sexta-feira, 17 de junho de 2011

Crise nuclear

Tarja para o tema Crise nuclear no Japão

Crise nuclear


O acidente na usina nuclear de Fukushima, no Japão, é o mais grave desde a catástrofe de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986. O terremoto e o tsunami que devastaram o país em 11 de março comprometeram o sistema de refrigeração dos reatores, o que levou a incêndios e explosões. Um mês depois, o governo elevou a emergência ao nível 7, grau máximo da escala, antes atingido apenas pelo desastre de Chernobyl.
 
Foto divulgada pela Tepco, operadora japonesa da usina de Fukushima, mostra o momento em que o tsunami invade a usina nuclear no nordeste do Japão

O impacto do tsunami em Fukushima

Confira as imagens divulgadas pela Tepco do instante em que a onda gigante invade a usina nuclear
Primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, em uma reunião sobre a reconstrução do país, em 31 de maio

Japão admite despreparo

Governo subestimou risco de acidente e agora dobra estimativa de radiação que pode ter vazado
Vice-presidente da Tepco, Sakae Muto, anuncia os planos de empresa em coletiva de imprensa nesta terça-feira

Sob controle?

Tepco prevê 'parada fria' dos reatores em julho e espera estabilizá-los até janeiro





Em Kitaibaraki, pescadores desistem da pesca porque a população tem medo de consumir peixes contaminados.

Vazamento

Japão despeja água radioativa no mar

11.500 toneladas de água são derramadas
Enquanto enfrentam crise nuclear, cenário de algumas cidades ainda é de destruição

Contenção

Crise nuclear é 'imprevisível'

Plutônio é encontrado no solo de usina
 
Hanford, maior lixão nuclear dos EUA

Temor

O maior lixão nuclear da América

Crise reaviva preocupação com fábrica
Imperador Akihito visita refugiados após terremoto do Japão. Muitos foram retirados da região de Fukushima

Alcance

AIEA recomenda ampliar isolamento

Proteção deve chegar a cidade distante 40 km
 
Trabalhadores de Fukushima são hospitalizados após receberam exposição demasiada de radiação.

Vítimas

Fukushima tem dois hospitalizados

Funcionários foram expostos à radiação
Sala de controle da Unidade 1 da usina nuclear de Fukushima

União Europeia

Bloco prepara faxina em usinas nucleares

Instalações vão passar por testes de segurança
 
Pessoas se amontoam para comprar alimentos em Sendai, uma das cidades mais devastadas pelo Tsunami. Há temores de que a radiação afete a qualidade da comida no Japão

Contaminação

Como a radiação afeta os alimentos

Radioatividade atinge toda cadeia produtiva
Profissionais verificam a radiação em pessoas na cidade de Koriyama, a 60 km da usina de Fukushima

Radioatividade

Acidente expôs 20 pessoas à radiação

Outras 19 ficaram feridas em acidente
 
Imperador Akihito pede calma à população

Mensagem

Imperador vai à TV pela primeira vez

Discurso de Akihito emociona a nação
Equipe médica mede  nível de exposição a radiação nuclear em mulher na cidade de Hitachi, Japão

Acervo Digital

Energia nuclear:
prós e contras

Confira reportagens de VEJA sobre o tema
 
Fukushima: à esquerda, o reator número 1 que foi danificado com uma explosão no sábado

Jargão

Confira glossário das usinas nucleares

Entenda os termos mais usados no setor
Rolf Sievert, pioneiro no estudo dos efeitos biológicos da radiação

Ciência

Medida de radiação é tributo a físico sueco

Rolf Sievert estudou seus efeitos biológicos
 
Cresce venda de iodo nos EUA por temor de crise nuclear

Pânico

Dispara venda de iodo nos EUA

Produto previne contaminação da tireoide
Foto tirada no dia 5 de agosto de 1986, mostrando reparos sendo feitos na Usina Nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, que então fazia parte da União Soviética. A usina explodiu em abril desse ano

Acervo Digital

Chernobyl: há 25 anos, o pior desastre

Relembre o acidente nas páginas de VEJA
 
Sinal de alerta nas proximidades da usina nuclear de Essenbach, na Alemanha

Berlim

Alemanha decide fechar usinas antigas

Plano para prolongar vida útil é suspenso


Perigo nuclear no Japão

Após um dos maiores terremotos no Japão, tragédia nuclear é o risco mais assustador no país. Veja algumas imagens deste perigo:
Oficiais japoneses usam roupas especias para evacuar moradores da cidade de Fukushima - 13/03/2011
Oficiais japoneses usam roupas especias para evacuar moradores da cidade de Fukushima - 13/03/2011 - Kim Kyung-Hoon/Reuters

Perigo nuclear

Entenda como funcionam os reatores nucleares e as medidas de segurança adotadas para evitar vazamento

A marca da contaminação no ambiente

Acidentes nucleares têm consequências graves e de longa duração para o meio ambiente. Entenda
 

Cientistas suecos criam pipa que gera eletricidade debaixo d’água


ENERGIA ALTERNATIVA
Cientistas suecos criam pipa que gera eletricidade debaixo d’água

Exaustores eólicos ganham versão com iluminação de ambientes


Exaustores eólicos ganham versão com iluminação de ambientes



20/02/2011












Autoria e fonte do vídeo: http://g1.globo.com/videos/economia/pegn/v/exaustores-eolicos-ganham-versao-com-iluminacao-de-ambientes/1439052/#/Todos os vídeos/page/4



O novo modelo de exaustor, instalados em telhado de fábricas, promete refrescar o ambiente e remover o mofo e o mau-cheio, além de iluminar o local, sem gastar energia.

  • 04:4320/02/2011 

Empresa de construção civil compra, recicla e vende entulhos de obra em São Paulo: Iniciativa inteligente

Empresa de construção civil recicla entulhos de obra em São Paulo



03/04/2011





Há quatro anos a empresa paulista recicla sobras da construção civil para a produção de areia e outros materiai, que são reutilizados em novas obras. Além da renda com os produtos reciclados, o negócio ajuda na preservação do meio ambiente.


  • 05:1503/04/201
    1
PROGRAMA DE 03.04.2011

Empresa de construção civil recicla entulhos de obra em São Paulo
Estação Resgate
Rua Minerva, 156 - Perdizes, São Paulo
Cep: 05007-030
Site: www.estacaoresgate.com.br
Telefones: (11) 2503-3500
Neorex – Artefatos de Elementos Vazados
Rua Ptolomeu, 786 – Bairro Socorro (5ª travessa à direita da Av. Guarapiranga)
CEP: 04762-040
Site: www.neorex.com.br / E-mail: vendas@neorex.com.br
Telefones: 5682-2111

Não é LED, mas é sustentável pela durabilidade

Lâmpada misteriosa está acesa há 110 anos nos EUA

Cientistas já foram ver lâmpada acesa desde 1901 mas não conseguiram descobrir razão de longevidade

16 de junho de 2011 | 11h 06








Uma lâmpada em uma central de bombeiros na Califórnia está acesa há 110 anos e ninguém sabe como ou por que ela ainda não parou de funcionar.
A lâmpada foi acesa em 1901 na cidade de Livermore, norte da Califórnia e foi apagada apenas por alguns cortes de energia e a mudança de prédio dos bombeiros em 1976.
A lâmpada famosa e misteriosa tem até um comitê formado em seu centenário. O presidente é o chefe de divisão dos bombeiros aposentado, Lynn Owens. "Ninguém sabe como é possível uma lâmpada funcionar por tanto tempo", disse Owens.
Ele acrescenta que a corrente baixa que alimenta a lâmpada de 60 watts pode ter prolongado sua vida, mas ninguém descobriu porque ela continua brilhando. E Owens afirma que cientistas de todos os Estados Unidos já foram ver a lâmpada.
A lâmpada entrou para o livro Guinness World Record e já virou atração turística de Livermore.
"A lâmpada foi criada por um inventor chamado Adolphe Chaillet, que foi convidado pelo governo do Estado de Ohio para fundar uma fábrica de lâmpadas no século dezenove. Ele aceitou o convite e criou uma lâmpada especial", um presente para os bombeiros, afirmou Steve Bunn, que faz parte do comitê do centenário.
Bunn disse que, no começo pensou que a lâmpada centenária era um objeto comum, mas depois descobriu que ela custou muito mais do que as outras e sua fabricação, à mão, deu muito mais trabalho.
E a lâmpada famosa já demonstra isto na aparência de seus filamentos. "A primeira coisa que fiz quando olhei para cima foi notar que o filamento escrevia a palavra 'no' (não, em inglês). Mas, então, olhei de outro jeito e vi que de fato ela dizia 'on', (ligada em inglês)", conta Steve Bunn.

Evento gratuito na FGV dia 29 de junho: Madeira é legal

Esporte, RDC, Poder e Transparência não combinam: Prestação de contas da Copa exclui novas obras e serviços! Que coisa feia! O "Green Goal" tá ficando complicado!


Só para lembrar Srs.:

Art. 37 da CF, in verbis: "A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte": (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)



Alguém explica?

17 de junho de 2011 | 0h 00


Autor: Antero Greco - O Estado de S.Paulo

Como apaixonado por futebol, assim como você, preferia agora discutir o belo empate do Santos contra o Peñarol, anteontem, pela final da Libertadores. O time brasileiro ficou perto do tri, para honra de sua história gloriosa. Seria mais empolgante, também, falar do líder São Paulo, do vice-líder Corinthians e do imprevisível Palmeiras, ali entre os quatro.
Mas vou ser sincero: se na coluna de hoje eu me pusesse a abordar só a bola rolando, iria me sentir traidor. Isso mesmo: estaria a enganar a você e a mim. Na ordem natural das coisas, o mundo do futebol deveria girar em torno dos astros, dos treinadores, das polêmicas a respeito de quem é melhor, se o juiz errou ou com quem ficará o título. Era assim; agora não mais, infelizmente.
Por aqui, o esporte mais popular do mundo virou assunto de Estado e de interesse público, por causa dos preparativos para a Copa que a Fifa jogou no nosso colo. Não passa dia sem que sejamos surpreendidos por medidas que desafiam o bom senso e atingirão nosso bolso, em nome da boa organização do evento previsto para 2014.
Abro o Estado de ontem e vejo que é aprovada isenção de ISS para a Fifa, que já havia recebido outras benesses. O texto final carece de ajustes, mas o essencial está lá: a dona da Copa, que nem brasileira é, fica livre de imposto que toda empresa daqui paga (em São Paulo, todo mês religiosamente repasso 5% para a Prefeitura, sem perdão).
Veja que curioso. A Fifa vira e mexe se zanga com algum governo que mete o bedelho na estrutura do futebol. Ela diz que isso é inadmissível, pois não se pode permitir que a política interfira no esporte. E pune o país em questão. Está certo que em geral ela propõe represálias para Confederações poderosas como as de Cochinchina, Longistão, Beleléu... O Brasil teve CPIs sobre futebol, há uma década, e não sofreu sanções.
Pois a Fifa apolítica, que celebrou um Mundial na Argentina sob ditadura sangrenta, dá seus pitacos em governos soberanos. Basta ver as exigências que faz de participação oficial para as Copas e as isenções fiscais que pede. Quer dizer, governo não pode intervir no futebol, mas a Fifa pode fazer com que estados deixem de arrecadar impostos.
Abro também a Folha de S. Paulo de quinta-feira e leio que o governo federal pretende manter sob sigilo os custos das obras para a Copa de 2014 e para os Jogos Olímpicos do Rio em 2016. Trocando em miúdos, é o seguinte: os gastos só serão fornecidos para órgãos competentes - os Tribunais de Contas -, quando o governo achar conveniente, e sob a condição de que não se tornarão públicos. Ficam fechados a sete chaves. Dessa forma, não se saberá, por exemplo, se houve estouro em algum orçamento para esses eventos.
A alegação para a inclusão desse item na Medida Provisória 527 (que trata especificamente das duas competições) é a de que se corria risco de fraudes nas licitações. Agora, tudo se torna mais controlável. Também se diz que a constituição prevê sigilo, sempre que houver interesse do Estado e da sociedade.
Sei que assunto tão delicado foi estudado por gente muito mais preparada do que eu, que não passo de reles palpiteiro de esportes. Mas, preso à minha ignorância, me assaltam dúvidas. Uma delas: quanto mais transparentes forem as contas e as concorrências públicas, tanto melhor para todos? Ou não?
Não é de interesse da sociedade saber para onde vai seu dinheiro? Não é melhor para o governo escancarar o jogo, num momento em que as obras para a Copa despertam ceticismo no povo e nos deixam com um pé atrás? Não lutamos tanto contra censura e pelo estado democrático, justamente para debatermos com os governantes temas importantes para nossa vida? Já querem tornar eternos certos papéis oficiais. Agora, também os gastos para Copa e Olimpíada, que não são tão essenciais assim, ficarão trancados, longe de olhos curiosos?
Sei que é alta a probabilidade de estarmos a travar batalha perdida. Sei que são cada vez menos os órgãos de imprensa que se permitem fazer questionamentos. Sei que, à medida que se aproximar a Copa, com clima ufanistas, serão vistos como chatos e antipatriotas Jucas, Trajanos, Calazans, Mauro Cézares, Salins e Malias da vida e outros que rechaçam o jornalismo chapa-branca. Mas esses, tanto quanto você e eu, são como o Macaco, do Planeta dos Homens, e candidamente afirmam: "Eu só queria entender". 





Tribunal aponta superfaturamento nas obras do Mineirão

Relatório do TCE mostra ainda o pagamento por serviços não executados e contratos sem licitação


Fachada do Mineirão, alvo de denúncias do TCE mineiro (crédito: Gustavo Penna/Divulgação)
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Autor: Leandro Cabido - Belo Horizonte
postado em 17/06/2011 11:24 h
atualizado em 17/06/2011 12:14 h
A crise nas obras do estádio Mineirão parece não ter fim. Após a greve de operários que começou na última quarta-feira, uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou indícios de superfaturamento e de contratos sem licitação.

A bancada de oposição ao governo na Assembleia Legislativa concedeu uma entrevista coletiva ontem (17) para cobrar o rombo, que pode chegar a R$ 22 milhões.

Um dos problemas apontados pelo tribunal foi o pagamento por serviços não realizados, como a recuperação da laje de cobertura. Além disso, foram pagos R$ 423 mil para que o concreto do Mineirão fosse lixado, mas até agora nada foi feito.

O relatório também aponta superfaturamento na contratação de obras, bens e serviços. Segundo o TCU, foram pagos R$ 33 mil por mês pelo aluguel de plataformas, R$ 10 mil a mais que o preço médio do mercado.

Licitação
O tribunal fiscalizou as contas do Mineirão por três meses. Descobriu que alguns processos, como o do projeto de arquitetura, não passaram por licitação.

O Deputado Rômulo Viegas (PSDB) defendeu a forma de contratação do escritório. “O barulho que se faz é um questionamento político, e a gente tem que ter as respostas técnicas. Eu olhei com cuidado o valor de R$ 17 milhões pago ao escritório de arquitetura e afirmo que não houve exigibilidade da licitação pelo notório saber da empresa. Estamos amparados pela lei 8666, que é a lei de licitações públicas.”

A oposição pretende convocar audiência pública com os envolvidos na reforma da arena mineira. “Acredito que as pessoas que estão supostamente envolvidas nesse superfaturamento devem ser afastadas imediatamente do processo, para que o Mineirão fique pronto dentro do prazo estipulado”, disse o deputado Antônio Júlio (PMDB).

A Secretaria da Copa em Minas Gerais (Secopa) disse que o órgão ainda não teve acesso ao documento e que, por isso, não vai se manifestar.






Prestação de contas da Copa exclui novas obras e serviços

17/06/2011 - 05h00


O governo federal decidiu que não vai mais divulgar todos os gastos com obras e serviços contratados para a Copa do Mundo de 2014, informa reportagem de Dimmi Amora na edição desta sexta-feira (17) da Folha (íntegradisponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Oposição critica proposta que cria 'caixa-preta' de obras da Copa

Em ofício enviado ao Tribunal de Contas da União, o Ministério do Esporte avisou que a prestação de contas de novos contratos de valor estimado em R$ 10 bilhões vai depender da "conveniência do Poder Executivo".
Reportagem da Folha desta quinta-feira mostrou que o governo federal também pretende manter em segredo os orçamentos feitos pelos próprios órgãos da União, de Estados e municípios para as obras da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada do Rio em 2016.
A decisão foi incluída de última hora no texto da medida provisória 527, que cria o RDC (Regime Diferenciado de Contratações), específico para os eventos. Com a mudança, não será possível afirmar, por exemplo, se a Copa-2014 estourou ou não o orçamento.
O texto básico da medida foi aprovada na quarta-feira (15) pela Câmara dos Deputados. O texto final, porém, ainda pode ser alterado, já que os destaques só serão avaliados no dia 28.
Editoria de Arte/Folhapress

São Paulo, sexta-feira, 17 de junho de 2011 


Governo esconde gastos com novas obras da Copa 

Ministério recua e não assegura mais divulgação de despesas na internet

Relator dos projetos do Mundial no TCU considera grave a falta de transparência dos gastos públicos

DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA

O governo federal decidiu que não vai mais divulgar todos os gastos com obras e serviços contratados para a Copa do Mundo de 2014.
Em ofício enviado ao Tribunal de Contas da União, o Ministério do Esporte avisou que a prestação de contas de novos contratos de valor estimado em R$ 10 bilhões vai depender da "conveniência do Poder Executivo".
Esse é o segundo recuo do Planalto quanto à transparência das informações das obras da Copa. Anteontem, ele mudou a redação da nova Lei de Licitações e tornou sigiloso também o orçamento inicial. O projeto foi aprovado pela Câmara e ainda será examinado pelo Senado.
Se a mudança for mantida, órgãos de controle como o Tribunal de Contas da União só serão informados sobre as previsões de gastos se o governo achar conveniente, o que poderá prejudicar a fiscalização dos projetos, como a Folha mostrou ontem.
Quando se candidatou a sediar a Copa, o Brasil se comprometeu com a ampla divulgação de suas despesas com o evento. "Todos os gastos públicos serão acompanhados pela internet por qualquer cidadão brasileiro ou do mundo todo", disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho de 2010.
O Planalto prometeu divulgar no Portal da Transparência, mantido pelo governo, na internet informações detalhadas sobre os gastos.
Agora, segundo ofício do Ministério do Esporte, o site só acompanhará contratos que já tinham começado a ser divulgados. A inclusão de novos gastos em áreas como segurança e telecomunicações não é assegurada.
O TCU aponta em relatório outro problema: o portal não tem sido atualizado.
Os técnicos afirmam que não aparecem no site pouco mais de R$ 500 milhões gastos em obras e serviços das rubricas que a pasta prometeu continuar a divulgar.
Entre as obras está a intervenção urbana na rodovia BR-163, em Cuiabá, avaliada em R$ 357 milhões.
Também não foram atualizados os orçamentos das obras dos estádios. O custo do Maracanã, por exemplo, cujo projeto foi modificado, saltou de R$ 600 milhões para cerca de R$ 1 bilhão.
O relator dos projetos da Copa no TCU, ministro Valmir Campello, considerou grave a predisposição do ministério em não prestar todas as informações.
"Não vejo como tratar desse fluxo de informações sem uma ciência ampla de todas as ações envolvidas", escreveu em relatório analisado na quarta-feira. "[Isso] representa uma prévia assunção às cegas dos riscos envolvidos para a realização bem-sucedida do Mundial."
O TCU determinou que até o fim de julho o Ministério do Esporte detalhe seus planos para segurança, turismo, saúde e outras áreas e atualize essas informações a cada quatro meses. E que atualize, ainda, os cronogramas de obras que já estão no portal.
Segundo o TCU, esta parte do planejamento está atrasada. O ministério não respondeu aos questionamentos da Folhaalegando que ainda não foi informado pelo TCU das críticas feitas no relatório de Campello.




Fifa e COI poderão inflar orçamentos

Projeto em tramitação na Câmara dá superpoderes às entidades, autorizadas a exigir alterações em obras e impactar as contas para Copa e Olimpíada



17 de junho de 2011 | 0h 00
Autoria: Denise Madueño e Eugênia Lopes - O Estado de S.Paulo
A Fifa e o Comitê Olímpico Internacional (COI) terão superpoderes na definição dos gastos com obras para Copa-2014 e Olimpíada-2016. As duas entidades ficarão acima das três esferas de governo (e da atual Lei de Licitações) e poderão exigir a qualquer momento reajustes nos valores dos contratos para os dois eventos que o Brasil abrigará.
O texto básico da proposta, aprovado anteontem, consta de medida provisória, ainda em tramitação na Câmara, que cria regras especiais de licitação para facilitar a contratação de obras - e seus posteriores aditivos.
O Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) permite a COI e Fifa determinar as mudanças que julgarem necessárias nos projetos e na execução das obras e serviços. Dessa forma, os dois organismos terão influência direta nos orçamentos contratados pelos governos.
O texto é explícito ao estabelecer que não cabe, nesses casos, o limite de aditamento de contratos previsto na Lei de Licitações (Lei 8.666/93), que fixa teto de 25% para obras e de 50% para reformas - essa liberdade não se aplica, no entanto, aos governos responsáveis pelas contratações.
"Isso é totalmente escandaloso. Se Fifa ou COI resolverem que uma obra precisa aumentar três vezes de tamanho, será feito um aditivo de 300%", afirmou o líder do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA). "A Fifa e o COI agem como uma força de intervenção nos países onde se realizam os eventos", disse o deputado Chico Alencar (PSol-RJ).
Para o líder do PT, Paulo Teixeira (SP), as obras têm de seguir padrões mundiais e, por isso, é permitido a esses organismos fazer exigências. "Se queremos sediar, a regra é essa."
Preço oculto. A medida provisória também permite a licitação sem o conhecimento prévio do valor máximo a ser pago.
Isso significa que o valor previamente estimado para a contratação será fornecido após o encerramento da licitação, revelando, então, o orçamento final. Esse número será disponibilizado apenas aos órgãos de controle interno e externo dos governos, como tribunais de contas.
O relator da proposta, deputado José Guimarães (PT-CE), não vê aspectos sigilosos na prática. "Não existe orçamento oculto se o Tribunal de Contas da União (TCU) e os órgãos de controle sabem", afirmou.
O governo defende essa nova modalidade com o argumento de que as empresas concorrentes, sem saber o orçamento estimado para a obra, serão obrigadas a praticar valores de mercado.
A licitação "às cegas", segundo o governo, poderá evitar também que as empresas combinem preços previamente, superestimando os gastos para a obra.
Daqui a duas semanas, a Câmara votará os destaques (alterações) à medida provisória . A oposição apresentou cinco deles para tentar mudar a redação final.