terça-feira, 12 de julho de 2011

URBANIZAÇÃO SUSTENTÁVEL DE FAVELAS

Urbanização de Favelas: a experiência do PAC


Fonte: http://www.cidades.gov.br/images/stories/ArquivosSNH/ArquivosPDF/PAC_Urbanizacao_de_Favelas_Web.pdf


Autoria: Brasil. Ministério das Cidades. Secretaria Nacional de Habitação
Urbanização de Favelas: a experiência do PAC – Ministério das Cidades, Secretaria Nacional de Habitação. – Brasília, 2010.
88 p.
1. Habitação - Brasil. 2. Política Habitacional – Brasil. 3. Política Urbana







SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO 8
INTRODUÇÃO 9
ASSENTAMENTOS PRECÁRIOS 10
CONCEITO DAS INTERVENÇÕES 12
Integração urbana 13
Moradia digna 14
Regularidade fundiária 16
Inclusão social 18
Componente ambiental 20
TERRITORIALIZAÇÃO DOS INVESTIMENTOS 22
Critérios de prioridade para seleção de áreas de intervenção 23
PRINCIPAIS ATORES 26
Impulso do PAC na reestruturação do setor habitacional 27
IMPLEMENTAÇÃO 28
Processo de seleção e contratação dos projetos 29
Monitoramento da execução 30
INVESTIMENTOS 32
TIPOLOGIA DAS INTERVENÇÕES 34
ALGUMAS EXPERIÊNCIAS EM CURSO 36
Obras de grande porte, envolvendo eliminação de risco e deficiências de infraestrutura urbana 38
Obras com articulação e integração no território 62
Obras para recuperação de áreas ambientalmente degradadas 65
Obras de apoio a expansão de infraestrutura logística do país 76
Obras em patrimônio da União 79
Complementação de obras já iniciadas 81

MAPEAMENTO DE RISCOS EM ENCOSTAS E MARGENS DE RIOS


MAPEAMENTO
DE RISCOS
EM ENCOSTAS E
MARGENS DE RIOS



Autoria: Brasil. Ministério das Cidades / Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT
Mapeamento de Riscos em Encostas e Margem de Rios / Celso Santos Carvalho,
Eduardo Soares de Macedo e Agostinho Tadashi Ogura, organizadores – Brasília:
Ministério das Cidades; Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT, 2007

SUMÁRIO  7
Introdução........................................................................... 09
Capítulo 1: Introdução ao Gerenciamento
de Áreas de Risco......................................... 13
Capítulo 2: Conceitos básicos de risco e de
Áreas de risco............................................... 23
Capítulo 3: Identificação, análise e mapeamento de
áreas de risco de escorregamentos............. 27
Capítulo 4: Apresentação de roteiro metodológico
para análise de risco e mapeamento
de áreas de risco em setores de
encosta e de baixada.................................... 49
Capítulo 5: Identificação, análise e mapeamento de
áreas de risco de enchentes e inundações ... 87
Capítulo 6: Noções de sistema de informações geográficas
como ferramenta na gestão municipal.........113
Capítulo 7: Gerenciamento de Áreas de Risco:
Medidas Estruturais e Não-Estruturais....... 123
Capítulo 8: Plano Preventivo de Defesa Civil – PPDC ... 141
Capítulo 9: Introdução ao treinamento de campo
em área de risco previamente
escolhida com aplicação do roteiro
metodológico e montagem do PPDC.......... 157
Bibliografia.............................. 161 
Anexo I.............................................................................. 165
Anexo II............................................................................ 169


Eficiência Energética em Habitações de Interesse Social

Eficiência Energética em Habitações de Interesse Social


Fonte: http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=242:cadernos-do-ministerio-das-cidades&catid=73&Itemid=107





INTRODUÇÃO 7
PANORAMA ENERGÉTICO NACIONAL 9
ESTRUTURA DO MERCADO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL 11
CONSUMO DE ENERGIA FRENTE AO CENÁRIO ECONÔMICO 13
CONSUMO DE ENERGIA FRENTE À DINÂMICA POPULACIONAL 14
POTENCIAL DE ECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICA NAS EDIFICAÇÕES 16
REFLEXÕES SOBRE O SEGMENTO DAS HABITAÇÕES DE INTERESSE
SOCIAL E SEU PAPEL NA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA 19
DIRETRIZES DE PROJETO PARA HABITAÇÕES DE INTERESSE SOCIAL 22
CONCEITOS BÁSICOS DE PROJETO E ZONEAMENTO BIOCLIMÁTICO
BRASILEIRO 25
ZONEAMENTO BIOCLIMÁTICO BRASILEIRO 29
O MICROZONEAMENTO BIOCLIMÁTICO PARA A ESCOLHA DE
ESTRATÉGIAS ARQUITETÔNICAS LOCAIS 32
ESTRATÉGIAS PARA CONFORTO AMBIENTAL E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA 35
VENTILAÇÃO PERMANENTE 37
VENTILAÇÃO CONTROLADA 47
RESFRIAMENTO EVAPORATIVO 49
MASSA TÉRMICA PARA RESFRIAMENTO 53
RESFRIAMENTO ATIVO (AR-CONDICIONADO) 54
UMIDIFICAÇÃO 57
MASSA TÉRMICA PARA AQUECIMENTO 58
AQUECIMENTO SOLAR PASSIVO 60
CALEFAÇÃO 61
ILUMINAÇÃO NATURAL 64
SOMBREAMENTO 67
USO DA ENERGIA SOLAR – COLETORES SOLARES TÉRMICOS 75
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E BIBLIOGRAFIA DE APOIO 85
SITES DE INTERESSE 86
GLOSSÁRIO 87
ANEXOS 91
O PAPEL DA VENTILAÇÃO NATURAL NAS EDIFICAÇÕES – METODOLOGIA
DE OBTENÇÃO DA PROPOSTA DE ZONEAMENTO EÓLICO PARA FINS DE
LEVANTAMENTO DO POTENCIAL DE USO EM HIS 93
DIAGRAMA BIOCLIMÁTICO DE GIVONI 107
TIPOS POSSÍVEIS DE ABERTURAS DE JANELAS. VANTAGENS E DESVANTAGENS 108
DIVERSOS FATORES DE SOMBRA NORMALMENTE UTILIZADOS EM PROJETOS 110
VALORES DE TRANSMISSÃO DE CALOR PARA VIDROS 110
FATORES DE REFLEXÃO (%) DE DIFERENTES MATERIAIS OPACOS E CORES (FONTE:
CINTRA DO PRADO, L. – ILUMINAÇÃO NATURAL – SÃO PAULO – FAU – USP, 1961) 111
TABELA DE ILUMINAMENTO MÉDIO EM PLANO HORIZONTAL 112
ALGUNS SOFTWARES DE APOIO À CONCEPÇÃO DE HIS 113


Animais driblam calor na Itália com frutas congeladas


Animais driblam calor na Itália com frutas congeladas


12/07/2011 - 14h51


Na Itália, onde uma onda de calor atinge o país, os animais de um zoológico em Roma estão fazendo a festa com frutas congeladas que são dadas pelos tratadores para que os bichos se refresquem durante o verão europeu.


Os termômetros chegaram a marcar, nesta terça-feira, 40º C em várias cidades italianas.
No Brasil, onde o frio predominou nas últimas semanas, um orangotango ganhou um cobertor para se aquecer no inverno brasileiro.


Associated Press
Lêmure tenta abocanhar melancia em dia quente na Itália; veja galeria de fotos
Lêmure tenta abocanhar melancia em dia quente na Itália; veja galeria de fotos

Energia solar tem inúmeras aplicações

Energia solar tem inúmeras aplicações


Captada por painéis fotovoltaicos, é usada em bombeamento de água, iluminação rural, cercas, telefonia e irrigação
06 de julho de 2011

http://www.fatorambiental.com.br/portal/index.php/2011/07/11/energia-solar-tem-inumeras-aplicacoes/

Fernanda Yoneya – O Estado de S.Paulo


Além da já conhecida energia solar térmica, usada para aquecimento de água, um outro tipo de energia solar, a fotovoltaica, pode ser uma importante fonte de eletricidade na zona rural. Trata-se de uma modalidade já empregada no País há mais de 20 anos, sobretudo em áreas mais isoladas no Norte e Nordeste, onde a rede elétrica não chega. De acordo com o economista Walter Bodra, porém, que trabalha com energia solar há mais de dez anos, a tecnologia poderia ser mais difundida no Brasil.
“As aplicações da tecnologia fotovoltaica são inúmeras: iluminação rural, sistema de telefonia, bombeamento de água, cerca elétrica, sistemas de irrigação, oxigenação de lagos, entre outras”, cita o economista.
A tecnologia é composta por um painel fotovoltaico, formado células de silício, material encontrado em abundância na natureza e largamente utilizado na indústria eletrônica. “Este painel permite transformar a luminosidade em eletricidade, formando uma corrente contínua”, explica Bodra.
Kit completo. Os painéis de silício são importados e têm dimensões variadas. Conforme a finalidade de cada projeto, são interligados para gerar a energia desejada. Cada kit pode conter, além das placas, uma bateria, usada para armazenar a energia gerada pelo painel. “A eletricidade gerada pode ser descarregada em uma bateria.” “Uma placa de 68 centímetros por 68 centímetros, por exemplo, pode gerar 50 watts de potência”, afirma Bodra.
Em países da Europa, na China e no Japão, onde a energia solar fotovoltaica é mais difundida, é comum encontrar residências com telhados cobertos por painéis de silício. “Nesses países, os painéis são interligados à rede elétrica e a eletricidade que não é consumida na residência vai para a rede elétrica e a concessionária paga por essa energia extra”, diz. “Ou seja, o morador ainda tem mais uma fonte de renda”, conta o economista. No Brasil, diz ele, a energia fotovoltaica já é adotada com sucesso em mais de 2 mil edifícios em Belo Horizonte.
O custo da tecnologia fotovoltaica, segundo ele, é muito variável, pois depende de cada caso e do porte do projeto. Para cada caso é elaborado um projeto individual, com um sistema dimensionado para uma determinada finalidade.
“Mas para se ter ideia, a instalação de um sistema completo para gerar energia para uma cascata de piscina, com finalidade ornamental, por exemplo, custa R$ 1.980 (kit menor) e R$ 2.680 (kit maior). Os painéis fotovoltaicos são ligados diretamente na bomba d”água e, se houver sol, começam a funcionar na hora”, explica.
“O custo-benefício da tecnologia compensa, porque o sistema, além de ter vida útil longa, praticamente não exige manutenção específica.” O especialista calcula que a economia na conta de luz, com a adoção da energia solar fotovoltaica, chegue a até 40%. “Mas não é apenas a questão financeira. Mais importante é que se trata de uma fonte de energia limpa, 100% responsável.”


Apoio na gestão de resíduos

  06.07.11

Apoio na gestão de resíduos


Unidade para reciclagem de resíduos da construção e demolição é adquirida pelo IPT para difusão tecnológica



O Instituto de Pesquisas Tecnológicas recebeu no mês de maio uma unidade para reciclagem de resíduos de construção e demolição (RCD) de baixo custo com o objetivo de realizar trabalhos de difusão tecnológica em pequenos municípios. A compra do equipamento permitirá ao Laboratório de Materiais de Construção Civil do IPT o uso da ferramenta em projetos de transferência de tecnologia de gestão, no ensino de práticas de controle de qualidade de material e na criação de cartilhas de uso e aplicação dos resíduos.

Dados do censo demográfico do IBGE em 2010 apontam a existência de 4.957 municípios brasileiros com população residente inferior a 50 mil pessoas – o número significa quase 90% do total de cidades (5.565) cobertas pelo levantamento. Pesquisas para o aproveitamento dos resíduos mostraram que o grande gargalo para a reciclagem nas pequenas cidades está no alto custo de aquisição da unidade de processamento, no caso o britador para a fragmentação do material.
Unidade de reciclagem comprada com recursos do projeto de modernização do IPT permite a separação de dois produtos distintos
 

“As principais vantagens da unidade recebida pelo IPT estão em seu custo mais baixo para compra e na economia de energia para operação, já que ela não inclui o britador para a fragmentação do material”, afirma Sérgio Cirelli Ângulo, pesquisador do laboratório. “O britador é o acessório mais caro em uma unidade de reciclagem: sem ele, há uma redução no valor do equipamento de R$ 500 mil para R$ 170 mil, ou seja, uma economia superior a 50%”. A unidade, que foi comprada com recursos do projeto de modernização do Instituto, é formada basicamente por um alimentador com peneira e duas esteiras transportadoras, com uma estrutura retrátil que dispensa o uso de carreta para seu transporte.A compra da unidade vai ao encontro da ideia de mostrar que é mais importante a limpeza e a remoção de materiais secundários dos resíduos – ou seja, o controle de qualidade do material – do que a britagem do material: “A unidade simplesmente ‘peneira’ os resíduos e realiza a classificação dos materiais de acordo com suas dimensões”, completa Ângulo. A triagem dos materiais é uma etapa importante na reciclagem dado o fato de que grande parte dos resíduos de construção e demolição é composta de pelo menos quatro classes de materiais diferentes: concreto e alvenaria; madeiras, aço e plástico; madeira picotada e materiais perigosos, como amianto.INOVAÇÃO - A unidade comprada pelo Instituto é uma ideia conceitual de um projeto desenvolvido pela Escola Politécnica da USP em colaboração com o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem-RJ), a Prefeitura de Macaé e a Universidade Federal de Alagoas, além do próprio laboratório do IPT, para o atendimento a pequenos municípios. “Os componentes da unidade são comuns, mas a forma de tratamento e a combinação de características resultaram em uma característica de inovação na gestão de resíduos. Esse é o resultado de um esforço coletivo que tomou este objetivo de difusão aqui no IPT, pelo fato de sermos um local de transferência de tecnologia”, completa Ângulo. Descontaminação do material, critérios para a triagem do RCD e formação de lotes de produção de agregados reciclados serão alguns dos temas apresentados durante os treinamentos às administrações municipais.MULTIUSO – Apesar de a unidade de reciclagem não britar os resíduos, ela oferece uma ampla possibilidade de uso com a separação de dois produtos distintos. Os materiais de grandes dimensões (também conhecidos como “rachões”) podem ser usados na construção civil e em obras de geotecnia, como a composição de gabiões, que são estruturas fabricadas com malhas de fios de aço e preenchidas com pedras para uso na estabilização de taludes e obras; os resíduos de dimensões menores permitem o aproveitamento como material em camadas de base e sub-base de pavimentos flexíveis, em vias com baixo volume de tráfego. Pesquisas desenvolvidas na Poli-USP mostraram que o resíduo de construção peneirado permite a recuperação de 60% do material para uso na pavimentação, e os 40% restantes na geotecnia.A possibilidade de reciclar os resíduos com uma unidade de baixo custo foi comprovada pelo IPT no desenvolvimento do plano de diagnóstico e gerenciamento para reciclagem de RCD em Novo Horizonte, localizada na região noroeste do São Paulo e com uma população de 36 mil habitantes. Pesquisas apontavam a possibilidade de aproveitamento dos resíduos sem o uso do britador e, nos estudos realizados na cidade, as informações foram confirmadas. “Novo Horizonte é uma cidade cercada por estradas de terra. Tínhamos dúvidas se o material obtido por este processo de separação teria capacidade de resistência, porque o pavimento precisa ter uma capacidade de suporte de carga”, explica o pesquisador.Para solucionar as dúvidas sobe a viabilidade do uso dos resíduos na pavimentação, uma série de ensaios foi executada e os resultados obtidos na cidade mostraram que não há diferenças na qualidade do material obtido pelo processo de peneiramento e triagem em comparação àquele por meio da britagem. “A nova unidade adquirida pelo IPT pode auxiliar a resolver problemas do uso de material em estradas de terras e na pavimentação urbana de baixa capacidade de carga em municípios pequenos, entre outras finalidades”, conclui Ângulo. 

Esgoto quer retirar o "Titi" do Lago Titicaca

Esgoto é ameaça para o Titicaca, na fronteira da Bolívia com o Peru

11 de julho de 2011 | 13h 19

O Estado de S. Paulo
As águas do Lago Titicaca, na fronteira entre Bolívia e Peru, sofrem com o despejo de esgoto dos habitantes que moram nas suas imediações e com a poluição da mineração.
Essas são algumas das conclusões de um estudo realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) com recursos do governo da Espanha.
O projeto analisou as perspectivas ambientais do lago, que ocupa uma superfície de mais de 8,5 mil quilômetros quadrados. Também abordou a situação do Rio Desaguadero, na Bolívia, e do Lago Poopó e do Lago Coipasa, cursos hídricos localizados na região de Oruro, na parte oeste da Cordilheira dos Andes. No total, mais de 25 rios deságuam no lago, que também tem várias ilhas habitadas.
O coordenador-geral do projeto, Alfonso Alem, afirmou que o Titicaca "é um lago saudável, limpo e vivo, mas que possui focos de poluição, que são preocupantes". As áreas mais afetadas pela poluição estão próximas a assentamentos humanos.
Atualmente, cerca de 3 milhões de pessoas vivem às margens dos lagos e rios da bacia do Titicaca. Segundo o estudo, o esgoto gerado por essas ocupações deve duplicar até 2025.
Outro fator ligado à ocupação humana que causa poluição à bacia é a atividade de mineração e a indústria, especialmente no Lago Poopó. Além disso, as águas da bacia do Titicaca sofrem com fatores naturais, como a evaporação de 95% das águas, o que limita a capacidade de regeneração do ecossistema.
O estudo reuniu especialistas bolivianos e peruanos e contou com um financiamento de US$ 1,6 milhão da Espanha, fruto de um acordo de cooperação firmado em 2006. / ANDREA VIALLI, com EFE 


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Tubohotel

Hotel no México é feito com tubos de concreto reciclados

Uma noite de alojamento no Tubohotel custa cerca de R$ 65,00




Divulgação
Tubohotel
Os tubos são bastante térmicos e mantêm a temperatura confortável
São Paulo - Embora a ideia de dormir dentro de um tubo de concreto provavelmente não pareça ser atraente, o escritório de arquitetura T3arc encontrou uma maneira de tornar esta experiência não apenas confortável, mas também única.
Construído em apenas três meses, o Tubohotel, aberto em 2010, é um destino de férias com preço acessível. O hotel está localizado a cerca de 45 minutos ao sul da Cidade do México, dentro de uma horta orgânica na aldeia de Tepoztlan, em Morelos. Os quartos do hotel estão empilhados em forma de pirâmide, o que reflete a pirâmide asteca de El Tepozteco com vista para a cidade.
A construção toda foi criada a partir de tubos de concreto reciclados. Os tubos são bastante térmicos e mantêm a temperatura confortável tanto durante o dia, quanto à noite. A disposição dos tubos foi aleatória com respeito à topografia.
O conceito de hotel em tubos foi ideia do arquiteto alemão Andreas Strauss, que criou o Dasparkhotel em 2006. Os arquitetos do T3arc se inspiraram em Strauss e ampliaram a ideia criando módulos triangulares de dois andares. Pelo empilhamento de um tubo superior em dois tubos-base, eles foram capazes de criar uma exibição visual impressionante, sem afetar o meio ambiente natural.
O Tubohotel oferece 20 quartos de concreto, cada um medindo 2,44 m de largura e 3,5 m de comprimento e são mobiliados com uma cama queen size, mesa de luz, ventilador, uma gaveta de baixo da cama e cortinas para manter uma certa privacidade. Os quartos têm vista para um pátio central, completamente cercados por exuberantes árvores nativas. Os quartos não possuem banheiros mas os hóspedes têm acesso a duas casas de banho comuns, porém privativas, localizado na propriedade do hotel.
Uma noite de alojamento no Tubohotel custa cerca de R$ 65,00.

Oceanos afetados pelo clima

Oceanos afetados pelo clima

11/07/2011
http://agencia.fapesp.br/14154




Aquecimento promovido pelas mudanças climáticas reduz a quantidade de carbono absorvida pelos oceanos, aponta estudo publicado na Nature Geoscience (reprodução)


Agência FAPESP – Os oceanos têm papel fundamental no cenário global de mudanças climáticas. São responsáveis por consumir cerca de um terço de todas as emissões de carbono promovidas pela ação humana, reduzindo o dióxido de carbono atmosférico que está associado ao aquecimento do planeta.
Mas por quanto tempo os oceanos continuarão a sequestrar o carbono antrópico nos níveis atuais é uma grande incógnita. Estudos feitos chegaram a resultados conflitantes sobre em que níveis as alterações no clima afetam esse sequestro.
Uma nova pesquisa, cujos resultados foram publicados neste domingo na revista Nature Geoscience, fornece evidências observacionais para concluir que as mudanças climáticas estão afetando negativamente a absorção de carbono pelos oceanos.
“A conclusão é que os oceanos estão consumindo menos carbono justamente por causa do aquecimento promovido pelo próprio carbono na atmosfera”, disse Galen McKinley, da Universidade de Wisconsin-Madison, um dos autores do artigo.
O novo estudo difere de anteriores pela extensão de dados tanto em relação ao espaço como ao tempo. Os pesquisadores não se limitaram a determinadas áreas e extrapolaram os resultados para regiões maiores, mas utilizaram dados da maior parte do Atlântico Norte e do período de 1981 a 2009.
Com a grande amostragem, os cientistas identificaram um elevado grau de variações naturais que frequentemente mascara padrões de mudanças a longo prazo, o que pode explicar por que estudos anteriores apresentaram resultados antagônicos.
“Como os oceanos variam muito, precisamos de dados de pelo menos 25 anos para realmente identificar os efeitos do acúmulo de carbono na atmosfera. Essa é uma questão muito importante: o que é variação natural e o que é mudança climática”, disse McKinley.
Nas últimas três décadas, o aumento no dióxido de carbono atmosférico tem sido largamente equilibrado pelo aumento correspondente no dióxido de carbono dissolvido na água do mar.
Mas o novo estudo mostra que as temperaturas mais elevadas estão diminuindo a absorção de carbono em uma grande área no Atlântico Norte subtropical. A água mais quente não é capaz de manter tanto dióxido de carbono como a mais fria.
Os pesquisadores destacam a importância de se ampliar os dados para utilização em novos estudos e a expansão da análise para outros oceanos.
O artigo Convergence of atmospheric and North Atlantic carbon dioxide trends on multidecadal timescales (doi: 10.1038/ngeo1193), de Galen McKinley e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Geoscience em www.nature.com/ngeo

Ecoparade nos parques urbanos

Ecoparade










































Data: de 08/07 até 31/07
Local: Parque de São Paulo: Aclimação, Buenos Aires, Burble Max, Ibirapuera, Independência, Jardim da Luz, Trianon (Pontos Eco Base)



São Paulo receberá, com o apoio da secretaria do Verde e do Meio Ambiente, um movimento de intervenção urbana que utiliza arte e solução ambiental como ferramentas para sensibilizar e engajar os cidadãos no correto encaminhamento do lixo que não é lixo.
A partir de 18 de junho, a cidade de São Paulo será palco do movimento de conscientização para a educação ambiental, o ECOPARADE. Entre os dias 08 e 15 serão instaladas em oito parques da cidade de São Paulo 30 ECO BASES personalizadas por artistas de diferentes segmentos.
Trata-se de um movimento para construção de valor e transformação da relação das pessoas com a questão do lixo. A intervenção urbana promete chamar a atenção do público. O comitê curador é formado pela Re9 – empresa privada de educação para sustentabilidade -, Fabrício Dorado Soler, advogado especialista em gestão ambiental (USP), perito habilitado junto à Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo, Olívio Guedes – diretor do Mube (Museu Brasileiro de Escultura), Rafael Highraff, artista renomado com exposições em grandes galerias do mundo, Coletivo 132 – casa atelier que reúne artistas do grafite paulistano e internacional. Junto a eles, participa também a SP Urbanismo – Comissão Cidade Limpa, para garantir o modo de exibição de logomarcas e divulgação do evento, conforme prevê a lei.
Personalizadas por artistas do grafite, artistas plásticos e convidados, durante 90 dias as ECO BASES ficarão expostas em pontos estratégicos de São Paulo a fim de sensibilizar as pessoas ao correto encaminhamento dos resíduos. Nesse período o serviço de coleta seletiva resgatará os resíduos nas ECO BASES e encaminhará paras as cooperativas de catadores que receberão gratuitamente e converterão em dinheiro para investir na qualificação profissional de seus cooperados. Os resíduos serão rastreados através de um serviço de auditoria ambiental que irá gerar relatórios publicados em diversos canais de comunicação.
Ao final do movimento as obras replicadas nas ECO BASES serão leiloadas e a renda revertida para entidades a escolha dos artistas.
Maiores informações acessem o site.




ABNT lança norma internacional para gestão da energia

ABNT lança norma internacional para gestão da energia

Postado em 11/07/2011 às 11h11

http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/2901


Aliada da produção, a eficiência energética reduz danos ambientais e garante maior competitividade no mercado l Foto: Monster Commercial

 
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) lançou na última quinta-feira (7), a norma ABNT NBR ISO 50001:2011 – Sistemas de gestão da energia – Requisitos com orientações para uso. A publicação é uma adoção da norma ISO 50001:2011 – Energy management systems - Requeriments with guidance for use. Publicada no dia 15 de junho pela International Organization for Standardization, a ISO 50001 foi muito aguardada pelo setor por propor um impacto positivo no uso de 60% da energia no mundo.
A norma especifica requisitos para implementação e manutenção de um sistema de gestão da energia, com o propósito de habilitar organizações de todos os portes a buscarem a melhoria contínua de seu desempenho energético.
Aliada da produção, a eficiência energética reduz danos ambientais e garante maior competitividade no mercado, por isso é questão prioritária para organizações em todo o mundo.
Alberto Fossa, coordenador da Comissão de Estudo Especial de Gestão e Economia de Energia (ABNT/CEE-116) e chefe da delegação brasileira na ISO, explica os principais focos da norma. “O desempenho está baseado em três pontos específicos: uso (aspecto qualitativo da energia, que inclui também o comportamento humano, entre outros); quantidade (aspecto quantitativo da energia, envolvendo o consumo e sua redução); e eficiência energética (aspecto tecnológico e vinculado ao balanço entre os recursos energéticos despendidos e os resultados obtidos num determinado processo)”.
Outro objetivo é garantir disponibilidade de suprimento de energia, aumentando a competitividade e contribuindo para reduzir o impacto das mudanças climáticas. A melhoria contínua do desempenho energético resultará na diminuição do consumo global de energia.
Para todas as organizações
Eduardo Lima, secretário da Comissão de Estudo da ABNT, que atua como espelho do Comitê da ISO, informa que a norma poderá ser aplicada por organizações de todos os tipos e tamanhos, independentemente de condições geográficas, culturais ou sociais. O sucesso de sua implementação dependerá, entretanto, do compromisso em todos os níveis e funções e, especialmente, da alta direção.
A norma recomenda às organizações vários procedimentos como, por exemplo, adoção de critérios de eficiência na compra de equipamentos, estruturação e cuidados adicionais na operação e manutenção de equipamentos, conscientização e treinamento sobre os aspectos vinculados ao uso adequado da energia.
“As organizações deverão definir um padrão inicial de uso da energia em seus processos e atividades e adotar ações de melhoria ao longo do tempo, com foco no nível de consumo e na eficiência energética”, esclarece Lima.
A importância da norma é também destacada pelo secretário-geral da ISO, Rob Steele: “Um melhor desempenho energético pode proporcionar benefícios rápidos para uma organização, maximizando o uso de fontes energéticas e reduzindo o custo e o consumo de energia. Também fará contribuições positivas para reduzir o esgotamento dos recursos energéticos e atenuar os efeitos do uso de energia em todo o mundo, como o aquecimento global”.
Apoio a políticas públicas
A norma internacional deverá ser também uma aliada dos governos nas políticas públicas destinadas a promover o uso eficiente de energia. É o caso, no Brasil, do Plano Nacional de Energia 2030 (PNE 2030), lançado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que estipula uma redução de 10% do consumo de energia no país até 2030 e considera a eficiência energética como um fator fundamental para equacionamento do suprimento nos próximos anos.
Também o Plano Nacional de Eficiência Energética (Pnef), ainda em elaboração, terá na nova norma uma ferramenta importante para disseminação dos conceitos de eficiência energética no país, particularmente no setor industrial.
Na opinião de Alberto Fossa, que é consultor do Procobre, a nova norma ainda deverá estimular a indústria e consumidores a aumentarem o uso de produtos eficientes, como os motores elétricos identificados com o selo do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). “Prevemos que a maioria das empresas adotará a ABNT NBR ISO 50001 como forma de demonstrar ao mercado seu compromisso com a sustentabilidade. A sociedade encontra-se mais sensibilizada com o tema das alterações climáticas e tem identificado de forma mais contundente diferenças entre empresas responsáveis e não responsáveis”, ele conclui. As informações são da ABNT.
Leia também

Dinamarqueses vão importar lixo para geração de energia

11/07/2011 - 08h19

Dinamarqueses vão importar lixo para geração de energia


A produção de biogás e outros produtos a partir de lixo está dando tão certo na Dinamarca que o país deve importar resíduos a partir de 2016.
Nesse ano ficará pronta uma nova usina de processamento de lixo da cooperativa Amagerforbrænding, hoje a segunda maior do país.
A ideia é comprar resíduos de países do norte e do leste da Europa, como Alemanha e Polônia, para dar conta da capacidade total da usina.
Hoje, a Dinamarca processa 100% do lixo que produz em empresas privadas e em cooperativas sem fins lucrativos (esse é o caso da Amagerforbrænding).
A população separa o lixo em casa e também leva os recicláveis até postos de troca.
"Os dinamarqueses estão bastante acostumados a trocar garrafas de plástico e latas de alumínio por moedas", disse à Folha a ministra do Clima e Energia da Dinamarca, Lykke Friis.
A Amagerforbrænding processou no ano passado cerca de 400 mil toneladas de lixo, ou 400 caminhões carregados todos os dias.

Editoria de Arte/Folhapress

ADEUS AOS FÓSSEIS
O tratamento de lixo reduz a emissão de CO2, principal gás do aquecimento global.
Além disso, no caso da Dinamarca, o biogás produzido a partir do lixo substitui os combustíveis fósseis que seriam usados para aquecimento das casas.
De acordo com Vivi Nør Jacobsen, da cooperativa, 4 kg de lixo processados na usina equivalem a 1 l de óleo para aquecimento das casas.
"A atividade da usina está dentro da proposta do governo de acabar com o uso de combustíveis fósseis no país até 2050", explica Jacobsen.
A Amagerforbrænding também tem uma proposta de aproximar o processamento do lixo da sociedade.
A nova fábrica será em Copenhague, assim como a atual, que é de 1970 e se destaca por ser limpa e colorida.
A diferença é que a usina que será inaugurada ficará ainda mais perto do palácio real dinamarquês e funcionará como um espaço público, tendo até pista de esqui.

"Queremos mostrar que uma usina de processamento de lixo não precisa ser feia e fedida", explica Jacobsen.
No Brasil, algumas iniciativas de reciclagem funcionam bem. Por exemplo, quase todas as latinhas de alumínio são recicladas no país.

Os lixões a céu aberto continuam predominando no Brasil pelo menos até 2014.
Esse é o prazo final estipulado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada no ano passado, para que todos os lixões sejam completamente fechados.
O objetivo é ter aterros sanitários para os resíduos que não possam ser tratadas - e reaproveitar o restante.
A jornalista SABINE RIGHETTI viajou a convite do Consórcio do Clima da Dinamarca

Para os índios, o desenvolvimento do planeta é sempre insustentável

Índio albino cresce longe de sua aldeia

Com problemas de visão e necessidade de acompanhamento médico, Vanderlei Fernandes, de 20 anos, mora em um abrigo no Rio desde os 4

10 de julho de 2011 | 0h 00

a
autoria: Pablo Pereira - O Estado de S.Paulo
Ele é torcedor do Flamengo, adora Ronaldinho Gaúcho, curte o funk de Os Hawaianos e gostaria de assistir a shows dos MCs Sapão e Marcinho, funkeiros de sucesso no Rio. Nascido em uma aldeia guarani no litoral paulista, Vanderlei Fernandes tem 20 anos e uma história de traumas, resistência e superações.
Fabio Motta/AE
Fabio Motta/AE
Trajetória. Vanderlei Fernandes, de 20 anos









Com albinismo, dificuldades de visão e necessidade de acompanhamento médico especial, Vanderlei teve uma infância difícil. Não pode viver em sua aldeia, em São Sebastião (SP), onde moram seus pais e avós. Hoje, adulto, ele continua visitando a tribo, mas o tipo de vida na aldeia e a exposição ao sol de sua pele frágil podem lhe causar problemas graves de saúde.
Não bastassem as dificuldades da vida, a condição indígena de Vanderlei o obrigou a passar por uma adversidade adicional: a tutela da burocracia de organismos de Estado, como Fundação Nacional do Índio (Funai) e Fundação Nacional de Saúde (Funasa). E sofreu. Continua sofrendo, sentindo-se ameaçado.
Nos últimos meses, o jovem guarani tem vivido desconfiado. O comportamento foi agravado por mais um capítulo do pesadelo da insegurança juvenil de ver a casa onde mora ser invadida, em dezembro do ano passado, por policiais que investigavam denúncias de irregularidades na Casa do Índio, no bairro da Ribeira, na Ilha do Governador, onde vive desde criança.
Em 1996, aos 4 anos, Vanderlei começou a sofrer com a burocracia da máquina pública federal ao ser envolvido em uma ação judicial de adoção na Justiça Federal de São Paulo. Ainda menino, teve de aprender a superar os limites de sua condição de criança com necessidades especiais. Sua avó, que pela cultura de seu povo tem ascendência sobre as crianças da família tribal, foi sua protetora contra a força das leis dos brancos. Em abril de 1996, o Estado contou a história da disputa pelo menino albino.
Vanderlei não gosta de falar sobre o processo de guarda, que terminou por ficar com sua família índia, nem de comentar a invasão policial. Nem gosta de estranhos. E parece ter pânico diante de situações confusas.
O episódio da invasão policial ao abrigo da Ilha, há meses, não foi o primeiro. A polícia havia entrado na Casa em 2002, provocando medo entre os abrigados, quando acompanhou representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que investigavam denúncias de maus-tratos no abrigo.
"São denúncias absurdas", rebate Eunice Cariri, fundadora da Casa, que existe desde 1942. Indigenista aposentada, ela tem 76 anos. Afirma que a instituição é vítima de perseguições políticas. "O que querem é o prédio. Procuram motivos para tomar a Casa, que foi construída em mutirão por nós com a ajuda dos próprios índios", diz a indigenista. "Mas não conseguem. Nessa pressão, já me tiraram um DAS (cargo público). Para mim, não tem qualquer problema. Tenho minha renda. Mas com isso, na verdade, o que fizeram foi tirar ajuda dos índios necessitados", lamenta Eunice.
Habituada às divergências entre brancos e suas leis e os índios e seus diferentes hábitos e culturas, ela liderou a resistência da Casa quando o menino foi alvo da disputa na Justiça Federal em São Paulo. Um casal paulista pedia a adoção, mas a autoridade da avó prevaleceu. E o menino Vanderlei permaneceu no abrigo fluminense, onde estudou e recebe acompanhamento neurológico e de fonoaudiologia.
Dificuldade. Dias atrás, o agora jovem Vanderlei venceu mais uma vez a introversão e concordou em se mostrar um pouco ao Estado, depois de 15 anos da primeira reportagem, quando, aos 4 anos, ainda apresentava dificuldades para falar.
Após algumas horas de tentativas de conversa, frustradas - e de ouvir de longe a entrevista feita com representantes da Comissão de Amigos da Casa do Índio -, ele abriu uma caixa de papelão, do tamanho de uma embalagem de sapatos e tirou dela fitas cassete. Ao som de suas músicas preferidas, sorriu, divertiu-se e contou que gosta de futebol.
A música mexe com ele. Ao som do funk, Vanderlei muda o semblante. E topa falar de outros prazeres e de sonhos de adolescente. Como o desejo de ver o Flamengo jogar. Ele torce por Ronaldinho Gaúcho. "Eu grito gol", diz ele, que foi alfabetizado em português, em escolas da Ilha. "Eu parei de estudar. Estava repetindo", explica.
A TV é hoje a ligação do rapaz com seu Flamengo. Ele nunca foi ao Maracanã ver seu time em campo. E esse é mais um dos desejos escondidos do jovem que não gosta muito de sair de casa. Mas sairia, sim, diz ele, também para assistir a um show de funk com MC Sapão, outro de seus ídolos na música.
"Gostaria de ver um show", confessa, curtindo a música no pequeno aparelho de som que toca as fitas cassete. Mais à vontade, dança ao som do ritmo preferido. Dos Hawaianos, ele tem um hit na ponta da língua.
"Eu gosto do Vem Quicando", afirma, sentado na cama do salão térreo na Rua Pires da Mota, que fica a cerca de 20 minutos de carro do Aeroporto do Galeão. Nos palcos, Os Hawaianos que encantam Vanderlei dançam e cantam com seus integrantes de cabelo pintado de branco, como os fios que cobrem Vanderlei.
Entre os amigos da casa, muitos convivendo com ele há anos, Vanderlei é brincalhão e comunicativo. "É alegre", conta Anita dos Santos, de 20 anos, que foi morar na casa ainda bebê, com a mãe, Maria Clara. Anita e a mãe, que sofre de distúrbios neurológicos, são índias kaiuá, de uma aldeia de Mato Grosso do Sul.
A menina foi criada na Casa e concluiu o ensino médio em escolas do bairro. Hoje, Anita tem curso de computação na Faculdade Estácio de Sá da Ilha e página no Facebook. E se prepara para prestar um concurso nas Forças Armadas. "Quero seguir a carreira militar", diz ela, que já trabalha na função de "cuidadora" na Casa.
A cargo de Anita e de 14 colegas "cuidadores" estão jovens índios oriundos de diversas aldeias. Como o xavante Januário, de 47 anos, que sofre de hipotireoidismo. Ele ocupa seu tempo com trabalhos manuais e pinturas. "Estamos planejando fazer uma exposição dele", conta Eunice.
Também xavante, o adolescente Mario Juruna, de 14 anos, neto do ex-deputado Mario Juruna, vive lá há seis. "Quero ser advogado", conta, ao lado de Leandro, o menor deles, guarani como Vanderlei. São amigos também de Francisco, o Chiquinho, um apurinã de 17 anos que chegou subnutrido, precisando de diálise. Transplantado, Chiquinho é hoje é um garoto bem disposto. Mas carrega uma perda de audição adquirida durante a infância. Chiquinho é o desenhista da turma.
O grupo tem ainda o uaurá Kaíke, de 11 anos, que vive na Ilha do Governador desde a cirurgia corretiva na posição do pé, e Joel Carlos Apurinã, de 24, um cadeirante que lá mora há 12 anos. São eles os companheiros de Vanderlei no cotidiano da Casa e parceiros nos jogos de videogame.
Vanderlei é fissurado em X-Men. E sonha também com o dia em que poderá ter um aparelho PlayStation 2 para curtir o jogo de Wolverine, o super-herói atordoado, meio humano, com garras de metal e o poder de regeneração dos ferimentos do corpo. Wolverine nunca se entrega.
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Conheça a Aldeia Guarani Krukutu em São Paulo




História da Aldeia

Estamos em uma das três Terras Indígenas Guarani da cidade de São Paulo. A aldeia Krukutu e Tenondé Porá são as duas comunidades existentes no extremo sul de São Paulo, no bairro de Parelheiros, na região da represa Billings. A terceira T.I. fica no Pico do Jaraguá.

Nossa aldeia tem origem nas famílias que se fixaram na região de Parelheiros na década de 1950. Essa região sempre foi local de passagem para o nosso povo, os Guarani-Mbya que vinha da região das aldeias do Paraná e Rio Grande do Sul para o litoral. Nós nos fixamos nas tekoas, os lugares escolhidos pela facilidade do acesso à yvy marae'i, a Terra Sem Mal, que fica além mar. Nestes lugares é que se pode reproduzir o nhandereko, o modo de ser guarani.

Em 1955, a família do Sr. Nivaldo Martins da Silva Karai Roka Ju, liderados pela sua avó D. Vitalina, que primeiro se fixou na área que é hoje a aldeia vizinha Tenonde Porã ou da Barragem.

Eles vinham de Mangueirinha no Paraná e passaram algum tempo em Itariri, em Santos e Rio Silveira ( São Sebastião) e ainda retornaram por uma ano para o Paraná antes de irem morar na futura aldeia.

Chegaram ali depois do convite feito por um sitiante japonês chamado Kugo Igo. Ele tinha visto a família do seu Nivaldo na Ponte do Socorro, onde tentavam vender seu artesanato. O sitiante perguntou se eles não queriam ir para a terra que tinha. Os Guarani poderiam ficar morando lá e em troca ajudariam Igo na sua plantação de mandioquinha que era vendida no Ceasa. Um tempo depois, o sitiante resolveu ir para o Japão e deixou para o pai de seu Nivaldo, Eduardo Martins da Silva, o documento que passava a terra à eles.Nessa época a região que é hoje a Aldeia Krukutu, era usada para caça e para extrair material para o artesanato e para nossas casas. Em 1975, Dorinha da Silva e seu filho Manoel Vera se fixaram na área. Manoel, ainda mora na aldeia e conta:

"Quando meu pai morreu, eu tinha 13 anos e tive que fazer uma casa para colocar a minha mãe. Aí que conheci um japonês aqui na Barragem, que era Iakusa Nakamora, a gente chamava ele de Sensei. Ele veio um dia aqui pescar e disse que já que tínhamos um passado aqui, eu podia ficar com o terreno. Aí ele me ofereceu esse pedaço de terra."
A primeira liderança da Aldeia Krukutu foi seu Manoel, quem o substituiu mais tarde foi o Sr. Nivaldo, posteriormente Ventura Papa, Marcos Tupã e agora Manoel Werá novamente.


Na década de 1970, mesmo com a posse da terra dada pelo Sr. Nakamura para a comunidade, nós sofremos uma série de agressões de grileiros. A regularização de nossa tekoa aconteceu em 1987, depois que os caciques Guarani do estado de São Paulo lutaram na justiça para terem suas terras reconhecidas. Quem representava a nossa aldeia, nesta época, era Manoel da Silva Werá.

A luta para oficializar nossas terras começou em 1979 e contou com o apoio do Centro de Trabalho Indigenista (CTI), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Funai e governo do estado de São Paulo, gestão do governador Franco Montoro.

Em 1985, o Sr. Nivaldo, até então chefe da Tenondé Porã, veio morar aqui na Krukutu e com ele chegaram também novas famílias que vinham de Palmeirinha, no Paraná.



Com o crescimento acelerado e desordenado da região e a falta de espaço para manter o modo de vida tradicional guarani nos atuais 25,88ha, entramos no ano de 2001, juntos com as aldeias Tenonde Porã e Jaraguá, com o pedido de redemarcação de nossas áreas. Na atual área não conseguimos que nossas plantações sejam boas e não podemos mais extrair o que precisamos da mata e da terra que é pequena.


Sobre a redemarcação, o ultimo parecer da Funai no ano 2004, foi contrario a ampliação. O estudo pedindo a ampliação, segundo a fundação, estava incompleto. Em 2001 também a nossa Associação Guarani Nhe' ê Porã foi legalizada, também foi o ano que construímos a nossa atual Casa de Reza.



Estamos realizados a programação do evento e debates das questões temáticas a ser divulgado posteriormente.



Desde já agradecemos a atenção e contamos com o seu apoio
.


A associação é nossa ferramenta para enfrentarmos os desafios do mundo moderno





www.culturaguarani.org.br - Todos os direitos reservados . 
Estrada do Curucutu, S/N - Telefone:(0xx11) 59770025 – São Paulo/SP













Exibição de documentários e debate
Dia 16 de julho, sábado, às 15h, na UMAPAZ
(Não é preciso se inscrever. Pede-se chegar com 15 minutos de antecedência)

No próximo dia 16 de julho, sábado, às 15h, a Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPAZ) exibe dois documentários: Mbaraka – A Palavra que Age e À Sombra de um Delírio Verdesobre os guaranis-kaiowás do Mato Grosso e promove um debate com os idealizadores, uma advogada de direitos indígenas e uma liderança guarani M’Bya da Aldeia Tenondé Porã, Parelheiros, zona sul de São Paulo.
O evento faz parte do trabalho de conclusão de curso de Rony Cácio Feitosa da Silva, aluno do Curso Carta da Terra em Ação, que acontece na UMAPAZ. Tem como objetivo focar na sensibilização da população paulista, maior consumidora de  etanol do Brasil e promover um debate sobre a luta do maior grupo indígena do país, contra a expansão da cana.
Conforme o princípio de justiça social e econômica, afirmar os direitos dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como as suas práticas relacionadas com condições de vida sustentável, proposto na carta da terra.
Sinopses dos documentários:
Mbaraka – A Palavra que Age (26' - 2011) - De Spensy Pimentel, Edgar Cunha e Gianni Puzzo
Os cantos dos xamãs guarani-kaiowa são fórmulas verbais que têm uma ação sobre o mundo. Tradicionalmente, eles curam doenças, afastam pragas da lavoura e bichos peçonhentos, anunciam a chegada dos deuses. Eles não só preveem o futuro, mas o conformam. Hoje, esses indígenas vivem em seu mundo uma crise sem precedentes. Confinados em pequenas porções de terra e com os recursos naturais da região onde residem totalmente degradados, eles se veem diante de um impasse: será que  suas palavras conseguirão conformar um mundo novo que reverta a crise cosmoecológica por que passam atualmente? Se a palavra pode ser história, mito e narrativa, entre os Guarani-Kaiowá ela também é poesia e profecia: um canto de esperança em um futuro melhor.

À Sombra de um Delírio Verde (29' - 2011) - De Cristiano Navarro, An Baccaert e Nicolas Muñoz
Na região sul do Mato Grosso do Sul, fronteira com Paraguai, a etnia indígena com a maior população no Brasil luta silenciosamente por seu território para tentar conter o avanço de poderosos inimigos. Expulsos pelo contínuo processo de colonização, mais de 40 mil Guarani Kaiowá vivem hoje em menos de 1% de seu território original. Sobre suas terras encontram-se milhares de hectares de cana-de-açúcar plantados por multinacionais que, em acordo com governantes, apresentam o etanol para o mundo como o combustível “limpo” e ecologicamente correto. Sem terra e sem floresta, os Guarani Kaiowá convivem há anos com uma epidemia de desnutrição que atinge suas crianças. Sem alternativas de subsistência, adultos e adolescentes são explorados nos canaviais em exaustivas jornadas de trabalho. Na linha de produção do combustível limpo são constantes as autuações feitas pelo Ministério Público do Trabalho que encontram nas usinas trabalho infantil e escravo. Em meio ao delírio da febre do ouro verde (como é chamada a cana-de-açúcar), as lideranças indígenas que enfrentam o poder que se impõe muitas vezes encontram como destino a morte encomendada por fazendeiros.
  
SERVIÇO: EXIBIÇÃO DE DOCUMENTÁRIOSSOBRE OS GUARANIS-KAIOWÁS DO MATO GROSSO E DEBATE.
Data: 16 de julho (sábado), das 15h às 17h. 
TEMA: GUARANIS: ENTRE A ETNIA E O ETANOL
Participação dos idealizadores dos documentários, advogado de direitos indígenas e liderança Guarani M´Byá da Aldeia Tenondé Porã de Parelheiros, zona Sul de S. Paulo.
TCC DE: Rony Cácio Feitosa da Silva - Carta da Terra em Ação/2011/Turma 5.
ORIENTADOR: André Luiz  Moura de Alcântara.
LOCAL: UMAPAZ – Av. Quarto Centenário, 1268-portão 7 -A
Informações: tel.(11) 5572-1004
NÃO É NECESSARIO SE INSCREVER. PEDE-SE CHEGAR COM 15 MINUTOS  DE ANTECEDÊNCIA