domingo, 27 de março de 2011

Um novo olhar para a sustentabilidade

Um novo olhar para a sustentabilidade


Fonte: http://www.jornaldebarretos.com.br/novo/2011/03/27370
Autor: Backer Ribeiro Fernandes




Segundo Gilles Lipovetsky, importante filósofo contemporâneo, as preocupações do por vir planetário e os riscos ambientais assumiram posição primordial no debate coletivo. Nos últimos anos, quando despertamos para as revelações alarmantes a respeito do aquecimento global, o termo sustentabilidade ganhou a importância merecida na mídia, governos e empresas. Sustentabilidade virou uma febre. As empresas são sustentáveis, o negócio é sustentável, tudo é sustentável. Mas o que é ser sustentável? Que conceitos norteiam as gestões estratégicas das organizações?



Ser sustentável hoje, provavelmente, é viabilizar o negócio desde que não impacte em mais custos, tecnologias mais caras. O que todos precisam entender é que há urgência em equilibrar a balança do tripé da sustentabilidade (Triple Bottom Line), a economia não deve pesar mais que o social e o ambiental. Caso isso não ocorra, a natureza cobrará o seu preço. No caso do Japão, o governo gastará 200 bilhões de dólares na reconstrução do país após o desastre.



Em 1987, foi publicado o Relatório “Nosso Futuro Comum” (Our Common Future), elaborado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que fazia duras criticas ao modelo de desenvolvimento adotado pelos países industrializados e reproduzido pelas nações em desenvolvimento, ressaltando os riscos do uso excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade de suporte dos ecossistemas. O relatório apontava para a incompatibilidade entre o desenvolvimento e os padrões de produção e consumo vigentes. Cunhou-se a célebre frase: “Desenvolvimento sustentável é satisfazer as necessidades presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.



Ou seja, deveríamos garantir para os nosso filhos, pelo menos, a mesma qualidade de vida que temos hoje e que já não é tão boa assim. As gerações futuras agora com 24 anos (1987 a 2011), perguntam quais medidas foram cumpridas e se é este o futuro que construímos para eles. Devemos mesmo adotar esse conceito? A resposta é não! Os resultados mostram que falhamos e que sustentabilidade é garantir hoje a qualidade do meio ambiente, da vida, gastar o que for preciso para as gerações presentes.



Não há um limite mínimo para o bem-estar da sociedade assim como não há um limite máximo para a utilização dos recursos naturais. Como citou Jeffrey Sachs, professor de Economia e diretor do Instituto Terra da Universidade Columbia, “o mundo está rompendo os limites no uso de recursos, se a economia mundial cresce a um patamar de 5% ao ano significa, neste modelo de desenvolvimento, que continuaremos produzindo grandes impactos ao meio ambiente, nosso planeta não suportará fisicamente esse crescimento econômico exponencial, se deixarmos a ganância levar vantagem, o crescimento da economia mundial já está esmagando a natureza”.



Se continuarmos com um modelo de desenvolvimento como o que temos atualmente, em 2050, quando se estima que seremos 9 bilhões de habitantes, teremos uma dívida ecológica de 24 meses, tempo necessário para ela se recompor, mesmo assim, não se tem a certeza se o planeta agüentará uma pressão deste tamanho.



Há um grande equívoco que preciso deixar claro quando se fala em desenvolvimento. É comum falar em desenvolvimento sob o prisma do crescimento da economia, o Brasil está entre os 10 países mais ricos do mundo, mas o relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mostra o Brasil na 73ª posição entre 169 países. De acordo com o relatório, aproximadamente 8,5% da população brasileira vive abaixo da linha da pobreza, ou seja, 17 milhões de brasileiros vivem com menos de R$60 por mês. Além da má distribuição de renda, doença crônica no desenvolvimento do Brasil, a saúde e a educação são o que mais pesa na pobreza do país.



Como diria o professor Sachs, “se a ganância vencer, a máquina do crescimento econômico depredará os recursos, deixará os pobres de lado e nos conduzirá a uma profunda crise social, política e econômica”. Precisamos propor uma mudança no paradigma da sustentabilidade, o desenvolvimento sustentado necessita incluir o homem nesse processo, numa gestão que inclua as pessoas, tecnologias sem o pressuposto econômico, fontes renováveis e práticas sustentáveis. Como citou Rachel Carson em seu livro Primavera Silenciosa, “o homem é parte da natureza e sua guerra contra a natureza é inevitavelmente uma guerra contra si mesmo… temos pela frente um desafio como nunca a humanidade teve, de provar nossa maturidade e nosso domínio, não da natureza, mas de nós mesmos”. A mensagem está dada.



Backer Ribeiro Fernandes é relações públicas e doutorando em Ciências da Comunicação. Leciona no curso de Relações Públicas da FAAP/SP e é professor conferencista da ECA/USP. É diretor da Communità, consultoria especializada em comunicação para a sustentabilidade.





sexta-feira, 25 de março de 2011

Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável

Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável



Fonte: SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável. 23/03/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=economia-verde-desenvolvimento-sustentavel. Capturado em 25/03/2011.





Autoria: Guilherme Gorgulho - Inovação Unicamp - 23/03/2011



Economia verde



A busca de um novo modelo econômico de baixo carbono, baseado no melhor aproveitamento dos recursos naturais, exigirá um investimento anual de mais de US$ 1,3 trilhão, ou 2% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, em dez setores estratégicos, até a metade do século XXI.



O relatório Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), mensura o peso que as políticas públicas terão no fomento de novas tecnologias nos próximos 40 anos e atribui à iniciativa privada a maior parte da responsabilidade desse investimento.



Segundo o PNUMA, políticas adotadas nas últimas três décadas para garantir um crescimento econômico aliado à eficiência energética e ao menor consumo de recursos naturais produziram resultados "modestos demais" em termos de promoção da transição para a chamada "economia verde".



A ONU defende a necessidade de investimentos intensivos nas áreas de agricultura, indústria, energia, água, edifícios, gestão de resíduos, pesca, silvicultura, turismo e transportes.



O relatório indica que o crescimento mundial da economia nesse cenário mais "verde" seria maior do que o registrado no atual modelo econômico, apesar do conceito disseminado que opõe desenvolvimento a sustentabilidade ambiental.



"Em uma transição para uma economia verde, serão criados novos empregos que, ao longo do tempo, superarão as perdas de empregos da economia marrom [de alta emissão de carbono]", diz o documento.



Menos subsídios para a economia marrom



Desse montante de US$ 1,3 trilhão, a maioria dos recursos deverá ser oriunda do capital privado, apesar do importante papel atribuído ao setor público na definição de políticas de fomento dessas tecnologias.



Cabe aos governos, de acordo com o documento, principalmente direcionar os esforços para fomentar o aprimoramento dos setores-chave e redimensionar estratégias que estimulam financeiramente segmentos ligados à economia de alta emissão de carbono. "Corrigir subsídios onerosos e prejudiciais em todos os setores abriria espaço fiscal e liberaria recursos para a transição para uma economia verde." O PNUMA calcula que o fim dos subsídios destinados a apenas quatro setores (energia, água, pesca e agricultura) traria uma economia anual de 1% a 2% do PIB global.



Um dos exemplos, diz o texto, são os subsídios destinados à produção e comercialização de combustíveis fósseis, que superaram a marca de US$ 650 bilhões em 2008, o que desestimula uma mudança de matriz energética para os recursos renováveis.



"O uso de ferramentas como impostos, incentivos fiscais e licenças negociáveis para promover investimentos e inovações verdes também é essencial, assim como o investimento em capacitação, treinamento e educação", explica o documento.



Emergência verde



Mesmo estando aquém do ritmo desejado, de acordo com o PNUMA, a transição para o modelo da "economia verde" ocorre em "escala e velocidade nunca antes vistas".



O segmento de energia limpa é um dos que mais crescem; a previsão é de que investimentos mundiais no setor tenham aumentado 30% no último ano, passando de US$ 186 bilhões em 2009 para US$ 243 bilhões em 2010.



O PNUMA destaca que países não membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), como Brasil, China e Índia, têm-se sobressaído, ampliando sua participação mundial em investimentos em energia renovável de 29% em 2007 para 40% em 2008.



Os autores de Rumo a uma Economia Verde atribuíram ao setor de energia o maior montante, US$ 362 bilhões (27%), do total de recursos de US$ 1,347 trilhão a ser investido anualmente. O segundo segmento que deve receber mais recursos é o de transportes, com US$ 194 bilhões (14%).



Na sequência, aparecem os setores de edifícios e turismo (US$ 134 bilhões ou 10% cada um), agricultura, água, gestão de resíduos e pesca (US$ 108 bilhões ou 8% cada um), indústria (US$ 76 bilhões ou 6%) e silvicultura (US$ 15 bilhões ou 1%).



Biomassa brasileira



O desempenho do Brasil nos biocombustíveis ganha relevo no capítulo de energia renovável.



O bioetanol produzido no País é destacado como uma das duas únicas opções comercialmente maduras para a geração energética entre as fontes renováveis do mundo, ao lado da energia hidrelétrica produzida em grandes represas, que supre 16% da demanda do mundo.



"Em termos de utilizações sustentáveis de biomassa, a produção de combustíveis para transporte baseados em bioetanol no Brasil já é uma tecnologia comercialmente madura", informa o texto, em comparação com outras tecnologias promissoras para a geração de energia limpa, como a eólica, considerada ainda nas fases de implantação e difusão no mundo.



Economicamente o segmento de energia renovável ganha cada vez mais destaque, tendo empregado direta ou indiretamente mais de 2,3 milhões de pessoas no planeta, segundo balanço feito em 2006 e citado no relatório.



O Brasil é o segundo país do mundo que mais emprega nesse setor, com cerca de 500 mil trabalhadores, o que representa 20,7% de toda mão-de-obra envolvida no segmento no mundo.



Sustentabilidade na construção civil



O relatório divide as áreas estratégicas de investimento em capítulos, que foram organizados por especialistas das diversas áreas e de várias partes do mundo.



O capítulo sobre edifícios e construção civil foi coordenado por três especialistas, entre eles a arquiteta brasileira Joana Carla Soares Gonçalves, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, onde atua no Departamento de Tecnologia da Arquitetura, no Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência Energética. Desde 2009, ela também é professora orientadora do Programa de Pós-Graduação Energia e Ambiente da Architectural Association Graduate School, em Londres.



Joana coordenou a equipe de autores em parceria com os pesquisadores Philipp Rode e Ricky Burdett, da London School of Economics, em Londres, e também redigiu textos com definições de conceitos, sobre a importância da inserção do projeto arquitetônico no contexto climático, do conforto ambiental, do emprego de materiais e das vantagens de reabilitação de prédios.



Em entrevista por e-mail a Inovação, a professora da USP, que está em Londres, aponta o papel fundamental do uso da tecnologia na construção civil para a constituição de edifícios "mais verdes" e diz que o foco do relatório é nas inovações que busquem a economia de energia, destacadas dentro do tópico "Oportunidades".



"No entanto, eu gostaria de destacar que tecnologia, no que tange aos sistemas prediais, é só um fator dentre outros que colocamos sucintamente. Definitivamente, o foco não está só na tecnologia, mas no edifício como um todo, incluindo seus ocupantes", afirmou Joana.





Edifícios Inteligentes



O relatório da UNEP, detalha a professora, tem como objetivo fornecer informações para os agentes tomadores de decisão de todo o mundo, abordando desafios, oportunidades e instrumentos, mas principalmente mensurando os impactos e as vantagens econômicas dessa transição. "É importante destacar também que, de uma maneira geral, ainda temos poucos dados quantitativos disponíveis sobre os custos e as vantagens econômicas de edifícios de menor impacto ambiental, em diferentes partes do mundo", esclarece Joana. "Achar esses números para montar nosso argumento a favor de edifícios mais verdes foi um grande desafio", diz a autora, acrescentando que mesmo assim a equipe teve êxito na construção da base de argumentos, com dados e fatos convincentes.



Relatórios técnicos



Segundo a professora da USP, o documento "Rumo a uma Economia Verde" não foi proposto para ser uma publicação técnica, mas sim informativa. No entanto, ele será desdobrado em relatórios técnicos que desenvolverão em detalhes as questões principais de cada um dos capítulos.



Joana contribuirá para os relatórios do PNUMA sobre edifícios abordando temas como a conscientização e inserção econômica dos edifícios de menor impacto ambiental.



Joana Gonçalves afirma que não há no Brasil uma valorização suficiente da etapa de projeto dentro da construção civil; para ela, os projetos devem ser mais "inteligentes" e contemplar todos os aspectos do impacto ambiental, como os materiais, o conforto dos usuários e o melhor aproveitamento dos recursos naturais, como luz e ventilação. "O arquiteto tem que conhecer mais e melhor todas as questões de desempenho ambiental, assim como os engenheiros de todas as naturezas precisam entender melhor os vários aspectos do desempenho ambiental dos projetos arquitetônicos e da construção para pensar as soluções tecnológicas."



Prédios novos x prédios requalificados



O setor da construção civil responde por mais de um terço do consumo de recursos do planeta, o que inclui 12% do consumo mundial de água doce, além de gerar 40% de todos os resíduos sólidos do mundo, de acordo com o PNUMA.



Duas abordagens diferentes devem ser empreendidas para tornar o setor mais "verde", de acordo com o relatório. Nos países desenvolvidos, as principais oportunidades estão na requalificação dos prédios existentes, para torná-los ambientalmente mais eficientes por meio de intervenções que reduzam o consumo de energia e incluam o uso de fontes renováveis. Já nos países não membros da OCDE, diz o documento, o déficit habitacional abre mais possibilidades para a exploração de novas gerações de construções com designs inovadores e novos padrões de desempenho.



"No entanto, deve ser considerado que, em muitos casos, o que já projetamos nos últimos 50 anos ou mais, principalmente nas grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e outras, representa um estoque edificado significativo que precisa ser recuperado e reutilizado, visando também um menor impacto ambiental", pondera a professora. "Esse ponto é bem reforçado no relatório; definitivamente, não é somente sobre o novo, mas também sobre o já existente."



Para Joana, um fator que favorece o Brasil é o clima ameno, que possibilita construir prédios mais eficientes, com menor consumo de energia e impacto ambiental reduzido. Mas para isso, diz ela, é necessário investir mais em projetos e compreender melhor o papel dos usuários.



Sustentabilidade: soluções ambientais para a sua empresa. Workshop gratuito.

“Sustentabilidade: soluções ambientais para a sua empresa”



24/03/2011 - 08:28


Autoria e fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=151271



A consultoria Keyassociados promove no dia 07 de abril, das 9h às 11h, o workshop gratuito “Sustentabilidade: soluções ambientais para a sua empresa”, com a consultora Ângela Cardoso.

O objetivo é apresentar possibilidades de adequações ambientais que visam à sustentabilidade do negócio empresarial. O número de vagas é limitado.

Os interessados devem preencher o formulário digital disponível no link: www.keyassociados.com.br/workshops-gratuitos-cursos.php. As aulas acontecem na sede da consultoria na Av. Paulista, 37 - 10º andar - Bela Vista - São Paulo – SP.



CBCS lança ferramenta de seis passos para seleção de materiais sustentáveis


CBCS lança ferramenta de seis passos para seleção de materiais sustentáveis

Passos apontam para escolha de empresa alinhada a princípios de sustentabilidade

24/Março/2011


Fonte: http://www.piniweb.com.br/construcao/sustentabilidade/cbcs-lanca-ferramenta-de-seis-passos-para-selecao-de-materiais-211978-1.asp



Autoria: Mauricio Lima

 

O Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) lançou uma nova ferramenta online para a escolha de fornecedores alinhados a princípios de sustentabilidade. O tutorial, dividido em seis passos básicos, já está disponível no site do CBCS.



A iniciativa surge a partir de uma parceria da CBCS com a Associação de Fabricantes de Materiais (Abramat), a Companhia de Desenvolvimento Urbano de São Paulo (CDHU) e a Editora PINI, e conta com o apoio da Associação Nacional de Fabricantes de Cerâmica para Revestimento (Anfacer).



"A expectativa é de que o setor dê um salto de qualidade, reduzindo a necessidade de reposição e manutenção e minimizando o consumo de recursos naturais e os impactos ambientais da atividade de construção", afirma Vanderley John, coordenador do comitê de materiais do CBCS e conselheiro da entidade.



Seis passos

Na primeira etapa, a ferramenta dá acesso, no site da Receita Federal, ao Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas para que o usuário identifique a formalidade da empresa. Na etapa seguinte, é possível verificar se o fornecedor possui licença ambiental para funcionar. Além disso, o usuário também é orientado sobre como selecionar madeira de origem legal.



Em um terceiro momento, o profissional pode checar se o fornecedor está envolvido em casos de trabalho escravo ou infantil. O respeito às normas técnicas e as certificações de qualidade pelo Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H) são verificados na etapa seguinte.



Nos dois últimos passos, a ferramenta oferece roteiros identificar a política de responsabilidade social do fornecedor e eventuais práticas de propaganda enganosa.



Segundo Vera Hachich, conselheira do CBCS, não há sustentabilidade sem que haja o cumprimento da legislação do país. "Se você comprar um produto sem origem confirmada ou que não esteja em conformidade com a legislação brasileira, você não está fazendo uma construção sustentável. Este é o grande alerta que a ferramenta dos seis passos vai dar ao mercado", afirma Vera.





Programa de Educação Ambiental cresce sete vezes em 2011 e beneficia 65 mil estudantes do sistema público

Programa de Educação Ambiental cresce sete vezes em 2011 e beneficia 65 mil estudantes do sistema público


23/03/2011 - 11:35


Autoria e fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=151109


O programa de educação ambiental Escolas Sustentáveis cresceu de 30 para 200 escolas participantes no seu segundo ano. Criado por Fernando Monteiro, doutor em Ciência Ambiental pela Universidade de São Paulo, o programa foi desenvolvido para o ensino fundamental I e II e tem como objetivos: . Promover mudança de comportamento e promoção de atitudes e práticas sustentáveis entre professores, alunos e comunidade escolar.
. Promover melhoria dos indicadores de sustentabilidade da escola como consumo de água, consumo de energia, minimização de resíduos sólidos, melhoria do ambiente e da biodiversidade na escola.
. Contribuir para o desenvolvimento profissional dos educadores.



O apoio da iniciativa privada garante a viabilização do projeto, que custa entre R$ 3 e R$ 6 por aluno por ano.



Em 2010 o grupo Camargo Correa apoiou 30 escolas em Curitiba. Neste ano o projeto ampliou sua abrangência para 200 escolas em dezesseis cidades. A multinacional do setor químico Rhodia apoia 20 escolas em 4 cidades paulistas, a gigante do setor alimentício Kraft Foods, apoia 100 escolas em cinco municípios e a empresa Essencis apoia 80 escolas em oito municípios. No total são 850 professores e 114 mil alunos beneficiados.



“Em cada escola, realizamos um diagnóstico ambiental ligado às necessidades da comunidade, capacitamos os professores para uma educação ambiental participativa, fornecemos os materiais didáticos e paradidáticos, e acompanhamos os projetos realizados pelos alunos”, explica Monteiro.



Além dos debates em torno do conteúdo e do projeto prático, os alunos têm acesso a materiais educativos. O projeto conta com uma rede social própria, que permite a troca de experiências entre professores participantes. [http://escolasustentaveis.ning.com].



O caminho: Evoluir, Educação e Sustentabilidade - O projeto é realizado pela empresa de Monteiro, a Evoluir, Educação e Sustentabilidade que nasceu como editora de livros infantis em 1996 e hoje atua em três áreas: Responsabilidade Social e Investimento Social Privado, Programas e treinamentos corporativos em Educação para Sustentabilidade e Edição de livros, jogos e materiais educativos.



Depois do doutorado e sua experiência na Inglaterra, trabalhando com gestão para sustentabilidade, para o organismo internacional Lead (www.lead.org), entre 2007 a 2009, a empresa lançou o projeto Escolas Sustentáveis.



“Acredito que o foco de todas as questões ligadas à sustentabilidade deve estar na educação, em um processo que leva as pessoas a sentirem, refletirem e agirem sobre determinado problema”, diz Monteiro.



Feicon Batimat: Sustentabilidade dá o tom

Sustentabilidade dá o tom



Realização da Feicon Batimat põe em evidência técnicas e materiais menos impactantes na arquitetura, na construção e na decoração




Autoria: Karine Miranda

Especial para A Gazeta



A sustentabilidade se mostra como uma das principais preocupações na construção civil, arquitetura e decoração. A Feira Internacional da Indústria da Construção - Feicon Batimat, maior salão latino-americano do setor de construção civil, ocorrida de 15 a 19, em São Paulo, apresentou lançamentos, tendências e soluções eficientes do ponto de vista da sustentabilidade. Além disso, o evento serve para ampliar as discussões sobre o tema.



De acordo com o arquiteto Éder Bispo, os produtos e tecnologias apresentados na Feicon são bons exemplos de como se pode atuar na questão sustentável sem perder conforto e qualidade estrutural. Ele ressalta que a grande preocupação quando se fala em construção sustentável é com relação ao consumo de água. "Racionalizar o seu uso é primordial". Outra questão é o consumo excessivo de energia e a emissão de gazes poluentes. "Várias técnicas construtivas, soluções e materiais contribuem para minimizar o impacto negativo das construções. Basta ao arquiteto propor e tentar implantar a melhor solução para cada caso específico", explica.



Ele lembra que a sustentabilidade na arquitetura é construir de forma harmônica tendo como resultado construções inteligentes, comprometidas com a qualidade de vida, que respeitem o meio ambiente, propiciando o presente e futuro melhores. Existem no mundo várias certificações que conferem as construções o caráter de obra sustentável. No Brasil, a discussão está se iniciando. "Construir de forma sustentável é aproveitar os recursos naturais de forma responsável". Usado por muitos profissionais, o termo sustentabilidade foi banalizado, segundo o arquiteto Éder. Ele explica que para muitos, esta expressão é apenas uma forma de auto promoção, pois virou moda dizer que se constrói de forma sustentável. Para outros, uma simples divagação, já que um bom projeto de arquitetura resulta de questionamentos e preocupações que vão além das questões estéticas e pessoais. "Sabemos da responsabilidade que é inserir uma construção em um determinado local, seu impacto e suas conseqüências, portanto procuramos pensar arquitetura em sua totalidade", assegura.



Vale lembrar que a preocupação com o futuro das próximas gerações faz parte do trabalho de um profissional da área da construção. Não se pode retroceder, até porque ao longo dos anos incorpora-se novas idéias e soluções para minimizar um possível impacto negativo das obras. Assim, construir de forma sustentável propõe uma nova forma de pensar e agir e representa um avanço importante e é irreversível. Um ganho que não se podem abrir mão.



Mas essa nova atuação da arquitetura, ainda, pode ser melhorada, inclusive em obras já realizadas e tidas como não sustentáveis. Embora não se possa torná-las sustentáveis, pode-se minimizar os problemas através de reformas que visem melhorar as condições de vida. Uma forma possível é reduzir o consumo de energia e água através de uma readequação no sistema, por exemplo. Já quando se trata da criação de projetos, o arquiteto lembra que primeiro é preciso criar um um conceito daquilo que se pretende.



Não se pode esquecer que se a sustentabilidade fizer parte desde o início do projeto é evidente que o resultado será uma obra melhor resolvida desse ponto de vista. "Pensar assim desde o início facilita o desenvolvimento do trabalho, pois permite a definição dos materiais a serem utilizados bem como as formas de aproveitar melhor a ventilação e iluminação naturais, entre outros", garante.



Uma obra arquitetônica é fruto de um conjunto de fatores, os materiais são importantes e podem ser determinantes no resultado final, mas por si só não são soluções para os problemas. Adotar materiais adequados e ecologicamente corretos contribui muito para o desempenho de uma edificação, no entanto, cabe ao projeto contemplar todas as soluções possíveis. Sua qualidade está em responder satisfatoriamente a todas as necessidades que se apresentam, não somente as físicas, mas também as intangíveis. Assim, o projeto é composto por uma série de elementos, muito mais que um desenho técnico. Resulta numa afirmação do pensamento do arquiteto e espelha suas preocupações com meio, o ser e o mundo. Por isso, a sustentabilidade não se mostra nem como tendência, nem como necessidade, principalmente, porque a arquitetura é arte e é feita para durar.



Mesmo que não seja tendência, mas uma ação que vem crescendo dentro da área da construção civil, construir de forma sustentável ainda representa um custo aparentemente mais alto. Por uma questão cultural ainda não se é capaz de pensar em investimento de longo prazo, segundo o arquiteto. No entanto, isso está mudando. Aos poucos, os projetos começaram a conter especificações como novas técnicas construtivas e materiais com melhor desempenho. Mas não se pode esquecer que o mundo da construção é bastante complexo e as transformações são lentas, embora já se possa colher os resultados desse trabalho.



Um exemplo é a obra do arquiteto no condomínio Alphaville Cuiabá, destacada como um dos cem bons exemplos mundiais de arquitetura residencial, pela sua qualidade, beleza plástica e adequação a nova realidade mundial (sustentabilidade) de acordo com uma editora chinesa que lançará um livro com as melhores construções sustentáveis. Para finalizar, ele ressalta que o trabalho dos verdadeiros arquitetos, avessos a modismos, é de buscar a essência da arquitetura, que hoje muitas vezes é esquecida por alguns profissionais.



"O tema é ainda um pouco difícil de ser abordado, tudo está por fazer aqui no Brasil, mas estamos caminhando para um melhor entendimento. Estamos, ainda, vendo o mundo de outra forma. Chegamos num ponto crucial e pensar de forma sustentável me parece ser a alternativa mais racional e sensata. Se o fazemos é por acreditar na vida e em um mundo melhor,", finaliza.



Qual o verdadeiro perfil do profissional de sustentabilidade?

Qual o verdadeiro perfil do profissional de sustentabilidade?

 
Quarta- feira, 23 de março de 2011



Autoria e fonte: http://www.sustentabilidadecorporativa.com/2011/03/qual-o-verdadeiro-perfil-do.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+sustentabilidadecorporativa%2FCsrj+%28Um+olhar+sustent%C3%A1vel+sobre+o+mundo+empresarial%29


Na semana passada saiu uma matéria no caderno Razão Social do Jornal O Globo intitulada “Procura-se profissional com perfil sustentável”. Essa matéria, junto com a criação da Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade despertou o interesse de muita gente e abriu o debate para outros veículos tratarem mais profundamente sobre o assunto.





Em momento algum desde o anúncio da primeira reunião do ABRPROSUS eu emiti opinião sobre o que achava da criação da associação. Mas vou emitir agora. Acho extremamente temerário e, até, desnecessário. Primeiro por uma simples questão: as empresas mal entendem o conceito de sustentabilidade, que dirá quem é o profissional de sustentabilidade.





E segundo porque num futuro, espero que bem próximo, sustentabilidade não terá necessidade de ser área, mas uma competência dentro dos outros processos. Marketing sustentável, supply chain sustentável, finanças sustentável, comunicação sustentável, RH sustentável, TI sustentável, P&D sustentável... percebem a diferença?





Mas enquanto esse dia não chega, fica a pergunta do milhão: quem é o profissional de sustentabilidade? É o engenheiro ambiental? É o analista de SHE/SMS? É a assistente social/ psicóloga que trabalha nos projetos corporativos nas comunidades? É o RP/jornalista/publicitário que faz o relatório de sustentabilidade? É o gerente de marketing que lança produtos sustentáveis? É o gestor do instituto que cuida do ISE? Para mim nenhum desses é profissional de sustentabilidade. São apenas profissionais com experiência técnica em assuntos relacionados à responsabilidade social e responsabilidade ambiental.





Ainda na matéria do jornal O Globo, perdida lá no meio, a chave para realmente começar a dar uma cara para o profissional de sustentabilidade. Foi simplesmente perfeita a afirmação do professor Ciro Torres, do IAG da PUC-Rio, de que o maior desafio é as empresas conseguirem selecionar os líderes capazes de integrar os princípios da sustentabilidade a todas as áreas da empresa. Ou seja, volta para o que falei antes de marketing sustentável, supply chain sustentável etc etc etc.





Uma coisa que essa matéria deixou subentendida e que não condiz com a realidade do mercado da sustentabilidade, é que por mais que as empresas falem lindamente sobre esses profissionais e a importância deles, da forma como está hoje é uma área fechada, super difícil de entrar e absurdamente enxuta. E vai continuar assim enquanto não superarem a visão de responsabilidade social/custo necessário para a empresa. Ou seja, todos os CEOs vão dizer que é um imperativo para o negócio, mas contratação que é bom, nada.





Na verdade, mais do que aumentar a contratação de profissionais técnicos em RSA ou RSE, quando as empresas realmente se derem conta de que sustentabilidade é investimento e processos, todos os funcionários, independente da área, terão de ser profissionais de sustentabilidade.




quinta-feira, 24 de março de 2011

Embrapa vai integrar grupo internacional de pesquisa sobre a Amazônia

Embrapa vai integrar grupo internacional de pesquisa sobre a Amazônia





Autoria: Redação Sociedade Sustentável



10/03/2011







A Embrapa vai fazer parte do grupo de pesquisa do projeto internacional Amazalert, um sistema de alerta sobre os impactos das mudanças climáticas e do uso da terra na Amazônia. O estudo, que será financiado pela Comunidade Européia, vai contar com a participação das unidades Embrapa Monitoramento por Satélite, de Campinas, e Embrapa Amazônia Oriental, de Belém.



O Amazalert tem por objetivo integrar conhecimentos multidisciplinares sobre clima e mudanças de uso e cobertura da terra. A proposta é viabilizar cenários de impactos na região amazônica e sugerir estratégias, gerando informações sobre a sustentabilidade das políticas pra agricultura, floresta, energia e água.



A Embrapa Monitoramento por Satélite vai identificar e analisar políticas e cenários, com base nos contextos sócio-econômicos e ambientais da Amazônia. Uma das propostas do Amazalert é o desenvolvimento de um sistema de alerta para detectar impactos irreversíveis sobre serviços ecossistêmicos na Amazônia, como clima regional e global, recursos hídricos, biodiversidade, além das atividades humanas e econômicas por parte de comunidades locais.



A iniciativa tem coordenação do Instituto Alterra da Universidade de Wageningen (Holanda) e, pelo lado brasileiro, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Além de Holanda e Brasil, a parceria conta ainda com a participação do Reino Unido, França, Bélgica, Áustria, Alemanha, Bolívia e Colômbia, totalizando 14 universidades e instituições de pesquisa da Europa e América do Sul.

Participe dos Encontros Técnicos FIBoPS Técnica

Calendário 2011 - FIBoPS Técnica


Práticas de Sustentabilidade que melhoram o desempenho das atividades humanas


Encontros Técnicos


Temas indicados em enquete realizada com os integrantes GMGA - Participação gratuíta - Certificado de Participação após 15 dias da realização do encontro, click AQUI




Datas e Local: Toda ultima 5ª feira dos meses Abril, Junho, Agosto e Outubro, no Auditório da Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, Rua Bela Cintra, 1032 (esquina com a Av. Paulista, próximo Estação Consolação do Metrô)

A FIBoPS Técnica é um evento direcionado aos especialistas e lideranças atuantes em sustentabilidade.

Faz parte do calendário CEBoPS - Compromisso Empresarial pelas Boas Práticas Socioambientais do Instituto MAIS.





AGENDE-SE E PARTICIPE DO CALENDARIO IMAIS 2011 - ENCONTROS TÉCNICOS

Os encontros técnicos GMGA (Grupo Multidisciplinar de Gestão Ambiental) são aguardados com ansiedade pelos especialistas e profissionais da sustentabilidade pela programação diferenciada que sempre apresenta. São temáticas levantadas em enquete pelo Instituto Mais junto a massa critica da sustentabilidade. Pratica que vem sendo adotada desde o inicio destes encontros, em 2002.



Em 2010, uma enquete com mais de 300 profissionais atuantes em sustentabilidade apontou os seguintes temas de interesse: Inovações, Energia, Consumo, Mídias e Tecnologias Sociais, Economia de Baixo Carbono, e Tecnologias Limpas. Baseado nestes indicadores, o Instituto MAIS convidou especialistas nos temas apontados e gestores que tiveram cases selecionados para integrar o Ranking Benchmarking 2010 dos detentores das melhores práticas de sustentabilidade.



Os encontros técnicos acontecem sempre na ultima 5ª feira dos meses de abril, junho, agosto e outubro, no auditório da Secretaria de Desenvolvimento Social (Rua Bela Cintra, 1032), das 9h00 as 12h00, em São Paulo. As vagas são limitadas, e as inscrições pela internet por ordem de recebimento. A participação é aberta e gratuita com direito a certificado, também pela internet. O primeiro encontro do ano se realizará em 28 de abril e tratará do tema Energia e Inovações.
 
Mais informações na URL www.institutomais.org/calendario
 
 
 
 
ABRIL
5ª Feira



28/04



09h00-12h00

Energia e Inovações

Soluções e Práticas que melhoram o desempenho e a competitividade das organizações

Publico Alvo: Gestores e Lideranças atuantes em sustentabilidade com foco em energia, qualidade e Inovações


Celso Scaranello - Especialista em Inovação e responsável pela Mostra Inova SENAI SP


Leonardo Caio - Especialista em Bioeletricidade (energia do bagaço da cana) do COGEN - Associação da Industria de Cogeração de Energia


Ana Christina Mascarenhas - Eficiência Energética da Neoenergia apresenta o Case Energia Verde, selecionado para o Ranking Benchmarking 2010



JUNHO

5ª Feira



30/06



09h00-12h00

Mercado e Consumo

Uma nova configuração de consumo que surge para valorizar práticas e produtos que asseguram melhorias e ganhos socioambientais

Publico Alvo: Gestores e Lideranças atuantes em sustentabilidade com foco em mercado, consumo e legislação do consumidor


Liza Gunn - Especialista em Consumo Sustentável do IDEC - Instituto de Defesa do Consumidor


Lala Deheizelin - Especialista em Economia Criativa e Desenvolvimento Sustentável, e idealizadora do movimento internacional Crie Futuros


Andreza Araujo - Sustentabilidade da Pepsico, apresenta o Case Calculadora de Impacto, selecionado para o Ranking Benchmarking 2010



AGOSTO
5ª Feira



24/08



09h00-12h00

Mídias e Tecnologias Sociais

Ferramentas e Projetos que melhoram o desempenho da atividades humanas e a qualidade de vida em sociedade


Publico Alvo: Gestores e Lideranças atuantes em sustentabilidade com foco em mídias e tecnologias sociais


Regina Fonseca - Coordenadora do Nós Podemos SP, e fomentadora ODM - Objetivos do Milênio

Augusto Franco - Especialista em redes sociais e Fundador da Escola de Redes


Paulo Ramicelli - Instituto EDP Brasil, apresenta o Case Letras de Luz, selecionado para o Ranking Benchmarking 2010



OUTUBRO



5ª Feira



27/10



09h00-12h00

Economia de Baixo Carbono e Tecnologias Limpas

Praticas e Processos que asseguram níveis de excelência nos novos modelos de produção

Publico Alvo: Gestores e Lideranças atuantes em sustentabilidade com foco em energia, emissões e novas tecnologias


Fernando Codelo - Professor da Faculdade SENAI de Tecnologia Ambiental e Integrante da Comissão Técnica do Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro, Edição 2010

Felipe Bottini - Especialista em Economia de Baixo Carbono e Integrante do Comitê de Sustentabilidade do Instituto MAIS

VI RESILIMP - Feira Internacional de Resíduos Sólidos e Serviços Públicos









quarta-feira, 23 de março de 2011

Mais áreas verdes: Chácara do Jockey vai virar parque público em SP

Chácara do Jockey vai virar parque público em SP


19/03/2011 - 08h48


Autoria e fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/891043-chacara-do-jockey-vai-virar-parque-publico-em-sp.shtml


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DE SÃO PAULO




Um terreno de 151 mil metros quadrados, equivalente aos parques da Aclimação e Buenos Aires juntos, vai ser tomado do Jockey Club de São Paulo pela prefeitura para a criação de um parque voltado para o esporte, na Vila Sônia (zona oeste). A informação é da reportagem de Vinícius Queiroz Galvão publicada na edição deste sábado da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).



A proposta tem o aval do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e um decreto de utilidade pública, que atesta o interesse da prefeitura no terreno, já foi publicado.



Procurado, o Jockey não quis falar sobre a decisão de desapropriar a chácara para a criação de um parque. Na última terça-feira, o empresário Eduardo da Rocha Azevedo foi eleito novo presidente do Jockey para um mandato de três anos.






Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

Vista aérea da Chácara do Jockey, no Butantã (zona oeste); terreno de 151 mil m2 será transformado em um parque.



CONSTRUÇÃO






A ideia para transformar a área verde num parque surgiu depois de o Jockey anunciar, há dois anos, a construção de prédios com 648 apartamentos para angariar dinheiro e pagar a dívida.



Contrários à obra, os moradores se mobilizaram e ganharam apoio de professores da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo), do Ministério Público e até da paróquia do bairro.



A intenção da prefeitura é criar uma escola técnica voltada para formação esportiva e instalar equipamentos urbanos para a prática de diversas atividades físicas.

terça-feira, 22 de março de 2011

Curso: Educação para o consumo responsável, ética e autonomia

Inscrições Abertas


Curso: Educação para o consumo responsável, ética e autonomia


de 2 de abril a 4 de junho, aos sábados, das 9h30 às 16h30


A Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPAZ) promove de 2 de abril a 4 de junho, aos sábados, das 9h30 às 16h30, o curso Educação para o consumo responsável, ética e autonomia para um novo olhar sobre as consequências das escolhas cotidianas na saúde pessoal, social e ambiental.



O curso tem carga horária de 30 horas e o público-alvo é voltado para educadores em geral, do ensino infantil e fundamental, docentes de ensino médio e superior; gestores de instituições públicas e privadas e técnicos nas áreas de saúde, cultura e meio ambiente. Interessados em geral.



Programa

02/4 - Sustentabilidade, ética e consumo – um novo olhar sobre nossas escolhas cotidianas e os cuidados com o meio ambiente.

16/4 - Resíduos sólidos – geração, gestão e consumo - incluindo gincana externa e atividades práticas.

7/5 - Visita ao Parque da Água Branca (Feira Orgânica) e Conjunto Nacional (Centro de Triagem de Coleta Seletiva de Lixo e Coleta de Medicamentos em Desuso), com o desenvolvimento de atividades relacionadas à alimentação e aos resíduos sólidos domiciliares.

21/5 - Saúde, alimentação e consumo – um olhar sobre o estilo de vida atual e as novas epidemias (doenças crônicas não transmissíveis como obesidade, hipertensão, diabetes, entre outras).

4/6 - Uso do dinheiro, publicidade e consumo responsável – atividades de reflexão e ação sobre o uso responsável da renda e sua relação com a qualidade de vida e a felicidade.



A facilitadora será Maria Lucia Barciotte, bióloga e Mestre em Biologia pelo Instituto de Biociências/USP e Doutora em Saúde Pública e Ambiental pela Faculdade de Saúde Pública da USP. Auditora-senior ISO 14 000 pelo EARA/Environmental Auditors Registration Association e especialista em Avaliação de Impacto Ambiental pelo Departamento de Ecologia da USP. Professora universitária, desde 1981, vem trabalhando na assessoria e coordenação de projetos sócio-ambiental-culturais e ministrando palestras e cursos envolvendo os temas sustentabilidade, responsabilidade social, saúde e qualidade de vida, ética e cultura de paz em empresas, escolas e comunidades.

Serviço:

Educação para o consumo responsável, ética e autonomia.

Dia e horário: de 2 de abril a 4 de junho, aos sábados, das 9h30 às 16h30.

Local: UMAPAZ – Av. IV Centenário, 1268 – Portão 7-A – Parque Ibirapuera.

Vagas: 40 – HAVERÁ SELEÇÃO entre os 80 primeiros inscritos, de acordo com o público focalizado.

Informações: 11-5572-1004.

Inscrições: enviar e-mail para inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br







FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO

Curso: Educação para o consumo responsável, ética e autonomia

Envie preenchido para inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br

1. NOME COMPLETO:

2. Idade:3. Sexo: ( ) M ( ) F

4. RG: Órgão: UF: 5. CPF:

6. Escolaridade: ( ) Ensino Médio ( ) Ensino Superior

7. Área de formação:

8. Setor em que trabalha:

Empresa privada ( )

Organização não governamental ( )

Órgão Público ( )

9. Se profissional da área ambiental, qual atividade que exerce atualmente:

10. Se educador, instituição em que exerce a função:

11. Endereço residencial:

12. Bairro: 13. CEP:

14. Região: ( ) Norte ( ) Sul ( ) Leste ( ) Oeste ( ) Centro

( ) Outro Município

15. E-mail:

16. Telefone fixo: 17. Telefone celular:





Dia 22 de março - Dia mundial da água. Mas a radiação na água do Japão preocupa...




Créditos: Ricardo Zig Koch Cavalcanti/Banco de Imagens ANAEstação de Tratamento de Água (ETA)





 

Desabastecimento de água pode afetar 55% dos municípios até 2015






Atlas divulgado pela Agência Nacional de Águas mostra que cerca de metade das cidades responde por 70% do consumo hídrico no Brasil; estudo conclui que será necessário investimento de R$ 70 bilhões para garantir oferta do recurso até 2025

21 de março de 2011
0h 00



Autoria: Marta Salomon / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo



De todos os municípios brasileiros, mais da metade (55%) poderá ter problemas no abastecimento de água até 2015. É o que mostra um estudo feito pela Agência Nacional de Águas (ANA), que avaliou a oferta e o crescimento de demanda de água em todas as 5.565 cidades do País. Esses municípios representam mais de 70% do consumo de água.


O Atlas Brasil, que será divulgado oficialmente amanhã, conclui que o Brasil precisará investir pelo menos R$ 70 bilhões para garantir a oferta de água de boa qualidade aos municípios até 2025, quando a população deverá alcançar cerca de 196 milhões de habitantes.



Desse total, quase 70% (R$ 47,8 milhões) teriam de ser investidos na coleta e tratamento de esgotos, apenas para evitar ou resolver a poluição nas fontes de abastecimento de água, já que o dinheiro não seria suficiente para universalizar o acesso ao esgoto, o maior problema da área de saneamento.



"Os problemas associados à poluição hídrica são mais evidentes nos grandes aglomerados de municípios, em função da pressão das ocupações urbanas sobre os mananciais de abastecimento público: o lançamento de esgotos sem tratamento dos municípios localizados à montante influenciam diretamente a qualidade das águas", afirma o documento. A montante é o lado da nascente, em relação a um curso de água. A região do Rio Paraná exige o maior volume de investimentos.



Nordeste e Sudeste. O total de investimentos necessário para garantir a oferta de água equivale ao pagamento de mais de quatro anos dos benefícios do Bolsa-Família ou ainda mais de duas vezes a estimativa de custo do polêmico trem-bala entre São Paulo e Rio.



As obras sugeridas em 3.027 municípios brasileiros beneficiariam o equivalente a 71% da população do País no prazo do planejamento da Agência Nacional de Águas.



Para financiar esses gastos, o estudo sugere investimentos do Orçamento da União, dos próprios prestadores de serviços, empréstimos públicos de agências multilaterais ou ainda por meio de parcerias público-privadas (PPPs).



Com base no crescimento da população, a Agência Nacional de Águas estima que as Regiões Sudeste e Nordeste vão concentrar, em 2025, 71% da demanda por água no País.



As duas regiões são tratadas com destaque no estudo. O Sudeste, porque concentra os maiores aglomerados urbanos do País. Por sua vez, o Nordeste registra o maior número de municípios nos quais o abastecimento é considerado insatisfatório.



Em 2015, apenas 18% da população nordestina seria atendida por sistemas de abastecimento de água tidos como satisfatórios. "O desafio do ponto de vista do abastecimento de água consiste no fato de a população brasileira estar concentrada justamente nas regiões em que a oferta de água é mais desfavorável", diz o documento.



São Paulo. No Estado de São Paulo, 64% dos municípios têm problemas de abastecimento de água, segundo o Atlas, e chega a 71% o porcentual da população nos municípios paulistas com necessidades de investimento apontadas pelo estudo.



Os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco reúnem mais da metade (51%) dos investimentos projetados pela ANA. O plano da Agência Nacional de Águas prevê também investimentos para reduzir as perdas no sistema de abastecimento, assim como o melhor gerenciamento das outorgas para uso das águas dos rios.






Brasil precisa investir R$ 22 bilhões até 2015 para garantir abastecimento de água



22/3/2011

Autoria e fonte: http://www2.ana.gov.br/Paginas/imprensa/noticia.aspx?id_noticia=9209



Dos 5.565 municípios brasileiros, 55% poderão ter déficit no abastecimento de água. Desses, 84% necessitam de investimentos para adequação de seus sistemas produtores e 16% precisam de novos mananciais.



Levantamento inédito em todo o País coordenado pela Agência Nacional de Águas, o Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água reúne informações detalhadas sobre a situação dos 5.565 municípios brasileiros com relação às demandas urbanas, à disponibilidade hídrica dos mananciais, à capacidade dos sistemas de produção de água e dos serviços de coleta e tratamento de esgotos.



O Atlas revela que 3.059, ou 55% dos municípios, que respondem por 73% da demanda por água do País, precisam de investimentos prioritários que totalizam R$ 22,2 bilhões. As obras nos mananciais e nos sistemas de produção são fundamentais para evitar déficit no fornecimento de água nas localidades indicadas, que em 2025 vão concentrar 139 milhões de habitantes, ou seja, 72% da população. Concluídas até 2015, as obras podem garantir o abastecimento até 2025.



O Atlas Brasil consolida o planejamento da oferta de água em todo o País a partir do diagnóstico dos mananciais e da infraestrutura hídrica existente (sistemas de captação de água, elevatórias, adutoras e estações de tratamento) e da identificação das melhores alternativas técnicas. É o resultado do trabalho feito em articulação com órgãos do governo federal, estaduais e municipais.



O Norte e o Nordeste possuem, relativamente, as maiores necessidades de investimentos em sistemas produtores de água (mais de 59% das sedes urbanas). Chama a atenção a precariedade dos pequenos sistemas de abastecimento de água do Norte, a escassez hídrica no Semiárido e a baixa disponibilidade de água das bacias hidrográficas litorâneas do Nordeste. No Sudeste, os principais problemas decorrem da elevada concentração urbana e da complexidade dos sistemas produtores de abastecimento, que motivam, muitas vezes, disputas pelas mesmas fontes hídricas.



“O intenso trabalho que resultou no Atlas Brasil ajuda o país a identificar os gargalos e carências de várias regiões, os conflitos vivenciados nos grandes centros urbanos pelas mesmas fontes mananciais e a avaliar suas infraestruturas para atender adequadamente ao abastecimento público.



Cada um dos 5.565 municípios brasileiros, um a um, foi avaliado. Dessa forma, é uma ferramenta indispensável para a tomada de decisões e para a racionalização de investimentos em todo o País.”, disse a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira. “O que estamos propondo é a ação articulada e integrada entre União, Estados e Municípios, e entre os setores de recursos hídricos e de saneamento, para o sucesso das alternativas, das quais dependem, em grande parte, a sustentabilidade urbana, econômica e ambiental das cidades, grandes e pequenas. A experiência adquirida na construção do Atlas Brasil de Abastecimento Urbano de Água leva-nos a pensar em propostas ainda mais ousadas, como um Atlas da Universalização do Abastecimento de Água, atendendo também as comunidades isoladas dos nossos municípios, em sintonia com as diretrizes da Presidente Dilma Rousseff, de priorizar o combate à miséria extrema no Brasil”, completou a ministra.



INVESTIMENTOS



Juntos, Nordeste e Sudeste demandam 74% do total dos investimentos necessários, que equivalem a R$ 16,5 bilhões que seriam destinados a 2.076 municípios. Essas duas regiões requerem grande volume de investimentos devido ao maior número de aglomerados urbanos e por causa do Semiárido, que demanda grandes esforços para a garantia hídrica do abastecimento de água.



Do total dos recursos, 51% correspondem à adoção de novos mananciais (R$ 11,3 bilhões para 703 municípios), incluindo a conexão de atuais sistemas isolados a sistemas integrados, enquanto 49% restantes (R$ 10,9 bilhões) destinam-se à ampliação de sistemas de produção de água existentes (isolados ou integrados) para 2.356 sedes urbanas.



“O Atlas Brasil é estudo alicerçado na garantia de que as informações e propostas apresentadas são fruto de amplo consenso, alinhado entre representantes dos prestadores de serviços de abastecimento de água, órgãos de gestão dos recursos hídricos, Comitês e Agências de Bacias Hidrográficas, entre outras entidades municipais, estaduais e federais vinculadas aos setores de recursos hídricos e saneamento, que traz não apenas as soluções, mas formas de financiamento das obras propostas”, disse o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu.



ESGOTOS



A universalização dos serviços de saneamento é a meta básica de longo prazo a ser alcançada pelo País. O Atlas, porém, propõe a implantação de redes coletoras e Estações de Tratamento de Esgotos – ETE em municípios onde o lançamento de efluentes (esgotos sanitários) tem potencial para poluir mananciais de captação. Para isso, seriam necessários investimento adicionais de R$ 47,8 bilhões, sendo R$ 40,8 bilhões em sistemas de coleta e R$ 7 bilhões em tratamento de esgotos. Portanto, os investimentos necessários no longo prazo somariam R$ 70 bilhões, considerados os gastos de R$ 22, 2 bilhões para evitar déficit de abastecimento até 2015, e os R$ 47,8 bilhões necessários para manter a qualidade dos mananciais no futuro.



Os problemas associados à poluição hídrica são mais evidentes nos grandes aglomerados de municípios, devido à pressão das ocupações urbanas sobre os mananciais de abastecimento público. Os lançamentos de esgotos sem tratamento dos municípios localizados rio acima influenciam diretamente na qualidade das águas das captações rio abaixo.



PANORAMA REGIONAL



Norte: A região requer investimentos de R$ 1,9 bilhão. Amazonas e Pará concentram 77% dos investimentos do Norte (R$ 1,5 bilhão), destinados a 167 sedes urbanas. A opção de aproveitar as fontes de elevada disponibilidade hídrica foi predominantemente adotada nos grandes centros, como nos casos de Belém e Manaus, onde estão previstos R$ 756,7 milhões em recursos (39% do montante para toda a região). Cerca de R$ 1,4 bilhão estão voltados à ampliação de sistemas produtores abastecidos por fontes hídricas superficiais em 76 cidades, distribuídas predominantemente no Pará (sul do estado e eixo do rio Tapajós), Amazonas (Alto Rio Negro e região metropolitana de Manaus) e norte do Tocantins. Nas cidades de pequeno e médio portes, prevalecem as soluções baseadas na exploração de águas subterrâneas (poços rasos ou profundos), onde as restrições de acessibilidade são preponderantes na escolha de alternativas simplificadas, que não onerem ou inviabilizem a produção de água em localidades isoladas. Acesse aqui as informações sobre os estados do Norte.



Nordeste: São previstos aportes de R$ 9,1 bilhões (mais de 40% dos recursos do ATLAS), para 1.344 municípios. Mais da metade dos investimentos se concentra na Bahia e em Pernambuco (R$ 5 bilhões). Do total, R$ 3,4 bilhões destinam-se a ampliações de sistemas produtores em 919 sedes urbanas, entre os quais R$ 2,6 bilhões (para 424 cidades) correspondem a sistemas abastecidos por mananciais superficiais (prevalentes nos eixos do rio São Francisco e do litoral nordestino, norte de Alagoas, oeste da Bahia e em todo o Ceará) e R$ 777,4 milhões para novos poços, distribuídos especialmente na região nordeste da Bahia, interior e litoral norte do Maranhão e centro-norte do Piauí. Acesse aqui as informações sobre os estados do Nordeste.



Semiárido: Para essa região, área com maior escassez de água do Brasil, formada por oito Estados nordestinos e pelo Norte de Minas Gerais, os investimentos previstos totalizam R$ 6,4 bilhões (29% do total previsto para o País), com destaque para Bahia, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, que reúnem a maior parcela dos recursos (24%). Dos 1.133 municípios que compõem a região, 826 sedes requerem investimentos para ampliar a oferta de água, predominantemente na conexão a sistemas integrados projetados ou com obras em andamento (R$ 3,6 bilhões para 218 das sedes).



Centro-Oeste: A região requer investimentos de R$ 1,7 bilhão. O Distrito Federal, que abrange 30 regiões administrativas, e Goiás concentram o maior volume de investimentos, totalizando R$ 1,5 bilhão (85% dos recursos de toda a região). No Centro-Oeste predominam os investimentos na ampliação de sistemas produtores, representando 57% dos recursos (R$ 976,3 milhões para 161 municípios). Desse universo, R$ 55,4 milhões destinam-se a novos poços para 76 sedes urbanas concentradas, em grande parte, nos eixos centro-sul e leste do Mato Grosso do Sul e em todo o interior de Goiás. Os demais R$ 920,9 milhões, associados a ampliações de sistemas abastecidos por mananciais superficiais, referem-se ao atendimento de 85 sedes localizadas, predominantemente, no norte de Mato Grosso e Goiás e na região metropolitana de Goiânia. Exatos 42% dos investimentos do Centro-Oeste vinculam-se à adoção de novos mananciais (R$ 713,4 milhões para 44 cidades), com destaque para os novos mananciais previstos para o Distrito Federal, incluindo os aproveitamentos no lago Paranoá e na barragem de Corumbá IV. Acesse aqui as informações sobre os estados do Centro-Oeste.



Sudeste: São necessários investimentos totais de R$ 7,4 bilhões para o Sudeste, sendo que 87% dos investimentos estão concentrados em 274 municípios dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde também se reúne o maior número de projetos existentes. Mais da metade dos recursos (R$ 4 bilhões) destina-se à adoção de novos mananciais para 111 sedes urbanas, distribuídas principalmente no interior de São Paulo, sul e oeste de Minas Gerais e na região metropolitana de São Paulo. Os demais R$ 3,4 bilhões (46% do total da região) correspondem a ampliações de sistemas produtores, abastecidos por poços (R$ 256,5 milhões para 232 sedes concentradas no oeste paulista e sudeste mineiro) ou por mananciais superficiais (R$ 3,2 bilhões para 384 sedes distribuídas em todos os estados do Sudeste, incluindo o interior e a região metropolitana do Rio de Janeiro). Verifica-se forte interdependência dos mananciais que abastecem, conjuntamente, as regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista e Campinas e, de outro lado, a região metropolitana do Rio de Janeiro, pondo em evidência o papel estratégico das bacias do Alto Tietê; Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ); e Paraíba do Sul no atendimento simultâneo de todas as regiões. Acesse aqui as informações sobre os estados do Sudeste.



Sul: A região totaliza R$ 2 bilhões em investimentos distribuídos em 483 sedes urbanas (16% do universo dos municípios que requerem investimentos). A maior parte dos recursos (R$ 1,7 bilhão ou 85% do total) destina-se à ampliação de sistemas produtores, sendo R$ 835,6 milhões aplicáveis à exploração de mananciais subterrâneos para atendimento a 276 municípios, geralmente de pequeno porte distribuídos na região oeste dos três estados do Sul e coincidentes com as formações vulcânicas e do aquífero Guarani. Os investimentos em adequações de sistemas produtores associados a captações superficiais (R$ 875,8 milhões para 162 sedes urbanas) predominam na região centro-sul do Paraná, norte de Santa Catarina e no oeste do Rio Grande do Sul (em parte da bacia do Rio Uruguai). Para a adoção de novos mananciais foram previstos R$ 299,8 milhões, correspondentes a 38 sedes distribuídas, principalmente, pelo interior do Paraná. Acesse aqui as informações sobre os estados do Sul.



Regiões metropolitanas: Quase todos os principais aglomerados urbanos (incluídas as capitais e as regiões metropolitanas com população superior a 1 milhão de habitantes) necessitam de investimentos para a ampliação da oferta de água, incluindo o aproveitamento de novos mananciais ou a adequação dos sistemas produtores. Os R$ 9,6 bilhões previstos para essas regiões (43% do total para o País) beneficiarão 256 sedes municipais, onde se concentra quase a metade de toda a população urbana brasileira. Exatos 89% desses investimentos estão associados às concessionárias estaduais de saneamento. Essas regiões precisam buscar mananciais cada vez mais distantes e há crescente complexidade da infraestrutura hídrica. As ampliações dos sistemas produtores somam R$ 5,3 bilhões em investimentos, abrangendo as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Porto Alegre, Florianópolis, São Luís, Salvador, Aracaju, Goiânia, Belém, Macapá e Manaus, além da região integrada de desenvolvimento econômico de Teresina e das seguintes capitais: Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e Cuiabá (MT), cujos aglomerados urbanos reunirão, em 2025, cerca de 47 milhões de habitantes em 189 sedes municipais.



Para acessar o Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, visite: www.ana.gov.br/atlas



PRINCIPAIS CONCEITOS:



As soluções propostas pelo ATLAS visam: 1) ampliar ou adequar o sistema de produção de água; 2) adotar novo manancial, conforme o diagnóstico de cada sistema.



O sistema de produção de água compreende a captação da água em rio ou poço, a elevação através de bombas até a Estação de Tratamento de água ou Reservatório, a condução da água por meio de adutoras e o tratamento da água para torná-la potável.



A adoção de novo manancial se dá quando, após a verificação através de estudos hidrológicos, constata-se que a quantidade de água em período de estiagem é ou será insuficiente para atender a demanda atual ou futura de água.



Entende-se por sistema isolado, o sistema de abastecimento que atende a uma sede municipal somente. Assim também, convencionou-se chamar sistema integrado àquele sistema de abastecimento de água que abastece 2 (dois) ou mais municípios.



Investimentos para implantação das obras de abastecimento de água

Ascom/ANA





Cresce preocupação com radiação no Japão




21 de março de 2011
15h 53

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,cresce-preocupacao-com-radiacao-no-japao,695120,0.htm

Autoria: SHINICHI SAOSHIRO E KIYOSHI TAKENAKA - REUTERS




Apesar do progresso feito pelos engenheiros na batalha para evitar um desastre na usina nuclear danificada pelo terremoto do Japão, cresce a preocupação mundial por causa da radiação na pior crise atômica do planeta desde Chernobyl.




O drama no complexo de Fukushima ocorre enquanto o país registra o aumento no número de mortes provocadas pelo duplo desastre de 11 de março, do terremoto seguido de tsunami. As autoridades estimam que ao menos 21 mil pessoas morreram ou estão desaparecidas.





Os técnicos que trabalham dentro da zona de isolamento no entorno da usina danificada na costa nordeste do Japão finalmente conseguiram ligar os cabos de energia a todos os seis reatores e iniciaram o bombeamento de água em um deles para resfriar as barras de combustível nuclear que estão superaquecidas.





"Vemos uma luz para sair desta crise", disse o primeiro-ministro Naoto Kan, segundo uma autoridade, numa rara demonstração de otimismo no momento mais difícil para o Japão desde a Segunda Guerra Mundial.





No entanto, dois reatores danificados soltaram fumaça, forçando a retirada temporária dos trabalhadores.





Longe da usina, a evidência crescente de radiação em verduras, na água e no leite causa agitação entre os japoneses e no exterior, apesar das garantias oficiais de que os níveis não são perigosos.





A Tokyo Electric Power, que opera a usina, disse que foi encontrado um pequeno traço de radiação nas águas do Oceano Pacífico nas proximidades, mas informou que os níveis são muito baixos e não apresentam perigo imediato.





"É muito mais sério do que se acreditou nos primeiros dias, quando pensamos que esse tipo de problema pudesse ser limitado a 20 ou 30 quilômetros", disse à Reuters o porta-voz do escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), Peter Cordingley.





"É seguro supor que alguns produtos contaminados saíram para fora da zona de contaminação."





Cordingley afirmou, entretanto, que não havia evidência de alimentos contaminados atingindo outros países a partir do complexo de Fukushima, situado 240 quilômetros ao norte de Tóquio.





O Japão pediu que alguns moradores próximos à usina parem de beber água da torneira depois da detecção de altos níveis de iodo radioativo. O país também interrompeu suas remessas de leite, espinafre e de uma outra verdura chamada kakina produzidos na área.





"Foram encontrados (em alguns produtos) níveis de radiação excedendo os padrões estabelecidos", disse o ministro-chefe da Casa Civil, Yukio Edano.





"O que quero que as pessoas entendam é que os níveis não são altos o suficiente para afetar os humanos. Comer apenas algumas vezes esses produtos não afetará a saúde das pessoas."





Os especialistas afirmam que as leituras são muito mais baixas do que no entorno de Chernobyl depois do acidente de 1986 na Ucrânia.





"Você teria de beber ou comer muito para obter um nível de radiação que seria perigoso", disse Laurence Williams, professor de segurança nuclear no Instituto John Tyndall, na Grã-Bretanha.





"Nós vivemos em um mundo radioativo, recebemos radiação vinda da terra, da comida que comemos. É um tema que causa comoção e a indústria nuclear e os governos têm de tomar mais ações para educar as pessoas."




Radiação em alimentos é preocupante, avalia OMS




"É provável" que produtos contaminados tenham saído da área da usina, diz órgão



Para especialista da Unicamp, engolir as partículas radioativas faria tão mal quanto inalar esses elementos

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2203201121.htm

SABINE RIGHETTI

DE SÃO PAULO



A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou ontem que a contaminação por radiação nos alimentos produzidos no Japão é mais séria do que se pensava.

O governo japonês já identificou níveis de radiação acima do considerado "normal" em espinafre e no leite nas cidades próximas à usina nuclear de Fukushima.

Desde o terremoto seguido de um tsunami que atingiu o país em 11 de março, a usina tem sofrido vazamento de radiação dos seus reatores.

A preocupação agora é com a quantidade de partículas radioativas já liberada na atmosfera. Elas podem ter contaminado fontes de alimento e de água -principalmente depois da neve que caiu nos últimos dias.

"Se a pessoa inalar partículas radioativas, vai para o pulmão. Se ingerir, vai para o sistema digestivo", explica Celso Darío Ramos, diretor do Serviço de Medicina Nuclear do Hospital das Clínicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

"De todo modo, a radiação vai para a corrente sanguínea", completa o médico.

De acordo com a OMS, a situação da contaminação pode ser considerada "séria".

"É provável que uma parcela de produtos contaminados tenha saído da zona de contaminação", disse Peter Cordingley, porta-voz do escritório regional do Pacífico Oriental da OMS, sediado em Manila (Filipinas).

Ele afirmou, entretanto, que não há evidências de que os produtos contaminados de Fukushima - que é uma região agrícola- tenham chegado a outros países.

O governo japonês ordenou ontem a suspensão da venda de leite e espinafre em cidades que ficam a até 120 km da usina de Fukushima.

Os níveis de radiação por iodo estavam acima do normal nesses produtos.

O iodo-131 é um dos elementos radioativos utilizados no processo de fissão do urânio, na usina nuclear.

Não há ainda relatos de comida contaminada na capital Tóquio, com cerca de 13 milhões de moradores.

Mas pouca quantidade de radiação -não nociva à saúde- já foi detectada na água que abastece essa cidade.

Com agências de notícias