segunda-feira, 21 de março de 2011

Polêmica: LED eficiente, mas tóxico...

Página 22 da FGV: LED - Eficiente, mas tóxico

Imagem: Parques sustentáveis


Marcas detentoras da tecnologia da lâmpada LED têm dado conta de apresentá-la como o futuro da iluminação, principalmente quando a preocupação maior é economizar eletricidade.
Mas o aspecto da eficiência energética pode estar sendo superado por outro talvez ainda mais nocivo.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia comprovaram que essas lâmpadas podem conter altos índices de substâncias tóxicas, entre elas chumbo e arsênio.
Segundo o estudo, os LED vermelhos, encontrados em luzes de freio de veículos e semáforos, contêm até oito vezes mais chumbo do que o permitido pela legislação da Califórnia.
Os brancos contêm menos chumbo, mas concentram mais níquel. Em geral, quanto mais intensa a luz do LED, mais toxinas tende a apresentar.
Substâncias como chumbo e arsênio estão relacionadas a vários tipos de câncer, lesões cerebrais e hipertensão, além de outras doenças.
O cobre das lâmpadas LED, uma vez liberado, pode afetar rios e lagos e causar a morte de animais, podendo ainda atingir o organismo humano.
Até pouco tempo conhecidas como as “luzinhas” dos eletroeletrônicos, essas pequenas lâmpadas têm ganhado cada vez mais espaço no mercado e sinalizam como a geração que substituirá a iluminação fluorescente.
"Na tentativa de fabricar produtos que consumam menos energia, não podemos deixar de atentar para os riscos de toxicidade daqueles que são comercializados como substitutos", disse Oladele Ogunseitan, líder do estudo.
Segundo ele, os fabricantes de LED têm todas as condições para redefinir seus projetos e diminuir o uso dessas toxinas. (ER)





Autoria e fonte: http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2011/03/P22_Edicao_50.pdf

CAMPANHA "S.O.S. JAPÃO"

CONEXÃO LIBERDADE: "SOS JAPÃO"



Autoria: Guto Lobato

Fonte: Folha de São Paulo - Caderno São Paulo 20 a 26 de março de 2011, página 30

http://edicaodigital.folha.com.br/home.aspx








Como ajudar


•• As entidades que representam a comunidade nipônica pedem que as doações sejam feitas, preferencialmente, em dinheiro. Isso se deve aos custos do envio de materiais ao Japão e à situação precária de alguns aeroportos e estradas do país

> Os recursos serão arrecadados até 30 de abril. Em seguida, serão entregues a órgãos do governo. Não se sabe quem receberá as doações, mas a Cruz Vermelha é opção quase certa, segundo integrantes da Beneficência Nipo-Brasileira

> O único local que aceita doações de cobertores, medicamentos, roupas e alimentos não perecíveis é a Associação Miyagui Kenjinkai do Brasil. Os itens podem ser entregues na sede (endereço no fim da reportagem), das 9h às 12h e das 13h às 17h


CONTAS BANCÁRIAS PARA DOAÇÃO


1) Associação Miyagui Kenjinkai CNPJ: 47.174.727/0001-59

Bradesco

Agência: 0131-7

Conta-corrente: 120459-9



2) Beneficência Nipo-Brasileira

CNPJ: 60.992.427/0001-45

> Bradesco

Agência: 0131-7

Conta-corrente: 131000-3


3) Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil

CNPJ: 46.568.895/0001-66

Banco do Brasil

Agência: 1196-7

Conta-corrente: 29921-9



4) Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistência Social

CNPJ: 61.511.127/0001-60 

a) Bradesco

Agência: 0131-7

Conta-corrente: 112959-7

 b) Santander

Agência: 4551

Conta-corrente: 13090004-4














Surpresa: 70% dos ciclistas de SP usam bicicleta para trabalhar e só 4% para o lazer

70% dos ciclistas de SP usam bicicleta para trabalhar e só 4% para o lazer






Pelo menos 214 mil moradores utilizam esse meio de transporte diariamente; capital pode ser dividida em 4 polos, com usos diferenciados

20 de março de 2011
0h 00
Autoria: Renato Machado,Rodrigo Brancatelli e Vitor Hugo Brandalise - O Estado de S.Paulo

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110320/not_imp694438,0.php







Paulo Pinto/AE
Jd. Helena. Bicicletário só esvazia no fim da tarde



Para o senso comum, bicicleta é mais um hobby do que um meio de transporte, um exercício nos fins de semana, perfeita para um passeio pelo Parque do Ibirapuera. Segundo pesquisa do Metrô, no entanto, mais de 70% das viagens feitas diariamente de bicicleta na capital são para trabalhar - pelo menos 214 mil moradores usam esse meio para chegar ao trabalho todos os dias.





Paulo Pinto/AEJd. Helena. Bicicletário só esvazia no fim da tarde

Se forem levadas em conta outras atividades do dia a dia, como ir para a escola, fazer compras ou ir ao dentista, o índice sobe para 96%. Recreação mesmo, como pedalar pelos parques, responde por apenas 4% das viagens. "Há um consenso de que a bicicleta é usada para lazer. Mas o uso está mais ligado à periferia e à população de baixa renda", diz o professor de Transportes da USP Jaime Waisman. "E agora há jovens de classe média que usam por ideologia."



A pesquisa O Uso de Bicicletas na Região Metropolitana de SP, de agosto do ano passado, aponta ainda que a capital tem quatro polos de bikes. Ao analisar os distritos com mais de 2 mil viagens por dia, observa-se que 70% delas estão reunidas em Grajaú (e Socorro), Vila Maria (Vila Medeiros, Tremembé e Jaçanã), Jardim Helena (Itaim Paulista, São Rafael, Itaquera e São Miguel Paulista) e Ipiranga (Cursino e Sacomã).



Primeiro lugar. O campeão de uso de bicicletas é o Grajaú, no extremo sul, onde são realizadas 9,4 mil viagens diárias. Essa é a única localidade em que o motivo principal não é trabalho, mas assuntos pessoais - como ir ao banco ou ao dentista.



"É um local populoso e de baixa renda, por isso se usa muito a bicicleta para coisas cotidianas. E a topografia ajuda. Mas também fica longe e as viagens para trabalho precisam ser em outros meios", diz a analista de Transportes do Metrô e responsável pela pesquisa, Branca Mandetta.



Quadro parecido ocorre na zona leste da capital. Muitos ciclistas ali, no entanto, fazem uso conjugado da bicicleta com outro meio de transporte. Prova disso é que os bicicletários de estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), como Itaim Paulista e Jardim Helena, ficam abarrotados durante quase todo o dia, esvaziando apenas no fim da tarde, quando estudantes e trabalhadores descem dos trens e seguem pedalando para casa.



"Se houvesse mais incentivo acho que as pessoas começariam a perceber que a bicicleta pode virar um meio de transporte", diz o técnico gráfico Baltazar Barbosa Carneiro. Todo dia, ele pega emprestada uma bicicleta no bicicletário do Metrô na Estação Itaquera e pedala por 40 minutos até o trabalho, perto de outra estação, na Vila Carrão. "Nesses últimos dias parei de vir assim porque o bicicletário fechou. A diferença é enorme. Agora, demoro 2h30." O Metrô diz que o bicicletário vai reabrir, no interior do terminal.



A utilização na zona norte está relacionada com a grande quantidade de empresas existentes - principalmente a indústria pesada - na região da Vila Maria. E aqui se evidencia o primeiro incentivo para o uso das bicicletas. "Foram as indústrias as primeiras a reservar um espaço para operários guardarem as bicicletas", diz Branca Mandetta.



O diretor de filmes Alexandre Cruz, de 38 anos, é um dos que adotaram a bicicleta por opção, após ter moto e carro. Em 2005, voltou para São Paulo depois de uma temporada no Rio e sentiu a diferença. "O trânsito estava muito pior, por isso troquei o carro pela moto. Mas faz dois anos e meio que não tenho nenhum dos dois e só pedalo."



Por causa da filha pequena, sua mulher mantém um carro. Mas no dia a dia ele usa a bicicleta para ir de sua casa no Ipiranga, na zona sul, para o escritório em Pinheiros, na zona oeste, trajeto feito em 30 minutos. "Vou em ritmo forte, então preciso de um vestiário para me arrumar. Há lugares que não têm isso." Em dezembro, ele sofreu um acidente na Rodovia dos Imigrantes. Um motorista o atropelou no acostamento, mas nem isso o desanimou. Pelo contrário, Cruz influenciou outras pessoas: "Meu sócio, meu porteiro e até meu pai começaram a pedalar."



CICLOVIAS


 
Autoria e fonte: encarte da Folha de São Paulo 20/03/2011- caderno São Paulo - circuitosp

 






Sustentabilidade jurídica: OAB quer equilíbrio entre produção e meio ambiente no novo Código Florestal

OAB quer equilíbrio entre produção e meio ambiente no novo Código Florestal


19/mar/2011




Um equilíbrio nas discussões do Congresso Nacional em torno da elaboração do novo Código Florestal, que leve em conta uma tomada de posição que permita o desenvolvimento econômico sem provocar a destruição da natureza, foi defendido pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante. Ele participou na Seccional da OAB de São Paulo da abertura do Seminário "Código Florestal e Perspectivas para a Proteção ao Meio Ambiente", promovido pela Comissão Nacional de Direito Ambiental da OAB e Comissão de Sustentabilidade e Meio Ambiente da OAB-SP.

"O Código Florestal precisa incorporar uma tomada de consciência que coloque o futuro do País - e por que não dizer da Humanidade - dependente da proteção ecológica", salientou Ophir durante o seminário, ao recomendar uma discussão desapaixonada, sem ódios nem rancores, em torno do futuro Código. Ele defendeu necessidade de um ordenamento jurídico, nesse campo, "que reflita as preocupações básicas de não inviabilizar a produção de alimentos e, ao mesmo tempo, não transformar a terra em deserto".



A seguir, principais tópicos do discurso do presidente nacional da OAB durante o seminário sobre o Código Florestal:



"Enquanto o mundo inteiro está chocado com a catástrofe natural no Japão, com o futuro da energia nuclear, com o aquecimento do planeta e com a elevação do nível do mar, o Brasil se debruça sobre um novo Código Florestal, destinado a substituir uma legislação esparsa de 46 anos de idade e que não evitou a perda de importantes sítios ecológicos, como a Mata Atlântica e parte da floresta amazônica.



O debate tem sido travado de forma apaixonada, colocando, de um lado, os proprietários de terras, e, de outro, os ambientalistas insatisfeitos com o projeto relatado na Câmara dos Deputados pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB). Os ruralistas acham que o projeto, com algumas correções pontuais, ajuda a salvar o agronegócio, e consolidar a posição do Brasil como uma dos maiores produtores de alimentos do mundo. Mas os ambientalistas reagem com outros argumentos, sendo o principal deles o de que o desmatamento vai avançar.



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por exemplo, aderiu a essa tese, inclusive em nota oficial, ao escolher o lema "Fraternidade e Vida para o Planeta" para a Campanha da Fraternidade deste ano.



Nem ao céu nem ao inferno. Ao longo das décadas, o Código não impediu o desmatamento, mas sem ele teria sido muito pior. Talvez nem florestas tivéssemos mais. As discussões em torno da atualização do Código Florestal devem obrigatoriamente incorporar a ideia de sustentabilidade ambiental para o desenvolvimento sócio-econômico.



A consciência ambiental deve levar também em conta as necessidades internas (e externas) de alimentos.



Por seu lado, os produtores rurais e as empresas precisam ter em mente que o avanço predatório equivale a um suicídio em massa. Os recursos naturais não são renováveis, se esgotam, mas sendo administrados com a devida parcimônia, cuidado e zelo podem ajudar a Humanidade por muito tempo ainda.



É preciso que haja um equilíbrio nas discussões e uma tomada de posição com vistas a permitir o desenvolvimento sem provocar destruição em massa.



Os efeitos da ação predatória da Humanidade sobre a natureza deixou de ser uma especulação, os avanços tecnológicos nos permitem auferir isso de forma bem clara.



Em apenas 5 anos, por exemplo, o mundo perdeu 36 milhões de hectares de florestas. Mais de 16 mil espécies de animais entraram na lista de risco de extinção.



Em nosso quintal, temos um triste legado para as futuras gerações: as florestas brasileiras e todas as suas riquezas naturais estão a perigo. Da Mata Atlântica, por exemplo, que alcança esta região do Brasil, só resta 8% de sua área original. Entre os primatas brasileiros estão relacionadas cerca de 25 espécies ameaçadas de extinção e alguns deles são típicos da Floresta Atlântica.



A Amazônia, em que pese se encontrar em sua maior parte conservada, requer muito cuidado. Segundo o Inpe, a Amazônia sofreu uma perda de mais de 520 mil quilômetros quadrados de florestas de 1978 a 1998.



Pesquisas realizadas pelo próprio governo apontaram que o desmatamento anual da Amazônia cresceu 34% de 1992 a 1994. A taxa anual, que era de pouco mais de 11.000 km2 em 1991, já ultrapassou 14.800 km2.



Os grandes causadores da degradação progressiva são a atividade agrícola de forma não-sustentável e a extração madeireira, que tende a aumentar na medida em que os estoques da Ásia se esgotam.



De acordo com a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, 80% da produção madeireira da Amazônia provém da exploração ilegal.



Oficialmente, hoje existem 22 madeireiras estrangeiras operando na Amazônia. A falta de controle por parte das autoridades e órgãos competentes, o que abre caminho para atividades altamente destrutivas para a floresta, é demonstrada, por exemplo, com o número de desperdício da madeira extraída (leia-se árvores derrubadas que não têm uso nenhum): ele gira em torno de 60 e 70%.



Por sua vez, um cenário de calamidade ambiental que vem se instalando na região do Cerrado brasileiro desde a década de 1970. Entre 2002 e 2008, o desmatamento do errado foi o dobro do ocorrido na Floresta Amazônica, representando a supressão vegetal de 127,5 mil quilômetros quadrados em seis anos, ou 21 mil quilômetros quadrados por ano.



A degradação desse importante bioma ocupado por dez Estados mais o Distrito Federal já é responsável pelo mesmo nível de emissões de gás carbônico da Amazônia. Mais ainda: 12 mil espécies teriam simplesmente desaparecido do Cerrado, enquanto a desertificação e o avanço de culturas agressivas como a da cana de açúcar, só aumentaram.



É preciso ter consciência crítica acerca das principais conseqüências do desmatamento, que resumidamente são: destruição da biodiversidade; genocídio e etnocídio das nações indígenas; erosão e empobrecimento dos solos; enchente e assoreamento dos rios; diminuição dos índices pluviométricos; elevação das temperaturas; desertificação; e proliferação de pragas e doenças.



São dados para reflexão, não para disseminar ódios e rancores. O Código Florestal precisa incorporar uma tomada de consciência que coloque o futuro do País (e por que não da Humanidade) dependente da proteção ecológica.



Necessitamos de um ordenamento jurídico nesse campo que reflita essas preocupações básicas, sem inviabilizar a produção de alimentos e, ao mesmo tempo, sem transformar a terra em deserto".



Fonte: OAB - Conselho Federal



CUIDADO COM A FALSA SUSTENTABILIDADE

Entendendo a falsa sustentabilidade





Existe uma verdadeira “corrida maluca pelo verde”, tornando cada vez mais difícil para o consumidor e, muitas vezes, para a própria imprensa e formadores de opinião, identificar o que é um produto genuinamente sustentável e outro encoberto por uma “maquiagem verde”, crescendo o ceticismo da população com relação ao que os fabricantes dizem de seus produtos, como o varejo os comercializa e como a imprensa os divulga.



Várias empresas já perceberam que serem identificadas como “verde”, “ecológico” ou “sustentável” pode agregar valor para sua marca. Tal constatação tem estimulado as áreas de marketing e publicidade, não preparadas, a desenvolverem uma verdadeira “corrida maluca” para que suas marcas sejam percebidas pela população como agindo na direção da melhoria das condições ambientais.



Assim, o mercado começa a ser inundado de propagandas de produtos agressivos à saúde e ao meio ambiente, mas “maquiados” para se passarem por “verdes” ou “ecologicamente corretos”.



Tem crescido de forma significativa o percentual de propagandas de produtos ditos verde desde 2007. De acordo com pesquisa da TerraChoice, em 2006 esse percentual estava ao redor de 2% e em 2008 já ultrapassavam 10% na América do Norte. (Fonte: The seven sins of greenwashing, TerraChoice, 2009).



Outra pesquisa, realizada em 2009, pela TerraChoice Environmental Marketing, em 2,219 produtos nos Estados Unidos e Canadá, identificou 4,996 problemas na comunicação correta de seus atributos ambientais, significando dizer que 98% dos produtos apresentaram problemas.



A publicidade enganosa (“Maquiagem Verde” ou Greenwash”) tem provocado uma distorção na capacidade decisória do consumidor, que se estivesse melhor informado, não adquiriria o que foi anunciado.



Uma publicidade pode até ser totalmente correta e mesmo assim ser enganosa, como por exemplo, quando omite algum dado essencial. O que fora anunciado é verdadeiro, mas por faltar o dado essencial, torna-se enganosa por omissão. Normalmente, é essa a intenção da “Maquiagem Verde” ou Greenwash”.



O termo “greenwash” (“lavagem verde”) surgiu de uma mistura de “Green” e “whitewash”, sendo que este último é uma espécie de tinta branca barata (o antigo cal) aplicada na fachada de casas. A expressão se refere, normalmente, à propaganda enganosa corporativa que tenta mascarar um desempenho ambiental fraco.



Erros mais frequentes que levam à “maquiagem verde”:



I - Sugerir que o produto seja verde por ter um atributo complementar positivo, mas não tendo todos os essenciais (Ex. Detergente que tem a embalagem reciclada, mas agride a saúde).



II - Sugerir que o produto atende a determinados atributos que não têm comprovação de fácil acesso ou confirmado por terceira parte (Ex.Tintas ditas “sem cheiro”, mas que ao abrir a lata têm cheiro e não possuem comprovação de cumprimento de limites de toxidade – COV - por laboratório credenciado.



III - Sugerir que o produto seja verde por meio de informação imprecisa (Ex. Garrafa divulgada como tendo a embalagem “100% reciclada”, mas a tampa é produzida com material virgem).



IV - Informar ao consumidor atributo irrelevante ou suplementar como se contribuíssem para torná-lo verde (Ex. Divulgar como diferencial isenção de compostos já proibidos; induzir que a compensação de carbono torna o produto verde).



V - Gerar diferenciais do tipo “dos males o menor“ (Ex. Briquetes vendidos como ecológicos, de sobras industriais de madeiras de origem não confirmada como legal; Detergente dito biodegradável, mas sem salubridade).



VI - Confundir o consumidor com informações falsas ou inconsistentes (Ex.Produto que consome menos X % de energia, sem definir qual a referência; Produto vinculado ao atributo de “reciclável” com a presença de componentes acidentais na composição do produto limita ou inviabiliza a sua reciclagem).



VII - Confundir o consumidor com Selos próprios ou de terceiros sem consistência.







1. Sustentabilidade é muitas vezes confundida com primitivismo, mas não é. Para isso, é importante conhecer as definições e diferenciações de produtos ecológico x orgânico x verde x sustentável:



•Produto Ecológico é produzido com a preocupação, quase que única, de preservar o meio ambiente o mais intacto e, se for possível, reconstituído.

•Produto Orgânico é todo produto, animal ou vegetal, obtido sem a utilização de produtos químicos ou de hormônios sintéticos que favoreçam o seu crescimento de forma não natural.

•O Produto Verde é aquele que se preocupa em menores impactos ambientais (p.ex. eficiência energética, origem dos materiais etc...) e também com a saúde humana.

•O Produto Sustentável é aquele que também incorpora os aspectos de responsabilidade social além do ambiental e de saúde das pessoas.

2. Prefira produtos com certificados e/ou atestados que garantam a sustentabilidade. Exemplos: FSC (Forest Stewardship Council) para madeira, Selo Procel de Eficiência Energética, no caso de eletrodomésticos. O Selo SustentaX atesta a sustentabilidade de materiais para a construção, reformas e operação de edificações como adesivos e selantes, pisos elevados e vinílicos, metais sanitários, tecidos e tintas.



3. Ao comprar lâmpadas, verifique se possuem o Selo Procel e os teores de mercúrio contidos na composição do produto e opte por aqueles produtos que além de apresentar o menor teor deste metal têm instruções sobre o que fazer em caso de acidente e seus fabricantes e distribuidores se responsabilizam por recolher lâmpadas queimadas.



4. No caso de tintas, a fim de garantir ambientes mais saudáveis para sua família, verifique se o nível de toxidade (índice de compostos orgânicos voláteis - COV) está abaixo de parâmetros reconhecidos internacionalmente (por exemplo critério LEED). Tintas comercializadas como “sem cheiro” ou a base d´agua podem conter níveis tóxicos acima do recomendável. (veja tabela com os limites de COV máximos recomendáveis).



5. Para economizar água e dinheiro, dê preferência por válvulas de descarga com duplo fluxo (3 e 6 litros) e também a torneiras com sensores e temporizadores.



6. Compensar o carbono durante a produção não torna, obrigatoriamente, o produto sustentável. O importante é reduzir o impacto causado pela extração de matérias primas, pelo processo produtivo e pela distribuição e descarte, não a compensação por plantio de árvores, por exemplo.



7. Sempre que encontrar informações com números e porcentagens, busque uma base para o comparativo. Por exemplo, se na embalagem ou no anúncio, estiver que tal equipamento economiza X% em energia, mas não houver a referência a qual tipo, é melhor analisar outro modelo ou pedir mais explicações.



8. Esteja atento para não levar “a parte pelo todo”. O produto não é verde apenas porque sua embalagem é reciclável ou 100% reciclada, se seu conteúdo é prejudicial à saúde, por exemplo.



Em resumo, um produto para ser sustentável precisa ter todos os atributos essenciais da sustentabilidade, isto é: ser salubre, ter qualidade e ter sido produzido e distribuído com responsabilidade socioambiental.




Selo SustentaX



O propósito do Selo SustentaX é ajudar os consumidores na identificação de produtos, materiais, equipamentos e serviços sustentáveis.


http://www.selosustentax.com.br/selos.php

sábado, 19 de março de 2011

HORA DO PLANETA: TODOS NO ESCURO CONTRA O AQUECIMENTO GLOBAL DIA 26 DE MARÇO, ÀS 20:30H

HORA DO PLANETA: TODOS NO ESCURO CONTRA O AQUECIMENTO GLOBAL





NO DIA 26 DE MARÇO, ÀS 20H30, A ONG WWF CONVIDA PESSOAS DE TODO O MUNDO A PARTICIPAR DA MANIFESTAÇÃO MUNDIAL HORA DO PLANETA 2011 E APAGAR, POR UMA HORA, AS LUZES DE SUAS CASAS, EM PROTESTO AO AQUECIMENTO GLOBAL

Que tal ficar no escuro por 60 minutos para demonstrar que você, também, é contra o aquecimento global? Essa é a proposta da campanha Hora do Planeta, da ONG internacional WWF, que em 2011 convida todos a apagarem as luzes de suas casas, das 20h30 às 21h30, no dia 26 de março.

A ideia é que não só a sociedade civil, mas também governos e empresas participem da mobilização mundial e protestem, juntos, contra o aquecimento global, para mostrar que ninguém está sozinho nessa luta e incentivar pessoas que ainda não aderiram à causa a fazer a sua parte pelo planeta.



Esta é a terceira vez que o Brasil participa, oficialmente, da Hora do Planeta, que está em seu quarto ano consecutivo. O evento começou em Sydney, em 2007, e contou com a adesão de 2 milhões de pessoas. Em 2008, mais de 50 milhões apagaram suas luzes para participar da ação e, em 2009 e 2010, a Hora do Planeta atingiu mais de 1 bilhão de pessoas em milhares de cidades do mundo.



Em 2011, a Hora do Planeta pretende conseguir ainda mais adeptos! Assista, abaixo, ao vídeo oficial da iniciativa e participe você também dessa grande mobilização contra o aquecimento global!




http://www.youtube.com/watch?v=-WTJmkcUHvI&feature=player_embedded#t=0s





Prefeito reafirma apoio e garante adesão de São Paulo à Hora do Planeta




21 de Março de 2011 - 14:07


Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=43550




Pelo terceiro ano consecutivo, a Prefeitura aderiu ao movimento conhecido mundialmente como Hora do Planeta, ou Earth Hour. Na edição de 2011, três novos pontos da Cidade terão suas luzes desligadas: o Estádio do Pacaembu, a Biblioteca Mário de Andrade e os Arcos do Anhangabaú.





Pelo terceiro ano consecutivo, a Prefeitura de São Paulo aderiu ao movimento conhecido mundialmente como Hora do Planeta, ou Earth Hour. Na edição de 2011, oito monumentos da Capital ficarão apagados por uma hora neste sábado (26/3), entre as 20h30 e 21h30. A novidade para este ano fica para o ingresso de três novos pontos da Cidade que terão suas luzes desligadas: o Estádio do Pacaembu, a Biblioteca Mário de Andrade e os Arcos do Anhangabaú. Para renovar o compromisso do Município com a iniciativa, o prefeito de São Paulo recebeu nesta segunda-feira (21/3), no Paço Municipal, membros da organização não-governamental WWF, promotora do evento.



O prefeito ressaltou a importância da Hora do Planeta para a conscientização da população em relação aos efeitos do aquecimento global - uma das bandeiras da WWF. “Essa é uma adesão muito importante. É um movimento que visa conscientizar as pessoas para a questão do meio ambiente. E a cidade de São Paulo quer dar esse exemplo com seu engajamento e também com as nossas políticas públicas de revisão da questão ambiental”, afirmou o prefeito.



A Hora do Planeta é um ato simbólico no qual pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global. É uma iniciativa mundial da Rede WWF para chamar a atenção dos povos a respeito das mudanças climáticas.



A Prefeitura de São Paulo sempre apoiou o evento e este ano inseriu novos espaços na programação da Hora do Planeta. Além disso, a administração manteve outros cinco pontos da Cidade que voltarão a ter suas luzes apagadas. São eles: a Ponte Estaiada, o Obelisco do Ibirapuera, o Monumento às Bandeiras, o Teatro Municipal e o Mercado Municipal.



O prefeito firmou o compromisso da Prefeitura com a WWF em documento conjunto com o presidente da WWF-Brasil, Álvaro de Souza, e o coordenador geral da Hora do Planeta, João Gonçalves. Presenciaram a assinatura do termo os secretários municipais de Serviços, Desenvolvimento Urbano, Coordenação das Subprefeituras e Governo, além de Célia Jane Giosa, que representou no ato o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente.



Em busca de mais conscientização



Segundo o secretário de Serviços, a parceria entre a Administração Municipal e a ONG dará muitos ganhos à população da Capital. “Graças à organização e mobilização da WWF, há mais informação sobre o tema do aquecimento global. A Cidade faz a sua parte aderindo a esse projeto apagando as luzes de oito espaços públicos e monumentos por uma hora na noite de sábado. Queremos que as pessoas compreendam a importância das relações individuais no que diz respeito à qualidade de vida e a preservação do meio ambiente”.



Em 2010, a Hora do Planeta estabeleceu recordes no mundo e no Brasil. Globalmente, 105 nações, 4.211 cidades e 56 capitais nacionais aderiram. Já no Brasil, mais de três mil empresas, 579 organizações, três governos e 98 prefeituras participaram do movimento simbólico de alerta contra o aquecimento global e em favor da conservação de ecossistemas terrestres e aquáticos.








Brasileiros criam sensor portátil de monitoramento ambiental

Brasileiros criam sensor portátil de monitoramento ambiental


Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/03/2011


SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Brasileiros criam sensor portátil de monitoramento ambiental. 16/03/2011. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=brasileiros-criam-sensor-portatil-monitoramento-ambiental. Capturado em 19/03/2011.










O Caipora é a maleta na parte de baixo da bancada de testes. [Imagem: INT]

Sensores ambientais



O nome técnico do aparelho é Registrador Multipropósito Modular para Monitoramento Remoto - mas ele atende também por Caipora.



Pertencente a uma categoria emergente de equipamentos de monitoramento ambiental, o Caipora pode ser conectado a vários sensores, que podem monitorar parâmetros sobre o ar, a água e o solo.



A criação é dos pesquisadores Alexandre Benevento, do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), e Geraldo Cernicchiaro, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), que estão aperfeiçoando o equipamento desde 2006.



Monitoramento da água



Segundo Benevento, o uso atual do Caipora está mais focado no monitoramento da água.



"Hoje o que fazemos melhor é monitorar parâmetros físico-químicos de água. Mas, com os sensores adequados, podemos também monitorar os parâmetros de ar, como os de poluição e gases de efeito estufa", conta o pesquisador.



O Caipora trabalha com processamento distribuído. Em vez de um processador de alta capacidade que gerencie tudo, no registrador multipropósito cada placa eletrônica tem um processador. De acordo com Benevento, isso dá versatilidade ao equipamento.



Outra vantagem do processamento distribuído é a drástica redução de custos. "Os microcontroladores são baratos e, como são distribuídos, não precisam ter uma capacidade de processamento muito grande, o que otimiza ainda mais o custo," explica.



Bateria e energia solar



Ainda na sua primeira fase, o Caipora passou a ter um modelo com placas alimentadas por baterias, o que permite fazer o monitoramento em campo.



"Nós queríamos algo que se encaixasse bem no ambiente industrial," conta Benevento. Então, surgiu o formato de uma caixa industrial com o cabo do transdutor na lateral do aparelho.



Atualmente, o Caipora está na fase dois. O registrador multipropósito tornou-se uma maleta, ou seja, é inteiramente portátil. Além disso, o cabo que liga o sensor, o próprio transdutor que monitora os parâmetros da água, as baterias, e toda a eletrônica, ficam dentro da maleta.



O aparelho fica ligado a um modem que transmite as leituras à distância para um computador. "O transdutor vai para o Caipora, faz as medidas, registra em cartão de memória e, se programado, manda os dados por rede 3G ou internet", explica o o pesquisador.



O equipamento também já é dotado de um painel solar, permitindo que o monitoramento seja feito em qualquer lugar, mesmo em áreas onde não há disponibilidade de rede de energia elétrica.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Como incluir a sustentabilidade na especificação de materiais na arquitetura

Como incluir a sustentabilidade na especificação de materiais na arquitetura, artigo de Paola Figueiredo


Publicado em março 17, 2011 por HC

Fonte:


 
Parte do tempo de um arquiteto ou projetista resume-se à especificação de materiais para seus projetos. A atividade de seleção de materiais tem importância crítica para a vida útil da futura edificação, a viabilidade da construção, sua sustentabilidade e, ainda, traz preocupações muito pertinentes com relação à responsabilidade civil do profissional de especificação.



Acompanhar o lançamento de produtos, as novas exigências e também orientar os clientes na busca por melhores soluções requer dedicação e também, cada vez mais, conhecimento. Quando falamos em sustentabilidade, uma série de inovações disponíveis surge na mesma medida que o profissional é bombardeado por informações inconsistentes e muitas vezes errôneas. Além disso, o profissional também deve se precaver a respeito da garantia, vida útil, uso, conservação e manutenção preventiva, itens que poderão gerar, no futuro, questionamentos e contestações jurídicas para o profissional de especificação.



Outro ponto são as exigências de informações mais detalhadas para as certificações de sustentabilidade, como os selos LEED, AQUA, Selo Casa Azul e também o Procel Edifica.



Assim, o profissional deve estar atualizado e buscar facilitadores que possam ajudá-lo a identificar mais rapidamente produtos com qualidade e sustentabilidade.



Primeiramente, é importante que o especificador saiba diferenciar o que são produtos sustentáveis, verdes e ecológicos. Enquanto os ecológicos prezam pela manter o meio ambiente o mais intacto possível e até reconstituído; os verdes, por menores impactos ambientais e também pela saúde, os sustentáveis vão além, preocupando-se também com a qualidade comprovada, desenvolvimento, fabricação e comercialização socioambientalmente responsável.



Outra orientação importante é saber identificar os sinais da maquiagem verde, isto é, distorções dos conceitos para se fazer parecer sustentável sem ser, como:



a. Auto-selos, criados pelos próprios fabricantes, sem consistência;



b. Termos genéricos também são muito usados como 100% natural, 100% ecológico, eco, amigo da natureza (eco-friendly) e variações do tipo.



c. Informações sem comprovação imediata ou termos científicos.



d. Excesso de imagens da natureza: reparem se há muito verde ou imagens de animais.



e. Falar que o produto é “neutralizado” em carbono. Desconfie da simples neutralização que não torna o produto sustentável. A neutralização é válida após a revisão e efetiva redução dos impactos ambientais da cadeia produtiva. É o final e não o começo.



f. Embalagem reciclada ou reciclável. Embalagens recicladas não tornam os produtos mais sustentáveis, a menos que eles tenham os atributos essenciais da sustentabilidade.



g. Produtos concentrados. Só porque foi retirada a água do produto não o torna “verde”. É importante que ele não faça mal à saúde.



h. Produtos ditos “sem cheiro” quando o importante é comprovar a baixa toxidade, por critério reconhecido.



Para finalizar, já existem no mercado produtos com rótulos de sustentabilidade, como o Selo SustentaX que garante para o mercado produtos sustentáveis, com qualidade, salubridade, responsabilidades social, ambiental, na comunicação com o consumidor. Além de tudo isso, o recém criado Índice SustentaX de Sustentabilidade e Inovação, pontua a evolução de produtos licenciados com o Selo SustentaX, em termos de sustentabilidade e inovação.



O folheto de cada produto licenciado com o Selo SustentaX disponibiliza informações importantes para o profisional de especificação e de compras como novas regras do LEED, em suas diversas categorias que foram alteradas e acrescidas; as regras do critério AQUA; as regras para o Selo Casa Azul da Caixa Econômica Federal; as NBRs 15575 e 14037 e até as novas medidas de estímulo à compras governamentais sustentáveis, para os casos de obras públicas.



Para saber mais, consulte: www.SeloSustentaX.com.br. No site, estão disponíveis a relação de produtos e todas as informações para sua correta especificação e futuras aplicações.



*Paola Figueiredo é Geógrafa, fez MBA em direito empresarial, pós-graduação em Engenharia de Produção, especialização em arquitetura bioclimática e vários cursos de eficiência energética. É Vice-Presidente Executiva do Grupo SustentaX que desenvolve, de forma integrada, o conceito de sustentabilidade, ajudando as corporações a terem seus negócios mais competitivos e sustentáveis, identificando para os consumidores produtos e serviços sustentáveis e desenvolvendo projetos de sustentabilidade para empreendimentos.



Colaboração de Janaína S. e Silva para o EcoDebate, 17/03/2011





Novas casas da CDHU terão como foco a sustentabilidade


Novas casas da CDHU terão como foco a sustentabilidade


17/03/2011



Autoria e fonte: http://www.jcnet.com.br/detalhe_regional.php?codigo=203403



Da Redação

Botucatu - A partir deste ano, as unidades habitacionais construídas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU) terão como foco principal a sustentabilidade com base em soluções para diminuição de consumo energético, redução de emissões e resíduos, e menores custos e despesas com manutenção das casas. Até o final deste ano, a CDHU inicia a construção de 200 unidades habitacionais na cidade de Botucatu (100 quilômetros de Bauru).



O projeto, que será utilizado como base para a construção das casas térreas, foi planejado pelo escritório 24.7 de Campinas – dirigido pelos arquitetos Gustavo Tenca, Inácio Cardona e Giuliano Pelagio - escolhido através do concurso “Habitação para todos” – Concurso Nacional de Projetos de Arquitetura de Novas Tipologias para Habitação de Interesse Social Sustentáveis”, realizado pela CDHU e o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-SP) no final do ano passado.



Voltado para arquitetos de todo o País, o concurso teve o intuito de fomentar a produção de novas alternativas para moradias populares englobando viabilidade econômica, a sustentabilidade ambiental, a urbanidade e, obrigatoriamente, soluções de acessibilidade com base nos conceitos do Desenho Universal. Também concorreram projetos divididos em cinco categorias sendo: casas escalonadas, sobrados, edifícios de três, quatro e cinco pavimentos e edifícios de seis e sete pavimentos.



O projeto prevê a construção de casas térreas de dois e três quartos com 52 e 63 m2 respectivamente e com valor aproximado de R$ 52 mil e R$ 63 mil a unidade.



Entre as características apresentadas estão os “itens” de conforto térmico como a implantação Norte Sul, o correto posicionamento dos vidros, sistemas de exaustão de ar quente, massa térmica para aquecimento no inverno, paredes que ventilam sem perdas térmicas, pátios internos, ventilação permanente, coberturas inerciais, além de proteções solares. De acordo com o arquiteto Giuliano Pelaio, 90% da sustentabilidade de um projeto é alcançado exclusivamente através de decisões projetuais graças a correta interpretação climática do local e não pela especificação de materiais ecológicos. E neste projeto, não foi diferente, completou.



A parte interna das casas foi concebida de acordo com os módulos de acessibilidade, todos os ambientes possuem condições de deslocamentos, rotações e passagem para uma cadeira de roda, acesso em nível para o interior da casa, vãos das portas com 90 cm, ou seja, pensada no conceito de mobilidade reduzida.



Outras questões relevantes como iluminação e ventilação também foram contempladas desde a concepção do projeto. A casa possui um formato estreito e alongado, é constituída de dois “blocos lineares”, justamente para permitir o perfeito funcionamento da iluminação natural em todos os ambientes. A ventilação natural se dá através do correto posicionamento das aberturas e através da captação da ventilação fresca gerada pelos pátios projetados entre os blocos. Além de outras estratégias, o projeto bioclimático deve ser compreendido pelos usuários, já que também cabe a ele uma parcela significativa para que se atinja o conforto ambiental.



E por último, a diferenciação e a personalização das fachadas também estão inseridas no projeto visando o rompimento da monotonia causada pela repetição dos conjuntos habitacionais executados normalmente e que remetem à construção de várias casas iguais, como se todas as pessoas não possuíssem personalidade e gostos diferentes.

Sustentabilidade deve ser a base de novo Código Florestal Brasileiro

Sustentabilidade deve ser a base de novo código


Autoria: Por Bruno Morais Alves

Fonte: http://www.conjur.com.br/2011-mar-17/modelo-desenvolvimento-sustentavel-base-codigo-florestal


Atualmente no Congresso Nacional se discute a modificação do Código Florestal Brasileiro. O Projeto de Lei 1.876/1999, de relatoria do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), traz grandes mudanças no cenário agroflorestal brasileiro. No debate político, duas frentes se digladiam: a bancada ruralista e, diametralmente oposta, a bancada ambientalista.



O primeiro Código Florestal Brasileiro foi instituído na era Vargas pelo Decreto 23.793/34 com o escopo de ordenar o acesso aos recursos naturais. Sob a égide do Regime Militar, o Código foi revogado pela Lei 4.771/65, que previa a preservação de 50% de áreas situadas na Amazônia e 20% nos demais estados, as chamadas Reservas Legais, além de criar as Áreas de Preservação Permanentes (APPs) tanto nas áreas urbanas como no perímetro rural.



Já na década de 1990, o presidente Fernando Henrique Cardoso editou a Medida Provisória 1.511/96 para tentar conter o aumento do desmatamento na floresta amazônica durante esses 30 anos. Nessa oportunidade, houve o aumento da Reserva Legal para 80% nas florestas situadas na Amazônia Legal e a redução para 35% no cerrado amazônico. Essa MP foi reeditada algumas vezes para seu amoldamento conforme o tempo.



Portanto, vale ressaltar que a atualização deste código se faz necessária para sua adequação em um cenário globalizado. A mudança do atual Código Florestal deverá, para sua plena efetividade em termos de política pública, regulamentar três grandes pilares, quais sejam: a conservação da florestal; a restauração de áreas previamente danificadas e a sua utilização para atender as demandas da sociedade. Ademais, faz-se mister a criação de instrumentos capazes de garantir seu estrito cumprimento.



Nas discussões legislativas, duas correntes se formam e apresentam os prós e contras da reforma. De um lado, os políticos verdes alardeiam sobre a possibilidade de uma anistia dos crimes ambientais com o fim da obrigação de se recuperar áreas desmatadas ilegalmente até 22 de julho de 2008, sendo incluídos topos de morros, margens de rios, restingas, manguezais, nascentes, montanhas e terrenos íngremes.



Isso geraria uma moratória de cinco anos para que os estados implementassem o Programa de Regularização Ambiental. A redução e descaracterização de APPs, isenção da Reserva Legal para imóveis de até quatro módulos fiscais, a redução da Reserva Legal na Amazônia em áreas de vegetação, e a compensação de áreas desmatadas em um estado por áreas de florestas em outros estados ou bacia hidrográfica.



Do outro lado, dos políticos ruralistas, cuja a grande reivindicação é que o regramento atual inibe a produção agrícola por não ser compatível com a demanda comercial. O excesso de burocracia e corrupção gera uma insegurança jurídica. Nesse tocante, a percepção do Código Florestal como algo intocável, aliada com uma visão idílica sobre a natureza, exclui o fator humano, indispensável para essa equação. O Brasil possui 5,5 milhões de quilômetros quadrados de terras com uso potencial para diversos tipos de produção, contudo, 76% estão sujeitas a limitação sobre o uso dos solos. Dessa forma, exigem um código que compactue com a necessidade de crescimento econômico e populacional do Brasil.



No meio desse embate as florestas brasileiras, que se tornaram com a sociedade brasileira reféns dos interesses desses dois setores, que se recusam a promover um diálogo aberto e a ceder em suas opiniões, polarizando a problemática e gerando radicalismos de ambas as partes. Na contextualização do Código Florestal atual se viu a ineficácia fiscalizatória, a escassez de recursos humanos nos órgãos ambientais, os conflitos violentos entre agropecuaristas, madeireiras, ONGs, população indígena, populações tradicionais e os movimentos dos sem terras.



A par disso, processo político deve ser regido por outra lógica de atuação do Estado: a das estratégias prudentes de longo prazo, ou seja, a governança, para que não haja no futuro um choque de gestão, deixando como herança uma instabilidade política e social. Deve haver um debate de ideias aliado ao conhecimento científico com o escopo de se chegar não a um meio-termo, solução esta retalhada e cheia de incongruências. Estamos aqui tratando do meio ambiente, um direito constitucional difuso, alheio às barganhas de certos grupos. O Brasil deverá ter um olhar voltado para frente, mas com um pé no passado e ciente dos erros cometidos por outros países, agindo como uma nação soberana e conhecedora de suas riquezas.



Desta feita, espera-se que o novel Código Florestal Brasileiro venha a inovar e seja capaz de refletir a multidisciplinaridade, pluralidade de temas e estratos sociais que são intrínsecos ao arcabouço legal das florestas. Deverá levar em conta a diversidade de ecossistemas, as particularidades regionais, os diferentes impactos causados por cada atividade produtiva; que crie e regulamente um mercado para passivo e ativos ambientais, sugira novos modos de compensação ambiental. Em síntese, que proponha um modelo de negócio para os produtos e serviços florestais coadunando com a indústria e as populações locais e indígenas garantindo a competitividade da agropecuária e que alavanque avanços científicos e tecnológicos para aliar exploração e conservação.



Os princípios desse código devem ser, em última instância, a busca de um modelo que seja sustentável e possa atender às demandas das gerações futuras sem negligenciar a atual. O conceito de crescimento – expandir para fora de suas fronteiras – não pode ser mais aplicado, devendo ser substituído por uma noção de desenvolvimento. Fala-se, portanto, de uma sustentabilidade ambiental do desenvolvimento socioeconômico ou desenvolvimento sustentável.



Vamos passear no parque?

Vamos passear no parque?


17/03/2011 - 9h59





Fonte: Mariana Tavares Carneiro   http://www.sustentabilidade.org.br/info_det.asp?codigo=1520



Escrito por: Mariana Tavares Carneiro.






Quando se trata de biodiversidade e ecossistemas o Brasil tem um dos patrimônios mais ricos do mundo. Hoje estão distribuídos em nosso território 25 áreas de Proteção Ambiental, 47 Florestas Nacionais, 11 Reservas Extrativistas, 40 Parques Nacionais, 24 Reservas Biológicas, 5 Reservas e 21 Estações Ecológicas.



Alguns parques foram criados especialmente para preservar essa preciosidade ecológica, na cidade de São Paulo, por exemplo, temos 40 parques municipais e estaduais abertos à visitação, em alguns deles é possível inclusive flagrar bichos ao ar livre e contemplar águas limpas. Estes parques oferecem além de uma bela paisagem áreas de cultura, lazer e esportes como verdadeiras academias ao ar livre.



O Horto Florestal localizado na Zona Norte de São Paulo é uma das melhores opções para quem que fugir das atribulações da cidade que não para. Nele são observadas com freqüência, várias espécies animais, como o macaco-prego, gambá, tucano, garça, serelepe, tico-tico e o martim pescador. O paulistano conta ainda com o Parque Estadual Turístico da Cantareira, que abriga uma das maiores florestas urbanas do planeta, o Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, o Parque Ibirapuera, o Parque Ecológico do Tietê, o Parque Estadual do Jaraguá, tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1994, a Área de Proteção Ambiental Capivari-Monos, o Parque Estadual da Serra do Mar, o Parque Anhanguera, o Parque Villa-Lobos, o Parque do Povo, entre outros.



O Ibirapuera é o parque metropolitano mais visitado, ele que havia sido parte de uma aldeia indígena na época da colonização, concentra ainda uma considerável área de vegetação com 366 espécies diferentes de árvores. A área abriga mais de 120 espécies de aves, como Asa-branca, juriti e quero-quero. Outras espécies raras como o tucano de bico verde, que vive nas matas, e a araponga, uma espécie-símbolo da Mata Atlântica ameaçada de extinção também podem ser vistas no parque, algumas delas o usam apenas como dormitório, para se alimentar ou se reproduzir.



Além da importância que estas áreas de preservação têm para nossa fauna e flora, elas exercem um papel fundamental na vida da população das cidades, ajudando em questões como a regulação do clima das regiões próximas que tem ausência de vegetação.



A boa noticia é que segundo a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, até 2012 serão construídos mais 40 parques, um total de 50 milhões de m² de ampliação. Como exemplo o Projeto do Parque Natural Nascentes do Aricanduva, que ocupará toda a área ainda coberta por florestas nos morros na região de São Mateus, onde nascem muitos cursos d´água que formarão o Ribeirão Aricanduva,em São Paulo, e a Represa Billings, em Mauá. Projetos que nos deixam otimistas em saber que haverão mais áreas arborizadas em São Paulo.





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quinta-feira, 17 de março de 2011

Os 50 de Fukushima, os novos heróis do Japão. Japan hails the heroic 'Fukushima 50'


Japan hails the heroic 'Fukushima 50'







17 March 2011 Last updated at 21:45 GMT





By Chris Hogg




 
BBC News, Tokyo


"If that place explodes, it's the end for all of us, so all I can do is send them encouragement”


Maeda Akihiro






In Japanese disaster films they like heroes who sacrifice everything for the greater good - stoic, determined, refusing to back down in the face of adversity or even certain death.



These are the qualities the country admires.



Now the newspapers here have a new band of heroes to lionise - the workers, emergency services personnel and the scientists battling to save the Fukushima nuclear plant, their fellow citizens and themselves.



We know little about them, except for the few whose relatives have spoken to the Japanese media.



One woman told the papers her father, who had worked for an electric company for 40 years, had volunteered to help.



He was due to retire in September.



"The future of the nuclear plant depends on how we resolve this crisis," he was reported to have told his daughter. "I feel it's my mission to help."



The small group of workers who stayed at the site as the conditions worsened were dubbed "The Fukushima 50" - although now it is thought there are maybe twice that many working there.



Rick Hallard, who worked in the British nuclear industry for more than 30 years, says the pressure on them will be immense, but that they will probably not feel it until it is over.



"They'll be focusing on the key risks and threats," he says. "They will have a very clear idea of what their priorities are."


'Life on the line'



On Wednesday the government raised the legal limit of radiation they could be exposed to from 100 to 250 millisieverts.



That is more than 12 times the legal dose for workers dealing with radiation under British law.



But you would need to be exposed to a dose probably twice that maximum before you would expect to see the so-called "early effects" people associate with radiation sickness, like a lowering of white blood cells.





The "late effects" of exposure to radiation may not occur for many years. It can increase the likelihood you will develop cancer, but this is only an increased possibility, not a certainty.



The person in charge of the operation will likely be some distance from the reactors, Mr Hallard says.



"You need to be remote from the event to enable you to think," he says, "so that you don't miss things or react too quickly."



"It's important to take the pressure off the person in charge."



The workers might be faceless heroes for the moment, but their bravery has won them the admiration of many Japanese.



"They are sacrificing themselves for the Japanese people," says Fukuda Kensuke, a white collar worker in Tokyo. "I feel really grateful to those who continue to work there."



"They're putting their life on the line," agrees Maeda Akihiro. "If that place explodes, it's the end for all of us, so all I can do is send them encouragement."



The Japanese Self Defence pilots who have been flying the helicopters used to "water-bomb" the plant on Thursday, to try to help cool the fuel rods, have been restricted to missions lasting less than 40 minutes at a time, to try to restrict their exposure to radiation.



The Japanese Prime Minister, Naoto Kan, has paid tribute to all those involved in the efforts to stabilise conditions at the nuclear plant, describing how they are "making their best effort without even thinking twice about the danger".



When this crisis is over, some of the stories of individual heroism will start to emerge. Several of those battling to cool the fuel rods have been injured.


It must be hardest for their families, who sit and wait at home, not knowing what dangers their loved ones are facing, what damage they might have suffered and what problems might result in the years ahead.



"I didn't want him to go," one man's wife told a Japanese paper. "But he's been working in the nuclear industry since he was 18 and he's confident it's safe."



 

Os 50 de Fukushima, os novos heróis do Japão




Autoria: De Harumi Ozawa (AFP) – Há 14 horas

Fonte: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5h3ICupQDIleAGKJVyGKBPKC1AKOg?docId=CNG.26b54b901ad861a60e36b1ad6fe8690e.4a1


TÓQUIO — Os 50 trabalhadores que permaneceram nas instalações da central de Fukushima para resfriar os reatores danificados e o material irradiado são os novos heróis do Japão, os homens dispostos a sacrificar suas vidas para salvar a nação.



Em um ambiente contaminado pelos altos níveis de radiação, estes funcionários da companhia Tokyo Electric Power (Tepco) tentam resolver os problemas provocados pelo colapso dos sistemas de resfriamento e alimentação elétrica da central.



Este colapso já causou a fusão parcial de três dos reatores da central e a exposição das barras de combustível, que também ameaçam entrar em fusão, ao ar livre, liberando na atmosfera quantidades consideráveis de elementos radioativos.



Estes últimos trabalhadores presentes na central, após o terremoto seguido de tsunami da última sexta-feira, foram retirados do local brevemente na quarta-feira, quando o nível de radioatividade aumentou de maneira alarmante.



"Estas pessoas que estão trabalhando nas centrais enfrentam (o problema) sem titubear", comentou Michiko Otsuki, funcionária da central Fukushima 2, situada a 12 km de Fukushima 1, onde estão os reatores danificados.



"Só posso rezar pela segurança de todos eles... Não esqueçam que estão trabalhando para nos proteger, a cada um de nós, em troca de suas próprias vidas", escreveu Michiko na rede social japonesa Mixi.



O primeiro-ministro Naoto Kan também elogiou os esforços e a coragem destes homens.



"Na Tepco e nas empresas associadas, eles se esforçam neste momento para injetar água (nos reatores), estão fazendo todo o possível sem sequer pensar no perigo", disse Kan.



Quando a Tepco recrutou mais 20 homens para participar das operações, foi procurada por vários funcionários que haviam sido retirados no começo da crise, segundo a agência Jiji.



Entre estes novos voluntários está um homem de 59 anos, que estava a um ano e meio da aposentadoria, anunciou sua filha em uma mensagem no site Prayforjapan.jp, conectado ao Twitter desde a catástrofe.



"Não pude deixar de chorar quando soube que meu pai seria enviado amanhã (...). Em minha casa, meu pai parece um tanto nervoso, mas nunca estive tão orgulhosa dele", indicou.



Segundo David Brenner, diretor do centro de pesquisa radiológica de Columbia Service, os trabalhadores de Fukushima 1 estão expostos a um "risco significativo" dados os altos níveis de radioatividade aferidos no local.



"Eles já são heróis... Vão suportar exposições muito elevadas à radiação", disse Brenner à BBC.



Na terça-feira, um nível de radioatividade de 400 millisieverts por hora foi observado perto do reator 3. Se uma pessoa permanece por uma hora em um local como este, receberá uma dose de radiação ionizante 20 vezes maior que o permitido aos trabalhadores do setor nuclear na França.



Mesmo assim, a gratidão dedicada aos 50 "liquidadores" japoneses - que lembra o sentimento despertado pelos homens que se sacrificaram para limpar o estrago provocado pelo colapso de Chernobyl, na Ucrânia, há 25 anos - não impede as críticas à forma como foram organizadas as operações de contenção de crise, tanto pela Tepco quanto pela Agência de Segurança Nuclear japonesa.



Houve críticas inclusive do ministério da Defesa japonês, depois que soldados envolvidos nas operações ficaram feridos e talvez tenham sido expostos à radiação, quando uma explosão fez voar pelos ares parte do edifício externo do reator 3, indicou o jornal Yomiuri.