sexta-feira, 8 de março de 2013

Derretimento sem volta


07/03/2013 - 17h30

Geleiras do Ártico canadense podem estar sofrendo derretimento sem volta, diz estudo

DA REUTERS

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1242475-geleiras-do-artico-canadense-podem-estar-sofrendo-derretimento-sem-volta-diz-estudo.shtml


As geleiras canadenses, terceiro maior depósito de gelo depois da Antártida e da Groenlândia, podem estar sofrendo um derretimento sem volta que deve aumentar o nível do mar, afirmaram cientistas nesta quinta (7).
Cerca de 20% das geleiras no norte do Canadá podem desaparecer até o fim do século 21, num derretimento que pode acrescentar 3,5 cm aos nível do mar.
Reuters
Geleira canadense fotografada por avião da Nasa em 2011
Geleira canadense fotografada por avião da Nasa em 2011
"Acreditamos que a perda de gelo é irreversível no futuro próximo", escrevem os pesquisadores na revista "Geophysical Research Letters"
A tendência parece irreversível, dizem os autores, liderados por Jan Lenaerts, da Universidade de Utrecht, porque o derretimento de geleiras brancas exporia a tundra escura que tende a absorver mais calor e acelerar o derretimento.
O painel do clima da ONU estima um aumento do nível do mar entre 18 cm e 59 cm neste século, ou mais se a cobertura de gelo da Antártida e da Groenlândia começarem a derreter mais rápido.
A projeção de perda de 20% do volume de gelo no Canadá se baseou em um cenário com aumento de temperatura médio de 3ºC neste século e de 8ºC no Ártico canadense, dentro das previsões da ONU.

Quem mediu a temperatura em diversos pontos do planeta há 11.300 anos?


08/03/2013 - 05h14

Terra se aproxima de maiores temperaturas em 11 mil anos

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1242703-terra-se-aproxima-de-maiores-temperaturas-em-11-mil-anos.shtml

Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon e da Universidade Harvard, ambas nos EUA, reconstruiu a temperatura média da Terra nos últimos 11,3 mil anos para compará-la aos níveis atuais.
A boa notícia: a Terra hoje está mais fria do que já esteve em sua época mais quente desse período. A má: se os modelos dos climatologistas estiverem certos, atingiremos um novo recorde de calor até o final do século.
O trabalho, publicado na revista "Science", reuniu dados de 73 localidades ao redor do mundo para estimar a temperatura global (e local) no período geológico conhecido como Holoceno, que começou ao final da última era do gelo, há 11 mil anos.
Depois de consolidar todas as informações, em sua maioria provenientes de amostras de fósseis em sedimentos oceânicos, num único quadro --além de usar técnicas matemáticas para preencher os "buracos" encontrados nas diversas fontes usadas para estimar a temperatura no passado--, os cientistas puderam recriar uma "pequena história da variação climática da Terra".
Diz-se pequena porque os resultados não permitem enxergar a variação ocorrida em uns poucos anos. É como se cada ponto nos dados representasse a temperatura em um período de 120 anos.
Editoria de arte/Folhapress
A HISTÓRIA
Os dados confirmam uma velha desconfiança dos cientistas: a de que a Terra passou por um período de aquecimento que começou cerca de 11 mil anos atrás. Em 1,5 mil anos, o planeta esquentou cerca de 0,6ºC e assim se estabilizou, durante cerca de 5.000 anos.
Então, 5,5 mil anos atrás, começou um novo processo de esfriamento --que terminou há 200 anos, com o que ficou conhecido como a "pequena era do gelo". O planeta ficou 0,7ºC mais frio.
Entram em cena a industrialização acelerada e o século 20. O planeta volta a se esquentar. No momento, ele ainda não bateu o recorde de temperatura visto no início do Holoceno, mas já está mais quente que em 75% dos últimos 11 mil anos.
Assim, o estudo confirma que a temperatura da Terra está subindo em tempos recentes e mostra que a subida é muito mais rápida do que se pensava.
"Essa pesquisa mostra que já experimentamos quase a mesma faixa de mudança de temperatura desde o início da Revolução Industrial que foi vista nos 11 mil anos anteriores da história da Terra --mas essa mudança aconteceu muito mais depressa", comenta Candace Major, diretor da divisão de Ciências Oceanográficas da Fundação Nacional de Ciência dos EUA, que financiou o estudo.
Por outro lado, a baixa resolução temporal do estudo (é impossível distinguir efeitos de poucos anos) dificulta a comparação com o atual fenômeno de aquecimento.
Para a mudança climática atual se tornar relevante na escala de tempo analisada pelo modelo de reconstrução dos últimos 11 mil anos, ela precisa continuar no próximo século. Segundo os modelos do IPCC (Painel Intergovernamental para Mudança Climática), da ONU, é isso que vai acontecer.
Contudo, ainda há incertezas sobre a magnitude do fenômeno. De toda forma, mesmo pelas estimativas mais otimistas, quando chegarmos a 2100, se nada for feito, provavelmente estaremos vivendo o período mais quente dos últimos 11 mil anos.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Wapusk National Park of Canada




Wapusk National Park of Canada


Polar bears
Wapusk means "White Bear" in Cree. The park earns its name because it protects one of the world's largest known polar bear maternity denning areas. It represents the Hudson James Lowlands natural region bordering on Hudson Bay. The park lies on the transition between boreal forest and Arctic tundra. The geology, biodiversity, and cultural history of the area all contribute to the unique wilderness character of Wapusk National Park of Canada.
Plan your experience here


quarta-feira, 6 de março de 2013

Curso gratuito a distância sobre resíduos sólidos




https://www.ambienteenergia.com.br/loja/?p=2184


O curso é  gratuito e desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o ICLEI-Brasil com apoio da Embaixada Britânica.
Tem a finalidade de apoiar e preparar os gestores para produzirem seus planos e aperfeiçoarem a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos e  é dividido em módulos, onde são sugeridos textos e vídeos complementares, bem como atividades e fóruns de discussão para que o aluno conheça e se aprofunde nos principais conceitos para elaboração de qualificado um plano de gestão.
Os participantes devem se dedicar, em média, dez horas semanais durante um mês. O curso é oferecido por meio de plataforma com acesso restrito aos alunos onde os módulos ficam disponíveis. Cada participante acessa a plataforma e cursa as aulas nos horários que lhe for mais conveniente. Após o início, são 30 dias para finalizar o curso todo.


  1. MMA faz curso a distância sobre resíduos sólidos

Semínário dia 12/3/2013: Cenários de emissões de gases de efeito estufa do Município de São Paulo

terça-feira, 5 de março de 2013

Outdoor gera água potável no Peru usando ar


Outdoor gera água potável no Peru usando ar

Parte de uma campanha da Universidade de Engenharia e Tecnologia (UTEC) para atrair novos alunos, projeto ajuda a melhorar a vida de comunidades carentes de Lima






Divulgação/Utec
Outdoor que produz água em Lima, no Peru
São Paulo - O acesso à água potável é um problema que assola comunidades carentes nos arredores da cidade de Lima, no Peru. Por isso, muitos moradores acabam recorrendo à água de poço, expondo-se ao risco de contaminação.
Pela proximidade com o deserto, quase nunca chove nessas regiões, mas a umidade atmosférica chega a 98%. Atenta a essas características naturais, a Universidade de Engenharia e Tecnologia (UTEC) de Lima se uniu a uma agência de publicidade para bolar uma campanha que servisse a dois objetivos: atraír novos alunos para o ano letivo e melhor a condição de vida dessas comunidades.
Dessa parceria nasceu o primeiro outdoor capaz de produzir água potável a partir da umidade do ar. A estrutura conta com cinco purificadores de água e um tanque de armazenamento. Em três meses de operação, o outdoor já gerou 9450 litros de água, que abastecem centenas de famílias por mês. Por dia, o outdoor produz cerca de 100 litros de água própria para consumo humano, dali mesmo, direto da fonte. É só colocar o copo sob a torneira e beber.
Em seu site oficial, a unversidade diz que “o painel reflete a proposta educativa de desenvolver o gênio e o talento dos alunos, para que eles possam se tranformar em profisisonais de alto nível, capazes de aplicar a ciência, a tecnologia e a inovação em benefício do desenvolvimento sustentável do Peru”.




segunda-feira, 4 de março de 2013

Green goal sem cigarro!


01/03/2013 - 18h01

Fifa vai proibir cigarro nos estádios da Copa


 Fifa vai proibir o fumo nos estádios da Copa das Confederações, em junho, e da Copa do Mundo, em 2014.
O COL (Comitê Organizador Local) vai fazer um anúncio, na semana que vem, trazendo detalhes sobre a medida. Devem ser criados fumódromos nas arenas.
Depois de leis municipais e estaduais abordarem o tema, a presidente Dilma Rousseff promulgou em 2011 lei federal proibindo fumo em locais fechados em todo o país, sejam eles públicos ou privados.
O texto se refere a "local fechado, de acesso público, destinado a permanente utilização simultânea por várias pessoas". Estádios de futebol, por serem considerados ambientes abertos, não estão incluídos. A proibição para as duas competições é iniciativa da Fifa.
Curiosamente, a venda de cerveja, proibida pela legislação brasileira, foi liberada na Copa do Mundo e na Copa das Confederações após longa negociação entre Fifa e governo.
Os torneios são patrocinados por uma marca de cerveja.

domingo, 3 de março de 2013

Ainda em evolução...


02/03/2013 - 04h30

Ambientalistas se dividem entre mico-leão-dourado e o muriqui para mascote da Rio-16

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1239656-ambientalistas-se-dividem-entre-primatas-para-mascote-da-rio-16.shtml

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO

As Olimpíadas de 2016 ainda estão longe de começar, mas já têm uma grande disputa. Simpáticos, atléticos e 100% brasileiros, o mico-leão-dourado e o muriqui competem pela vaga de mascote oficial do evento.
Os dois têm argumentos de peso. São carismáticos, endêmicos da mata atlântica e seriamente ameaçados.
Espécie de pop star da fauna brasileira, o mico-leão-dourado tem a seu favor justamente essa fama.
A agressiva campanha para salvar a espécie, que dominou a mídia há 20 anos -quando as discussões ambientais ainda eram bem menos comuns- tornou sua juba avermelhada conhecida em vários cantos do planeta.
"Esse animal é a cara do sucesso. Tem uma história linda, de engajamento da sociedade. Vem gente de todo lugar do mundo só para conhecê-lo", diz Luís Paulo Ferraz, diretor-executivo da ONG Associação do Mico-Leão-Dourado, que encabeça a campanha do macaquinho.
Editoria de Arte/Folhapress
O esforço para salvar o animal tem reconhecimento em todo o mundo. Em pouco mais de duas décadas, a população na natureza saltou de cerca de 200 indivíduos para os atuais 1.700. Uma vitória conseguida principalmente pela proteção e recuperação da área de mata atlântica na qual eles vivem.
"E, além de tudo isso, o mico-leão-dourado ainda é da cor da medalha de ouro", brinca o ambientalista.
Modesta, a campanha pelo loiro-ruivo mais famoso das florestas se apoia principalmente nas redes sociais.
Do outro lado da disputa, o muriqui, maior primata das Américas, tem um time estrelado de apoiadores, como Gilberto Gil e Chico Buarque, que aparecem em um caprichado vídeo de divulgação da campanha, encabeçada pelo Instituto Ecoatlântica.
"O muriqui está para o Brasil como o panda gigante está para a China", diz Russell Mittermeier, presidente da Conservação Internacional e estudioso de primatas.
Mittermeier e a ONG estão ajudando na internacionalização da campanha do muriqui, que tem ainda o apoio do governo do Rio de Janeiro.
"Justamente por ser um animal menos conhecido, ele merece essa chance de aparecer. O mico também está ameaçado, mas a situação do muriqui é alarmante", diz Mittermeier. A estimativa é que, no Estado do Rio de Janeiro, haja apenas 160 deles.
Apesar da repercussão de ambas as campanhas, não há garantia de que uma das espécies seja a escolhida.
Não existe uma candidatura oficial, e o tema do mascote é livre. Ele será escolhido entre as propostas apresentadas pelas 15 agências de comunicação convidadas pela organização das Olimpíadas para enviar propostas de aparência e conceito.
Ou seja, antes de conquistar o mundo, muriqui e mico-leão terão de conquistar os publicitários participantes.
O resultado só sai em 2014, mas os cientistas estão otimistas. A definição do tatu-bola, também muito ameaçado, como mascote da Copa de 2014 é considerada um sinal de que a questão ambiental será determinante.
Já os apoiadores dos dois primatas vão além: torcem para que haja mais de um mascote oficial.

QUEM SERÁ O MASCOTE?
A escolha será feita em 2014. O comitê organizador pediu para que 15 agências de comunicação pensassem no visual de mascotes que representassem o Brasil e o espírito olímpico, mas não existe uma lista pré-definida de candidatos

Casa modular


Casa modular


28/02/2013 | Notícia | Revista Infraestrutura Urbana - Março 2013

Governo do Rio de Janeiro adota módulos metálicos e constrói uma habitação a cada quatro dias, ao custo de R$ 57 mil a unidade. Moradias serão doadas às vítimas das cheias da região serrana
Casas montadas no município de Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, uma das cidades afetadas pelas chuvas de 2011
O Governo do Rio de Janeiro vai construir 694 casas na região serrana do Estado para abrigar as vítimas das chuvas ocorridas na região em 2011. As moradias já estão em construção e a primeira etapa da obra será concluída neste mês, com a entrega de 150 unidades no município de Nova Friburgo.
Apesar da demora entre a tragédia e o início das construções, a escolha pelo sistema construtivo aponta uma alternativa para a edificação rápida de habitações populares de interesse social: o mobile steel, sistema de módulos metálicos autoportantes constituído de painéis estruturais do tipo sanduíche (aço galvalume + poliuretano + aço galvalume) que formam as paredes interna e externa da casa. As portas e esquadrias metálicas integram os painéis, e a cobertura é composta por telhas termoacústicas de aço preenchidas por poliestireno expandido (EPS). Como todo o conjunto é modular, os componentes dos sistemas elétrico e hidráulico são embutidos nos próprios painéis, evitando quebras no canteiro e agilizando a instalação.
"A grande vantagem da utilização desse método na construção das casas, principalmente as da região serrana do Rio de Janeiro, é a rapidez na montagem do sistema, que permite a entrega de uma unidade pronta em quatro dias, além da limpeza no canteiro", diz o engenheiro civil Diogo Visconti, da Irmãos Fischer, empresa responsável pela tecnologia.
O custo-benefício da solução construtiva também é competitivo. "Trabalhamos com um custo, aproximadamente, 20% abaixo do de uma construção em alvenaria convencional", completa Visconti. Contratada via pregão presencial do tipo menor preço, a construtora Cohabita receberá R$ 39 milhões para a construção das 694 moradias nas cidades de Nova Friburgo, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro, Bom Jardim, Petrópolis e Teresópolis. Em resumo, o custo por unidade da casa modular é de R$ 57 mil.
Normas e avaliações de desempenho
O modelo de casa modular passou por testes para garantir as condições ideais de uso. As avaliações foram realizadas pela Fundação Luiz Englert e pelo Laboratório de Segurança ao Fogo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Confira os resultados:
  • Ensaio de impacto de corpo duro: a parede ensaiada apresenta nível de desempenho compatível com a classificação M (mínimo) da norma NBR 15.575/2010, sendo adequada para o uso pretendido, em relação a impactos de corpo duro.
  • Ensaio de impacto de corpo mole: a parede ensaiada apresenta nível de desempenho compatível com a classificação M (mínimo) da norma NBR 15.575/2010, sendo adequada para o uso pretendido.
  • Ensaio de compressão axial de painéis: carga crítica de esmagamento da base do painel na ordem de 92 kN, o que corresponde a uma tensão de 1,39 MPa para a seção transversal total (6 cm x 110 cm), adequada para o uso pretendido.
  • Ensaio de compressão excêntrica de painéis: atende às prescrições e ao anexo A da NBR 15.575-2:2008.
  • Impacto de corpo mole e fechamento brusco de portas: a interação das portas com o sistema de vedação vertical externo e interno apresenta desempenho M (mínimo), sendo adequada para o uso pretendido.
  • Segurança ao fogo: excelente desempenho ao fogo, atendendo aos requisitos para fuga dos usuários, satisfazendo as demandas de resistência ao fogo da estrutura e apresentando desempenho superior em termos de impacto sobre a vizinhança.
  • Determinação da ignitabilidade do poliuretano expandido (P.U.): chama não atingiu a marca de 150 mm, o que corresponde ao atendimento da norma BS EN ISO 11.925-2.
  • Desempenho quanto à reação ao fogo do poliuretano expandido (P.U.): classificação III-A da Instrução Técnica nº10 do Decreto no 56.819.
    Estanqueidade: compatível com o nível de desempenho I (intermediário) - sem manchas na face oposta à incidência de água -, sendo plenamente adequada para o uso pretendido.
    Conforto térmico: ótimo potencial para edificações com adequado desempenho térmico.
  • Desempenho térmico: atende às oito zonas bioclimáticas brasileiras.
  • Comportamento de SVVE de painéis à ação de calor e choque térmico: desempenho M (mínimo) e plenamente adequado para o uso pretendido em relação à ação do calor e de choque térmico.
  • Conforto acústico: obtido nível de desempenho compatível com a categoria M (mínimo) da NBR 15.575/2010, adequado para o uso pretendido.
  • Durabilidade: mostra-se adequada, em termos de durabilidade, para fins pretendidos, em ambientes urbanos, rurais, marítimos e industriais.
  • Capacidade de suporte a peças suspensas: a parede ensaiada é compatível com o nível de desempenho M (mínimo), sendo plenamente adequada para o uso pretendido em relação à capacidade de cargas suspensas, considerando o dispositivo de fixação ensaiado.
  • Segurança ao vento (análise teórica): a casa está ancorada à fundação e os parafusos são adequados para ancorar o telhado nas paredes. Flexão de parede lateral submetida à carga de vento: atende aos requisitos da NBR 15.575-2 em relação aos deslocamentos laterais máximos e suportam de forma adequada a ação de vento para uma velocidade básica de Vo = 50 m/s (180 km/h).
  • Flexão de telhas submetidas à carga de vento: atende aos requisitos da NBR 15.575-2 em relação aos deslocamentos laterais máximos e suportam de forma adequada a ação de vento para uma velocidade básica de Vo = 50 m/s (180 km/h), correspondendo à pior situação do mapa de isopletas do Brasil.
  • Arrancamento da parede lateral submetida pela ação de vento: resiste com segurança à carga de tração produzida pela ação de sucção do vento na cobertura. Essa ação do vento corresponde às regiões mais críticas do Brasil, com velocidade básica de Vo = 50 m/s (180 km/h).
  • Ensaio de flexão do telhado: resiste com segurança à carga de tração produzida pela ação de sucção do vento na cobertura. Essa ação do vento corresponde às regiões mais críticas do Brasil, com velocidade básica de Vo
Construção industrial
O projeto do governo carioca prevê uma unidade habitacional composta por sala e cozinha, com 16,08 m², dois dormitórios - sendo um com 8,58 m² e outro com 10 m² - e banheiro de 2,68 m². As paredes têm 6 cm de espessura e os módulos metálicos variam de 30 cm a 1,10 m de largura e 2,45 m de altura. Em média, são utilizados 62 painéis modulares para a estrutura da casa, já com portas e janelas.
As portas são do mesmo sistema das paredes, em módulos de aço. As janelas são de alumínio especial, para que não ocorra oxidação e ionização junto ao painel. Todos os kits de esquadrias já vêm com dobradiças, fechaduras e vidros.
Unidade habitacional é composta por dois dormitórios, cozinha e sala compartilhadas, e banheiro
A cobertura é constituída por 16 módulos de telhas. "A telha, por ser sanduíche, dá um acabamento de forro na parte de baixo. Não há laje, de dentro da casa você vê a própria telha em um perfilado que se assemelha a um forro inclinado de PVC", diz o engenheiro. O pé-direito da unidade tem 2,60 m de altura nas laterais e pode chegar a 3,60 m de altura no centro das paredes, por conta do telhado.
As instalações elétricas e hidráulicas também são compostas por conjuntos pré-fabricados na indústria. "O kit elétrico é composto por chicotes e os ramais já vêm prontos, com os terminais e as fitas isolantes para o acabamento", diz Visconti. A fiação da casa é embutida nos painéis, que já contêm conduítes por onde passam os cabos elétricos.
As instalações hidráulicas se concentram na região do banheiro, segundo Visconti. "Esse é o único cômodo da casa que recebe um forro de PVC, que fica nivelado à altura de 2,60 m. Em cima desse forro é instalada uma caixa-d'água de polietileno ou fibra de vidro de 500 l", diz o engenheiro. A parede que faz a divisa entre o banheiro e a cozinha é chamada de parede hidráulica. É nela que se concentra toda a tubulação hidráulica da habitação modular.
Módulos são fabricados na indústria e já chegam prontos para montagem em canteiro
Montagem
Segundo o coordenador das obras em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, Nilson Campos, as casas modulares são instaladas em terrenos doados pela prefeitura e com padrões de acordo com o plano diretor de cada município. "Em Nova Friburgo, por exemplo, onde as obras estão mais avançadas, elas estão montadas em terrenos de 10 m x 10 m, mas isso pode variar de cidade para cidade", diz Campos. Para a montagem das casas, são necessários apenas quatro profissionais, que montam uma casa em quatro dias, divididos da seguinte forma: dia 1 - fundação; dias 2 e 3 - montagem de paredes, cobertura e instalações elétricas e hidráulicas; dia 4 - fechamento dos shafts elétricos, limpeza, retirada das películas dos painéis e aplicação de piso cerâmico.
Antes de serem realizadas as etapas de montagem, a prefeitura da cidade onde são instaladas as casas modulares deve realizar o preparo do terreno. Nessa etapa de pré-montagem, é feito o nivelamento do terreno, a terraplanagem e a compactação do solo, se necessário. Só aí é que começam os serviços para a montagem da casa modular, a seguir:
Fundação
A fundação é do tipo radier e possui dimensões de 5,90 m x 6,68 m e espessura de 20 cm. "Não utilizamos madeira de caixaria. A fundação é feita em fôrmas metálicas específicas para a casa modular. Isso reduz o lixo e a sujeira no canteiro", diz o engenheiro Diogo Visconti. O radier recebe a adição de uma tela com vergalhões de aço com espaçamento de 10 cm x 10 cm e a concretagem é executada com concreto de fck 20.
Estrutura
Os painéis modulares chegam ao canteiro direto da fábrica em paletes e começam a ser montados pela região do banheiro, onde recebem as instalações hidráulicas. São três tipos básicos de painéis: módulo "liso", que são as paredes convencionais; módulo "L", que são as peças destinadas aos cantos das paredes; e o módulo "T", com os painéis que fazem a intersecção entre as paredes.
Os painéis são unidos entre si por meio de encaixes macho/fêmea e amarração com cabos de aço, na parte superior, próxima ao telhado, e inferior, próxima ao piso. As peças são fixadas na fundação com a utilização de uma calha em formato "U" de PVC, com fixadores especiais.
Cobertura
A cobertura é composta por 16 telhas sanduíche trapezoidais TPR 35, de aço galvalume preenchido por EPS, pintadas a pó. O EPS garante o isolamento termoacústico ao conjunto, que fica apoiado sobre as paredes e é preso por parafusos. A casa não possui forro interno, pois as telhas já dão esse tipo de acabamento. Segundo o engenheiro Diogo Visconti, do lado de dentro da habitação, as telhas parecem um perfilado que se assemelha a um forro de PVC.
Acabamento
O piso recebe revestimento cerâmico de 40 cm x 40 cm em todos os cômodos da casa. O material é aplicado sobre cimento colante e rejuntamento com argamassa. Para acabamento, utiliza-se rodapé de etileno vinílico acetato (EVA), com altura de 4 cm nos dois dormitórios e sala/cozinha, e rodapé de piso cerâmico com 7 cm de altura no banheiro.
Mobile steel no Minha Casa, Minha Vida
O sistema mobile steel é homologado pela Caixa Econômica Federal na Gerência de Desenvolvimento Urbano (Gidur) de Florianópolis e na Gerência Nacional de Gestão, Padronização e Normas Técnicas (Gepad) do Distrito Federal. A partir dessa homologação, o sistema tem viabilidade prévia para ser utilizado em projetos do programa Minha Casa, Minha Vida, mas mediante limite de até 500 unidades habitacionais. Atualmente, a tecnologia está em processo de aprovação no Sistema Nacional de Avaliação Técnica (Sinat), no Ministério das Cidades, para a obtenção da viabilidade definitiva, que possibilitará o uso do mobile steel em projetos habitacionais de porte superior a 500 unidades. Depois de publicada a Diretriz Sinat é que será definido o instituto técnico avaliador responsável pela elaboração do Documento Técnico de Avaliação (DATec), necessário à concessão de créditos para empreendimentos habitacionais desse tipo.
Reportagem: Carlos Carvalho
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Brasil promove cidades da Copa em feira de turismo portuguesa


BRASIL - 
Artigo publicado em 01 de Março de 2013 - Atualizado em 01 de Março de 2013

Brasil promove cidades da Copa em feira de turismo portuguesa


As cidades-sede da Copa, como o Rio de Janeiro, são o carro-chefe da promoção do turismo no Brasil.
As cidades-sede da Copa, como o Rio de Janeiro, são o carro-chefe da promoção do turismo no Brasil.
Reuters

RFI
As cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014 são o principal atrativo do Brasil para o próximo ano no mercado do turismo internacional. Até o dia 3 de março o país mostra na 25ª edição da BTL, Bolsa de Turismo de Lisboa, maior evento do setor em Portugal, todos os pontos fortes desses doze destinos (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador).

Os turistas portugueses ficam em décimo lugar entre os que mais visitam o Brasil, com um total de 183 mil pessoas. Portugal é o país que possui o maior número de conexões aéreas para cidades brasileiras, são 70 voos semanais e trajetos sem escalas para oito capitais.
Além da importante participação do país na feira de Lisboa, até o mês de junho está prevista uma intensa programação para promover o intercâmbio científico, cultural e econômico entre os países, como parte das celebrações do ano do Brasil em Portugal.

De acordo com dados da Embratur, 76,7% dos turistas portugueses já visitaram o país outras vezes e 95% deles querem voltar. Durante o evento, o presidente da Embratur, Flávio Dino, garantiu que mesmo com a crise no continente europeu “Portugal ainda é um mercado de altíssima prioridade para o Brasil”. Segundo Dino, o país deve continuar sendo um foco de investimentos para a promoção dos destinos turísticos do Brasil.
 

sábado, 2 de março de 2013

Autora questiona indústria da longevidade


01/03/2013 - 14h53

Autora questiona indústria da longevidade

DA BBC BRASIL

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1239017-autora-questiona-industria-da-longevidade.shtml


Todos os anos, aumenta o número de pessoas idosas --tanto nos países desenvolvidos como nas nações em desenvolvimento-- graças às descobertas da medicina moderna para atrasar as fronteiras da morte. Mas a longevidade é necessariamente uma coisa boa?
Na Califórnia, a forma física é levada ao extremo. Há lojas em Beverly Hills, local conhecido por sua obsessão com a imagem, apinhadas com comprimidos e fórmulas que visam prolongar a vida. Em Santa Monica, há tantos programas de treinamento ''boot camp'' e tantas sessões de ioga em parques públicos que autoridades locais já pensam em impor um limite.
SXC
Prolongar a vida só prolongaria as incapacidades, segundo escritora
Prolongar a vida só prolonga as incapacidades, diz escritora
''Na Califórnia, você vê pessoas se exercitando às 5h15 e isso ou faz bem a eles ou faz parte de uma psicose neurótica séria na qual eles estão infelizes porque estão ficando mais velhos'', afirma Ed Saxon, que produziu o filme "Fast Food Nation", em 2006.
''Uma pessoa de 55 anos imaginando que se parece com alguém de 25, se submetendo a cirurgias e se exercitando fanaticamente para que isso aconteça, tudo isso me parece uma má ideia. A obsessão em parecer mais jovem do que você realmente é."
Além da preocupação com a forma física, existem os conselhos em torno do que se deve comer para se permanecer jovem. Deve-se tomar mirtilo, couve batida ou comer torrada sem glúten? E vinho tinto, faz bem ou não? E quanto ao chocolate?
LONGA INCAPACIDADE
''Nos Estados Unidos, se assume como fato que a longevidade é algo bom'', afirma Susan Jacoby, autora do livro "Never Say Die" (nunca diga morrer, em tradução literal).
''Muito dessa crença irracional de que há coisas que você pode fazer para se assegurar contra a velhice e a doença tem a ver com o fato de que nós, nos Estados Unidos, realmente não gostamos de envelhecer'', comenta a escritora.
Jacoby, de 67 anos, faz duras críticas ao que chama de ''lixo sobre estilo de vida'' e ''lixo de suplementos alimentares''.
''Se você for olhar com mais atenção para essas pessoas que te dizem que você pode ser uma pessoa saudável aos 120, existe um homem ou uma mulher vendendo alguma coisa'', comenta.
A verdade, diz a autora, é que a maior parte das pessoas que vivem além dos 90 irão morrer após passar ''um período prolongado de incapacidade''.
''Nós estamos acreditando nesse mito de que como estamos atualmente mais saudáveis do que nunca aos 67 anos, estaremos assim também aos 87 ou aos 97. Mas a verdade é que graças a alguns avanços duvidosos da medicina moderna, que mantém pessoas vivas não importa o quê, é que será preciso refletir mais sobre como cuidar dessas pessoas.''
Em 1980, James Fries, professor de medicina da Universidade de Stanford, anteviu uma sociedade em que doenças crônicas seriam adiadas e reduzidas. Nessa sociedade, pessoas levariam vidas saudáveis e morreriam de forma relativamente rápida, reduzindo a quantidade de deficiência e incapacidade.
Fries chamou a isso de ''morbidez comprimida'' e seu trabalho foi creditado como o marco das origens do paradigma moderno para se envelhecer de forma saudável.
O problema é que é mais fácil aconselhar pacientes sobre como prolongar suas vidas saudáveis do que reduzir qualquer período de saúde em declínio.

BOA MORTE
Joseph e Anne Gias são um casal saudável na faixa dos 60 anos, mas eles se preocupam com os percalços da velhice. ''Não quero passar dos 80. Eu creio que entre os 80 e os 85 as pessoas se deterioram muito. Já vi muita deterioração nessa faixa etária e não quero que isso aconteça comigo'', afirma Anne.
A despeito dos temores de Anne, há exemplos de pessoas que levaram vidas longas e saudáveis. Quando Besse Cooper morreu em dezembro do ano passado, aos 116 anos, ela era a mulher mais velha do mundo.
De acordo com relatos, ela estava com uma saúde incrível e nunca se queixou de dores. Ela levava uma vida ativa e se recusava a comer ''porcarias''.
No seu último dia de vida, ela comeu um generoso café da manhã, fez o cabelo e viu um vídeo de Natal com amigos.
Besse morreu em paz à tarde, após ter sofrido problemas respiratórios. Ela é um raro, mas bom exemplo da morbidez comprimida, a que se referia James Fries --uma vida longa e saudável e uma boa morte.

Parque do Ibirapuera tem em janeiro a metade dos furtos de bicicletas de 2012


02/03/2013 - 05h00

Parque do Ibirapuera tem em janeiro a metade dos furtos de bicicletas de 2012



ESTÊVÃO BERTONI
DE SÃO PAULO

João Puerro Neto, 37, ficou sem bicicleta há três meses, no Ibirapuera, porque o cadeado que usou para prender sua magrela a uma árvore foi rompido com "alicate que corta corrente que nem manteiga".
A descrição que o professor de fisioterapia escutou sobre a eficácia do corte feito por um ladrão que levou embora sua Trek Navigator, de R$ 2.550, saiu da boca de um guarda municipal do parque.
A GCM (Guarda Civil Metropolitana), responsável pela segurança do Ibirapuera, na zonal sul de São Paulo, nunca registrou tantos casos como o de Puerro Neto como agora.
Editoria de arte/Folhapress
Em 2012, o número de registros de furtos de bike no parque feitos pela guarda civil foi de 31, contra apenas três do ano anterior. De 2006 a 2011, a média de crimes do tipo no local era de apenas três por ano.
Os índices continuam preocupantes e já fazem do Ibirapuera um dos mais inseguros pontos para amarrar uma bicicleta. Só em janeiro deste ano, já foram 15 furtos --a metade de todo o ano passado.
Os números foram conseguidos pela reportagem por meio da Lei de Acesso à Informação --e, na realidade, podem ser maiores, pois há vítimas que não buscam ajuda.
Eduardo de Siqueira Bias, comandante-geral da GCM, diz que o hábito de se silenciar após o furto tem mudado: os ciclistas cada vez mais procuram a guarda para registrar o crime, o que explica, segundo ele, a alta do número em 2012.
Bias afirma que o aumento dos frequentadores do parque (que tem recebido 150 mil pessoas nos fins de semana) e a especialização dos criminosos, com o uso de alicates que cortam as correntes em poucos segundos, também ajudaram a elevar o índice de furtos.

Furto de bicicletas no Ibirapuera

Silva Junior/Folhapress


O ciclista João Puerro teve sua bicicleta furtada no parque do Ibirapuera
Para combatê-los, a GCM aumentou seu efetivo de 140 para 165 homens no parque e conta com 11 câmeras de segurança. Uma delas flagrou no último sábado (23/2) a ação de um criminoso, que, acobertado por outro homem, sacou o alicate da mochila, cortou o cadeado e levou a magrela. Os guardas foram avisados do crime, mas não conseguiram prender o ladrão, que agiu perto do portão seis.
O comandante da guarda diz que há a previsão de inauguração, daqui a um mês, de um bicicletário no Ibirapuera, com um guarda controlando a entrada e a saída das bikes. A medida ainda está sendo discutida com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.
BOLETIM DE OCORRÊNCIA
A GCM orienta as vítimas de furto a procurar uma delegacia para fazer um BO, o que ajuda a mapear as áreas de maior vulnerabilidade. O professor Puerro Neto não o fez.
Sem esperanças de reencontrar sua bicicleta, que tinha acabado de ser paga e foi furtada entre as 14h e as 16h de 9 de dezembro, período que passou dentro da Bienal aproveitando o último dia da exposição, ele já comprou outra. Precisava dela para trabalhar.