domingo, 3 de março de 2013

Ainda em evolução...


02/03/2013 - 04h30

Ambientalistas se dividem entre mico-leão-dourado e o muriqui para mascote da Rio-16

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1239656-ambientalistas-se-dividem-entre-primatas-para-mascote-da-rio-16.shtml

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO

As Olimpíadas de 2016 ainda estão longe de começar, mas já têm uma grande disputa. Simpáticos, atléticos e 100% brasileiros, o mico-leão-dourado e o muriqui competem pela vaga de mascote oficial do evento.
Os dois têm argumentos de peso. São carismáticos, endêmicos da mata atlântica e seriamente ameaçados.
Espécie de pop star da fauna brasileira, o mico-leão-dourado tem a seu favor justamente essa fama.
A agressiva campanha para salvar a espécie, que dominou a mídia há 20 anos -quando as discussões ambientais ainda eram bem menos comuns- tornou sua juba avermelhada conhecida em vários cantos do planeta.
"Esse animal é a cara do sucesso. Tem uma história linda, de engajamento da sociedade. Vem gente de todo lugar do mundo só para conhecê-lo", diz Luís Paulo Ferraz, diretor-executivo da ONG Associação do Mico-Leão-Dourado, que encabeça a campanha do macaquinho.
Editoria de Arte/Folhapress
O esforço para salvar o animal tem reconhecimento em todo o mundo. Em pouco mais de duas décadas, a população na natureza saltou de cerca de 200 indivíduos para os atuais 1.700. Uma vitória conseguida principalmente pela proteção e recuperação da área de mata atlântica na qual eles vivem.
"E, além de tudo isso, o mico-leão-dourado ainda é da cor da medalha de ouro", brinca o ambientalista.
Modesta, a campanha pelo loiro-ruivo mais famoso das florestas se apoia principalmente nas redes sociais.
Do outro lado da disputa, o muriqui, maior primata das Américas, tem um time estrelado de apoiadores, como Gilberto Gil e Chico Buarque, que aparecem em um caprichado vídeo de divulgação da campanha, encabeçada pelo Instituto Ecoatlântica.
"O muriqui está para o Brasil como o panda gigante está para a China", diz Russell Mittermeier, presidente da Conservação Internacional e estudioso de primatas.
Mittermeier e a ONG estão ajudando na internacionalização da campanha do muriqui, que tem ainda o apoio do governo do Rio de Janeiro.
"Justamente por ser um animal menos conhecido, ele merece essa chance de aparecer. O mico também está ameaçado, mas a situação do muriqui é alarmante", diz Mittermeier. A estimativa é que, no Estado do Rio de Janeiro, haja apenas 160 deles.
Apesar da repercussão de ambas as campanhas, não há garantia de que uma das espécies seja a escolhida.
Não existe uma candidatura oficial, e o tema do mascote é livre. Ele será escolhido entre as propostas apresentadas pelas 15 agências de comunicação convidadas pela organização das Olimpíadas para enviar propostas de aparência e conceito.
Ou seja, antes de conquistar o mundo, muriqui e mico-leão terão de conquistar os publicitários participantes.
O resultado só sai em 2014, mas os cientistas estão otimistas. A definição do tatu-bola, também muito ameaçado, como mascote da Copa de 2014 é considerada um sinal de que a questão ambiental será determinante.
Já os apoiadores dos dois primatas vão além: torcem para que haja mais de um mascote oficial.

QUEM SERÁ O MASCOTE?
A escolha será feita em 2014. O comitê organizador pediu para que 15 agências de comunicação pensassem no visual de mascotes que representassem o Brasil e o espírito olímpico, mas não existe uma lista pré-definida de candidatos

Casa modular


Casa modular


28/02/2013 | Notícia | Revista Infraestrutura Urbana - Março 2013

Governo do Rio de Janeiro adota módulos metálicos e constrói uma habitação a cada quatro dias, ao custo de R$ 57 mil a unidade. Moradias serão doadas às vítimas das cheias da região serrana
Casas montadas no município de Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, uma das cidades afetadas pelas chuvas de 2011
O Governo do Rio de Janeiro vai construir 694 casas na região serrana do Estado para abrigar as vítimas das chuvas ocorridas na região em 2011. As moradias já estão em construção e a primeira etapa da obra será concluída neste mês, com a entrega de 150 unidades no município de Nova Friburgo.
Apesar da demora entre a tragédia e o início das construções, a escolha pelo sistema construtivo aponta uma alternativa para a edificação rápida de habitações populares de interesse social: o mobile steel, sistema de módulos metálicos autoportantes constituído de painéis estruturais do tipo sanduíche (aço galvalume + poliuretano + aço galvalume) que formam as paredes interna e externa da casa. As portas e esquadrias metálicas integram os painéis, e a cobertura é composta por telhas termoacústicas de aço preenchidas por poliestireno expandido (EPS). Como todo o conjunto é modular, os componentes dos sistemas elétrico e hidráulico são embutidos nos próprios painéis, evitando quebras no canteiro e agilizando a instalação.
"A grande vantagem da utilização desse método na construção das casas, principalmente as da região serrana do Rio de Janeiro, é a rapidez na montagem do sistema, que permite a entrega de uma unidade pronta em quatro dias, além da limpeza no canteiro", diz o engenheiro civil Diogo Visconti, da Irmãos Fischer, empresa responsável pela tecnologia.
O custo-benefício da solução construtiva também é competitivo. "Trabalhamos com um custo, aproximadamente, 20% abaixo do de uma construção em alvenaria convencional", completa Visconti. Contratada via pregão presencial do tipo menor preço, a construtora Cohabita receberá R$ 39 milhões para a construção das 694 moradias nas cidades de Nova Friburgo, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro, Bom Jardim, Petrópolis e Teresópolis. Em resumo, o custo por unidade da casa modular é de R$ 57 mil.
Normas e avaliações de desempenho
O modelo de casa modular passou por testes para garantir as condições ideais de uso. As avaliações foram realizadas pela Fundação Luiz Englert e pelo Laboratório de Segurança ao Fogo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Confira os resultados:
  • Ensaio de impacto de corpo duro: a parede ensaiada apresenta nível de desempenho compatível com a classificação M (mínimo) da norma NBR 15.575/2010, sendo adequada para o uso pretendido, em relação a impactos de corpo duro.
  • Ensaio de impacto de corpo mole: a parede ensaiada apresenta nível de desempenho compatível com a classificação M (mínimo) da norma NBR 15.575/2010, sendo adequada para o uso pretendido.
  • Ensaio de compressão axial de painéis: carga crítica de esmagamento da base do painel na ordem de 92 kN, o que corresponde a uma tensão de 1,39 MPa para a seção transversal total (6 cm x 110 cm), adequada para o uso pretendido.
  • Ensaio de compressão excêntrica de painéis: atende às prescrições e ao anexo A da NBR 15.575-2:2008.
  • Impacto de corpo mole e fechamento brusco de portas: a interação das portas com o sistema de vedação vertical externo e interno apresenta desempenho M (mínimo), sendo adequada para o uso pretendido.
  • Segurança ao fogo: excelente desempenho ao fogo, atendendo aos requisitos para fuga dos usuários, satisfazendo as demandas de resistência ao fogo da estrutura e apresentando desempenho superior em termos de impacto sobre a vizinhança.
  • Determinação da ignitabilidade do poliuretano expandido (P.U.): chama não atingiu a marca de 150 mm, o que corresponde ao atendimento da norma BS EN ISO 11.925-2.
  • Desempenho quanto à reação ao fogo do poliuretano expandido (P.U.): classificação III-A da Instrução Técnica nº10 do Decreto no 56.819.
    Estanqueidade: compatível com o nível de desempenho I (intermediário) - sem manchas na face oposta à incidência de água -, sendo plenamente adequada para o uso pretendido.
    Conforto térmico: ótimo potencial para edificações com adequado desempenho térmico.
  • Desempenho térmico: atende às oito zonas bioclimáticas brasileiras.
  • Comportamento de SVVE de painéis à ação de calor e choque térmico: desempenho M (mínimo) e plenamente adequado para o uso pretendido em relação à ação do calor e de choque térmico.
  • Conforto acústico: obtido nível de desempenho compatível com a categoria M (mínimo) da NBR 15.575/2010, adequado para o uso pretendido.
  • Durabilidade: mostra-se adequada, em termos de durabilidade, para fins pretendidos, em ambientes urbanos, rurais, marítimos e industriais.
  • Capacidade de suporte a peças suspensas: a parede ensaiada é compatível com o nível de desempenho M (mínimo), sendo plenamente adequada para o uso pretendido em relação à capacidade de cargas suspensas, considerando o dispositivo de fixação ensaiado.
  • Segurança ao vento (análise teórica): a casa está ancorada à fundação e os parafusos são adequados para ancorar o telhado nas paredes. Flexão de parede lateral submetida à carga de vento: atende aos requisitos da NBR 15.575-2 em relação aos deslocamentos laterais máximos e suportam de forma adequada a ação de vento para uma velocidade básica de Vo = 50 m/s (180 km/h).
  • Flexão de telhas submetidas à carga de vento: atende aos requisitos da NBR 15.575-2 em relação aos deslocamentos laterais máximos e suportam de forma adequada a ação de vento para uma velocidade básica de Vo = 50 m/s (180 km/h), correspondendo à pior situação do mapa de isopletas do Brasil.
  • Arrancamento da parede lateral submetida pela ação de vento: resiste com segurança à carga de tração produzida pela ação de sucção do vento na cobertura. Essa ação do vento corresponde às regiões mais críticas do Brasil, com velocidade básica de Vo = 50 m/s (180 km/h).
  • Ensaio de flexão do telhado: resiste com segurança à carga de tração produzida pela ação de sucção do vento na cobertura. Essa ação do vento corresponde às regiões mais críticas do Brasil, com velocidade básica de Vo
Construção industrial
O projeto do governo carioca prevê uma unidade habitacional composta por sala e cozinha, com 16,08 m², dois dormitórios - sendo um com 8,58 m² e outro com 10 m² - e banheiro de 2,68 m². As paredes têm 6 cm de espessura e os módulos metálicos variam de 30 cm a 1,10 m de largura e 2,45 m de altura. Em média, são utilizados 62 painéis modulares para a estrutura da casa, já com portas e janelas.
As portas são do mesmo sistema das paredes, em módulos de aço. As janelas são de alumínio especial, para que não ocorra oxidação e ionização junto ao painel. Todos os kits de esquadrias já vêm com dobradiças, fechaduras e vidros.
Unidade habitacional é composta por dois dormitórios, cozinha e sala compartilhadas, e banheiro
A cobertura é constituída por 16 módulos de telhas. "A telha, por ser sanduíche, dá um acabamento de forro na parte de baixo. Não há laje, de dentro da casa você vê a própria telha em um perfilado que se assemelha a um forro inclinado de PVC", diz o engenheiro. O pé-direito da unidade tem 2,60 m de altura nas laterais e pode chegar a 3,60 m de altura no centro das paredes, por conta do telhado.
As instalações elétricas e hidráulicas também são compostas por conjuntos pré-fabricados na indústria. "O kit elétrico é composto por chicotes e os ramais já vêm prontos, com os terminais e as fitas isolantes para o acabamento", diz Visconti. A fiação da casa é embutida nos painéis, que já contêm conduítes por onde passam os cabos elétricos.
As instalações hidráulicas se concentram na região do banheiro, segundo Visconti. "Esse é o único cômodo da casa que recebe um forro de PVC, que fica nivelado à altura de 2,60 m. Em cima desse forro é instalada uma caixa-d'água de polietileno ou fibra de vidro de 500 l", diz o engenheiro. A parede que faz a divisa entre o banheiro e a cozinha é chamada de parede hidráulica. É nela que se concentra toda a tubulação hidráulica da habitação modular.
Módulos são fabricados na indústria e já chegam prontos para montagem em canteiro
Montagem
Segundo o coordenador das obras em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, Nilson Campos, as casas modulares são instaladas em terrenos doados pela prefeitura e com padrões de acordo com o plano diretor de cada município. "Em Nova Friburgo, por exemplo, onde as obras estão mais avançadas, elas estão montadas em terrenos de 10 m x 10 m, mas isso pode variar de cidade para cidade", diz Campos. Para a montagem das casas, são necessários apenas quatro profissionais, que montam uma casa em quatro dias, divididos da seguinte forma: dia 1 - fundação; dias 2 e 3 - montagem de paredes, cobertura e instalações elétricas e hidráulicas; dia 4 - fechamento dos shafts elétricos, limpeza, retirada das películas dos painéis e aplicação de piso cerâmico.
Antes de serem realizadas as etapas de montagem, a prefeitura da cidade onde são instaladas as casas modulares deve realizar o preparo do terreno. Nessa etapa de pré-montagem, é feito o nivelamento do terreno, a terraplanagem e a compactação do solo, se necessário. Só aí é que começam os serviços para a montagem da casa modular, a seguir:
Fundação
A fundação é do tipo radier e possui dimensões de 5,90 m x 6,68 m e espessura de 20 cm. "Não utilizamos madeira de caixaria. A fundação é feita em fôrmas metálicas específicas para a casa modular. Isso reduz o lixo e a sujeira no canteiro", diz o engenheiro Diogo Visconti. O radier recebe a adição de uma tela com vergalhões de aço com espaçamento de 10 cm x 10 cm e a concretagem é executada com concreto de fck 20.
Estrutura
Os painéis modulares chegam ao canteiro direto da fábrica em paletes e começam a ser montados pela região do banheiro, onde recebem as instalações hidráulicas. São três tipos básicos de painéis: módulo "liso", que são as paredes convencionais; módulo "L", que são as peças destinadas aos cantos das paredes; e o módulo "T", com os painéis que fazem a intersecção entre as paredes.
Os painéis são unidos entre si por meio de encaixes macho/fêmea e amarração com cabos de aço, na parte superior, próxima ao telhado, e inferior, próxima ao piso. As peças são fixadas na fundação com a utilização de uma calha em formato "U" de PVC, com fixadores especiais.
Cobertura
A cobertura é composta por 16 telhas sanduíche trapezoidais TPR 35, de aço galvalume preenchido por EPS, pintadas a pó. O EPS garante o isolamento termoacústico ao conjunto, que fica apoiado sobre as paredes e é preso por parafusos. A casa não possui forro interno, pois as telhas já dão esse tipo de acabamento. Segundo o engenheiro Diogo Visconti, do lado de dentro da habitação, as telhas parecem um perfilado que se assemelha a um forro de PVC.
Acabamento
O piso recebe revestimento cerâmico de 40 cm x 40 cm em todos os cômodos da casa. O material é aplicado sobre cimento colante e rejuntamento com argamassa. Para acabamento, utiliza-se rodapé de etileno vinílico acetato (EVA), com altura de 4 cm nos dois dormitórios e sala/cozinha, e rodapé de piso cerâmico com 7 cm de altura no banheiro.
Mobile steel no Minha Casa, Minha Vida
O sistema mobile steel é homologado pela Caixa Econômica Federal na Gerência de Desenvolvimento Urbano (Gidur) de Florianópolis e na Gerência Nacional de Gestão, Padronização e Normas Técnicas (Gepad) do Distrito Federal. A partir dessa homologação, o sistema tem viabilidade prévia para ser utilizado em projetos do programa Minha Casa, Minha Vida, mas mediante limite de até 500 unidades habitacionais. Atualmente, a tecnologia está em processo de aprovação no Sistema Nacional de Avaliação Técnica (Sinat), no Ministério das Cidades, para a obtenção da viabilidade definitiva, que possibilitará o uso do mobile steel em projetos habitacionais de porte superior a 500 unidades. Depois de publicada a Diretriz Sinat é que será definido o instituto técnico avaliador responsável pela elaboração do Documento Técnico de Avaliação (DATec), necessário à concessão de créditos para empreendimentos habitacionais desse tipo.
Reportagem: Carlos Carvalho
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Brasil promove cidades da Copa em feira de turismo portuguesa


BRASIL - 
Artigo publicado em 01 de Março de 2013 - Atualizado em 01 de Março de 2013

Brasil promove cidades da Copa em feira de turismo portuguesa


As cidades-sede da Copa, como o Rio de Janeiro, são o carro-chefe da promoção do turismo no Brasil.
As cidades-sede da Copa, como o Rio de Janeiro, são o carro-chefe da promoção do turismo no Brasil.
Reuters

RFI
As cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014 são o principal atrativo do Brasil para o próximo ano no mercado do turismo internacional. Até o dia 3 de março o país mostra na 25ª edição da BTL, Bolsa de Turismo de Lisboa, maior evento do setor em Portugal, todos os pontos fortes desses doze destinos (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador).

Os turistas portugueses ficam em décimo lugar entre os que mais visitam o Brasil, com um total de 183 mil pessoas. Portugal é o país que possui o maior número de conexões aéreas para cidades brasileiras, são 70 voos semanais e trajetos sem escalas para oito capitais.
Além da importante participação do país na feira de Lisboa, até o mês de junho está prevista uma intensa programação para promover o intercâmbio científico, cultural e econômico entre os países, como parte das celebrações do ano do Brasil em Portugal.

De acordo com dados da Embratur, 76,7% dos turistas portugueses já visitaram o país outras vezes e 95% deles querem voltar. Durante o evento, o presidente da Embratur, Flávio Dino, garantiu que mesmo com a crise no continente europeu “Portugal ainda é um mercado de altíssima prioridade para o Brasil”. Segundo Dino, o país deve continuar sendo um foco de investimentos para a promoção dos destinos turísticos do Brasil.
 

sábado, 2 de março de 2013

Autora questiona indústria da longevidade


01/03/2013 - 14h53

Autora questiona indústria da longevidade

DA BBC BRASIL

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1239017-autora-questiona-industria-da-longevidade.shtml


Todos os anos, aumenta o número de pessoas idosas --tanto nos países desenvolvidos como nas nações em desenvolvimento-- graças às descobertas da medicina moderna para atrasar as fronteiras da morte. Mas a longevidade é necessariamente uma coisa boa?
Na Califórnia, a forma física é levada ao extremo. Há lojas em Beverly Hills, local conhecido por sua obsessão com a imagem, apinhadas com comprimidos e fórmulas que visam prolongar a vida. Em Santa Monica, há tantos programas de treinamento ''boot camp'' e tantas sessões de ioga em parques públicos que autoridades locais já pensam em impor um limite.
SXC
Prolongar a vida só prolongaria as incapacidades, segundo escritora
Prolongar a vida só prolonga as incapacidades, diz escritora
''Na Califórnia, você vê pessoas se exercitando às 5h15 e isso ou faz bem a eles ou faz parte de uma psicose neurótica séria na qual eles estão infelizes porque estão ficando mais velhos'', afirma Ed Saxon, que produziu o filme "Fast Food Nation", em 2006.
''Uma pessoa de 55 anos imaginando que se parece com alguém de 25, se submetendo a cirurgias e se exercitando fanaticamente para que isso aconteça, tudo isso me parece uma má ideia. A obsessão em parecer mais jovem do que você realmente é."
Além da preocupação com a forma física, existem os conselhos em torno do que se deve comer para se permanecer jovem. Deve-se tomar mirtilo, couve batida ou comer torrada sem glúten? E vinho tinto, faz bem ou não? E quanto ao chocolate?
LONGA INCAPACIDADE
''Nos Estados Unidos, se assume como fato que a longevidade é algo bom'', afirma Susan Jacoby, autora do livro "Never Say Die" (nunca diga morrer, em tradução literal).
''Muito dessa crença irracional de que há coisas que você pode fazer para se assegurar contra a velhice e a doença tem a ver com o fato de que nós, nos Estados Unidos, realmente não gostamos de envelhecer'', comenta a escritora.
Jacoby, de 67 anos, faz duras críticas ao que chama de ''lixo sobre estilo de vida'' e ''lixo de suplementos alimentares''.
''Se você for olhar com mais atenção para essas pessoas que te dizem que você pode ser uma pessoa saudável aos 120, existe um homem ou uma mulher vendendo alguma coisa'', comenta.
A verdade, diz a autora, é que a maior parte das pessoas que vivem além dos 90 irão morrer após passar ''um período prolongado de incapacidade''.
''Nós estamos acreditando nesse mito de que como estamos atualmente mais saudáveis do que nunca aos 67 anos, estaremos assim também aos 87 ou aos 97. Mas a verdade é que graças a alguns avanços duvidosos da medicina moderna, que mantém pessoas vivas não importa o quê, é que será preciso refletir mais sobre como cuidar dessas pessoas.''
Em 1980, James Fries, professor de medicina da Universidade de Stanford, anteviu uma sociedade em que doenças crônicas seriam adiadas e reduzidas. Nessa sociedade, pessoas levariam vidas saudáveis e morreriam de forma relativamente rápida, reduzindo a quantidade de deficiência e incapacidade.
Fries chamou a isso de ''morbidez comprimida'' e seu trabalho foi creditado como o marco das origens do paradigma moderno para se envelhecer de forma saudável.
O problema é que é mais fácil aconselhar pacientes sobre como prolongar suas vidas saudáveis do que reduzir qualquer período de saúde em declínio.

BOA MORTE
Joseph e Anne Gias são um casal saudável na faixa dos 60 anos, mas eles se preocupam com os percalços da velhice. ''Não quero passar dos 80. Eu creio que entre os 80 e os 85 as pessoas se deterioram muito. Já vi muita deterioração nessa faixa etária e não quero que isso aconteça comigo'', afirma Anne.
A despeito dos temores de Anne, há exemplos de pessoas que levaram vidas longas e saudáveis. Quando Besse Cooper morreu em dezembro do ano passado, aos 116 anos, ela era a mulher mais velha do mundo.
De acordo com relatos, ela estava com uma saúde incrível e nunca se queixou de dores. Ela levava uma vida ativa e se recusava a comer ''porcarias''.
No seu último dia de vida, ela comeu um generoso café da manhã, fez o cabelo e viu um vídeo de Natal com amigos.
Besse morreu em paz à tarde, após ter sofrido problemas respiratórios. Ela é um raro, mas bom exemplo da morbidez comprimida, a que se referia James Fries --uma vida longa e saudável e uma boa morte.

Parque do Ibirapuera tem em janeiro a metade dos furtos de bicicletas de 2012


02/03/2013 - 05h00

Parque do Ibirapuera tem em janeiro a metade dos furtos de bicicletas de 2012



ESTÊVÃO BERTONI
DE SÃO PAULO

João Puerro Neto, 37, ficou sem bicicleta há três meses, no Ibirapuera, porque o cadeado que usou para prender sua magrela a uma árvore foi rompido com "alicate que corta corrente que nem manteiga".
A descrição que o professor de fisioterapia escutou sobre a eficácia do corte feito por um ladrão que levou embora sua Trek Navigator, de R$ 2.550, saiu da boca de um guarda municipal do parque.
A GCM (Guarda Civil Metropolitana), responsável pela segurança do Ibirapuera, na zonal sul de São Paulo, nunca registrou tantos casos como o de Puerro Neto como agora.
Editoria de arte/Folhapress
Em 2012, o número de registros de furtos de bike no parque feitos pela guarda civil foi de 31, contra apenas três do ano anterior. De 2006 a 2011, a média de crimes do tipo no local era de apenas três por ano.
Os índices continuam preocupantes e já fazem do Ibirapuera um dos mais inseguros pontos para amarrar uma bicicleta. Só em janeiro deste ano, já foram 15 furtos --a metade de todo o ano passado.
Os números foram conseguidos pela reportagem por meio da Lei de Acesso à Informação --e, na realidade, podem ser maiores, pois há vítimas que não buscam ajuda.
Eduardo de Siqueira Bias, comandante-geral da GCM, diz que o hábito de se silenciar após o furto tem mudado: os ciclistas cada vez mais procuram a guarda para registrar o crime, o que explica, segundo ele, a alta do número em 2012.
Bias afirma que o aumento dos frequentadores do parque (que tem recebido 150 mil pessoas nos fins de semana) e a especialização dos criminosos, com o uso de alicates que cortam as correntes em poucos segundos, também ajudaram a elevar o índice de furtos.

Furto de bicicletas no Ibirapuera

Silva Junior/Folhapress


O ciclista João Puerro teve sua bicicleta furtada no parque do Ibirapuera
Para combatê-los, a GCM aumentou seu efetivo de 140 para 165 homens no parque e conta com 11 câmeras de segurança. Uma delas flagrou no último sábado (23/2) a ação de um criminoso, que, acobertado por outro homem, sacou o alicate da mochila, cortou o cadeado e levou a magrela. Os guardas foram avisados do crime, mas não conseguiram prender o ladrão, que agiu perto do portão seis.
O comandante da guarda diz que há a previsão de inauguração, daqui a um mês, de um bicicletário no Ibirapuera, com um guarda controlando a entrada e a saída das bikes. A medida ainda está sendo discutida com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.
BOLETIM DE OCORRÊNCIA
A GCM orienta as vítimas de furto a procurar uma delegacia para fazer um BO, o que ajuda a mapear as áreas de maior vulnerabilidade. O professor Puerro Neto não o fez.
Sem esperanças de reencontrar sua bicicleta, que tinha acabado de ser paga e foi furtada entre as 14h e as 16h de 9 de dezembro, período que passou dentro da Bienal aproveitando o último dia da exposição, ele já comprou outra. Precisava dela para trabalhar.

sexta-feira, 1 de março de 2013

19ª FEICON BATIMAT






http://www.feicon.com.br/Visitar/Credenciamento/


Credenciamento

Feicon Batimat é o maior e mais conceituado salão da construção da América Latina. Com 21 anos de existência, surpreendendo a cada ano seus milhares de visitantes, apresentando em primeira mão os principais lançamentos e tendências para todo o setor da construção civil.

É o evento mais completo da área, pois só ele reúne todos os grandes líderes do segmento em uma exclusiva exposição de produtos e serviços para todos os setores do ramo.


Saiba como Visitar!


Credenciamento Online - Entrada Gratuita para visitar a feira disponível até 08/03/2013

Os profissionais do setor podem efetuar seu credenciamento online gratuito, através do site www.feicon.com.br, informando um e-mail e senha. O credenciamento é confirmado por e-mail, onde o profissional encontrará seu código de registro. Basta digitar esse código nos totens de autoatendimento no local do evento e retirar sua credencial. Entrada gratuita para os profissionais que efetuarem o credenciamento online antecipado.

Clique aqui e credencie-se agora!

Central de Atendimento
11 2129-6303 - Horário Comercial
credenciamento@credenciamentoweb.com.br

Convite Impresso do expositor - Entrada Gratuita para visitar a feira

Os profissionais do setor que receberam convite impresso do evento, podem efetuar seu credenciamento online gratuito ou dirigir-se ao local do evento com o convite e o cartão profissional em mãos, para a retirada da credencial. A entrada é gratuita para os profissionais que apresentarem o convite impresso da Feicon Batimat 2013.


Inscrições no Local para visitar a feira

Os profissionais do setor que desejarem visitar a Feicon Batimat podem credenciar-se diretamente no local do evento, informando seus dados profissionais nos guichês de atendimento. Para inscrições no local, a entrada custará R$ 55,00*.
*Formas de pagamento: dinheiro ou cartão de débito.


Estudantes

Estudantes podem visitar a feira por meio de grupos organizados (mínimo de 15 pessoas) pela instituição de ensino e monitorados por um coordenador do curso. Solicite ao coordenador que faça a inscrição dos estudantes através do link abaixo.

Importante! O credenciamento de estudantes é exclusivo para as escolas técnicas ou faculdades do setor, mediante comprovação da disciplina no ato da retirada das credenciais. Atenção, vagas limitadas para visitação. As credenciais geradas por meio do site, deverão ser retiradas diretamente no local do evento. A entrada é gratuita para os estudantes que se pré-credenciarem no evento.

Caso sejam esgotadas as vagas para o dia solicitado e o credenciamento online não tenha sido feito, será cobrada entrada no local do evento, no valor de R$ 55,00* por pessoa.
*Formas de pagamento: dinheiro ou cartão de débito.

Expositores
Os expositores podem solicitar as credenciais de acesso ao evento por meio do Portal do Expositor no site da Feicon Batimat, fazendo o acesso com seu login e senha (caso você não possua um login e senha, contate-nos pelo telefone (11) 3060-4717. Nesse espaço estão disponíveis todas as informações e formulários necessários para sua participação no evento.


Imprensa

Os profissionais de comunicação (jornalistas e assessores de imprensa) possuem um credenciamento exclusivo no site www.feicon.com.br, onde basta informar os dados profissionais para adquirir a credencial. As informações serão avaliadas e a aprovação será comunicada por e-mail, bem como detalhes sobre a retirada da credencial.


Como Chegar

Pavilhão de Exposições do Anhembi

Av. Olavo Fontoura, 1.209 | Santana - São Paulo/SP
CEP: 02012-021
Telefone: (11) 2226-0400

Terminal de Ônibus Barra Funda

Metrô até a estação Sé, troque para a Linha 1 - Azul, metrô sentido Tucuruvi, desça na estação Tietê.

Transporte Gratuito

Disponibilizamos ônibus circulares de ida e volta ao Anhembi na saída da estação-Shopping do Terminal Rodoviário/Metrô Portuguesa/Tietê (Linha 1 - Azul). Os embarques terão início 1 hora antes da abertura até 1 hora após o fechamento da feira.

Aeroporto de Congonhas

De táxi especial - aproximadamente R$ 70,00* até o Parque Anhembi.
De táxi comum - aproximadamente R$ 55,00* até o Parque Anhembi.
* Os preços acima estão sujeito a alteração e não são de responsabilidade da Reed Exhibitions Alcantara Machado.

Aeroporto de Cumbica - Guarulhos

De táxi especial - aproximadamente R$ 95,00* até o Parque Anhembi.
De táxi comum - aproximadamente R$ 90,00* até o Parque Anhembi.
* Os preços acima estão sujeito a alteração e não são de responsabilidade da Reed Exhibitions Alcantara Machado.





China admite que poluição criou “vilas de câncer”


China admite que poluição criou “vilas de câncer”


gigantesca nuvem tóxica que cobriu a China por semanas gerou forte pressão da população para que o governo aprove medidas de controle da poluição. Na última semana, a pressão teve resultado, e pela primeira vez Pequim admitiu que a crise ambiental no país produziu as chamadas “vilas de câncer”. “Nos últimos anos, a poluição causou muitos desastres ambientais, como a contaminação de fontes de água potável, e sérios problemas sociais e de saúde, incluindo a existência de vilas de câncer”, diz documento divulgado na última semana pelo ministério do Meio Ambiente da China.
A teoria das “vilas de câncer” chinesas foi criada pelo jornalista e ativista Deng Fei em 2009. Ele fez um levantamento e criou um mapa, usando o Google Maps, para mostrar todas as cidades, aldeias e vilarejos que tinham índices anormais de incidência de câncer. No seu primeiro levantamento, foram encontradas 100 cidades com altos índices da doença. Atualmente, revisões propostas por pesquisadores e outros ativistas elevam o número a pelo menos 400 vilas de câncer.
Apesar do ar poluído ser o foco das manchetes quando se fala em poluição na China, um dos principais problemas no país é a contaminação da água. Grande parte dos casos de câncer são resultado de poluentes químicos que são despejados por indústrias em rios e lagos. Segundo o Ministério do Meio Ambiente da China, quase a metade (43%) das fontes de água monitoradas está contaminada. Uma das medidas propostas pelo governo é investir US$ 850 bilhões na limpeza de rios e fontes de água potável nos próximos cinco anos.
Mais surpreendente, o plano também propõe, pela primeira vez, a criação de uma taxa de carbono. Segundo a agência Xinhua, a ideia é aumentar os impostos dos setores mais poluentes da economia, especialmente a indústria do carvão. Ainda há dúvidas sobre a efetividade da proposta. O projeto não foi divulgado e os valores especulados, de 10 yuans por tonelada de carbono emitida, são considerados baixos para que a taxa realmente seja uma medida ambiental – e não apenas mais uma forma de o governo coletar impostos da população. Ainda assim, o anúncio pode indicar uma guinada na forma como o governo chinês lida com seus problemas ambientais.
Foto: Reprodução do mapa das “vilas de câncer” no Google Maps.
(Bruno Calixto)

Florestas urbanas deixam São Paulo mais verde


Florestas urbanas deixam São Paulo mais verde

Redação em 06/02/13

Quem passa pelo metrô Sumaré, em Pinheiros,  já se familiarizou com uma instalação verde na parede cinza de uma das rampas de entrada da estação. Trata-se do Jardim da Alegria, um dos projetos daONG Floresta Urbana.
Apesar do design semelhante ao das caras  ”paredes verdes”, moda em casas de bairros de elite, os Jardins da Alegria são feitos com garrafas PET, arame e telhas. Trata-se de uma solução bonita, barata e sustentável, perfeita para colocar mais natureza em bairros sem espaço para praças e parques.
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Cuidar do jardim virou rotina para quem passa no local
A experiência do jardim na estação de metrô trouxe surpresas positivas para a presidente da ONG, Thelma Spangenberg. “Deixamos o borrifador preso apenas com um barbante, qualquer um podia pegar e levar embora. Viajamos e, quando voltamos, depois de um mês, ele ainda estava lá”, conta. Já virou hábito de quem passa no local contribuir para a manutenção do jardim. “Enchemos todos os dias e no fim da tarde está vazio”, diz Thelma.
A Floresta Urbana tem como objetivo difundir, efetivar a consciência e realizar ações socio-ambientais em metrópoles. Além dos Jardins da Alegria, no site da ONG, é possível encontrar projetos como Então Faço Eu, de compostagem urbana; e as Caçambas Verdes, um projeto que une arte e natureza em caçambas que, ao invés de lixo, possuem plantas.
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Intervenção troca lixo por plantas em caçambas
A ONG nasceu da tese de doutorado de seu diretor técnico, Jörg Spangenberg, “Natureza em Megacidades – São Paulo um Caso de Estudo”na universidade Bauhaus, na Alemanha. Ele estudou e apontou os benefícios não apenas ecológicos, mas também financeiros, do aumento de áreas verdes em metrópoles como São Paulo.