sexta-feira, 20 de junho de 2014

8º melhor parque do mundo!

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/noticias/?p=173327



Parque Ibirapuera, administrado pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, foi eleito o 8º melhor parque do mundo e, também, o melhor do Brasil, pelos visitantes do site TripAdvisor.
O Ibirapuera conta com um bom histórico em competições, tendo sido eleito, em junho de 2013, omelhor parque da América do Sul, também pelo TripAdvisor.
Inaugurado em 21 de agosto de 1954, possui uma vegetação diversa em seus 1,6 milhão de metros quadrados, abriga equipamentos culturais públicos, como a Fundação Bienal, o Museu Afro Brasileiro, o MAM e a OCA. Além de locais destinados as plantas, fauna e a Escola de Jardinagem e Astrofísica.
Visite o parque que está localizado na Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n – Vila Mariana. 
 







Seis estádios do Mundial recebem certificação LEED



2014-06-19
Seis estádios do Mundial recebem certificação LEED

Seis estádios do Campeonato Mundial de Futebol 2014, actualmente a decorrer no Brasil, receberam a certificação de sustentabilidade LEED. Entre os seis, está o mítico Maracanã, no Rio de Janeiro, cuja instalação de painéis solares fotovoltaicos na cobertura, os reservatórios para aproveitamento da água da chuva e a recolha selectiva de resíduos lhe valeram a ‘medalha’ LEED Prata.

Para além do Maracanã, também o Arena Fonte Nova, o Arena Multiuso, ambos em Salvador, o Mineirão em Belo Horizonte e o Arena da Amazónia em Manaus foram certificados com LEED Prata (o terceiro nível numa escala de quatro). Por sua vez, o Castelão Arena, em Fortaleza, obteve o selo LEED (quarto nível).

O Castelão Arena (Fortaleza) regista a redução de 67,6% na utilização de água potável e de 12,7% do consumo anual de energia. Para além disso, 97% dos resíduos resultantes do projecto foram desviados do aterro. Em Salvador, no Arena Fonte Nova, 20% dos materiais de construção usados são reciclados, 75% dos resíduos foram desviados de aterro e 35% da energia eléctrica utilizada provém de fontes renováveis.

O Brasil está entre os cinco países com mais projectos com o selo LEED, chegando aos 3 milhões de m2 de área certificada. Apesar de todas as polémicas que acompanharam a construção dos estádios para a competição internacional, a incorporação de soluções mais sustentáveis nestas infra-estruturas são mais uma evidência do compromisso brasileiro com a construção ‘verde’, considera o US Green Building Council.

“Mesmo com as melhores equipas do mundo a subirem ao campo, os estádios estão também nos holofotes, mostrando não só a aplicabilidade e adaptabilidade do sistema de classificação de construção sustentável LEED, mas também a posição líder do Brasil na frente deste movimento de edifícios verdes com elevado desempenho”, afirmou o presidente, CEO e fundador do USGreen Building Council, Rick Fedrizzi. “A FIFA e o governo brasileiro mostraram uma grande liderança e compromisso na mitigação do impacto ambiental das infra-estruturas deste Mundial e em torná-las num exemplo de construção sustentável para a comunidade internacional”, continuou.

“Depois de mais de 60 anos da sua conclusão para o Mundial de 1950, o Maracanã está a fazer história novamente”, declarou Felipe Faria, do Green Building Council Brasil. “Na verdade, o Brasil inteiro está a fazer história com estes estádios LEED (...) Os vários elementos ‘verdes’ incorporados nestes estádios vão reduzir o impacto ambiental dos jogos no Brasil, desde a melhoria do acesso de trânsito a uma menor utilização de água e de energia”.

O sistema LEED classifica os edifícios de acordo com o número de pontos obtidos em subcategorias de cinco categorias principais, implantação sustentável, utilização racional da água, energia e atmosfera, materiais e recursos e qualidade do ambiente interior. Além desta pontuação, existem bónus de seis pontos para a concepção e inovação e quatro pontos para a componente regional. Os níveis possíveis de obter são: Certificado LEED (40-49 pontos), LEED Prata (50-59 pontos), LEED Ouro (60-79 pontos) e LEED Platina (>79 pontos).


Foto: © Renan Bacellar

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Animal abandonado dá desconto no IPTU

  
  

adocao_anim.pngPensando no bem estar animal e incentivando boas ações, a prefeitura de Araquari/SC, através da Lei 2917/2014, concede desconto no IPTUpara os moradores que adotarem um animal de rua."

O desconto

Como forma de incentivo, os interessados em apadrinhar, adotar ou oferecer lar temporário aos animais de rua receberão descontos no IPTU. Porém, precisam antes se cadastrar junto ao setor de tributação da prefeitura, onde assinarão um Termo de Responsabilidade, ficando cientes de sua obrigação e zelo ao bichinho escolhido.

Fiscalização

Pensando na proteção dos animais, o Poder Público fará fiscalizações regulares nas casas dos contribuintes. Caso algum cachorro ou gato não esteja sendo tratado de forma adequada, a prefeitura penalizará o responsável da seguinte forma:
  • Advertência por escrito.
  • Multa de 05 (cinco) UPMS (unidade tributária do município).
Os valores arrecadados da multa serão revertidos às Entidades de Proteção em que o município possua convênio.

Proteção

Para garantir a integridade e a vida dos animais de rua, a lei veda qualquer tipo de eliminação de cães e gatos. Ou seja, nem os órgãos de zoonoses, canis públicos e estabelecimentos oficiais estão isentos de praticar tal procedimento.
A exceção é a eutanásia em casos de males, doenças graves e enfermidades contagiosas, a fim de prevenir a saúde das pessoas e de outros animais. No entanto, tais casos deverão ser analisados por um profissional competente, o qual lavrará respectivo laudo médico autorizando a prática.
  
  
Produzido por: Equipe LeisMunicipais
Jornalista responsável: Patrícia Pratts

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Conama aprova normas para licenciamento de parques eólicos

São Paulo, 11 de Junho de 2014 - 14:00:01

Conama aprova normas para licenciamento de parques eólicos

Licença para empreendimentos solares será a próxima a ser normatizada
Da redação
Fonte MaiorFonte Menor
Crédito: Getty Images
O Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) aprovou, nesta terça-feira (10/06), resolução que estabelece critérios e procedimentos para o licenciamento de parques eólicos instalados em terra.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ressaltou a necessidade de estabelecer critérios também para o licenciamento de outros tipos de parques eólicos. “O Conama deverá agora fazer o mesmo para modernizar o licenciamento de empreendimentos de energia solar e para os parques eólicos offshore, aqueles que operam na plataforma marítima continental”, disse.
A expectativa do governo é que a oferta de energia eólica, um dos setores que mais crescem no mundo, seja ampliada, principalmente nos estados do Nordeste, que oferecem condições excelentes para o aproveitamento dos ventos.
“A aprovação da resolução permitirá uma tomada de decisão mais transparente com relação ao licenciamento”, destacou. O texto base, aprovado na última reunião ordinária, em 28 de maio, sofreu pequenas alterações e foi submetido a uma votação de destaques, o que não levou mais que uma hora. “A uniformização do marco jurídico é de extrema importância para definir o papel dos estados, do governo federal e dos municípios nos procedimentos de licenciamento”, destacou.
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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Falta do selo verde do Itaquerão inviabiliza green goal...mas, é HOJE!

Custos extras vão elevar preço do Itaquerão para cerca de R$ 1 bi, revela contrato com empreiteira

Vinícius Segalla*
Do UOL, em São Paulo
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  • Ze Carlos Barretta/Folhapress
    Obras no futuro estádio do Corinthians; certificado ambiental e exigências da Fifa encarecem projeto
    Obras no futuro estádio do Corinthians; certificado ambiental e exigências da Fifa encarecem projeto

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O contrato firmado entre o Corinthians e a empreiteira Odebrecht para a construção da arena que será utilizada na abertura da Copa do Mundo de 2014, na zona leste de São Paulo, estabelece um preço fixo para a obra de R$ 820 milhões, mas deixa fora deste montante uma série de equipamentos e obrigações que irão elevar o custo da empreitada a cerca de R$ 1 bilhão.
"Independentemente de qualquer disposição neste contrato e seus anexos, estão expressa e nomeadamente excluídas do objeto do presente contrato, e, consequentemente, do preço fixo global, as seguintes atividades", diz o artigo do contrato entre as partes, a que o UOL Esporte teve acesso. 

O QUE ESTÁ FORA DO ORÇAMENTO DE R$ 820 MI DO ESTÁDIO DO CORINTHIANS

ItemCusto
20 mil arquibancadas móveisR$ 70 milhões*
Tranposição dos dutos da TranspetroR$ 9,8 milhões
Atendimento das exigências para obtenção de selo de excelência ambientalAté 7% do valor da obra (R$ 54,7 milhões)
Equipamentos de telecomunicações, instalações provisórias exigidas pela Fifa e mobiliárioNão divulgado
  • * Previsão da Odebrecht
  • Fonte: contrato para a construção do estádio
Após o trecho supracitado, o documento lista os itens que não integram o valor de R$ 820 milhões da obra:  os valores pagos pela transposição dos dutos da Transpetro que passavam pelo terreno do estádio; os custos para licenciamento ambiental do estádio; a implementação de melhorias para que a arena receba um selo de excelência ambiental conferido por uma entidade internacional; e a aquisição de mobiliário e equipamentos provisórios exigidos pela Fifa para o estádio que será palco da abertura do Mundial de 2014.
Entre tais equipamentos provisórios, segundo lista o contrato, estão: assentos VIPs, sistema de iluminação, sistema de ar condicionado, equipamentos de informática, telecomunicações e sistemas de TI (tecnologia da informação).
A transposição dos dutos, já realizada, é um caso à parte. O processo custou R$ 9,8 milhões, pagos pelo Corinthians. Pelo contrato, a Odebrecht não seria a responsável pelo custeio do valor. A assessoria de imprensa da empresa informa, no entanto, que economias feitas durante a obra devem fazer com que o valor seja incorporado aos R$ 820 milhões, sem custos extras ao clube. 
A reportagem ainda perguntou à Odebrecht qual será o custo total de todas as rubricas que não estão incluídas no orçamento inicial. "Não há nenhum custo fora do orçamento contratado entre a Odebrecht e o Corinthians para a construção do estádio de 48 mil lugares, que continua sendo de R$ 820 milhões", disse a empresa, reforçando que tais serviços não estão incluídos no contrato existente. A Odebrecht diz que está à disposição para fazer as instalações extras que forem necessárias, mas explica que ainda não foi contactada para isso. 
O Corinthians, por sua vez, não nega que o orçamento deve sofrer acréscimos para atender as exigências da Fifa. O diretor de marketing do clube, Luis Paulo Rosemberg, afirmou que o time está "lutando para obter ganhos nos itens contratados para compensar boa parte destes acréscimos. Mas outros acréscimos poderão vir". O dirigente, porém, não revelou nenhuma projeção de valores.
Ainda assim, é possível estimar estes gastos. O primeiro deles é o de construção das arquibancadas móveis, com 20 mil lugares, que serão instaladas na arena para que seja atingida capacidade de 68 mil pessoas, exigida pela Fifa para que o estádio receba a abertura da Copa. A Odebrecht prevê que esta obra saia por R$ 70 milhões.
Depois, vem a transposição dos dutos da Transpetro, já efetuada pela Odebrecht e paga pelo Corinthians, a um custo de R$ 9,8 milhões, segundo a própria construtora.
Há, ainda, os custos relacionados à obtenção do "selo verde" para a obra, emitido por uma entidade chamada Green Building Council Brasil (GBC). A obtenção do certificado é obrigatória para se pleitear o empréstimo de R$ 400 milhões que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social) tem disponível para financiar a obra.

AS EXIGÊNCIAS DA FIFA

  • Divulgação
    Fora do orçamento de R$ 820 milhões do estádio corintiano, estão itens exigidos pela Fifa como camarotes blindados, sistemas de telecomunicações, restaurante exclusivo para convidados e instalações provisórias de iluminação e ar condicionado. LEIA MAIS
Para obter o selo, o empreendedor deve ater-se a práticas de construção sustentável nas áreas de eficiência energética, localização, uso racional da água, materiais com baixo impacto ambiental e qualidade ambiental interna.
No contrato assinado entre Odebrecht e Corinthians, consta que está fora do custo de R$ 820 milhões: "Atendimento das exigências necessárias à obtenção da certificação Leadership in Energy and Environmental Design - LEED emitida pelo U.S. Green Building Council não relacionadas no ANEXO 1 deste contrato".
UOL Esporte não teve acesso ao anexo mencionado. Sobre tais exigências, o diretor corintiano Luis Paulo Rosemberg disse que "o projeto (do estádio) já foi desenvolvido com consciência ecológica. Mas podem sim ocorrer exigências adicionais".
De acordo com a GBC, porém, as exigências ambientais para a obtenção do selo verde podem elevar o custo de uma obra em até 7% do valor de seu orçamento, ou seja, para o caso da arena corintiana, em até R$ 57,4 milhões.
Já no que se refere aos equipamentos e instalações provisórias exigidas pela Fifa para o estádio de abertura, estão entre os itens: camarotes blindados e climatizados, centro de televisão (broadcasting compound) com 7.000 metros quadrados e sistema de TI (tecnologia da informação) convergente e redundante: em caso de pane elétrica ou travamento de hardware, outro entrará em funcionamento imediatamente. Isso vale para geradores elétricos e servidores. Também é exigido um restaurante exclusivo para convidados da Fifa.
Para se ter uma ideia no custo envolvido na montagem dessas instalações, em agosto do ano passado, quando a Odebrecht ofereceu um orçamento de R$ 1,5 bilhão para o Corinthians, o então presidente do clube, Andrés Sanchez, disse que aquele valor era condizente com as exigências da Fifa para um estádio de abertura de Copa do Mundo: "O estádio, sem a Copa do Mundo e sem a abertura, custaria bem menos, porque a Fifa exige hospitalidade para VIPs, não sei quantos mil lugares de imprensa(a Fifa exige 5.000 lugares de imprensa), que vai tudo para baixo depois, acessos para o VIP do VIP. Isso encareceu".
Posteriormente, foram retirados do orçamento oferecido pela Odebrecht os tais itens exigidos pela Fifa para os seus VIPs, e a construtora conseguiu chegar ao valor de R$ 820 milhões. Agora, se os itens vierem a ser construídos, ficarão a cargo do Corinthians.
* Colaborou Roberto Pereira de Souza
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Obras no Itaquerão10 fotos

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Técnicos da Fifa e do Comitê Organizador Local vistoriaram as obras do Itaquerão no dia 6 de março de 2012 Leandro Moraes/UOL

Últimas de Copa do Mundo 2014

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Bicicletada em Maceió

08/06/2014 11h44 - Atualizado em 08/06/2014 12h06

Bicicletada pelo meio ambiente tem triciclo gigante e até cachorro em AL

Evento faz parte da Semana do Meio Ambiente, promovida pelo IMA.
Aposentado de 64 anos trouxe seu cachorro, o 'Gigante', para o passeio.


Do G1 AL
Mais de 2 mil ciclistas participaram de um passeio em comemoração ao Dia do Meio Ambiente, na manhã deste domingo (8), em Maceió. A 8ª edição do evento reuniu participantes em clima de Copa do Mundo, com adereços em verde e amarelo nas bicletas e até mesmo na vestimenta de animais de estimação.
Mais de 2 mil ciclistas participaram da oitava edição do evento (Foto: Jonathan Lins/G1)Mais de 2 mil ciclistas participaram da oitava edição do evento (Foto: Jonathan Lins/G1)
O aposentado José da Silva, 64, se destacou em meio a multidão. “Pedalo desde moleque, sempre participo desses eventos e, hoje, trouxe meu amigo, o 'Gigante', para me acompanhar nesse passeio”, contou alegre ao falar de seu animal de estimação, um cachorro da raça Pinscher.
Segundo Silva, o animal fica quietinho e gosta do passeio. "Gosto muito de pedalar e, pelo visto, ele também", contou alegre em meio a olhares curiosos dos outros participantes do evento.
Participante canino acompanhou seu dono durante o evento (Foto: Jonathan Lins/G1)Participante canino acompanhou seu dono durante o evento (Foto: Jonathan Lins/G1)
Os ciclistas que participaram do evento doaram 1kg de alimento não perecível no ato da inscrição que, ao término do passeio, será doado para uma instituiçao social. Mais de 2 mil pessoas participaram do passeio da Semana do Meio Ambiente, promovida pelo IMA, que percorreu o trajeto do Pontal da Barra até a Ponta Verde.
Triciclo gigante também chamou atenção no passeio. (Foto: Jonathan Lins/G1)Triciclo gigante também chamou atenção no passeio. (Foto: Jonathan Lins/G1)

sábado, 7 de junho de 2014

Defensoria Pública pedindo a suspensão do processo administrativo de criação do Parque Estadual do Taquari


Sexta-Feira 06/06/14

Criação de parque estadual no Vale do Ribeira é adiada



Área da Fazenda Nova Trieste formaria mosaico com outros parques da região, na maior mancha de mata atlântica do País

Mapa da Fazenda Nova Trieste, no município de Eldorado.

O governo do Estado de São Paulo planejava anunciar ontem, no Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de maio), a criação de uma nova unidade de conservação da Mata Atlântica, chamada Parque Estadual do Taquari, de 245 km². Localizado no Vale do Ribeira, ele formaria um mosaico com os atuais parques estaduais do Petar, Intervales, Nascentes do Paranapanema e Carlos Botelho. Mas o anúncio teve de ser adiado – e talvez abortado – por causa da oposição de ambientalistas e de uma ação civil pública ajuizada pela Defensoria Pública do Estado em Registro, pedindo a suspensão do processo administrativo de criação do parque.
Uma consulta pública que seria realizada no dia 28 de maio em Eldorado (município que abrigaria o parque) foi suspensa no último minuto por força de uma liminar, concedida pela Justiça local, com base na ação civil pública de Registro.
A suspensão foi comemorada por muitos na comunidade ambientalista que se opõem à criação do parque, pelo fato da área em questão já ser protegida há mais de 40 anos por uma empresa privada, a Agro Industrial Eldorado, que mantém vigilância permanente no local. Na opinião dos críticos, a empresa faz um trabalho de conservação melhor do que o Estado seria capaz de fazer, visto as dificuldades que enfrenta para cuidar dos parques estaduais já existentes – muitos dos quais operam sem condições adequadas de infraestrutura, orçamento e pessoal.
A área, conhecida como Fazenda Nova Trieste, abriga uma grande área de mata atlântica em ótimo estado de preservação e praticamente isenta de ocupação humana, compondo um enorme “corredor ecológico” de florestas que se estende do PE Carlos Botelho até o PE Turístico do Alto do Ribeira (Petar), passando pelos PEs Intervales e Nascentes do Paranapanema (que compõem o chamado Mosaico de Unidades de Conservação de Paranapiacaba).
É a “maior mancha de mata atlântica do País”, segundo Clayton Lino, presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA), que coordenou os estudos para criação da unidade, em parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA). “Você pode traçar um raio de 12 quilômetros ao redor sem nenhum morador, só mata”, diz.
O relatório consolidado da Proposta de Criação do Parque Estadual do Taquari pode ser lido aqui: http://migre.me/jDbhd
A própria minuta do decreto de criação do parque (http://migre.me/jDbLq) reconhece a área da fazenda como “um dos mais conservados remanescentes da Mata Atlântica no Brasil”. Graças à proteção oferecida pela empresa, ela abriga a maior população conhecida de onças-pintadas do bioma, segundo o instituto Pró-Carnívoros, assim como uma grande quantidade de palmeiras juçara, uma espécie ameaçada de extinção por causa da atividade ilegal de palmiteiros – um problema crônico em praticamente todas as unidades de conservação da Mata Atlântica no Estado.
Apesar do nome “fazenda”, não há nenhuma atividade agropecuária sendo desenvolvida na propriedade. Por vários anos foi realizada a produção sustentável de palmito, mas a atividade está parada no momento.
Os procedimentos para criação do parque Taquari foram publicados pela SMA em 14 de maio (Resolução SMA 43/2014), dando 15 dias para que “qualquer interessado” se manifestasse sobre o assunto. No dia 26, organizações ambientalistas (incluindo o Pró-Carnívoros e o Instituto Socioambiental) e representantes das comunidades tradicionais da região divulgaram um manifesto público de repúdio à criação do parque, argumentando que o prazo de 15 dias era “inaceitável” e que o Estado não teria condições de garantir a conservação da área.
“Há mais de 40 anos o proprietário da Nova Trieste – a S/A Agroindustrial Eldorado – mantém, de forma permanente e contínua, a fiscalização da propriedade (a partir de bases estratégicas de apoio à vigilância). Além disso, promovem pesquisas cientificas e realizam projetos inovadores de manejo sustentável da Mata Atlântica incluindo a palmeira juçara (Euterpe edulis) e outras espécies nativas. Esse tripé que envolve proteção, pesquisa e práticas sustentáveis foi essencial para garantir a efetividade proteção da área, realidade bem distante dos parques estaduais vizinhos”, destaca o manifesto.
A Defensoria Pública do Estado em Registro cita como exemplo em sua ação o caso do Parque Estadual Nascentes do Paranapanema, que foi criado em 2012 e tem como “equipe”, até hoje, um único gestor.
No dia 24 de maio – oito dias antes da audiência pública – o proprietário da fazenda, Gilberto Sulzbacher, lavrou um escritura em cartório criando a Reserva Eldorado e se comprometendo a cumprir as leis ambientais e garantir, permanentemente, a conservação ambiental da propriedade. Sulzbacher não foi encontrado pela reportagem ontem para falar sobre o assunto.
VISTA DO PARQUE ESTADUAL INTERVALES. CRÉDITO: HELVIO ROMERO/ESTADÃO
Compromisso. Lino, da RBMA, lamentou a suspensão da consulta pública e disse que há um compromisso real da SMA de garantir a conservação da área, se possível em parceria com o proprietário. “A situação lá não está tão bonita assim. A fazenda também está sob pressão de palmiteiros e caçadores”, ressaltou, em entrevista ao Estado. Segundo ele, R$ 5 milhões já estão reservados para “investimento imediato” na proteção da nova unidade e das suas unidades vizinhas. “Ainda tem muito mais palmito lá do que nos outros parques; e o trabalho realizado pela empresa nos últimos 40 anos é reconhecido por todos. A discussão é como garantir a continuidade dessa proteção pelos próximos 40 anos.”
A expectativa é retomar as conversas sobre o projeto com uma nova agenda. Em um email escrito por ele detalhando a situação, Lino afirma que várias reuniões já foram realizadas com o prefeito e vereadores de Eldorado (“com a participação de vários segmentos”), assim como com lideranças locais e membros de ONGs, para discutir a melhor maneira de garantir a proteção e o uso sustentável da área.
A ação da Defensoria interrompeu liminarmente o processo de consulta pública, mas não impede o Estado de “retomar as discussões a respeito da criação do Parque Estadual, desde que respeitado, desde o início, o modelo procedimental aplicável e os marcos do devido processo socioambiental”.
Pela proposta da SMA, a área total da Fazenda Nova Trieste, de 30 mil hectares (300 km²), seria transformada num “minimosaico” de áreas protegidas — incluindo uma unidade de proteção integral, que seria o Parque Estadual do Taquari ou, possivelmente, um Refúgio de Vida Selvagem-RVS, de 245 km². Essa parcela, equivalente a 80% da propriedade, teria de ser desapropriada pela Estado.
“As providências de regularização fundiária deverão ser tomadas preferencialmente de forma amigável e com recursos financeiros provenientes de compensação ambiental”, diz a minuta do decreto de criação do parque. Se o Estado quiser, porém, tem autoridade para desapropriar a fazenda contra a vontade do proprietário.
Outra alternativa seria o proprietário transformar a fazenda numa Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), que é uma unidade de conservação “oficial”, prevista na lei do SNUC. (A “Reserva Eldorado” declarada em cartório não tem força de lei.)
Ainda pela proposta da SMA (veja mapa abaixo), cerca de 15% da propriedade permaneceria como área privada. O restante seria separado como uma área quilombola, que se sobrepõe ao perímetro atual da fazenda. Discute-se também a possibilidade de criar uma Floresta Estadual de 200 km², para uso público, na parte leste da propriedade.
Mosaico proposto pelo Estado para a conservação da área da Fazenda Nova Trieste.
Unidades de conservação do Vale do Ribeira e Litoral Sul: O novo parque do Taquari se encaixaria neste “buraco quadrado” anexo ao PE Intervales. (Falta o Parque Nascentes do Paranapanema) Crédito: Google Maps
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