terça-feira, 3 de janeiro de 2012

RJ na frente: Bolsa Verde do Rio - BV Rio - em 2012


Ambiente terá contratos de efluentes líquidos industriais, créditos de reciclagem, logística reversa e de carbono


Divulgação
Assinatura dos convênios da BVRio com a presença de Pedro Moura Costa (esq), Eduarda La Rocque da Secretaria Municipal da Fazenda e Suzana Kahn, subsecretária de economia verde
Assinatura dos convênios da BVRio com a presença de Pedro Moura Costa (esq), Eduarda La Rocque da Secretaria Municipal da Fazenda e Suzana Kahn, subsecretária de economia verde

São Paulo – A cidade do Rio de Janeiro terá, a partir de junho de 2012, uma bolsa de valores para a negociação de contratos ligados ao meio ambiente. A Bolsa Verde do Rio (BV Rio) irá oferecer ativos para efluentes líquidos industriais da Baía de Guanabara, créditos de reciclagem, logística reversa e de carbono, além de reposição florestal.
Quem comanda a BV Rio, constituída como uma ONG, é Pedro Moura Costa, que trabalha no segmento de crédito de carbono há 20 anos. Costa chegou a fundar em Londres a EcoSecurities em 1997, empresa especializada em projetos e soluções para o mercado de carbono que fez um IPO em 2005 e depois foi adquirida pelo JPMorgan.
“O objetivo da BV Rio é se tornar uma referência nacional. Vamos começar pelo Rio e depois expandirmos para outros estados. O Governo do Rio já está assinando um termo de cooperação com o Amazonas, Acre e Pará para incluí-los no mercado”, disse Pedro Moura Costa em uma entrevista para EXAME.com.
A bolsa tem como associados a Funrio, a E2 (nova empresa de Costa) e o ex-presidente do IBGE e economista, Sérgio Bresserman. O governo municipal e estadual fazem parte do Conselho da BV Rio com a participação da secretária de Fazenda da cidade do Rio, Eduarda La Rocque, o secretário de estado do meio ambiente, Carlos Minc, e a subsecretária de economia verde, Suzana Kahn.
“Vamos ter uma bolsa com a criação das commodities ambientais que não existem ainda e depois colocá-las em uma plataforma eletrônica”, diz Costa. Ele ressalta que a bolsa ainda não tem um orçamento, mas que a maior parte dos recursos terão origem em doações de capital a fundo perdido de agências de desenvolvimento, como do governo suíço.
Como irá funcionar
Em janeiro, um grupo de trabalho começa a se reunir para o desenho das primeiras commodities. As propostas devem estar prontas em abril e as primeiras transações acontecer em junho. O mercado de carbono e de ativos ambientais ainda não é regulamentado e não é considerado um valor mobiliário.
Costa explica que ainda está sendo avaliado como será feita a gestão do risco da contraparte. “Uma das nossas preocupações é não ter regras muito onerosas que afastem os pequenos participantes”, afirma. O executivo ressalta que para cada ativo ambiental um setor da economia será envolvido.
“Na compensação florestal, por exemplo, serão as indústrias de todo o estado. Nos efluentes da Guanabara, são as indústrias que descarregam detritos no local. A vantagem é que o custo cai para as empresas e aumenta a flexibilidade. A empresa pode vender o excesso da redução dos danos ambientais para quem tem um custo de diminuí-los maior”, aponta.

Proposta dos indicadores de sustentabilidade para agências de comunicação




Falar de sustentabilidade e propagar ideais ecologicamente corretos tem se tornado essencial para a boa postura de uma Organização. A ocorrência cada vez mais freqüente de catástrofes naturais tem alertado os gestores para uma nova realidade, na qual a preservação e respeito à natureza torna-se uma questão de responsabilidade social.

“A publicidade é fundamental desde que eduque a população.” Kofi Annan, no IV Congresso Brasileiro de Publicidade
Trabalhar a publicidade nesse contexto significa explorar a mudança de consciência empresarial, que por muito tempo, valorizou apenas o lucro. Sabemos que a postura do consumidor também está mudando. A cada dia, mais pessoas atribuem sua decisão de compra à produtos e marcas que emprestam seus selos para iniciativas socioecologicas. Pensando nisso, a ABAP (Associação Brasileira de Agências de Publicidade), com apoio acadêmico da Escola Superior de Propaganda e Marketing, elaborou os Indicadores de Sustentabilidade. Com eles agências e publicitários estarão mais alinhados ao pensamento contemporâneo focado na sustentabilidade.
Trata-se de uma série de questões envolvendo práticas sustentáveis e condutas ecologicamente corretas, pautadas a partir das atividades das Agências de Comunicação. Elas foram planejadas para permitir às Agências adotarem caminhos e posturas socioambientais e que conseqüentemente diminuam os impactos na natureza. Para a ABAP o principal objetivo é motivar as agências de comunicação a disseminar práticas sustentáveis nas mensagens publicitárias, colaborando com a educação da população*. As respostas a esses indicadores vão ajudar as Agências a avaliarem seu grau de comprometimento com a questão ecológica. Clique aqui para conhecer os indicadores.
Não se pode fechar os olhos para essa realidade. Atualmente, a boa reputação de uma empresa requer atitudes pensadas de acordo com a tônica sustentável. Além de produzir boas campanhas e promover o sucesso de uma marca é importante que a publicidade insira no pensamento coletivo que sustentabilidade e consumo podem caminhar juntos.
E você, como está preparando sua Agência para se adequar a essas posturas? Comece por informatizar seus processos economizando papel, planilhas e otimizando seu tempo. Conheça o iClips.







2012: A vida continua!


02/01/2012 - 10h30

Vem aí o fim do mundo, mas não será neste ano

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1028800-vem-ai-o-fim-do-mundo-mas-nao-sera-neste-ano.shtml


Resigne-se: o mundo vai mesmo acabar. Isso só não deve ser em 2012, como muita gente anda dizendo por aí.
Daqui a 1 bilhão de anos, nosso planeta estará fadado à morte certa, com um futuro de temperaturas escaldantes insustentáveis para a manutenção da vida. O culpado? O Sol, a caminho de uma espécie de velhice estelar.
"Faz parte da evolução das estrelas do tipo do Sol. Quando o hidrogênio de seu núcleo vai acabando, a consequência é a estrela aumentar. Isso interfere em seu brilho e na energia que chega à Terra", diz Gustavo Rojas, astrofísico da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

Nasa/Associated Press
O envelhecimento do Sol fará com que os astro se expanda, colocando em risco os planetas
O envelhecimento do Sol fará com que os astro se expanda, colocando em risco os planetas

Embora a presença de vida (ao menos por enquanto) seja exclusividade do Sistema Solar, nossa estrela é de um tipo bastante comum Universo afora.
As estrelas são amontoados de gás incandescente, sobretudo hidrogênio. No núcleo, os átomos se chocam em um ambiente de altíssima pressão, desencadeando a chamada fusão nuclear. Esse processo gera muita energia e permite que a estrela tenha um tamanho estável.
O problema é que esse combustível não dura para sempre e, à medida que ele vai acabando, outro elemento, o hélio (resultado da fusão do hidrogênio) começa ele mesmo a ser fundido.
Essa substituição faz com que as camadas externas da estrela se expandam. É como se o calor se espalhasse pela extensão da estrela, que fica mais fria e, portanto, mais avermelhada. É esse futuro como gigante vermelha que espera o Sol daqui a pelo menos 5 bilhões de anos.
Seu tamanho deverá aumentar em torno de 200 vezes, o suficiente para "engolir" Mercúrio, Vênus e, muito provavelmente, a Terra.
As condições de vida por aqui, porém, irão se deteriorar bem antes disso.
"Daqui a 1 bilhão de anos, com o aumento do brilho do Sol, os oceanos já terão evaporado. Até as rochas derreterão. A vida já terá acabado", diz Carolina Chavero, do Observatório Nacional, no Rio.
Tudo isso ainda levará muito tempo para acontecer, mas já existem cientistas propondo alternativas à aniquilação da humanidade. Uma delas seria a migração.
"A zona habitável [região em que há água no estado líquido] do Sistema Solar também mudará. Regiões antes muito frias vão esquentar", diz Gustavo Rojas. Uma boa primeira parada seria Marte.
O "descanso", porém, seria temporário. O Sol logo começaria a fritar também a superfície marciana.
Em mais alguns bilhões de anos, o chamado cinturão de Kuiper, onde fica Plutão, é que terá condições ideais.
Soluções mais malucas, como um guarda-sol para barrar parte da luz estelar, e até um complexo sistema que usaria a força gravitacional de cometas para "empurrar" a Terra para outra órbita, também já foram pensadas.

17 dicas para ser mais sustentável em 2012


Dicas são simples de serem praticadas, basta ficar atento a elas e esforçar um pouco para fazer a diferença no futuro do planeta



Stock.xchng
Botão de ligar/desligar
Escolha eletrodomésticos com melhor eficiência energética. Os aparelhos nacionais possuem o selo Procel e os importados o selo Energy Star
São Paulo - Para você manter hábitos sustentáveis em 2012 e não deixar somente como promessa de fazer algo melhor para o planeta, separamos algumas dicas para tornar seu ano mais ecológico, assim você diminui sua pegada ambiental e colabora com o meio ambiente local e global. Através de pequenas mudanças podemos fazer muito pelo nosso futuro.
Produtos de Limpeza
O primeiro passo para adquirir uma vida mais sustentável pode ser dado em sua própria casa, na escolha dos produtos de limpeza que você utiliza. Alternativas caseiras como sódio, limão e vinagre podem substituir os produtos de limpeza tradicionais que muitas vezes são tóxicos para o meio ambiente. Se optar por comprar ao invés de fabricar o seu, escolha os que são biodegradáveis e evite os que possuem fosfato em sua composição.
Sacolas Plásticas
O plástico mata milhares de animais por ano além de poluírem o meio ambiente. O papel apesar de biodegradável possui desvantagens ambientais e econômicas em sua fabricação, sendo assim escolha sacolas de pano ou retornáveis para fazer o transporte de suas compras.
Papel
Para o consumo de papel prefira o reciclado que consome de 70% a 90% menos energia que o comum além de poupar nossas florestas.
Garrafas Plásticas
Reutilize garrafas plásticas quando estas não puderem ser substituídas ou escolha squeezes e canecas para matar sua sede. Além de sair mais barato você evita o descarte no meio ambiente. Para os outros produtos que contenham plástico escolha os de embalagens maiores e de preferência com refil; embalagens pequenas é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais.
Economia de energia
Existem diversas maneiras de se poupar energia dentro de casa, uma delas é utilizar uma garrafa térmica com água gelada e cubos de gelo; esta opção evita o abre-fecha da geladeira e fornecerá água gelada para um dia inteiro. Quando for cozinhar retire todos os ingredientes da geladeira de uma só vez.
Eletrodomésticos
Mantenha sua geladeira longe do fogão, pois com o calor, a geladeira precisa consumir mais energia para compensar o aumento da temperatura. Descongele sua geladeira ou freezer antigos pois o excesso de gelo faz com que circule menos ar frio no aparelho sendo necessário maior gasto energético para compensar ou considere trocar de aparelho. Os eletrodomésticos novos consomem até metade da energia, se comparado aos modelos antigos.
Lâmpadas
Substitua as lâmpadas incandescentes por fluorescentes que gastam 60% menos energia. Retire os aparelhos da tomada ao invés de deixar em standby pois este modo consome de 15 a 40% de energia mesmo estando desligado.
Computador
Participe de ações virtuais. A internet é uma boa arma para conscientização e mobilização das pessoas. Faça reuniões de trabalho por vídeo conferência para encontros de quinze minutos ao invés de presenciais. Você evita o trânsito, a emissão de gás carbônico, o estresse além de economizar dinheiro e poupar o meio ambiente. Desligue o computador se ficar mais de duas horas sem utilizá-lo e o monitor por 15 minutos. O maior responsável pelo consumo energético do computador é o monitor, os de LCD são mais econômicos.
Desligue o ar condicionado a uma hora do final do expediente; a economia de 12,5% diária representará o equivalente a quase um mês de economia no final do ano. Faça a manutenção do seu equipamento; um ar condicionado sujo representa 158 kg de CO2 a mais na atmosfera por ano. O ventilador de teto consome 90% menos energia, combinar o uso dos dois também pode ser uma boa opção, para isso regule o ar condicionado no mínimo e ligue o ventilador.
Lavando Roupa
Retire imediatamente as roupas da máquina de lavar quando estiverem limpas e pendure-as no varal ao invés de usar a secadora, deste modo as roupas ficarão menos amassadas poupando energia e trabalho na hora de passar. Para lavar a louça ou a roupa procure usar água morna ou fria, e utilize as máquinas quando estiverem cheias, se não for possível use a metade da capacidade e selecione o modo de menor consumo.
Água
Não é muito difícil economizar água em nossas atividades diárias. Basta fechar a torneira enquanto escovar os dentes, reduzir alguns minutos do banho de preferência de chuveiro ao invés de banhos de banheira que consomem até quatro vezes mais energia e água, não permitir que as crianças brinquem com água, instalar válvulas na descarga para regular a quantidade de água liberada e nos hotéis, opte por trocar lençóis e toalhas a cada três dias.
Cozinha
Para manter uma cozinha ecologicamente correta o primeiro passo é manter a dispensa e a geladeira organizadas. Isso contribui para um melhor planejamento da lista de compras, evitando gastos desnecessários, desperdício de alimentos e de energia. Faça farinha de rosca com pães velhos e salada com as frutas não muito frescas ao invés de dispensá-las.
Tampe suas panelas enquanto você cozinha e aproveite mais o calor. Prefira cozinhar na panela de pressão além de ser mais rápido você economiza 70% de gás. Cozinhe em fogo brando, pois por mais que você aumente o fogo sua comida não cozinhará mais depressa porque a água não ultrapassa 100 ºC em uma panela comum. Coma menos carne vermelha, a criação de bovinos é uma das maiores emissoras de gases de efeito estufa além de demandar grande quantidade de água em sua produção. Escolha alimentos frescos ao invés de congelados e enlatados.
A comida congelada é mais cara e consome mais energia ao ser produzida e os enlatados geram mais resíduos. Evite pedir comida para viagem economizando as embalagens utilizadas. Compre produtos orgânicos e incentive o comércio para que os preços caiam. Estes alimentos respeitam os ciclos de vida dos animais, vegetais e do solo e não contaminam o meio ambiente, além de serem muito mais saudáveis. Frequente restaurante que estimulam este tipo de alimentação.
Lixo
Faça compostagem do material orgânico que sobrar, reduzindo o lixo dos aterros sanitários e a emissão de metano na atmosfera. Além de reduzir o problema você terá um jardim bonito e saudável. Faça coleta seletiva dos materiais reciclados e se não houver este serviço em seu bairro procure um posto de coleta. O óleo de cozinha costuma ser jogado na pia, mas cada litro de óleo chega a poluir um milhão de litros de água. Existem pontos de coleta específicos somente para esse material.
Pilhas
Use somente baterias e pilhas recarregáveis ou invés de pilhas comuns. Não troque de celular se ele ainda estiver em pleno funcionamento. As peças do aparelho usam derivados de petróleo e metais pesados em suas baterias.
er sustentável no caso do consumo não significa que estamos proibidos de fazer compras mas que podemos optar por produtos mais duráveis, verificar se é ecológico e quais os impactos de seu descarte.
Transporte
Ao comprar um carro por exemplo escolha o modelo mais ecológico, que emita menos poluente como o flex ou os carros movidos a etanol. Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana-de-açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos. Mantenha o carro regulado, ande mais de transporte coletivo, ofereça carona e ande mais a pé ou de bicicleta.
Meio Ambiente
Tenha responsabilidade ambiental, plante uma árvore em seu bairro, proteja uma floresta, regue as plantas à noite ou pela manhã bem cedo, assim você impede que a água se perca na evaporação, e também evita choques térmicos que podem agredir suas plantas; informe-se sobre a política ambiental das empresas que você contrata e considere o impacto de seus investimentos.
Essas dicas são muito simples de serem praticadas, basta atentarmos a elas e nos esforçar um pouco para fazermos diferença no futuro do planeta.





segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

“Chongming Bicycle Park” ou Parque da Bicicleta em Chongming


Designers criam parque para incentivar o uso das bicicletas

Desenvolvido para uma competição da Ecowan, intenção era criar um oásis urbano nas imediações da cidade de Xangai


Divulgação
Parque Sustentável

O Parque será uma forte mensagem para um estilo de vida mais verde e incentivará o maior uso de bicicletas em relação a outros transportes convencionais
São Paulo - A "cidade" espiral é o pontapé inicial do mais novo estúdio de design denominado JDS. O projeto “Chongming Bicycle Park” ou Parque da Bicicleta em Chongming foi desenvolvido para uma competição criada pela Ecowan – site de notícias sobre design sustentável, na tentativa de criar o que pode ser chamado de um oásis urbano nas imediações da cidade de Xangai.
O projeto possui um centro de visitação, uma sala multifunção e um museu de bicicleta. Há também muita grama e verde para apresentar uma bela vista e uma sensação natural. Toda a estrutura é em espiral ascendente e o gradiente suave das rampas torna o lugar uma espaço maravilhoso para caminhadas e ciclismo.
O centro de visitação foi feito como ponto de entrada. Ele também serve como local de informação onde os visitantes podem saber sobre tudo e também pedir esclarecimentos. Este espaço foi construído para funcionar como um símbolo do Parque e, portanto, está posicionado logo no início. Ao mesmo tempo, representa a relação entre o esporte, a consciência social, a tecnologia, a evolução do ciclismo e lazer.
A principal atração, no entanto, será o museu da bicicleta; concebido para servir como uma dupla hélice. Assim, pode-se pedalar para cima e descer as espirais, enquanto admira as bicicletas expostas. Todo o local será definitivamente uma forte mensagem para um estilo de vida mais verde e incentivará o maior uso de bicicletas em relação a outros transportes convencionais, que utiliza combustíveis fósseis.

Cubatão e Guarujá, no litoral de São Paulo, são as cidades do Estado que mais têm habitações em favelas em relação ao total de casas


02/01/2012 - 08h59

Cidades do litoral têm maior proporção de moradia precária em SP


Cubatão e Guarujá, no litoral de São Paulo, são as cidades do Estado que mais têm habitações em favelas em relação ao total de casas, segundo reportagem de Eduardo Geraquepublicada na edição desta segunda-feira daFolha.
reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
De acordo com o texto, em Cubatão, 41% das residências são precárias, segundo o censo de 2010 do IBGE; já no Guarujá, 31%. Em todo o Estado, o índice da favelização atinge 6%. Isso significa 748.801 moradias com 2,7 milhões de pessoas.
Em termos relativos, a região metropolitana da Baixada tem o maior deficit habitacional do Estado, mostra a Pesquisa de Condição de Vida da Fundação Seade, de 2006. Faltam 50 mil casas, 9,9% do total.
Na região metropolitana de São Paulo, por exemplo, o deficit é de 5,6% --ou seja, 318 mil unidades. As favelas não entram nesta conta. Elas são consideradas moradias inadequadas pelo governo.
Fábio Braga-28.dez.11/Folhapress
Favela Vila Baiana, no Guarujá, a campeã em favelização do litoral; lá, 26.095 das moradias são "subnormais"
Favela Vila Baiana, no Guarujá, a campeã em favelização do litoral; lá, 26.095 das moradias são "subnormais"

Segurança nos parques: Prevenção ou fatalidade?


02/01/2012 - 04h53

Guarda florestal é assassinada em parque nacional nos EUA

DA FRANCE PRESSE

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1028757-guarda-florestal-e-assassinada-em-parque-nacional-nos-eua.shtml


Uma guarda florestal americana foi assassinada neste domingo (1) no parque nacional Mount Rainier, na Califórnia, dando início a uma operação de perseguição do assassino, que continua foragido, informaram as autoridades.
O suspeito fugiu a pé depois de disparar com um rifle contra Margaret Anderson, 34, informou um porta-voz do parque, que foi fechado depois de retirar os visitantes.
Um canal de TV local informou que a guarda tentou impedir a passagem de um carro. O motorista saiu e, ao ser detido por outros guardas florestais, abriu fogo, atingindo Margaret. Depois, ele fugiu a pé pela mata.

Cachoeira do Escorrega por R$11,00...


01/01/2012 - 22h48

Moradores rejeitam cobrança para frequentar cachoeira no RJ



A compra da Cachoeira do Escorrega pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no início de dezembro pegou de surpresa os moradores e comerciantes do município de Visconde de Mauá, na serra fluminense. Eles estão descontentes com a possibilidade da cobrança de R$ 11 para entrar na cachoeira, famosa por ser um tobogã natural.
A queda d'água integra uma área de 37 hectares que o Parque Nacional do Itatiaia --a primeira unidade de conservação criada no Brasil-- comprou por cerca de R$ 1 milhão. A medida faz parte da estratégia de regularização da unidade para torná-la mais atrativa aos turistas e integra o Programa Parques da Copa, dos ministérios do Meio Ambiente e do Turismo.
Próximo da Cachoeira do Escorrega, que fica na região da Maromba, em Mauá, a administração prevê a construção de um centro de visitantes, com banheiros e informações sobre a unidade, além de postos de fiscalização para impedir a entrada invasores ou a depredação. Mas a medida que menos a agrada é a possível cobrança de ingresso para descer no tobogã.
"Sempre fomos na cachoeira e ninguém nunca cobrou nada", disse o gerente da Pousada Cabanas da Fazenda --que fica a 600 metros da Escorrega-- e morador de Mauá, Avaílton Mendes. Ele disse que mesmo sendo área privada, o dono, um alemão que se encantou com a região anos atrás, nunca impediu a entrada ou cobrou ingressos. "Sempre foi de graça", declarou.
Nascido em Mauá, o engenheiro ambiental Halley Soares Hardiman acha uma incoerência ser cobrado ingresso depois de a área ter sido adquirida pelo governo. "É nosso patrimônio", disse. Pondera, no entanto, que um valor acessível poderia ser revertido na organização do estacionamento e no recolhimento de lixo nos dias mais frequentados, como feriados.
"No geral, não vejo muitos problemas [que exijam investimentos altos] porque não têm casas para cima [do rio] que possam causar poluição. E para quem mora lá, para quem está acostumado desde criança a ir aos finais de semana, um ingresso de R$ 11 é muito alto", disse.
Também preocupada com o fluxo de turistas, que contam em Visconde de Mauá com dezenas de cachoeira, mas nenhuma tão "emocionante", a dona da Pousada Amor Perfeito, Goreti Nascimento, também criticou a decisão do ICMBio. "A Cachoeira do Escorrega é parada obrigatória para quem vem, e o pagamento de ingresso não me parece uma boa ideia", disse.
Sem descartar discutir o preço com os moradores, o presidente do Instituto Chico Mendes, Rômulo Melo, explicou que a cobrança é feita em todas as unidades de conservação do país, como o Parque Nacional de Fernando de Noronha (PE) e o Parque Nacional da Floresta da Tijuca (RJ). Porém, destacou que o valor não está fechado e vai variar de acordo com o perfil do visitante.
"Parte dos nossos investimentos estão associados a esse processo do turismo e, por isso, são cobrados ingressos", declarou Melo. "Temos valores estabelecidos em função da realidade de cada parque e do tipo de turismo. Fazemos diferenciação entre turista brasileiro, pessoas que estão no entorno da unidade, estudantes, pessoas mais velhas e de baixa renda", afirmou.
Segundo Melo, na tentativa de "resgatar atributos cênicos" do Itatiaia e regularizar desapropriações que não tinham sido totalmente indenizadas desde a ampliação da unidade na década de 1980, cinco áreas foram compradas recentemente pelo Instituto Chico Mendes.
Criado em 1937, o Parque do Itatiaia, cujo nome vem do tupi e significa penhasco cheio de pontas, está na Mata Atlântica e é formado por montanhas que estão entre as mais altas do país. Lá está localizado o Pico das Agulhas Negras, com mais de 2,7 mil metros.

Brasil sugere criação de conselho sobre sustentabilidade na ONU

http://www.ecodesenvolvimento.org.br/posts/2011/dezembro/brasil-sugere-criacao-de-conselho-sobre

por Redação EcoD

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Postado em Economia e Política em 29/12/2011 às 11h05



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sede da onu, em nova york
Plenário da Assembleia Geral da ONU, na sede das Nações Unidas, em Nova York/Foto: Luke Redmond

Entre as propostas enviadas em novembro pelo governo brasileiro às Nações Unidas, no sentido de estimularem o debate durante a Rio+20, está a criação de um Conselho sobre Desenvolvimento Sustentável, informou na quarta-feira, 28 de dezembro, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

“Esperamos ser exitosos na questão da governança e evoluirmos com a proposta de criação de um Conselho sobre Desenvolvimento Sustentável nas Nações Unidas”, adiantou Teixeira à Agência Brasil. Segundo ela, existe atualmente apenas uma comissão, criada em 1992, que não tem a representatividade de um conselho.
Segundo a ministra, os principais desafios da Rio+20 vão envolver questões sobre como reduzir a pobreza e a desigualdade no mundo, a promoção do desenvolvimento com bases mais sustentáveis e como coordenar as políticas públicas do setor. A Rio+20 será realizada no Rio de Janeiro a partir do dia 20 de junho de 2012, duas décadas depois da Rio-92.
“Há uma expectativa muito grande de que os eventos (da Rio+20) não permaneçam somente enquanto eventos, mas tenham um dia seguinte e que aconteçam em bases que melhorem a qualidade de vida, da infraestrutura urbana e da vida nas cidades e de cada cidadão brasileiro” - Izabella Teixeira.
De acordo com a ministra, os “desafios são enormes”, mas há “uma sensação internacional de que é possível sim explorar esse caminho e termos na conferência um êxito em relação ao desenvolvimento sustentável”. Ela ressaltou esperar que a Rio+20 traga resultados e “que o planeta inteiro assuma objetivos sobre desenvolvimento sustentável, estabelecendo metas mensuráveis”.
Em São Paulo, a ministra se reuniu com João Carlos Martins, regente da Orquestra Bachianas, na casa do maestro, em São Paulo. No encontro, ela solicitou ao maestro para que ele componha um tema para a conferência que aborde a “riqueza do planeta e os desafios”. O músico respondeu que o tema está sendo criado e será inspirado na 6ª Sinfonia de Beethoven.
A ministra também convidou Martins para fazer parte da equipe brasileira que está preparando a Rio+20. “Criei uma categoria que chamei de embaixadores ou amigos da Rio+20 (da qual o maestro fará parte), que são pessoas que, por intermédio da cultura, vão ajudar o governo e a sociedade para desenvolver o maior encontro de desenvolvimento sustentável desse século”. O maestro também foi convidado para fazer a contagem regressiva para a conferência, que terá início em 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente.
O encontro contou também com a participação de Denise Hamú, chefe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) no Brasil.

















domingo, 1 de janeiro de 2012

Para ambiente, 1º ano de Dilma é pior que o de Collor

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/17741-para-ambiente-1-ano-de-dilma-e-pior-que-o-de-collor.shtml

São Paulo, domingo, 01 de janeiro de 2012Ciência


Presidente não criou reservas ambientais e aceitou perda de poder do Ibama
Por outro lado, desmate manteve tendência de queda, embora área absoluta desmatada ainda seja gigantesca

CLAUDIO ANGELO
DE BRASÍLIA



Presidente da conferência Rio +20, Dilma Rousseff teve uma atuação apagada na área ambiental em seu primeiro ano de governo. Sob alguns aspectos, pior que a de Fernando Collor, em cujo governo aconteceu a Eco-92.
Dilma não criou nenhuma unidade de conservação em 2011; em 1990, seu primeiro ano de mandato, Collor criou 15. O desmatamento em 1990 caiu 22% em relação ao ano anterior, o dobro da queda estimada para 2011 -embora Dilma esteja melhor nos números absolutos de desmate.
Diante da repercussão internacional da polêmica obra da usina hidrelétrica de Cararaô, no rio Xingu, Collor engavetou o projeto.
Dilma o ressuscitou, sob o nome de Belo Monte, concedendo-lhe a licença de instalação mesmo sem o cumprimento de todas as condicionantes impostas pelo Ibama.
Unidades de conservação e terras indígenas são indicadores importantes do desempenho ambiental de um governo, pois elas mexem na estrutura fundiária e em interesses econômicos nas regiões onde são criadas.
Enquanto ministra da Casa Civil do governo Lula, Dilma represou a criação de novas unidades, especialmente na Amazônia, submetendo-as ao crivo do MME (Ministério de Minas e Energia).
Na Presidência, manteve o ritmo. Seu governo é o primeiro desde FHC-1 (1995-1998) a não criar áreas protegidas no primeiro ano de mandato.
Um refúgio da vida selvagem no Médio Tocantins, por exemplo, está com sua proposta de criação parada no MME, que tem interesse em construir na região a hidrelétrica de Ipueiras -um projeto que o Ibama já havia considerado inviável do ponto de vista ambiental.
O governo também cortou 30% do orçamento do Instituto Chico Mendes, órgão gestor das unidades.

SEM CLIMA

O primeiro ano de Dilma passou sem avanços na agenda de mudança climática.
Conforme a Folha mostrou, o governo não fez quase nada para implementar em 2011 a meta brasileira de cortar até 39% das emissões de gás carbônico em 2020 em relação à tendência de crescimento atual dos gases.
"O pacote de mudança climática ela recebeu pronto do governo Lula. Não avançou nem regrediu", disse Nilo Dávila, do Greenpeace. "Em outras coisas, ela deu continuidade para o mal."
Ele se refere ao maior retrocesso legislativo na área ambiental: a Lei Complementar 140, que reduz o poder de fiscalização do Ibama.
Pelo texto aprovado no Senado em outubro, a competência de multar crimes ambientais é do ente federativo (União, Estado ou município) que licencia. Como desmatamentos são sempre licenciados pelos Estados, autuações feitas pelo Ibama poderão ser anuladas pelas secretarias de Meio Ambiente estaduais.
Em 2009, durante a cúpula do clima de Copenhague, quando o enfraquecimento do Ibama foi inserido no projeto durante sua votação na Câmara, o presidente Lula se comprometeu a vetá-lo.
Dilma concordou com a promessa. Mas, no dia 8 deste mês, durante outra cúpula do clima, em Durban, a presidente sancionou o texto.
Questionado pela Folha, o Planalto deferiu a resposta ao Ministério do Meio Ambiente. Este disse que, "na prática, o Ibama continua atuando normalmente".
Sobre a falta de criação de unidades de conservação, o ministério afirmou que está revendo a Estratégia Nacional de Conservação da Biodiversidade, com a definição de critérios para a proposição de novas áreas protegidas.

Forte terremoto atinge litoral do Japão

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1028553-horoscopo-chines-preve-mudancas-e-desastres-no-mundo-em-2012.shtml


01/01/2012 04h24 - Atualizado em 01/01/2012 07h27

Forte terremoto atinge litoral do Japão

Agência dos EUA registrou tremor de magnitude de 6,8.
Agência japonesa informou que terremoto teve magnitude 7.

Do G1, com agências internacionais
Um forte terremoto de magnitude 7 atingiu, neste domingo (1º) o mar ao sul do litoral do Japão, informou a Agência Meteorológica do país.
Não há informações sobre vítimas, danos nem sobre possibilidade de formação de tsunami na região.
A agência japonesa informou que o tremor ocorreu às 14h28 (3h28 de Brasília) em águas afastadas da área central de Torishima Kinkai, a uma profundidade de 370 km.
O terremoto alcançou intensidade 4, na escala japonesa fechada de 7 graus, e foi sentido em cidades das regiões assoladas pelo potente terremoto de 11 de março de 2011, como Iwanuma, na província de Miyagi; Hitachi, na de Ibaraki; e Minamisoma, em Fukushima.
O Serviço de Vigilância Geológica dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) também registrou o forte terremoto, e informou que a magnitude do tremor chegou a 6,8.
Em Tóquio, o terremoto foi sentido com uma intensidade de 4 na escala japonesa no distrito de Chiyoda, e de 3 em outros como Minato e Shinjuku. Não há registro de danos ou vítimas.
Segundo a televisão japonesa "NHK", o tremor não causou alterações no país. Trens e os principais aeroportos operam com normalidade.
O Japão fica sobre uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo, e é por isso que os terremotos ocorrem com frequência na região.
O terremoto e posterior tsunami que arrasou o nordeste do país no dia 11 de março mataram 15.844 pessoas e deixou 3.451 desaparecidos, segundo dados atualizados em 30 de dezembro pela polícia japonesa.




PPP Fukushima?


01/01/2012 - 12h23

Comissão nuclear japonesa recebeu doações da indústria

DA FRANCE PRESSE, EM TÓQUIO

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1028573-comissao-nuclear-japonesa-recebeu-doacoes-da-industria.shtml


Quase um terço dos integrantes da comissão oficial japonesa sobre segurança nuclear recebeu doações da própria indústria nuclear do país, informa o jornal "Asahi Shimbun", em um claro questionamento da neutralidade do painel.
De acordo com o jornal, dois dos cinco membros permanentes e 22 dos 84 observadores externos da comissão receberam doações de empresas e organizações industriais vinculadas ao setor nuclear, em um período de cinco anos, até março de 2011, quando aconteceu o acidente de Fukushima.
As doações chegaram a US$ 1,1 milhão, segundo o jornal. Pelo menos 11 integrantes receberam doações de fabricantes de reatores nucleares e empresas ligadas à produção de combustível nuclear e que eram objeto de análise da própria comissão.
As revelações do Asahi Shimbun representam um duro golpe à neutralidade do grupo, no momento em que a segurança dos reatores nucleares japoneses é um tema chave após o terremoto seguido por um tsunami de 11 de março.
A catástrofe deixou 20 mil mortos ou desaparecidos e provocou um grande acidente na central nuclear de Fukushima.