está adequado às diretrizes do Programa Municípios Verdes, realizado em parceria com a esfera municipal. A Prefeitura de Irituia firmou sua adesão ao programa durante o seminário.


    Mudança de padrão - O secretário de Agricultura de Irituia, José Sebastião Romano (Zezinho), afirmou que a parceria com o governo do Estado é importante para garantir a mudança do padrão de produção rural do sistema químico para a agroecologia, que o município está incentivando.


    O secretário de Agricultura de Tomé-Açu, Michinori Kanagano, disse que é preciso “melhorar a alimentação sem descuidar do meio ambiente e do social”, ao falar sobre o incentivo à implantação dos Sistemas Agroflorestais (SAFs), que consorciam espécies florestais nativas com cultivos temporários.


    O agricultor Balbino de Oliverira Castro, 37 anos, inormou que até 2010, quando ainda usava o sistema antigo, que consistia em derrubar, queimar e plantar, o que lhe restou no final do ano foram R$ 29,00. Depois que mudou para o SAF a renda subiu para R$ 5 mil no ano seguinte.

    Texto:
    Raimundo Sena - Sagri
    Fone: (91) 4006-1210 / (91) 8883-1339

    Secretaria de Estado de Agricultura
    Tv. Do Chaco, 2232. Belém-PA. CEP 66090-120
    Fone: (91) 3226-8904/1363

    sexta-feira, 2 de março de 2012

    Iluminação com garrafas PET




    Iluminação econômica



    Sistema de iluminação com garrafas PET pode reduzir em até 40% os custos com energia elétrica no canteiro durante as obras


    Reportagem: Romário Ferreira


    Para diminuir os custos com energia elétrica nas instalações de apoio de sua obra, a construtora paulista MGBigucci implantou um sistema de iluminação natural com garrafas PET que pode reduzir em até 40% os custos com eletricidade durante toda a construção. O sistema foi colocado no telhado de banheiros, do almoxarifado, do escritório e do refeitório do canteiro de obras do Condomínio Nova Santo André II.
    Em cada telhado de 40 m² (10 m x 4 m), construído com telhas de fibrocimento, foram instaladas oito garrafas PET incolores, com capacidade de 2 l, cheias de água limpa e algumas gotas de cloro. Para que o sistema funcione, 40% do corpo da garrafa deve ser instalado acima do telhado, exposto à incidência da iluminação solar; e 60% da garrafa fica abaixo do telhado, no interior da construção. Assim, a incidência dos raios solares na garrafa reflete e difunde a luminosidade para a parte abaixo do telhado.


    Fotos: divulgação MBigucci
    Para telhados com 40 m², por exemplo, a instalação de oito garrafas já é o suficiente para garantir boa luminosidade.

    Fotos: divulgação MBigucci
    O custo, segundo o diretor técnico Milton Bigucci Júnior, é praticamente zero, pois são utilizados, além das garrafas com água, apenas arame para fixação, pedaços de ferro que sobram da própria obra, e silicone para a vedação. O sistema substitui a iluminação elétrica durante o período diurno, quando está claro. Por isso, os pontos com lâmpadas fluorescentes foram mantidos para dias chuvosos e escuros, além do período noturno.
    Para certificar a capacidade de iluminação das garrafas, a construtora contratou uma consultoria para comparar o nível médio de iluminamento (lux). O teste foi feito nos locais com portas e janelas fechadas, entre 9h30 e 13h50, e em dias com períodos de sol, sol entre nuvens e nublado. O resultado apontou que o sistema com garrafas é mais eficiente que as lâmpadas fluorescentes, especialmente em dias ensolarados. A luminosidade média, com o sistema, é de cerca de 200 lux, nível mais alto do que os 150 lux exigidos na norma técnica NBR 5413 - Iluminância de Interiores.



    INSTALAÇÃO DO SISTEMA
    Veja como são as etapas de execução do sistema de iluminação natural com garrafas PET, que tem custo praticamente zero de instalação.

    Fotos: divulgação MBigucci
    1. Primeiro, marque onde serão instaladas as garrafas PET. Em seguida, utilize a própria garrafa para medir o diâmetro do furo a ser feito no telhado de fibrocimento.
    2. Execute o furo com uma serra-copo. Para que haja o encaixe, o buraco deve ser do mesmo tamanho do diâmetro da garrafa. Recomenda-se que 40% do corpo da garrafa fique acima do telhado.


    Fotos: divulgação MBigucci
    3. Após encaixar a garrafa, amarre um arame em sua tampa. Esse arame será fixado na estrutura de ferro que será presa no telhado.
    4. A vedação da garrafa, para evitar infiltrações, deve ser feita com silicone. A construtora relata que esse tipo de vedação é eficiente e que nunca enfrentou problemas de vazamentos.

    Fotos: divulgação MBigucci
    5.
    A fixação da garrafa é feita por uma espécie de gaiola, que pode ser produzida com sobras de ferro da própria obra. Essa estrutura é parafusada no telhado e, em seguida, a garrafa é presa nela com arame.


    2,7 bilhões de pessoas sofrem com escassez de água


    02 de março de 2012 | 3h 06



    O Estado de S.Paulo

    Pelo menos 2,7 bilhões de pessoas, em 201 bacias hidrográficas, sofrem com escassez de água pelo menos um mês por ano, segundo um estudo publicado na revista científica PLoS One. Os autores, ligados à Universidade Twente e à Water Footprint Network, na Holanda, e às organizações WWF e The Nature Conservancy (TNC), analisaram o fluxo mensal de água em 405 bacias hidrográficas do mundo entre 1996 e 2005.

    Os dados mostram que, em muitos casos, a captação de água para uso na agricultura, na indústria e nas cidades supera a capacidade natural de reposição dessas bacias. Resultado: rios secos, pessoas sem água, animais mortos e espécies ameaçadas.
    "Água doce é um recurso raro; sua disponibilidade é limitada e a demanda está aumentando", afirma Arjen Hoekstra, professor da Universidade Twente e autor principal do estudo.
    O setor com a maior "pegada hidrológica" mundial é a agricultura irrigada. "Cidades usam mais água que lavouras, proporcionalmente à sua área, mas é importante lembrar que a agricultura irrigada ocupa quatro vezes mais terra que as áreas urbanas", explica Brian Richter, autor ligado à TNC.