quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Calor extremo está se disseminando pelo planeta, diz estudo


07/08/2012 - 11h40


DO "NEW YORK TIMES"


O percentual da superfície terrestre atingido por temperaturas muito elevadas no verão aumentou nas últimas décadas, subindo de 1% nos anos anteriores a 1980 a até 13% nos anos recentes, segundo um novo trabalho científico.
A mudança é tão drástica, diz o estudo, que os cientistas podem dizer quase que com certeza que os eventos como a onda de calor no Texas no ano passado, a da Rússia em 2010 e a da Europa em 2003 não teriam acontecido sem o aquecimento global causado pelas emissões de gases-estufa causadas pelo homem.
Tony Gutierrez/Associated Press
Polcial do Texas anda em leito de lago seco em San Angelo, em agosto de 2011, durante seca recorde
Polcial do Texas anda em leito de lago seco em San Angelo, em agosto de 2011, durante seca recorde
Mikhail Voskresensky /Reuters
Homem senta no chão enquanto chamas consomem casa em Vyksa, na Rússia, na onda de calor extremo em 2010
Homem no chão enquanto chamas consomem casa em Vyksa, na Rússia, na onda de calor extremo em 2010
Essas alegações, que vão além do consenso científico sobre o papel das mudanças climáticas como causa de eventos metereológicos extremos, foram feitas por James Hansen, estudioso do clima da Nasa, e dois coautores em um estudo publicado na revista "PNAS" ("Proceedings of the National Academy of Sciences").
"O mais importante é olhar as estatísticas e ver que a mudança é grande demais para ser natural", afirmou Hansen em entrevista.
Os resultados provocaram uma divisão imediata entre seus colegas cientistas.
Alguns especialistas dizem que ele descobriu um jeito inteligente de entender a magnitude dos eventos climáticos extremos que as pessoas têm notado ao redor do mundo. Outros sugerem que Hansen apresentou argumentos estatísticos fracos para dar suporte a suas alegações e que o estudo tem poucas informações novas.
A divisão é característica das reações fortes que Hansen tem causado no debate sobre as mudanças climáticas.
Como líder do Instituto Goddard de Estudos Espaciais em Manhattan, ele é um dos principais cientistas de clima da Nasa e guarda seus registros da temperatura terrestre ao longo dos anos. Mas ele também se tornou um ativista que marcha em protestos para pedir novas políticas de governo quanto à energia e ao clima.
O lado ativista de Hansen, que já causou sua prisão em quatro protestos, tornou-o um herói da esquerda americana. Mas também causou desconfiança entre seus colegas cientistas, que temem que suas atividades políticas estejam colocando em dúvida seus achados sobre a ciência climática.
Os chamados céticos do clima acusam Hansen de manipular os registros de temperatura para fazer o aquecimento global parecer mais severo, mas não há provas de que ele tenha feito isso.
Há tempos os cientistas creem que o aquecimento da Terra no último século, especialmente após 1980, tenha sido causado pela queima de combustíveis fósseis. Mas ainda não há certeza sobre se é possível atribuir a essa ação humana a ocorrência de eventos extremos como ondas de calor ou tempestades.
No novo estudo, Hansen compara o clima de 1951 a 1980, antes do "grosso" do aquecimento global, com os anos de 1981 a 2011.
Ele e sua equipe calcularam quanto da superfície terrestre em cada período foi submetida em junho, julho e agosto (verão no hemisfério norte) a climas extremos. Entre 1951 e 1980, só 0,2% da Terra foi atingido por calor extremo no verão. Mas de 2006 a 2011, o calor extremo cobriu de 4% a 13% do mundo.
"Isso confirma as suspeitas das pessoas de que coisas estão acontecendo com o clima. Só vai piorar", disse Hansen.
Os achados levaram a equipe dele a dizer que as ondas de calor e a seca dos últimos anos são consequência direta da mudança climática. Os autores não deram provas cabais desse processo, mas sim um argumento circunstancial de que só aquecimento pode ser a causa desses eventos extremos.
Andrew Weaver, cientistas do clima na Universidade de Victoria, no Canadá, comparou o aquecimento recente a surtos de sarampo pipocando em lugares diferentes. Como com a epidemia, disse ele, faz sentido suspeitar de uma causa comum.
Outros cientistas não concordam. Claudia Tebaldi, da organização Climate Central, diz que os achados do trabalho não são novos e que a atribuição de ondas de calor específicas ao aquecimento global não tem base sólida.
Martin Hoerling, pesquisador no National Oceanic and Atmospheric Administration dos EUA, diz que compartilha a preocupação de Hansen mas que ele está exagerando a conexão entre o aquecimento global e eventos específicos.
Hoerling publicou um estudo sugerindo que a onda de calor russa de 2010 foi consequência de variações naturais do clima. Em um novo artigo, ele diz que a seca no Texas em 2011 também teve causas naturais.
O pesquisador diz que o trabalho de Hansen confunde seca, causada por falta de chuva, com ondas de calor. "Este não é um trabalho científico sério. É uma percepção, como diz o título do artigo. Percepção não é ciência."

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Plástico biodegradável de açúcar está pronto para escala industrial


Polímero é produzido em escala piloto no interior de São Paulo. PHB Industrial aposta em parceria com a indústria petroquímica para levar o produto ao mercado (divulgação)
http://agencia.fapesp.br/15994
07/08/2012
Por Karina Toledo


Agência FAPESP – Há mais de dez anos, a empresa PHB Industrial produz em escala piloto o Biocycle, um plástico biodegradável feito com açúcar de cana. Apesar de dominar a tecnologia para fabricar diversos produtos com o polímero e para tornar seu custo competitivo quando comparado ao do plástico convencional, a empresa ainda não conseguiu elevar sua produção a uma escala industrial.
Para Roberto Nonato, engenheiro de desenvolvimento da PHB Industrial, o caminho mais curto para levar o Biocycle ao mercado seria uma parceria com a indústria petroquímica. “Temos tentado isso há alguns anos, mas o pessoal do petróleo não costuma conversar com o pessoal do açúcar”, disse durante sua apresentação no workshop “Produção Sustentável de Biopolímeros e Outros Produtos de Base Biológica”, realizado na sede da FAPESP.
A história do Biocycle começou no início dos anos 1990, época em que a Cooperativa dos Produtores de Cana, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Copersucar) procurava outros produtos que pudessem ser fabricados em uma usina de açúcar que não fossem commodities.
Por meio de uma parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e com o Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), a Copersucar conseguiu produzir o polihidroxibutirato (PHB) – um polímero da família dos polihidroxialcanoatos (PHA) com características físicas e mecânicas semelhantes às de resinas sintéticas como o polipropileno – usando apenas açúcar fermentado por bactérias naturais do gênero alcalígeno.
Em 1994, uma planta piloto foi instalada na Usina da Pedra, em Ribeirão Preto. Em 2000, foi criada a PHB Industrial e a tecnologia passou a pertencer ao Grupo Pedra Agroindustrial, de Serrana, e ao Grupo Balbo, de Sertãozinho.
Com apoio da FAPESP por meio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e auxílio de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), a empresa desenvolveu a tecnologia de produção dos pellets – pequenas pastilhas cilíndricas feitas com uma mistura de PHB e fibras naturais –, matéria-prima usada pela indústria transformadora para produzir utensílios de plástico.
“Inicialmente, nos preocupamos apenas em desenvolver o PHB e achávamos que a indústria transformadora faria o resto, mas, quando você chega com uma resina nova ao mercado, ninguém sabe como processar. Percebemos que era preciso ir além”, disse Nonato à Agência FAPESP.
A técnica de misturar PHB com fibras vegetais trouxe outra vantagem: a redução do custo. Enquanto o quilo do polipropileno custa em torno de US$ 2, o quilo do PHB sai por volta de US$ 5. “Se você mistura com pó de madeira, por exemplo, barateia o produto e dá a ele características especiais que podem ser interessantes”, explicou o engenheiro.
Diversas aplicações
O PHB é um material duro que pode ser usado na fabricação de peças injetadas e termoformadas, como tampas de frascos, canetas, brinquedos e potes de alimentos ou de cosméticos. Também pode ser aplicado na extrusão de chapas e de fibras para atender a indústria automobilística. Serve ainda para a produção de espumas que substituem o isopor.
“Desenvolvemos diversas aplicações para o polímero em cooperação com outras empresas. A indústria automobilística, por exemplo, nos procurou para testar o PHB e vimos que o polímero era viável na fabricação de peças para o interior dos carros. Mas, como ainda não temos condições de produzir em escala industrial, não conseguimos entrar no mercado”, disse Nonato.
Segundo Nonato, a empresa chegou a ter uma pequena produção industrial de painéis de trator. O produto era mais barato que o equivalente feito com plástico convencional e, ainda assim, o negócio não prosperou. “Era uma produção tão pequena para o padrão da indústria, acostumada a comprar centenas de toneladas, que acabaram desistindo por dificuldades operacionais”, disse.
Para ampliar a produção, a PHB Industrial teria de aumentar sua planta. Segundo Nonato, isso exigiria um investimento muito superior ao que uma usina de açúcar tem como meta. Seria preciso um parceiro.
Também precisaria de ajuda para dar suporte aos compradores. “É necessário ter uma equipe que vá a campo ensinar qual é a temperatura certa para processar o PHB, o tipo de forma, o tipo de rosca. O mercado é pulverizado e grande parte dele está na Europa. Somente as grandes petroquímicas teriam condições de dar esse suporte”, disse.
Enquanto no Brasil o mercado para o PHB é restrito a nichos interessados em fabricar produtos com apelo ecológico a um preço mais elevado, na Europa a busca por produtos biodegradáveis é grande, segundo Nonato. “Na Europa, a agricultura hidropônica é forte e a legislação ambiental é rígida. Usa-se muito material biodegradável em estufas”, contou.
Com o PHB, é possível fabricar braçadeiras para plantas ou tubetes para reflorestamento e depois encaminhar o resíduo plástico para estações de compostagem, onde ele é rapidamente absorvido pela natureza.
Enquanto os plásticos tradicionais levam mais de cem anos para se degradar, os produtos feitos com PHB se decompõem em torno de 12 meses e liberam apenas água e dióxido de carbono.
Além da agricultura, o material pode ser usado na fabricação de embalagens para alimentos, cosméticos e outros produtos oleosos que são de difícil reciclagem. “O mercado existe e nosso produto está pronto. O que falta é um canal para chegar ao mercado e um pouco mais de investimento”, disse. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Mercúrio em garimpo...


02/08/2012 - 20h31

Governo do AM volta atrás e diz que vai proibir uso de mercúrio em garimpos



KÁTIA BRASIL
DE MANAUS


Depois de pressões de ambientalistas, o governo do Amazonas anunciou nesta quinta-feira (2) que acatará recomendação do Ministério Público Federal para proibir o uso de mercúrio em garimpos de ouro.
A legislação ambiental para garimpo, que liberou o uso do mercúrio, foi aprovada em junho pelo Cemaam (conselho estadual de meio ambiente), que é presidido pela secretária estadual de Desenvolvimento Sustentável, Nádia Ferreira.
A liberação do mercúrio virou um desgaste para o governo depois que o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), o Ibama e ONGs criticaram a norma. Segundo eles, a utilização do metal polui rios e contamina peixes e seres humanos, podendo provocar intoxicação e lesões no sistema nervoso.
Na quarta, a Procuradoria classificou a liberação da substância tóxica na atividade garimpeira uma ofensa ao princípio da precaução e notificou o governo para se manifestar em dez dias.
Em resposta, a secretária Nádia Ferreira defendeu ontem a legislação. Ela afirmou que a norma em vigor exige a comprovação de origem do mercúrio e o uso do cadinho, um instrumento que recupera a substância durante o processo de produção do ouro.
Nesta quinta, porém, Ferreira disse que o governo apresentará uma proposta ao Cemaam para retirar os artigos que liberam o mercúrio. "Leis podem ser revistas, decretos podem ser revogados, nada impede que o colegiado revise seus atos administrativos. Não tenho nenhum constrangimento com relação a isso [a revisão]", afirmou a secretária.
Segundo ela, o governo apresentará uma alternativa aos garimpeiros: vai financiar a compra de mesa vibratória, artefato que separa o ouro de outros materiais.

domingo, 5 de agosto de 2012

Parque Buenos Aires terá nova iluminação até o mês que vem


Parque Buenos Aires terá nova iluminação até o mês que vem

04 de agosto de 2012 | 3h 05


CRISTIANE BOMFIM - O Estado de S.Paulo
O Parque Buenos Aires, em Higienópolis, região central de São Paulo, terá nova iluminação até a primeira quinzena de setembro. A partir de segunda-feira, funcionários do Departamento de Iluminação Pública (Ilume) vão substituir as atuais lâmpadas de vapor de sódio de 27 postes ornamentais por outras de vapor metálico, mais econômicas. Serão instalados também outros 42 postes com lâmpadas de LED.
A Prefeitura pretende ampliar o horário de funcionamento do parque até as 22 horas. Hoje, os portões são fechados às 18 horas.
A remodelação da iluminação é um pedido da Associação de Moradores Defenda Higienópolis. "Já tínhamos detectado a necessidade do uso do parque no período noturno. Hoje, as pessoas caminham e praticam esportes à noite nas ruas do entorno. É mais seguro para os moradores e o parque pode ser mais bem aproveitado", diz Pedro Ivanow, presidente da entidade.
Melhoria. Hoje, além dos postes ornamentais, o Parque Buenos Aires tem um poste de 20 metros de altura com quatro lâmpadas (chamadas de pétalas) e outros 4 postes de 12 m de altura, com lâmpadas de vapor de sódio. A iluminação é prejudicada pelas copas das árvores.
A Ilume afirma que eles serão substituídos por 42 novos postes mais baixos, de 5 metros de altura.
As luminárias terão tecnologia LED, que são de 35% a 50% mais econômicas. A durabilidade das lâmpadas é de 60 mil horas, enquanto as usadas hoje funcionam até 24 mil horas. Com isso, a Prefeitura afirma que vai economizar até 75% na manutenção.
Moradores. Para a administradora de empresas Aretuza Franco Ramos, de 37 anos, a mudança é bem-vinda. "Caminho todas as manhãs. Seria ótimo se funcionasse também à noite, porque é um espaço seguro para a prática de esportes", diz.
O assistente de produção Juscelino Coelho de Souza, de 44 anos, conta que corre todas as noites nas ruas do bairro. "É perigoso por causa do trânsito. Acho que poderia fazer outros exercícios no parque nesse horário."
A Prefeitura não divulgou o custo da troca. As lâmpadas de LED serão doadas por uma empresa de iluminação.


........................................................................................................................................................




Ata da 9° reunião do Conselho Gestor Parque Buenos Aires

20/08/2011


Às 10h40min do dia 20 de Agosto de 2011, na administração do Parque Buenos Aires, situado à Avenida Angélica, alt. do nº 1500, Bairro Higienópolis, teve início a nona reunião dos representantes da sociedade civil eleitos que compõem o Conselho Gestor do Parque Buenos Aires e representantesdo Poder Público.

I. CREDENCIAMENTO DOS PARTICIPANTES

Administradora do Parque Buenos Aires:
Eliana de Andrade Azevedo
Conselheiros Presentes (reunião das 10h30min às 12h10min)
Aruay Goldshimidt
Alvaro Junqueira
João Francisco Correa Junior
Jacob Shadair

II. PAUTAS:
Iluminação do Parque Buenos Aires – Frederico Jun Okabayashi – Assessoria Técnica do Gabinete do Secretário da SVMA. Comunicação Visual - encaminhamentos
Aniversário do Parque - Bolo: memorando a ser aprovado pelos conselheiros e sugestões de atividades a serem desenvolvidas no dia.
Data da Palestra a ser realizada pela Sra. Elisangela: visita ao abrigo + esclarecimentos quanto aos serviços prestados pela CRAS/CREAS – Centro de Referencia Especializadopara a população em situação de Rua.
Cercado dos Cachorros – Sr Carlos L.A.de Bretaz, representante dos freqüentadores que possuem cachorros e que utilizam este espaço, solicitou a palavra para nos comunicar das péssimas condições do aramado.

III. DESENVOLVIMENTO DA REUNIÃO: A reunião iniciou-se com a apresentação do Sr Frederico Jun Okabashi, assessor técnico do gabinete  do secretario da SVMA. O Sr Frederico explicou-nos que para implantarmos um sistema de iluminação solar deveremos primeiro passar pela análise da comissão do Departamento de Patrimônio Histórico, pois as placas poderiam interferir na paisagem do parque, sem contar a extensa área arborizada que dificultaria a implantação do sistema. Esclareceu que atualmente esta trabalhando, desde o ano de 2009, com a implantação do sistema LED, em alguns parques da prefeitura. O sistema de iluminação por lâmpadas led consiste em um Diodo Emissor de Luz. Trata-se de uma luz com muito brilho, branca, cujo espectro não atrai inseto. A tecnologia Led proporciona economia, durabilidade e eco-eficiência. Dentre suas aplicações no setor público o Sr Frei deu como exemplo o túnel do Rodoanel em São Paulo, painéis de publicidade, celulares a lâmpadas para iluminação interna de residências. Na sequência comentou o seu alto custo-benefício a médio e longo prazo. Dissertou também da relação” Projeto adequado para os parques x Credibilidade do fornecedor”. Orientou-nos que deveremos solicitar ao fabricante que coloque no parque um exemplo do produto, para verificar a funcionalidade ou seja propor para a empresa um sistema de teste doação.
Em relação a doação nos esclareceu que este processo dura de 3 a 4 meses, pois ao passar pelo departamento jurídico, este irá questionar quem realizará a manutenção, se será o doador ou o fabricante. Segundo Sr. Fred para implantarmos qualquer projeto de iluminação deveremos definir as necessidades do parque, quantos postes temos, se existe a possibilidade de substituir as lâmpadaspor led de todos os postes (Ilume x Património Histórico). O Sr. Fred interessou-se pela ideia do Conselheiro João em colocar holofotes de led nos postes da eletropaulo, já existentes nas ruas do entorno, apontando-os para o parque, visto que nossa prioridade no momento é a iluminação do entorno do parque (rua Bahia x rua Piauí), no período noturno, após as 19h:00min (horário de fechamento do parque). Deveremos montar um projeto solicitando ao órgão competente a sua instalação. Este deverá vir instruído com fotos, lembrando que trata-se de um projeto de interesse público e como justificativa temos que além do parque ser tombado, que a iluminação em seu entorno irá trazer segurança aos transeuntes e praticantes de corrida.
Em relação a segunda pauta, informamos que já foram realizadas duas visitas técnicas da Srª Silvia. A primeira foi acompanhada pela Administradora, em sequência enviamos um e-mail para todos os conselheiros com o projeto destinado ao Parque Buenos Aires. A segunda visita foi realizada no período de férias da administradora. Definimos em reunião, que será marcado um horário com a SrªSilvia, responsável pelo departamento de Comunicação Visual da SVMA, para atualização em relação ao projeto de comunicação visual do parque. O Conselheiro João se dispôs a acompanhar a administradora nesta reunião.
Na terceira pauta foi necessário realizarmos uma votação para saber quem aprovava ou não a solicitação, através de um memorando, da doação de um bolo para o aniversário do parque. Depois do Sr. Fred nos esclarecer sobre o processo de doação, achamos melhor realizar este pedido de uma maneira informal e caso este bolo seja doado, faremos em seguida uma carta de agradecimento.
Quanto aos eventos a serem realizados no dia do aniversário até o momento temos somente a confirmação do casal de músicos eruditos. O conselheiro Álvaro solicitou que entrássemos em contato com o Hospital das Clínicas para sugerir a instalação de Tenda para a doação de Sangue como a existente no Parque Villa Lobos, em dia de comemoração.
Na quarta pauta ficou definido que realizaremos uma visita ao abrigo Boracéia e que lá obteremos informações a respeito do trabalho do CREAS, para em seguida solicitarmos uma palestra esclarecedora aberta a toda a comunidade, inclusive os gerentes dos supermercados.
Na quinta pauta o Sr. Carlos, frequentador assíduo do parque, expos o problema da área de cercadodos cães, que se faz necessário a implantação urgente do projeto de drenagem já existente, pois este além de solucionar o problema da drenagem, solucionará também o problema da poeira, tão intensano local neste período de seca. Comentou também a respeito do gradil existente no entorno da área cercada dos cães. Tal aramado encontra-se em estado deplorável, cheio de buracos e com arames soltos. Informou-nos que esta semana uma Senhora arranhou-se no local.

V. ENCAMINHAMENTOS
Poder público: A administradora entrara em contato, através de email, com o Sr Frederico para que ele nos direcione, através de informações que irá obter com a Sra. Kátia (SVMA) sobre como nós deveremos proceder para entrar com o pedido de instalação de lâmpadas LED nos postes existentes no entorno do Parque. Os endereços do Sr Frederico na web são:http://parquessustentaveis.blogspot.com/parquessustentaveis@gmail.com. Em relação a Sra. Elisangela, gerente do CREAS – Centro de Referencia Especializado de Assistência Social será solicitado marcarmos a visita ao abrigo Boracéia antes dela realizar a palestra.
Quanto a Comunicação Visual do Parque será agendado com a Sr Silvia, gerente do setor de comunicação visual da Secretaria do Verde e Do Meio Ambiente para que nos atualizemos a respeito do projeto das placas do parque. O conselheiro João acompanhara a Administradora nesta reunião. Entraremos em contato com o responsável pelo setor da Base para o convidarmos a participar de nossa próxima reunião e fornecer esclarecimentos sobre a possibilidade da implantação ou não doprojeto de drenagem da área dos cães.
Memorandos: Acompanhamento do memorando referente à iluminação no Parque cujo número do TID (tramitação interna de documento) na SVMA é 7563676. Foram entregue, durante este período três lâmpadas para serem instaladas nos postes, entretanto estamos no aguardo de um técnico eletricista para instalá-las.Quanto à solicitação, através do número 0800 779 0156 da ILUME, para que esta realize a lavagem das cúpulas dos postes existentes no interior parque mais a troca de lâmpadas de dois deles ( junto arua Piauí com a Bahia ) – PROTOCOLO nº201135184, esta até hoje não foi atendida.

Vl. INFORMES: Próxima reunião dia 17/09/2011 às 10h30min horas, na administração do Parque Buenos Aires.

Vll. Encerramento
Encerrada a nona Reunião Ordinária dos representantes da sociedade civil eleitos que compõem o Conselho Gestor do Parque Buenos Aires às 14h50min. Cabe observar que de acordo com os Conselheiros esta foi uma de nossas melhores reuniões. Fica aqui os nossos agradecimentos a participação do Sr Frederico Jun Okabayashi.

Prefeitura vai construir parque linear contra enchentes na Vila Madalena


Desenterramento de córrego é a primeira etapa para o parque, de 1,6 km, sair do papel; previsão é de que obra leve 12 meses

03 de agosto de 2012 | 22h 30


Rodrigo Burgarelli - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo pretende, ainda nesta gestão, começar as obras de um parque linear na Vila Madalena, na zona oeste. O Parque Córrego Verde terá 65,4 mil metros quadrados e será construído com tecnologia para aumentar a absorção de água na região, que sofre constantemente com as enchentes na temporada de chuvas. A primeira parte das obras deve começar já nos próximos meses.
Veja também:

Nascente do Córrego Verde está enterrado no fim da Rua Beatriz Galvão - José Patrício/AE
José Patrício/AE
Nascente do Córrego Verde está enterrado no fim da Rua Beatriz Galvão
O início dos trabalhos só será possível porque o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) cassou uma liminar que proibia a construção de um piscinão na Rua Abegoária, na parte de cima do bairro. Essa obra já estava contratada desde 2009, ao custo de R$ 14 milhões aos cofres públicos, mas não podia começar por decisão judicial. Perto do piscinão estão previstas a construção das duas primeiras fases do parque, mais próximas da Avenida Heitor Penteado.
Agora, sem a liminar, a única etapa burocrática que falta para o começo das obras é a concessão da Licença Ambiental de Instalação (LAI), que deverá ser votada nas próximas sessões do Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cades). O prazo previsto no contrato para o término dos trabalhos é de 12 meses após a ordem de início.
Nessa primeira fase, está previsto o desenterramento da nascente do Córrego Verde, uma pequena queda d’água perto da Estação Vila Madalena do metrô, em um beco na Rua Beatriz Galvão. Também está prevista nessa fase a construção da Praça das Águas, que ficará sobre o reservatório. Nela, estão previstas a construção de quadras de basquete, terraço de esculturas, playground infantil e um mirante com vista para o bairro.
Impacto. O parque terá 1,6 quilômetro de extensão e não vai causar desapropriações - a ideia é utilizar os vários becos e praças do bairro, interligar praças e fechar pequenas ruas com pouco movimento de veículos. O piso será feito de um material permeável.
"Ele funcionará como um minipiscinão já que, além de deixar a água entrar no lençol freático, ele próprio conseguirá reter a chuva e diminuir as enchentes", afirma Anna Dietszch, arquiteta do escritório DBBA, responsável pelo projeto.
Segundo ela, a ideia do parque é resgatar o córrego canalizado de volta à superfície - em outra fase do parque, ele também estará a céu aberto. "O problema das enchentes ali, porém, só vai ser resolvido com uma obra extra de aumento das galerias pluviais", explica Anna.
Segundo a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, a criação do parque só será possível após a execução do reservatório. "O futuro parque linear deve acompanhar o leito do rio e ajudar na drenagem das águas pluviais, contenção de enchentes, além de favorecer a circulação de pedestres e ciclistas, fortalecendo assim a expressão cultural, de recreação e lazer", afirmou a pasta, em nota.
Ampliação. As outras quatro fases do parque devem ser contratadas por meio de uma nova licitação. Ela estava prevista como compensação ambiental exigida ao Consórcio Via Amarela, responsável pela construção da Linha 4-Amarela do Metrô. O dinheiro foi repassado à secretaria, que será responsável pela obra. O parque deve terminar perto do Cemitério São Paulo, e o resto do percurso do córrego, até o Rio Pinheiros, deve continuar subterrâneo.

sábado, 4 de agosto de 2012

Política ambiental...


03/08/2012 - 05h00

Republicano faz cruzada antiaquecimento

LUCIANA COELHO
DE WASHINGTON

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1130792-republicano-faz-cruzada-antiaquecimento.shtml


Bob Inglis é frequentemente citado na política americana como "baixa de guerra" em um país ultrapolarizado.
Em 2010, após 12 anos no Congresso (metade deles na década de 1990), o deputado da Carolina do Sul foi derrotado na disputa interna do Partido Republicano pela vaga à reeleição por Trey Gowdy, uma cria do movimento ultraconservador Tea Party.
Hoje, Inglis faz de uma das razões de sua queda a bandeira de sua cruzada: quer mostrar aos conservadores que a questão climática requer atenção e persuadir jovens correligionários de que a cartilha conservadora pode enfrentar o problema.
"Os conservadores têm a resposta para os desafios de energia e ambiente", disse Inglis à Folha, no sotaque cadenciado do sul dos EUA.
Divulgação
Político republicano Bob Inglis, ex-deputado pelo Estado americano da Carolina do Sul
Político republicano Bob Inglis, ex-deputado pelo Estado americano da Carolina do Sul

"É uma oportunidade para os livre-empreendedores, se forem corrigidas as distorções no mercado causadas pela omissão do custo oculto dos combustíveis fósseis."
Inglis não é progressista, como alguns adversários sugerem. A Associação dos Conservadores Americanos, que distribui notas aos deputados pelo alinhamento de seus votos à ideologia conservadora, deu a ele 93,5 (de 100).
A solução que propõe não fugiria a essa regra: "A melhor abordagem é o livre-empreendimento, que abre o campo para compararmos de verdade o custo dos combustíveis, os fósseis e os renováveis", afirma. "Para isso, é preciso cortar subsídios."

BILHÕES E BILHÕES

Neste ano, o governo americano gastou ao menos US$ 4 bilhões com esse tipo de subsídio. A gasolina custa R$ 2,15 por litro.
O ex-deputado quer que o consumidor veja na bomba do posto os gastos militares em proteger oleodutos em zonas geopoliticamente instáveis, o custo de combater os gases-estufa e o preço para tratar seus efeitos na saúde.
A plataforma já foi mais aceita entre seus pares. Ficou célebre o vídeo em que Newt Gingrich, republicano que presidiu a Câmara nos anos 1990 e acaba de concorrer à candidatura à Casa Branca, defende uma força-tarefa com os democratas contra o aquecimento global.
Com a crise de 2008, porém, tudo mudou. Propor qualquer solução que passe pelo aumento da gasolina virou proposta camicase até para os democratas, que patinam em cima de metas de cortes de emissão modestas se comparadas a outros países.
O cenário turvou com a ascensão do Tea Party nas Legislativas de 2010, e o debate perdeu profundidade.
"Há atualmente essa rejeição populista, que extrapola o rechaço à ciência e refuta também as instituições, nas quais deixamos de confiar durante a Grande Recessão."
Mirando 2016, Inglis fundou, na Universidade George Mason (Virgínia), a Iniciativa pela Energia e Empreendedorismo (E&EI, na sigla em inglês). "Energia" é a palavra-chave para atrair o olhar conservador para o assunto.
A E&EI propõe trabalhar com clubes de universitários republicanos pelo país para divulgar a causa e propor soluções --inclusive impostos mais altos para poluidores.
"Há muita desinformação sobre o assunto", lamenta.

William Mur/Editoria de arte/Folhapress
O maior desafio, diz, é construir uma rede de apoio no país para que as autoridades eleitas percebam que há abertura para um "diálogo mais honesto". "Poucos membros do Congresso aceitariam arriscar sua cadeira hoje para atuar contra a mudança climática", constata.
Ao menos, defende o ex-deputado, os conservadores deveriam ver na reformulação do mercado de energia uma oportunidade, como fazem as grandes petroleiras.
Empresas como a Shell e a Exxon Mobil não abandonaram o petróleo, mas passaram a investir paralelamente em combustíveis alternativos e, sobretudo, na exploração de gás, considerado um combustível de transição nos EUA por ser abundante e menos "sujo" do que o petróleo.
Sem esquecer que é político, Inglis faz uma ressalva e alfineta os rivais à esquerda: o que não funciona nos EUA, diz, é culpar os fundadores do país e a população por terem queimado carvão. "Ninguém queimou carvão por mal, era uma fonte energética importante. Mas agora sabemos o custo disso", afirma.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

34º Festival das Cerejeiras no Parque do Carmo: Confirmado para os dias 4 e 5 de agosto!



Vamos prestigiar e colabore na limpeza do parque!




Parque do Carmo recebe a 34ª Festa das Cerejeiras

O Parque do Carmo recebe nos dias 4 e 5 de agosto a 34ª edição da tradicional Festa das Cerejeiras em Flor. A festa contará com apresentações de danças folclóricas e taikos (tambores), além de barracas com comidas típicas.



O Parque do Carmo, na zona leste de São Paulo, receberá neste fim de semana, dias 4 e 5 de agosto, a 34ª edição da Festa das Cerejeiras em Flor. A festa contará com apresentações de danças folclóricas e taikos (tambores), além de barracas com comidas típicas, como o mandyu (doce recheado com massa de feijão azuki), yakissoba, udon (macarrão ensopado), sakura moti e tempurá. A festa é organizada pela Federação Sakura e Ipê do Brasil com o apoio da Prefeitura de São Paulo.

A cerejeira é a árvore símbolo do Japão e tornou-se a marca dos descendentes da comunidade nipônica que vive na região de Itaquera. Todos os anos a comunidade japonesa pratica um ritual, conhecido como "hanami", de sentar sob as cerejeiras e contemplá-las durante um bom período. O vento sopra as delicadas pétalas das flores fazendo com que elas se espalhem produzindo um belíssimo espetáculo da natureza, tal como acontece no Japão.

O cultivo de cerejeiras na cidade de São Paulo começou na década de 1970, no Parque do Carmo, por influência da colônia de imigrantes e descendentes de japoneses na região, explica o presidente da Federação de Sakura e Ipê do Brasil, Pedro Yano. Segundo ele, o primeiro plantio oficial foi em 1978, em comemoração aos setenta anos da imigração japonesa no Brasil. O Parque do Carmo possui hoje quase 4.000 “sakuras”, nome em japonês da cerejeira ornamental.

No Bosque das Cerejeiras, cerca de 1.500 pés das espécies Oshima, Himalaia e Yukiwari, já estão em fase adulta e prontas para a florada. A florada das cerejeiras só ocorre em agosto e dura apenas alguns dias, e, é neste período que temos a oportunidade de conferir os caminhos formados pelas flores em tons de rosa. A espécie Yukiwari estará no ápice da floração no próximo fim de semana, quando ocorrerá a festa.

As atividades terão início a partir das 9h, mas o Bosque das Cerejeiras estará aberto desde as 6h para que todos apreciem a florada da espécie Yukiwari, a estrela da festa deste ano, que ocorre exatamente no dia do evento. Haverá transporte gratuito da estação de metrô Corinthians Itaquera direto para o Parque do Carmo a partir das 8h.

Serviço


34ª Festa das Cerejeiras

Data: 4 e 5 de agosto
Horário: 9h às 17h
Local: Parque do Carmo
Endereço: Av. Afonso de Sampaio e Souza, 951 – Itaquera




Crédito das fotos: Parques sustentáveis em 04/08/2012












Quase 30.000 visitantes




































































Este ano com "gari" particular!





Poucos resíduos!





Vote Parques Sustentáveis 2012: