domingo, 19 de fevereiro de 2012

Veja a experiência de ciclistas em cidades do Brasil


Veja a experiência de ciclistas em cidades do Brasil


Três ciclistas mostram como é andar de bicicleta em Curitiba, em Blumenau, em Manaus e em São Paulo

Por Gisele Eberspacher às 15h27 de 17/02/2012

Muito já se fala sobre a importância de andar de bicicleta, tanto para diminuir a poluição do ar como para aumentar a mobilidade urbana. O Ministério das Cidades, no Plano de Mnobilidade por Bicicleta nas Cidades, disse que uma “cidade não pode ser pensada como, se um dia, todas as pessoas fossem ter um automóvel”, e para isso traçou uma série de medidas que podem ser adotadas pelas cidades para serem mais seguras para os ciclistas.
Enquanto a maioria cidades ainda não adotaram ou plano ou outras medidas de incentivo a uma mudança de transporte, vários ciclistas dividem o espaço no trânsito com carros.
Por isso, a Atitude Sustentável chamou três ciclistas, de diferentes cidades do Brasil, para contar sua experiência com a bicicleta. Veja o resultado abaixo, com textos de autoria dos próprios ciclistas:
Curitiba – Rafael Waltrick, jornalista (@rwaltrick)
Ciclista por insistência
Curitiba ainda evoca, pelo menos na imaginação de quem é de fora, o título de cidade mais “moderna”, “sustentável” ou “organizada” do Brasil. A capital paranaense já foi referência em mobilidade urbana, é preciso reconhecer, principalmente no que se refere à implantação das famosas canaletas exclusivas para ônibus – modelo em seguida exportado para outras cidades do país e do mundo.
Fotos de Rafael Waltrick, em sua viagem de bike.
É no mínimo frustrante, portanto, que essas mesmas canaletas hoje sejam povoadas por ciclistas, que, à revelia da legislação municipal, preferem se arriscar em meio aos ônibus do que junto aos automóveis. A falta de uma rede cicloviária abrangente e interligada – que não sirva tão somente ao lazer – dificulta trajetos rotineiros em Curitiba. Os trechos com ciclovias hoje existentes são poucos e mal conservados.
Quem é ciclista em Curitiba, já sabe. Não há como apenas subir na bike, pedalar e “curtir a paisagem”. É preciso ficar atento. Cuidar de si mesmo, dos motoristas e pedestres – seja espremido nas ruas ou exposto nas canaletas de ônibus que cruzam a cidade.
Talvez por ainda ser inexperiente na cidade – utilizo a bike para ir trabalhar diariamente há cerca de três meses – evito as canaletas e me obrigo a sair de casa com antecedência, para pedalar com calma, ao lado dos carros. Mesmo o perigo, no entanto, não diminui o prazer de estar em cima da bike. A nossa magrela traz tudo isso: bem-estar, economia, autossuficiência, saúde, sustentabilidade.
Comprei a bicicleta justamente para empreender uma viagem de férias sobre duas rodas, em novembro do ano passado. Foram 170 quilômetros percorridos em três dias, de Itapema a Alfredo Wagner, em Santa Catarina. Depois, ela se tornou minha companheira diária, da qual hoje não abro mão. Aos 26 anos, não tenho nem sequer Carteira Nacional de Habilitação (CNH). E, enquanto puder continuar pedalando, não há autoescola que me faça mudar de ideia.
Blumenau – Marlon Souza, diretor da Morphy Agência Interativa
Para pedalar em Blumenau não basta saber se equilibrar nas duas rodas. Mesmo no percurso destinado às bicicletas pedalar na cidade é enfrentar obstáculos. São buracos, desníveis, postes, placas, pontos de ônibus, bueiros, pedestres, carros estacionados. Sem falar que as vezes a ciclovia desaparece do nada bem numa grande avenida.
Marlon Souza, em Blumenau.
É preciso muito cuidado para não se envolver em algum tipo de acidente. Nos percursos onde não há ciclovias então, o perigo é ainda maior, especialmente porque as ruas em Blumenau são em sua maioria muito estreitas.
Outro ponto que afeta a segurança do ciclista é a distância que carros em trânsito deixam para os carros estacionados. Fica impossível para o ciclista trafegar sem utilizar a calçada nestes lugares sem ciclovia.
Por muito tempo, Blumenau, cidade de origem alemã, tinha a bicicleta como o principal meio de transporte. Com os avanços tecnológicos, isso mudou e a cidade tornou-se uma das que tem a maior quantidade de carros por habitante no país. Com essa onda sustentável cada vez mais forte, além do trânsito cada dia mais congestionado, muitas pessoas na cidade estão retomando o uso da bicicleta para pequenos trechos na cidade ou para lazer em estradas do interior.
Aliás, Blumenau e suas cidades vizinhas tem uma paisagem que é um convite para o cicloturismo. Apesar da grande quantidade de morros, os passeios pelos bairros calmos ou por cidadezinhas do interior próximas a Blumenau proporcionam um bem-estar sem igual para a mente, até maior do que os benefícios que a bicicleta traz para o corpo.
Diversos grupos na cidade organizam passeios noturnos pela cidade durante a semana, normalmente com cerca de uma ou duas horas, ou em trechos mais longos aos finais de semana, em pedaladas com cerca de 50 km. Sou adepto destes passeios de final de semana, já que o dia-a-dia só me deixa tempo para um corrida de 50 minutos pela manhã.
Manaus – Ricardo Braga Neto (Saci)
Quem quiser pedalar hoje em Manaus vai encontrar uma situação extremamente carente de infraestrutura, muito pior que em outras capitais nacionais, o que acaba aumentando o risco de acontecer algum acidente grave. Isso consequentemente inibe o aumento espontâneo do número de ciclistas que usam a bicicleta como meio de transporte, o que ajudaria muito a reduzir o trânsito, a emissão de poluentes e a superlotação do transporte coletivo. Contudo, em Manaus está acontecendo um fenômeno interessante.
Imagens dos encontros promovidos pelo Pedala Manaus. A imagem de cima é de Tiago Oliveira. A de baixo é de Luiz C.Salama.
Desde o começo de 2010, existe um movimento chamado Pedala Manaus (http://pedalamanaus.org) criado por estudantes do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) para incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte, lazer e esporte. Até poucos meses atrás, era raro ver ciclistas em Manaus pedalando diariamente, mas hoje é possível encontrar muitas pessoas pedalando pelas principais avenidas da cidade, muitas das quais usam equipamentos de segurança, como capacetes, luzes sinalizadoras e luvas.
É nítida a contribuição que o Pedala Manaus está dando para esse expressivo aumento no volume de ciclistas, mas é óbvio que se os governantes investirem em ciclovias, ciclofaixas e bicicletários para garantir segurança e conforto para os ciclistas isso vai contribuir muito aumentar ainda mais o número de bicicletas nas ruas, potencializando a escolha da bike como meio de transporte alternativo, principalmente para distâncias curtas de até 15 km.
Infelizmente as grandes fábricas instaladas no Pólo Duas Rodas não tiveram a iniciativa de fomentar o uso da bike no cotidiano de Manaus, mas isso está prestes a mudar. O Pedala Manaus está em negociação com o Governo do Estado do Amazonas e com a Prefeitura de Manaus para implementar projetos que virão com as obras da Copa de 2014.
Ricardo também já produziu um vídeo para um concurso da Caloi sobre os ciclistas de Manaus:
Veja aqui o Twitter do Pelada Manaus.
É ciclista e quer contar como é o trânsito da sua cidade? Mande um e-mail para gisele@atitudesustentavel.com.br

LOUCURA ESFUMAÇADA


Luiz Mendes: "Tomado por uma tuberculose galopante, nem assim desistia de fumar"

http://revistatrip.uol.com.br/revista/207/colunas/loucura-esfumacada.html

icone postado
08.02.2012 | Texto por Luiz Alberto Mendes Fotos Reprodução



Reprodução


Se ainda fumasse, teria parado agora. Ontem assisti a uma cena de extrema pungência, cujo desenlace, ocorrido hoje, chocou-me profundamente. A força de seu impacto ainda vibra em mim, definindo-me completamente quanto ao cigarro.

Parto da premissa de que o objetivo primeiro e último de nossa existência é aprender. O homem é um ser que aprende. Acredito que todo fenômeno possui alguma riqueza cuja finalidade é engrandecer a vida. Não há como negar: quando se está estressado, nervoso, fumar um cigarro produz algum alívio. Ajuda a parar e a organizar os pensamentos. Por mais que os médicos digam que não. Há poucos prazeres iguais aos primeiros tragos após o café matinal. Às vezes é tudo o que precisamos para começar o dia. Minha reclamação é que não dá barato, é malcheiroso e nocivo à saúde.

Claro, não vai aqui nenhuma censura. O que não é nocivo à saúde? Carne, açúcar, sal, café (até o leite e o ovo estão sendo malfalados), verdura? Mas, em última análise, somos donos de nossas vidas. Fazemos dela o que queremos. Sou a favor da liberdade. Liberdade de existir, de fumar, de comer tudo isso e até de me matar. É óbvio que em tudo há consequências. Mas somos constituídos de tal maneira que sempre podemos retomar e reiniciar. Parar um pouco para pensar pode até ser estrategicamente interessante.

Somos o que fizemos de nós. Até os fracassos e as derrotas nos construíram, nos ensinaram. O vício quem sabe seja um descanso quando a realidade se tornou excessiva, quiçá insuportável. Não há como julgar. De uma coisa tenho certeza: é dever respeitar.

Morte na madrugada

Estive ontem visitando um amigo hospitalizado. Vivia suas últimas horas tomado por uma tuberculose galopante, com crateras de 5 milímetros nos pulmões. Irreversível. Já não falava e respirava com extrema dificuldade. Seu rosto era caveira com enormes olhos lá no fundo do rosto, boiando, assustados. Durante toda a evolução da doença, ele fumou. Era tão viciado que parecia amar mais a fumaça do cigarro do que a própria vida. O médico o proibira de fumar desde o princípio. Ele só fez aumentar o vício. E ali estava o resultado.

Morrer todos morrem. Morreremos nós também. Acho morrer tão elegante quanto viver. Não se anunciam nascimentos. A morte tem seu espaço nobre reservado em todos os jornais. Mas morrer porque não se consegue vencer um vício me parece bastante deselegante.

Parei à beira de seu leito, olhando-o compungido. Não havia palavras nem gestos possíveis. Procurava apenas estar presente com minha amizade. O amigo olhava-me. Senti que, lá por dentro do lago escuro de seus olhos, tudo era angústia e medo. O sol lá fora parecia perfurar crânios e pedras.

De repente, suas mãos, como que adquirindo vida própria, lentamente, iniciaram movimento dirigido até um maço de cigarros à cabeceira da cama. Com imensa dificuldade retirou um e riscou o isqueiro para acendê-lo. Demorou-se queimando o cigarro, com toda a alma concentrada naquele ritual. Quando percebeu que o cigarro já fumegava, uma luz riscou seu rosto de esperança. Era a magia negra do vício a emitir estímulos.

Por um instante, seu corpo inerte ganhou energia, saída sei lá de que fonte. Trouxe o cigarro ao rosto. Já não havia forças para puxar a fumaça. Doía em mim sua frustração. Dava vontade de fumar por ele. O que lhe restava de vida estava ali convertido no ato de inalar aquela fumaça.

Havia uma avidez, uma espécie de loucura cega. Seus olhos se arregalavam no esforço desesperado que fazia. Quando a fumaça atingiu o pulmão, houve uma satisfação. Um brilho se esboçou em seu olhar. Houve um intervalo de tempo em que a vida foi suspensa de sua miséria e dor.

Não demorou e sobreveio convulsão. Algo parecido com tosse, mas sem som, acometeu-o violentamente. Seu rosto denunciava uma dor tão profundamente sentida, que julguei fosse morrer naquele instante. Demorou uma eternidade para se acalmar. E eu ali olhando, sentindo-me culpado nem sei de quê.

Morria e não se dava conta, preocupado que estava na busca da satisfação de seu vício. A fumaça do cigarro se tornara a única realidade. Ele conseguira sucesso, fugira de vez. A morte era a alternativa. Acredito seja esse o último estágio do vício: a loucura.

Telefonaram há pouco do hospital; meu amigo morreu na madrugada. Que descanse em paz.

*Luiz Alberto Mendes, 58, é autor de Memórias de um sobrevivente. Seu e-mail élmendesjunior@gmail.co
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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Bicicleta coletiva ou policicleta?


Bicycle School Bus leva crianças para a escola

Maneira mais sustentável e saudável de transporte

Por Gisele Eberspacher às 10h52 de 14/02/2012
Um novo modelo de transporte é adotado na Holanda para levar crianças pequenas para a escola: o Bicycle School Bus. O veículo é uma espécie de bicicleta coletiva, que pode transportar até 10 crianças entre 4 e 12 anos de idade.
A adoção do novo modelo pretende incentivar as crianças a usar a bicicleta como meio de transporte, além de fazer com que pratiquem exercícios físicos.
Modelo da bicicleta ainda tem espaço para adulto.

O modelo é equipado com um motor elétrico, para ajudar em subidas mais íngremes, e um sistema de som, para deixar a garotada animada. Ainda, o modelo dispõe de um toldo, para proteger os passageiros em dias de chuva.
A notícia é da Yes Magazine. O modelo da bicicleta foi desenvolvido pela Tolkamp Metaalspecials e pode ser comprada na De Café Racer, por 15 mil dólares (cerca de 25 mil reais).

Hotel na China é construção arborizada



Hotel com oito prédios tem árvores e vegetações em todos os apartamentos




Por Gisele Eberspacher às 10h44 de 16/02/2012




O hotel Sanya Block 5, na China, é um hotel que mostra como é possível ser um pouco mais sustentável sem se esforçar muito. A construção consiste em quatro blocos de prédios espelhados, sendo no total oito construções. Toda a parte externa é pensada para abrigar árvores e outras vegetações, dando mais conforto acústico e térmico para os apartamentos.
Além disso, as varandas em que ficam as plantas funcionam como uma extensão dos apartamentos, permitindo que os hóspedes também utilizem o local. Além disso, a água utilizada para regar as plantas é reaproveitada de vários setores do hotel.
O espaço mostra como é possível fazer grandes empreendimentos para cidades e permitir o crescimento de plantas locais, ajudando a manter a biodiversidade do local.

4 construções com contêiners marítimos



Reaproveitar a estrutura deixa obra mais limpa e rápida, além de ser uma alternativa para uso de contêiners aposentados


Por Gisele Eberspacher às 10h21 de 09/02/2012

Depois de um tempo de uso (entre 7 e 10 anos), contêiners usados para transportes marítimos precisam ser aposentados. Começou a surgir então uma preocupação em reutilizar o material nobre para outro fim. Com o tempo, diversos arquitetos em vários lugares do mundo criaram projetos de residências e outras construções com o material.
Além de uma obra mais limpa e rápida, já que evita a utilização de tijolos e cimento, o modelo oferece para os moradores conforto térmico e acústico.
Veja quatro projetos com contêiners em diversos locais do mundo:
O arquiteto francês Patrick Partouche criou uma residência com oito contêiners. A casa tem 208 metros quadrados de área construída e foi feita em três dias.
Veja mais imagens do projeto aqui e mais do trabalho de Patrick aqui.
Já o estúdio de arquitetura Poteet Architects, do Texas, tinha como pedido fazer uma casa de hóspedes para uma casa. A opção foi usar apenas um contêiner, o modelo pode ser usado como a residência de pessoas que moram sozinhas ou casais. Além da reutilização do material, foi feito também um telhado verde, deixando a construção ainda mais sustentável.
Veja outros trabalhos da Peteet Architects aqui.
A “12 Conteiner House”, como foi chamada, é uma casa que utiliza 12 contêiners em sua construção. Maior que as casas anteriores, cada um dos contêiners funciona como um cômodo da residência, que tem dois andares. O estúdio responsável é o Architecture and Hygiene.
Na cidade de Diemen, perto de Amsterdam, na Holanda, foi construído um prédio de contêiners para 250 alunos. A construção for feita em cinco meses apenas. O prédio conta ainda com um jardim central para encontro dos alunos e espaços para estacionar bicicletas. O projeto é da TempoHousing.

5 dicas para ter um Carnaval mais sustentável


5 dicas para ter um Carnaval mais sustentável

Cuidados podem deixar o impacto menor durante celebrações do Carnaval


Por Gisele Eberspacher às 14h23 de 13/02/2012

Quer aproveitar a festa mas não quer prejudicar o meio ambiente? Veja as dicas abaixo:
1. Antes de comprar qualquer fantasia, veja no seu armário peças que podem ser usadas de uma maneira diferente. Vale usar uma saia colorida com uma blusa de outra cor. Lenços podem ser usados como bandanas ou laços para prender o cabelo. Vale a criatividade.
2. Faça máscaras usando jornais ou revistas antigos. Basta pegar um molde e cortar o papel (você pode colar várias camadas para deixar mais resistente). Depois, colocar uma fita para prender e decorar com aquilo que você tiver em casa (pode ser papel colorido, lápis de cor, tinta, giz de cera…). Aqui você pode ver como fazer uma máscara com uma caixinha de leite.
3. Cuide com o excesso de materiais descartados. Não desperdice copos ou pratinhos descartáveis enquanto pula o Carnaval. Pense em usar louças que não quebrem (como as de metal ou plástico não descartável), ou opte por descartáveis biodegradáveis (veja mais sobre eles aqui).

4. Cuidado com o seu lixo. É importante não largar ele em qualquer lugar da rua, causando poluição e podendo ainda machucar alguém, principalmente com latinhas ou vidro. Por isso, procure jogar em latas de lixo.

5. Se for viajar, tente ir com a lotação máxima do carro e escolha destinos próximos, diminuindo a pegada ecológica dos viajantes.

O Brasil está em 30º...


Os 10 países mais verdes do mundo em 2012

http://www.recriarcomvoce.com.br/blog_recriar/os-10-paises-mais-verdes-do-mundo-em-2012/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+recriarcomvoce+%28Blog+Recriar+com+Voc%C3%AA%29

O ranking de desempenho ambiental realizado pelas Universidades americanas de Columbia e Yale, o Environmental Performance Index (EPI) classificou 132 países utilizando 22 indicadores distribuídos por 10 categorias: critérios de saúde ambiental; poluição do ar; recursos de água; biodiversidade e habitat; recursos naturais; florestas; alterações climáticas, entre outros.
Estes são os 10 países mais verdes do mundo em 2012.


1 – SUÍÇA
População: 7,825,243
Área: 41,271 km²
PIB per capita: $ 37,441
O empenho em reduzir progressivamente o uso de combustíveis fósseis e nuclear, por meio de uma política nacional sólida, coloca a Suíça na liderança do ranking de Yale. Recordista mundial em usinas geotérmicas, cuja energia é quase totalmente vertida para aquecer casas, escritórios, hotéis e estufas durante os meses de inverno, o país se destaca nos quesitos emissão de dióxido de carbono, qualidade do ar e políticas ambientais.
Há 20 anos, a Suíça foi um dos primeiros países da Europa a exigir o uso de catalisador e o controle do gás de escapamento dos carros. Também vale menção a invejável pontuação (98,1) no quesito conservação da biodiversidade e proteção de habitats naturais. Em geral, os suíços são adeptos fervorosos da mobilidade sustentável, principalmente da bicicleta. Ao menos 10 ciclovias nacionais cortam o país de ponta a ponta. Lá, taxas para serviços de água e gestão de resíduos, bem como impostos ambientais que promovam a responsabilidade social são comuns.


2 – LETÔNIA
População: 2,242,916
Área: 64,385 km²
PIB per capita: $12,938
Um lugar de beleza natural quase intocada pela civilização. A frase um tanto quando piegas se aplica bem à paisagem letã. Muitos turistas e especialistas em meio ambiente costumam dizer que o país inteiro é um parque natural enorme. A vitalidade de seus ecossistemas e a proteção às florestas, que ocupam 44% do território, lhe rendem pontuações altas no EPI.
Mesmo as áreas dedicadas ao cultivo agrícola e à criação de gado são cuidadosamente delimitadas e tendem a seguir as práticas mais sustentáveis. Dados oficiais indicam que o uso de pesticidas caiu 12 vezes desde 1990 e que, atualmente, pelo menos 200 fazendas adotam práticas ecológicas, que dispensam agrotóxicos e outros produtos químicos industrializados, usando apenas compostos naturais. A redução de emissões é uma meta importante para o país, que desde 1990 reduziu a poluição por fontes fixas (fábricas, casas e caldeiras) em 46%.


3 – NORUEGA
População: 4,885,240
Área: 325,602 km²
PIB per capita: $46,926
Terceira colocada no ranking de países mais verdes, a Noruega pretende se tornar carbono neutra até 2030, ou seja, todas as suas emissões devem ser compensadas. Pelo menos 2/3 delas serão reduzidas com ações ambientais internas e para dar conta do restante as autoridades norueguesas financiarão projetos sustentáveis em países em desenvolvimento, como geração de bioenergia e proteção de florestas.
Uma meta ambiciosa para uma nação que é ao mesmo tempo progressista sobre as alterações climáticas – com impostos sobre combustíveis fósseis e uma matriz energética dominada pela hidroeletricidade – mas também emissora por causa de suas exportações volumosas de óleo e gás natural. Felizmente, o que não falta é potencial e tecnologia para cumprir o objetivo. Em 2009, a Noruega inaugurou a primeira estrada com rede integrada de postos de abastecimento a hidrogênio em todo o mundo. Na avaliação do EPI, o país leva nota máxima no quesito saúde ambiental e na conservação de suas reservas naturais.


4 – LUXEMBURGO
População: 505,831
Área: 2,592 km²
PIB per capita: $71,161
A presença deste pequeno país europeu no ranking das nações mais verdes justifica-se por seu empenho, mesmo em tempos de crise econômica, em garantir um crescimento “verde” e sustentável. Em 2009, Luxemburgo adotou programas de incentivo à população para compra de carros ecológicos e eletrodomésticos mais eficientes em energia.
Antes, entre 2001 e 2008, o país investiu mais de 70 milhões de euros na expansão do setor de energia solar fotovoltaica. Luxemburgo também leva pontuação máxima em saúde ambiental e proteção à biodiversidade e habitats naturais.


5 – COSTA RICA
População: 4,658,887
Área: 51,452 km²
PIB per capita: $10,258
Fortemente empenhado em seguir o exemplo dos seus antecessores na lista do EPI, o governo costa-riquenho estabeleceu a meta de tornar a região carbono neutra até 2021. Esse pequeno país da América Central sofreu com o desmatamento durante anos, mas agora um dos seus principais objetivos é reflorestar as regiões devastadas.
Nos últimos anos, mais de cinco milhões de árvores foram replantadas. Cerca de 50% da superfície total do país encontra-se coberta de bosques e selvas e 25% do território encontra-se protegido. Os investimentos em energias alternativas e índices inéditos de recuperação da mata nativa fazem da Costa Rica referência mundial. Com esse desempenho ambiental o país tem conseguido apoio internacional e financiamento para programas de Redd (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação).


6 – FRANÇA
População: 64,876,618
Área: 549,096 km²
PIB per capita: $29,647
No país de Sarkozy, a bandeira verde é hasteada principalmente por uma política agressiva de eficiência energética, que prevê a redução das emissões de gases efeito estufa em 20% até 2020 além da expansão da matriz de fontes renováveis para 25% no mesmo período. O que não será fácil, já que a França é um dos mais dependentes de energia nuclear do mundo. Cerca de 75% de toda eletricidade vem de usinas atômicas.
No EPI, a França apresentou bom desempenho em saúde ambiental, indicador que avalia a interação entre a natureza, a saúde humana e o desenvolvimento. Segundo um estudo do Proforest e do Imazon, a França também se destaca por ser um dos países que mais protegem suas florestas, com um programa forte de recuperação ambiental. Par se ter uma ideia, a área florestal total passou de 14,5 milhões de hectares em 1990 para 16 milhões de hectares em 2010, o que corresponde a 29% do território do país. O mais recente projeto verde francês de repercussão mundial é o programa de aluguel de carros elétricos Autolib, inaugurado no final de 2011 em Paris.


7 – ÁUSTRIA
População: 8,384,745
Área: 83,879 km²
PIB per capita: $35,266
Não é de se espantar a presença da Áustria entre os países mais verdes do mundo. Além de arquitetura, história e muita música, ela oferece à sua população e aos visitantes uma natureza incrível e, principalmente, bem conservada.
Atravessado pelo Rio Danúbio, este país montanhoso da Europa Central é destino recorrente dos amantes de esportes de inverno que têm nos Alpes seu ponto de encontro. Uma curiosidade: o país possui um programa que estimula a população a cultivar jardins com plantas e flores locais em suas casas.


8 – ITÁLIA
População: 60,483,521
Área: 300,906 km²
PIB per capita: $26,753
Em ritmo de preservação, a Itália tornou-se o primeiro país da Europa a banir as sacolas de polietileno. A proibição nacional começou a valer em janeiro de 2011. Desde então, as lojas italianas, que utilizavam 20 bilhões de sacolas por ano (o maior índice europeu), só podem oferecer sacos de papel, pano ou de materiais biodegradáveis.
Palco recente de uma tragédia com riscos ambientais graves (de um possível vazamento de óleo do Costa Concordia), a Itália ocupa o nono lugar do ranking EPI. Diante do naufrágio do cruzeiro em uma ilha paradisíaca de rico ecossistema, o governo italiano resolveu enrijecer as regras de navegação na costa e limitar a aproximação de grandes embarcações da costa.


9 – REINO UNIDO
População: 62,218,761
Área: 244,840 km²
PIB per capita: $32,187
Depois da Eco-92, no Rio de Janeiro, e da segunda Conferência Ministerial para a Proteção das Florestas na Europa, ocorrida em 1993, o governo adotou uma política para promover o uso sustentável das florestas com o objetivo de implementar o manejo sustentável e assegurar uma expansão constante da cobertura florestal.
Nos últimos anos, o Reino Unido vem oferecendo generosos incentivos para o desenvolvimento de tecnologias ambientais, que vão do tratamento de água à reciclagem, a fim de atender às rígidas metas nacionais e da União Europeia para redução de emissões. Entre o G8, o país é líder no combate às mudanças climáticas.


10 – SUÉCIA
População: 9,379,116
Área: 443,016 km²
PIB per capita: $33,686
O esforço em adotar fontes alternativas de energia é um dos pontos que garantiu a presença da Suécia entre os dez primeiros colocados do ranking. Há cidades, como Borás, que praticamente são livres de lixo porque reciclam a maior parte dos resíduos sólidos gerados pela população transformando-os em energia. A produção de bioenergia abastece casas, estabelecimentos comerciais e até mesmo frotas de ônibus, que integram o sistema de transporte público.
Mas essa geração limpa não nasceu de forma espontânea, ela foi implementada para atender uma rigorosa legislação que proíbe a existência de aterros sanitários nos países da União Europeia. A Suécia foi também um dos primeiros países onde as leis de conservação da floresta entraram em vigor, em 1886. Essas leis estipulavam que áreas desmatadas deveriam ser reflorestadas. Atualmente, a cobertura florestal corresponde a 69% do território do país.
No ranking o Brasil ficou no 30º, graças à biodiversidade e o investimento em energia renovável, abaixo da Colômbia, Eslovênia e Taiwan.
http://planetasustentavel.abril.com.br

Reforma com a sustentabilidade


Postos de salvamentos de Copacabana e e
Ipanema serão reinaugurados neste sábado

Obras de reestruturação custaram mais de R$ 1 milhão
Do R7 | 17/02/2012 às 12h38

Serão reinaugurados, no próximo sábado (18), os postos 9, em Ipanema, e 5 em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Eles passaram por obras de modernização e reestruturação durante cinco meses em um investimento de R$ 1.060.000. As grades de ferro foram substituídas por painéis de vidro e alumínio. Foram construídos mais dois sanitários femininos e um masculino, três mictórios, boxes para banhos, duchas abertas com visibilidade para a praia, instalação de material antiderrapante nos banheiros e fraldário com ducha higiênica. 

De acordo com o vice-presidente da Orla Rio, João Marcello, o objetivo é oferecer mais rapidez no serviço à população.  

- Aumentamos a área de infraestrutura do posto para podermos atender mais usuários ao mesmo tempo, diminuindo o tempo de espera. 

Novos armários foram instalados para guardar volumes e equipamentos de esporte e de praia. Os acessos estão mais amplos para facilitar a circulação de portadores de necessidades especiais. 

A preocupação com a sustentabilidade também foi pensada durante a reforma, que incluiu a instalação de placas solares para gerar energia para iluminação interna, dutos que permitem o reaproveitamento da água do banho para uso nos vasos sanitários e os decks. 

Outra ação importante em prol do meio ambiente foi a instalação de madeiras plásticas obtida da reciclagem de garrafas pet nos decks, assim como já acontece nos novos quiosques da orla de Copacabana. Ao todo, o investimento para a reforma dos 27 postos de salvamento será de R$ 6 milhões.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Um dia a gente aprende...


Justiça suspende aulas em faculdade construída sobre lixão em Suzano

Área foi cedida à UniPiaget, que deveria, em contrapartida, recuperar ambientalmente o local

15 de fevereiro de 2012 | 23h 51


Paulo Saldana, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Uma faculdade recém-construída em Suzano (Grande São Paulo) foi erguida em uma área onde era realizada atividade de mineração e existia um lixão clandestino, sem que houvesse recuperação ambiental. Por conta do depósito de lixo, há riscos de explosões e desmoronamento e, por isso, a Justiça suspendeu o início das aulas.
Veja também:

Apesar do risco apontado pela promotoria, funcionários trabalham normalmente - Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE
Apesar do risco apontado pela promotoria, funcionários trabalham normalmente
Os três prédios da UniPiaget já estão prontos para receber os alunos. Mas, atendendo a pedido do Ministério Público, a juíza Ana Luiza Liarte, da 4.ª Câmara de Direito Público, entendeu que há “potenciais riscos” no local. Segundo a juíza, não há elementos para dizer que a recuperação do solo tenha sido feita e existem “fortes indícios de que a área onde a atual universidade se situa já foi local de depósito de lixo urbano”.
O local foi usado para extração de areia e argila. Ainda hoje, há duas grandes lagoas resultantes da atividade. O Estado teve acesso a autuações da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) de 1997 a 2008. Os documentos citam que o local recebia descarte de lixo doméstico, industrial e hospitalar, além de sucatas e entulhos. A decomposição de matéria orgânica do lixo pode produzir metano, um gás inflamável. Em 2005, relatório Cetesb atesta que houve “aterramento com entulhos”.
 
A área total tem 292 mil m² e fica na região central de Suzano. Foi cedida à instituição de ensino em 2007 pela prefeitura. A faculdade deveria, como contrapartida, recuperar ambientalmente o local e instalar um parque contíguo aos prédios, além de oferecer bolsas à comunidade. A recuperação - que custaria cerca de R$ 20 milhões - não aconteceu nem o parque foi inaugurado.

Ação. Segundo a promotora Cilene dos Santos, a área deveria ter sido recuperada em três meses. “A Constituição estabelece o princípio da precaução. Por isso, exige-se licenciamento prévio.”
Na ação, estão como réus a prefeitura, a faculdade e também a Cetesb. Em 2008, a própria companhia dispensou licenciamento para terraplanagem onde estão as construções. Questionada pela reportagem, entretanto, informou que não foi consultada pela UniPiaget sobre a construção dos prédios.
Para a Cetesb, a atividade de mineração exercida na área torna necessário a realização de estudos de investigação de passivos ambientais - mesmo se não houvesse lixo. A companhia informou que já notificou a prefeitura de Suzano e a UniPiaget sobre a necessidade de apresentação de estudos de investigação da área antes das obras.
Regular. O secretário municipal de Política Urbana de Suzano, Miguel Reis Afonso, defende que não há irregularidades. Segundo ele, a recuperação só seria necessária na área vizinha aos prédios.
A prefeitura afirma que o contrato não foi descumprido e o licenciamento da área da lagoa só ficou pronto em agosto. “A promotora vem perseguindo a prefeitura e a faculdade, impedindo um projeto importante para a cidade”, afirma.
A advogada Ana Carolina Freitas Barbosa, que defende a instituição, afirma que vai pedir hoje a reconsideração da decisão. Ana afirma que deve entregar à Justiça nesta semana laudos feitos por empresas contratadas pela UniPiaget que atestam que não há resíduos nocivos à saúde e ao meio ambiente no solo nem gás metano no local.
A promotoria já sinalizou que vai recusar laudos particulares. Mesmo discordando que haja riscos, a prefeitura informou que vai solicitar estudos sobre o solo e presença de gases.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Construção de cisternas em edificações no Mato Grosso...e o Estado de São Paulo?


13/Fevereiro/2012

Projeto de Lei prevê a construção de cisternas em edificações no Mato Grosso


http://www.piniweb.com.br/construcao/legislacao/projeto-de-lei-preve-a-construcao-de-cisternas-em-edificacoes-250302-1.asp


Se aprovado, as obras do governo deverão ser projetadas com sistemas de captação de água da chuva


Mauricio Lima


O deputado Mauro Savi (PR) colocou em pauta na Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso um projeto para que as novas edificações do governo contem com sistemas de captação de água pluvial. De acordo com o texto, o projeto arquitetônico desses edifícios deve prever a instalação de reservatórios e cisternas, "para fins de economia, sustentabilidade e preservação do meio ambiente." 

No final de 2011, o governador do Estado do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), já havia sancionado uma lei para a criação de linha de crédito para a construção de reservatórios ou cisternas para captação de água da chuva. 

Segundo Savi, a sustentabilidade deve nortear todas as ações do Executivo. "A água da chuva não é potável, mas é limpa, pode ser usada para várias atividades como limpeza de calçadas, regas de plantas e jardins, descargas de vasos sanitários entre outros. E hoje existe uma preocupação mundial com essa questão, tanto que a maioria dos arquitetos já propõe esse recurso em seus projetos", observou o deputado. Segundo a Assembleia legislativa, ainda não há previsão de votação do PL.

É preciso mudar...


15/02/2012 - 18h25

Juristas fazem ato em apoio às famílias do Pinheirinho


A Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José dos Campos (97 km de SP) e o Sindicato dos Advogados de São Paulo realizam na quinta-feira (16), às 19h, na sala dos estudantes da Faculdade de Direito da USP --no Largo São Francisco, centro de SP--, um ato em apoio às famílias do Pinheirinho.





Entre os juristas presentes estarão Carlos Duarte, presidente do Sindicato dos Advogados de São Paulo; Aristeu César Pinto Neto, da Comissão de Direitos Humanos da OAB de São José dos Campos; Toninho Ferreira, advogado dos moradores do Pinheirinho; Marcio Sotelo, procurador do Estado e articulador do manifesto dos juristas sobre o caso Pinheirinho; Jorge Luiz Souto Maior, juiz e professor da Faculdade de Direito da USP; e Raquel Rolnik, relatora especial da ONU para o direito à moradia adequada.
O objetivo do ato é aprofundar os questionamentos acerca da violência estatal e da violação dos direitos humanos.
"Não bastassem tais aberrações jurídicas antecedentes à ordem de reintegração de posse, ocorreram inaceitáveis violações de direitos humanos na forma como foi levada a cabo e no modo como as famílias estão sendo tratadas depois da desocupação", diz o comunicado sobre o ato.
A íntegra do comunicado pode ser lida no site do Sindicato dos Advogados de São Paulo.
A reintegração de posse do Pinheirinho ocorreu no dia 22 de janeiro e desalojou milhares de pessoas. Há denúncias de truculência da Polícia Militar, restrição do trabalho da imprensa e demolição de casas ainda com pertences das famílias. Os ex-moradores do local foram levados para abrigos sem condições sanitárias.

Casa ou barco?


15/02/2012 - 12h42

Britânicos projetam 'casa anfíbia' à prova de enchentes

DA BBC BRASIL

Autoridades britânicas autorizaram a construção daquela que seria a primeira "casa anfíbia" do país, projetada para ser imune a inundações.
De acordo com os arquitetos responsáveis pelo projeto, a casa será apoiada em fundações fixas, mas, em caso de uma inundação, a construção inteira se erguerá e flutuará sobre a água.
Baca
A casa terá fundações fixas que, durante a enchente, vão erguê-la para flutuar sobre a água
A casa terá fundações fixas que, durante a enchente, vão erguê-la para flutuar sobre a água
A casa deve ser erguida em uma ilha na cidade de Marlow (condado de Buckinghamshire), a apenas 10 metros da margem do rio Tâmisa.
Com 225 metros quadrados, ela substituirá um bangalô, construído no início do século 20 e em más condições de preservação.

FLUTUANTE
A residência foi projetada pelo escritório de arquitetura Baca, com sede em Londres, especializado em construções resistentes a inundações.
De acordo com os arquitetos, a casa ficará apoiada entre quatro "golfinhos", ou postes verticais permanentes que manteriam a construção flutuante no lugar durante uma enchente.
Estes postes, normalmente encontrados em marinas, foram integrados ao design da residência e serão visíveis do lado de fora.
Construída de madeira leve, a parte habitável da casa será altamente isolada e apoiada em uma cobertura de concreto, criando uma plataforma flutuante.
O jardim, segundo os arquitetos, funcionará como um sistema de alerta, com plataformas posicionadas em diferentes níveis, projetadas para inundar gradualmente e, assim, chamar a atenção dos moradores antes que a água chegue a um nível ameaçador.
A "casa anfíbia" foi projetada porque as leis urbanas da região onde a construção original está localizada não permitiriam que, ao ser reformada, ela ficasse muito alta.
"Se ela fosse trocada por uma nova habitação, o piso teria de ser erguido para 1,5 metro acima do nível do chão", diz o diretor da Baca, Richard Coutts.

CUSTO
De acordo com Coutts, os custos de uma casa anfíbia são entre 20% e 25% maiores do que de uma casa convencional do mesmo tamanho.
No entanto, diz, o investimento é compensado pela economia feita com a redução dos gastos com seguros.
Embora se estime que a região sofra com apenas uma inundação a cada 20 anos, o nível do Tâmisa é motivo de temor por parte dos moradores. Em 2007, uma cheia do rio causou enormes prejuízos.
"Uma cidade resistente precisa ser adaptável, e para ser adaptável, o ambiente construído [pelo homem] precisa inovar", afirma o diretor da Baca.
"O design anfíbio é uma das soluções que possibilita aos residentes viver com segurança e adaptar-se aos desafios das mudanças climáticas, e nós estamos muito ansiosos para construir o primeiro exemplo desta abordagem no Reino Unido."