segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Meditação nos parques

Meditação


26 de setembro de 2016 - 22:42 - por YNP, em Dicas de Saúde, 0 Comentarios
fonte: http://yoganoparque.com.br/blog/meditacao
Meditação
Meditação

Quem aí nos últimos tempos já não pensou nesta palavra... Há mais ou menos 16 anos atrás você escutava com pouca frequência, a associação da palavra vinha com "parar o pensamento" coisa de mestre Jedi ou algo que sua mãe ou vó já tinham feito em algum momento da vida.

A era da informação, a velocidade na qual as coisas andam acontecendo trouxeram novamente não só a palavra como a sua prática nos tempos de hoje, e sim com certeza você já ouviu falar de algum aplicativo que te ajude a meditar ou algum amigo possa ter ensinado alguma técnica que você tenha que ficar parado, sentado com os olhos fechados...

O fato é que se você não tiver instrução nenhuma e depois de um dia todo de trabalho, cuidados com a família, grupos de whatsapp, eventos e o que for que tenha acontecido neste dia tentar sentar para ficar em silêncio por alguns instantes pode achar esta uma prática sem pés nem cabeça, ora a mente acordada absorvendo todo tipo de informação: sons, percepções, informações visuais e outras que os sentidos alimentam a mente e você em determinado momento parar e fechar os olhos para então "meditar" pode não ser das melhores experiências.

Explicar desta forma pode te ajudar a começar a entender o conceito de ter uma mente meditativa. E já podemos falar nesta parte do texto que o pensamento não para na meditação, nem o maior dos mestres cosegue tal feito, o pensamento vai parar somente quando você passar desta para uma melhor (morte). O que acontece quando você começa a prática da meditação é aprender a observar a sua mente.

O início é mesmo este, três coisas começam a entrar neste campo de observação:
  • Pensamentos 
  • Emoções 
  • Desejos 

Quase que constantemente alguma destas coisas está nos influenciando, neste momento por exemplo você pode estar pensando no seu TCC, angustiado por não saber se vai terminar já pensando se pode ir para praia no final de semana.

Observando as coisas desta forma consegue-se perceber que há uma influência direta destes processos na sua espiritualidade (entenda espiritualidade como estado de ser) aí que começam as confusões de se reconhecer como estas coisas e não como você é realmente.

Uma mente meditativa e disciplinada, iria identificar estes processos para tomar as medidas necessárias tentando separar estas ações daquilo que realmete você é.

Você é quem observa estas situações e não necessáriamente elas, pois as ações se concluem e você continua o mesmo.

Este estado de observador é o primeiro despertado nas técnicas meditativas, através de exercícios que te possibilitem separar a constante identificação com as flutuações da mente.

A prática regular de Yoga entra exatamente neste momento pois prepara o complexo corpo e mente para este estado de observação. Neste estado os pensamentos não param, você continua observando os pensamentos, tendo a percepção de emoções e desejos, o que vai acontecer é que as técnicas ajudam a diminuir a influência deles sobre o que você é, assumindo assim a posição de observador.

No estado de observador é bem mais fácil de lidar com as flutuações da mente, diminuindo sofrimentos desnecessários, expectativas e o resultado destas coisas sobre o que você é.

Bom este primeiro texto é para mostrar este outro lado sobre o tema meditação, nos próximos aprofundaremos mais um pouco.

Boas práticas.

Namastê

Silvio Lopes
Professor de Yoga
Tags: yoga yoganoparque curitiba meditação



Eventos que vão despertar seu interesse:











domingo, 15 de dezembro de 2019

Yoga nos parques

10 lugares em São Paulo que oferecem aula de Yoga grátis

As aulas acontecem em diversos parques e áreas verdes da cidade


04/10/2018
Por: Redação
Fonte: https://catracalivre.com.br/equilibre-se/lugares-em-sao-paulo-oferecem-aula-de-yoga-gratis/

várias pessoas fazendo aula de yoga no parque

Crédito: Divulgação/no Parque” é um dos projetos que organiza aulões gratuitos em São Paulo



Nos quatro cantos de São Paulo, aulas de Yoga, geralmente realizadas em parques e ao ar livre, são oferecidas gratuitamente para pessoas de todas as idades. As aulas abertas são uma boa oportunidade para quem quer conhecer a Yoga sem ter o compromisso de se matricular numa academia.
Fazer Yoga com frequência alivia o estresse, melhora o funcionamento do sistema cardiovascular e das glândulas endócrinas, aumenta a flexibilidade e capacidade de concentração, entre tantos outros benefícios à saúde. Confira 10 locais em São Paulo que tem aula de Yoga gratuita e participe!
1) Parque do Ibirapuera
O My Yoga, centro contemporâneo de Yoga e estilo de vida consciente, promove uma vez por mês um aulão chamado My Yoga no Parque, na Praça da Paz.

Quando: último domingo do mês das 9h às 10h30.

2) Parque do Povo
Uma vez por mês, a Una Yoga, espaço de Yoga, massagem e terapias holísticas, promove uma aula aberta gratuita no gramado principal do Parque do Povo.

Quando: no primeiro domingo do mês, das 9h30 às 11h.

3) Praça Victor Civita
A praça é palco de aulas ao ar livre de Yoga, Pilates e Ginástica Funcional. A atividade gratuita é aberta para pessoas com mais de 18 anos de idade.

Quando: de segunda a sábado, das 7h às 18h.

4) Parque Villa-Lobos
Em frente ao parque foi montado um sportbase que empresta tênis e bolas para prática esportiva. Além disso promove aulas diversas, como Yoga, ginástica funcional e corrida.

Quando: sábado e domingo, às 17h.

5) Centro de Convivência e Cooperativa (Cecco) Interlagos
Semanalmente o Cecco oferece gratuitamente atividades para saúde e bem-estar. Em caso de chuva a atividade é cancelada. As aulas de Yoga estão com a sala lotada, porém é possível deixar o nome na fila de espera, para participar assim que houver vagas.

Quando: segunda-feira, às 9h30 e 10h30 e sexta-feira, às 14h e 15h.

6) Parque Severo Gomes
Diariamente atividades físicas gratuitas são oferecidas no Parque Severo Gomes, entre elas a prática de Yoga que é aberta ao público em geral.

Quando: sábados a partir das 12h30 – (com chuva a aula é cancelada)

7) UMAPAZ
O Cecco Ibirapuera promove oficinas gratuitas com diversas atividades, entre elas, as aulas de Yoga que são oferecidas às segundas para iniciantes e às quartas para praticantes. Pessoas de todas as idades podem participar, mas como as turmas estão lotadas, há fila de espera e é preciso ligar antes  no telefone (11) 5549-7840 para agendar.

Quando: segunda e quarta, às 8h.

8) Praça da Paz no Parque do Ibirapuera
Todo domingo, o Home Yoga Inbound oferece uma aula aberta e gratuita de Yoga para pessoas de todas as idades.

Quando: todo domingo, às 10h.

9) Parque Jacques Cousteau
Mensalmente o estúdio de Yoga Shanta oferece uma aula gratuita e ao ar livre de Yoga às margens do lago do Parque Jacques Cousteau, em Interlagos. Clique aqui e confira as datas das aulas de 2017.

Quando: uma vez ao mês aos domingos, das 10h às 11h.

10) Parque Sabesp Sumaré
Claudia Faria, criadora do método Yoga Adventure, ministra aulas gratuitas dessa modalidade para pessoas com no mínimo 14 anos de idade com ou sem conhecimento em Yoga.

Quando: todo sábado, às 10h.


Yoga no Parque do Ibirapuera - Portão 7

https://www.nowmaste.com.br/local/parque-ibirapuera/

Dezembro - 2019

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Maha Karma Yoga – Aula de Yoga Gratuita no Ibirapuera

 
 Premananda Yoga School

Gratuito

A Maha Karma Yoga é um Projeto da Premananda Yoga School do professor Pedro Franco que oferece aulas de Yoga gratuitas. Em São Paulo as aulas são oferecidas no Parque Ibirapuera, terças e quintas, às 19h30, e domingo às 9h30, sempre com um professor diferente. O local da prática é a Serraria, acesso pelo portão 7. Todos os níveis são bem-vindos e para participar você tem que baixar o app MUDE…




Av. República do Líbano, 947 - São Paulo, São Paulo 04501-000 Brasil
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Maha Karma Yoga – Aula de Yoga Gratuita no Ibirapuera

 
 Premananda Yoga School

Gratuito

A Maha Karma Yoga é um Projeto da Premananda Yoga School do professor Pedro Franco que oferece aulas de Yoga gratuitas. Em São Paulo as aulas são oferecidas no Parque Ibirapuera, terças e quintas, às 19h30, e domingo às 9h30, sempre com um professor diferente. O local da prática é a Serraria, acesso pelo portão 7. Todos os níveis são bem-vindos e para participar você tem que baixar o app MUDE…




Av. República do Líbano, 947 - São Paulo, São Paulo 04501-000 Brasil
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Yoga no Parque Ibirapuera em troca de 1 kg de alimento

 

Gratuito

Todo sábado às 8h da manhã acontece o Yoga no Parque SP na Serraria do Parque Ibirapuera (Acesso mais próximo pelo portão 7). O aulão não exatamente gratuito pois pede 1 kg de alimento não perecível, mas a causa é boa então é como se fosse. Para participar é só comparecer com seu tapetinho. Ah, e se você por acaso se esquecer do alimento pode contribuir com 5 reais. Verifique…




Av. República do Líbano, 947 - São Paulo, São Paulo 04501-000 Brasil
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Maha Karma Yoga – Aula de Yoga Gratuita no Ibirapuera

 
 Premananda Yoga School

Gratuito

A Maha Karma Yoga é um Projeto da Premananda Yoga School do professor Pedro Franco que oferece aulas de Yoga gratuitas. Em São Paulo as aulas são oferecidas no Parque Ibirapuera, terças e quintas, às 19h30, e domingo às 9h30, sempre com um professor diferente. O local da prática é a Serraria, acesso pelo portão 7. Todos os níveis são bem-vindos e para participar você tem que baixar o app MUDE…




Av. República do Líbano, 947 - São Paulo, São Paulo 04501-000 Brasil
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Maha Karma Yoga – Aula de Yoga Gratuita no Ibirapuera

 
 Premananda Yoga School

Gratuito

A Maha Karma Yoga é um Projeto da Premananda Yoga School do professor Pedro Franco que oferece aulas de Yoga gratuitas. Em São Paulo as aulas são oferecidas no Parque Ibirapuera, terças e quintas, às 19h30, e domingo às 9h30, sempre com um professor diferente. O local da prática é a Serraria, acesso pelo portão 7. Todos os níveis são bem-vindos e para participar você tem que baixar o app MUDE…




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Maha Karma Yoga – Aula de Yoga Gratuita no Ibirapuera

 
 Premananda Yoga School

Gratuito

A Maha Karma Yoga é um Projeto da Premananda Yoga School do professor Pedro Franco que oferece aulas de Yoga gratuitas. Em São Paulo as aulas são oferecidas no Parque Ibirapuera, terças e quintas, às 19h30, e domingo às 9h30, sempre com um professor diferente. O local da prática é a Serraria, acesso pelo portão 7. Todos os níveis são bem-vindos e para participar você tem que baixar o app MUDE…




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Maha Karma Yoga – Aula de Yoga Gratuita no Ibirapuera

 
 Premananda Yoga School

Gratuito

A Maha Karma Yoga é um Projeto da Premananda Yoga School do professor Pedro Franco que oferece aulas de Yoga gratuitas. Em São Paulo as aulas são oferecidas no Parque Ibirapuera, terças e quintas, às 19h30, e domingo às 9h30, sempre com um professor diferente. O local da prática é a Serraria, acesso pelo portão 7. Todos os níveis são bem-vindos e para participar você tem que baixar o app MUDE…




Av. República do Líbano, 947 - São Paulo, São Paulo 04501-000 Brasil

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Maha Karma Yoga – Aula de Yoga Gratuita no Ibirapuera

 
 Premananda Yoga School

Gratuito

A Maha Karma Yoga é um Projeto da Premananda Yoga School do professor Pedro Franco que oferece aulas de Yoga gratuitas. Em São Paulo as aulas são oferecidas no Parque Ibirapuera, terças e quintas, às 19h30, e domingo às 9h30, sempre com um professor diferente. O local da prática é a Serraria, acesso pelo portão 7. Todos os níveis são bem-vindos e para participar você tem que baixar o app MUDE…



Av. República do Líbano, 947 - São Paulo, São Paulo 04501-000 Brasil




Yoga ao ar livre – Benefícios 



O Yoga é um estilo de vida que proporciona grande benefícios para saúde e bem-estar. Com essa prática é possível unir corpo e mente em equilíbrio com o universo. 

Praticar yoga ao ar livre proporciona ainda mais vantagens:

Natureza – Yoga ao ar livre permite um contato mais próximo com a natureza, com o ar fresco, o cheiro das plantas, o barulho do vento batendo nas folhas das árvores e dos pássaros cantando, são fatores que ajudam a sentir a conexão com a natureza.

Vista – A vista do ar livre é bela, olhar para o céu azul, para as árvores, as flores, é muito melhor que praticar yoga cercado por paredes. Vai te relaxar muito mais e gerar um grande bem-estar.

Espaço – Ao ar livre não há problemas de espaço e todos ficam livres e confortáveis para praticar da melhor maneira.

Sol – Nossa estrela mãe, que nos oferece tantos benefícios. Praticar o yoga na sombra debaixo de uma árvore oferece todos os benefícios, como a vitamina D para o nosso corpo e isso melhor nossa saúde e aumenta nossa autoestima e nossa conexão com o meio ambiente.

Bem-estar – É fato que o yoga ao ar livre nos faz se sentir bem. Respirar ar fresco, sentindo a brisa no rosto, ouvindo o barulho dos pássaros e das folhas balançando, o sol aquecendo nosso dia, o cheiro de plantas e flores, contemplar a beleza do céu e da natureza. Tudo isso faz com que nossa mente entre em equilibro com o nosso corpo, nos relaxando e trazendo uma grande satisfação e paz.

A sensação de praticar o yoga ao ar livre é incrível e altamente benéfica.

Sempre que possível pratique ao ar livre, no seu quintal, na praça perto de sua casa, no parque, na praia, onde preferir e se sentir bem e confortável!

Acrescentando: Yoga ao ar livre, o Parque da Juventude e Parque das Hortências.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Será mesmo possível construir uma civilização sustentável?

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Será mesmo possível construir uma civilização sustentável?. 22/06/2018. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=apocalipse-alienigena-civilizacao-superar-limites-seu-proprio-planeta. Capturado em 10/02/2019. 


Apocalipse alienígena: Uma civilização pode superar os limites do seu próprio planeta?
Da Ilha de Páscoa para o Universo: modelos encaram possibilidade de vida sustentável no cosmos. [Imagem: Michael Osadciw/University of Rochester]
Perspectiva astrobiológica
Diante das mudanças climáticas, do desmatamento e da perda da biodiversidade, criar uma versão sustentável da nossa civilização é uma das tarefas mais urgentes da humanidade.
Mas, quando decidimos encarar esse desafio imenso, raramente nos fazemos aquela que pode ser a questão mais crucial de todas: Como saber se a sustentabilidade é mesmo possível?
Os astrônomos já fizeram um inventário considerável de planetas fora do Sistema Solar e tem havido muita discussão em torno dos exoplanetas habitáveis e das possíveis civilizações extraterrestres.
A pergunta a seguir é: Existem planetas com civilizações sustentáveis? Ou todas as civilizações que surgiram no cosmos duraram apenas alguns poucos milênios antes de sucumbir nas próprias mudanças climáticas que desencadearam?
Estas foram as perguntas levantadas por uma equipe formada por Adam Frank e Jonathan Nellenback (Universidade de Rochester - EUA), Marina Alberti (Universidade de Washington - EUA) e Axel Kleidon (Instituto Max Planck de Biogeoquímica - Alemanha).
E eles se propuseram a dar os primeiros passos para respondê-las adotando o que chamam de uma "perspectiva astrobiológica".
Apocalipse alienígena: Uma civilização pode superar os limites do seu próprio planeta?
A chave parece estar em encontrar um equilíbrio entre ambiente e população - qualquer que seja seu número, contudo, essa população deverá fazer uso racional dos recursos. [Imagem: Adam Frank et al. - 10.1089/ast.2017.1671]
Contexto cósmico
A equipe justifica sua abordagem argumentando que as discussões sobre as mudanças climáticas raramente ocorrem nesse contexto mais amplo, que leva em conta a probabilidade de que esta pode não ser a primeira vez na história cósmica que um planeta e sua biosfera evoluíram para algo parecido com o que criamos na Terra.
"O ponto é reconhecer que a mudança climática pode ser algo genérico," explica Frank. "As leis da física exigem que qualquer população jovem, construindo uma civilização intensiva em energia como a nossa, vai receber feedback do seu planeta. Ver a mudança climática nesse contexto cósmico pode nos dar uma melhor visão do que está acontecendo conosco agora e como lidar com isso."
À medida que a população de uma civilização cresce, ela usa mais e mais recursos. Ao consumir os recursos, a civilização muda as condições do planeta. Em suma, civilizações e planetas não evoluem separadamente um do outro, eles evoluem interdependentemente. E o destino da civilização depende de como os recursos do planeta são usados.
Pensando em civilizações e planetas - incluindo exoplanetas e civilizações alienígenas - como um todo, os pesquisadores acreditam ser possível prever melhor o que pode ser necessário para o projeto humano de fazer com que sua civilização sobreviva. "Se não somos a primeira civilização do universo, isso significa que provavelmente haverá regras sobre como o destino de uma civilização jovem como a nossa progride," disse Frank.
Para ilustrar como os sistemas planeta-civilização coevoluem, Frank e seus colegas desenvolveram um modelo matemático para mostrar caminhos pelos quais uma população tecnologicamente avançada e seu planeta poderiam se desenvolver juntos.
Usando seu modelo matemático, a equipe chegou a quatro cenários que podem ocorrer em um sistema planeta-civilização:
Apocalipse alienígena: Uma civilização pode superar os limites do seu próprio planeta?
Gráficos do quatro cenários construídos pela equipe (veja o texto). [Imagem: Michael Osadciw/University of Rochester]
Sucumbir
A população e o estado do planeta (indicado por algo como sua temperatura média) aumentam muito rapidamente. Eventualmente a população atinge seu pico e declina rapidamente à medida que a temperatura planetária crescente torna as condições de sobrevivência mais difíceis. Finalmente alcança-se um nível populacional estável, que é apenas uma fração da população no seu pico. "Imagine se 7 em cada 10 pessoas que você conhece morressem rapidamente," detalha Frank. "Não está claro se uma civilização tecnológica complexa poderia sobreviver a esse tipo de mudança."
Sustentabilidade
A população e a temperatura aumentam, mas acabam chegando a valores estáveis sem nenhum efeito catastrófico. Este cenário ocorre nos modelos em que a população reconhece que está tendo um efeito negativo no planeta e migra de recursos de alto impacto - o petróleo é um bom exemplo - para recursos de baixo impacto - como a energia solar.
Colapso sem mudança de recursos
A população e a temperatura aumentam rapidamente, até que a população atinge um pico e cai de forma drástica. Nesses modelos, a civilização entra em colapso, embora não esteja claro se a espécie é completamente extinta.
Colapso com mudança de recursos
A população e a temperatura aumentam, mas a população reconhece que está causando um problema e muda de recursos de alto impacto para recursos de baixo impacto. As coisas parecem se estabilizar por um tempo, mas a resposta acaba chegando tarde demais, e a população entra em colapso de qualquer maneira.
Apocalipse alienígena: Uma civilização pode superar os limites do seu próprio planeta?
Para encontrar civilizações alienígenas, os aglomerados estelares parecem ser um bom ponto de partida. [Imagem: ESO/J. Emerson/VISTA]
Exemplo da Ilha de Páscoa
Os pesquisadores construíram seus modelos baseando-se, em parte, em estudos de casos de civilizações extintas, como os habitantes da Ilha de Páscoa. Os dados disponíveis indicam que o ser humano começou a colonizar a ilha entre 400 e 700 da nossa era, e atingiram uma população de pico de 10.000 habitantes em algum momento entre 1.200 e 1.500. No século XVIII, no entanto, os habitantes haviam esgotado seus recursos e a população caiu drasticamente para cerca de 2.000 pessoas.
A extinção da civilização da Ilha de Páscoa está relacionada a um conceito chamado capacidade de carga, ou o número máximo de espécies que um ambiente pode suportar. "Se você passar por uma mudança climática realmente forte, sua capacidade de carga pode diminuir, porque, por exemplo, a agricultura em grande escala pode ser fortemente prejudicada. Nós não poderíamos cultivar alimentos e nossa população diminuiria," detalha Frank.
Será que o mesmo irá acontecer conosco em escala planetária? A resposta a essa questão dependerá dos caminhos escolhidos - tudo o que os modelos construídos pela equipe fazem é mostrar possibilidades. "Esses modelos mostram que não podemos simplesmente pensar em uma população evoluindo por conta própria. Temos que pensar em nossos planetas e civilizações coevoluindo," conclui Frank.
A equipe pretende agora desenvolver modelos mais detalhados dos modos pelas quais os planetas podem se comportar quando uma civilização consome energia de qualquer forma para crescer.

Bibliografia:

The Anthropocene Generalized: Evolution of Exo-Civilizations and Their Planetary Feedback
Adam Frank, Jonathan Carroll-Nellenback, Marina Alberti, Axel Kleidon
Astrobiology
Vol.: 18 (5): 503
DOI: 10.1089/ast.2017.1671