segunda-feira, 9 de junho de 2014

Bicicletada em Maceió

08/06/2014 11h44 - Atualizado em 08/06/2014 12h06

Bicicletada pelo meio ambiente tem triciclo gigante e até cachorro em AL

Evento faz parte da Semana do Meio Ambiente, promovida pelo IMA.
Aposentado de 64 anos trouxe seu cachorro, o 'Gigante', para o passeio.


Do G1 AL
Mais de 2 mil ciclistas participaram de um passeio em comemoração ao Dia do Meio Ambiente, na manhã deste domingo (8), em Maceió. A 8ª edição do evento reuniu participantes em clima de Copa do Mundo, com adereços em verde e amarelo nas bicletas e até mesmo na vestimenta de animais de estimação.
Mais de 2 mil ciclistas participaram da oitava edição do evento (Foto: Jonathan Lins/G1)Mais de 2 mil ciclistas participaram da oitava edição do evento (Foto: Jonathan Lins/G1)
O aposentado José da Silva, 64, se destacou em meio a multidão. “Pedalo desde moleque, sempre participo desses eventos e, hoje, trouxe meu amigo, o 'Gigante', para me acompanhar nesse passeio”, contou alegre ao falar de seu animal de estimação, um cachorro da raça Pinscher.
Segundo Silva, o animal fica quietinho e gosta do passeio. "Gosto muito de pedalar e, pelo visto, ele também", contou alegre em meio a olhares curiosos dos outros participantes do evento.
Participante canino acompanhou seu dono durante o evento (Foto: Jonathan Lins/G1)Participante canino acompanhou seu dono durante o evento (Foto: Jonathan Lins/G1)
Os ciclistas que participaram do evento doaram 1kg de alimento não perecível no ato da inscrição que, ao término do passeio, será doado para uma instituiçao social. Mais de 2 mil pessoas participaram do passeio da Semana do Meio Ambiente, promovida pelo IMA, que percorreu o trajeto do Pontal da Barra até a Ponta Verde.
Triciclo gigante também chamou atenção no passeio. (Foto: Jonathan Lins/G1)Triciclo gigante também chamou atenção no passeio. (Foto: Jonathan Lins/G1)

sábado, 7 de junho de 2014

Defensoria Pública pedindo a suspensão do processo administrativo de criação do Parque Estadual do Taquari


Sexta-Feira 06/06/14

Criação de parque estadual no Vale do Ribeira é adiada



Área da Fazenda Nova Trieste formaria mosaico com outros parques da região, na maior mancha de mata atlântica do País

Mapa da Fazenda Nova Trieste, no município de Eldorado.

O governo do Estado de São Paulo planejava anunciar ontem, no Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de maio), a criação de uma nova unidade de conservação da Mata Atlântica, chamada Parque Estadual do Taquari, de 245 km². Localizado no Vale do Ribeira, ele formaria um mosaico com os atuais parques estaduais do Petar, Intervales, Nascentes do Paranapanema e Carlos Botelho. Mas o anúncio teve de ser adiado – e talvez abortado – por causa da oposição de ambientalistas e de uma ação civil pública ajuizada pela Defensoria Pública do Estado em Registro, pedindo a suspensão do processo administrativo de criação do parque.
Uma consulta pública que seria realizada no dia 28 de maio em Eldorado (município que abrigaria o parque) foi suspensa no último minuto por força de uma liminar, concedida pela Justiça local, com base na ação civil pública de Registro.
A suspensão foi comemorada por muitos na comunidade ambientalista que se opõem à criação do parque, pelo fato da área em questão já ser protegida há mais de 40 anos por uma empresa privada, a Agro Industrial Eldorado, que mantém vigilância permanente no local. Na opinião dos críticos, a empresa faz um trabalho de conservação melhor do que o Estado seria capaz de fazer, visto as dificuldades que enfrenta para cuidar dos parques estaduais já existentes – muitos dos quais operam sem condições adequadas de infraestrutura, orçamento e pessoal.
A área, conhecida como Fazenda Nova Trieste, abriga uma grande área de mata atlântica em ótimo estado de preservação e praticamente isenta de ocupação humana, compondo um enorme “corredor ecológico” de florestas que se estende do PE Carlos Botelho até o PE Turístico do Alto do Ribeira (Petar), passando pelos PEs Intervales e Nascentes do Paranapanema (que compõem o chamado Mosaico de Unidades de Conservação de Paranapiacaba).
É a “maior mancha de mata atlântica do País”, segundo Clayton Lino, presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA), que coordenou os estudos para criação da unidade, em parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA). “Você pode traçar um raio de 12 quilômetros ao redor sem nenhum morador, só mata”, diz.
O relatório consolidado da Proposta de Criação do Parque Estadual do Taquari pode ser lido aqui: http://migre.me/jDbhd
A própria minuta do decreto de criação do parque (http://migre.me/jDbLq) reconhece a área da fazenda como “um dos mais conservados remanescentes da Mata Atlântica no Brasil”. Graças à proteção oferecida pela empresa, ela abriga a maior população conhecida de onças-pintadas do bioma, segundo o instituto Pró-Carnívoros, assim como uma grande quantidade de palmeiras juçara, uma espécie ameaçada de extinção por causa da atividade ilegal de palmiteiros – um problema crônico em praticamente todas as unidades de conservação da Mata Atlântica no Estado.
Apesar do nome “fazenda”, não há nenhuma atividade agropecuária sendo desenvolvida na propriedade. Por vários anos foi realizada a produção sustentável de palmito, mas a atividade está parada no momento.
Os procedimentos para criação do parque Taquari foram publicados pela SMA em 14 de maio (Resolução SMA 43/2014), dando 15 dias para que “qualquer interessado” se manifestasse sobre o assunto. No dia 26, organizações ambientalistas (incluindo o Pró-Carnívoros e o Instituto Socioambiental) e representantes das comunidades tradicionais da região divulgaram um manifesto público de repúdio à criação do parque, argumentando que o prazo de 15 dias era “inaceitável” e que o Estado não teria condições de garantir a conservação da área.
“Há mais de 40 anos o proprietário da Nova Trieste – a S/A Agroindustrial Eldorado – mantém, de forma permanente e contínua, a fiscalização da propriedade (a partir de bases estratégicas de apoio à vigilância). Além disso, promovem pesquisas cientificas e realizam projetos inovadores de manejo sustentável da Mata Atlântica incluindo a palmeira juçara (Euterpe edulis) e outras espécies nativas. Esse tripé que envolve proteção, pesquisa e práticas sustentáveis foi essencial para garantir a efetividade proteção da área, realidade bem distante dos parques estaduais vizinhos”, destaca o manifesto.
A Defensoria Pública do Estado em Registro cita como exemplo em sua ação o caso do Parque Estadual Nascentes do Paranapanema, que foi criado em 2012 e tem como “equipe”, até hoje, um único gestor.
No dia 24 de maio – oito dias antes da audiência pública – o proprietário da fazenda, Gilberto Sulzbacher, lavrou um escritura em cartório criando a Reserva Eldorado e se comprometendo a cumprir as leis ambientais e garantir, permanentemente, a conservação ambiental da propriedade. Sulzbacher não foi encontrado pela reportagem ontem para falar sobre o assunto.
VISTA DO PARQUE ESTADUAL INTERVALES. CRÉDITO: HELVIO ROMERO/ESTADÃO
Compromisso. Lino, da RBMA, lamentou a suspensão da consulta pública e disse que há um compromisso real da SMA de garantir a conservação da área, se possível em parceria com o proprietário. “A situação lá não está tão bonita assim. A fazenda também está sob pressão de palmiteiros e caçadores”, ressaltou, em entrevista ao Estado. Segundo ele, R$ 5 milhões já estão reservados para “investimento imediato” na proteção da nova unidade e das suas unidades vizinhas. “Ainda tem muito mais palmito lá do que nos outros parques; e o trabalho realizado pela empresa nos últimos 40 anos é reconhecido por todos. A discussão é como garantir a continuidade dessa proteção pelos próximos 40 anos.”
A expectativa é retomar as conversas sobre o projeto com uma nova agenda. Em um email escrito por ele detalhando a situação, Lino afirma que várias reuniões já foram realizadas com o prefeito e vereadores de Eldorado (“com a participação de vários segmentos”), assim como com lideranças locais e membros de ONGs, para discutir a melhor maneira de garantir a proteção e o uso sustentável da área.
A ação da Defensoria interrompeu liminarmente o processo de consulta pública, mas não impede o Estado de “retomar as discussões a respeito da criação do Parque Estadual, desde que respeitado, desde o início, o modelo procedimental aplicável e os marcos do devido processo socioambiental”.
Pela proposta da SMA, a área total da Fazenda Nova Trieste, de 30 mil hectares (300 km²), seria transformada num “minimosaico” de áreas protegidas — incluindo uma unidade de proteção integral, que seria o Parque Estadual do Taquari ou, possivelmente, um Refúgio de Vida Selvagem-RVS, de 245 km². Essa parcela, equivalente a 80% da propriedade, teria de ser desapropriada pela Estado.
“As providências de regularização fundiária deverão ser tomadas preferencialmente de forma amigável e com recursos financeiros provenientes de compensação ambiental”, diz a minuta do decreto de criação do parque. Se o Estado quiser, porém, tem autoridade para desapropriar a fazenda contra a vontade do proprietário.
Outra alternativa seria o proprietário transformar a fazenda numa Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), que é uma unidade de conservação “oficial”, prevista na lei do SNUC. (A “Reserva Eldorado” declarada em cartório não tem força de lei.)
Ainda pela proposta da SMA (veja mapa abaixo), cerca de 15% da propriedade permaneceria como área privada. O restante seria separado como uma área quilombola, que se sobrepõe ao perímetro atual da fazenda. Discute-se também a possibilidade de criar uma Floresta Estadual de 200 km², para uso público, na parte leste da propriedade.
Mosaico proposto pelo Estado para a conservação da área da Fazenda Nova Trieste.
Unidades de conservação do Vale do Ribeira e Litoral Sul: O novo parque do Taquari se encaixaria neste “buraco quadrado” anexo ao PE Intervales. (Falta o Parque Nascentes do Paranapanema) Crédito: Google Maps
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quinta-feira, 5 de junho de 2014

GREVE SUSTENTÁVEL NO MASP, NO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE!

GREVE SUSTENTÁVEL DOS ENGENHEIROS E ARQUITETOS DA PMSP NA AVENIDA PAULISTA, NO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE!

5 de junho, dia mundial do meio ambiente, greve dos metroviários e da CET.

O vão do MASP estava à disposição dos quase 100 engenheiros e arquitetos que apesar da greve da categoria, demonstraram entusiasmo, solidariedade, alegria, humor e organização para protestar pacificamente na Avenida Paulista, para "transformar o limão numa limonada", devido à greve dos metroviários.

Parte dos colegas estavam panfletando na calçada do MASP e do Parque Trianon, outros entregando os folhetos aos motoristas de forma ordeira e animada.

As faixas de pedestres foram utilizadas de forma criativa com duas "barreiras humanas" e mostrar as faixas, com palavras de ordem, sincronizadas com os semáforos.

Para a nossa surpresa, os pedestres nos apoiaram e os motoristas parabenizavam a atitude sustentável da nossa greve, por não incomodar o trânsito e a vida dos paulistanos já tumultuados pelas outras greves.

Mais um sucesso e motivo de orgulho dos participantes deste evento!

Embora não tenha despertado interesse para a imprensa, com exceção da CBN e WWF, por não causarmos transtornos, a recepção de apoio do  público à nossa causa foi surpreendente.


    Crédito pela foto ao final do evento: arqtº Breno Berezovsky

Parabéns time de vencedores e como postou a nossa colega Cerise:

Olhamos nos olhos e nos encontramos em cada um de nós que colocou este objetivo como um bem maior que nossas preocupações e necessidades pessoais, eu quero dizer que isto é G R A N D I O S O dentro da sociedade em que vivemos. Como a Ceneviva disse em uma Assembléia, "deste ponto já não tem mais volta".   Cerise

Desistir, jamais!

YES, WE CAN!


Vão do MASP

O trânsito com fluxo normal


Panfletagem no MASP


Faixas fixadas e depois removidas sem poluição visual


Respeito aos pedestres e motoristas

"Os iluminados"


Av. Paulista na faixa de pedestre para o Parque Trianon

Sincronia com o semáforo, sem atrapalhar o trânsito, mas com apitaço!


Dia mundial do meio ambiente e o tem da falta de água - WWF


Distribuição de folhetos para pedestres e motoristas



Campanha salarial limpa


Nada de resíduos, tudo limpo!

5.000 panfletos distribuídos!



Quinta, 05 de Junho de 2014 às 12:42

Servidores da Prefeitura de SP em greve fazem ação na Paulista


http://www.seesp.org.br/site/imprensa/noticias/item/5505-servidores-da-prefeitura-de-sp-em-greve-fazem-ato-na-paulista.html
Engenheiros e arquitetos da Prefeitura de São Paulo, em greve há nove dias, fazem uma ação de esclarecimento à população em frente ao vão livre do Masp, na Avenida Paulista, desde às 10h desta quinta-feira (5/6). Com faixas, apitos, cartazes e folhetos, os servidores aproveitam o sinal fechado da via para explicar aos motoristas que trafegam na região, e também transeuntes, sobre a situação das categorias. A atividade será mantida ao longo de toda a tarde.


Desde o dia 27 de maio, os trabalhadores paralisaram suas atividades no município após diversas tentativas de negociar com o Executivo reposição salarial, reformulação do plano de carreira e mudança na Lei Salarial 13.303/02, que permite ao executivo municipal conceder reajuste de apenas 0,01%. Desde maio de 2007, os servidores do município, incluindo os engenheiros, acumulam perdas inflacionárias de 49,46%, segundo o INPC/IBGE.



Outro ponto reivindicado pelos trabalhadores de nível superior é a aplicação do piso salarial de engenheiro e arquiteto, que é de 9 salários mínimos.



A ação desta quinta foi decidida em assembleia realizada na tarde de quarta, no auditório do SEESP, que contou com a presença de cerca de 500 trabalhadores. Na sexta (6) ocorre outra reunião para tratar da paralisação. Na terça (10), durante reunião do Colégio de Líderes da Câmara Municipal de S. Paulo, às 14h, deverão ser definidos os integrantes do grupo de estudo que será criado na Comisão de Administração Pública da Casa para analisar a situação salarial e da carreira das categorias.



Imprensa SEESP

05/06/2014 - Engenheiros do Metrô aderem à greve da categoria na Prefeitura de SP
Profissionais do Metrô não aprovam proposta de reajuste salarial de 8,7% da empresa e decidem paralisar suas atividades nesta quinta (5). Arquitetos e engenheiros da prefeitura fazem ação na Paulista

Em assembleia, nesta quarta-feira (4), os engenheiros do Metrô recusaram a proposta de reajuste salarial de 8,7% da empresa e decidiram paralisar suas atividades nesta quinta (5). Ratificaram, ainda, a disposição de continuar negociando em busca do reajuste de 16,5% defendido pelo SEESP. Como saída para o impasse, o Tribunal Regional do Trabalho 2ª Região convocou, para esta quinta (5), às 15h30, audiência de Conciliação e Instrução. Após a reunião, os engenheiros farão assembleia, às 18h30, na sede do sindicato (Rua Genebra, 25, Bela Vista, São Paulo), para avaliar a audiência do TRT e decidir os próximos passos do movimento.
Já os engenheiros e arquitetos da Prefeitura de São Paulo, em greve há nove dias, fazem uma nova ação de esclarecimento à população em frente ao vão livre do Masp, na Avenida Paulista, desde às 10h desta quinta-feira (5/6). Com faixas, apitos, cartazes e folhetos, os servidores aproveitam o sinal fechado da via para explicar aos motoristas que trafegam na região, e também transeuntes, sobre a situação das categorias. A atividade, decidida em assembleia por cerca de 500 trabalhadores, na tarde de quarta (4), será mantida ao longo de toda a tarde.
Nesta sexta (6), ocorre outra reunião para tratar da paralisação. Na próxima terça (10), está programada a reunião do Colégio de Líderes da Câmara Municipal de São Paulo, às 14h, quando serão definidos os integrantes do grupo de estudo que será criado na Comissão de Administração Pública da Casa para analisar a situação salarial e da carreira das categorias.
Próximas ações
Entre as próximas ações definidas estão uma nova reunião às 10h, na sexta (6), na sede do SEESP. A próxima assembleia da categoria está marcada para a quarta-feira (11), véspera da abertura da Copa do Mundo. Segundo a comissão de servidores recebida pelos representantes da prefeitura, será enviada até sexta-feira para os trabalhadores o projeto de lei (PL) que propõe uma reestruturação de carreiras, divididas em quatro faixas de analistas do município, que iguala diversas categorias em um mesmo nível salarial com remuneração a partir de subsídios que, de acordo com os servidores, só beneficiam engenheiros e arquitetos em início de carreira (quase 40% da categoria). Cerca de 500 servidores presentes na assembleia, que representam um terço do quadro total do município, além de rejeitarem o PL nesses moldes, aceitaram fortalecer os grupos técnicos de estudos, formados nesta semana dentro do movimento grevista, para formular novas propostas para a reestruturação da carreira.
A decisão foi feita após a chegada de outro grupo, vindo de uma reunião da Comissão de Administração Pública da Câmara Municipal onde formalizou o pedido de criação de um grupo de estudo na comissão para analisar a política salarial e estruturas das carreiras dos servidores. Na terça-feira (3), os servidores estiveram no Colégio de Líderes pela terceira vez. Na ocasião, o presidente da Câmara, Zé Américo (PT), após recomendação do vereador Nelo Rodolfo (PMDB), da base governista, de criação de um grupo de estudo na Casa, recomendou que o mesmo fosse instituído nessa comissão. Os integrantes do grupo devem ser definidos na reunião do Colégio de Líderes que ocorre na terça (10), às 14h.
Todo vereador pode apresentar emenda de alteração, supressão ou adição de questões. No entanto, não pode interferir na competência do Executivo, que é quem define o regime salarial.
Reivindicações
Desde o dia 27 de maio, os trabalhadores paralisaram suas atividades no município após diversas tentativas de negociar com o Executivo reposição salarial, reformulação do plano de carreira e mudança na Lei Salarial 13.303/02, que permite ao executivo municipal conceder reajuste de apenas 0,01%. Desde maio de 2007, os servidores do município, incluindo os engenheiros, acumulam perdas inflacionárias de 49,46%, segundo o INPC/IBGE.
Outro ponto reivindicado pelos trabalhadores de nível superior é a aplicação do piso salarial de engenheiro e arquiteto, que é de 9 salários mínimos. De acordo com balanço parcial do SEESP e do Sindicato dos Arquitetos no Estado de S. Paulo (Sasp), estão com atividades paralisadas nos setores de engenharia e arquitetura: 40% das subprefeituras, como Vila Mariana e Parelheiros; 100% Secretaria de Segurança Urbana; 90% da Secretaria de Licenciamento e demais secretarias localizadas no Edifício Martinelli; 80% das secretarias localizadas na Galeria Olido como Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras e Secretaria da Cultura. A Secretaria do Verde e Meio Ambiente também está com atividade paralisada parcialmente.  
Sobre a Federação Nacional dos Engenheiros - Fundada em 25 de fevereiro de 1964, a FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) tem sede em Brasília e, hoje, é composta por 18 sindicatos estaduais, aos quais estão ligados cerca de 500 mil profissionais. A entidade foi constituída com o objetivo de representar nacionalmente a categoria, atuando na coordenação, na defesa e na representação dos profissionais, por intermédio de seus sindicatos.
Atua intensamente na congregação de seus representados e luta pelos direitos dos profissionais, por melhores condições de vida e trabalho e pelo fortalecimento da democracia e suas instituições.
Bandeira fundamental da entidade é também a luta pelo desenvolvimento do País com inclusão social. Tal objetivo está presente no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado em setembro de 2006, em São Paulo, durante o VI Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros), e atualizado por ocasião do VII Conse, em 2009.

In Press Oficina


  ComentáriosDIÁRIO DE S.PAULO - 05/06/2014  

A greve dos engenheiros e arquitetos da PMSP continua até o dia 11 de maio!




ASSEMBLEIA DOS ENGENHEIROS E ARQUITETOS DA PMSP CONTOU COM MAIS DE 500 PESSOAS!

Recorde de participantes, mais de 500 engenheiros e arquitetos no SEESP!


Deliberação pela continuidade da greve: Não ao subsídio!


Quarta, 04 de Junho de 2014 às 16:59

Engenheiros e arquitetos mantêm greve na Prefeitura de SP


Mais uma vez, com o auditório lotado, no Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), engenheiros e arquitetos da Prefeitura de São Paulo votaram pela manutenção da greve das categorias, que completa oito dias nesta quarta-feira (4/6). Para comportar a todos, foi necessário instalar caixas de som no andar térreo para que os que não conseguiram entrar pudessem acompanhar. Pouco antes da assembleia, o Executivo chamou representantes dos trabalhadores em reunião que, apesar de retomar a negociação, não ofereceu nenhuma nova proposta salarial.
Foto: Imprensa SEESP
greve pmsp nova
Assembleia decide manter greve na Prefeitura de S. Paulo
                                           


Entre as próximas ações definidas estão um protesto no vão livre do Masp, na quinta-feira (5), com concentração a partir das 10h; e uma nova reunião às 10h, na sexta (6), na sede do SEESP. A próxima assembleia da categoria está marcada para a quarta-feira (11), véspera da abertura da copa do Mundo. "Quero ver cada companheiro aqui levar pelo menos mais um no ato desta quinta", pediu o engenheiro Sérgio Souza, delegado sindical do SEESP na prefeitura. "Está rejeitado o projeto de lei nesses moldes e devemos também ficar de olho em outras duas instâncias que discutem atualmente o nosso plano de carreira e salário: no Supremo Tribunal Federal (SFT) e no Senado. Se essas instâncias acenarem positivamente já temos mais instrumentos para lutar", lembrou o engenheiro João D'Amaro, vice rpesidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos Municipais de São Paulo (Seam).

Segundo a comissão de servidores recebida pelos representantes da prefeitura, será enviada até sexta-feira para os trabalhadores o projeto de lei (PL) que propõe uma reestruturação de carreiras, divididas em quatro faixas de analistas do município, que iguala diversas categorias em um mesmo nível salarial com remuneração a partir de subsídios que, de acordo com os servidores, só beneficiam engenheiros e arquitetos em início de carreira (cerca e 40% da categoria).

Os cerca de 500 servidores presentes na assembleia, que representam um terço do quadro total do município, além de rejeitarem o PL nesses moldes, aceitaram fortalecer os grupos técnicos de estudos, formados nesta semana dentro do movimento grevista, para formular novas propostas para a reestruturação da carreira. Nos próximos dias os grupos deverão se reunir para aprofundar o trabalho.
A decisão foi feita após a chegada de um outro grupo, vindos de uma reunião da Comissão de Administração Pública da Câmara Municipal, onde formalizaram o pedido de criação de um grupo de estudo na Comissão para analisar a política salarial e estruturas das carreiras dos servidores. Ontem, os servidores estiveram no Colégio de Líderes pela terceira vez. Na ocasião, o presidente da Câmara, Zé Américo (PT), após recomendação do vereador Nelo Rodolfo (PMDB), da base governista, de criação de um grupo de estudo na Casa, recomendou que o mesmo fosse instituído nessa comissão. Os integrantes do grupo devem ser definidos na reunião do Colégio de Líderes que ocorre na terça (10), às 14h.

“Temos que fazer a construção política do que é melhor para o município, trabalhadores e sociedade. Não há como prestar bem um serviço público se não houver uma remuneração adequada. Nós estamos colaborando para a produção do conhecimento e da visão política sobre a administração pública”, ressaltou a arquiteta Laura Ceneviva, que atua na Secretaria do Verde e Meio Ambiente. 

Todo vereador pode apresentar emenda de alteração, supressão ou adição de questões. No entanto, não pode interferir na competência do Executivo, que é quem define o regime salarial.

Os servidores reivindicam mudança na Lei Salarial 13.303/02, que permite ao executivo municipal conceder reajuste de apenas 0,01%. Desde maio de 2007, os servidores do município, incluindo os engenheiros, acumulam perdas inflacionárias de 49,46%, segundo o INPC/IBGE.

A Prefeitura propõe remuneração a partir de subsídios que desconsideram as especificidades das diferentes atribuições e transforma todos os profissionais em analistas, com reajuste de 30% para engenheiros e arquitetos, somente a partir de 2017 e apenas àqueles em início de carreira.



Deborah Moreira
Imprensa SEESP


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Sr.Spock, é lógico?

"Vamos encontrar vida no espaço neste século"

Com informações da CORDIS - 13/05/2014

primeira exoTerra descoberta certamente é o primeiro de uma população de milhões de planetas similares ao nosso.[Imagem: NASA Ames/SETI Institute/JPL-Caltech]

Será que estamos sozinhos no Universo? Esta é uma pergunta que sempre estimulou a imaginação humana.
E, quanto mais aprendemos, mais improvável parece que a Terra seja um milagre solitário hospedando vida em meio a galáxias de planetas mortos.
Os cientistas agora já concordam que é apenas uma questão de tempo antes que encontremos outras formas de vida no Universo.
O assunto, que outrora já foi "proibido" no meio científico, foi discutido abertamente durante um evento promovido pela Comissão Europeia.
Mas exatamente como vamos encontrar nossos vizinhos extraterrestres - se serão apenas algumas células bacterianas ou sósias perfeitos do ET - eles ainda se arriscam menos.
Quem acredita em milagres?
"Nós vamos encontrar vida no espaço neste século," disse enfaticamente o Dr. Seth Shostak, astrônomo sênior do Instituto de Pesquisa de Inteligência Extraterrestre (SETI).
"Há 150 bilhões de galáxias além da nossa, cada uma com algumas dezenas de bilhões de planetas como a Terra. Se este é o único lugar no Universo onde alguma coisa de interessante está acontecendo, então isso é um milagre. E 500 anos de astronomia nos ensinaram que, sempre que você acredita em um milagre, você provavelmente está errado," completou Shostak.
Ele descreve a busca por vida extraterrestre como uma "corrida de três cavalos", que será provavelmente ganha ao longo dos próximos 25 anos.

Encélado, lua de Saturno, pode ter um oceano sob o gelo, enquanto Europa, lua de Júpiter, apresenta vapor de água, o que aumenta as chances de vida. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]
Segundo ele, nós vamos encontrar a vida extraterrestre (1) nas proximidades, de forma microbiana em Marte ou numa das luas de Júpiter; (2) ou vamos encontrar provas nos gases produzidos por processos biológicos (fotossíntese, por exemplo) nas atmosferas de planetas em torno de outras estrelas; (3) ou ele próprio e sua equipe do SETI vão captar sinais de vida inteligente através de enormes antenas.
Eu levanto a mão
A Dra. Suzanne Aigrain, da Universidade de Oxford, que estuda planetas extrassolares, ou exoplanetas, representa o cavalo número dois nessa corrida.
Com base em seus estudos, ela também aposta que não estamos sós.
"Estamos muito perto de sermos capaz de dizer com um bom grau de certeza que planetas como a Terra, o que chamamos de planetas habitáveis, são bastante comuns [no Universo ]... É por isso que, quando alguém pergunta se eu acredito que há vida em outros planetas, eu levanto a minha mão, e faço isso como uma cientista porque o balanço das probabilidades é esmagadoramente alto," disse Aigrain.
Isso sem contar as exoluas, muitas delas com potencial para vida, assim como algumas das luas de Júpiter e Saturno em nosso Sistema Solar.
Muda tudo
Mas quando encontrarmos vida em outros planetas, ou interceptar um sinal de rádio de uma civilização alienígena, quais serão as consequências?
Encontrar um micróbio que não seja um micróbio terrestre vai nos dizer muito sobre a biologia, mas mesmo isso terá enormes consequências filosóficas.
Nas palavras do Dr. Shostak, "Isto literalmente muda tudo".