terça-feira, 14 de dezembro de 2010

PARQUE ECOLÓGICO IMIGRANTES - PRIMEIRO PARQUE ECOLÓGICO DO BRASIL COM CERTIFICAÇÃO AQUA


Parque aéreo será construído na Rodovia Imigrantes


O Parque Ecológico Imigrantes é uma iniciativa e realização da Fundação Kunito Miyasaka, instituição criada em 21 de outubro de 1998 com o objetivo de contribuir para a integração entre Brasil e Japão, apoiando, preservando e promovendo causas humanitárias, bens culturais, sociais e de meio ambiente. Esta Fundação carrega o nome, os ideais e o espírito empreendedor de uma das principais figuras da imigração japonesa na América do Sul, o Sr. Kunito Miyasaka.



A área do Parque Ecológico Imigrantes compreende 484 mil m² de mata preservada, localizada em uma das regiões mais discutidas internacionalmente, a Mata Atlântica. Este espaço será destinado ao convívio, estudo dos ecossistemas e ecoturismo, tudo através do conceito de desenvolvimento autossustentável.



O Parque Ecológico Imigrantes proporcionará aos visitantes o amplo convívio com a natureza, a observação da fauna e da flora e a melhor compreensão dos ecossistemas da Mata Atlântica. A implantação totalmente integrada, com 4.570m² de área construída, possibilitará uma experiência rara, com passeios entre as copas das árvores e por trilhas cuidadosamente desenhadas para causar o menor impacto ao meio ambiente.



A floresta da Mata Atlântica é considerada como um dos ecossistemas de maior biodiversidade do planeta, e também um dos mais ameaçados. Um recente estudo realizado pela Conservation International colocou a Mata Atlântica entre as cinco áreas mais ameaçadas do planeta e prioritárias para ações urgentes de preservação. Essa vegetação foi reduzida a somente 7,3% do território original e, mesmo assim, ainda possui grande relevância social e ambiental.



É imprescindível uma conscientização em escala mundial sobre as questões socioambientais, decorrentes do aquecimento global e da percepção de que padrões de consumo insustentáveis necessitam ser reavaliados.



Assim sendo, o nosso objetivo é poder mostrar que é possível ser social e ambientalmente responsável, através de iniciativas educacionais, levando ao público informações relevantes e mostrando a importância da conservação de nossa flora e fauna. Isso representa um compromisso para quem quer ter a imagem associada à preservação e à esperança de um futuro sustentável e melhor.



O nascimento da marca



O Parque Ecológico Imigrantes reúne, na essência, amor pela natureza e amor pelo nosso país. Partindo disso, buscamos formas da natureza que refletem graficamente o conceito de amor. Nasceu assim a marca do empreendimento, uma folha em forma de coração representando Amor + Natureza, dando origem a uma marca que encontra significado junto ao público e coincide com a vocação do Parque Ecológico Imigrantes.









PARQUE ECOLÓGICO IMIGRANTES - PRIMEIRO PARQUE ECOLÓGICO DO BRASIL COM CERTIFICAÇÃO AQUA


Com a intenção de preservar a biodiversidade local e, ainda, promover a educação ambiental na região, a Fundação Kunito Miyasaka construirá o Parque Ecológico Imigrantes, em cima de uma reserva da Mata Atlântica. O complexo será o primeiro parque do Brasil com certificação ambiental

Mônica Nunes/Débora Spitzcovsky

A cidade de São Paulo está prestes a ganhar o primeiro parque do Brasil com certificação ambiental: o Parque Ecológico Imigrantes, que será construído às margens da Rodovia, em cima de uma reserva de Mata Atlântica que possui 484 mil m². O projeto vem sendo planejado há cerca de três anos pela Fundação Kunito Miyasaka e, finalmente, sairá do papel no dia 24 de novembro, quando a pedra fundamental da obra será colocada no local.



A intenção é criar uma área que ajude na proteção e restauração da biodiversidade local e, ao mesmo tempo, contribua para a promoção da educação ambiental dos cidadãos. Para isso, o parque contará com diversas construções, que se assemelham a colmeias de abelhas e ficarão suspensas sobre a floresta. As “casinhas” estarão interligadas por passarelas e cada uma delas será utilizada para uma atividade diferente: haverá biblioteca, centro de pesquisa e sala de games educativos, entre outras.



Além disso, o parque terá trilhas ecológicas, que serão guiadas por moradores da região. Para descer à reserva, os visitantes pegarão um elevador panorâmico. Para garantir a acessibilidade do local, dois bondinhos serão responsáveis pelo transporte de pessoas com deficiência física dentro do parque e algumas trilhas serão adaptadas às cadeiras de roda.



Preocupados em não agredir o meio ambiente durante a construção do parque – que ainda não tem data de lançamento –, a Fundação contratou os serviços de um escritório de arquitetura especializado em obras sustentáveis e, pelo projeto que foi feito, obteve a certificação Aqua – Alta Qualidade Ambiental, http://www.processoaqua.com.br/?cod_site=0&id_menu=493  que é concedida a projetos que atendem a 14 critérios de sustentabilidade.



Entre os cuidados da obra estão a utilização de estruturas de aço, que geram menos resíduos e exigem poucos pontos de apoio no solo, e o planejamento de sistemas de captação de energia solar e de reaproveitamento da água da chuva. Para construir o Parque e realizar sua manutenção por três anos, a Fundação gastará cerca de R$ 16,7 milhões e, por isso, está em busca de apoio financeiro do governo e de empresas privadas.

Parque Ecológico Imigrantes busca parcerias



Mônica Nunes/Débora Spitzcovsky - 02/12/2010 - Planeta Sustentável

O primeiro parque ecológico do Brasil com certificação ambiental, o Parque Ecológico Imigrantes, começou a ser construído em cima de uma reserva da Mata Atlântica, no dia 24 de novembro, com a intenção de se tornar um complexo de preservação da biodiversidade, além de um centro de referência em educação ambiental. (Para saber mais, leia a reportagem Parque aéreo será construído na Rodovia Imigrantes)



Para finalizar as obras e realizar a manutenção do Parque por três anos, a Fundação Kunito Miyasaka, que idealizou o projeto, gastará cerca de R$ 16,7 milhões e, por isso, busca parceria com empresas que valorizem iniciativas ligadas ao desenvolvimento sustentável.



Para conseguir o financiamento, a equipe do Parque criou diferentes categorias de patrocínio e apoio, que possuem cotas que variam entre R$ 780 mil e R$ 4,8 milhões, e já está apresentando propostas para possíveis empresas parceiras. Os interessados em patrocinar o Parque devem entrar em contato pelo telefone (11) 3147-2300.



Por enquanto, a própria Fundação Kunito Miyasaka fez uma contribuição de R$ 794 mil ao Parque e a Ecovias fechou a primeira parceria do projeto, se comprometendo a ceder o espaço destinado à entrada e estacionamento do complexo e, ainda, a sinalizar e divulgar o Parque para os usuários da Rodovia dos Imigrantes, onde está sendo construído.



Certificação Processo AQUA


O Parque Ecológico Imigrantes é o primeiro do Brasil a ser projetado com base nos critérios ambientais da Certificação AQUA (Alta Qualidade Ambiental), seguindo as normas e orientações do Referencial Técnico de Certificação da Construção Sustentável requeridas pelo Processo AQUA, desenvolvido e adaptado à realidade brasileira pela Fundação Vanzolini – detentora exclusiva – referência de certificadora em construção sustentável no Brasil.




A Certificação abrange as três fases principais do empreendimento: programa, concepção e realização, incluindo o sistema de gestão e a qualidade ambiental do edifício. Garantindo que o projeto do Parque Ecológico Imigrantes prevê a proteção e o baixo impacto no ambiente – preservando a natureza, reduzindo a poluição e os resíduos inclusive durante a fase de construção –, irá trabalhar a gestão dos recursos naturais – água e energia –, a gestão patrimonial – durabilidade, adaptabilidade, conservação, manutenção, custos de uso e operação –, e o conforto e a saúde dos trabalhadores durante a obra, dos usuários – após o empreendimento concluído – e da vizinhança.



Com uma área construída de 4.570m² o Parque Ecológico Imigrantes contará com uma infraestrutura única, totalmente integrada aos ecossistemas do local, minimizando o impacto ambiental, além de reduzir os custos operacionais da construção, pois quanto mais alto o desempenho de sustentabilidade da edificação, menor serão os custos operacionais. Com base nas construções sustentáveis na Europa – pois no Brasil ainda não existem números relacionados a construções sustentáveis – o período de retorno do investimento gira em torno de dois a seis anos, aproximadamente, devido à durabilidade, à facilidade de manutenção e ao baixo custo operacional. Num horizonte de 30 anos, do custo total de construção e operação de um edifício, cerca de 20% correspondem à construção e 80% à operação, ou seja, se um edifício for sustentável e, consequentemente, tiver custos operacionais mais baixos, os investimentos adicionais realizados na fase de construção terão um rápido retorno.



Desta forma, o Parque Ecológico Imigrantes se torna um modelo de referência mundial para empresas com preocupações ambientais e interessadas em certificados de construções sustentáveis.



Fundação Vanzolini



A Certificação Processo AQUA surgiu de um acordo entre a Fundação Vanzolini com o CSTB (Centre Scientifique et Technique du Bâtiment), instituto francês, referência mundial em pesquisas na construção civil, e a subsidiária Certivéa, para adaptação dos referenciais técnicos de certificação francesa HQE (Haute Qualité Environnementale). Que resultou na criação do Referencial Técnico de Certificação da Construção Sustentável, o Processo AQUA (Alta Qualidade Ambiental) no Brasil.



A Fundação Vanzolini, certificadora de sistemas de gestão e produtos, é a mais exigente no Brasil devido às auditorias presenciais em todas as fases. É membro brasileiro do IQNet (The International Certification Network) – que congrega as principais certificadoras e detém 30% de todas as certificações de sistemas de gestão do mundo –, além de ser membro fundador e ocupar a vice-presidência da SBAlliance (Sustainable Building Alliance), de Paris.
 
Licenças Alcançadas


Termo de Permissão de Uso

Concede a área de acesso ao Parque Ecológico Imigrantes. Trecho concedido pelo DER, Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo, e Ecovias dos Imigrantes S/A para a Fundação Kunito Miyasaka em 4 de dezembro de 2007, conforme publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo, em 8 de dezembro de 2007.



Licença de Reserva Legal

Crédito de responsabilidade pela preservação e conservação da reserva legal, expedida pela CETESB, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, em 26 de janeiro de 2010.



Autorização para Implantação do Empreendimento

Permissão para implantação total do Parque Ecológico Imigrantes, expedida pela CETESB, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, em 26 de janeiro de 2010.



Alvará de Licença Metropolitana

Outorgada pela Diretoria de Licenciamento e Gestão Ambiental da CETESB, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, no dia 1° de fevereiro de 2010.



Alvará de Construção

Concedido pela Secretaria de Obras do Município de São Bernardo do Campo, em 24 de setembro de 2010.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

SOLAR KEYMARK - SELO DE QUALIDADE PARA PRODUTOS SOLARES TÉRMICOS NA EUROPA

Solar Keymark: veja nova cartilha para qualidade



Por Studio Equinócio – O Solar Keymark é o principal Selo de Qualidade para produtos solares térmicos na Europa. É uma marca de certificação voluntária e oferece aos consumidores finais uma maior segurança de que um produto solar térmico está em conformidade com as normas européias e preenche os requisitos adicionais de qualidade. De 2003 a 2011, em torno de 1200 certificações foram realizadas pelo programa.
A Solar Keymark é usada na Europa e cada vez mais reconhecida no mundo inteiro e para levar uma melhor informação ao mercado, foi lançada uma nova cartilha para disseminar informações sobre o programa de certificação e sua importância e relevância para os consumidores e para a indústria solar térmica. Cabe lembrar que praticamente todos os programas europeus de incentivo ao uso dos aquecedores solares exigem o Solar Keymark como item obrigatório de qualidade, assim como no Brasil em muitos programas também é exigida a Etiqueta do Inmetro.
A Solar Keymark foi desenvolvida pela Federação Européia da Indústria Solar Térmica, (ESTIF) e CEN (Comitê Europeu de Normalização) em estreita cooperação com os principais laboratórios europeus de ensaio.



Leia a cartilha:











domingo, 12 de dezembro de 2010

"O ÓTIMO É O INIMIGO DO BOM": A CONFERÊNCIA DA ONU PARA O CLIMA, A COP-16, TERMINOU EM CANCÚN, NO MÉXICO E CRIA O FUNDO VERDE.

Cúpula de Cancún surpreende na reta final e toma decisões sobre clima





COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

COM ASSOCIATED PRESS



A conferência da ONU para o clima, a COP-16, terminou em Cancún, no México, na madrugada deste sábado de uma forma inesperada. Contra a expectativa de que não haveria anúncios relevantes ao final do encontro, foram firmadas duas decisões: a criação do Fundo Verde e a extensão do Protocolo de Kyoto para além de 2012, quando expira o tratado.
Embora os acordos sejam limitados e já viessem sendo discutidos, eles restauraram um pouco da credibilidade perdida em Copenhague. No "trabalho em duplas", coube ao Brasil e ao Reino Unido buscar o consenso sobre Kyoto e lidar principalmente com a resistência japonesa quanto ao tratado--na sexta-feira, o Japão, a Rússia e o Canadá haviam dito que não participariam da segunda fase de Kyoto.
Renovar ou não o Protocolo de Kyoto foi o grande debate na conferência. Os países opositores a Kyoto exigiam que fossem incluídas reduções das emissões para economias emergentes como Índia e China --esta é um dos maiores poluentes do planeta.
Já os grandes países emergentes dizem que não aceitariam um ônus tão grande quanto das nações ricas. Há, ainda, a questão dos Estados Unidos, que até agora não ratificaram Kyoto e a questão segue sem definição. Apesar do consenso, não houve fixação de datas e prazos.
A Bolívia foi o único a se posicionar contra as decisões da COP-16, argumentando que o plano não é suficiente para combater as mudanças climáticas. Segundo a delegação boliviana, elas são tão fracas, que poderiam colocar o planeta em risco. O país vai recorrer à Corte Internacional de Justiça de Haia para contestar o resultado da COP-16.
Às 4h no horário local, o presidente mexicano, Felipe Calderon, declarou em discurso que a COP-16 foi um "sucesso". Ele acrescentou que a "inércia da desconfiança" foi superada finalmente.
"O que temos agora é um texto. Se não é perfeito, é certamente uma boa base para ir em frente", disse o chefe das negociações da ONU, Todd Stern.
A criação do Fundo Verde, que ajudará as nações em desenvolvimento na luta contra as mudanças climáticas, também foi anunciada. A UE (União Europeia), Japão e Estados Unidos prometeram doações de até US$ 100 bilhões até 2020. A curto prazo, os países se comprometeram também com uma ajuda imediata de US$ 30 bilhões.
O pacote de medidas inclui ainda um mecanismo de proteção das florestas tropicais do planeta, cujo maciço desmatamento provoca 20% das emissões de gás do efeito estufa no mundo, e novos meios de dividir tecnologias de energia limpa.


Conferência do clima aprova Fundo Verde para ajudar países em desenvolvimento
 
 



DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS


Mais de 190 países reunidos na Conferência do Clima da ONU (Organização das Nações Unidas), em Cancún (México), aprovaram, com a oposição da Bolívia, um pacote de medidas de luta contra as mudanças climáticas, entre elas um Fundo Verde Climático para ajudar os países em desenvolvimento.
"Esta é uma nova era de cooperação internacional sobre a mudança climática", disse a ministra de Relações Exteriores do México, Patricia Espinosa, no final de duas semanas de conversas.
O fundo vai administrar a ajuda financeira dos países ricos às nações em desenvolvimento. A União Europeia, Japão e Estados Unidos prometeram doações de até US$ 100 bilhões até 2020. Os países se comprometeram ainda com uma ajuda imediata de US$ 30 bilhões, parte de um fundo de curto prazo.
O pacote de medidas inclui ainda um mecanismo de proteção das florestas tropicais do planeta, cujo maciço desmatamento provoca 20% das emissões de gás do efeito estufa no mundo, e novos meios de dividir tecnologias de energia limpa.
A Bolívia rejeitou todos os acordos aprovados na Conferência do Clima, que reuniu 194 países, argumentando que não atendem as necessidades da luta contra o aquecimento global e exige muito pouco dos países ricos.


Saiba quais são as principais medidas adotadas em Cancún



DA FRANCE PRESSE



O acordo firmado neste sábado em Cancún pela conferência da ONU sobre mudanças climáticas prevê uma série de mecanismos para combater o aquecimento global e permitir que os países mais pobres e vulneráveis se adaptem as suas dramáticas consequências.
Estes são seus pontos principais:



FUTURO DO PROTOCOLO DE KYOTO



- Convoca os países desenvolvidos a discutir uma nova fase de compromissos de redução de emissões sob o Protocolo de Kyoto, cuja primeira fase expira no final de 2012, "para garantir que não ocorra um hiato" entre os dois períodos.



Não requer, por enquanto, que as nações assinem compromissos para o período posterior a 2012. Japão liderou a oposição à prolongação do Protocolo, alegando que é injusto porque não inclui os dois maiores emissores: Estados Unidos (porque não o ratificou) e China (por ser um país em desenvolvimento).



AJUDA PARA OS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO



- Cria uma nova instituição, o Fundo Verde, para administrar a ajuda financeira dos países ricos aos mais pobres.



Até agora, União Europeia, Japão e Estados Unidos prometeram contribuições que devem chegar a US$ 100 bilhões anuais em 2020, além de uma ajuda imediata de US$ 30 bilhões.



- Convida o Banco Mundial a servir como tesoureiro interino do Fundo Verde Climático por três anos.



- Estabelece um conselho de 24 membros para dirigir o Fundo, com igualdade de representação de países desenvolvidos e em desenvolvimento, junto com representantes dos pequenos Estados insulares, mais ameaçados pelo aquecimento.



- Cria um centro de tecnologia climática e uma rede para ajudar a distribuir o conhecimento tecnológico aos países em desenvolvimento, com o objetivo de limitar as emissões e se adaptar aos impactos das alterações climáticas.



MEDIDAS PARA FREAR O AQUECIMENTO



- Salienta a necessidade urgente de realizar "fortes reduções" nas emissões de carbono para evitar que a temperatura média do planeta aumente mais de 2ºC em comparação com os níveis da era pré-industrial.



- Convoca os países industrializados a reduzir suas emissões entre 25% e 40% em 2020 em relação ao nível de 1990. Esta parte encontra-se incluída no Protocolo de Kyoto, e por isso não inclui os Estados Unidos, que nunca o ratificaram.



- Concorda em estudar novos mecanismos de mercado para ajudar os países em desenvolvimento a limitar suas emissões e discutir essas propostas na próxima conferência, no final de 2011, em Durban (África do Sul).



FISCALIZAÇÃO DAS AÇÕES DOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO PARA REDUZIR AS EMISSÕES



Esses países, especialmente os grandes emergentes, como China, Brasil e Índia, "em função de suas capacidades", divulgarão a cada dois anos relatórios que mostrem seus inventários de gases de efeito estufa, e informações sobre suas ações para reduzi-los.



Esses relatórios serão submetidos a consultas e análises internacionais, "não intrusivas", "não punitivas" e "respeitando a soberania nacional".



REDUZIR O DESMATAMENTO



- Traz o objetivo de "reduzir, parar e reverter a perda de extensão florestal" nas florestas tropicais. O desmatamento responde por 20% das emissões de gases de efeito estufa globais. Pede aos países em desenvolvimento que tracem seus planos para combater o desmatamento, mas não inclui o uso de mercados de carbono para seu financiamento.



- Exorta todos os países a respeitar os direitos dos povos indígenas.





Mudanças climáticas: Decreto Federal nº 7.390/2010 regulamenta Política Nacional sobre Mudanças Climáticas (PNMC),




Da Agência Ambiente Energia – O governo pretende implementar um conjunto de medidas para que o país chegue em 2020 com uma emissão máxima de 2,1 bilhões de toneladas de C02 equivalente (dióxido de carbono), por ano. O decreto nº 7.390, que regulamenta a Política Nacional sobre Mudanças Climáticas (PNMC), estabelece uma meta de redução entre 1.168 milhões de toneladas de C02 equivalente (tonCO2eq) e 1.259 milhões de tonC02eq, para uma projeção de emissão de 3.236 milhões de tonC02eq no período. Se for alcançada, vai representar uma redução voluntária de 6% em relação a 2005.






Segundo Tasso Azevedo, consultor do MMA, a medida adotada pelo Brasil pode estimular outras nações a determinarem metas de redução de suas emissões. O decreto, publicado no dia 9 de dezembro, prevê, ainda, que 12 setores da economia nacional incorporem metas para que o número estipulado seja alcançado. Cada setor terá que apresentar um plano de ações até o final de 2011. Os planos serão revisados a cada três anos e poderão servir de base para um mercado nacional de crédito de carbono.






As projeções de emissões nacionais de gases de efeito estufa (GEE) levaram em conta quatro setores: mudança de Uso da Terra: 1.404 milhões de tonCO2eq; Energia: 868 milhões de tonCO2eq; Agropecuária: 730 milhões de tonCO2eq; e Processos Industriais e Tratamento de Resíduos: 234 milhões de tonCO2eq. A expansão da oferta hidroelétrica, da oferta de fontes alternativas renováveis, notadamente centrais eólicas, pequenas centrais hidroelétricas e bioeletricidade, da oferta de biocombustíveis, e incremento da eficiência energética é um dos pontos considerados para que o país atinja a meta de redução.






Segundo o anexo do decreto, a demanda de energia projetada para 2020 seria atendida por meio de fontes fósseis, que ampliariam as emissões projetadas em 234 MtCO2eq. Portanto, a projeção das emissões de gases devidas à produção e ao uso da energia é de 868 MtCO2eq em 2020.






Decreto na íntegra:

TELHADO VERDE - A SOLUÇÃO ESTÁ NO SUBSTRATO

TELHADO VERDE














Exemplo de telhado verde da casa sustentável da ecovila do IPEMA, em Ubatuba - SP e sua estrutura.




A maior preocupação na implantação de "telhados verdes" em estrututras já existentes é a carga acidental decorrente do substrato (terra adubada convencional), a água da chuva acumulada, o tipo de gramado a ser utilizado e a sua manutenção.
Uma solução técnica sustentável é a utilização do substrato premium SKYGARDEN ENVEC, desenvolvido no Japão, devido à baixa densidade do composto e caracteristicas fertilizantes fazem com que o tipo de grama a ser plantado seja indiferente.




Na 13° Fiaflora Expogarden, em setembro, visitei o estande da SkyGarden ENVEC Telhados Verdes e Jardins Elevados, onde o ambientalista Ricardo Cardim, http://arvoresdesaopaulo.wordpress.com/ , explicou sobre “Tetos verdes ecológicos e jardins sobre lajes” com ênfase na possibilidade do uso de plantas nativas para telhados verdes ecologicamente sustentáveis na tecnologia SkyGarden.




Um jardim modelo para ser aplicado em coberturas de edifícios com paisagismo, horta e até árvore frutífera foi instalado no estande. O sistema de substrato com enraizamento de gramado formando o “tapete” também foi mostrado, com três tipos de grama – coreana, esmeralda e são carlos.
Porém o que chamou mais a atenção dos visitantes foi um pedaço de substrato SkyGarden enraizado de 50×50 cm na espessura de 7 cm com um canteiro de ervas medicinais e temperos, com grande densidade de plantas e altura, comprovando a fertilidade e durabilidade.


ESPECIFICAÇÕES



Testes mostram uma redução média de 13°C, evitando o uso de ar condicionado, com conseqüente economia de energia, evitando as “ilhas de calor” urbanas.
O substrato premium SKYGARDEN ENVEC apresenta composição orgânica e é muito resistente as intempéries e decomposição.
No Japão, existem centenas de SKYGARDENS instalados há mais de 10 anos e funcionando perfeitamente.
O substrato premium SkyGarden é fruto de mais de uma década de pesquisas lideradas pelo Dr. Masaki, da ENVEC Japan junto a universidades e orgãos governamentais japonses. Suas propriedades únicas tornam viável a tecnologia de gramados, paisagismo e hortas utilizáveis em poucos centímetros de espessura e quilos de peso. Trata-se de um composto orgânico, de alta durabilidade e fertilidade, que pode ser aplicado em jardins elevados e convencionais, promovendo um enraizamento e vigor impressionantes da vegetação.

Especificações do substrato premium SkyGarden:
Leveza - 40 kg/m² saturado de água

Retenção de água - 40 l/m²

Drenagem - 250 a 300mm/h de água

Não faz sujeira/lama e nem entope encanamentos.




Embora a sistema SkyGarden ENVEC seja um dos mais leves do mercado, com solo de densidade 0,4-0,5 e peso vegetado saturado a partir de 40 kg/m², alguns cuidados devem ser tomados.
Recomendamos consultar um engenheiro civil para verificar se a estrutura suporta a carga acidental. Lembrando que ao utilizar vegetações de maior porte como arbustos e árvores, o peso tende a aumentar conforme a planta ganha biomassa.
 
 
 
Quanto à impermeabilização da laje de cobertura, é suficiente a convencional para águas pluviais, com lona plastica e geotextil.
O sistema SkyGarden não serve como impermeabilizante de superfícies, embora contribua para a sua durabilidade.
A superfície para telhados verdes e jardins elevados deve ser de preferência lisa e com inclinação (2 a 5%) suficiente para uma drenagem adequada das águas. Em caso de inclinações maiores, sistemas de retenção ao solo devem ser considerados até o enraizamento completo da vegetação de cobertura.
 
 

As espessuras preconizadas de 7 e 10 cm para gramados são do substrato espalhado sem compactar. Após a compactação a espessura do solo tende a diminuir alguns centímetros pela pressão, porém é previsto e não acarreta problemas para a funcionalidade do SkyGarden ENVEC. Com a aplicação da placa de grama, a espessura tende a ficar como a preconizada.
Exemplo: espessura de 7 cm depois da compactação fica 5 cm e com a placa adicionada volta a ter 7 cm.





A manutenção dos jardins e telhados verdes SkyGarden ENVEC é simples e fácil, depende da vegetação utilizada e local de instalação, mas a princípio é como um jardim normal em “terra-firme”.
Para gramados normalmente precisa-se, para bom desempenho, de uma adubação a cada período de 8-12 meses.
Adubos granulados NPK (10-10-10) ou orgânicos líquidos podem ser usados.
Evitar materiais que possam aumentar o peso do SkyGarden ou alterar sua fórmula, como terra argilosa.


O que plantar?

Lista de gêneros e espécies vegetais testadas no SkyGarden ENVEC com hábitos diversos até fevereiro de  2010.
Para utilizá-las avalie o clima e manutenção necessária posterior, assim como a insolação.
Para incremento do equilíbrio ambiental e sustentabilidade dê preferência às espécies nativas de sua região.

1. Alecrim - Rosmarinus officinalis

2. Alface - Lactuca sativa

3. Afelandra-coral - Aphelandra sinclairiana

4. Afelandra-zebra - Aphelandra squarrosa

5. Alamanda - Allamanda sp

6. Almeirão Cichorium intybus

7. Agapanto - Agapanyhus africanus

8. Antúrio - Anthurium sp.

9. Beijo-de-moça - Bidens sp.

10. Beringela Solanum melongena

11. Bromélia-imperial - Alcantarea imperialis

12. Bromélia - prateada – Aechma sp.

13. Camarão-amarelo - Pachystachys lútea

14. Cupressus sp.

15. Dália - Dahlia pinnata

16. Dama-da-noite – Cestrum nocturnum

17. Goiabeira – Psidium guajava

18. Grama-esmeralda - Zoysia japonica

19. Grama-são-carlos - Axonopus compressus

20. Grama-coreana - Zoysia tenuifolia

21. Grama-preta – Ophiopogon japonicus

22. Helicônia - Heliconoia sp.

23. Hortelã-verde - Mentha spicata

24. Imbê - Philodendron sp.

25. Jabuticabeira – Myrcia cauliflora

26. Juniperus sp.

27. Justícia amarela - Justicia aurea

28. Manacá de cheiro – Brunfelsia uniflora

29. Manacá-da-serra – Tibouchina mutabilis

30. Manjericão - Ocimum basilicum

31. Maranta – Calathea sp

32. Melancia - Citrullus lanatus

33. Orégano ou orégão - Origanum vulgare

34. Orelha-de-onça – Tibouchina grandiflora

35. Orquídeas – diversos gêneros testados

36. Podocarpo - Podocarpus macrophyllus

37. Pepineiro - Cucumis sativus

38. Pimentas - Capsicum sp.

39. Rosa - Rosa sp.

40. Rúcula - Eruca sativa

41. Ruélia - Ruelia sp.

42. Sanquésia - Sanchezia sp.

43. Samambaias - Dicksonia sellowiana, Blechunum brasiliense

44. Tagetes – Tagetes erectaFonte:


Fonte:

Site do Brasil: http://www.envec.com.br/

Tel.: +55 XX 11 3148-1514

       +55 11 7549-4988


Site do Japão: http://www.envec.co.jp/




sábado, 11 de dezembro de 2010

"SWATER" - COLETOR DE ÁGUA POR CONDENSAÇÃO DO AR MOVIDO A ENERGIA SOLAR

Parece ficção científica: Chineses criam coletor de água movido a energia solar (portátil?)



Fonte:

http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/1627/chineses_criam_coletor_de_agua_movido_a_energia_solar/






A dupla de designers chineses, Chun Yen Tsao e Hsing-TanYang, desenvolveu uma tecnologia capaz de ajudar as pessoas que têm dificuldades em conseguir água potável. O Swater, nome dado ao conceito, é um coletor que tem como objetivo recolher a água proveniente da condensação do ar e purificá-la através de um pequeno dispositivo que funciona com energia solar.






Com o auxílio de células fotovoltaicas e da luz do sol, o Swater coleta a água destilada limpa a partir da condensação. Medidas como essa são de extrema ajuda às pessoas que sofrem constantemente com a falta de água. Mesmo que o planeta Terra tenha 70% de sua formação composta por água, esse é um bem que já não está acessível a toda a população mundial.





A facilidade e utilidade do aparelho, que é ambientalmente correto, leva os criadores a crerem que um dia ele poderá ajudar a salvar o mundo. A tampa, em forma de sovela, tem um painel solar que gera a energia necessária para fazer funcionar o tubo de aquecimento elétrico e a luz para a esterilização da água. O ar entra pela parte superior e libera a água em um balde, onde ela é desinfetada. Um tubo de aquecimento evapora a água de modo que ela se condensa ao lado do aparelho e depois escorre para o fundo da caçamba, destilada, desinfetada e adequada para consumo humano. A tecnologia é ideal, principalmente, para regiões áridas.



Usina limpa capta água potável da umidade do ar


Redação do Site Inovação Tecnológica - 09/06/2009

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Usina limpa capta água potável da umidade do ar. 09/06/2009. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=usina-limpa-capta-agua-potavel-umidade-ar. Capturado em 25/01/2011.




O processo energeticamente autônomo funciona utilizando unicamente fontes renováveis de energia, captando água pura da umidade do ar mesmo em regiões extremamente secas.[Imagem: Logos Innovationen]



Engenheiros alemães desenvolveram um equipamento para captar água potável da umidade do ar, em um processo energeticamente autônomo e descentralizado que funciona utilizando unicamente fontes renováveis de energia.




"O processo que desenvolvemos é baseado exclusivamente em fontes de energia renovável, como coletores termossolares ou células fotovoltaicas, o que torna nosso método autônomo em termos de energia, podendo funcionar em regiões onde não há infraestrutura elétrica," explica o engenheiro Siegfried Egner, do Instituto Fraunhofer.



O que é umidade do ar?



A população está acostumada com a indicação da umidade do ar, sempre fornecida juntamente com a temperatura e as previsões de chuva nos programas que falam sobre as previsões do tempo.



Por mais seca que seja uma região, mesmo se for um deserto, o ar ambiente contém água. A umidade do ar é fornecida na forma de um percentual que expressa a relação entre a pressão parcial de vapor dágua presente na mistura ar-água em relação à pressão de saturação da água numa determinada temperatura.



Comumente mal explicada como se fosse fosse uma indicação da água contida no ar, a umidade relativa é uma medida que diz respeito unicamente às propriedades da água, sendo o ar apenas o meio de transporte, e não um veículo onde ela se encontraria "solubilizada".



Contudo, para a aplicação prática da produção de água a partir da umidade do ar, é bastante verificar que, com uma umidade relativa de 60%, que é a média mundial, um metro cúbico de ar carregará cerca de 18 gramas de água (considerando uma temperatura ambiente de 30º C).



Captação de água do ar ambiente



O processo de captação dessa água começa em uma torre vertical, na qual o ar ambiente é forçado de cima para baixo. A umidade contida no ar é capturada por uma salmoura higroscópica, uma solução salina que absorve a umidade.



Depois de entrar em contato com o ar, a salmoura é sugada por um tanque com pressão negativa - onde há um vácuo relativo em relação ao ambiente - localizado abaixo da superfície. No interior desse tanque, a salmoura é aquecida pela energia dos coletores solares.



Por causa do vácuo relativo, o ponto de ebulição do líquido é menor do que sob pressão atmosférica normal.



A água não-salina que se evapora é condensada e desce por tubos de forma controlada, num sistema que faz com que os tubos estejam sempre completamente cheios. A gravidade, sugando continuamente essa coluna de água, produz o vácuo que gera a pressão negativa no interior do tanque principal, dispensando uma bomba de vácuo.



A salmoura reconcentrada, já sem a água absorvida na primeira etapa do processo, é recirculada pela torre, iniciando um novo ciclo.



Coletor de umidade



O conceito foi testado com sucesso em um protótipo de laboratório, levando os pesquisadores a concluírem que o conceito é adequado para vários tipos de instalações, inclusive para abastecimento de edifícios individuais e hotéis.



Agora eles se preparam para construir uma planta-piloto que avaliar o funcionamento do coletor de umidade em larga escala.










sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

CURSO ONLINE GRATUITO DE EFICIENCIA ENERGÉTICA - PROCEL

Curso online de eficiência energética - PROCEL

Fonte: http://www.matrizlimpa.com.br/




O Programa Nacional de Conservação de Eenergia Elétrica (Procel) disponibilizou um curso dirigido a todos que desejam fazer um uso eficiente da energia elétrica em suas residências. O curso tem quatro módulos, que abordam conceitos de energia e eficiência energética; tecnologias e equipamentos; hábitos para a redução do desperdício de energia; e uma avaliação sobre o aprendizado na última etapa
São eles “Se ligue!”, “Pura Energia”, “Atitude Eficiente” e “Avaliação”. Ao final da avaliação online do curso de eficiência energética, é possível obter um pequeno certificado. O usuário, além da gratuidade do curso, tem a vantagem de fazê-lo de acordo com o seu próprio tempo.
  
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PRIMEIRA FÁBRICA BRASILEIRA DE PAINÉIS FOTOVOLTAICOS SERÁ INSTALADA NA BAHIA

Primeira fábrica brasileira de painéis fotovoltaicos será instalada na Bahia





Fonte: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/1634/primeira_fabrica_brasileira_de_paineis_fotovoltaicos_sera_instalada_na_bahia/

Postado em 08/12/2010 às 14h12


O Brasil ganhará sua primeira fábrica de painéis fotovoltaicos, o local escolhido é o município de Lauro de Freitas, na Bahia. O grupo português VIV Energia Renovável é o responsável pela construção da fábrica, que está em fase final de negociação.

Segundo o Jornal da Energia, as obras da unidade terão início em meados de 2011, porém, os investidores pretendem montar uma instalação de uma linha de montagem temporária. A intenção do grupo é que cerca de 93% dos componentes para os painéis seja de fabricação local, adquirido junto a fornecedores nacionais. Já o "cérebro" das placas, viriam de parceiros da VIV na Espanha.



Otávio Mangano Fernandes, um dos sócios do empreendimento, concedeu uma entrevista exclusiva ao Jornal da Energia. De acordo com o jornal, o grupo já tem o apoio do governo da Bahia e agora está correndo atrás de detalhes burocráticos, como abertura de empresa e recrutamento de novos parceiros que se interessem pelo negócio. Porém, a maior parte do capital virá dos portugueses, que também são os responsáveis pelo desenvolvimento do projeto. A estimativa de Fernandes é de que o investimento seja próximo de R$2,5 milhões somente em equipamentos para a linha de montagem.



Inicialmente os painéis serão vendidos para prédios comerciais, residências e até mesmo em casas populares, como as programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida. Instalações em locais de difícil acesso e em estádios de futebol (pensando na Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016) também são oportunidades observadas por Fernandes.



"Vamos mostrar nosso produto para o Brasil. Temos estudos que mostram que, realmente, o País está muito atrasado nesse segmento (solar). Há a possibilidade de se colocar isso no mercado, e há um campo muito grande para se trabalhar", prevê o investidor. Para ele, o País "focou muito na energia eólica e esqueceu o potencial solar".



Além dos painéis, o grupo pretende lançar no mercado outros produtos envolvendo a energia solar, como os postes de iluminação pública que utilizam módulos fotovoltaicos para abastecer lâmpadas LED, sistemas completos para aquecimento de água com a energia do sol e bombas de sucção de água alimentadas pelos painéis. "Os postes, por exemplo, são muito competitivos. Podemos trabalhar eles junto aos municípios, e também com resorts, condomínios, hospitais", afirma Fernandes.



Segundo a VIV, os funcionários da planta também serão treinados, tanto no Brasil como no exterior. Alem disso, o grupo pretende fechar parcerias com universidades para treinar mão de obra para a futura fábrica e para o desenvolvimento de novos projetos e tecnologias.



"Nosso foco é mesmo o mercado interno, já que não temos essas placas por aqui, e vamos trazer a um preço acessível. Existe uma intenção muito forte em firmar parcerias com construtoras de primeira linha. Hoje o Brasil virou um canteiro de obras muito grande, tem Minha Casa, Minha Vida, Luz Para Todos, estádios para a Copa. Tudo isso pode ser feito com energia fotovoltaica", resume o empresário.



Segundo a organização ambiental Greenpeace, essa notícia representa um passo muito importante para o desenvolvimento da energia solar no Brasil. A fabricação local deverá reduzir os custos dos painéis. Porém, a ONG lembra que a viabilidade deste tipo de geração depende de uma política que proteja essa fabricação e garanta incentivos para que consumidores de eletricidade comprem os painéis.


Ministérios se unem para incentivar energia solar


Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=incentivo-energia-solar-brasil&id=010115101229



Embora a matriz energética brasileira já seja predominantemente baseada em energias renováveis e o Brasil tenha elevado potencial de irradiação, a participação da energia solar ainda é incipiente no País.




Reportagem recente da revista Photon (importante publicação de energia solar fotovoltaica em âmbito internacional) intitula o Brasil como "o gigante que está dormindo embaixo do sol".



Mas talvez este cenário possa começar a mudar a partir de 2011.



A reboque das iniciativas do setor privado, voltadas sobretudo para o uso da energia solar térmica para o aquecimento de água residencial, o governo federal deu os primeiros passos para uma política pública mais sólida para o setor da energia solar no Brasil.



Energia heliotérmica



Foi assinado nesta semana, em Brasília, um Acordo de Cooperação Técnica entre os ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e de Minas e Energia (MME) com o objetivo de fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico para o aproveitamento da energia solar no Brasil.



O foco dos esforços será a energia heliotérmica, que usa concentradores solares para aquecer fluidos e gerar eletricidade.



O princípio de funcionamento de uma usina heliotérmica é similar ao de uma termelétrica, com a diferença que o calor que alimenta as turbinas é gerado pela luz do Sol. Atualmente existem três tecnologias principais na área: cilindros parabólicos, torre central e disco parabólico.



O acordo entre os Ministérios prevê o acompanhamento conjunto de atividades, compartilhamento de informações, fomento para a elaboração de projetos-piloto, de pesquisa e demonstrações, de capacitação técnica e de acordos nacionais e internacionais, além da criação um Comitê Gestor.



Heliotérmica em Pernambuco



De acordo com o Coordenador de Energia e Inovação de Tecnologia do MCT, Eduardo Soriano, "o acordo vai alavancar a implantação da Planta Piloto de Geração Heliotérmica no Semiárido", em Pernambuco, com aporte inicial de R$ 23 milhões, sendo R$ 18 milhões do Fundo Setorial de Energia (CT-Energ) e R$ 5 milhões da Secretaria de Ciência Tecnologia e Meio Ambiente do estado (Sectma).



A Plataforma de Pesquisa Experimental abrange tecnologias de diversos tipos de sistemas, nos moldes de plataformas de pesquisa existentes no exterior, como a de Almeira (na Espanha). A primeira tecnologia a ser implantada será a de cilindros parabólicos.



O projeto conta com parceiros como a Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Fapape), o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), dentre outras instituições em fase de negociação.



Tecnologia solar no Brasil



Na avaliação do ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, o documento é um marco do desenvolvimento da tecnologia solar no Brasil e, para isso, é essencial que o País elabore mecanismos que estimulem a produção de pesquisas e tecnologia nacional.



"É importante o Brasil não somente ir lá fora e comprar uma central solar, mas trazer a comunidade acadêmica, centros de pesquisa e também, numa outra etapa, as empresas que pretendem participar de todo o processo", afirmou Zimmermann.




quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A EVOLUÇÃO DOS BANHEIROS CONVENCIONAIS (QUE UTILIZAM ÁGUA PARA DESCARGA) - PARTE 1

Trata-se do item B.1 sobre idéias dos parques urbanos sustentáveis.


Vamos conhecer um pouco sobre a evolução (e curiosidades) dos banheiros para propormos o banheiro do futuro.


O banheiro na história:



Visite o blog o vaso lírio e o sitio muito interessante da DECA, a respeito do assunto:

http://ovasolirio.blogspot.com/2008/10/o-vaso-sanitrio-no-incio-dos-nossos.html

Fonte das fotos antigas: Crédito de http://www.decaclub.com.br/bhistoria/site.asp?P=1




Latrinas e termas na Bulla Regia, planta de A. Oliver. In Ruines de Bulla Regia, séc. XIII. Apud Duby, George e Ariès, Philippe (org.) História da Vida Privada, volume 1. São Paulo, Companhia das Letras, 1989.

Os gregos e os romanos são precursores de sistemas hidráulicos que canalizaram águas pluviais e fluviais, conduzindo-as para as residências e para as termas.



Os "tigres". In A Semana Illustrada, Rio de Janeiro, 1861, p. 36. Coleção Guita e José Mindlin, São Paulo. Fotografia Lúcia Loeb

Nas residências, os detritos dos penicos eram esvaziados em grandes tonéis chamados de Tigres que, por sua vez eram despejados no rio mais próximo ou no mar.



Closet de pedestal em sanitário azulejado, projeto presente em um tratado sobre saúde pública. In Hellyer, Traité de la salubrité des maisons, 1889. Biblioteca Nacional, Paris. Apud Duby, George e Ariès, Philippe (org.) História da Vida Privada, volume 4. São Paulo, Companhia das Letras, 1991


I- No ocidente:



Em 2010, no Brasil: Bacia sanitária (francesa) com valvula de descarga




Em 2010, no Brasil: bacia sanitária com caixa acoplada


II- No Oriente:


Banheiro turco e sua influencia nos países asiáticos

Bacia turca




Em 2010, uma "bacia" sanitária made in Japan...nada acessível.



...com instruções de uso para os turistas...





As bacias sanitárias (no modelo frances)  high tech no Japão, possuem dispositivos multiuso  tais como: bidê, higienização, secagem, desodorizador, aquecedor do assento, lavatório durante a descarga... também emite um som ambiente para "mascarar" os ruídos produzidos pelos usuário no wc.





Este modelo de bacia sanitária é de origem francesa e precisa de instruções para uso também...


Conclusão:

O conceito de descarga hidrica dos dejetos não mudou muito ao longo do tempo (mais pelo conforto e estética) e o problema de saneamento básico persiste em muitas cidades brasileiras, poluindo córregos, rios e represas com o esgoto.
Segundo Francisco Arroyo Galván Duque, se desperdiça cerca de 15.000 litros de água tratada ou potável por pessoa por ano, para evacuar apenas 35 kg de fezes e 500 litros de urina por pessoa/ano, e nos países em desenvovilmento, mais de 90% do esgoto não é tratado. Fonte: http://www.ruaf.org/sites/default/files/Ecological%20Sanitation%20and%20UA.pdf
No trabalho,  "Evolução histórica das instalações hidráulicas", de autoria de Francisco Romeu Landi, fonte: http://publicacoes.pcc.usp.br/PDF/BTs_Petreche/BT100-%20Landi.pdf, consta que por volta do ano 1700, havia uma "latrina seca de Moule", com dispositivo para recobrir de terra seca, o dejeto coletado no vaso.
No sanitário ecológico seco da permacultura, recobre-se com serragem de madeira ou folhas secas, como veremos adiante.







quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

PARQUES SUSTENTAVEIS VISITA O SISTEMA DE WETLANDS CONTRUÍDO DA COMUNIDADE DE SERVIÇO EMAÚS EM UBATUBA-SP



PARQUES SUSTENTAVEIS VISITA O SISTEMA DE WETLANDS CONSTRUÍDO DA COMUNIDADE DE SERVIÇO EMAÚS UBATUBA-SP


Trata-se do item B.2 das ideías sobre parques urbanos sustentáveis.




HISTÓRIA DO EMAÚS UBATUBA


Sintetizado no príncipio de "Servir primeiro os que mais sofrem", a Comunidade de Serviço Emaús Ubatuba nasceu em 1990 e foi fundada oficialmente em fevereiro de 1994, pelo padre João Benevides Rosário, de Cachoeira Paulista. Para conduzir o projeto da comunidade em Ubatuba, o padre convidou Sr. Jorge da Cruz Oliveira, baiano de Ipiaú, ex-morador de rua, que já desenvolvia trabalhos sociais com jovens de rua, em sua cidade. Com base no lema do Movimento Emaús, constituído de pessoas livres e inconformadas com a miséria, sua missão era então restituir a dignidade das pessoas carentes de Ubatuba, através da educação e do trabalho. Com recursos obtidos da Comunidade Emaús da Europa e do Movimento Emaús Internacional, Sr. Jorge arregaçou as mangas e, em sistema de mutirão, construiu 20 casas, num terreno de 33 mil metros quadrados, abrigando inicialmente famílias da favela da Rua Rio Grande do Sul. Atualmente, o Emaús acolhe cerca de 24 famílias em 23 casas, beneficiando cerca de 114 pessoas carentes e desenvolvendo atividades que visam a autossustentabilidade da comunidade. Além disso, oferece cursos que promovem a valorização humana e a conciliação do homem com o meio ambiente.
 
 
Sr. Jorge da Cruz Oliveira com a equipe dos parques sustentáveis




Enéas Salati é diretor técnico da FBDS - Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável e membro do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. Entre os mais de 120 trabalhos científicos que publicou em revistas nacionais e internacionais, são recorrentes temas como hidrologia, recursos hídricos e a recuperação de águas com o sistema wetlands – que utiliza plantas aquáticas para tratar o esgoto.


Tanques de tratamento



 
 
Entrevista com o engº Enéas Salati a respeito do Sistema Wetlands Construído

Planeta Sustentável - 19/03/2010

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/agua-esgoto-eneas-salati-entrevista-saneamento-basico-541860.shtml


Por Thays Prado




Temos tecnologia para tratar qualquer água ou ela pode atingir um ponto em que não há mais como tratá-la?

Já existem tecnologias para tratar qualquer água. No Texas, por exemplo, é possível transformar esgoto em água potável. Água é H2O, o resto são materiais suspensos ou dissolvidos, que podem ser eliminados. A questão é que quanto pior a qualidade da água, mais caro o processo de tratamento.
Mas no Brasil, especialmente nos bairros mais pobres - e não precisamos ir muito longe -, o que ainda vemos é muito esgoto convivendo com a comunidade, correndo pelas ruas, com as crianças pisando em cima. E isso é uma questão de saúde muito séria.
O que os cidadãos poderiam fazer para resolver esse problema sem depender tanto do poder público?

É possível pensar em processos naturais de despoluição do esgoto por meio de solo filtrante e plantas. O que fizemos na comunidade de Emaús, em Ubatuba, é um exemplo. Antes, as fossas sépticas não eram capazes de suportar o esgoto gerado pelas famílias, que corria a céu aberto ao lado das casas. Há quinze anos, em parceria com a prefeitura e o auxílio da comunidade, realizamos uma obra para fazer o tratamento primário, secundário e terciário do esgoto. Esse é o único local no litoral brasileiro que possui tratamento de esgoto completo.
Como funciona?

O esgoto passa por um solo filtrante, permeável, onde há arroz plantado. O processo de filtragem é feito pelas raízes – que absorvem matéria orgânica – de baixo para cima, de modo que a água chega à superfície já bastante purificada e livre de odores. Depois, ela passa para um tanque com girinos e plantas aquáticas flutuantes, como aguapés, que se alimentam das bactérias, segue por uma vala com britas e por um tanque com tilápias que eliminam larvas de mosquito.
E as plantas podem ser consumidas?

Não, mas vão para a compostagem e são utilizadas para a produção de adubo para as hortas e de esterco para as criações animais.
E isso pode ser aplicado em outros locais?

Pode desde que se domine a técnica, ou o processo não funciona. Esse sistema já foi aplicado para o tratamento de águas residuais em usinas de açúcar, para diminuir sua carga orgânica antes de ser lançada no rio. E, em princípio, sai mais barato do que o tratamento convencional. A técnica é recomendada especialmente em cidades menores ou, nas grandes cidades, em bairros. Isso porque, nesse segundo caso, como o volume de esgoto é maior, demanda-se uma área maior para fazer o tratamento. Uma cidade que possui mais de um rio pode realizar o tratamento de esgoto em diferentes pontos em vez de jogá-lo todo em um único local.


Aguapés