quarta-feira, 16 de julho de 2014

Chácara do Jockey vai virar parque municipal

Qua, 16/07/2014 às 18:06

Em SP, Chácara do Jockey vai virar parque municipal



Adriana Ferraz e Rafael Italiani | Agência Estado

A Chácara do Jockey, uma área verde de 169 mil m² localizada na região do Butantã, na zona oeste de São Paulo, será transformada em parque municipal. O anúncio será feito na tarde desta quinta-feira, 17, pelo prefeito Fernando Haddad (PT), que deve pagar R$ 64 milhões pela desapropriação do terreno utilizado atualmente como escolinha de futebol. Dono da área, o Jockey Club de São Paulo aceitou negociar o valor em troca de um abatimento na dívida de IPTU que mantém com a Prefeitura.
O orçamento foi aprovado em reunião realizada nesta terça-feira, 15, na Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente. Mas, de acordo com o Jockey, o valor ainda pode ser alterado. O futuro parque fica na Avenida Professor Francisco Morato e foi adquirido nos anos de 1970 para servir como apoio no treinamento dos animais. Desde 2005, no entanto, somente o clube de futebol Pequeninos do Jockey funciona no local.
A decisão de abrir a área à população vem ao encontro do desejo da população local, que já promoveu manifestações e abaixo-assinados pela instalação do parque. Na gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), o terreno chegou a ser considerado de interesse público, mas o decreto que permitiria a desapropriação expirou sem que a Prefeitura fizesse uma proposta formal pelo local. Uma página no Facebook também foi criada pelos vizinhos da Chácara Jockey com o objetivo de pressionar a Prefeitura e a Câmara Municipal a dar uso público ao espaço.
Na tarde desta quarta-feira, 16, os organizadores da página comemoram o anúncio e informaram que aguardam a presença de Haddad no local às 14h30 desta quinta. A Prefeitura ainda não divulgou a agenda do prefeito, mas a direção do Jockey já confirmou presença.

Plenária do Fórum Agenda 21 Macro Leste

Convidamos para a Plenária do Fórum Agenda 21 Macro Leste:
Data: 19/07/2014 (sábado)
Horário: 10h-13h
Local: Espaço Benfeitores da Natureza - Sesc Itaquera

Pauta:
10h- Plenária
 
11h30 - GT Conflitos da Ocupação Urbana 


Forte abraço

Cintia Okamura
 



http://forumag21macroleste.webnode.com.br

Obs. A plenária reúne representantes dos três setores (poder público,
iniciativa privada e sociedade civil) das onze regiões administrativas que
compõe a Macro Leste (Aricanduva, Cidade Tiradentes, Ermelino Matarazzo,
Guaianases, Itaim Paulista, Itaquera, Mooca, Penha, São Mateus, São Miguel
e Vila Prudente)  e ocorre uma vez por mês (3º sábado) 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Curso online para o Cadastro Ambiental Rural oferece 31 mil vagas

Meio Ambiente - 14/07/2014 - 09:50 
Curso online para o Cadastro Ambiental Rural oferece 31 mil vagas 

http://www.capitalnews.com.br/ver_not.php?id=265545&ed=Meio%20Ambiente&cat=Not%C3%ADcias

Estão abertas as inscrições para o curso à distância de Capacitação para o Cadastro Ambiental Rural (CapCAR). Serão oferecidas 31 mil vagas, distribuídas em quatro turmas, sendo que a primeira vai priorizar a inscrição de profissionais de órgãos públicos de meio ambiente e extensão rural. A inscrição é gratuita e fica aberta até o dia 20 de julho para a primeira turma, por meio do site: http://hotsite.mma.gov.br/capcar/. As turmas seguintes serão abertas quando a primeira for finalizada. As informações são do portal do Ministério do Meio Ambiente.
O curso é resultado das ações de fomento e apoio à implementação da Lei nº 12.651/2012 (Novo Código Florestal), que criou o CAR. O objetivo é formar facilitadores para o cadastramento de imóveis rurais no CAR, com prioridade para o apoio aos proprietários ou posseiros rurais que tenham área de até quatro módulos fiscais e desenvolvam atividades agrossilvipastoris, conforme previsto na lei.
O curso, chamado de CapCAR, tem duração de 78 horas, com dedicação média de 12 horas semanais, e será ministrado em até sete semanas. A primeira turma começa no dia 12 de agosto. Cada turma será acompanhada por um tutor (docente on-line), preparado para tirar dúvidas de conteúdo e de uso das ferramentas. Os participante receberão um certificado de curso de extensão emitido pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Mais informações pelo site: http://hotsite.mma.gov.br/capcar/.


Fonte: Alessandra Marimon (Especial para o Capital News - www.capitalnews.com.br) 

Política estadual de resíduos sólidos em São Paulo

Saiba um pouco mais da política estadual de resíduos sólidos em São Paulo



14 de julho de 2014
Por 

Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos
Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos

A Política Estadual de Resíduos Sólidos, criada pela Lei 12.300, de 16 de março de 2006, foi um dos temas mais amplamente discutidos na Assembleia Legislativa de São Paulo nos últimos dez anos. Ao longo de quase dois anos, foram feitas várias audiências públicas, encontros técnicos e consulta a especialistas, órgãos governamentais e ao setor produtivo para a criação dessa legislação pioneira que define princípios e diretrizes, objetivos e instrumentos para a gestão integrada e compartilhada de resíduos sólidos.
Com o objetivo de prevenir e controlar a poluição, proteger e recuperar a qualidade do meio ambiente e promover a saúde pública, essa política visa assegurar o uso adequado dos recursos ambientais no Estado de São Paulo. Para isso estabelece alguns princípios, como a visão sistêmica na gestão dos resíduos sólidos que leve em consideração as variáveis ambientais, sociais, culturais, econômicas, tecnológicas e de saúde pública, a gestão integrada e compartilhada dos resíduos sólidos por meio da articulação entre Poder Público, iniciativa privada e demais segmentos da sociedade civil e a cooperação interinstitucional com os órgãos da União e dos municípios, bem como entre secretarias, órgãos e agências estaduais.
Vale destacar ainda que a lei valoriza a promoção de padrões sustentáveis de produção e consumo, a prevenção da poluição mediante práticas que promovam a redução ou eliminação de resíduos na fonte geradora e a minimização dos resíduos por meio de incentivos às práticas ambientalmente adequadas de reutilização, reciclagem, redução e recuperação. Além disso, assegura à sociedade o direito à informação, oferecida pelo gerador, sobre o potencial de degradação ambiental dos produtos e o impacto na saúde pública.
Outro ponto relevante é o acesso da sociedade à educação ambiental e a adoção do princípio do poluidor-pagador, que se impõe como um dos pilares dessa política, que define a matriz de responsabilidade integrada por produtores ou importadores de matérias-primas, de produtos intermediários ou acabados, transportadores, distribuidores, comerciantes, consumidores, catadores, coletores, administradores e proprietários de área de uso público e coletivo e operadores de resíduos sólidos em qualquer das fases de seu gerenciamento.
Entre os objetivos centrais dessa política, destacam-se a redução da quantidade e da nocividade dos resíduos sólidos, evitar os problemas ambientais e de saúde pública por eles gerados e a erradicação dos “lixões”, “aterros controlados”, “bota-foras” e outras destinações inadequadas. Por outro lado, procura promover a inclusão social de catadores, nos serviços de coleta seletiva, fomentando a implantação desses sistemas de coleta nos municípios. Para incentivar a cooperação intermunicipal, procura estimular a busca de soluções consorciadas e conjuntas dos problemas de gestão de resíduos de todas as origens.
Inovação
A Política Estadual de Resíduos Sólidos (PERS) de São Paulo é anterior à congênere nacional. Regulamentada pelo Decreto Estadual 54.645, de 5 de agosto de 2009, a PERS categoriza os resíduos sólidos conforme a origem e define gestão integrada e compartilhada. Ela inova com princípios como a promoção de padrões sustentáveis de produção e consumo, a prevenção da poluição por redução na fonte, a adoção dos princípios do poluidor-pagador e da responsabilidade pós-consumo.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei Federal no 12.305, de 2 de agosto de 2010, após 21 anos de tramitação, trouxe também como princípios a prevenção e a precaução, classificando os resíduos sólidos quanto à origem e à periculo¬sidade, fazendo a distinção entre resíduo (material que pode ser reaproveitado ou reciclado) e rejeito (o que não é passível de reaproveitamento ou reciclagem).
Considerando os princípios da gestão integrada e compartilhada, ficaram estabelecidos pela PERS como responsáveis pela gestão de resíduos sólidos:
” todos os geradores, equiparando-se ao gerador o órgão municipal ou a entidade responsável pela coleta, pelo tratamento e pela disposição final dos resíduos urbanos;
” os geradores de resíduos industriais, sendo responsáveis pelo gerenciamento desde a geração até a disposição final;
” os produtores ou importadores de matérias primas, de produtos intermediários ou acabados, transportadores, distribuidores, comerciantes, consumidores, catadores, coletores, administradores e proprietários de área de uso público e coletivo e operadores de resíduos sólidos em qualquer das fases do gerenciamento dos resíduos sólidos;
” o gerador, no caso do emprego de resíduos industriais perigosos, mesmo que tratados, reciclados ou recuperados para utilização como adubo, matéria prima ou fonte de energia, bem como no caso de suas incorporações em materiais, substâncias ou produtos (o que dependerá de prévia aprovação dos órgãos competentes);
” no caso de ocorrências envolvendo resíduos que coloquem em risco o ambiente e a saúde pública, o gerador, nos eventos ocorridos em suas instalações; o gerador e o transportador, nos eventos ocorridos durante o transporte de resíduos sólidos; o gerador e o gerenciador de unidades receptoras, nos eventos ocorridos nas instalações destas últimas.
Plano Estadual de Resíduos Sólidos
Como instrumentos de implementação da Política Estadual de Residuos Solidos elecam-se o planejamento integrado e compartilhado do gerenciamento dos resíduos sólidos, os Planos Estadual e Regionais de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, os Planos dos Geradores, Inventário Estadual de Resíduos Sólidos; Ver tópico, o Sistema Declaratório Anual de Resíduos Sólidos, entre outros.
Neste momento, São Paulo está discutindo o Plano Estadual de Resíduos Sólidos, que segundo a Secretaria estadual de meio ambiente, faz parte de um processo que objetiva provocar uma gradual mudança de atitudes e hábitos na sociedade paulista, cujo foco vai desde a geração até a destinação final dos resíduos. Esse plano “permitirá ao Estado programar e executar as atividades capazes de transformar a situação atual em uma condição desejada, manifesta pela sociedade, e viável pelo Poder Público, de modo a aumentar a eficácia e a efetividade na gestão de resíduos ” a vigência do Plano Estadual será por prazo indeterminado, o horizonte de atuação será de vinte anos e as revisões serão feitas a cada 4 anos.
A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo está apresentando para consulta pública uma versão preliminar do Plano Estadual de Resíduos Sólidos, que, como mencionado, é um instrumento previsto nas Políticas Nacional e Estadual de Resíduos Sólidos e que faz parte de um processo que objetiva provocar uma gradual mudança de atitude, hábitos e consumo na sociedade paulista. A Versão Preliminar do Plano Estadual de Resíduos Sólidos ficará disponível para consulta pública, no período de 26 de junho a 5 de agosto de 2014, na página da SMA na internet, para colher pareceres e opiniões sobre as informações e análises realizadas.
O primeiro volume do documento oferecido ao público é intitulado Panorama dos Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo. Ele apresenta um levantamento de informações sobre a gestão de resíduos sólidos no Estado. Essas informações subsidiarão as próximas etapas de elaboração do Plano Estadual: definição de critérios para a regionalização e estratégias para a integração e cooperação intermunicipais; proposição de cenários e de diretrizes e metas relativas à gestão dos resíduos sólidos no território do estado; proposição de programas, projetos e ações correspondentes às metas propostas; e a definição de meios de monitoramento das metas e de controle social.
Quadro da gestão de resíduos sólidos no Estado de São Paulo
O documento Panorama dos Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo apresenta um diagnóstico preliminar e ainda incipiente da situação atual dos resíduos sólidos no Estado de São Paulo e fornece informações necessárias para a avaliação e embasamento das propostas e ações governamentais necessárias ao atendimento das políticas nacional e estadual. As informações utilizadas no diagnóstico, conforme adverte a própria Secretaria de Meio Ambiente, são basicamente dados secun¬dários provenientes de órgãos públicos das três esferas governamentais, instituições oficiais de pesquisa e instituições privadas especializadas no tema. Ou seja, muitas dessas informações não estavam padronizadas, o que impede uma análise temporal. Porém, constituem uma importante fonte de informações para conhecer a situação atual do Estado no que tange a gestão dos resíduos sólidos. Desse modo, vale conhecer algumas informações, números levantados e conclusões.
Uma das ferramentas utilizadas neste diagnóstico foi o índice de geração de resíduos(IGR), calculado anualmente desde 2007, que tem por objetivo avaliar a gestão dos resíduos sólidos nos municípios paulistas e assim subsidiar a proposição e implantação de políticas públicas estaduais e municipais. Os dados para a construção do IGR são obtidos por meio de um questionário declaratório, não obrigatório.
Os resultados avaliados foram divididos em 3 categorias: Ineficiente (IGR ≤ 6,0), Mediana (6,0 < IGR ≤ 8,0) e Eficiente (8,0 < IGR ≤ 10,0). Assim, ao analisar os dados do IGR 2013, verifica-se que dos 506 municípios respondentes, 273, ou seja, 54% se enquadraram como ineficientes; 224, equivalente a 44%, encontram-se em situação mediana; e apenas 9, ou 2% do total, foram enquadrados como eficientes.
No que diz respeito à existência de legislação específica para a gestão de resíduos sólidos, 240 dos 500 municípios que responderam a essa questão afirmaram possuir esse tipo de legislação. Já com relação à existência de um Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, dos 496 municípios que responderam a essa questão, 302 afirmaram possuir o plano.
Geração
Nove municípios com mais de 500.000 habitantes são responsáveis por mais de 50% do total de resíduos gerados no Estado. Os 135 municípios que integram as Regiões Metropolitanas e Aglomerações Urbanas representam 20,93% dos municípios do total do Estado, mas possuem 70,48% da população urbana e são responsáveis por 74,12% da geração dos resíduos sólidos urbanos. Destaca-se ainda a Região Metropolitana de São Paulo com estimativa de geração de 20.592,78 t/dia, ou seja, aproximadamente 54% dos resíduos sólidos urbanos gerados no estado de São Paulo.
Coleta
Como destaca o estudo, os serviços de coleta e transporte dos resíduos sólidos urbanos são de responsabilidade municipal e podem ser efetuados pelo órgão municipal encarregado da limpeza urbana, com infraestrutura e recursos próprios para essa finalidade ou por serviço terceirizado.
Conforme aponta o IBGE, a coleta regular dos resíduos sólidos está amplamente disseminada por todo o Estado. Dados de 2011 apresentados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) mostram que esse serviço é praticamente universalizado e atende a 99,8% dos moradores em domicílios particulares permanentes nas áreas urbanas do Estado.
O recolhimento dos resíduos sólidos urbanos pode ser realizado de forma seletiva, separando-se os resíduos úmidos ” compostos, principalmente, por materiais orgânicos ” dos resíduos secos ” compostos, principalmente, de materiais passíveis de reaproveitamento e reciclagem, tais como papéis, plásticos, vidro, alumínio, entre outros.
Tratamento
Embora a Política Nacional de Resíduos Sólidos estabeleça o limite de agosto de 2014 para a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos, no Estado de São Paulo, assim como em todo país, ainda são incipientes os mecanismos adotados para o tratamento dos resíduos sólidos urbanos. Porém, há em São Paulo algumas experiências em formas de tratamento e recuperação de matérias e energia, como a produção de Combustível Derivado de Resíduos (CDR) ou de digestão anaeróbia e gaseificação, empregadas para resíduos industriais e pneus.
Apesar de a grande maioria dos levantamentos gravimétricos apontar para percentuais superiores a 50% de geração de resíduos de origem orgânica, são poucas as unidades de compostagem hoje em operação no Estado, o que implica o encaminhamento da maior parte desses resíduos para os aterros. Isso, diz o estudo, deve-se a questões das mais diversas, como a baixa qualidade da matéria prima, falta ou falhas de separação na fonte e de coleta seletiva e dificuldades de operação, manutenção e colocação do composto no mercado.
Disposição final
O crescimento econômico e o consequente aumento contínuo do consumo na última década, segundo dados do IBGE, têm sido acompanhados pela maior abrangência da coleta regular e pelos baixos índices de coleta seletiva e de tratamento dos resíduos sólidos urbanos. Estes fatores, ainda predominantes no Estado, demonstram a complexa questão da gestão de resíduos sólidos e, consequentemente, da crescente dificuldade relacionada à disposição final apenas dos rejeitos.
Essa situação mostra-se mais delicada ao se estabelecer relações entre a vida útil dos aterros existentes e as necessidades futuras para criação de novos, limitadas pelas regulamentações/condicionantes ambientais, maior preço dos terrenos, sobretudo nas regiões metropolitanas, locais, justamente, em que há maior geração de resíduos. A esses problemas, somam-se outros de ordem ambiental e financeira, diante do aumento das distâncias entre os municípios em que são gerados e os locais em que podem ser dispostos os resíduos e, em breve, apenas os rejeitos.
Dessa forma, questões como a quantidade dos resíduos dispostos, qualidade dos aterros e a sua vida útil, o fluxo intermunicipal dos resíduos, a atuação do poder público e a terceirização dos serviços são fundamentais para serem discutidas dentro do planejamento e a gestão dos resíduos sólidos.
Tendo como base o IQR Nova Proposta, metodologia adotada a partir de 2011, verificou-se um aumento do número de municípios que dispunham os resíduos sólidos urbanos em instalações de disposição final de resíduos urbanos enquadradas na condição “adequada”, de 492, em 2011, para 590, em 2012.
Com relação ao local em que os Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) são dispostos, de acordo com Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Urbanos de 2012, a maioria dos municípios dispõe os resíduos localmente, no próprio município.
Em função de um número considerável de municípios (216) dispor os RSU em outras localidades, verifica-se um fluxo intermunicipal de resíduos, estimado em cerca de 20.000 t/dia, que segue uma lógica de mercado, na qual as empresas que oferecem esses serviços instalam suas unidades de tratamento e disposição nas proximidades dos maiores geradores e, por uma questão de racionalidade e logística, próximas às grandes rodovias do Estado.
Quanto à vida útil dos aterros de resíduos sólidos urbanos, a análise dos dados aponta para o número significativo de municípios, 424, ou cerca de 65% do total, que destinam seu RSU para aterros que se encontram no momento com vida útil menor ou igual a cinco anos, distribuídos por todo o Estado. A situação é ainda mais crítica para 253 municípios, cerca de 40% do total, que destinam para aterros que se encontram com vida útil menor ou igual a dois anos.
Além das dificuldades associadas à vida útil dos aterros hoje existentes, a PNRS estabelece que deve ser observada a seguinte ordem de prioridade para os resíduos sólidos: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição ambientalmente adequada dos rejeitos. Esta priorização impactará os processos de licenciamento ambiental, obrigando os executores a adotarem critérios e procedimentos que assegurem o recebimento somente de rejeitos. Por outro lado, as autorizações a serem dadas aos usuários dessas instalações conterão também restrições que levarão à necessidade de tratamento prévio dos RSU.
Gestão dos resíduos sólidos urbanos
De acordo com a publicação do IBGE, Perfil dos Municípios Brasileiros ” 2011, 520 dos 645 municípios paulistas, ou seja, cerca de 80% deles definiram um órgão como responsável pela regulação e fiscalização dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. E em sua maioria, 468 municípios, esse órgão é municipal: secretaria, departamento, divisão, setor ou similar.
No IGR 2013, uma das questões apresentadas era se o município possuía metas voltadas à melhoria da gestão dos resíduos sólidos. Das 500 respostas obtidas para essa pergunta, 448 municípios responderam afirmativamente, sendo que a coleta seletiva foi a mais citada, por 409 respondentes.
Contudo, apesar da percepção de algumas metas e ações para o aperfeiçoamento da gestão, verifica-se, de acordo com o diagnóstico do SNIS ” 2011, que uma ação básica na questão dos resíduos sólidos urbanos, referente ao uso de balança para pesagem rotineira dos resíduos sólidos urbanos coletados, não é majoritária entre os municípios da amostra.
No que tange aos aspectos financeiros da gestão dos RSU, o IGR 2013 questionou se a prefeitura destinava orçamento específico para gestão dos resíduos sólidos do município. Dos 496 respondentes a essa questão, 55% responderam afirmativamente.
Quanto aos aspectos financeiros da gestão dos RSU, a questão da cobrança pelos serviços tem ocupado um espaço cada vez maior nas discussões sobre o tema, havendo, inclusive uma discussão jurídica sobre a constitucionalidade dessa taxa. De acordo com o SNIS (2013), no Estado de São Paulo praticamente metade dos 378 municípios que participaram dessa amostra ainda não efetuavam cobrança por serviços regulares no manejo de resíduos sólidos urbanos, notadamente pela coleta de resíduos sólidos domiciliares. Cabe ressaltar que todos os nove municípios do Estado com mais 500.000 habitantes estão nessa amostra, sendo que em dois deles, São Paulo e Guarulhos, não há a referida cobrança.
Dos 191 municípios que declararam efetuar a cobrança, a grande maioria a faz por meio de taxa específica no boleto do IPTU. Com dados que na totalidade se aproximam dos apontados pelo SNIS, o Perfil dos Municípios Brasileiros ” 2011 do IBGE aponta que 309 municípios paulistas, cerca de 50% dos 645 efetuam alguma forma de cobrança pelo serviço de limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos, sendo que 143 destes municípios ofereciam algum tipo de subsídio para usuários de baixa renda.
Com fonte de informações www.al.sp.gov.br

Incentivar a população a denunciar quem suja a cidade

Secretaria do Meio Ambiente incentiva população a denunciar quem suja a cidade



por: Fernando Uhlmann
Data: 14/07/2014 | 15:58




A Secretaria Municipal do Meio Ambiente segue o trabalho de fiscalização contra o depósito irregular de lixo em terrenos baldios, ruas e containers localizados no centro da cidade. Nos últimos dias, apesar da limpeza regular dos containers por parte da empresa contratada para o recolhimento, a Administração Municipal verificou pontos de maior incidência de lixo no entorno dos mesmos. Em ação conjunta com a Brigada Militar, o pedido é que seja denunciada qualquer pessoa flagrada depositando lixo irregular ou retirando material dos containers que não seja para reciclagem. Os telefones para denúncia são o 3983-1034 ou mesmo o 190 da Brigada Militar.
Conforme o secretário municipal do Meio Ambiente, João Stahl, as câmeras de videomonitoramento já agem para coibir a ação de andarilhos, catadores e população que deposita lixo de forma irregular nos containers e lixeiras do centro da cidade. 'Apesar disso, precisamos que a população também nos ajude, que sejam os nossos olhos, fotografem e denunciem', completa.
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente, além de trabalhar a conscientização da população para separação correta de resíduos e manutenção da limpeza nas ruas do centro e bairros, estuda novas legislações que estabelecem punições mais severas àqueles que desrespeitam o meio ambiente.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Venâncio Aires

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Já estão abertas as inscrições para o Prêmio Cidades Sustentáveis

Já estão abertas as inscrições para o Prêmio Cidades Sustentáveis


O Prêmio, de abrangência nacional, tem como objetivo estimular os gestores públicos para a criação, manutenção e atualização de observatórios em seus respectivos municípios, contendo indicadores, programas de metas e informações relevantes sobre políticas públicas voltadas à qualidade de vida e ao desenvolvimento sustentável, assim como reconhecer e valorizar as experiências bem-sucedidas.
A iniciativa tem a parceria da Associação Brasileira de Municípios (ABM) e da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).
O público é restrito às prefeituras signatárias do Programa Cidades Sustentáveis que já assinaram a Carta-Compromisso formalizando a adesão ao programa. E estas prefeituras têm até o dia 31 de agosto para efetuar as inscrições.
As cidades serão contempladas nas categorias pequenas, médias, grandes e metrópoles, e o Prêmio, que terá como base o Programa Cidades Sustentáveis, será realizado em duas edições, sempre nos anos pares, de forma intercalada. 
Anúncio produzido voluntariamente pela Agência Peralta

domingo, 13 de julho de 2014

Carro: o novo cigarro?

Carro: o novo cigarro?
Publicação: 10 de Julho de 2014 às 00:00 | Comentários: 1
http://tribunadonorte.com.br/noticia/carro-o-novo-cigarro/287318
A+A-
Daladier Pessoa Cunha Lima
Reitor do UNI-RN

Tem carro demais em trânsito nas ruas das cidades brasileiras.  Somente no Brasil? Não, as urbes do mundo estão no sufoco, o ar é sujo ao extremo, o caos é quase uma constante e a qualidade de vida pede socorro.  Porém, tudo leva a crer que em nosso país o problema se agrava, pois a estratégia do governo para incentivar a economia inclui a redução de impostos para  veículos novos, além de crédito amplo para os prováveis compradores. Isso atende o legítimo sonho de consumo de muitos patrícios, qual seja o de possuir o carro próprio. Por outro lado, essa política, a longo prazo, faz agravar o problema do excesso de automotores a se moverem nas vias públicas urbanas. Agora, uma notícia chega para preocupar o governo, bem assim as hostes empresariais: em maio, a produção de veículos caiu 20% em relação ao mesmo mês do ano passado.  Mas essa notícia compraz os que se preocupam com a pletora de novas máquinas a queimarem combustíveis, a fazerem o que já é ruim se tornar pior, a transformarem as ruas nos locais de castigo dos que precisam se mover de um lugar para outro dentro das cidades. E o que fazer então?

Há algumas experiências no mundo – e aqui no Brasil também – que precisam ser mais conhecidas e adotadas, por conta dos êxitos obtidos.  O arquiteto Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba, fez o óbvio, ou seja, priorizou o transporte coletivo, no afã de reduzir o uso individual do carro.  Entre outras medidas, ele deu ênfase aos corredores de ônibus, em um projeto que ensejou conforto e pontualidade aos usuários.  O modelo da capital do Paraná foi levado para várias cidades do exterior, mas muito poucos seguidores surgiram no próprio país. Li uma ótima matéria, no caderno Ilustríssima da Folha de S. Paulo, edição 29/06/2014, sob o título “O declínio de uma paixão – Poderá  o carro tornar-se o novo cigarro?”, assinada pelo jornalista Raul Juste Lores. O autor diz que Lerner chamou o carro de “cigarro do futuro: você poderá continuar a usar, mas as pessoas se irritarão com isso”. Sobre o tema, o escritor, conferencista, empresário e futurista, o australiano Ross Dawson, assim se expressa: “Um dia as pessoas vão olhar para trás e se perguntar como era aceitável poluir tanto, da mesma forma como hoje pensamos sobre o tempo em que cigarro era aceito em restaurantes, aviões e lugares fechados”.

Os Estados Unidos estão na vanguarda com vistas a um futuro com menos automotores. Há uma palavra na língua inglesa – “gadget” –, para identificar qualquer pequeno equipamento ou ferramenta, tais quais os tablets e smartphones.  Pois bem, para o jornalista Greg Lindsay, professor da Universidade de Nova York, alguns “gadgets” são capazes de gerar entusiasmo muito maior no público americano do que o suscitado por um novo modelo de carro qualquer. De fato, o eixo da economia dos Estados Unidos se deslocou, haja vista a emblemática falência da cidade de Detroit, berço do esplendor da indústria do carro, que passou de 2 milhões de habitantes nos anos 1970, para 700 mil nos dias atuais. Em Nova York, 60% das viagens são agora em transporte público. O número de jovens que não dirigem no país dobrou entre 1983 e 2013.

A reação ao uso massivo do carro particular, cidades cortadas por seguras ciclovias, passeios e calçadas que permitem andar a pé, praças e parques no lugar das grandes áreas de estacionamento, o bom transporte público a roubar a cena, já começam a virar realidade, o que faz antever um futuro mais feliz para quantos residam em muitos núcleos urbanos ao redor do mundo.

COPA MAIS POLUENTE DA HISTÓRIA FOI TAMBÉM A MAIS SUSTENTÁVEL????

COPA MAIS POLUENTE DA HISTÓRIA FOI TAMBÉM A MAIS SUSTENTÁVEL

Para ministra do Meio Ambiente, evento abriu um precedente na gestão ambiental


Publicado em 10/07/2014 às 18:06 na categoria Sustentabilidade por Rosangela Sousa



A Copa do Mundo 2014, a mais poluente da história de acordo com estatísticas da Fifa, foi também a mais sustentável, e abriu "um precedente na gestão ambiental dos grandes eventos esportivos", disse nesta quinta-feira a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

A titular, em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, classificou como um sucesso os planos do governo brasileiro para reduzir o impacto ambiental do campeonato de futebol e destacou que os ministérios do Meio Ambiente, Esportes, Turismo e Desenvolvimento Agrário trabalharam juntos para definir as medidas de mitigação.

Segundo a ministra, o governo estabeleceu várias linhas de ação para garantir a sustentabilidade ambiental do Mundial, como a construção de estádios com tecnologias ecológicas certificadas.

De acordo com Teixeira, uma das linhas de ação mais destacadas foi a inauguração em São Paulo da primeira fábrica de separação de resíduos sólidos da América Latina.

"Em matéria ambiental, a Copa é um tremendo legado", disse a ministra.

A funcionária assegurou que o Castelão de Fortaleza, no nordeste do Brasil e uma das 12 sedes da competição, foi o primeiro do mundo a obter o certificado LEDE de projeto sustentável.

A certidão também foi outorgada aos estádios Fonte Nova (Salvador), Arena Pernambuco (Recife), Maracanã (Rio de Janeiro), Mineirão (Belo Horizonte) e Arena da Amazônia (Manaus).

Isso porque os estádios construídos ou modernizados para a Copa adotaram tecnologias para aproveitar a água de chuva, a luz solar, fontes renováveis de energia e iluminação de baixo consumo energético, entre outras.

Ao ser perguntada sobre os planos para reduzir as emissões poluentes enquanto aumenta o consumo devido à redução da pobreza, a ministra respondeu que "não existe qualidade de vida sem qualidade ambiental", e explicou que "Brasil está apostando em sustentabilidade apesar de não receber o reconhecimento dos países desenvolvidos".

O diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Achim Steiner, parabenizou na mesma entrevista coletiva o governo brasileiro pelo sucesso do "Green Passport", uma iniciativa para promover o turismo sustentável durante a Copa, no qual eram esperados cerca de 600 mil visitantes estrangeiros.

"Os próximos campeonatos mundiais de futebol se inspirarão no Brasil em matéria do meio ambiente", declarou Steiner.

A Fifa estima que a Copa 2014 gerará um total de 2,72 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono, número que triplica as emissões do campeonato da Alemanha 2006 e quase dobra o 1,62 milhão de toneladas métricas de CO2 do campeonato mundial realizado na África do Sul 2010.

A entidade máxima do futebol mundial atribui 84% das emissões da Copa aos deslocamentos dos visitantes ao longo do território brasileiro.

Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, o Mundial contaminará o equivalente a 534 mil veículos circulando durante um ano. 

Com agência EFE

Para ler notícias em tempo real, acesse: http://www.ultimoinstante.com.br 

Operação Copa do Mundo 2014

Ibama flagra passageira com carne de tatu no Galeão

Operação Copa do Mundo

Publicado11/07/2014 17:24Última modificação11/07/2014 17:24

Desde o início da ação, realizada em 12 aeroportos do País, já foram aplicados R$ 70 mil em multas no terminal do Rio de Janeiro
Divulgação/IbamaPassageira foi multada pelo Ibama em R$ 500 pelo transporte ilegal de espécie
Passageira foi multada pelo Ibama em R$ 500 pelo transporte ilegal de espécie
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) flagrou uma passageira com um tatu adulto abatido, durante fiscalização da Operação Copa do Mundo 2014. A ação foi realizada no domingo (6), no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, no Rio de Janeiro.
O tatu estava sendo transportado em uma caixa de isopor, já cortado em pedaços e congelado, por uma mulher que desembarcou de um voo vindo de São Luís, no Maranhão.
A passageira foi multada pelo Ibama em R$ 500 pelo transporte ilegal de espécime da fauna nativa brasileira. Ela responderá também na Justiça pelo crime ambiental e poderá ser condenada em até um ano de detenção.
Protegido por lei contra a caça, o comércio e o transporte ilegal, o tatu apreendido pelo Ibama é da mesma família do tatu-bola, espécie que está em perigo de extinção e foi escolhida pela Fifa como mascote da Copa do Mundo 2014.
Com a Operação Copa do Mundo 2014, o Ibama vem intensificando a fiscalização nos aeroportos de maior entrada e saída de estrangeiros no país. O objetivo é combater o tráfico de animais silvestres e outros crimes ambientais relacionados com o comércio exterior, como importação e exportação de biodiversidade e produtos perigosos.
Exportação ilegal de biodiversidade
Desde o início da operação no aeroporto do Rio de Janeiro, o Ibama vistoria o embarque e o desembarque dos voos internacionais e domésticos nas rotas consideradas críticas. Além da carne de tatu, agentes já multaram seis remessas irregulares de peixes ornamentais e apreenderam 540 quilos de algas-marinhas, que seriam exportados sem licença ambiental para os EUA.
A partir do flagrante de exportação irregular das algas, o Ibama fiscalizou a sede da empresa, em Tomás Coelho, onde apreendeu mais 200 quilos do organismo e aplicou multas que somaram R$ 30 mil.
Operação Copa em São Paulo
O aeroporto de Viracopos também foi cenário de apreensões e autuações por crimes ambientais. Agentes do Ibama e de proteção do aeroporto identificaram duas espécies de tartaruga (Podocnemis expansa) provenientes do estado do Amazonas na última semana.
Os animais estavam sendo transportados em uma caixa de sapatos por um passageiro que desembarcou de um voo vindo de Manaus, com destino ao Rio de Janeiro. Segundo informou o infrator, ele pretendia criá-los como animais de estimação e não possuía qualquer documento que comprovasse a origem ou qualquer autorização dos órgãos competentes que assegurasse a legalidade do transporte e da captura dos animais.
O passageiro foi autuado em R$ 10 mil por transportar espécies da fauna silvestre nativa constante da Convenção CITES sem a devida autorização do órgão ambiental competente. Os animais foram apreendidos e depositados no Bosque dos Jequitibás (zoológico), de Campinas (SP).
Fonte: 
Ibama

Que tal usar café para abastecer seu carro?

Que tal usar café para abastecer seu carro?

Redação do Site Inovação Tecnológica - 30/06/2014
SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Que tal usar café para abastecer seu carro?. 30/06/2014. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=usar-cafe-abastecer-carro. Capturado em 13/07/2014. 
Que tal tomar um cafezinho e reciclar o que sobrou para ajudar a encher o tanque do seu carro?
Esta é uma possibilidade real porque até 20% da borra de café - o que sobra depois que o café foi coado - é óleo puro.
Óleo de café
Vários grupos ao redor do mundo, incluindo brasileiros, já produziram biodiesel a partir da borra de café.
O grande desafio é extrair esse óleo para transformá-lo em biodiesel e garantir que a produtividade seja constante, independentemente do tipo de café que gerou a borra.
Isto não é mais problema, conforme demonstraram Rhodri Jenkins e seus colegas da Universidade de Bath, no Reino Unido.
Para ter certeza de que o processo funcionaria com todas as variedades de café, Jenkins e seus colegas produziram o biodiesel a partir de pó de café produzido em 20 regiões do mundo, incluindo versões cafeinadas e descafeinadas e vários tipos de cultivares.
Não apenas o rendimento foi consistente, como a qualidade do óleo produzido é menos variável do que se esperava.
Na média, o óleo produzido a partir das diversas amostras continha entre 44 e 50% de ácido linolênico, entre 35 e 40% de ácido palmítico, entre 7 e 8% de ácido oleico e entre 7 e 8% de ácido esteárico.
Transesterificação
A equipe extraiu o óleo do café por meio de um processo chamado transesterificação, no qual a borra do café é mergulhada em um solvente orgânico, sendo quimicamente transformada em biodiesel.
"Este óleo tem propriedades semelhantes às matérias-primas atuais usadas para produzir biocombustíveis. Mas, enquanto aquelas são cultivadas especificamente para a produção de combustível, a borra de café é resíduo. Ao utilizá-la, há um potencial real para produzir um biocombustível de segunda geração verdadeiramente sustentável," disse o professor Chris Chuck, coordenador do experimento.
Refinaria individual
Os pesquisadores reconhecem que, apesar do potencial da reciclagem, o óleo de café poderia compor apenas uma parcela pequena da demanda por biodiesel - a produção mundial de café é estimada em 9 milhões de toneladas anuais, o que representa um potencial de 1,8 milhão de toneladas de biodiesel.
Contudo, a grande vantagem é a possibilidade de sua produção em pequena escala, para alimentar frotas de prefeituras ou entidades que façam o recolhimento dos resíduos de café, apontam eles.
"Nós estimamos que uma pequena cafeteria produza cerca de 10 quilogramas de borra de café por dia, o que pode ser usado para produzir cerca de 2 litros de biocombustível," disse Jenkins.
Outros grupos já demonstraram que há também formas de usar a borra de café para gerar produtos mais nobres, como materiais luminescentes para uso em Medicina.
Bibliografia:

Effect of the Type of Bean, Processing, and Geographical Location on the Biodiesel Produced from Waste Coffee Grounds
Rhodri W. Jenkins, Natasha E. Stageman, Christopher M. Fortune, Christopher J. Chuck
Energy & Fuels
Vol.: 28 (2), pp 1166-1174
DOI: 10.1021/ef4022976

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Os dez lugares mais poluídos do mundo

Os dez lugares mais poluídos do mundo


http://eco4planet.com/blog/2014/07/os-dez-lugares-mais-poluidos-mundo/

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Cerca de 200 milhões de pessoas no mundo têm suas vidas ameaçadas por conta do confronto direto com a poluição do meio ambiente. Solo contaminado por metais pesados, lixo químico espalhado no ar, resíduos eletrônicos tóxicos nos rios… Estes são apenas exemplos citados no relatório da Fundação Green Cross.

Depósito de lixo de Agbogbloshie, em Gana
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O relatório classificou o segundo maior depósito de lixo da África Ocidental como um dos mais poluídos do planeta. O que compõem seu cenário? Pilhas de discos de satélites e televisores quebrados! A queima de fios metálicos envoltos em plástico, a fim de recuperar o cobre, torna o lixo ainda mais perigoso, além de liberar chumbo na área.

Rio Citarum, na Indonésia
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Cerca de 2 mil fábricas usam o rio como fonte de água e despejam seus resíduos industriais nele. Mil vezes mais poluídas que água potável e contendo grandes quantidades de alumínio e ferro, o Citarum ainda abastece milhões de pessoas nas regiões por onde passa. Dá pra acreditar?

Centro industrial de Dzerzhinsk, na Rússia
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Um dos centros industriais químicos mais importantes do mundo, onde entre 1930 e 1998, cerca de 300 mil toneladas de lixo químico foram depositadas, claro, de forma incorreta. Essas substâncias acabaram poluindo tanto o lençol freático quanto o ar e, hoje, a expectativa de vida para quem vive lá é de 47 anos entre as mulheres, e apenas 42 anos para os homens.

Usina nuclear de Chernobil, na Ucrânia
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Muito lembrada até hoje como o local do maior acidente nuclear da história, ocorrido no dia 25 de abril de 1986. Uma nuvem de radioatividade causada por um incêndio e o derretimento nuclear fez com que ninguém mais pudesse morar a menos de 30 quilômetros de distância da região. O solo na área da antiga usina ainda é contaminado e coloca em risco a produção de alimentos.

Curtumes de Hazaribagh, em Bangladesh
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Hazaribagh tem mais curtumes do que qualquer outro lugar de Bangladesh, sendo que a maioria dessas fábricas usa métodos antigos e ineficazes e acaba despejando cerca de 22 mil litros de resíduos tóxicos por dia no rio Buriganga, que é a principal fonte de abastecimento de água de Dhaka. Muitos moradores sofrem de doenças de pele e das vias áreas causadas pelo material cancerígeno.

Minas de chumbo em Kabwe, na Zâmbia
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Durante um século, minas de chumbo liberaram metais pesados por meio de partículas de poeira que caíam no chão tanto na cidade quanto nos arredores. Hoje, em Kabwe, a segunda maior cidade da Zâmbia, muitas crianças sofrem com elevados índices de chumbo no sangue.

Minas de ouro em Kalimantan, na Indonésia
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Kalimantan é particularmente conhecida por suas minas de ouro onde, para obter o metal precioso, muitos mineiros usam mercúrio, liberando mais de mil toneladas de material tóxico no meio ambiente todo ano, poluindo os lençóis freáticos.

Rio Matanza-Riachuelo, na Argentina
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Cerca de 5 mil fábricas despejam esgoto nas águas do rio. Mais de um terço de sua poluição é responsabilidade de produtores químicos, segundo o relatório da fundação Green Cross, por conter grandes quantidades de zinco, chumbo, cobre, níquel, além de outros metais pesados. A população da região sofre de problemas intestinais e nas vias aéreas.

Delta do rio Níger, na Nigéria
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O Delta do rio Níger é uma área de alta densidade populacional: concentra 8% de toda a população da Nigéria. O local sofre com poluição por petróleo e hidrocarbonetos, que contaminam o solo e os lençóis freáticos. Em média, o equivalente a 240 mil barris de petróleo atingem o delta por ano por conta de acidentes ambientais ou roubo da matéria-prima.

Cidade industrial de Norilsk, na Rússia
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Aproximadamente 500 toneladas de óxidos de cobre e de níquel, além de 2 milhões de toneladas de óxido de enxofre, são liberados na cidade, fazendo com que poluição do ar seja tão grande que a expectativa de vida dos trabalhadores das indústrias da cidade é dez vezes menor do que a média registrada na Rússia, de 69,8 anos, em 2013.
Fonte / Imagens: DW