terça-feira, 19 de abril de 2011

Itaquerão e green goal

Convênio entre Prefeitura e Estado concede R$ 478 milhões para obras estruturais na Zona Leste




 
O acordo firmado entre a Prefeitura e o Governo Estadual prevê a realização de intervenções estruturais na Zona Leste da Capital e o Plano de Trabalho do Pólo Institucional de Itaquera. As obras beneficiarão a população local e os visitantes durante a Copa do Mundo de 2014, uma vez que o futuro estádio do Corinthians será construído no local.





A Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado firmaram na manhã desta segunda-feira (18/4), no Palácio dos Bandeirantes, o convênio que prevê a realização de intervenções estruturais na Zona Leste da Capital e o Plano de Trabalho do Pólo Institucional de Itaquera. As obras, idealizadas pelo Plano Municipal de Desenvolvimento da Zona Leste, beneficiarão a população local e os visitantes durante a Copa do Mundo de 2014, uma vez que o futuro estádio do Corinthians - a alternativa paulistana para receber a abertura do Mundial - será construído no local.



O prefeito de São Paulo destacou a importância da parceria e dos benefícios que ela trará para a Zona Leste. “Esse é um importante momento para a Cidade e o Estado. A Prefeitura e o Governo do Estado estão trabalhando juntos. Teremos a oportunidade de oferecer à Fifa o que há de melhor no Brasil. Queremos realizar uma excelente festa de abertura no futuro estádio de Itaquera, o estádio do Corinthians, na Zona Leste", explicou o prefeito.



Após a assinatura do convênio, começam a ser elaborados os projetos para as intervenções. O prazo para conclusão é junho de 2013, antes do início da Copa das Confederações. Estão envolvidos no programa as secretarias estaduais de Planejamento e Desenvolvimento Regional, de Logística e Transportes; e as secretarias municipais de Planejamento, Orçamento e Gestão, de Desenvolvimento Urbano, de Infra-Estrutura Urbana e Obras, de Transportes e de Verde e Meio Ambiente.



O valor estimado das obras é de aproximadamente R$ 478 milhões - cerca de R$ 346 milhões investidos pelo Estado e em torno de R$ 132 milhões de responsabilidade da Prefeitura. “Todo esse investimento anunciado hoje é fundamental para a continuidade do desenvolvimento da Zona Leste e também ajudará a viabilizar a infra-estrutura no entorno do futuro estádio do Corinthians”, disse o prefeito, ressaltando que as intervenções não estão sendo feitas devido à construção da arena. “Essas obras já estavam nos nossos planos antes da escolha do Brasil como sede da Copa”.



Estão inseridas no plano as seguintes obras: novas alças de ligação no cruzamento das avenidas Jacu Pêssego e José Pinheiro Borges (Nova Radial); nova avenida de ligação Norte-Sul, no trecho entre a Avenida Itaquera e a Nova Radial, incluindo as transposições em desnível sobre as linhas do Metrô e da CPTM; avenida articulando a ligação Norte-Sul com a Avenida Miguel Inácio Curi; passagem em desnível na Rua Dr. Luis Aires (Radial Leste), no trecho em frente às estações do Metrô e da CPTM; e adequação viária no cruzamento das avenidas Miguel Inácio Curi e Engenheiro Adervan Machado.



Diante das diversas intervenções, o governador Geraldo Alckmin acredita num amplo desenvolvimento da região de Itaquera. “O convênio é um passo super importante para a Zona Leste. Um investimento de quase meio bilhão de reais que vai beneficiar a Cidade. São obras definitivas e permanentes para uma região que possui uma população de 4 milhões, maior do que a existente no Uruguai. E o Pólo Institucional será importante para a Cidade e a Região Metropolitana de São Paulo”, afirmou.



Já o secretário estadual de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Emanuel Fernandes, teceu elogios ao plano realizado pela Administração Municipal. “A região de Itaquera deve ser incentivada através do plano de desenvolvimento estratégico elaborado pela Prefeitura. O prefeito apresentou a proposta, o Governo do Estado topou, e assinamos esse convênio para que nós possamos sediar a abertura da Copa de 2014 no estádio de Itaquera”.



O Pólo Institucional de Itaquera



Um dos grandes projetos da Prefeitura para a Zona Leste é a implantação do Pólo Institucional Itaquera. A área conta com grande oferta de glebas públicas desocupadas, em área de privilegiada acessibilidade. Está sendo desenvolvido programa para implantação de equipamentos públicos, para atendimento direto às demandas da região, a serem viabilizadas por meio de parcerias com instituições públicas e privadas. Seu principal objetivo é constituir um pólo educacional voltado à formação e capacitação profissional, além de prever outros equipamentos complementares, que irão estimular ainda mais a geração de empregos e a atividade econômica da região.



O projeto também contempla a adequação do sistema viário do entorno, compatibilizando elementos de escala local, regional e metropolitana, buscando promover uma ocupação confortável para o pedestre e priorizando a acessibilidade por transporte público coletivo de massa (Metrô e CPTM). Equipamentos previstos: Fórum Judiciário; Rodoviária; Fatec / Etec; SENAI; Incubadora e Laboratórios; Centro de Convenções e Eventos; Polícia Militar e Bombeiros; Obra Social Dom Bosco; Parque Linear Rio Verde.



Encontro com dirigentes de futebol



Antes da assinatura do convênio que prevê a realização de intervenções estruturais na Zona Leste da Capital e do Plano de Trabalho do Pólo Institucional de Itaquera, o prefeito e o governador se reuniram com o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, e representantes dos 20 clubes que disputam o Campeonato Paulista de Futebol da Série A-1. O encontro visou estreitar as relações entre o Poder Público e a entidade máxima do futebol estadual.







I Congresso de Áreas Verdes: 27, 28 e 29 de Outubro de 2011

I Congresso de Áreas Verdes



Florestas Urbanas



27, 28 e 29 de Outubro de 2011.



Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente 







INSCRIÇÕES ABERTAS PARA ENTREGA DOS TRABALHOS







PÚBLICO ALVO:



A apresentação dos trabalhos á aberta a qualquer pessoa atuante na área temática do Congresso.







TEMAS:



A Floresta Urbana enquanto Patrimônio



Gestão da Floresta Urbana



Floresta Urbana e Sociedade







MODALIDADES DE APRESENTAÇÃO:



Comunicação Oral



Oficina



Painel







CRONOGRAMA:



Data de entrega dos trabalhos, em formato artigo, juntamente com a ficha de inscrição:



de 18/abril a 17/junho de 2011, até às 16:00 horas.



Divulgação dos inscritos: a partir de 25/junho de 2011.



Divulgação dos selecionados: a partir de 12 de agosto de 2011.







LOCAL DO EVENTO: Parque Ibirapuera, Porão das Artes, Pavilhão Ciccillo Matarazzo – Bienal, Avenida Pedro Álvares Cabral, Portão 3.







INSCRIÇÕES GRATUITAS:



Para maiores informações vide Edital completo publicado no DOC de 13/04/2011, páginas 29 e 30.


http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_v4/index.asp?c=1


http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_v4/index.asp?c=1













COMISSÃO ORGANIZADORA DO I CONGRESSO DE ÁREAS VERDES.



Instituída através da Portaria n. ° 34/SVMA.G. /2011.

1o Inventario de Emissoes Antropicas de Gases de Efeito Estufa Diretos e Indiretos do Estado de Sao Paulo: Período 1990 a 2008

segunda-feira, 18 de abril de 2011

NOVA LUZ NO IBIRAPUERA - ILUMINAÇÃO LED

NOVA LUZ NO IBIRAPUERA



São Paulo, sábado, 16 de abril de 2011

Autoria e fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1604201128.htm


O parque Ibirapuera, na zona sul, vai ganhar nova iluminação noturna ainda neste ano.

As obras para a mudança dos postes já começaram -os atuais têm de 10 a 20 m de altura e serão trocados por outros mais baixos, com até 7 m.

As lâmpadas serão de LED, que consomem 50% menos e distribuem melhor a energia.

Segundo o Departamento de Iluminação Pública, a vida útil dessa lâmpada é maior, o que diminui a manutenção.

O custo da mudança é superior a R$ 3 milhões, bancado pela AES Eletropaulo -faz parte de contrapartida referente a acordo de pagamento de dívida com a prefeitura.

O Ibirapuera fica aberto das 5h à meia-noite.


IBIRAPUERA 2


A revitalização da ciclovia do Ibirapuera, que começou em outubro, foi concluída.

Além do recapeamento da via, de 3.000 metros quadrados, houve readequação de sarjetas e da drenagem e pintura e sinalização horizontal.

Foram implantados jatos d'água refrescantes e os chamados "bike fresh", com ar pressurizado. A obra foi custeada pela Volkswagen. No total, a reforma da ciclovia e das vias laterais custou cerca de R$ 4 milhões.



Superplásticos naturais: 30 vezes mais leve e entre três e quatro vezes mais resistente

Superplásticos naturais

13/4/2011

Pesquisadores da Unesp desenvolvem nova geração de plásticos a partir de fibras naturais extraídas de resíduos agroindustriais. Trabalho atrai a atenção da indústria automobilística




Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/13725/superplasticos-naturais.htm

Autoria: Por Elton Alisson



Agência FAPESP – De resíduos agroindustriais saem fibras que poderão dar origem a uma nova geração de superplásticos. Mais leves, resistentes e ecologicamente corretos do que os polímeros convencionais utilizados industrialmente, as alternativas vêm sendo pesquisadas pelo grupo coordenado pelo professor Alcides Lopes Leão na Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), em Botucatu.



Obtidas de resíduos de cultivares como o curauá (Ananas erectifolius) – planta amazônica da mesma família do abacaxi –, além da banana, casca de coco, sisal, o próprio abacaxi, madeira e resíduos da fabricação de celulose, as fibras naturais começaram a ser estudadas em escalas de centímetros e milímetros pelo professor Lopes Leão e colegas no início da década de 1990.



Ao testá-las nos últimos dois anos em escala nanométrica (da bilionésima parte do metro), os pesquisadores descobriram que as fibras apresentam resistência similar às fibras de carbono e de vidro. E, por isso, podem substituí-las como matérias-primas para a fabricação de plásticos. O resultado são materiais mais fortes e duráveis e com a vantagem de, diferentemente dos plásticos convencionais originados do petróleo e de gás natural, serem totalmente renováveis.



“As propriedades mecânicas dessas fibras em escala nanométrica aumentam enormemente. A peça feita com esse tipo de material se torna 30 vezes mais leve e entre três e quatro vezes mais resistente”, disse Lopes Leão à Agência FAPESP.



Em testes realizados pelo grupo por meio de um acordo de pesquisa com a Braskem, em que foi adicionado 0,2% de nanofibra ao polipropileno fabricado pela empresa, o material apresentou aumento de resistência de mais de 50%.



Já em ensaios realizados com plástico injetável utilizado na fabricação de para-choques, painéis internos e laterais e protetor de cárter de automóveis, em que foi adicionado entre 0,2% e 1,2% de nanofibras, as peças apresentaram maior resistência e leveza do que as encontradas no mercado atualmente, segundo o cientista.



“Em todas as peças utilizadas pela indústria automobilística à base de polipropileno injetado nós substituímos a fibra de vidro pela nanocelulose e obtivemos melhora das propriedades”, afirmou.



Além do aumento na segurança, os plásticos feitos de nanofibras possibilitam reduzir o peso do veículo e aumentar a economia de combustível. Também apresentam maior resistência a danos causados pelo calor e por derramamento de líquidos, como a gasolina.



“Por enquanto, estamos focando a aplicação das nanofibras na substituição dos plásticos automotivos. Mas, no futuro, poderemos substituir peças que hoje são feitas de aço ou alumínio por esses materiais”, disse Lopes Leão.



Por meio de um projeto apoiado por meio do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE) da FAPESP, a fibra de curauá passou a ser utilizada no teto, na parte interna das portas e na tampa de compartimento da bagagem dos automóveis Fox e Polo, fabricados pela Volkswagen.



Outras indústrias automobilísticas já manifestaram interesse pela tecnologia, segundo Lopes Leão. Entre elas está uma empresa indiana, cujo nome não foi revelado, que tomou conhecimento da pesquisa após ela ser apresentada no 241º Encontro e Exposição Nacional da Sociedade Norte-Americana de Química (ACS, na sigla em inglês), que ocorreu no final de março em Anaheim, nos Estados Unidos.



Fibras mais promissoras



Segundo o coordenador da pesquisa, além da indústria automobilística as nanofibras podem ser aplicadas em outros setores, como o de materiais médicos e odontológicos.



Em um projeto realizado em parceria com a Faculdade de Odontologia da Unesp de Araraquara, os pesquisadores pretendem substituir o titânio utilizado na fabricação de pinos metálicos para implantes dentários pelas nanofibras.



Em outro projeto desenvolvido com a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp de Botucatu, o grupo utiliza as nanofibras para desenvolver membranas de celulose bacteriana vegetal.



Em testes de biocompatibilidade in vivo, realizados com ratos, os animais sobreviveram por seis meses com o material. “Nenhuma pesquisa do tipo tinha conseguido atingir, até então, esse resultado”, afirmou Lopes Leão.



Por meio de outros projetos financiados pela FAPESP, o grupo da Unesp também está estudando a utilização de fibras naturais para o desenvolvimento de compósitos reforçados e para o tratamento de águas poluídas por óleo.



De acordo com o coordenador, entre as fibras de plantas, as do abacaxi são as que apresentam maior resistência e vocação para serem utilizadas na fabricação de bioplásticos.



Dos materiais, o mais promissor é o lodo da celulose de papel, um resíduo do processo de fabricação que as indústrias costumam descartar em enormes quantidades e com grandes custos financeiros e ambientais em aterros sanitários.



Para utilizar esse resíduo como fonte de nanofibras, Lopes Leão pretende iniciar um projeto de pesquisa com a fabricante de papel Fibria em que o lodo da celulose produzido pela empresa seria transformado em um produto comercial. “É muito mais simples extrair as nanofibras desse material do que da madeira, porque ele já está limpo e tratado pelas fábricas de papel”, disse.



Para preparar as nanofibras, os cientistas desenvolveram um método em que colocam as folhas e caules de abacaxi ou das demais plantas em um equipamento parecido com uma panela de pressão.



O “molho” resultado dessa mistura é formado por um conjunto de compostos químicos e o cozimento é feito em vários ciclos, até produzir um material fino, parecido com o talco. Um quilograma do material pode produzir 100 quilogramas de plásticos leves e super-reforçados.





Tecnologias limpas: AIE quer políticas mais agressivas

Tecnologias limpas: AIE quer políticas mais agressivas


http://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2011/04/tecnologias-limpas-aie-quer-politicas-mais-agressivas/10774




Da Agência Ambiente Energia - Da Agência Ambiente Energia – O Relatório de Progresso de Energia Limpa (Clean Energy), publicado pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) neste mês de abril, traz uma mensagem bem direta: é preciso ser mais agressivo na adoção de políticas e incentivos para o aumento das tecnologias limpas na matriz energética mundial. Segundo a agência, apesar da evolução destas fontes, nos últimos anos a demanda por combustíveis fósseis ofuscou este crescimento. Por exemplo, o carvão atendeu 47% da demanda por eletricidade global na última década, superando os esforços para implantação de fontes renováveis de energia e projetos de eficiência energética.



Para o embaixador Richard Jones, vice-diretor executivo da IEA, a dependência mundial de combustíveis fósseis ameaça a sustentabilidade ambiental. “Vários países têm demonstrado que é possível a rápida transição para as tecnologias limpas, e que isso pode ser feito de baixo para cima. É preciso políticas efetivas que respondam aos sinais do mercado”, comentou o executivo.



O Clean Energy Relatório apresenta um panorama da evolução das políticas, dos gastos públicos em pesquisa, desenvolvimento e implantação de tecnologias limpas, incluindo as energias renováveis, eficiência energética, veículos elétricos, a energia nuclear, biocombustíveis e captação e armazenamento de CO2 (CCS). O documento destaca que o apoio político levou ao aumento do uso das tecnologias limpas.



O relatório cita a energia solar e eólica como duas áreas em que notáveis ​​desenvolvimentos foram feitos. “No caso da energia solar, pelo menos dez países agora têm grandes mercados domésticos, contra apenas três em 2000″, aponta a publicação. “A energia eólica também experimentou crescimento significativo na última década, chegando a uma capacidade instalada no final de 2010 de cerca de 194 gigawatts, mais de dez vezes os 17 gigawatts do final de 2000″, acrescenta.



Segundo a publicação, a geração de eletricidade renovável desde 1990 cresceu, em média, 2,7% ao ano, contra evolução de 3% verificada na geração de eletricidade total. Ainda de acordo com a IEA, para alcançar a meta de reduzir pela metade as emissões globais de CO2 até 2050 será necessária a duplicação do consumo total de geração renovável em 2020, a partir do nível de hoje

domingo, 17 de abril de 2011

Dia 14 de abril - Dia Internacional do Café






Dia Internacional do Café: Cooperação internacional está presente nas pesquisas em café




Qui, 14 de Abril de 2011 15:23

Autoria e fonte: http://www.sapc.embrapa.br/index.php/principal/dia-internacional-do-cafe-cooperacao-internacional-esta-presente-nas-pesquisas-em-cafe



Dia 14 de abril é o Dia Internacional do Café. A Embrapa Café, coordenadora do Programa de Pesquisa Café, comemora a data fazendo um apanhado dos principais projetos em andamento que têm parcerias estratégicas com países em todo o mundo.



“O Programa Pesquisa Café, executado pelo Consórcio Pesquisa Café que reúne instituições de pesquisa, desenvolvimento, ensino e extensão brasileiras, nasceu genuinamente brasileiro. Intacta em sua natureza nacional, o programa hoje possui vários trabalhos em colaboração com instituições na África, Europa e América Latina. Além disso, os pesquisadores de café brasileiros têm visitado e recebido delegações de vários países, como Timor Leste, Zimbábue, Equador, El Salvador e Angola, para troca de conhecimentos mútuo e agregação de valor à cafeicultura”, informa a gerente geral da Embrapa Café, Mirian Eira.



Esse é o caso do projeto da Embrapa Café de cooperação internacional com a Venezuela. Já foram realizadas ações de prospecção e diagnóstico da cafeicultura local prevista no projeto “Produção de Mudas e Beneficiamento Ecológico de Café”. O projeto é parte do Acordo Básico de Cooperação Técnica entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Bolivariana da Venezuela, assinado em 2007, que contempla ainda outras culturas. A coordenação é da Secretaria de Relações Internacionais da Embrapa – SRI e o financiamento da Agência Brasileira de Cooperação – ABC. O objetivo é contribuir para a organização de comunidades cafeicultoras por meio do uso de tecnologias agroecológicas para a produção de mudas de variedades melhoradas e do beneficiamento ecológico em pequena escala.



Entre as primeiras ações previstas, estão a transferência de material genético e a capacitação de multiplicadores em propagação e técnicas de boas práticas agroecológicas para manejo da lavoura e pós-colheita, tratos culturais e controle de pragas e doenças. A Embrapa Café também vai auxiliar no planejamento experimental para verificar quais variedades são mais adequadas para gerar alternativas tecnológicas que melhorem o quadro da cafeicultura local. Outra ação prevista é a sensibilização de produtores e técnicos para percepção da qualidade em café, um bem precioso hoje em dia para a sustentabilidade do negócio café em qualquer lugar do mundo.



Para a Embrapa, o projeto traz como benefícios o fortalecimento das relações internacionais Brasil-Venezuela e a troca de material genético, variedades de café adaptadas ao sistema produtivo sombreado orgânico/agroecológico. Segundo Paulo César Afonso Junior, gerente adjunto técnico da Embrapa Café, essa troca poderá contribuir para o desenvolvimento de novas cultivares tolerantes a temperaturas mais elevadas e à deficiência hídrica.



Ainda são exemplos de pesquisas realizadas em parcerias internacionais no âmbito do Programa Pesquisa Café o projeto em conjunto com Portugal e França, países com trabalhos reconhecidos na área do café.



O pesquisador da Embrapa Café, Carlos Henrique de Carvalho, participou de um projeto de pesquisa em conjunto com o Centro Internacional da Ferrugem do Cafeeiro (CIFC). Foram estudadas as raças de ferrugem que vinham atacando plantações de café no sul de Minas. Segundo o pesquisador, “o trabalho trouxe muitas contribuições para a pesquisa brasileira, uma vez que a instituição portuguesa é especialista na pesquisa da doença”.



Em Portugal, a pesquisa da ferrugem enfrenta menos dificuldades, pois a região não é produtora, portanto, o estudo da doença não representa riscos para o País, como representaria para o Brasil, com vastas plantações em diferentes estados. “Nós coletávamos o material contaminado e mandávamos para que eles fizessem a análise, identificando as raças de ferrugem, se eram as já existentes ou novas espécies. As descobertas ajudaram bastante na geração de mais conhecimento sobre a doença. Essa parceria da Embrapa Café pode ser um trabalho contínuo, aproveitando a especialidade dos portugueses na área e a necessidade de cuidado constante com as plantações brasileiras”, detalha Carlos Henrique.



A parceria com o CIFC vem trazendo excelentes resultados também para os trabalhos de melhoramento genético e biotecnologia da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), de acordo com os pesquisadores da Embrapa Café Antonio Carlos Baião de Oliveira e Eveline Teixeira. Os estudos da interação entre o patógeno causador da ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastratrix) e a planta de café levaram ao desenvolvimento de cultivares resistentes a essa doença.



A Embrapa Café mantém parceria estabelecida há três anos com a Fundação Procafé e com o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), da França, trata do desenvolvimento de um protocolo para produção em larga escala de mudas clonais do Coffea arabica. O pesquisador Carlos Henrique Carvalho ressalta os bons resultados alcançados. “O protocolo desenvolvido já vem sendo testado com sucesso”.



Em parceria com o Cirad da França, o pesquisador Luiz Filipe Protásio Pereira inicia, este ano, outro projeto de pesquisa. O pesquisador conta que esta não é a primeira vez que uma parceria entre a Embrapa Café, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), instituição participante do Consórcio Pesquisa Café, e o Cirad ocorre. “Vários projetos e publicações nos últimos dez anos foram frutos dessa parceria”, diz. Só Luiz Filipe já contabiliza cerca de sete publicações científicas de relevância na área resultado dessa parceria com o centro de pesquisa francês. “São trabalhos técnicos e científicos que geram conhecimento e tecnologias para o agronegócio café brasileiro”, enfatiza.



O novo projeto, iniciado este ano, prevê viagens de cooperação técnica e envio de bolsistas entre Brasil e França com o objetivo de promover esforços para analisar a diversidade e a estrutura de recursos genéticos de Coffea arabica oriundos da Etiópia, para fornecer subsídios aos programas de melhoramento do cafeeiro.



Já o projeto dos pesquisadores da Embrapa Café Aymbiré Fonseca e Maria Amélia Ferrão, realizado em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e com a Nestlé, desde 2004, se concentra na análise da qualidade de variedades clonais do café conilon no Espírito Santo. Em sua segunda fase, está buscando aumentar a qualidade das variedades utilizadas pela indústria de café solúvel.



A partir de cinco variedades clonais, foram definidos os materiais de melhor qualidade para a produção de café solúvel. Dessa forma, a produção de conilon no estado teria quantidade agregada à qualidade do produto. “A pesquisa começou a partir de dúvidas sobre a qualidade do café conilon. Hoje sabemos que todas as variedades têm qualidade, mas observamos que umas variedades continham alguns materiais mais interessantes para a produção do que outros”, explica o pesquisador Aymbiré Fonseca. Um dos resultados dessa pesquisa, segundo ele, é demonstrado pelo aumento de mais de 200% da produtividade do conilon no estado desde 1993.



A maior integração com países produtores e consumidores de café no âmbito da Organização Internacional do Café – OIC, também tem aberto novas oportunidades de pesquisa integrada. “A perspectiva do mundo atual é de ajuda mútua entre as regiões e países do globo, o que só tende a aumentar nos próximos anos. Percebemos que a parceria é a melhor forma de convívio para garantir a sustentabilidade do planeta e das relações entre as pessoas, além da construção coletiva do conhecimento e a qualidade de vida para a maior parte da população”, conclui Mirian Eira.





Área de Comunicação & Negócios da Embrapa Café

Texto: Flávia Bessa (MTb 4469/DF) e Cristiane Vasconcelos (MTb 1639/CE)

Site: http://www.embrapa.br/cafe

Fone: (61) 3448-4566

Serviço de Atendimento ao Cidadão: http://sac.sapc.embrapa.br/




Casca do café também é fonte de energia




Com informações do CNPq - 13/04/2011



SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Casca do café também é fonte de energia. 13/04/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=casca-cafe-fonte-energia-biomassa. Capturado em 17/04/2011.






Há mais no café do que o seu sabor, famoso mundialmente: o processamento dos grãos gera um resíduo que pode ser utilizado como fonte de energia, diminuindo custos e reduzindo a poluição ambiental.



Potencial energético do café



Durante o cultivo do café, aproximadamente dois milhões de toneladas de cascas de grãos são produzidas por ano no Brasil.



Esse subproduto normalmente vai para o lixo ou é usado para a forração dos terrenos dos cafezais, restituindo parte dos fertilizantes retirados pela planta.



Mas a casca do café tem um potencial energético que pode, em alguns casos, torná-la substituta da lenha, sendo uma opção mais barata e ecologicamente correta para empresas que usam a madeira na geração de energia.



Suprir as necessidades desse mercado significa cortar menos árvores e contribuir para a redução do desmatamento.



Eletricidade da biomassa



Para otimizar esse potencial, pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), liderados pelo engenheiro florestal Ailton Teixeira do Vale, fizeram um estudo para demonstrar a importância dos resíduos agroflorestais como fonte de energia, tanto para indústrias quanto em comunidades rurais.



"A casca do café, assim como outras biomassas, pode gerar eletricidade em termoelétricas, a partir da combustão em fornalhas, gerando energia na forma de calor, utilizado para a produção de vapor, que por sua vez é utilizado para a produção de energia elétrica e, em cogeração, outras energias como a mecânica", explica Vale.



Quando usada como combustível, a casca do café, assim como outros resíduos agroflorestais, tem inúmeras vantagens em relação aos combustíveis fósseis.



"Em primeiro lugar, é um combustível renovável, e os compostos liberados na sua combustão são sequestrados pelos novos plantios, fechando o ciclo do carbono, e, portanto, não contribuindo com o efeito estufa. Outra vantagem é a possibilidade de agregar valor a um resíduo que geralmente é descartado e, com isso, gerar emprego, renda e desenvolvimento social nas regiões onde a cultura do café é uma prática", explica o pesquisador.



Combustão, gaseificação e carvão



Espera-se que os dados obtidos a partir desse estudo possam ser utilizados para melhorar a gestão dos resíduos provenientes de biomassa e que isso possa abrir a possibilidade de uso na produção de energia em pequenas comunidades rurais e nas agroindústrias, a partir da combustão, da gaseificação ou da transformação em carvão vegetal, assim aumentando sua participação na Matriz Energética Brasileira.



A agregação de valor ao resíduo, gerando um novo produto, é bem-vinda ao diminuir a poluição do meio ambiente e possibilitar uma qualidade de vida melhor para as pessoas envolvidas no processo ou moradoras da região



"Além de agregar valor ao resíduo, [o uso dessa biomassa] demandará mão-de-obra, equipamentos, capitais, empresas de serviços e toda uma infraestrutura administrativa, industrial e comercial, elevando o nível econômico e beneficiando a sociedade", afirma Vale.



Substituição do petróleo por biomassa



O Brasil é referência internacional na substituição do petróleo por biomassa, embora o assunto esteja repleto de controvérsias.



O maior exemplo é o uso do etanol como combustível para veículos de passeio e de carga - que tem impactos sobre as terras agricultáveis e desbalanceamento do ciclo de nitrogênio, além de consumir água demais.



Na siderurgia, o uso de carvão vegetal na produção de ferro gusa é uma realidade há décadas - com constantes denúncias de uso de vegetação não-plantada, principalmente do cerrado.



Outra frente que tem crescido é a produção de energia elétrica em termoelétricas, principalmente nas usinas de açúcar e álcool e nas fábricas de celulose e papel, a partir de resíduos, com unidades movidas a bagaço de cana-de-açúcar, licor negro, restos de madeira, casca de arroz, biogás e carvão vegetal.



Cascas de café secas foram avaliadas como potenciais adsorventes para remoção de metais pesados em solução aquosa.
 
 
 
Autoria e fonte: http://www.feq.unicamp.br/~cobeqic/tEa04.pdf
 
 
 
 
Borra de café e alevinos de lambari no combate à dengue em Brasília




16 de abril de 2011 // 15h36 (Agência Brasil)

Autoria e fonte: http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=316477&modulo=964




Uma parceria entre moradores, administradores e comerciantes de um bairro da capital federal permitiu hoje (16) a aplicação de borra de café em focos potenciais do mosquito Aedes aegypti. A estratégia tem o aval de pesquisadores da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) para o combate à dengue.



O local escolhido foi um canteiro de obras no Lago Norte, área nobre de Brasília. Weymer Quintas, moradora do bairro há mais de 20 anos, conseguiu recolher, com a ajuda de parentes e amigos, entre 5 e 6 quilos de borra de café.



“Como cidadãos, a gente tem que dividir e aprender, um com o outro, a se preocupar com o vizinho, com o próximo. Todo mundo fala que é uma obrigação [combater a dengue], mas eu acho que é uma conscientização de cada um, para evitar que o problema se agrave”, explicou.



Weymer Quintas não conhece ninguém que tenha sido vítima do mosquito, mas teme que a situação, grave em estados como o Rio de Janeiro, possa se estender para outras partes do país. “É um engano achar que não acontece comigo”, disse.



Para o administrador do Lago Norte, Marcos Woortmann, o morador deve estar consciente de que precisa não apenas abrir as portas de casa para os agentes de vigilância ambiental, mas, também, agir por conta própria.



“A solução do café tem amparo científico, foi testada e precisa ser divulgada. Uma vez por semana, se a pessoa colocar a borra no vaso de planta, ela resolve o problema da dengue na casa dela”, ressaltou. “É algo que não tem custo algum – pelo contrário, é uma solução extremamente prática.”



Outra estratégia adotada pela administração do bairro é a soltura de alevinos de lambaris em lagoas artificiais formadas em decorrência de construções ilegais. Os locais sobrevivem à seca e são potenciais focos do mosquito transmissor da dengue, em razão da ausência de peixes que comem as larvas. Ao todo, 2 mil alevinos foram soltos hoje em três lagoas artificiais na região.



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Não é impossível: Cidade suéca não tem resíduos sólidos

 Cidade suéca não tem resíduos sólidos

Autoria e fonte: http://eco4planet.uol.com.br/blog/2011/04/cidade-sueca-nao-tem-residuos-solidos/





A cidade de Boras, Suécia, recicla a maior parte dos resíduos sólidos gerados pela poluição dos seus 64 mil habitantes. A poluição é tratada biologicamente ou transformada em biogás, para abastecer casas, estabelecimentos comerciais e uma frota de 59 ônibus da frota municipal.





Boras consegue ter o descarte de lixo quase nulo por conta de seus avanços na área de biogás.



“Produzimos 3 milhões de metros cúbicos de biogás a partir de resíduos sólidos. Para atender à demanda por energia, pesquisamos resíduos que possam ser incinerados e importamos lixo de outros países para alimentar o gaseificador”, explicou o professor de biotecnologia da Universidade de Boras, Mohammad Taherzadeh, num encontro internacional de acadêmicos na cidade de São Paulo.



O professor contou que o modelo atual de gestão de resíduos sólidos começou a ser adotado em meados de 1995 e ganhou mais força em 2002 com o estabelecimento de uma legislação que baniu a existência de lixões nos países da União Europeia.



“Começamos o projeto em escala pequena, que talvez possa ser replicada em regiões metropolitanas como a de São Paulo. Outras metrópoles mundiais, como Berlim e Estocolmo, obtiveram sucesso na eliminação de lixões. O Brasil poderia aprender com a experiência europeia para desenvolver seu próprio modelo de gestão de resíduos”, afirma o otimista professor.



Aqui, em dezembro de 2010, foi regulamentado o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos brasileiro. Sua meta é erradicar os lixões do país até 2015. Sabemos que metas não são o forte de nosso país, mas a gente espera um comprometimento ainda maior para o caso dos lixões.



Relatório de Sustentabilidade 2010 foi o tema da 26ª Audiência de Sustentabilidade da SABESP




Acesse RS2009 da SABESP: http://site.sabesp.com.br/uploads/file/sociedade_meioamb/RS_2009_Portugues.pdf


26ª Audiência de Sustentabilidade

"Painel de Engajamento com a Sociedade para Discussão do Novo Relatório de Sustentabilidade"


Foto: Parques Sustentáveis


No dia 15 de abril, sexta-feira, a Sabesp realizou mais uma audiência para abordar estratégias com a sociedade para o novo relatório de sustentabilidade RS2010.



O evento aconteceu no auditório Tauzer Quinderé - Rua Nicolau Gagliardi, 313 - Pinheiros.



Dentre as discussões estão o Programa de Responsabilidade Social da Sabesp, a Evolução da Gestão Ambiental, Dimensão Econômico - Financeira, Governança e Sustentabilidade além de um debate sobre o próximo relatório de sustentabilidade.





A hora de relatar






Respostas concretas são o aspecto essencial do relatório




O relatório de sustentabilidade é a principal ferramenta voluntária de comunicação do desempenho ambiental e social, complementados as informações econômicas, normalmente apresentadas no Relatório Anual, das organizações, sejam elas privadas, públicas ou não-governamentais (ONG). O Relatórios também servem como divulgação dos princípios de boa governança. A maioria das empresas que optam pela produção desses relatórios optam pelos critérios da Global Reporting Initiative (GRI), Organização Não Governamental Internacional, com sede em Amsterdã, na Holanda, que trabalha em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente na validação de projetos de sustentabilidade. O trabalho da GRI também está alinhado ao Pacto Global das Nações Unidas, iniciativa da ONU que procura fomentar boas práticas de sustentabilidade em organizações privadas, o Relatório de Sustentabilidade com base nas diretrizes da GRI é considerado compatível com os princípios do Pacto e exclui a necessidade de elaboração de outras ferramentas para Comunicação de Progresso, obrigatória as empresas signatárias.



Criado com o objetivo de elevá-los ao nível dos relatórios financeiros em importância estratégica para as empresas, o modelo GRI transformou-se na principal referência mundial para se avaliar e comparar o desempenho social, ambiental e econômico das organizações, ao conferir periodicidade e legitimidade às informações.



Na prática, porém, poucas organizações compreendem que o relatório de sustentabilidade é um testemunho da gestão e um mecanismo de transparência , dos critérios de sustentabilidade incorporados à estratégia organizacional. Ou seja, as empresas coletam dados, investem na impressão de relatórios, mas nem sempre conseguem perceber que possuem uma ferramenta de gestão em suas, na prática, é gerenciar riscos e oportunidades de forma adequada – um conjunto de tarefas que precisam ser adequadamente comunicadas ao público.



Após a definição dos indicadores, deve-se estruturar o método de coleta, acompanhamento e mensuração dos dados para tornar efetiva a real função de um relatório de sustentabilidade: contribuir não apenas como ferramenta de comunicação, mas para a evolução das práticas de gestão. Caso esses objetivos sejam frustrados, o relatório será apenas mais uma publicação a descansar na prateleira dos escritórios.



Poucas empresas analisam os dados compilados, observando, por exemplo, que suas taxas de acidentes são as maiores do setor ou que, ano após ano, as taxas crescem, sem exercitar a comparabilidade que os indicadores da GRI fornecem, e muito menos o exercício de reflexão que a coleta dos dados oferecem. Em resumo: dados são coletados, gasta-se com a impressão de relatórios e, tudo posto, não percebem os problemas de gestão a serem resolvidos. Sustentabilidade, na prática, é gerenciar riscos e oportunidades de forma adequada, sendo o relatório um instrumento fundamental nesta missão.



A elaboração de relatórios tendo como objetivo melhorar a imagem da corporação perante o público interno e aos stakeholders, ocasionam uma peça de comunicação e não de gestão, pressionadas por áreas preocupadas apenas com a imagem e não a sua reputação as empresas decidem por esse caminho, optando pela elaboração dos textos sem ter em mãos dados consistentes e compilados em conformidade com as diretrizes do GRI. Além disso, as empresas não contam com maturidade e autocrítica para interpretar os resultados apresentados no documento, bem como os recursos e a determinação para enfrentar os dilemas neles indicados. Exemplo: ao produzir o relatório, uma empresa X pode ter a indicação, em números, do quanto suas ações socioambientais estão aquém dos padrões estabelecidos pelo Benchmark do setor. Por isso essa postura é fundamental para que as ações concretas sejam desenhadas para superar a situação, mas nem sempre as empresas levam adiante essa etapa do processo.



De nada adianta seguir o protocolo da GRI para definir os indicadores materiais e determinar o equilíbrio da informação se a empresa não consegue olhar para esse relatório e interpretá-lo de acordo com suas práticas internas, com os interesses estratégicos e as necessidades de seus stakeholders. Assim, o primeiro passo para uma empresa que deseja fazer um relatório de sustentabilidade efetivo é definir quais são os principais temas a partir de seu corebusiness e de suas práticas de gestão. A partir daí, surgem os principais dilemas realmente materiais e a busca por ações para solucioná-los. Respostas concretas são o aspecto essencial dos relatórios de sustentabilidade efetivos.



Acompanhando esse processo de evolução e percebendo que as empresas estão mais preocupadas com o Marketing do que efetivamente com a melhoria da gestão, a GRI, a partir desse ano, adotou algumas mudanças no processo para utilização do selo com o nível de aplicação da GRI.

Agora, as empresas podem declarar que o relatório equivale a um relatório A, B ou C, mas não utilizar os famosos selos, que são visualmente bonitos e chamam atenção como um troféu ou uma premiação.



Para utilizar os selos, as empresas devem obrigatoriamente encaminhar o relatório para verificação da GRI e determinação do nível de aplicação. Essa mudança ocorre principalmente para forçar as empresas a utilizar as diretrizes da GRI em sua plena essência, como uma ferramenta de gestão e não como uma peça de Marketing e auto promoção.



Outra recomendação significativa é a declaração dos indicadores respondidos parcialmente, muitas empresas continuam respondendo por vários anos alguns indicadores de forma parcial e não demonstram o seu compromisso com a evolução do processo de gestão. Ao submeter o relatório para a GRI as empresas precisam agora, demonstrar esse compromisso, assumindo prazos para relatar os indicadores parciais de forma integral. Criando assim um histórico do relato e conseqüentemente de seus compromissos.



Um relatório de Sustentabilidade cumprirá efetivamente sua real função, no momento em que a alta direção das organizações fará dele uma ferramenta estratégica de dialogo procurando dessa maneira, observar os principais riscos e oportunidades a serem enfrentados assim como a definição clara do seu posicionamento perante aos seus diferentes públicos.



*Marcos Torres é consultor da Unidade de Negócios de Sustentabilidade da Keyassociados (mtorres@keyassociados.com.br).



(Keyassociados)

Desativar uma usina nuclear é mais difícil do que se previa

Desativar uma usina nuclear é mais difícil do que se previa


Com informações da Swissinfo - 15/04/2011

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Desativar uma usina nuclear é mais difícil do que se previa. 15/04/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=desativar-usina-nuclear. Capturado em 17/04/2011.






A usina nuclear de Beznau I, a mais antiga da Suíça, está se aproximando do momento de sua desmontagem, mas nem tudo está saindo como previsto.[Imagem: SFNSI]




 
Teoricamente, ao atingir o fim de sua vida útil, uma usina nuclear deverá ser desmontada como qualquer outro equipamento inservível.



Na prática, porém, autoridades e técnicos suíços e alemães estão vendo que a coisa não é tão fácil como se prevê nos estudos teóricos.



A experiência dos dois países mostra que fatores inesperados podem surgir na questão do desmantelamento dos equipamentos nucleares e que o planejamento financeiro não responde às necessidades reais.



Desativação de usinas nucleares



A demolição das usinas nucleares desativadas na Suíça já está planejada desde que elas foram projetadas. Porém, desde que entraram em funcionamento, nunca o destino dessas centrais esteve tão politicamente incerto como agora.



Oficialmente a indústria atômica e o governo consideram que as usinas nucleares têm um período útil de vida de cinquenta anos.



Durante esse tempo, os consumidores de energia pagam um acréscimo na conta de energia de 0,8 centavo de franco suíço por Kilowatt/hora. Os recursos captados alimentam dois fundos: um fundo para o desligamento das centrais e um fundo para financiar a eliminação dos dejetos radioativos.



Os dois fundos são controlados pelo governo federal. Assim como os fundos de pensão, esses recursos são aplicados nos mercados financeiros. A meta é um retorno de capital na base de 5% ao ano. Atualmente a soma de capital dos dois fundos é de 4,15 bilhões de francos.



O custo oficial planejado para a eliminação dos dejetos radioativos durante o período de funcionamento das centrais (eliminação e transporte do lixo nuclear), e da demolição consequente das estruturas, é de 15,5 bilhões.



Desse valor, as operadoras das centrais assumem 7 bilhões. Os restantes 8,5 bilhões deveriam vir dos fundos - mas os fundos têm menos da metade disso.



Falta capital para o risco



Assim fica claro: mesmo se a central nuclear não for retirada prematuramente da rede elétrica, o financiamento do desmantelamento não está 100% garantido. A questão é se os mercados de capitais podem dar realmente um retorno anual de 5%. Em todo caso, especialistas consideram essa meta bastante ambiciosa.



Além disso, ainda é preciso levar em conta complicações possíveis no caso de trabalhos complexos e dispendiosos no desmantelamento. No caso de desativação prematura, o fundo não é mais financiado.



Caso haja necessidade de capital, a Lei atualmente em vigor na Suíça sobre o uso da energia nuclear prevê que as operadoras das centrais nucleares cubram a parte em falta, caso os recursos disponíveis nos fundos não sejam suficientes. Porém, especialistas duvidam que a quota de capital próprio responda a essa necessidade.



O especialista em mercados financeiros, Kaspar Müller, escreve no seu estudo publicado em 2008 - "Risco e rendimentos das centrais nucleares" - que falta "em grande ordem às centrais nucleares capital para assumir responsabilidade em caso de riscos e a estabilidade financeira é questionável".



Desmantelamento problemático na Alemanha



A experiência, até então, com o desmantelamento de uma usina nuclear na Alemanha, mostra que esse processo complexo não apenas pode durar mais do que vinte anos, mas também provocar surpresas desagradáveis na forma de locais que estão contaminados radioativamente. Esse fator aumenta o trabalho e também os custos.



"Nos últimos anos as empresas especializadas no desmantelamento ganharam bastante experiência. Foi possível aperfeiçoar e melhorar os métodos utilizados,", declara Philipp Hänggi, da Swissnuclear, o grupo de interesse das empresas do setor.



"Contudo, os custos e o tempo de desmantelamento da primeira dúzia de centrais desativadas não são diretamente transferíveis aos novos projetos de desmantelamento As etapas individuais podem ser padronizadas, mas o desmantelamento de todo o sistema será sempre um projeto individual," diz o representante da indústria.



Hänggi considera o prazo de 15 anos para desmontar completamente uma central nuclear como realista. A questão, de saber se o terreno utilizado poderá abrigar posteriormente um parque infantil, é respondida por ele com um "sim".



Herança nuclear



Na desmontagem, em primeiro lugar são removidos os bastões de combustível nuclear e o edifício do reator. A descarga das barras de combustível "não é um processo extraordinário", declara Michael Schorer, chefe de comunicação no Fórum Nuclear. "Os bastões de combustível são trocados regularmente durante o funcionamento normal das centrais e levados para depósitos provisórios."



As autoridades suíças estimam que o simples desmantelamento de todas as centrais nucleares do país e a manutenção do depósito provisório de lixo nuclear em Würenlingen custaria 2,2 bilhões de francos.



Os custos de eliminação durante o período de funcionamento das centrais são de 13,3 bilhões. No valor está incluído o reprocessamento dos bastões, o depósito provisório e o depósito geológico final.



A cada cinco anos os custos são checados e reavaliados. Um estudo mais recente deverá ser publicado em 2012.



A partir da catástrofe no Japão, a pressão para o desligamento antecipado das mais antigas usinas - Mühleberg e Beznau - não vem mais só dos grupos de esquerda e os ecológicos, mas também de uma parte dos partidos de centro.



Por outro lado, o lobby atômico resiste: a desativação prematura teria não apenas consequências a curto prazo, mas também afetariam o planejamento do período subsequente, incluindo também o financiamento para a demolição das estruturas criadas.



sábado, 16 de abril de 2011

Bicicleta sem ciclista desmente teoria sobre equilíbrio das magrelas

Bicicleta sem ciclista desmente teoria sobre equilíbrio das magrelas


Redação do Site Inovação Tecnológica - 15/04/2011


SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Bicicleta sem ciclista desmente teoria sobre equilíbrio das magrelas. 15/04/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=bicicleta-sem-ciclista-teoria-equilibrio. Capturado em 16/04/2011.




O equilíbrio de uma bicicleta é gerado por uma combinação complexa de diversos efeitos físicos associados com a distribuição de massa e com o movimento.[Imagem: Kooijman et al./Science]



 
Depois de séculos rodando por todo o mundo, sempre da mesma forma, parecia pouco provável que as prosaicas bicicletas tivessem algum segredo ainda escondido.



Mas uma equipe de pesquisadores norte-americanos e holandeses descobriu que tudo o que a ciência achava que sabia sobre o que faz uma bicicleta se equilibrar está errado.



Giroscópio e cáster



A descoberta, que mostrou como uma bicicleta adequadamente projetada pode dispensar o ciclista para se equilibrar, deverá ajudar a construir veículos de duas rodas melhores e mais seguros.



Até hoje se acreditava que o equilíbrio de uma bicicleta era gerado por dois efeitos atuando simultaneamente: o efeito giroscópico e o efeito cáster.



Na verdade, conforme revelou a nova pesquisa, esses efeitos nem mesmo são necessários para que uma bicicleta pare de pé.



O equilíbrio é gerado por uma combinação muito mais complexa de diversos efeitos físicos associados com a distribuição de massa e com o movimento.



Bicicleta-conceito



De posse de seus resultados teóricos, os cientistas projetaram uma bicicleta com a combinação correta desses efeitos.



O resultado é uma magrela que se equilibra em movimento mesmo sem a presença de um ciclista - ou seja, uma bicicleta que se equilibra sozinha.



"As bicicletas podem ser auto-estáveis mesmo sem os efeitos giroscópio e cáster," diz Andy Ruina, da Universidade de Cornell, que trabalhou em colaboração com pesquisadores das universidades de Wisconsin, também nos Estados Unidos, e Delft, na Holanda.



Tão logo tende a se desequilibrar, a bicicleta de teste força uma curva no sentido em que iria cair, voltando a se equilibrar automaticamente.



Bicicleta auto-estável



Para provar que os efeitos giroscópico e cáster não são necessários, os pesquisadores construíram uma bicicleta cujo projeto anula esses efeitos.



A bicicleta de teste tem duas rodas pequenas, cada uma tendo um disco em contra-rotação, o que elimina o efeito giroscópico. Colocando a roda dianteira ligeiramente à frente do eixo de direção, gera-se um efeito cáster negativo.



Quando impulsionada manualmente a uma velocidade acima de 8 km/h, a bicicleta- conceito - de resto como a maioria das bicicletas normais - mantém-se naturalmente em equilíbrio.



Espaço de projeto



Embora o objetivo do trabalho fosse explorar os princípios básicos que dão equilíbrio a uma bicicleta, os cientistas afirmam que sua análise pode levar a melhorias no projeto dos veículos de duas rodas.



"O processo evolucionário que levou ao desenho tradicional das bicicletas atuais pode não ter explorado regiões potencialmente úteis do espaço de projeto [design space]," dizem eles.





Cientistas afirmam ter descoberto como a bicicleta funciona



Bibliografia:



A Bicycle Can Be Self-Stable Without Gyroscopic or Caster Effects

J. D. G. Kooijman, J. P. Meijaard, Jim M. Papadopoulos, Andy Ruina, A. L. Schwab

Science

14 April 2011

Vol.: 332 15 pp.339-342

DOI: 10.1126/science.1201959

CATRACA VERDE

CATRACA VERDE



Transportes de massa elétricos (trens e metrô) sempre são os mais amigos do ambiente, mas dava pra melhorar ainda mais. Foi isso que a universidade de Guangdong pensou ao desenvolver o Green Pass.



O projeto Viva da universidade que fica a 100 km de Hong Kong, desenvolveu a catraca que usa a energia cinética do giro das barras para abastecer suas funções elétricas (ler cartões, bilhetes etc).



Não foram divulgados os números de quanta energia ela gera, mas pense numa cidade grande como São Paulo utilizando essas catracas no horário de pico do metrô… Essa energia, usando o Smart Grid, poderia até ser repassada para as redes da cidade.



A criação está ganhando prêmios por todo o mundo e não vejo a hora de ajudar a carregar uma dessas.



Governo chega a consenso sobre Código Florestal

Governo chega a consenso sobre Código Florestal


Postado em 15/04/2011 ás 15h04

Autoria e fonte: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/2378


Foto: Parques sustentáveis


O Código Florestal foi alvo de grandes discussões entre ministérios e partidos na última semana. Nesta sexta-feira (15), no entanto, o governo anunciou a definição de um acordo que possibilitará a busca por um consenso político para que a legislação seja votada.



A decisão a que ruralistas e ambientalistas chegaram durante a discussão de quinta-feira (14) será essencial para os próximos passos na definição do Código Florestal Brasileiro. Algumas decisões ficaram pré-acordadas. Este é o caso das Áreas de Proteção Permanente (APPs), que serão reduzidas para 15 metros nas áreas que já estão degradadas atualmente. Nos locais preservados, os agricultores concordaram em manter a proteção por 30 metros de margem.



O governo se mobilizou para chegar a um consenso após as cobranças feitas pelos próprios aliados, na última semana, quando o líder da câmara, Paulo Teixeira (PT) garantiu que o partido só votaria o Código Florestal quando houvesse uma unidade do Governo.



Outro assunto que era bastante discutido e motivo de divergência entre ambientalistas e ruralistas era a procedência dos agricultores em relação à Reserva Legal, uma parcela da propriedade em que deve ser mantida a vegetação nativa da região. Os ambientalistas queriam que elas fossem registradas em cartório, porém, após a conversa a sugestão é de que o processo seja menos burocrático, necessitando apenas de uma declaração da área, enviada ao órgão ambiental.



O terceiro ponto discutido foi favorável aos ambientalistas. Ficou definido que a preservação das encostas seria necessária em morros com inclinações superiores a 45 graus. O tema era motivo de angústia para os agricultores, mas agora o embate está resolvido, já que essas áreas praticamente não são usadas para as práticas mais comuns e permitem que a produção de café, uva e maçã, continuem legais.



O vice-presidente, Michel Temer, foi quem comandou as discussões e ao final do debate se mostrou feliz com o resultado. “Agora temos o argumento técnico de que precisávamos para trabalhar a unidade da base”, argumentou ele. Com informações do Estadão.



Redação CicloVivo