quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Comunidades africanas reaproveitam neblina contra água de escassez


01/11/2011 21h06 - Atualizado em 01/11/2011 21h06

http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/11/comunidades-africanas-reaproveitam-agua-de-neblina-contra-escassez.html


Método utilizado nos Andes e no Himalaia contribui no abastecimento.
Em dia com neblina é possível recolher até 2.500 litros de água.


Comunidades da África do Sul que sofrem com a escassez de água estão utilizando uma técnica inovadora pra obter água potável para o consumo: aproveitam a neblina para extrair litros de água.
Em paisagens montanhosas e com clima úmido, como na cidade Tshiavha, a água da neblina é coletada por um sistema usado nos Andes e no Himalaia. Uma malha é esticada e canos são colocados logo abaixo para que as gotas caiam em um reservatório.
Na cidade sul-africana, as redes foram montadas em escolas e levam um pouco de alívio à região. Com a previsão dos especialistas de que a África Austral ficará mais seca e mais quente nas próximas quatro décadas, estratégias como esta têm atraído novos olhares, enquanto a África do Sul se prepara para sediar a próxima rodada de negociações climáticas da ONU, no final do mês.
Sistema de captação de água da neblina implantado na cidade de Tshiavha, na África do Sul: solução para a seca (Foto: Alexander Joe/AFP)Sistema de captação de água da neblina implantado na cidade de Tshiavha, na África do Sul: solução para a seca (Foto: Alexander Joe/AFP)
Sacia a sede
Montadas em 2007, com a ajuda de uma universidade local, as redes coletoras de neblina garantem até 2.500 litros de água em um dia bom. "A água é limpa e segura, e não contém produtos químicos", afirmou Lutanyani Malumedzha, diretor da escola fundamental de Tshiavha.

Segundo Malumedzha, o acesso à água limpa melhorou significativamente a saúde das crianças da escola e reduziu o surto de doenças hídricas. "As crianças costumavam levar suas próprias garrafas d'água para a escola, durante os meses secos e quentes. A água, retirada de poços lamacentos, era inadequada ao consumo humano", disse Malumedzha.
Em algumas áreas, comunidades compartilham a água potável com o gado. Embora a qualidade deste líquido na África do Sul seja considerada uma das melhores do mundo, comunidades rurais estão muito atrasadas quando se trata de água corrente. "Aprendemos a valorizar a água e a tratá-la como uma commodity preciosa", explicou Malumedza.
"Nenhuma gota é desperdiçada. Parte dela vai para lá", acrescentou, apontando para uma horta que abastece a escola com alimentos. "Uma alternativa com boa relação custo-benefício" -- Malumedza explicou que o requer dispensa equipamentos eletrônicos e requer pouca manutenção.
Alternativa à seca
Como se trata de um país relativamente seco, a água é escassa na África do Sul e áreas remotas sem infraestrutura são as mais afetadas pelas mudanças no padrão climático.

"Esta é uma alternativa com boa relação custo-benefício, que pode ser explorada de forma eficiente, em vista dos desafios hídricos que o país enfrenta", explicou Liesl Dyson, pesquisadora da Universidade de Pretória.
A província de Limpopo, ao norte, na fronteira com Botsuana, Zimbábue e Moçambique, onde fica o famoso Parque Nacional Kruger, é uma das regiões mais quentes do país. Mas este é um dos poucos lugares do país com um clima propício para a coleta de neblina. "A neblina apenas não é suficiente, também é necessário vento para soprá-la", explicou Dyson.
"Não ajuda muito se a neblina apenas se concentrar nas montanhas, sem se mover", acrescentou. Segundo ela, o sistema foi usado em algumas áreas na costa oeste e no Transkei, província do leste do Cabo.
De acordo com o Conselho para a Pesquisa Industrial e Científica, a África do Sul tem um índice pluviométrico anual de 490 milímetros, a metade da média mundial. Mesmo sem considerar os efeitos das mudanças climáticas, espera-se que a África do Sul enfrente escassez hídrica em 2025 e há planos de construir uma nova represa em Lesoto para levar mais água ao país.
*Com informações da France Presse

Poluição ambiental, o hábito de fumar e o consumo de bebidas alcoólicas = Câncer de laringe


01/11/2011 - 17h39

Câncer de laringe atinge cerca de 9.000 brasileiros por ano



DA AGÊNCIA BRASIL

O câncer de laringe --diagnosticado no sábado (29) no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva-- atinge entre 8.000 e 10 mil pessoas por ano no Brasil. Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de laringe é um dos mais comuns a atingir a região da cabeça e do pescoço, representando cerca de 25% dos tumores malignos identificados nessa área.
De acordo com o médico José Guilherme Vartanian, cirurgião de cabeça e de pescoço do Hospital A. C. Camargo, a incidência de câncer de laringe na cidade de São Paulo é uma das mais altas no mundo.
"O Inca estima em cerca de 8.000 a 10 mil casos de laringe por ano no Brasil", diz Vartanian. "Esse número, dentro do universo geral de câncer, não é muito alto. No mundo, há uma incidência média de cinco casos de câncer de laringe para cada 100 mil homens. Em São Paulo, chega até 15 casos para cada 100 mil homens. Uma média muito acima da mundial." Segundo ele, isso se deve à poluição ambiental, um dos fatores que podem levar a esse tipo de câncer.
A laringe é um órgão responsável pela produção da voz e pela proteção das vias respiratórias. Por isso, segundo o médico, um tumor nesse órgão pode afetar tanto a voz, como parece ter sido o caso do ex-presidente Lula, quanto a deglutição e a respiração de uma pessoa. "Um tumor na região das cordas vocais vai causar algum grau de disfonia, que chamamos de rouquidão. Rouquidões persistentes e progressivas são sinais de alerta para esse tipo de doença. Além de rouquidão, a pessoa pode ter dificuldades para engolir."
Entre os fatores que podem levar ao câncer de laringe estão, além da poluição ambiental, o hábito de fumar e o consumo de bebidas alcoólicas. "Todo mundo conhece casos de pessoas que fumaram a vida toda e não tiveram câncer. Obviamente não é só o fator externo. Deve haver alguma pré-disposição ou suscetibilidade genética para ter a doença."
Para evitar esse tipo de câncer, Vartanian destacou que é importante não fumar, evitar o consumo de bebidas destiladas e manter uma dieta balanceada com a ingestão de verduras e frutas frescas.
Já o tratamento do câncer de laringe depende, de acordo com o médico, do estágio em que a doença tenha sido diagnosticada. "Em fases mais iniciais da doença, é possível fazer apenas cirurgia ou apenas a radioterapia, de forma isolada. Quando ela está em fase mais ou menos intermediária se combinam tratamentos. Pode-se fazer cirurgias ou associar quimioterapia e radioterapia, que parece que é o que vai ser feito no caso dele [Lula]."

TUMOR
A equipe médica do ex-presidente afirmou ontem que o resultado da biópsia mostrou que o tumor na laringe tem "nível de agressividade médio", ou seja, está numa fase intermediária.
Segundo os médicos, o tumor foi detectado cedo. Os médicos afirmaram ainda que os primeiros resultados do tratamento poderão ser notados em cerca de 40 dias, com dois ciclos de quimioterapia.
O tumor na laringe tem cerca de 3 cm, de acordo com os médicos.
Umas das causas importantes para o câncer na laringe é o fumo. Lula é ex-fumante e tinha o hábito de fumar cigarrilhas. Mas também existem causas virais.
Editoria de Arte/Folhapress
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As ameaças ambientais podem comprometer avanços no desenvolvimento humano nos próximos anos

02/11/2011 - 10h30
DA AGÊNCIA BRASIL
As ameaças ambientais podem comprometer avanços no desenvolvimento humano nos próximos anos, e os principais prejudicados serão os países mais pobres do mundo. O alerta é do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), que divulgou nesta quarta-feira (2) o relatório Sustentabilidade e Equidade: Um Futuro Melhor para Todos.
De acordo com o Pnud, os avanços em saúde e renda, que, junto com educação, compõem o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), poderão ser ameaçados pelas consequências das mudanças climáticas e da destruição ambiental. "Os resultados alcançados nas últimas décadas poderão ser revertidos se não levarmos em conta o desenvolvimento sustentável, compreender que a desigualdade afeta a degradação ambiental e vice-versa", apontou o pesquisador do Relatório de Desenvolvimento 2011, Alan Fuchs.

Pelas projeções do Pnud, se o ritmo de evolução do IDH dos últimos 40 anos for mantido, em 2050 a grande maioria dos países terá índices considerados muito elevados. No entanto, essa trajetória pode ser comprometida pelos riscos ambientais, que foram divididos pelo Pnud em dois cenários: desafio e desastre ambiental.
Até 2050, sem os novos desafios ambientais, o IDH global seria 19% maior que o atual, com melhora principalmente nos índices de países em desenvolvimento. No cenário de desafio ambiental, que considera a poluição do ar e da água e os impactos das mudanças climáticas sobre a agricultura, o IDH global em 2050 seria 8% menor do que no cenário-base. Na hipótese de desastre ambiental, o IDH global seria 15% menor que o projetado para 2050 no cenário básico.
"Sob um cenário de desastre ambiental, a maior parte dos ganhos do início do século será perdida até 2050, com os sistemas biofísicos e humanos sujeitos à pressão do uso excessivo de combustíveis fósseis, da queda dos lençóis freáticos, da desflorestação e degradação da terra, dos declínios dramáticos da biodiversidade, da maior frequência de eventos climáticos extremos", lista o relatório.
Os impactos serão maiores nos países do Sul da Ásia e da África Subsaariana, mais vulneráveis, por exemplo, aos impactos das mudanças climáticas, tais como a alteração na ocorrência de chuvas e elevação do nível do mar.
O Pnud sugere mudanças significativas na implementação de políticas públicas e investimentos em sustentabilidade para reverter a situação. "É preciso haver uma mudança macro. Um ambiente limpo e seguro deve ser um direito e não um privilégio", avaliou Fuchs.
Entre as medidas, os autores do relatório defendem a criação de um imposto verde, para taxar as grandes transações financeiras internacionais e financiar o enfrentamento das mudanças climáticas e da pobreza extrema. Segundo cálculos do Pnud, uma taxa de 0,005% sobre as negociações cambiais poderia gerar anualmente US$ 40 bilhões para essas causas.
02/11/2011 - 09h00

Brasil fica em 84ª em ranking de desenvolvimento humano


LARISSA GUIMARÃES
DE BRASÍLIA

O Brasil ocupa a 84ª posição no ranking do IDH 2011 (Índice de Desenvolvimento Humano), em uma lista que traz 187 países. O Brasil avançou uma posição em relação ao ano passado e tem desenvolvimento humano considerado alto, segundo o relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).
O IDH considera basicamente três aspectos: saúde, educação e renda. Para o Brasil, foram levados em conta os seguintes dados: 7,2 anos médios de estudo, 13,8 anos esperados de escolaridade, além de expectativa de vida de 73,5 anos. Em relação ao rendimento, foi registrada uma Renda Nacional Bruta per capita de US$ 10.162 (ajustados pelo poder de compra).
O IDH varia de 0 a 1 --quanto mais próximo a 1, melhor a posição do país no índice. Considerando a evolução do Brasil ao longo do tempo, o valor passou de 0,549 (em 1980) para 0,665 (em 2000), chegando neste ano ao patamar de 0,718.
Tuca Vieira/Folhapress
Vista de favela junto a avenida Roberto Marinho, na zona sul de São Paulo, com prédios da avenida Berrini ao fundo; desigualdade social no Brasil influencia índice da ONU
Vista de favela junto a avenida Roberto Marinho, na zona sul de São Paulo, com prédios da avenida Berrini ao fundo; desigualdade social no Brasil influencia índice da ONU
Embora se enquadre na categoria de país com desenvolvimento humano elevado, o Brasil fica atrás de dez países da América Latina. Na região, apenas Chile e Argentina têm desenvolvimento humano considerado muito elevado.
TOPO DO RANKING
No ranking deste ano, a Noruega voltou a ocupar a 1ª posição da lista, seguida por Austrália e Holanda. Os Estados Unidos ficaram em 4º lugar. Todos esses países têm desenvolvimento humano considerado muito elevado, de acordo com o relatório apresentado pelo Pnud.
Na Noruega, por exemplo, a média de escolaridade é de 12,6 anos, enquanto no Brasil essa taxa fica em 7,2 anos.
Todos os dez últimos colocados no ranking estão na África. A República Democrática do Congo ocupa a última posição (187ª), com o menor índice de desenvolvimento humano, seguida por Niger e Burundi.
Nos últimos anos, cerca de 3 milhões de pessoas morreram vítimas da guerra na República Democrática do Congo, onde a esperança de vida ao nascer é de apenas 48,4 anos, segundo o relatório do Pnud.
AJUSTE
Desde o ano passado, o Pnud divulga também o IDH-D (o IDH ajustado à desigualdade). Esse índice contabiliza a desigualdade na distribuição de renda, educação e saúde. Alguns países têm pontos "descontados", como é o caso do Brasil. O IDH do Brasil neste ano é 0,718, enquanto o índice ajustado à desigualdade fica em 0,519.
Outro índice divulgado pelo relatório é o IDG (Índice de Desigualdade de Gênero), que se baseia em três pilares (saúde reprodutiva, autonomia e atividade econômica). No cálculo, são considerados dados como a mortalidade materna e a taxa de participação no mercado de trabalho.
Numa lista de 146 países, o Brasil ficou com a 80ª posição do IDG. Um dos aspectos que pesou foi o fato de o Brasil, segundo o relatório, ter apenas 9,6% dos assentos parlamentares ocupados por mulheres.
Arte
Mapa do desenvolvimento humano; veja lista completa de países
Mapa do desenvolvimento humano; cloque para ver a lista completa de países

terça-feira, 1 de novembro de 2011

IV Encontro das Agendas 21 Locais da Região Sul da Cidade de SP



CONVITE



Convidamos tod@s a participar do
IV Encontro das Agendas 21 Locais
da Região Sul da Cidade de SP
dias 3, 4 e 5 de novembro de 2011
no Centro de Convenções o Centro Universitário SENAC - Campus Santo Amaro
Av. Eng. Eusébio Stevaux, n.º 823

Inscrição: 4encontrosulagenda21@gmail.com







PROGRAMAÇÃO*
Dia 03/11 - quinta-feira [17h00 às 21h00]

17h00 às 18h00 - Recepção

17h00 às 20h00 - Credenciamento

18h00 às 20h00 - ABERTURA OFICIAL


§  *Gilberto Kassab* - Prefeito da Cidade de São Paulo

§  *Izabella Teixeira* - Ministra do Meio Ambiente

§  *Bruno Covas* - Secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo

§  *Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho** *- Secretário do Verde e do Meio
Ambiente

§  *José Police Neto *- Presidente da Câmara Municipal de São Paulo

§  *Ailton Araújo Brandão* - Subprefeito de Santo Amaro

·  *Beto Mendes *- Subprefeito do M’Boi Mirim

·  *Carlos Roberto Albertim* - Subprefeito de Cidade Ademar

·  *Marco Antonio Augusto* - Subprefeito da Capela do Socorro

·  *Noel Miranda de Castro* - Subprefeito de Parelheiros

·  *Roberto Costa* - Subprefeito do Jabaquara

·  *Trajano Conrado Carneiro Neto** *- Subprefeito de Campo Limpo

§  *Eduardo Ehlers* - Diretor de Graduação do Centro Universitário SENAC

§  *Danilo Santos de Miranda* - Diretor Regional do SESC São Paulo

§  *Mulheres Representantes* da Sociedade Civil das sete Agendas 21 Locais

§  *Regina Fonseca* - coordenadora do Movimento pelos Objetivos de
Desenvolvimento do Milênio [ODM-Nós Podemos SP]


*Premiações  “Cidadã(o) Agenda 21”/Ano Internacional dos Afro descendentes*



20h00 às 21h00 - COQUETEL CULTURAL


Dia 04/11 - sexta-feira [08h30 às 17h00]

08h30 às 09h30 - Café Cultural

09h30 às 10h50 - Desafios das Políticas Públicas: POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS

Dan Moche - arquiteto e Consultor do Ministério do Meio Ambiente. Sonia Mayumi Nakano Felipone - Conselheira do CADES-SA, representante da

SMS. Mara Lucia Sobral dos Santos - presidente da Cooperativa de Catadores da Granja Julieta - Nossos Valores. Mediação: Carlos Henrique A.

Oliveira - arquiteto urbanista, representante da AMA Chácara e consultor de SRHU/MMA

10h50 às 11h30 - diálogo com os participantes

11h30 às 12h30 - Desafios das Políticas Públicas: PLANO DIRETOR

Nabil Bonduki - arquiteto e Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA. José Geraldo Martins de Oliveira - arquiteto e assessor

técnico da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano. José Fábio Calazans - arquiteto e urbanista, representante da Sociedade Civil da Rede

Santo Amaro. Mediação: Adelino Ozores - ativista social e conselheiro do CADES-SA representante da Subprefeitura Santo Amaro

12h30 às 13h20 - diálogo com os participantes

13h20 às 14h20 - Intervalo: lanche / apresentação cultural / painéis expositivos

14h20 às 16h20 - Desafios das Políticas Socioambientais: AGENDA 21 e CONSELHOS REGIONAIS

Ladislau Dowbor - economista e professor do Departamento de Pós-Graduação da PUC/SP. Odilon Guedes - professor e economista, coordenador

do Fórum Orçamento e Cidadania do Conselho Regional de Economia. Mauricio Broinizi - coordenador da Secretaria Executiva da Rede Nossa São

Paulo. Vilu Salvatore - assessora da Secretaria Municipal da Educação e representante da Associação Internacional de Cidades Educadoras.

Mediação: Helena Magozo - coordenadora do CADES SP

16h20 às 17h00 - diálogo com os participantes


Dia 05/11 - sábado [08h30 às 17h00]

08h45 às 09h30 - Café Cultural

09h30 às 10h40 - Desafios da Política Pública: DESAFIOS DOS TEMPOS

Dr.Paulo Saldiva - professor, doutor, coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica da USP. Professor Volf Steinbaum,- Secretário-Executivo do

Comitê Municipal de Mudança do Clima e Ecoeconomia, de SVMA. Heitor Scalambrini - professor, doutor, mestre em Energia da Universidade UFP.

Mediadora: Camila Mello - representante da Rede Juventude Meio Ambiente - REJUMA.

10h40 às 11h00 - diálogo com os participantes

11h00 às 12h30 - SALAS TERRITORIAIS: espaços propositivos por região

12h30 às 13h30 - Intervalo: lanche / apresentação cultural / painéis expositivos

13h30 às 15h30 - SALAS TERRITORIAIS: continuação das propostas e fechamento da “AGENDA SUL”

15h30 às 17h30 - Apresentação e Aprovação da “AGENDA SUL

*sujeita a alterações
*vagas limitadas

Companheiro: Fumo causa 50% dos casos de câncer na laringe!


Especialista diz que 80% dos pacientes de câncer de pulmão são fumantes e 50% dos casos de câncer na laringe estão relacionados ao uso do tabaco. Foto: Getty Images
Especialista diz que 80% dos pacientes de câncer de pulmão são fumantes e 50% dos casos de câncer na laringe estão relacionados ao uso do tabaco
Foto: Getty Images
Thaís Sabino
Entre as doenças que o tabagismo pode provocar, estão complicações cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais, enfisema pulmonar, bronquite e problemas respiratórios. No entanto, a principal delas é o câncer. De acordo com o oncologista do Hospital Nove de Julho, Ricardo Caponero, "80% dos pacientes de câncer de pulmão são fumantes e 50% dos casos de câncer na laringe estão relacionados ao uso do tabaco".
"A pessoa corre risco a partir do primeiro cigarro. Quanto mais ela fumar e mais tempo, há mais chances de desenvolver câncer nas vias aéreas", explicou. "É como atravessar a rua: na primeira vez, você já corre risco de ser atropelado, mas, quanto mais vezes atravessar, são mais chances de isso acontecer", comparou Caponero.
O oncologista Luiz Adelmo Lodi, da Oncomed de Belo Horizonte, reforçou que não existe uma quantidade mínima de cigarros que seja segura a saúde e que os índices de desenvolvimento de câncer em fumantes é alto. "Do total, 10% de quem fuma vai desenvolver câncer e 90% de quem tem câncer nas vias aéreas é fumante", afirmou Lodi. O profissional completou que 30% dos fumantes morrem da doença.
O pneumologista coordenador das ações de tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (INCA), Ricardo Meireles, explica que a fumaça do cigarro, tabaco, charuto ou narguilé contém cerca de 4.700 substâncias tóxicas, das quais 60 são comprovadamente cancerígenas. "Esses componentes atuam na alteração celular, levando ao crescimento desordenado das células, o que origina o tumor", disse.


Tabaco e álcool
Segundo Meireles, a associação do fumo às bebidas alcóolicas aumenta em 50% as chances de câncer na cavidade oral e laringe, em relação às pessoas que só fumam ou só bebem.

"A irritação local causada pela fumaça e pelo álcool potencializa os riscos do desenvolvimento de câncer", afirmou o oncologista Valdir de Paula Furtado, do Instituto de Hematologia e Oncologia de Curitiba. O hábito de combinar os dois fatores é mais comum na população de baixa renda. A falta de higiene bucal aumenta ainda mais o risco de câncer na região.
O oncologista Caponero explica que em qualquer região do corpo é possível fazer cirurgia para a retirada do tumor, no entanto, existem lugares onde o tratamento com medicamentos é mais aconselhado com o intuito de preservar o órgão. "No caso da laringe, a operação é muito mutiladora, pois pode afetar as cordas vocais e deixar o paciente sem voz para sempre", exemplificou.


Corrente sanguínea e metástase
Apesar de os pulmões dos fumantes serem os mais afetados por tumores, o tabagismo pode desencadear doenças em outros órgãos, quando é absorvido pela corrente sanguínea. O pneumologista do INCA Ricardo Meireles citou pâncreas, rins, estômago, útero, mamas e bexiga como regiões em que o surgimento do câncer está relacionado ao fumo. "Se as toxinas caem na corrente sanguínea, elas podem provocar alteração celular em vários órgãos e causar metástase", disse.

As vias urinárias são afetadas, principalmente, pois fazem parte dos órgãos excretores do corpo, portando, as toxinas passam pela região. De acordo com o oncologista Ricardo Caponero, 30% dos cânceres de bexiga também estão associados ao tabagismo. 



29/10/2011 14h42 - Atualizado em 29/10/2011 16h04

Tratamento de Lula contra câncer na laringe deve durar três meses

http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/10/tratamento-de-lula-contra-cancer-na-laringe-deve-durar-tres-meses.html

Primeira sessão de quimioterapia está prevista para a próxima segunda.
Tumor tem entre dois e três centímetros, segundo avaliação médica.


Do G1, em Brasília



Deve durar pelo menos três meses o tratamento contra um tumor na laringe a que será submetido o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A doença foi diagnosticada após exames realizados nesta sexta-feira no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Lula, que comemorou 66 anos na última quinta (27), deve continuar internado até o início da noite deste sábado (29). Ele se recupera de uma pequena cirurgia para retirada de um pedaço do tumor, que será analisado. De acordo com os médicos que o atendem, o tumor tem entre dois e três centímetros, tamanho considerado médio.

O câncer está localizado sobre a glote do ex-presidente. Os médicos descartaram, pelo menos em um primeiro momento, a necessidade de cirurgia. Durante o tratamento, Lula vai ser submetido a três ciclos de quimioterapia, uma a cada 20 dias.
O ex-presidente esteve nesta sexta-feira no hospital para realizar exames de rotina. Por conta de uma rouquidão anormal, que surgiu há cerca de 40 dias, Lula passou por uma ressonância magnética e uma tomografia de pescoço, exames que acabaram por levar ao diagnóstico da doença.
'Ótimo'
Segundo o médico Paulo Hoff, um dos responsáveis pelo tratamento, Lula "está ótimo". Hoff disse que o ex-presidente pediu que sua doença fosse tratada "com transparência", mas preferiu não revelar a quantidade de sessões de quimioterapia pelas quais ele vai passar.
A presidente Dilma Rousseff divulgou neste sábado nota oficial em que manifesta apoio à "rápida recuperação" do ex-presidente Lula.



Prefeitura transfere famílias de áreas de risco em São Paulo

31/10/11 - 19:16 > ESTADOS E MUNICÍPIOS

http://www.dci.com.br/Prefeitura-transfere-familias-de-areas-de-risco-8-396634.html#d


A Prefeitura de São Paulo apresentou nesta quinta-feira (27) as ações municipais em áreas de risco. Os projetos foram relatados pelos secretários municipais de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, de Coordenação das Subprefeituras, Ronaldo Camargo, do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, e da Habitação, Elisabete França. As ações removeram todas as 1.132 habitações em situação emergencial indicadas pelo levantamento de áreas de risco executado pela Prefeitura em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).   

"O mapeamento permite que não só as famílias sejam retiradas das áreas de R3 e R4. Tão importante quanto é evitarmos novas invasões. A partir de agora temos claro o rumo a ser seguido, pois teremos o acompanhamento permanente dessas áreas por um grupo específico para integrar as ações entre as secretarias. Isso é fundamental porque este trabalho depende de todos", disse Kassab.

As 1.132 casas foram indicadas por estar em situação que não permitia outro tipo de intervenção para reduzir ou eliminar o risco. Somam-se a essas intervenções, outras 3.027 habitações retiradas de áreas de risco, totalizando 4.159. As famílias receberam atendimento habitacional com pagamento de auxílio aluguel enquanto aguardam futura inclusão nos programas habitacionais.

O novo estudo, o mais completo do tipo já realizado no país, verificou as áreas nas regiões de 26 subprefeituras (5 subprefeituras não possuem áreas de risco em seus territórios) e permitiu que, pela primeira vez, a Prefeitura de São Paulo desenvolvesse um plano de ação para eliminação e contenção de áreas de risco. Além da retirada das famílias nos casos mais urgentes, a Prefeitura trabalha com intervenções setoriais ou pontuais para eliminação ou redução de riscos e com ações integradas, grandes intervenções intersecretariais executadas por Habitação, Verde e Meio Ambiente e Subprefeituras na urbanização de favelas e habitações precárias.

"Este mapeamento integra ainda mais todas as secretarias envolvidas na questão de áreas de risco. A forma correta é essa: a de trabalho interligado. Além de resolver o problema das famílias, ele ainda valorizou os profissionais da Prefeitura que conhecem a cidade, as regiões e as suas questões. Hoje podemos dizer que temos uma política pública para áreas de risco", disse Ronaldo Camargo, secretário de Coordenação das Subprefeituras.