sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Cidade na Suécia reaproveita 99% do lixo



Cidade na Suécia reaproveita 99% do lixo


12/04/2012 08:18
Apenas 1% do lixo produzida na cidade não tem serventia e vai para aterros sanitários.

Individualização de conta de água é questão de justiça social e sustentabilidade

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15
Jan

Individualização de conta de água é questão de justiça social e sustentabilidade



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Modelo de cobrança gera economia à medida que mexe no bolso e é fundamental para evitar a falta do recurso mais valioso do planeta
Por Eduardo Lacerda, diretor geral da Techem no Brasil

Cada vez mais brasileiros vivem em condomínios, muitos pela primeira vez. E um dos questionamentos mais comuns em assembleias, em especial por parte desses novos moradores, é: por que eu pago pela água que o meu vizinho usa? Por que, ao contrário de serviços como luz e telefone, eu não posso pagar somente pela água que eu consumo? Em tempos em que redução de gastos está na pauta de todas as famílias, o item água, que representa cerca de 25% do valor do condomínios, é a bola da vez. É difícil mesmo entender por que razão uma pessoa que mora sozinha é obrigada a pagar o mesmo valor de conta de água que uma família de cinco pessoas.
Os motivos são simples e ao mesmo tempo complexos. Um deles é que ainda não temos uma legislação em nível nacional que obrigue a instalação de hidrômetros individuais em novos condomínios, pois, segundo nossa constituição, a questão tem ser regida por leis municipais. Sendo assim, por ora, cabe aos municípios criar ou não uma lei para esta questão.
No entanto, por parte dos compradores de imóveis, não parece existir ainda a cultura de exigir das construtoras que entreguem os edifícios com este sistema em funcionamento, ou por outro lado a visão das construtoras de mostrar valor agregado para seus clientes entregando um prédio cuja cota de condomínio seria mais barata, estando a conta de água individualizada e, portanto, fora do rateio coletivo. Por fim, a população em geral ainda sofre com a falta de informação sobre o tema e tem dificuldade em discutir o assunto com as administradoras, que poderiam, em alguns casos, ter um papel mais ativo neste sentido em favor de seus clientes.
Cabe esclarecer que a implantação da medição individualizada de água pode oferecer economia de até 40% para quem gasta abaixo da média de seu prédio, algo como 70% dos apartamentos. Quem gasta pouco, paga pouco. Quem gasta muito, tende a economizar, pois o impacto da conta leva à maior conscientização e consequente mudança de hábito.
Em nosso país, a maior parte das ações de reeducação só funciona quando se mexe na parte mais sensível de todos nós, o bolso. Porém, mais do que economia de recursos financeiros, estamos falando aqui de preservação do recurso natural mais valioso que temos. Infelizmente, me parece que muitos gestores estão olhando para o lado de aumento de oferta de água, mas poderiam olhar uma forma mais eficiente de reduzir o consumo, ou seja, incentivar que cada um pague o que consome.
É preciso ter consciência que hoje, no Brasil, água ainda custa pouco, mas em um futuro próximo custará bem caro. Em São Paulo, por exemplo, pagamos pela captação, tratamento e pelo serviço de distribuição de água, basicamente. Mas em breve pagaremos por isso e pela água em si. Então, a reeducação tem que ser feita agora para que as futuras gerações não paguem um preço alto demais, tanto em termos financeiros quanto sociais. De acordo com a SABESP, a disponibilidade hídrica da região metropolitana de São Paulo é 200 m³/ano, que é equivalente a 1/10 do recomendado pela ONU. O problema não está lá na frente, ele está aqui e agora.

Classificação
da ONU
Disponibilidade Hídrica (m3/habitante/ano)
Região
Abundante
Maior que 20.000
Brasil (35.000)
Correta
Entre 2.500 e 20.000
Paraná (12.600)
Pobre
Entre 1.500 e 2.500
Estado de São Paulo (2.209)
Crítica
Menor que 1.500
Estado de Pernambuco (1.270)
Bacia do Piracicaba (408)
Bacia do Alto Tietê (200)
Sobre a Techem
Com mais de 60 anos de história, a multinacional alemã Techem é líder global do mercado de soluções para individualização do consumo de água e gás. No Brasil desde 2006, hoje as soluções da empresa atendem cerca de 80 mil unidades residenciais e comerciais em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Florianópolis, entre outras. Na Grande São Paulo, a Techem possui 40% de market share. Já no exterior, a empresa atende 9,5 milhões de unidades espalhadas por 19 países. Site: www.techem.com.br

Livreto explica como aplicar o Código Florestal



Iniciativa Verde lançou o livreto "Sustentabilidade: Adequação e Legislação Ambiental no Meio Rural", publicado por meio do projeto Plantando Águas, este patrocinado pela Petrobras. A publicação é um roteiro simplificado que resume o "novo" Código Florestal (Lei 12.651/12) e aborda diversas questões relativas à aplicação desta e de outras leis. Escrito pelo engenheiro agrônomo Roberto Resende, presidente daIniciativa Verde, a publicação tem 40 páginas e pode ser baixada gratuitamente por meio deste link.



Duas mil cópias do livreto foram impressas e serão distribuídas para os agricultores familiares, incluindo assentados rurais e quilombolas que participam do projeto Plantando Águas. A publicação será usada para orientar os trabalhos da instituição e dos parceiros e para auxiliar os participantes do projeto a adequarem ambientalmente os seus imóveis rurais. Como o Plantando Águas é realizado no estado de São Paulo, o livreto também aborda outras legislações a serem aplicadas na região, como a Lei da Mata Atlântica.



O livreto trata de temas relativos ao novo Código Florestal e de aspectos técnicos para a adequação ambiental como bacias hidrográficas, Mata Atlântica, recomposição florestal, uso e conservação do solo e licenciamento ambiental. A reprodução de trechos da publicação é permitida desde que citada a fonte.



Sobre o projeto Plantando Águas



O projeto Plantando Águas, patrocinado pelo Programa Petrobras Ambiental, foi elaborado pela Iniciativa Verde em parceria com cerca de 20 instituições. Ele tem como objetivo adequar propriedades rurais do estado de São Paulo de acordo com o que estabelece o "novo" Código Florestal para recuperar e conservar os recursos hídricos. Aproximadamente, 200 famílias serão beneficiadas diretamente em municípios do interior do estado.



Com o Plantando Águas, a Iniciativa Verde e seus parceiros pretendem:



Recuperar 20 hectares de áreas de preservação permanente (APPs) de Mata Atlântica;



Executar 24 hectares de sistemas agroflorestais para fins produtivos;



Implementar mais de 140 módulos de saneamento;



Elaborar 110 planos de manejo de propriedades da área rural;



Inscrever pelo menos 85 imóveis no Cadastro Ambiental Rural (CAR), registro obrigatório para todas as propriedades rurais.



FONTE



quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Sustentabilidade: OMS considera poluição do ar uma das principais causas do câncer

Sustentabilidade: OMS considera poluição do ar uma das principais causas do câncer

http://www.interessepublico.com.br/?p=53247

Fonte: Reuters | Data: 14 de janeiro, 2014

O ar que respiramos está repleto de substâncias cancerígenas e contribui com centenas de milhares de mortes por ano, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira pela Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (AIPC), subordinada à Organização Mundial da Saúde (OMS). O relatório disse que 223 mil mortes por câncer de pulmão ocorridas em 2010 no mundo resultaram da poluição atmosférica, e que também há fortes indícios de que a contaminação do ar eleva o risco de câncer de bexiga.
Já era sabido que a poluição atmosférica, decorrente principalmente das emissões de gases no transporte, geração energética, indústria e agricultura, eleva os riscos de diversas doenças cardiorrespiratórias.
Algumas pesquisas sugerem que nos últimos anos a exposição à poluição cresceu significativamente em algumas partes do mundo, especialmente em países populosos e que passam por uma rápida industrialização, como a China.
“Agora sabemos que a poluição atmosférica externa é não só um grande risco à saúde em geral, mas também a principal causa ambiental das mortes por câncer”, disse Kurt Straif, diretor da seção de monografias da AIPC, que tem a tarefa de classificar os agentes cancerígenos.
Em nota divulgada após uma semana de reuniões entre especialistas que revisaram a literatura científica mais recente, a AIPC disse que a poluição atmosférica ao ar livre e o material particulado – um importante componente da poluição – devem passar a ser classificados como agentes carcinogênicos do Grupo 1.
Essa classificação abrange mais de cem outros agentes cancerígenos conhecidos, como o amianto, o plutônio, a poeira de sílica, a radiação ultravioleta e o cigarro.
A classificação já abrangia também muitas substâncias habitualmente encontradas no ar poluído, como a fumaça dos motores a diesel, solventes, metais e poeiras. Mas esta é a primeira vez que os especialistas classificam o próprio ar poluído dos ambientes externos como uma causa do câncer.
“Nossa tarefa foi avaliar o ar que todos respiram, em vez de focar em poluentes específicos do ar”, disse Dana Loomis, subdiretora da seção. “Os resultados dos estudos revistos apontam na mesma direção: o risco de desenvolver câncer de pulmão é significativamente maior em pessoas expostas à poluição atmosférica.”
Embora os níveis e a composição da poluição atmosférica variem muito de um lugar para outro, a AIPC disse que suas conclusões se aplicam a todas as regiões do mundo.
Christopher Wild, diretor da agência, disse que a classificação da poluição atmosférica como um agente carcinogênico é um passo importante no sentido de alertar os governos sobre os perigos e os custos em potencial.
“Há formas muito eficientes de reduzir a poluição atmosférica e, dada a escala da exposição que afeta as pessoas no mundo todo, este relatório deveria passar um forte sinal à comunidade internacional para agir.”